CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 2202 DE 15 DE ABRIL DE 2024

clipping

Ano 10 | nº 2202 |15 de abril de 2024

 

NOTÍCIAS

Em São Paulo, morosidade no mercado do boi

A semana encerra-se sem alterações nas cotações dos bovinos terminados. O cenário das negociações segue truncado, com os pecuaristas vendendo de forma cautelosa e as indústrias frigoríficas comprando de forma estratégica, dessa forma, o último dia útil da semana se encerra com estabilidade de preços

Na região Oeste da Bahia, após alta nos preços das fêmeas ontem, a semana se encerra com as cotações de todos os bovinos terminados estáveis na comparação dia a dia. Na região de Pelotas no Rio Grande do Sul, a semana se encerra com acréscimo de 2,0% na cotação da novilha gorda. Para as demais categorias, os preços seguiram firmes. No Espírito Santo, com as escalas de abate para, em média, 7 dias úteis, os preços permaneceram estáveis na comparação diária. A estabilidade nas cotações perdura há 9 dias úteis para o boi gordo, 17 dias úteis para a vaca gorda e 12 dias úteis para a novilha gorda. Na região Sudoeste do Mato Grosso, a semana encerra-se com cenários distintos entre as duas categorias de fêmeas destinadas ao abate. Para a vaca gorda, queda de R$2,00/@, enquanto para a novilha gorda, alta de R$1,00/@ às cotações. O boi comum permaneceu estável na comparação realizada dia a dia.

Scot Consultoria

Mercado físico do boi gordo no Brasil voltou a registrar preços estáveis na sexta-feira (12)

A semana terminou sem grandes mudanças no padrão dos negócios

Os frigoríficos ainda encontram certa dificuldade na composição de suas escalas de abate, que hoje atendem entre 7 e 10 dias úteis, dependendo da praça. “O fato é que a recente estratégia do pecuarista, que vem cadenciando o ritmo dos negócios, contribuiu para firmar o mercado ao longo da primeira quinzena de abril, respaldado pelas boas condições das pastagens. A perda de qualidade do pasto entre os meses de maio e junho será uma variável importante, levando a um período de maior oferta de animais para abate”, disse o analista da consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias. Preços do boi gordo. Em São Paulo, Capital: R$ 232. Em Goiânia, Goiás: R$ 217. Em Uberaba (MG): R$ 227. Em Dourados (MS): R$ 224. Em Cuiabá: R$ 209. O mercado atacadista encerra a semana apresentando preços acomodados. Mesmo durante a primeira quinzena do mês, não houve grande apelo para alta dos preços.

A segunda quinzena do mês tende a ser mais complicada, considerando o menor apelo ao consumo no decorrer do período em questão. “Soma-se a isso o volume de oferta de carne de frango, que tem potencial para interferir na formação dos preços das proteínas concorrentes”, disse Iglesias. O quarto traseiro foi precificado a R$ 18,00 por quilo. O quarto dianteiro ainda é precificado a R$ 14,00 por quilo. A ponta de agulha segue cotada a R$ 13,00 por quilo.

Agência Safras

Pecuarista tem período limitado para segurar oferta em busca de preço melhor

Em São Paulo, cotação da arroba do boi gordo recuou novamente. Chegada do período seco de outono/inverno não ajuda a manter gado na pastagem

A estratégia dos pecuaristas, com pastos em boas condições, de segurar o gado para sustentar o preço da arroba, tem prazo de validade. Fernando Iglesias, analista da consultoria Safras & Mercado, alerta que não será possível manter essa prática à medida que se intensifique o período seco de outono/inverno. “Ainda vamos ter um final de safra entre maio e junho que vai impactar os preços, porque o pecuarista vai acabar perdendo essa capacidade de retenção que ele tem hoje”, disse o especialista. Pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) afirmam que já existem regiões com condições insatisfatórias das pastagens, que dificultam a obtenção de animais prontos para abate só a pasto. “Isso gera uma grande dificuldade de vermos os preços subindo de maneira agressiva”, acrescentou Iglesias. O indicador do boi gordo Cepea/B3, referente ao mercado do Estado de São Paulo, terminou a quinta-feira (11/4) cotado em R$ 230,40 por arroba, recuo de 1,20% em relação ao dia anterior. Pressiona pelo ciclo de alta na oferta de animais para abate, a arroba bovina acumula queda de quase 10% neste ano, de acordo com o indicador. No atacado da Grande São Paulo, levantamento do Cepea mostra que o mercado da carne com osso segue em ritmo lento, sem exigir pressão de compra pelos frigoríficos, que continuam com escalas confortáveis. Na avaliação do Cepea, um alento poderá vir do mercado internacional, caso o ritmo de exportações de carne bovina in natura se mantenha elevado, como na primeira semana deste mês, depois de quedas em fevereiro e março. “Se mantido esse ritmo, a demanda de frigoríficos pode se intensificar e trazer algum ânimo a pecuaristas, especialmente aos paulistas”, estimaram os especialistas do Cepea.

Globo Rural

ECONOMIA

Dólar fecha acima de R$5,12 com forte ganho semanal ainda sob efeito da inflação dos EUA

O dólar fechou em alta frente ao real na sexta-feira, registrando forte valorização semanal, em linha com o exterior e no maior patamar em cerca de seis meses depois que dados de inflação ao consumidor dos Estados Unidos minaram apostas de que o afrouxamento monetário do Federal Reserve poderia começar neste semestre

A moeda norte-americana à vista avançou 0,60%, a 5,1213 reais na venda. O dólar marcou seu maior patamar de encerramento desde 9 de outubro de 2023 (5,1315). Frente à sexta-feira da semana passada, o dólar ganhou 1,11%, terceiro ganho semanal consecutivo e o mais intenso desde janeiro deste ano. Dados de quarta-feira mostraram que o índice de preços ao consumidor dos EUA aumentou 0,4% no mês passado, depois de avançar pela mesma margem em fevereiro. Nos 12 meses até março, o índice aumentou 3,5%. Economistas consultados pela Reuters previam que o índice subiria 0,3% no mês e 3,4% na base anual. Nem mesmo um relatório separado, mostrando que o índice de preços ao produtor dos EUA subiu menos do que o esperado em março, conseguiu aplacar o pessimismo do mercado, que não vê mais chances relevantes de um primeiro corte de juros pelo Fed neste semestre. Adicionando lenha na fogueira, o presidente do Federal Reserve de Kansas City, Jeff Schmid, disse na sexta-feira que o banco central dos Estados Unidos não deveria estar avaliando cortes na taxa de juros neste momento, porque a inflação continua acima de sua meta de 2% e o mercado de trabalho é forte. Por outro lado, o presidente do Fed de Chicago, Austan Goolsbee, disse que as leituras do índice de preços ao consumidor norte-americano, que continuam altas, são preocupantes, mas ele continua concentrado em como o índice PCE, o indicador de inflação preferido do Fed, se comporta. A presidente do Fed de Boston, Susan Collins, disse que espera alguns cortes nas taxas de juros este ano, embora a inflação possa levar algum tempo para retornar ao nível desejado. “Os fundamentos externos estão se tornando mais desafiadores e agem na direção de maior pressão na moeda, com manutenção do cenário de dólar forte e adiamento dos cortes de juros nos Estados Unidos, ainda que seja parcialmente compensado por uma Selic mais alta”, disse em relatório Mario Mesquita, economista-chefe do Itaú. O banco piorou suas projeções para o nível do dólar ao final deste ano e do próximo a 5 reais e 5,20 reais, respectivamente, contra 4,90 e 5,10 esperados antes. Márcio Riauba, gerente da Mesa de Operações da StoneX, destacou na sexta-feira o fato de o dólar já ter se distanciado muito de sua média móvel de 200 dias — indicador técnico importante que está atualmente próximo de 4,93 reais –, o que pode explicar também sua recuperação recente e sinalizar uma tendência desanimadora para o real à frente.

Reuters

Ibovespa recua mais de 1% endossado por Wall St

 JSB ON registrou queda de 0,9%, a 22,1 reais. A produtora de carnes informou que vai investir 150 milhões de reais para duplicar a capacidade de processamento e a força de trabalho de sua unidade Campo Grande II, em Mato Grosso do Sul. Ainda no setor de alimentos, BRF ON caiu 3,85%.

O Ibovespa fechou em queda na sexta-feira, no menor patamar em mais de quatro meses, na casa dos 125 mil pontos, com pessimismo em Wall Street e aversão global ao risco, enquanto as ações de Prio foram o destaque positivo na sessão. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 1,14%, a 125.946,09 pontos, nível mais baixo de fechamento desde 6 de dezembro. Na máxima do dia, chegou a 127.639,90 pontos. Na mínima, a 125.635,13 pontos. O volume financeiro somou 23,4 bilhões de reais. O índice operou de lado durante parte da manhã e chegou a apontar alta na semana, mas perdeu tração e encerrou com recuo semanal de 0,7%. Na análise de Ângelo Belitardo, gestor da Hike Capital, o desempenho da bolsa brasileira reflete uma semana marcada por dados decepcionantes sobre a inflação nos Estados Unidos. “Esses dados de inflação piores (do que o esperado) nos EUA fizeram com que a curva de juros aqui no Brasil se estressasse”. As taxas dos DIs fecharam em alta, com a taxa para janeiro de 2025 em 10,075% no final da tarde, ante 10,069% do ajuste anterior, enquanto o retorno do Treasury de 10 anos marcava 4,5196%. Em Wall Street, os três principais índices acionários também tombaram mais de 1% cada. “O que a gente tem hoje no mercado é uma sessão clássica de maior aversão ao risco”, resumiu o economista Victor Beyruti, da Guide Investimentos.

Reuters

Mercado vê déficit primário e dívida bruta menores em 2024 e 2025, mostra Prisma

Economistas passaram a prever um déficit primário menor neste ano e no próximo, também com projeções de dívida melhores para ambos os períodos, mostrou na sexta-feira o relatório Prisma Fiscal de março, compilado pelo Ministério da Fazenda

Agora, a expectativa mediana é de saldo primário negativo de 78,615 bilhões de reais em 2024, contra visão anterior de déficit de 82,817 bilhões, segundo o relatório. Para o ano seguinte, agora se espera que resultado seja negativo em 83,450 bilhões de reais, melhor que a projeção anterior de rombo de 86,541 bilhões. Para 2024, foi prevista receita líquida (descontados repasses a Estados e municípios) de 2,103 trilhões de reais, acima dos 2,099 trilhões do último Prisma. Para 2025, a expectativa também subiu, a 2,222 trilhões de reais, de 2,212 trilhões antes. No que diz respeito à arrecadação das receitas federais — considerada crucial pelos mercados para que o governo consiga atingir as metas previstas no novo arcabouço fiscal — a visão mediana no Prisma passou a calcular 2,588 trilhões de reais neste ano, acima dos 2,565 trilhões previstos no boletim anterior. Para 2025, a expectativa de arrecadação também subiu, a 2,732 trilhões de reais, de 2,706 trilhões antes. Houve queda na expectativa mediana de despesas do governo federal deste ano, a 2,179 trilhões de reais, contra 2,180 trilhões anteriormente. Para o período seguinte, a projeção caiu a 2,298 trilhões, frente a 2,304 trilhões de reais na leitura passada. Enquanto isso, o mercado reduziu a projeção para a dívida bruta do governo geral a 77,45% do PIB neste ano, contra 77,50% esperados no mês anterior. Para 2025, o prognóstico foi reduzido a 79,94%, de 80,09%.

Reuters

Setor de serviços do Brasil tem queda de 0,9% em fevereiro, diz IBGE

O volume de serviços no Brasil voltou a contrair em fevereiro, interrompendo três meses seguidos de ganhos e frustrando as expectativas.

Em fevereiro, houve recuo no volume de serviços de 0,9% em relação ao mês anterior, de acordo com os dados divulgados na sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado vem após o setor acumular uma expansão de 1,5% nos três meses anteriores e ficou bem aquém da expectativa em pesquisa da Reuters de avanço de 0,2%. Assim, o volume de serviços está 11,6% acima do nível pré-pandemia, de fevereiro de 2020, e 1,9% abaixo do ponto mais alto da série histórica, de dezembro de 2022. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o volume registrou alta de 2,5%, contra expectativa de 4,5%. A expansão do setor de serviços nos últimos meses reflete o mercado de trabalho aquecido com aumento da massa salarial, bem como a inflação comportada. No entanto, é esperada alguma desaceleração este ano, acompanhando a acomodação da atividade econômica. O desempenho de serviços e a inflação do setor vêm sendo ponto de atenção do Banco Central, que segue em seu ciclo de afrouxamento monetário, com a taxa básica de juros atualmente em 10,75%. Os dados do IBGE mostram que em fevereiro quatro das cinco atividades pesquisadas tiveram queda no volume. De acordo com Luiz Almeida, analista da pesquisa no IBGE, isso é fruto de um movimento de compensação após meses de alta. “É uma descontinuação dos ganhos anteriores. Como observamos, por exemplo, na atividade de profissionais, administrativos e complementares”, disse ele. O grupo caiu 1,9% em fevereiro após uma alta de 1,0% em janeiro impactada principalmente pelo pagamento de precatórios, que influenciou nas atividades jurídicas, de acordo com o IBGE. “Como não houve essa receita em fevereiro, acontece esse retorno ao patamar anterior”, explicou Almeida. Outro destaque no mês foi a retração de 1,5% no volume do setor de informação e comunicação, que compensou parte do ganho de 3,6% dos últimos quatro meses. “Nesse caso, as principais influências vieram de portais, provedores de conteúdo e outros serviços de informação na Internet, e de edição integrada à impressão de livros, que, com o fim da preparação para o início do ano letivo, mostrou um arrefecimento do mercado”, explicou Almeida. Os demais recuos foram registrados por transportes (-0,9%) e outros serviços (-1,0%). Apenas os serviços prestados às famílias mostraram ganhos, de 0,4%, o que entretanto não recupera a queda de 2,9% em janeiro. O índice de atividades turísticas, por sua vez, recuou 0,8% em fevereiro sobre o mês anterior, marcando o segundo revés seguido, com perda acumulada de 1,8%. O segmento está 2,2% acima do patamar pré-pandemia e 4,3% abaixo do ponto mais alto da série, alcançado em fevereiro de 2014.

Reuters

Faturamento com exportações do agro caiu 10,8% em março

Resultado é explicado pela queda internacional dos preços dos alimentos. Açúcar foi um dos produtos que puxaram as vendas externas no primeiro trimestre

As exportações do agronegócio atingiram US$ 14,21 bilhões em março, conforme dados divulgados pela Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura. O faturamento caiu 10,8% na comparação com o mesmo período do ano passado. De acordo com a Pasta, o resultado é explicado pela queda internacional dos preços dos alimentos. O índice de preços dos produtos do agronegócio exportados pelo Brasil caiu 11,9% em março em comparação com o mesmo mês de 2023, apesar da quantidade exportada ter aumentado em 1,3%. Os cinco principais setores exportadores em março foram: complexo soja (44,3% de participação nas exportações do agronegócio brasileiro); carnes (12,8% de participação); complexo sucroalcooleiro (11,3% de participação); produtos florestais (9,4% de participação); e café (5,7% de participação). Os cinco setores foram responsáveis por 83,4% do valor total exportado pelo Brasil no último mês. Em março, o complexo soja foi o principal setor exportador do agronegócio. Ainda assim, as exportações do setor 27,2%, com receitas de US$ 6,30 milhões (-27,2%). “A diminuição das vendas externas do setor ocorreu principalmente devido à queda dos preços internacionais da soja em grão, em função de projeções de ampla oferta global”, destacou a nota do ministério. Já entre os países importadores de produtos do agronegócio brasileiro, a China continua com o primeiro lugar entre os principais destinos, com participação nas exportações brasileiras do agronegócio de 35,9% ou o equivalente a US$ 5,10 bilhões (-23,0%). Já no acumulado de janeiro a março de 2024, as exportações brasileiras do agronegócio atingiram um faturamento de US$ 37,44 bilhões, crescimento de 4,4% na comparação com o resultado do mesmo período do ano passado e ainda um recorde para o trimestre. Segundo dados da Pasta, esse aumento em valor reflete a expansão na quantidade de produtos agro embarcada, que aumentou 14,6%, compensando a queda no índice de preços, que foi de 8,8%. O agronegócio representou 47,8% das vendas externas totais do Brasil no período, um pouco acima dos 47,3% observados no primeiro trimestre de 2023. Nestes três meses, a balança foi puxada, principalmente, pelo aumento nas vendas externas de açúcar (+US$ 2,52 bilhões), algodão (+US$ 997,41 milhões) e café verde (+US$ 563,64 milhões), principais responsáveis pelo incremento das exportações brasileiras. O bom resultado nas vendas desses produtos compensou a queda nas exportações de milho (-US$ 1,2 bilhão); soja em grãos (-US$ 901,30 milhões) e óleo de soja (-US$ 543,45 milhões).

Globo Rural

EMPRESAS

JBS anuncia R$150 mi para duplicar capacidade de unidade de bovinos em MS

A JBS vai duplicar a capacidade de processamento e a força de trabalho de sua unidade Campo Grande II, em Mato Grosso do Sul, tornando a unidade a maior processadora de carne bovina da América Latina e uma das três maiores da companhia no mundo, anunciou a empresa nesta sexta-feira

A maior produtora global de carnes anunciou que vai investir 150 milhões de reais na expansão da unidade, durante visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à fábrica. Daqui um ano, o volume processado diariamente na fábrica vai passar de 2.200 para 4.400 cabeças, enquanto o número de funcionários vai passar para 4.600, uma vez que a JBS avalia que a unidade de Mato Grosso do Sul tem potencial de expandir seus embarques, após a China habilitar novos frigoríficos brasileiros para exportação. A cerimônia com o presidente marcou evento do primeiro embarque de carne bovina da fábrica de Campo Grande para a China, maior importador do produto do Brasil. O país asiático foi responsável por importar cerca de metade da carne bovina exportada pelo Brasil no ano passado, o que indica o potencial do mercado chinês, considerando as recentes habilitações. A unidade Campo Grande II da JBS foi uma das 38 habilitadas pelo governo chinês, em 12 de março passado. Segundo o CEO global da JBS, Gilberto Tomazoni, as habilitações são importantes para o agronegócio de carne bovina do Brasil e mostram a competitividade do país, maior exportador global do produto. “Operamos em muitos países ao redor do mundo e nenhum deles é hoje tão atrativo quanto o Brasil para se investir no agronegócio”, disse Tomazoni, em nota. Segundo o executivo, as 38 novas habilitações para China “significam um passo gigantesco para o agronegócio brasileiro”, além de geração de emprego e renda. Antes da recente lista de habilitações, divulgada pelo governo chinês em 12 de março, o Brasil contava com 106 plantas habilitadas para exportar ao país asiático, sendo 47 de aves, 41 de bovinos, 17 de suínos e 1 de asininos, segundo dados do Ministério da Agricultura. Agora são 144. Mato Grosso do Sul, um dos principais produtores de gado do Brasil, tinha apenas três fábricas de proteína bovina habilitadas, tendo passado agora para nove, disse a JBS. O Estado foi o que mais teve novas habilitações entre todas as unidades da federação no anúncio do mês passado. Com as liberações, as unidades de produção de bovinos de Mato Grosso do Sul agora podem embarcar por um volume equivalente a 2,3 milhões de animais, acréscimo de 1,87 milhão, o que deve se refletir nas exportações brasileiras, segundo a empresa. A unidade Campo Grande II produz atualmente 440 toneladas de carne e 136 toneladas de hambúrgueres (ou 2,4 milhões de unidades). Além da China, a fábrica pode exportar para Estados Unidos, Argélia, Egito, Emirados Árabes Unidos, Argentina, União Europeia e Chile, entre outros, segundo a JBS.

Reuters

GOVERNO

Missão técnica da Agricultura vai à China para discutir protocolo sanitário de proteína animal

O Secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Carlos Goulart, e uma comitiva da pasta viajaram na sexta-feira ao país asiático para as tratativas durante a reunião preparatória para a Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (Cosban)

“O protocolo tem uma série de itens que estamos discutindo. A questão relacionada à Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB, doença conhecida como mal da vaca louca) é um dos itens. Trabalhamos constantemente na melhoria e na revisão dos protocolos quando consideramos que é possível retirar ou reduzir requisitos que afetam a capacidade produtiva”, disse Goulart, em coletiva de imprensa. O secretário ressaltou que a revisão do protocolo depende de entendimento técnico com o lado chinês, por meio da Administração Geral de Alfândegas da China (Gacc, na sigla em inglês), autoridade sanitária do país. “Temos esperança de aproveitar esse momento incrível de avançar nas discussões técnicas. Isso depende da disposição chinesa e entra a nossa capacidade inequívoca de reconstruir as pontes diplomáticas, o que vem sendo liderado por Fávaro e Lula”, observou. “O governo tem retomado com todas as forças relacionamento com a China”, pontuou. De acordo com Goulart, a revisão de protocolo de requisitos sanitários entre Brasil e China independe de modelo de habilitação adotado entre os países. “A China tem protocolo de requisito sanitário, ou seja, é a maneira que utiliza para regular as relações. O pré-listing pode ser incluso ou não no protocolo. Mas são assuntos segredados, um não influenciando diretamente na outro”, afirmou. Atualmente, a China autoriza planta a planta brasileira a exportar para o país asiático. O Brasil busca há anos a adoção do modelo do pré-listing, que dispensa a avaliação final por parte das autoridades importadoras, ou seja, a habilitação sanitária das indústrias é feita pela autoridade do país exportador, de acordo com as regras do país importador.

Estadão Conteúdo

Mapa detalha recentes habilitações de estabelecimentos brasileiros para exportação à China

No encontro dos Secretários do ministério com jornalistas, foi destacado que novas habilitações podem gerar um incremento de cerca de R$ 10 bilhões na balança comercial em um ano

Na quinta-feira (11), os secretários do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Roberto Perosa (Comércio e Relações Internacionais) e Carlos Goulart (Defesa Agropecuária), participaram de um diálogo com a imprensa para trazer informações sobra a habilitação de estabelecimentos brasileiros para exportação de produtos. Durante a conversa, Perosa e Goulart detalharam os esforços do governo brasileiro para criar cada vez mais oportunidades aos produtores brasileiros no comércio internacional, além da atuação do Ministério para fomentar novas habilitações de estabelecimentos comerciais do país. O encontro foi realizado na sede do Mapa e antecede o primeiro embarque de carne para a China, de plantas recém-habilitadas para exportar ao país asiático. “Como exemplo, somente no Mato Grosso do Sul haverá um acréscimo significativo no volume exportado com as novas habilitações. Antes, o estado tinha 11% de sua capacidade de abate autorizada para exportação para a China, e isso está passando para 57%. É um incremento gigantesco nas possibilidades de expansão comercial. Isso vai gerar, com certeza, vai mudar a pecuária em Mato Grosso do Sul”, destacou o secretário Perosa. As novas habilitações podem gerar um incremento de cerca de R$ 10 bilhões na balança comercial brasileira, ao logo de um ano. O cálculo de incremento na receita das exportações leva em consideração o faturamento de uma planta de médio porte que exporta para a China, em torno de R$ 300 milhões anuais. Ainda na semana, governo brasileiro acolheu a decisão da Administração Geral de Aduanas da China (GACC) de habilitar sete frigoríficos nacionais a exportar soro fetal bovino para o mercado chinês. O produto é um componente fundamental para o cultivo de células em laboratório, contribuindo para avanços na pesquisa biomédica e na produção de vacinas e medicamentos. “A retomada dessas grandes habilitações e a abertura de novos mercados nos últimos 16 meses, totalizando 105 para 50 países, são fruto do trabalho intenso do ministro Carlos Fávaro e da colaboração entre as secretarias do Mapa e o Ministério das Relações Exteriores, trazendo importantes resultados. Estamos muito empenhados em entregar o melhor para a população brasileira. Tais esforços tem contado diretamente com a participação do presidente Lula e do vice-presidente Alckmin fazendo ligações e atuando em reuniões para que essas conquistas sejam alcançadas”, destacou Perosa. O secretário Goulart também destacou como o bom desempenho da defesa agropecuária brasileira colaborou com o feito. “Conseguimos esse resultado pela credibilidade, pelo reconhecimento no trabalho de defesa agropecuária do Brasil. “Estamos trabalhando para trazer os melhores resultados. O Brasil tem uma cultura exportadora, isso gera renda e desenvolvimento para o país. Estamos reunidos aqui para trazer transparência e mostrar como funciona. As negociações estão acontecendo e de fato nós estamos vivendo um momento ímpar no nosso país com essa capacidade de entrega de resultados”, completou Goulart. A China é o principal destino das exportações de carnes do Brasil. Em 2023, o mercado chinês representou cerca de 37% do total das exportações brasileiras do produto, no valor de 8,3 bilhões de dólares, cerca de 2,2 milhões de toneladas de carnes. Somente nos dois primeiros meses deste ano, o Brasil exportou US$ 6,57 bilhões em produtos agrícolas para o mercado chinês. No ano passado, o total foi de US$ 60 bilhões, o que representou 36,17% das exportações totais do Brasil. Nesta semana, o Brasil realizou a 27ª abertura de mercado em 2024. Agora existe a oportunidade de exportação para a Coreia do Sul de subprodutos de origem animal (farinhas e gorduras de aves) destinados à alimentação animal. Com isso, o agronegócio brasileiro alcançou sua 105ª expansão comercial, em 50 países, desde o início de 2023.

MAPA

FRANGOS & SUÍNOS

Suínos: predomínio de cotações estáveis

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, o preço médio da arroba do suíno CIF ficou estável, custando, em média, R$ 127,00, assim como a carcaça especial, com valor de R$ 9,60/kg

Conforme informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à quinta-feira (11), houve queda de 0,33% em Santa Catarina, atingindo R$ 5,97/kg, e tímida alta de 0,16% no Paraná, chegando a R$ 6,25/kg. Os valores ficaram estáveis em Minas Gerais (R$ 6,57/kg), Rio Grande do Sul (R$ 6,13/kg), e São Paulo (R$ 6,65/kg).

Cepea/Esalq

Suínos: no primeiro trimestre, poder de compra frente ao milho foi o maior desde 2021

Com a queda nos preços apresentada na semana passada, o mercado se manteve estável nas granjas paulistas nos últimos dias. O suíno terminado segue sendo comercializado, em média, a R$127,00/@.

No atacado, o começo de mês e suas particularidades trouxeram uma maior movimentação na saída de mercadorias no mercado atacadista. Neste período o varejo tem ido mais às compras a fim de reabastecer seus estoques. Com isso, a carcaça especial suína teve valorização de 3,1% ou R$0,30 por quilo na semana, estando negociada, em média, a R$9,90/kg. Para o curto prazo, o mercado deve trabalhar com preços firmes e novas valorizações não estão descartadas. No primeiro trimestre de 2024 apresentou uma melhor relação de troca com o milho para o suinocultor. A relação do preço vendido na granja versus o custo de compra do milho está em um dos melhores patamares dos últimos anos. Considerando o mesmo intervalo de tempo, a relação de troca é a mais favorável desde 2021.

Scot Consultoria

Preço do frango vivo no Paraná caiu 3,73% na sexta-feira (12)

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável, valendo R$ 5,00/kg, assim como o frango no atacado, valendo R$ 6,57/kg

Na cotação do animal vivo, o valor não mudou em Santa Catarina, com preço de R$ 4,43/kg, enquanto no Paraná, houve queda de 3,73%, atingindo R$ 4,39/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, Vivo, referentes à quinta-feira (11), o valor da ave congelada e do frango resfriado não mudaram, custando, respectivamente, R$ 7,24/kg e R$ 7,43/kg.

Cepea/Esalq

Frango/Cepea: Vendas externas crescem em março

As exportações brasileiras de carne de frango voltaram a crescer em março, depois de dois meses em queda. Segundo dados da Secex analisados pelo Cepea, foram embarcadas 418,1 mil toneladas (entre produtos in natura e industrializados), volume 5,2% maior que o de fevereiro/24, mas 18,7% inferior ao de março/23

No balanço do primeiro trimestre de 2024, as vendas externas totalizam 1,2 milhão de toneladas, 7,2% menos que no mesmo período do ano passado. À China – ainda maior parceira comercial do Brasil –, os envios caíram 7,4% entre fevereiro e março, passando para 38 mil toneladas. Apesar disso, pesquisadores do Cepea apontam que o setor avícola nacional está confiante, tendo em vista que oito novas plantas frigoríficas foram habilitadas para exportar à China.

Cepea

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