CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 2149 DE 25 DE JANEIRO DE 2024

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Ano 10 | nº 2149 |25 de janeiro de 2024

 

NOTÍCIAS

Em São Paulo, mercado do boi gordo estável

Com o escoamento de carne bovina abaixo do esperado e escalas de abate relativamente confortáveis, o volume de negócios esteve baixo e os preços ficaram estáveis

Segundo dados apurados pela Scot Consultoria, com o escoamento de carne bovina abaixo do esperado e escalas de abate relativamente confortáveis, a quantidade de negócios nas praças paulistas foi baixa, resultando em preços estáveis para os animais terminados. “Em função do feriado de 25 de janeiro (quinta-feira), em comemoração à fundação da cidade de São Paulo, há frigoríficos que optaram por ficar fora das compras até a próxima semana”, observa a Scot. Com isso, no mercado paulista, o boi gordo “comum” (destinado ao mercado interno, sem prêmio-exportação) segue cotado em R$ 240/@, enquanto a vaca e a novilha gordas são negociadas por R$ 215/@ e R$ 237/@ (preços brutos e a prazo), de acordo com a Scot. O “boi-China” (abatido mais jovem, com até 30 meses de idade) segue negociado em R$ 245/@, base SP, bruto, no prazo, com ágio de R$ 5/@ sobre o animal “comum”.  Na região de Goiânia-GO, com a dificuldade de compra de novilhas prontas para o abate, a cotação subiu R$3,00/@. Para o boi e vaca gordos, os preços estão estáveis. Na região Norte de Minas Gerais, com a oferta ajustada à demanda e escalas de abate para, em média, 5 dias, os preços ficaram estáveis para todas as categorias de bovinos destinados ao abate.

Scot Consultoria

Arroba do boi gordo já é negociada abaixo de R$ 200 em parte do país

Indústria continua com escalas confortáveis, o que permite pressionar as cotações para baixo. Segundo a Agrifatto, preços do boi gordo deverão permanecer estáveis

O preço do boi gordo continua caindo no país, indica a Agrifatto. Em Rondônia, por exemplo, a arroba se desvalorizou 2,1% em uma semana, a R$ 199,80 — este é o menor patamar observado entre as praças de negociação monitoradas pela consultoria. Segundo a Agrifatto, a indústria continua com escalas confortáveis, o que permite pressionar as cotações para baixo. “Os pecuaristas apesar de tentarem segurar o máximo possível, agora começam a ceder”, diz a empresa, em nota. Na B3, o vencimento para maio está no menor preço desde final de outubro do ano passado, tendo recuado 0,6% nesta terça-feira (23/1), a R$ 233,75 por arroba. A empresa diz que a baixa demanda por produtos (exceção da carne sem osso), aliada à sobreoferta de vaca, novilha e dianteiro, sugere que os preços permanecerão estáveis.

Globo Rural

Arroba do boi gordo cai mais uma vez

Segundo o consultor de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, a expectativa ainda é de tentativas de compra em patamares mais baixos

O mercado físico do boi gordo apresentou queda nos preços no decorrer da quarta-feira (24). Segundo o consultor de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, a expectativa ainda é de tentativas de compra em patamares mais baixos no curto prazo. A indústria frigorífica ainda avalia o lento escoamento da carne neste início de ano, que vem apresentando queda generalizada. “O quadro delimitado não permite recuperação dos preços, ao menos não no curtíssimo prazo. O que ainda oferece um ponto de suporte aos preços é o comportamento dos pecuaristas, que ainda cadenciam o ritmo dos negócios em meio a boas condições do pasto”, disse. Preço da arroba do boi em 24 de janeiro de 2024: São Paulo: R$ 242. Goiânia: R$ 235. Uberaba (MG): R$ 245. Dourados (MS): R$ 232. Cuiabá: R$ 210. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios segue sugerindo novas quedas das cotações no curto prazo, em linha com as dificuldades em torno do escoamento da carne neste início de ano. As indústrias ainda sinalizam grande volume de produto estocado. O perfil de consumo definido para este período do ano é a grande justificativa para este cenário, com a população descapitalizada, optando por produtos mais acessíveis, a exemplo da carne de frango, ovo e embutidos em geral. O quarto traseiro segue precificado a R$ 18,00 por quilo. O quarto dianteiro ainda é cotado a R$ 12,60 por quilo. A ponta de agulha foi precificada a R$ 12,50 por quilo, uma queda de R$ 0,20.

Agência Safras

ECONOMIA

Dólar cai ante real após ação da China para estimular economia

O dólar emplacou na quarta-feira a segunda sessão consecutiva de baixa ante o real, em sintonia com a queda da divisa dos EUA no exterior e ao avanço de commodities como o minério de ferro, após a China anunciar medidas para estimular sua economia.

O dólar à vista fechou o dia cotado a 4,9321 reais na venda, em baixa de 0,47%. Em dois dias, a moeda acumulou queda de 1,12%. Ainda assim, em janeiro o dólar acumula elevação de 1,66%. Na B3, às 17:24 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,52%, a 4,9335 reais. O dólar à vista operou em baixa durante toda a sessão, em sintonia com o exterior. Desde a madrugada, com os mercados asiáticos abertos, os ativos em todo o mundo reagiam à notícia de que autoridades chinesas estão avaliando medidas para estabilizar seu mercado de ações. O plano incluiria o uso de 2 trilhões de iuanes (278,53 bilhões de dólares), principalmente de estatais, para compra de ações. Também durante a madrugada no Brasil, o banco central chinês anunciou a redução dos compulsórios — recursos que os bancos devem manter como reservas — a partir de 5 de fevereiro, em 50 pontos-base, em medida que liberará para o mercado de crédito 1 trilhão de iuanes (139,45 bilhões de dólares). Em março e setembro do ano passado, o BC chinês já havia promovido cortes de 25 pontos-base dos compulsórios. Na segunda-feira, o dólar subiu mais de 1%, em meio aos receios de que o programa “Nova Indústria Brasil”, do governo federal, pudesse deteriorar as contas públicas. Na terça, o mercado já corrigiu esta avaliação e o dólar registrou queda firme, com a leitura de que será o BNDES o responsável pela maior parte dos financiamentos, sem que o Tesouro tenha necessariamente que participar.

Reuters

Ibovespa perde fôlego e fecha em queda

Após avançar nos primeiros negócios do dia, suportado por exportadoras de commodities metálicas, o Ibovespa perdeu fôlego e encerrou a sessão de hoje em queda

A piora do índice coincidiu com um movimento de alta dos rendimentos dos Treasuries, após leilão com baixa demanda e a divulgação de novos indicadores econômicos acima do consenso dos EUA. Dados da B3 mostram saída do investidor estrangeiro da bolsa em 2024. No fim do dia, o índice recuou 0,35%, aos 127.816 pontos. Nas mínimas intradiárias, tocou os 127.680 pontos e, nas máximas, os 129.446 pontos. O volume financeiro negociado na sessão (até as 18h15) foi de R$ 15,46 bilhões no Ibovespa e R$ 20,19 bilhões na B3. Em Nova York, o S&P 500 subiu 0,08%, aos 4.868 pontos, Dow Jones fechou em queda de 0,26%, aos 37.806 pontos e Nasdaq subiu 0,36%, aos 15.481 pontos.

Valor Econômico

IPPA/Cepea: Em 2023, preço ao produtor agropecuário cai 16,4%; queda fica acima da observada ao índice da FAO

Ainda que no último trimestre de 2023 os preços pagos aos produtores agropecuários tenham mostrado certa reação, no balanço do ano, o movimento foi de queda – e intensa. Inclusive, a baixa em 2023 ficou acima da observada para os preços internacionais dos alimentos

Segundo cálculos do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, o IPPA/Cepea (Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários) caiu expressivos 16,4% em 2023 em relação ao ano anterior. Na mesma comparação, os preços internacionais dos alimentos (Índice da FAO) recuaram 13,7%; os industriais (IPA-OG-DI produtos industriais), 4,5%; e a taxa de câmbio (R$/US$), 3,3%. De acordo com pesquisadores do Cepea, a baixa do IPPA/Cepea no balanço do ano se deve à significativa baixa observada para IPPA-Grãos/Cepea, de 22,5%, mas também aos recuos observados ao IPPA-Pecuária/Cepea, de 11,1%, e ao IPPA-Cana e Café/Cepea, de 7,8%. Já para o IPPA-Hortifrutícolas/Cepea, foi registrada elevação nominal ao longo de 2023, de 5,9%. Ressalta-se que, no último trimestre de 2023 (de outubro a dezembro) frente ao anterior (de julho a setembro de 2023), o IPPA/Cepea registrou alta, de 2,4%. Essa reação esteve atrelada aos avanços observados para os índices que agrega grãos, hortifrútis e cana-café, tendo em vista que o pecuário recuou.

Cepea

GOVERNO

Agronegócio inicia o ano com mais quatro novos mercados na Ásia

2023 foi marcado por recordes na abertura de mercados com autorizações para exportação de 78 novos produtos para 39 países

O agronegócio brasileiro inicia 2024 com a abertura de mais quatro novos mercados para a exportação de seus produtos. Nesta semana, o governo recebeu com satisfação a autorização para exportar bovinos vivos, embriões de bovinos (in vivo e in vitro) e sémen bovino para o Paquistão, além de alevinos de tilápia para as Filipinas. Em 2023, o Paquistão importou US$ 298.097.917 do Brasil. Entre os principais produtos destacam-se fibras e têxteis, o complexo soja e produtos florestais, que corresponderam a 83% das exportações brasileiras ao país asiático. Já a República das Filipinas continua sendo um dos importantes mercados para a carne do Brasil. Com exportações equivalentes a US$ 918.262.941 no ano anterior, as proteínas representaram 76% do que foi consumido pelos filipinos do Brasil. O mercado de bovinos vivos, aberto neste mês para as Paquistão, gerou uma movimentação de US$ 488.580.177 para o país no mercado mundial em 2023, refletindo um aumento de 154% em relação ano de 2022. “Com a retomada das relações diplomáticas, 2023 foi um ano marcado por recordes na abertura de mercados no mundo. Neste ano, com o apoio do Ministro Carlos Fávaro, buscaremos ainda mais novas oportunidades para os produtores do agro nacional exportarem dezenas de produtos e acessarem destinos até então inéditos, gerando renda e emprego em todo o país”, destacou Roberto Perosa, secretário de Comércio e Relações Internacionais. Tais resultados são fruto do trabalho conjunto do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE).

MAPA

Banco do Brasil estrutura programa para acelerar recuperação de pastagens

O anúncio da parceria será realizado durante o 36º Show Rural Coopavel

O Banco do Brasil informou que formalizará acordo de cooperação com iRancho, Traive e MyCarbon (subsidiária da Minerva Foods) para promover modelo de negócio “viável e sustentável” que permita a modernização da pecuária de corte e o aumento da lucratividade.

“No modelo de negócio, testado em um projeto piloto em Araguaína (TO) em outubro de 2023, além de ofertar o crédito rural para a recuperação de pastagens, foram apresentadas soluções de gestão, rastreabilidade e crédito de carbono que, se utilizadas de forma integrada, trarão benefícios para toda a cadeia produtiva”, disse o banco em nota. A parceria prevê que o BB financie esses pacotes tecnológicos. A iniciativa está alinhada com o Decreto 11.815/2023, que cria o Programa Nacional de Conversão de Pastagens Degradadas em Sistemas de Produção Agropecuários e Florestais Sustentáveis (PNCPD). Segundo levantamento do BB, cerca de 101 milhões de hectares de pastagens no Brasil são moderadas ou severamente degradadas, o que gera perdas substanciais de produtividade. O anúncio da parceria será realizado durante o 36º Show Rural Coopavel.

Estadão Conteúdo

Fávaro prepara política para evitar “crise iminente” no agronegócio

Algumas medidas devem ser anunciadas antes de março, segundo Ministro. Vamos jogar com aquilo que temos e minimizar os impactos, diz Ministro Carlos Fávaro

A combinação da previsão de quebra da safra de grãos no Brasil e o achatamento dos preços internacionais das commodities formou um cenário tão raro e complexo quanto potencialmente prejudicial aos produtores rurais e desafiador para a política agrícola em 2024, na avaliação do Ministro da Agricultura, Carlos Fávaro. O foco da Pasta será antever a “crise iminente” no campo e anunciar ações de ajuda aos produtores antes do fim da colheita da soja. A intenção é evitar agir apenas depois que se instale um ambiente de endividamento e de seus efeitos colaterais. O Ministro também já considera que a segunda safra de milho será menor que o projetado inicialmente. Fávaro já colocou o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva a par da situação em um telefonema na terça-feira (23/1) e vai se reunir na próxima semana com o Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para discutir medidas para minimizar os impactos financeiros aos produtores. Com restrição orçamentária e dados ainda incipientes sobre os prejuízos na colheita de soja recém-iniciada pelo país, as equipes técnicas do governo fazem contas e apenas projetam cenários para possíveis prorrogações de parcelas de investimentos, criação de novas linhas para custeio e implementação de ações de apoio à comercialização. Fávaro admite que a “rentabilidade dessa safra já foi embora até para quem tem boa produtividade” — por conta dos custos de produção ainda altos durante o plantio e os impactos causados pelo clima no rendimento médio das lavouras — e que 2024 será um ano atípico. “Vamos jogar com aquilo que temos e minimizar os impactos para que possamos voltar a crescer na safra 2024/25”, disse o Ministro em entrevista à reportagem. “Agora temos que fazer de tudo para passar com o menor impacto possível”, completou. “Boa parte dos produtores vão colher menos e alguns muito menos que no ano passado. A quebra de produção com preços baixos acende uma luz no mínimo amarela senão vermelha para a adoção de providências muito rápidas. É um cenário mais raro, mas que quando acontece se torna muito grave”, avaliou Fávaro. O ministro reforçou que uma das propostas à mesa, no momento, é prorrogar as parcelas de investimentos, o que pode gerar custos ao Tesouro Nacional. As análises internas tentam levantar quantos e quais contratos podem precisar desse alongamento de prazo, já que a produção não será atingida com a mesma intensidade em algumas regiões do país, e quais são os juros praticados nesses financiamentos. A equipe técnica avalia, por exemplo, o volume de operações contratadas desde a safra 2016/17 nas linhas do Moderfrota, Pronamp Investimento e Inovagro e que vencem em 2024.

Valor Econômico

FRANGOS & SUÍNOS

Suíno vivo cai 7,11% em Minas Gerais

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, o preço médio da arroba do suíno CIF ficou estável, custando, em média, R$ 116,00, assim como a carcaça especial, com valor de R$ 8,90/kg

Conforme informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à terça-feira (23), houve tímida alta de 0,16% em São Paulo, chegando a R$ 6,21/kg. Foram registradas quedas de 7,11% em Minas Gerais, atingindo R$ 6,27/kg), baixa de 1,33% no Paraná, custando R$ 5,94/kg), retração de 0,17% no Rio Grande do Sul, chegando a R$ 5,85/kg, e de 2,75% em Santa Catarina, fechando em R$ 5,66/kg.

Cepea/Esalq

Mercado do frango com poucas variações

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável, valendo R$ 5,05/kg, enquanto o frango no atacado subiu 0,45%, valendo R$ 6,65/kg

Na cotação do animal vivo, em Santa Catarina, houve queda de 0,44%, chegando a 4,56/kg, e no Paraná, o preço ficou estável em R$ 4,56/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, Vivo, referentes à terça-feira (23), tanto a ave congelada quanto o frango resfriado ficaram estáveis, custando, respectivamente, R$ 7,36/kg e R$ 7,38/kg.

Cepea/Esalq

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