CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 2131 DE 21 DE DEZEMBRO DE 2023

clipping

Ano 9 | nº 2131 |21 de dezembro de 2023


NOTÍCIAS

Cotações estáveis no mercado do boi em São Paulo

As escalas de abate estão sendo completadas para esses últimos dias do ano, em função disso, as cotações ficaram estáveis na comparação feita dia a dia

Na região Sudoeste do Mato Grosso, a cotação do boi caiu R$2,00/@. A cotação das demais categorias de bovinos permaneceram firmes. Na região de Belo Horizonte em Minas Gerais. Na praça mineira, as cotações permaneceram firmes.

Scot Consultoria

Boi gordo: mercado físico sem novidades

Os preços voltaram a apresentar pouca movimentação, como é o caso de São Paulo, onde as negociações giraram na faixa de R$ 245 a R$ 250 por arroba, estáveis

Os frigoríficos contam com escalas relativamente confortáveis, mas não estão conseguindo pressionar as indicações. A liquidez do físico tende a perder vigor nos próximos dias, à medida que as festividades se aproximam, e com isso, as expectativas voltam-se para a retomada em janeiro. A logística também deve se tornar mais desafiadora até o fechamento do ano. O andamento do consumo e atacado, fluxo de exportações e condições das pastagens são fatores a serem acompanhados ao longo das próximas semanas, conforme mencionado pelo analista da consultoria Safras & Mercado, Allan Maia. Em São Paulo, os preços do boi gordo permaneceram estáveis. No estado, a arroba foi negociada na faixa entre R$ 245 e R$ 250, tanto para animais destinados ao mercado interno como para o padrão China. Em Minas Gerais, os preços seguiram firmes. No Triângulo Mineiro, a indicação ficou em até R$ 250 por arroba a prazo. Em Goiás, as indicações ficaram acomodadas, com o preço do boi gordo no estado posicionado entre R$ 230 e R$ 240 por arroba no sudoeste do estado. No Mato Grosso do Sul, houve um ligeiro avanço de preços. Em Campo Grande, a indicação ficou em R$ 232 por arroba a prazo. Em Dourados, a arroba do boi gordo também foi precificada em R$ 232 a prazo. Já em Mato Grosso, observou-se pouca movimentação de preços no dia. Em Cáceres, a indicação ficou em R$ 208 por arroba a prazo, enquanto em Campos de Júlio, a indicação ficou em R$ 212 por arroba a prazo. O mercado atacadista manteve preços estáveis. Os agentes de mercado continuam com expectativas para o consumo no curto prazo. E, posteriormente, a reposição, considerando o período de festas e a capitalização das famílias, com a entrada da parcela do décimo terceiro na economia. O quarto traseiro foi precificado a R$ 20 por quilo. O quarto dianteiro foi precificado a R$ 13 por quilo, enquanto a ponta de agulha alcançou R$ 13,10 por quilo.

Agência Safras

Imea vê transição no ciclo pecuário em MT em 2024 após fase de baixa em 2023

O Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) espera que em 2024 ocorra a transição no ciclo pecuário bovino no estado, que passou por sua fase mais intensa de baixa em 2023, com altas disponibilidades para abates nos frigoríficos, segundo relatório divulgado pelo Imea na segunda-feira (18)

“A perspectiva é que em 2024 ocorra a transição para a próxima fase do ciclo, cuja característica é de lateralização com tendência de alta nos preços, com a participação de fêmeas nos abates ainda acima da média histórica”, disse o Imea. Durante a fase mais baixa do ciclo pecuário, ocorreu forte aumento nos abates do estado e redução nos preços da arroba. As indústrias frigoríficas do estado abateram 5,48 milhões de cabeças bovinas de janeiro a novembro de 2023, ante 4,55 milhões de bovinos no mesmo período do ano passado. Para 2024, o Imea espera aumento nos preços da arroba com manutenção da forte demanda devido ao cenário otimista para as exportações de carne bovina brasileira, com novas habilitações de plantas para exportar para a China e abertura de novos mercados. O Imea disse que o grande volume de matrizes abatidas nos últimos dois anos pode resultar na menor oferta de animais de reposição no mercado no segundo semestre de 2024. “Com isso, o mercado de reposição tende a iniciar o movimento de recuperação nos preços neste período.” O setor pecuário ainda poderá ser afetado em 2024 por efeitos do El Niño na produção local de grãos e na qualidade das pastagens, segundo o Imea.

Carnetec

ECONOMIA

Reforma tributária é promulgada plenário lotado do Congresso Nacional

Lira diz que discussão da legislação complementar começará no “primeiro dia legislativo” de 2024

Em sessão histórica, o Congresso Nacional promulgou na quarta-feira (20) a Emenda Constitucional 132, da reforma tributária. A cerimônia ocorre perante um plenário lotado da Câmara dos Deputados, em que ocorre sessão do Congresso Nacional. A emenda foi assinada pelos presidentes do Senado, Rodrigo Pacheco (PSDMG), e da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Vice-presidente, Geraldo Alckmin, e os ministros da Fazenda, Fernando Haddad, e do Planejamento, Simone Tebet, estão presentes. O presidente da Câmara afirmou que “assume o compromisso público” de começar a discutir a regulamentação do texto “já no primeiro dia legislativo” de 2024 e que “ajustes” e outras reformas serão necessários no futuro. “Ajustes serão necessários, outras reformas também. E essa Casa estará sempre disposta a debater o que for melhor para o país”, afirmou Lira. Lira disse que foram décadas tentando discutir o texto, mas que “não havia mais tempo a esperar”. “Foram 40 anos de espera que transformaram nosso sistema tributário num manicômio fiscal. A cada novo governo, a cada nova legislatura, o tema vinha à tona e ‘Sou o governador d… naufragava em interesses diversos. A prioridade não era o país”, discursou. O presidente da Câmara agradeceu nominalmente cada um dos líderes dos partidos, do governo e da oposição. “Participamos irmanados desse registro histórico, podendo afirmar com enorme satisfação que foi nessa Casa que nasceu, se desenvolveu, foi amplamente debatida, formulada e aprovada a reforma tributária que atende os anseios da sociedade brasileira”, afirmou. Lira também destacou o papel do presidente do Senado e do presidente Lula na aprovação. “Quero agradecer ao Ministro [da Fazenda] Fernando Haddad por ter incorporado a tese dessa Casa de que a reforma tributária era necessária agora, e ter sido parceiro nessa luta”, disse. O parlamentar destacou que esta é a primeira reforma tributária ampla feita no regime democrático brasileiro, por causa da negociação política dos parlamentares com diversos setores da sociedade brasileira. “A reforma tributária promulgada hoje não nasceu de um ato autoritário de um poder ou da vontade de um governo”, declarou. Lira defendeu que a reforma vai acelerar a economia, gerar milhares de empregos e melhorar a vida dos brasileiros e que a Câmara não permitiu que tornasse “um joguete político” ou se “transformasse em barganha política ou uma batalha político-partidária”. “Muitos já teriam desistido de tentar aprová-la diante de tantos desafios. Mas quem tem espírito público, como essa Casa, quem se preocupa em preparar o país para o futuro, não desiste nunca”, disse.

Valor Econômico

Dólar sobe quase 1% em dia de realização de lucros e alta também no exterior

Após duas sessões de queda firme, o dólar fechou a quarta-feira em alta de quase 1% ante o real, novamente acima dos 4,90 reais, com alguns investidores realizando lucros e recompondo posições compradas na moeda norte-americana, em um dia de avanço das cotações também no exterior, após a divulgação de dados favoráveis sobre a inflação no Reino Unido

O dólar à vista fechou o dia cotado a 4,9118 reais na venda, em alta de 0,96%. Com o movimento desta quarta, em dezembro a moeda norte-americana acumula baixa de 0,07%. Na B3, às 17:14 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,99%, a 4,9120 reais. Profissionais ouvidos pela Reuters afirmaram que, após baixas mais intensas, é natural que haja certo movimento de retomada das cotações. “Mesmo esta subida do dólar, de 4 centavos (de real), para a gente ainda é (uma oscilação) meio de lado. Mas tem a ver com um pouco de realização depois do que vimos ontem (terça-feira)”, disse durante a tarde Evandro Caciano, head de câmbio da Trace Finance. Segundo ele, porém, o ambiente seguia favorável à queda do dólar ante o real. “Estamos em um otimismo interno, com o tripé de reforma tributária, aumento da nota (pela S&P) e avanço das pautas econômicas. No curto prazo, vamos ficar com o real forte, ainda que haja pequenas realizações como hoje”, disse Caciano. No início do dia, o Escritório de Estatísticas Nacionais do Reino Unido informou que o índice de preços ao consumidor subiu 3,9% em novembro, em taxa anual, após registrar alta de 4,6% em outubro. A inflação atingiu em novembro o menor nível em mais de dois anos. A queda da inflação elevou a expectativa de que o Reino Unido pode se juntar aos Estados Unidos e cortar juros já no primeiro semestre de 2024, o que fez a libra desabar ante o dólar. Pela manhã, o Banco Central informou que seu Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) recuou 0,06% em outubro na comparação com setembro, em dado dessazonalizado. O resultado ficou bem abaixo da expectativa em pesquisa da Reuters com economistas, de avanço de 0,10%. O IBC-Br é um sinalizador de tendência para o Produto Interno Bruto.

Reuters

Ibovespa fecha em queda após máximas com NY e ajustes freando efeito dos Treasuries

O Ibovespa fechou em queda na quarta-feira, após voltar a superar os 132 mil pontos na máxima do pregão, com piora em Wall Street e realização de lucros freando o efeito positivo da queda dos rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,59%, a 131.071,81 pontos, de acordo com dados preliminares. Na máxima da sessão, o índice chegou a 132.340,75 pontos, novo recorde intradia. Na mínima, cedeu a 130.709,8. O volume financeiro somava 19,2 bilhões de reais antes dos ajustes finais.

Reuters

Arrecadação federal tem queda real de 0,39% em novembro, diz Receita

A arrecadação do governo federal teve queda real de 0,39% em novembro sobre o mesmo mês do ano anterior, a 179,392 bilhões de reais, informou a Receita Federal na quarta-feira, com a variação mensal retomando o campo negativo após o dado de alta em outubro ter interrompido período de quatro meses no vermelho

Apesar de o resultado ter ficado abaixo do registrado em novembro de 2022 em termos reais, a série histórica da Receita mostra que o dado foi o segundo mais alto para o mês desde 2013, quando marcou o equivalente a 200,463 bilhões de reais em valores corrigidos pela inflação. Segundo a Receita, a arrecadação total registra queda ajustada pela inflação de 0,66% no acumulado de janeiro a novembro, na comparação com o mesmo período de 2022, a 2,087 trilhões de reais. Em novembro, os recursos captados pela Receita, que englobam a coleta de impostos de competência da União, teve queda real de 0,52% sobre o mesmo mês do ano passado, a 172,503 bilhões de reais. No acumulado dos onze primeiros meses de 2023 houve alta real de 0,55%, a 1,979 trilhão de reais, informou o fisco. Já as receitas administradas por outros órgãos, com peso grande dos royalties sobre a exploração de petróleo, tiveram alta real no mês passado de 2,88%, a 6,890 bilhões de reais, mas acumularam no ano baixa de 18,56%. De acordo com o fisco, o desempenho do mês foi explicado principalmente pelo comportamento dos indicadores econômicos, com recuos na arrecadação de Imposto de Renda das empresas e dos trabalhadores, Contribuição Social sobre o Lucro Líquido e Imposto sobre Produtos Industrializados.

Reuters

Índice de produção da agroindústria sobe pelo terceiro mês seguido

Alta do PIMAgro, calculado pelo Centro de Estudos em Agronegócios da Fundação Getulio Vargas, foi de 3,6% em outubro. De janeiro a outubro, o indicador de produção da agroindústria subiu 0,3% em comparação com o mesmo intervalo do ano passado

O Índice de Produção Agroindustrial (PIMAgro) calculado pelo Centro de Estudos em Agronegócios da Fundação Getulio Vargas (FGV Agro) subiu 3,6% em outubro em relação ao mesmo mês do ano passado. Essa foi a terceira alta mensal consecutiva. Em outubro, tanto o grupo de alimentos e bebidas quanto o segmento de não-alimentícios subiram — as altas foram de 5% e 1,8%, respectivamente. Com o desempenho, o desempenho da indústria de produtos não-alimentícios voltou a crescer em relação ao mesmo mês do ano anterior, o que não ocorria desde agosto de 2022. Em nota, os pesquisadores ressaltaram que o aumento se deveu, ao menos em parte, ao fato de outubro de 2023 ter tido 21 dias úteis, ou dois a mais do que no mesmo mês de 2022. Com o resultado positivo de outubro, o índice de produção da agroindústria referente a todo o ano voltou a ficar acima do desempenho de 2022. De janeiro a outubro, o indicador subiu 0,3% em comparação com o mesmo intervalo do ano passado. Os produtos alimentícios e bebidas somaram sua nona alta nos dez primeiros meses de 2023 — o segmento recuou apenas em fevereiro; a indústria de alimentos avançou 4,3% e a de bebidas, 8,8%. Os alimentos de origem vegetal avançaram 3,6% e os de origem animal aumentaram em 2,3%. Na indústria de produtos não-alimentícios, a alta ocorreu em quase todos os segmentos. A única exceção foi o de insumos agropecuários, que caiu 2,3% em relação a outubro de 2022. De acordo com o FGV Agro, já se esperava a contração da produção de insumos agropecuários porque, no ano passado, sob o impacto da guerra na Ucrânia, as fabricantes aumentaram a produção no mercado interno para garantir a oferta. “O setor iniciou 2023 com estoques de passagens bem expressivos, o que está impedindo o aumento da produção neste ano”, aponta a FGV Agro.

Valor Econômico

GOVERNO

Brasil abre 76 novos mercados para o agro em 2023

As exportações do agronegócio brasileiro também registraram recorde em 2023, com US$ 139,58 bilhões em dez meses

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por intermédio da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais (SCRI), fechou 76 novos acordos comerciais com 38 países em 2023, o que representa um recorde para o setor do agronegócio brasileiro. As aberturas de mercados abrangem uma ampla variedade de produtos, incluindo carnes, grãos, frutas, vegetais, sementes e produtos florestais. Os principais destinos foram as Américas e a Ásia, com destaque para o México, a China e o Chile. A abertura do mercado mexicano para carnes bovinas e suínas brasileiras foi uma das principais conquistas do ano. A medida, que já era esperada há 20 anos, permitirá que o Brasil exporte esses produtos in natura para o México, sem a necessidade de processamento térmico prévio. O México é o segundo maior importador mundial de carne suína in natura, com importações de 1,2 milhão de toneladas em 2021. A abertura do mercado representa uma enorme oportunidade para o setor de carne suína brasileiro. O Brasil também obteve importantes avanços nas negociações com a China, seu principal parceiro comercial. Em março, o Ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, anunciou a derrubada do embargo à carne bovina brasileira, que havia sido imposto em razão de um caso isolado de Encefalopatia Espongiforme Bovina (mal da “vaca louca”). A transparência e a celeridade das informações prestadas pelo Brasil foram elogiadas pelo governo chinês. Além disso, o Mapa também conseguiu a habilitação de novas plantas frigoríficas brasileiras para exportação à China e a retomada das exportações de algumas plantas que estavam suspensas. O Brasil também fechou acordos importantes com o Chile e a União Europeia. Com o Chile, o país assinou um acordo para adotar o sistema de “pre-listing” no comércio de carnes, simplificando a habilitação de frigoríficos para exportação. O Brasil é o primeiro país latino-americano a ter esse mecanismo de habilitação delegada com o Chile. O acordo tem como objetivo expandir esse sistema para outros produtos além das carnes no futuro. Com a União Europeia, o Mapa retomou o Mecanismo de Diálogo SPS, que não se reunia desde 2016. Esse mecanismo é essencial para restabelecer o diálogo com a União Europeia para avançar em temas sanitários e fitossanitários de interesse mútuo.

MAPA

FRANGOS & SUÍNOS

ABPA espera abertura de novos mercados em 2024 para carnes de frango e suína

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) espera aberturas de novos mercados para as carnes de frango e suína brasileiras em 2024 e recuperação nos preços de exportação de carne de frango, disseram executivos da entidade durante coletiva de imprensa na semana

Em 2023, cerca 20 missões internacionais vieram ao Brasil como parte das negociações para abertura ou expansão de mercado para as carnes de frango e suína brasileiras, segundo o diretor de Mercados da ABPA, Luis Rua. Entre algumas das negociações em andamento estão a abertura dos mercados do Reino Unido e Malásia para a carne suína. No caso da carne de frango, alguns mercados em negociação são Indonésia, El Salvador, Guatemala e Butão. “Há uma infinidade de mercados e ampliações em que a gente vem trabalhando. A própria União Europeia, a expectativa é de que haja aí um retorno do pre-listing”, disse Rua. Com a pre-listing, há o reconhecimento da equivalência dos sistemas de inspeção sanitária entre os países que estabelecem o acordo. Assim, as empresas brasileiras habilitadas pelo Sistema de Inspeção Federal (SIF) poderão ser autorizadas pelo Ministério da Agricultura (Mapa) a exportar para os destinos que aceitam este sistema, sem necessidade de análise individual de cada planta por autoridades internacionais. O presidente da ABPA, Ricardo Santin, disse que espera que os preços médios de exportação de carne de frango tenham aumento em 2024, após forte redução em 2023. “A gente vê que para o ano de 2024 há um processo de recuperação, até porque pode ter mais influenza aviária nas produções, agora nesse primeiro semestre do ano, no Hemisfério Norte. Isso faz com que tenha recuperação de preços”, disse Santin.

CARNETEC

Altas predominam No mercado de suínos

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, o preço médio da arroba do suíno CIF ficou estável, custando, em média, R$ 135,00, assim como a carcaça especial, com valor de R$ 10,70/kg, em média

Conforme informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à terça-feira (19), o preço ficou estável somente no Rio Grande do Sul (R$ 6,42/kg). Houve alta de 0,81% em Minas Gerais, chegando a R$ 7,46/kg, avanço de 1,67% no Paraná, atingindo R$ 6,68/kg, incremento de 0,31% em Santa Catarina, custando R$ 6,51/kg, e de 0,71% em São Paulo, fechando em R$ 7,14/kg.

Cepea/Esalq

INTERNACIONAL

EUA: Exportações de carne bovina mostram recuperação modesta

As exportações de carne bovina dos EUA totalizaram 104.446 toneladas em outubro, uma queda de 17% em relação ao ano anterior, mas 6% acima do baixo volume registrado em setembro. O valor das exportações foi de US$ 836 milhões, uma queda de 11% em relação ao ano anterior, mas 5% acima de setembro

As exportações de carne bovina dos EUA de janeiro a outubro atingiram 1,08 milhão de toneladas, 13% abaixo do ritmo recorde de 2022, enquanto o valor caiu 17%, para US$ 8,32 bilhões. “No lado da carne bovina, os ventos contrários econômicos em nossos maiores mercados asiáticos continuam a pesar sobre a demanda, à medida que os consumidores trocam por proteínas de preço mais baixo”, disse o presidente e CEO da Federação de Exportações de Carnes dos EUA (USMEF), Dan Halstrom.. “A recuperação no setor de serviços alimentícios da Ásia tem sido limitada, mas continuamos esperançosos de que ela se acelerará em 2024. Os esforços recentes para impulsionar a atividade econômica nesses países e lidar com as moedas enfraquecidas também podem melhorar o clima de negócios.” Um setor de serviços alimentícios vibrante e um peso forte se combinaram para proporcionar um excelente impulso às exportações de carne bovina dos EUA para o México. Embora o México continue sendo o destino preferido para cortes subutilizados, os cortes do complexo de mandril e costela também estão alcançando uma demanda maior no México, onde as exportações de outubro aumentaram 13% em relação ao ano anterior, para 18.456 toneladas, enquanto o valor subiu 27%, para US$ 108,4 milhões. As exportações de janeiro a outubro para o México aumentaram 15%, para 171.399 toneladas, avaliadas em US$ 975,8 milhões – um aumento impressionante de 25%. Depois de um início de ano lento, a demanda de Taiwan por carne bovina dos EUA melhorou no segundo e terceiro trimestres, e as exportações de outubro totalizaram 4.923 toneladas, 10% a mais do que há um ano, enquanto o valor aumentou 17%, para US$ 54,6 milhões. Esse desempenho levou o volume de janeiro a outubro para Taiwan a 53.004 toneladas, 6% abaixo do ritmo recorde do ano passado, enquanto o valor caiu 17%, para US$ 539,5 milhões. Os Estados Unidos continuam sendo o principal fornecedor de carne bovina resfriada para Taiwan, capturando 76% do mercado de importação de carne resfriada. Lideradas por embarques recordes para a Costa Rica e pelo crescimento em Honduras, Panamá, El Salvador e Nicarágua, as exportações de carne bovina para a América Central em outubro aumentaram 23% em relação ao ano anterior, para 2.047 toneladas, enquanto o valor subiu 42%, para US$ 14,9 milhões – o maior em quase dois anos. Os embarques de janeiro a outubro para a região ficaram 1% acima do ritmo do ano passado, com 17.087 toneladas, e o valor aumentou 3%, para US$ 120,4 milhões. A demanda da Europa por carne bovina dos EUA ganhou impulso em outubro, com o volume combinado de exportações para a União Europeia e o Reino Unido aumentando 15% em relação ao ano anterior, para 1.653 toneladas, enquanto o valor saltou 67%, para US$ 26,7 milhões. Os embarques de janeiro a outubro para a região aumentaram 7%, para 17.923 toneladas, enquanto o valor foi 15% maior, para US$ 247,4 milhões. Com os setores de turismo e viagens de negócios de Hong Kong se recuperando até certo ponto, as exportações de carne bovina apresentaram tendência de alta em 2023. Até outubro, os embarques para Hong Kong aumentaram 14% em relação a um ano atrás, para 32.991 toneladas, avaliadas em US$ 343,9 milhões (aumento de 4%). Embora os resultados positivos detalhados acima tenham compensado parte do declínio após o aumento de 2021-22 nos maiores destinos asiáticos da carne bovina dos EUA – Coreia do Sul, Japão e China – a desaceleração da demanda nesses mercados continuou em outubro. Nos primeiros 10 meses do ano, as exportações para o Japão caíram 22%, para 205.381 toneladas, avaliadas em US$ 1,52 bilhão (queda de 25%). As exportações para a Coreia caíram 16%, para 207.344 toneladas, avaliadas em US$ 1,75 bilhão (queda de 25%), enquanto as exportações para a China caíram 25% em volume (160.773 toneladas) e 28% em valor (US$ 13,6 bilhões). O valor das exportações de carne bovina equivalia a US$ 389,90 por cabeça de abate alimentado em outubro, 9% a menos do que há um ano. A média de janeiro a outubro foi de US$ 395,40, uma queda de 14%. As exportações representaram 13% da produção total de carne bovina em outubro e 10,7% apenas para cortes musculares, cada um com queda de cerca de 2,5 pontos percentuais em relação ao ano anterior. Os índices de janeiro-outubro foram de 14,1% da produção total e 11,8% para cortes musculares, abaixo dos 15,4% e 13,2%, respectivamente, nos primeiros 10 meses de 2022.

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