CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 2094 DE 27 DE OUTUBRO DE 2023

clipping

Ano 9 | nº 2094 |27 de outubro de 2023

 NOTÍCIAS

Estabilidade nas cotações no mercado do boi gordo em São Paulo

Devido ao baixo volume de negócios e escalas de abate confortáveis, as cotações permaneceram estáveis na comparação feita dia a dia

Na região Oeste do Rio Grande do Sul, subiu a cotação da novilha gorda na região. Para as demais categorias, preços estáveis. Na região de Pelotas no Rio Grande do Sul, a cotação da vaca gorda subiu e a cotação das demais categorias permaneceram estáveis. Na região Sudeste de Mato Grosso, com escalas de abate bem-posicionadas, em média para 8 dias, as cotações de todas as categorias de bovinos destinados ao abate permaneceram estáveis. Apesar da estabilidade, os frigoríficos de maior porte, pautados na oferta de boiadas confinadas negociadas via contrato a termo, tem ofertado menos pela arroba do boi gordo, sem sucesso até o momento.

SCOT CONSULTORIA

Preço do boi gordo cai no norte do Brasil, informa Agrifatto

De acordo com consultores, indústria vem conseguindo manter pressão sobre as cotações

Cenário para os preços do boi gordo é de estabilidade na maior parte das praças pecuárias. O preço do boi gordo caiu na região norte do país, informou, na quinta-feira (26/10) a Agrifatto, em boletim. No estado do Pará, a arroba foi negociada em média a R$ 215,40 na quarta-feira (25/10), baixa de 1,3% em relação ao dia anterior, segundo a consultoria. Segundo os analistas, frigoríficos seguem conseguindo manter a pressão de baixa, à medida que conseguem equilibrar as escalas de abate. O cenário, no entanto, é de estabilidade na maior parte das praças de negociação. Dados da Scot Consultoria, com base em 32 regiões analisadas, indicaram alta em apenas três localidades na quarta-feira, e baixa em apenas uma. Nas demais, as cotações do boi gordo ficaram sem alteração. Na B3, os contratos com vencimento para este ano se mantêm entre R$ 236 e R$ 239 por arroba. Em São Paulo, o indicador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/B3) voltou aos R$ 240, depois de dois dias. Na quarta-feira, fechou a R$ 240,05, sustentando uma alta acumulada de 1,65% na parcial do mês. A média dos últimos cinco dias é de R$ 240,02. Nesta quinta-feira, os pesquisadores da instituição destacam que o diferencial de preços do boi gordo e do boi magro está menor neste mês. Na parcial até a quarta-feira, estava em 7,03%. Em setembro, estava em 13,02%. “Essa retração do ágio do animal para reposição sobre o abate é verificado depois de as diferenças registradas em agosto e setembro terem sido as maiores desde outubro de 2021. A diminuição no ágio entre setembro e agosto torna a terminação intensiva uma alternativa atraente aos pecuaristas”, diz o Cepea.

GLOBO RURAL

Boi/Cepea: Diferença entre preços de bois magro e gordo diminui

Dados do Cepea mostram que a diferença entre os valores de negociação do boi magro sobre os do boi gordo para abate tem diminuído em outubro frente à registrada no mês anterior

Segundo pesquisadores do Cepea, essa retração do ágio do animal para reposição sobre o abate é verificado depois de as diferenças registradas em agosto e setembro terem sido as maiores desde outubro de 2021. Cálculos do Cepea mostram que a diferença entre os valores dos bois magro e gordo na parcial deste mês (até o dia 24) está em 7,3%, contra 13,02% em setembro/23 e 12,02% em agosto/23, que, por sua vez, foram os maiores desde outubro de 2021 (quando o ágio foi de 16,4%). A diminuição no ágio entre setembro e agosto torna a terminação intensiva uma alternativa atraente aos pecuaristas.

Cepea

ECONOMIA

IPCA-15 desacelera alta em outubro com queda de alimentos compensando salto das passagens aéreas

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação oficial, desacelerou ligeiramente a alta em outubro, com nova deflação dos alimentos compensando em parte o salto pontual nas passagens aéreas, informou na quinta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

O IPCA-15 avançou 0,21% neste mês, arrefecendo ante o avanço de 0,35% visto em setembro, e ficando praticamente em linha com a expectativa em pesquisa da Reuters de alta de 0,20%. De acordo com o IBGE, o resultado deste mês foi bastante influenciado pela alta nos preços das passagens aéreas, que dispararam 23,75% e tiveram o maior impacto individual no índice geral, de 0,16 ponto percentual. O grupo Transportes, que engloba o item passagem aérea, avançou 0,78% em outubro, depois de já ter saltado 2,02% em setembro. Os preços dos combustíveis, no entanto, que haviam pressionado o IPCA-15 para cima no mês anterior, passaram a cair 0,44% em outubro. Houve quedas nos preços da gasolina (-0,56%), do etanol (-0,27%) e do gás veicular (-0,27%), enquanto o óleo diesel subiu (+1,55%). Economistas do Santander disseram em nota que a leitura foi favorável em termos qualitativos, uma vez que a alta foi puxada principalmente por itens voláteis, enquanto componentes do núcleo da inflação registraram surpresas deflacionárias. O grupo Alimentação e bebidas, por exemplo, cederam 0,31% e teve impacto de -0,07 ponto percentual no índice geral, marcando o quinto mês consecutivo de baixa. O subgrupo alimentação no domicílio caiu 0,52%, com forte recuo do leite longa vida (-6,44%), bem como do feijão-carioca (-5,31%), do ovo de galinha (-5,04%) e das carnes (-0,44%). “A gente continua vendo o grupo de alimentação indo super bem, depois de outra deflação forte em setembro, então é um grupo que continua ajudando muito a trajetória de queda da inflação”, disse Carlos Lopes, economista do BV. Ele alerta, no entanto, que a queda segue sendo “bastante gradual” e prevê que o IPCA encerrará o ano com alta pouco acima do teto da meta de inflação de 2023, cujo centro é 3,25%, com margem de tolerância de 1,50 ponto percentual para mais ou para menos. O IPCA-15 passou a acumular nos 12 meses até outubro avanço de 5,05%, contra 5,00% no mês anterior e projeção de analistas de 5,04%. Essa ainda é a leitura mais alta desde março (+5,36%). O Banco Central já cortou sua taxa de juros em 1 ponto percentual no acumulado das duas últimas reuniões de seu Comitê de Política Monetária (Copom), a 12,75%, e indicou que pretende reduzir as expectativas para a inflação por meio de uma atuação firme. Nicolas Borsoi, economista-chefe da Nova Futura Investimentos, disse que, na esteira do IPCA-15 “bom” de outubro, o mercado pode “brincar” com apostas de um corte de 0,75 ponto da Selic em dezembro deste ano ou fevereiro de 2024, mas, pessoalmente, segue na opinião de que “não é uma opção”.

REUTERS

Dólar volta a ficar abaixo de 5 reais com queda das taxas dos Treasuries

O dólar à vista fechou a quinta-feira em leve queda no Brasil, voltando para abaixo dos 5 reais, em um dia marcado pelo recuo firme das taxas dos títulos norte-americanos no exterior, após a divulgação de novos dados econômicos dos Estados Unidos

O dólar à vista fechou o dia cotado a 4,9912 reais na venda, em baixa de 0,21%. Em outubro, a divisa dos EUA acumula baixa de 0,72%. Na B3, às 17:24 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,17%, a 4,9900 reais. A moeda norte-americana oscilou em margens bastante estreitas no Brasil, com as cotações refletindo principalmente o cenário internacional. Às 9h30, o Departamento de Comércio dos EUA informou, em estimativa preliminar, que o Produto Interno Bruto do país cresceu a uma taxa anualizada de 4,9% no terceiro trimestre, maior alta desde o quarto trimestre de 2021. Economistas consultados pela Reuters projetaram mediana de crescimento para o PIB de 4,3% (estimativas entre 2,5% e 6,0%). Os números do PIB deram algum suporte ao dólar ante outras divisas, mas outros dados norte-americanos arrefeceram o movimento. O núcleo do índice de preços PCE — que tem movimentado os ativos nas divulgações mais recentes — subiu 2,4% no terceiro trimestre, ante expectativa de alta de 2,5%. O índice cheio do PCE avançou 2,9%. No mercado de Treasuries, os números do PCE ofuscaram os do PIB e fizeram os yields recuar de forma firme, com reflexos no mercado brasileiro de juros. Esta queda dos rendimentos dos Treasuries abriu espaço para a baixa — ainda que limitada — do dólar ante o real.

REUTERS

Ibovespa fecha em alta em dia de alívio na curva de juros e com impulso de Vale

O Ibovespa fechou em alta na quinta-feira, em sessão de ajustes apoiados pelo alívio na curva futura de juros e com Vale fornecendo um apoio adicional após anúncio de dividendos e recompra de ações, enquanto Petrobras figurou entre as poucas quedas, pressionada pelo declínio do petróleo no exterior.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,68%, a 114.730,06 pontos, de acordo com dados preliminares. Na máxima do dia, chegou a 114.885,61 pontos. Na mínima, a 112.840,03 pontos. O volume financeiro somava 18,7 bilhões de reais antes dos ajustes finais.

REUTERS

Brasil tem fluxo cambial positivo de US$3,375 bi em outubro até dia 20, diz BC

O Brasil registrou fluxo cambial total positivo de 3,375 bilhões de dólares em outubro até o dia 20, em movimento puxado tanto pela via financeira quanto pela comercial, informou na quinta-feira o Banco Central

Os dados mais recentes são preliminares e fazem parte das estatísticas referentes ao câmbio contratado. Pelo canal financeiro, houve entradas líquidas de 1,010 bilhão de dólares em outubro até o dia 20. Por este canal são realizados os investimentos estrangeiros diretos e em carteira, as remessas de lucro e o pagamento de juros, entre outras operações. Pelo canal comercial, o saldo de outubro até o dia 20 foi positivo em 2,365 bilhões de dólares. Na semana passada, de 16 a 20 de outubro, o fluxo cambial total foi negativo em 703 milhões de dólares. No acumulado do ano até 20 de outubro, o Brasil registra fluxo cambial total positivo de 24,035 bilhões de dólares. A divulgação dos dados do fluxo cambial, que geralmente ocorre às quartas-feiras, foi adiada para esta quinta-feira em função do movimento de reivindicação salarial dos servidores do Banco Central.

REUTERS

Meio ambiente

Ministério Público amplia fiscalização sobre compra de gado na Amazônia

Auditoria sobre a conformidade socioambiental da compra de gado bovino incluiu pela primeira vez outros Estados além do Pará. Foram 12 frigoríficos signatários do TAC que apresentaram auditoria própria e outros 12 sem auditoria

O Ministério Público Federal (MPF) divulgou ontem os resultados da primeira auditoria sobre a conformidade socioambiental da compra de gado bovino na Amazônia, incluindo pela primeira vez outros Estados além do Pará e empresas não signatárias do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado com o setor desde 2018. “Até então tínhamos um processo em que uma empresa que se abriu para os órgãos de controle e teve uma irregularidade era exposta de uma maneira muito mais forte do que uma empresa que ficou lá quietinha, sem apresentar seus dados”, observou o procurador da República Daniel Azeredo. No caso das empresas que não firmaram TAC com o MPF e não contrataram auditorias próprias para avaliar suas compras, as análises foram realizadas de forma automática pelo MPF com base nos dados disponíveis de Guia de Trânsito Animal e Cadastro Ambiental Rural (CAR) dos fornecedores daquelas companhias cujos abates representam pelo menos 0,3% do total produzido de cada Estado. Apesar de ter sido chamada de unificada pelo MPF, os resultados das auditorias foram apresentados de forma regionalizada, sendo que apenas Acre, Amazonas, Mato Grosso, Rondônia e Pará tiveram a análise concluída, sendo este último com número mais expressivo de empresas avaliadas. Foram 12 frigoríficos signatários do TAC que apresentaram auditoria própria e outros 12 sem auditoria. Entre os não signatários, um apresentou auditoria e outros nove não apresentaram auditoria. Entre as empresas sem TAC e sem auditoria, o nível de inconformidade encontrado no Pará foi de 20%, caindo para 4,8% entre aquelas que aderiram ao TAC e contrataram auditoria própria para avaliar suas compras de gado. “Ao contratar uma empresa específica para auditoria e empresa oportuniza que o signatário do TAC justifique as não conformidades. Quando a gente faz a auditoria automática, não. A gente mostra o que a gente encontrou lá”, afirmou o procurador da República Ricardo Negrini. Dentre os grandes frigoríficos, houve comemoração com o resultado obtido este ano. A JBS divulgou nota destacando o avanço no nível de conformidade de seus abates no Estado, de 83,27% para 94%, índice também registrado quando considerado os abates em todas as unidades federativas da Amazônia Legal onde a companhia atua (Pará, Mato Grosso, Rondônia e Acre). “Estamos satisfeitos com a evolução. Mas nossa meta é atingir 100% de conformidade. O mais importante é que temos clareza sobre os caminhos que devemos tomar para chegar lá”, afirmou, em nota, Liège Correia, diretora de Sustentabilidade da JBS Brasil. A companhia atribuiu a evolução a mudanças na sua política de governança, com maior rigor na gestão documental de seus fornecedores. A Minerva também divulgou nota destacando seus resultados, tendo atingido 100% de conformidade pela quinta vez consecutiva. “Nos últimos quatro ciclos auditados, obtivemos excelentes resultados na avaliação do Pará e agora somos reconhecidos por também atingir resultados máximos em mais dois estados de nossa atuação”, afirmou, em nota, a gerente executiva de sustentabilidade da Minerva Foods, Tamara Lopes. Marfrig, que não é signatária do TAC, e Frigol também obtiveram 100% de conformidade nas auditorias apresentadas ao MPF. “É claro que temos que comemorar e aplaudir as empresas que se dedicaram nesse processo. Mas ainda estamos longe do nosso objetivo final que é afirmar de maneira categórica que não há gado de origem ilegal dentro da produção brasileira. E só vamos alcançar isso quando houver rastreabilidade individual”, completou Azeredo.

GLOBO RURAL

JBS alcança 94% de conformidade na compra de gado da Amazônia Legal, diz empresa

A JBS alcançou 94% de conformidade no índice de compra de gado dos ciclos de auditorias da Amazônia Legal, organizado pelo Ministério Público Federal, disse a empresa em comunicado na quinta-feira

Segundo a JBS, maior produtora global de carnes, o índice de conformidade foi o “melhor resultado até o momento”, enquanto a companhia busca alcançar 100%. A companhia comentou ainda que esta é a primeira vez que o processo consolida resultados de quatro Estados em que a companhia tem unidades: Pará, Mato Grosso, Rondônia e Acre, além do Amazonas, onde a empresa não tem fábricas. Até o ano passado, somente os dados do Pará eram considerados, conforme a JBS. Considerando somente o Pará, a JBS indicou que melhorou seu índice de conformidade para 94%. No ciclo anterior, a JBS havia atingido 83,27% nesta unidade da federação. “Estamos satisfeitos com a evolução. Mas nossa meta é atingir 100% de conformidade. O mais importante é que temos clareza sobre os caminhos que devemos tomar para chegar lá”, disse a diretora de Sustentabilidade da JBS Brasil, Liège Correia. A JBS informou também que utiliza há quase 15 anos um sistema de monitoramento geoespacial para garantir o cumprimento de seus critérios socioambientais, avaliando diariamente mais de 70 mil potenciais fornecedores de bovinos no Brasil. O sistema abrange 61 milhões de hectares, equivalente a praticamente três vezes o território do Reino Unido, e monitora para que os fornecedores da JBS não atuem em áreas de desmatamento, terras indígenas, unidades de conservação ambiental ou territórios quilombolas; não utilizem mão de obra análoga à escravidão, nem possuam embargos ambientais. Neste 1º ciclo contemplando as auditorias unificadas dos quatro Estados da Amazônia Legal que a JBS possui operações, o período de compras analisado correspondeu ao período de 1º de julho de 2020 a 31 de dezembro de 2021 para o Pará, Acre e Rondônia, e para todo o ano de 2021 em Mato Grosso.

REUTERS

Minerva atinge 100% de conformidade em atividade pecuária na Amazônia Legal

A Minerva disse na quinta-feira (26) que alcançou 100% de conformidade socioambiental relacionada às suas atividades pecuárias no Pará, Mato Grosso e Rondônia, conforme auditoria realizada pelo Ministério Público Federal (MPF) sobre a atuação pecuária na Amazônia Legal

“O resultado ratifica o nosso compromisso com a sustentabilidade, sempre em constante busca por uma cadeia pecuária mais produtiva, eficiente e sustentável”, disse a empresa em comunicado. A auditoria visou verificar se empresas frigoríficas que realizam compra de gado na Amazônia Legal respeitam os aspectos legais, ambientais e sociais envolvidos na atividade pecuária. As indústrias produtoras de carne devem verificar se as propriedades com as quais negociam seguem os critérios socioambientais estabelecidos no Protocolo de Monitoramento de Fornecedores de Gado da Amazônia. Os frigoríficos não devem comercializar matéria-prima proveniente de áreas com desmatamento ilegal, grilagem, trabalho análogo ao escravo, invasões a unidades de conservação e a terras indígenas e quilombolas.

CARNETEC

GOVERNO

Defesa agropecuária vai utilizar aplicativo para agilizar processos de fiscalização

Solução vai eliminar a necessidade de formulários e controles em papel. Ferramenta será utilizada nas ações de fiscalização agropecuária para a coleta de amostras oficiais

A Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA) do Ministério da Agricultura passou a contar, a partir dessa semana, com o aplicativo MAPA-LABs, desenvolvido pelo Serpro, empresa pública de tecnologia da informação do governo federal. A ferramenta será utilizada nas ações de fiscalização agropecuária para a coleta de amostras oficiais, como as do Programa Nacional de Qualidade do Leite (PNQL) e do Programa Nacional de Controle de Patógenos (PNCP) para identificação de salmonella em aves. A solução vai eliminar a necessidade de formulários e controles em papel. Com isso, deve tornar o processo mais ágil e seguro e evitar erros ou possíveis fraudes. A intenção é usar o aplicativo posteriormente para as coletas de amostrar do sistema de autocontrole. Com isso, servidores e entes privados da cadeia poderão registrar essas coletas e enviar os dados para os laboratórios oficiais ou de autocontrole, otimizando o processo de análise. De acordo com o ministério, futuramente todas as coletas de amostras oficiais da SDA serão migradas para o aplicativo e integradas à base única de dados da Plataforma SDA Digital, um ambiente destinado a consolidar todos os serviços digitais da secretaria. “É um projeto que foi concebido grande, envolvendo registro de estabelecimentos e de produtos, registro de produção, análises laboratoriais oficiais e de autocontrole, rastreabilidade, fiscalização e certificação sanitária. Tudo isso numa base única, com dados estruturados e passíveis de cruzamentos, inferências, análises por inteligência artificial, análises de tendência e mecanismos de alerta”, explicou, em nota, o secretário de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart.

GLOBO RURAL

EMPRESAS

Com novas fábricas, Seara quer passar Reino Unido em venda de empanados de frango

Com investimento de R$ 1 bilhão, JBS, dona da marca, quer dobrar mercado de valor agregado no país

AJBS, gigante global de alimentos, inaugura duas fábricas de alimentos processados da Seara nesta sexta (27) em Rolândia (PR). Com investimento de R$ 1 bilhão, as duas unidades terão capacidade para contratar até 6.000 funcionários. Segundo o CEO global da JBS, Gilberto Tomazoni, uma das unidades é destinada a empanados de frango. “Vamos usar a capacidade dessa planta para destravar a atuação da Seara nesse segmento”, disse Tomazoni ao Painel S.A. “Queremos dobrar as vendas.” O executivo afirmou que, apesar de os brasileiros gostarem de empanados, os pratos prontos de frango ainda têm baixa adesão no país. “A penetração [desses produtos] é de 33% no Brasil. No Reino Unido, ela é de 66% e nos EUA, 54%. Temos muito espaço.” Tomazoni afirma que a nova linha de frangos empanados, lançada em março, já puxou o crescimento da categoria no país em 2,7 pontos percentuais. Segundo João Campos, CEO da Seara, a outra unidade será destinada a salsichas, um mercado altamente disputado no país. Para isso, a fábrica foi equipada com o segundo maior forno de defumação do mundo. A ideia é criar produtos diferentes de qualidade superior à do mercado, base da estratégia do grupo. A expansão do complexo industrial de Rolândia é parte de uma estratégia global de agregar valor aos produtos das marcas da JBS que, na Europa e nos EUA, ocorreram primordialmente via aquisições de marcas como Sunnyvalley, Pilgrim’s Food Masters e King’s Group.

FOLHA DE SP

FRANGOS & SUÍNOS

Cotações do mercado de suínos estáveis no PR, RS e SP

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, o preço médio da arroba do suíno CIF ficou estável, custando, em média, R$ 123,00, assim como a carcaça especial, com valor de R$ 9,50/kg, em média

Conforme informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à quarta-feira (25), houve alta de 0,15% em Minas Gerais, chegando a R$ 6,47/kg, e recuo de 0,82% em Santa Catarina, atingindo R$ 6,03/kg. Os preços ficaram estáveis no Paraná (R$ 6,20/kg), Rio Grande do Sul (R$ 6,19/kg), e São Paulo (R$ 6,57/kg). Os preços da suinocultura independente nas principais praças que comercializam o animal na modalidade independente tiveram comportamentos distintos nesta quinta-feira (26). A única alta, modesta, foi registrada no Paraná, com uma valorização de 0,31% ao longo da semana.

Cepea/Esalq

Suinocultura Independente: alta só no Paraná

O estado do Paraná foi a exceção de alta, com acumulado de 0,31% de aumento no preço do quilo do animal vivo na semana

Em São Paulo, o preço ficou estável em R$ 6,72/kg, com acordo entre suinocultores e frigoríficos, segundo dados da Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS). No mercado mineiro, o valor cedeu, passando de R$ 6,75/kg vivo, sem acordo entre suinocultores e frigoríficos na semana anterior, para R$ 6,50/kg vivo nesta semana, com acordo, segundo a Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg). Segundo informações da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), o valor do animal sofreu queda, passando de R$ 6,25/kg vivo para R$ 6,15/kg vivo nesta semana. No Paraná, considerando a média semanal (entre os dias 19/10/2023 a 25/10/2023), o indicador do preço do quilo vivo do Laboratório de Pesquisas Econômicas em Suinocultura (Lapesui) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) teve alta de 0,31%, fechando a semana em R$ 6,05/kg vivo. “Espera-se que na próxima semana o preço do suíno vivo apresente alta, podendo ser cotado a R$ 6,21/kg vivo”, informou o Lapesui.

AGROLINK

Suínos/Cepea: Liquidez diminui, mas carne ganha competitividade frente às principais substitutas

O ritmo de vendas de carne suína diminuiu no mercado doméstico nesta segunda quinzena de outubro – o que é típico para o período, diante do menor poder de compra da população

De acordo com levantamento do Cepea, esse movimento tende a manter pressão sobre as cotações da proteína até o fim do mês. Mesmo assim, o preço médio da carcaça especial suína registrou leve avanço de setembro para a parcial de outubro (até o dia 24), enquanto os valores do frango inteiro congelado e da carcaça casada bovina subiram com força. Nesse contexto, a proteína suinícola ganhou competitividade frente a essas concorrentes.

Cepea

Frango congelado em queda de 2,06%

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 5,00/kg, enquanto o frango no atacado cedeu 0,73%, valendo R$ 6,80/kg

Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. Em Santa Catarina, o preço ficou inalterado em R$ 4,28/kg, assim como no Paraná, custando R$ 4,47/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quarta-feira (25), a ave congelada teve perda de 2,06%, atingindo R$ 7,14/kg, enquanto o frango resfriado baixou 1,23%, fechando em R$ 7,23/kg.

Cepea/Esalq

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