
Ano 9 | nº 2067 |19 de setembro de 2023
NOTÍCIAS
A cotação do boi subiu nas praças pecuárias paulistas
As cotações do boi gordo e do “boi China” subiram R$5,00/@. A cotação da vaca gorda teve alta de R$3,00/@, enquanto a da novilha ficou estável em relação à sexta-feira (15/9)
Na segunda-feira, a Scot Consultoria apurou novo aumento no preço do boi gordo nas praças de São Paulo. Pelos dados apurados, a cotação da arroba subiu R$ 5/@, para R$ 210/@, no prazo, valor bruto. O preço do boi do “boi-China” também teve valorização diária de R$ 5/@, chegando a R$ 215/@ no mercado paulista (bruto e a prazo). Por sua vez, a vaca gorda teve acréscimo de R$ 3/@, ficando em R$ 190/@. A cotação da novilha gorda ficou estável em São Paulo, e segue valendo R$ 200/@ em São Paulo. Na região Norte de Mato Grosso, as cotações permaneceram estáveis. No mercado atacadista de carne com osso, no comparativo semana a semana, os preços no mercado atacadista de carne com osso subiram, com exceção do dianteiro.
SCOT CONSULTORIA
Mercado físico do boi gordo continua a mostrar preços firmes
Negociações acima da média em algumas regiões de produção e comercialização
Apesar do aumento nos preços por arroba, a indústria frigorífica ainda enfrenta escalas de abate reduzidas, principalmente em Mato Grosso do Sul e São Paulo, conforme observado pelo analista e consultor Fernando Henrique Iglesias, da Safras & Mercado. De acordo com Iglesias, o mercado permanece cheio de expectativas, especialmente em relação à demanda de carne bovina ao longo do último trimestre. Isso ocorre devido à manutenção de um sólido volume de exportação e ao pico do consumo no mercado interno. Além disso, prevê-se um menor confinamento durante esse período devido a uma curva de preços futuros desestimulante nos meses de julho e agosto, conforme apontado pelo analista. Preços da arroba; São Paulo: R$ 213 por arroba. Goiânia: R$ 200 por arroba. Uberaba: R$ 203 por arroba. Dourados: R$ 222 por arroba. Cuiabá: R$ 178 por arroba. O mercado atacadista iniciou a semana com aumentos nos preços da carne bovina. Segundo Iglesias, espera-se que haja menor propensão a reajustes durante a segunda metade do mês, devido a uma menor demanda. Os preços no atacado ficaram da seguinte forma: Quarto dianteiro: R$ 12,50 por quilo, com um aumento de R$ 0,15. Quarto traseiro: R$ 16,15 por quilo, com um aumento de R$ 0,05. Ponta de agulha: R$ 12,70 por quilo, com um aumento de R$ 0,10.
AGÊNCIA SAFRAS
Na 1ª quinzena do mês, preços futuros do boi gordo disparam, com alta acima de R$ 25/@ para contrato de out/23
Nos últimos dias, o mercado futuro decolou, o que resultou em uma forte distorção de preços em relação ao mercado físico, relata analista da Radar Investimentos
Nos últimos 15 dias, os contratos futuros do boi gordo com vencimentos em outubro, novembro e dezembro deste ano subiram R$ 26,60/@ (ou 13,35%), R$ 24,25/@ (11,8%) e R$ 19/@ (9%), respectivamente, para R$ 225,90, R$ 228,60 e R$ 229,45 (posição em 15/9, na B3). “Após trabalhar abaixo de R$ 200/@, as cotações futuras ganharam tração e hoje, na média, já estão acima de R$ 225/@”, reforça o zootecnista Douglas Coelho, sócio da Radar Investimentos, consultoria com escritório na capital paulista. Segundo o analista, os últimos dias foram marcados por um comportamento distinto entre o mercado físico e do mercado futuro do boi gordo. No físico, diz ele, os negócios seguem truncados, reduzido naturalmente pela entressafra combinada com uma tentativa de pressão de baixa nos preços da arroba. “Isto limita o fluxo no físico, o que também tem refletido nas programações de abate, que estão menos confortáveis desde o final de agosto/23”, relata. Por sua vez, no mercado futuro, os dias têm sido mais agitados, o que, segundo Coelho, “resultou em uma distorção de preços (em relação aos valores da arroba no mercado físico) que não víamos há meses”. Na avaliação do sócio da Radar, essa decolada do preço futuro (e descolada do mercado físico) “pode ser uma boa notícia para o pecuarista, que amargou uma pressão ferrenha desde julho”. Contratos futuros, na B3 (posição em 15/9, sexta-feira); Setembro/23 – R$ 217,95/@; Outubro/23 – R$ 225,90/@; Novembro/23 – R$ 228,60/@; Dezembro/23 – R$ 229,45/@; Janeiro/24- R$ 229,40/@; Fevereiro/24 – R$ 232,05/@; Março/24 – R$ 232,25/@; Abril/24 – R$ 250/@ Maio/24 – R$ 232/@.
PORTAL DBO
ECONOMIA
Dólar cai ante real em sintonia com exterior e à espera do Fed
Após ter cedido por duas sessões e ter ficado estável na sexta-feira, o dólar à vista emplacou mais um dia de queda ante o real na segunda-feira, em sintonia com o exterior, onde a moeda também caía ante outras divisas de exportadores de commodities, com investidores à espera das decisões sobre juros ao longo da semana
O dólar à vista fechou o dia cotado a 4,8564 reais na venda, com baixa de 0,31%. Na B3, às 17:29 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,38%, a 4,8620 reais. O dólar cedeu ante o real por praticamente todo o dia. “O movimento de segunda-feira, em que o dólar caiu abaixo dos 4,85 reais, acompanha nitidamente o do dólar ante outras divisas de emergentes e exportadores de commodities”, comentou Fernando Bergallo, diretor da assessoria de câmbio FB Capital. “Mas este movimento de queda do dólar está um pouco limitado, porque os investidores aguardam pelas decisões sobre juros no Brasil, nos Estados Unidos e em outros países”, acrescentou. Na próxima quarta-feira, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidirá sobre o novo patamar da taxa básica Selic, atualmente em 13,25% ao ano. Na curva a termo, a precificação atual é de 100% de chances de corte de 0,50 ponto percentual. Já a decisão do Federal Reserve, também na quarta-feira, é vista como mais delicada. Embora o mercado precifique manutenção dos juros na faixa de 5,25% a 5,50% ao ano, há dúvidas sobre o que a instituição fará nos encontros de novembro e dezembro. Profissionais do mercado acreditam que possíveis sinalizações do Fed para o futuro podem abrir margem para ajustes de preços nos mercados globais, incluindo o de câmbio no Brasil. Em função desta expectativa pela comunicação do Fed, o dólar voltou a oscilar em margens bastante estreitas no Brasil. Da cotação máxima para a mínima nesta segunda-feira, a divisa à vista dos EUA oscilou apenas -0,74%. No exterior, no fim da tarde o dólar seguia em baixa ante boa parte das moedas de emergentes ou exportadores de commodities e também cedia ante outras divisas fortes.
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Ibovespa fecha em queda com Vale enquanto investidor aguarda decisões de juros
O Ibovespa voltou a flertar com os 119 mil pontos na segunda-feira, mas perdeu o fôlego e fechou em queda, pressionado particularmente pelo declínio de Vale, em semana que reserva uma série de decisões de política monetária no mundo, o que tende a adicionar volatilidade aos mercados
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,36%, a 118.334,84 pontos., de acordo com dados preliminares, tendo oscilado entre a máxima de 119.485,9 pontos e a mínima de 118.122,66 pontos durante a sessão. O volume financeiro somava 16,78 bilhões de reais.
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Governo melhora projeção de alta do PIB em 2023 de 2,5% para 3,2%
A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda melhorou na segunda-feira a projeção oficial para o desempenho da atividade econômica neste ano, passando a prever um crescimento de 3,2%, contra previsão de 2,5% feita em julho
A secretaria também apresentou projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2024, uma estimativa de alta de 2,3%, a mesma prevista em julho. As previsões do governo para a atividade estão melhores do que as expectativas do mercado, que apontam para crescimento de 2,89% em 2023 e 1,50% em 2024, segundo o mais recente boletim Focus do Banco Central. A melhora na projeção oficial vem na esteira de dois trimestres consecutivos de surpresas positivas no resultado do PIB brasileiro, com alta puxada pela agropecuária nos três primeiros meses do ano e pelo desempenho de serviços e indústria no segundo trimestre. “Além da surpresa com o avanço do PIB no segundo trimestre, também contribuíram para elevar a estimativa de crescimento no ano o aumento na safra projetada para 2023, resultados positivos observados para alguns indicadores antecedentes no terceiro trimestre e expectativas de recuperação da economia chinesa no quarto trimestre”, disse a SPE em nota. Após uma alta de 0,9% no PIB do segundo trimestre em relação aos três meses anteriores, a SPE projeta uma elevação de 0,1% no terceiro trimestre, com crescimento de serviços e indústria, enquanto a agropecuária deve desacelerar. O secretário de Política Econômica, Guilherme Mello, ressaltou ainda que, após esfriamento da atividade no terceiro trimestre, a pasta espera que o país registre uma aceleração no PIB do quarto trimestre. “Estamos otimistas com o último trimestre do ano pelo conjunto de fatores que estamos observando no mercado de trabalho, no mercado de crédito e na inflação”, afirmou. Para a inflação medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), a equipe econômica manteve sua estimativa em 4,85% em 2023. Para 2024, o patamar foi estimado em 3,40%, ligeiramente acima da previsão feita em julho, de 3,30%. “O reajuste nos preços de combustíveis na refinaria e seus impactos na inflação vem sendo compensados pela evolução benigna observada para os preços de alimentação no domicílio e serviços subjacentes”, disse a pasta, ressaltando que a revisão para 2024 “reflete ajustes marginais decorrentes de mudanças no cenário de câmbio e de preços de commodities”. A estimativa para este ano está próxima da projeção mediana do mercado, que aponta para uma inflação de 4,86%, segundo o Focus mais recente. Para 2024, o número do governo ainda está mais otimista que o do mercado, de 3,86%. A meta é de 3,25% para este ano e 3% para 2024, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual nos dois casos.
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Mercado melhora projeções para inflação e crescimento, mostra Focus
O mercado melhorou suas expectativas tanto para a inflação quanto para o crescimento econômico neste ano e no próximo, de acordo com a pesquisa Focus que o Banco Central divulgou na segunda-feira
Analistas consultados pelo Banco Central reduziram suas projeções para a alta do IPCA neste ano e no próximo a respectivamente 4,86% e 3,86%, de 4,93% e 3,89% na semana anterior. Para 2025 e 2026 a estimativa continua sendo de inflação de 3,5% para ambos os casos. O centro da meta oficial para a inflação em 2023 é de 3,25% e para 2024, 2025 e 2026 é de 3,00%, sempre com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. O levantamento, que capta a percepção do mercado para indicadores econômicos, mostrou ainda novos aumentos nas perspectivas para o Produto Interno Bruto (PIB). A estimativa de crescimento este ano melhorou pela quarta vez seguida e foi a 2,89%, de 2,64% antes. Para 2024 os analistas veem agora uma expansão de 1,50% do PIB, contra 1,47% antes, na segunda semana seguida de alta. A pesquisa semanal com uma centena de economistas mostrou ainda que a taxa básica de juros deve encerrar 2023 a 11,75% e 2024 a 9,00%, sem alterações. Com a Selic atualmente em 13,25%, os especialistas consultados seguem vendo corte de 0,5 ponto percentual na reunião desta semana do Comitê de Política Monetária (Copom).
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IGP-10 passa a subir em setembro com pressão de combustíveis, diz FGV
O Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) passou a subir em setembro, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV), na segunda-feira, citando maior pressão da inflação de combustíveis
O IGP-10 teve alta de 0,18% neste mês, marcando o primeiro resultado positivo desde março passado e ficando praticamente em linha com a expectativa de economistas consultados pela Reuters, de avanço de 0,17%. Assim, o índice passou a acumular em 12 meses queda de 6,35%, desacelerando as perdas ante a deflação de 7,37% em agosto. “A principal contribuição para a aceleração do índice ao produtor partiu dos combustíveis”, explicou André Braz, coordenador dos índices de preços. “Dentro deste período de apuração, os preços do diesel subiram 21,60% e da gasolina, 13,58%. Estas contribuições somadas geraram influência de 0,80 ponto percentual.” Em setembro, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que mede a variação dos preços no atacado e responde por 60% do índice geral, subiu 0,23%, deixando para trás a queda de 0,20% do mês anterior. Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC-10), que responde por 30% do indicador geral, teve variação positiva de 0,02% em setembro. No mês passado, o índice havia caído tímidos 0,01%. Segundo a FGV, quatro das oito classes de despesa componentes do IPC-10 registraram acréscimo em suas taxas de variação, com Transportes acelerando a alta de 0,47% para 1,19%. Nesse grupo, destacou-se a aceleração da alta da gasolina de 1,86% em agosto para 3,42% em setembro. O grupo Habitação foi de queda de 0,24% para avanço de 0,42%, enquanto Alimentação reduziu o recuo de 0,72% para 0,69% e Comunicação foi de estabilidade para alta de 0,08%. Enquanto isso, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) teve alta de 0,18% em setembro, contra 0,17% em agosto. Vários dados mais recentes têm mostrado os preços recuperando o fôlego no Brasil, indicando que a inflação já atingiu seu ponto mais baixo do ano, como era esperado.
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Cenário de arrecadação em 2024 melhorou e pode facilitar déficit zero, diz secretário de Política Econômica
O governo observa uma melhora no cenário para a arrecadação em 2024, disse nesta segunda-feira o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Guilherme Mello, argumentando que esse fator pode facilitar o atingimento da meta de déficit zero no próximo ano
Mello afirmou em entrevista à imprensa que o governo projeta que o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), que influencia as receitas do governo, ficará negativo em 3% neste ano, revertendo o sinal para uma alta de 4% em 2024, o que deve gerar ganhos de arrecadação. Segundo ele, uma mudança na composição do Produto Interno Bruto (PIB) também pode sustentar os ganhos. A previsão do governo é de que o crescimento, puxado por uma força maior em 2023 da agropecuária — que tem peso menor no pagamento de tributos –, tenha em 2024 uma aceleração em serviços e indústria, ampliando o potencial arrecadatório. “O cenário para arrecadação do ano que vem melhorou, o que significa que é possível que o nível de arrecadação seja maior do que o previsto no orçamento e que, portanto, o atingimento das metas fiscais seja até facilitado”, disse. O Ministério da Fazenda melhorou nesta segunda-feira a projeção oficial para o desempenho da atividade econômica neste ano, passando a prever um crescimento de 3,2%, contra previsão de 2,5% feita em julho. Para 2024, a estimativa de alta foi mantida em 2,3%. Mello afirmou que as projeções de crescimento econômico para 2023 no boletim semanal Focus, do Banco Central, têm se aproximado das projeções da Secretaria de Política Econômica, embora tenha reforçado que o nível de atividade segue sendo impactado negativamente pelos efeitos da política monetária restritiva. Na apresentação, ele afirmou que o investimento no Brasil ganha novo impulso com patamares de juros de médio e longo prazo mais amigáveis. O secretário disse ainda que os núcleos de inflação tiveram uma melhoria expressiva de projeção, podendo ficar dentro do intervalo esperado para a meta neste ano.
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OCDE quase dobra projeção do PIB do Brasil para 3,2% em 2023
Crescimento brasileiro em 2024 será menor e desaceleração mais acentuada na China é um dos riscos
A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) projeta agora crescimento de 3,2% da economia brasileira neste ano. É quase o dobro de sua estimativa de junho, mas aponta expansão mais modesta para 2024. Globalmente, o crescimento continuará fraco, mas positivo. Em relatório interino sobre as perspectivas globais, a organização faz sua segunda maior revisão justamente nas estimativas sobre o PIB brasileiro, com uma diferença de 1,5 ponto percentual em relação a estimativa feita há apenas três meses – uma ilustração da citação de que previsões são difíceis, especialmente sobre o futuro. Em junho, a projeção da OCDE era de crescimento de 1,7% da economia brasileira, o que já representava um salto comparado à estimativa de 1% feita em março. Agora, a maior mudança foi em relação à Rússia, com contração esperada de 1,5% em junho passando para expansão de 0,8%, numa revisão de 2,3 pontos percentuais. ‘Entre as economias emergentes do G20, as surpresas de crescimento têm sido, em sua maioria, positivas até agora neste ano, especialmente no Brasil, ajudado por resultados agrícolas favoráveis relacionados ao clima, na Índia e na África do Sul’, diz a OCDE. Jens Arnold, chefe da divisão na OCDE que acompanha a situação brasileira, observa que uma parte do crescimento no Brasil no início deste ano, mais forte do que esperado, é um efeito temporal relacionado ao desempenho muito forte do setor agrícola. ‘O desempenho no início do ano sempre é muito importante para o crescimento do ano, devido à maneira que o crescimento anual vem calculado nas contas nacionais’, diz ele. A OCDE revisou também para cima a projeção para 2024 para o Brasil, com o crescimento da economia passando de 1,2% em junho para 1,7% agora. ‘O crescimento forte deste ano é, ao menos parcialmente, devido a fatores temporários, climáticos. Isso implica, de maneira mecânica, um crescimento menor no ano que vem’, acrescenta Jens. Para o economista da OCDE, para voltar a alcançar o mesmo nível de atividade deste ano sem ajuda desses fatores temporários, a economia brasileira vai ter que crescer mais. E isso num cenário em que a economia global vai ter um crescimento mais moderado, reduzindo potencialmente as exportações do Brasil. ‘Se a China cresce menos, vai ter menos demanda para os bens que o Brasil exporta no mercado global’, diz. ‘Isso pode reduzir as exportações do Brasil e os preços que pode conseguir para suas exportações lá fora’. A vizinha Argentina, outro grande parceiro comercial, poderá sofrer contração de 2% neste ano e de 1,2% no ano que vem, ou seja, ficará mais pobre. A inflação argentina é projetada para chegar a 118% neste ano e aumentar para 121% no ano que vem, sempre a maior taxa entre os países do G20. A projeção para a inflação no Brasil é de que a taxa cai de 9,3% no ano passado para 4,9% neste ano e fica abaixo dos 4% no ano que vem. No curto prazo, Jens destaca a importância de uma melhora das contas fiscais, no contexto do novo marco fiscal.
VALOR ECONÔMICO
EMPRESAS
JBS anuncia abertura de 5 mil vagas de trabalho no Brasil
Oportunidades de empregos serão para 14 estados e o Distrito Federal. Empresa já contratou mais de sete mil novos empregados entre janeiro e junho deste ano
A JBS anunciou na segunda-feira (18/9) a abertura de 5 mil vagas de trabalho em São Paulo, Goiás, Bahia, Rondônia, Acre, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Tocantins e no Distrito Federal. Segundo a companhia, as vagas são para postos de trabalho em plantas industriais, escritórios e centros de distribuição em funções que vão desde cargos operacionais, administrativos e comerciais incluindo áreas de supervisão e liderança. Com um programa de contratações aberto desde o início deste ano, a JBS já contratou mais de sete mil novos empregados entre janeiro e junho deste ano, segundo o comunicado.
GLOBO RURAL
FRANGOS & SUÍNOS
Suínos fecham em estabilidade
A Scot Consultoria informou que os preços da carcaça especial seguem estáveis e estão em R$ 9,80 por kg. Os valores para o suíno CIF também não tiveram alterações e estão em R$ 128,00/@.
O preço do animal vivo em Minas Gerais está em R$ 6,87/kg e seguiu estável, segundo o Cepea/Esalq. No Paraná está em R$ 6,44/kg, baixa de 0,31%. O preço do animal vivo em São Paulo está em R$ 6,64/kg, estável. Em Santa Catarina, o preço do animal vivo não teve alteração e está em R$ 6,27/kg. No Rio Grande do Sul, o preço do suíno permaneceu estável em R$ 6,17/kg. Segundo o Cepea, os preços do suíno vivo e da carne suína subiram neste início de setembro em todas as praças acompanhadas.
Cepea/Esalq
Frango mantém, estabilidade nos preços
A Scot Consultoria informou que as cotações para o frango na granja na praça paulista não tiveram reajuste e seguiu em R$ 5,00 por kg
A cotação do frango vivo em Santa Catarina seguiu estável e está em R$ 4,28/kg, conforme a Epagri (Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina). No Paraná, a cotação do frango vivo teve alta de 1,13% e está em R$ 4,47/kg. Em São Paulo, a cotação do frango vivo está sem referência. No último levantamento realizado pelo Cepea, o preço do frango congelado apresentou ganho de 10,98% e está em R$ 7,19/kg. A cotação do frango resfriado teve alta de 1,12% e está em R$ 7,25/kg.
Cepea/Esalq
Mato Grosso do Sul registra primeiro foco de influenza aviária em aves de subsistência
Total no Brasil sobe para 103, mas o país segue com status livre da doença porque nenhuma produção comercial foi afetada
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou na segunda-feira (18) a detecção do vírus da influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP – H5N1) em uma criação de aves domésticas de subsistência na cidade de Bonito, Mato Grosso do Sul. Esse é o primeiro foco da doença registrado no estado, e o terceiro em aves de subsistência detectado no Brasil. As medidas sanitárias estão sendo aplicadas pelo Serviço Veterinário Oficial para contenção e erradicação do foco, bem como estão sendo intensificadas as ações de vigilância em populações de aves domésticas na região. Não há estabelecimentos avícolas industriais nas áreas de risco epidemiológico ao redor do foco. O total de focos confirmados no Brasil sobe para 103, sendo 100 em aves silvestres e 03 de aves de subsistência. O novo foco não consta na primeira atualização do Painel BI, mas será incluído ainda na data de hoje. Na plataforma disponibilizada pelo Mapa é possível consultar as quantidades de focos, locais e as espécies afetadas pelo vírus. A ocorrência do foco confirmado de IAAP em aves de subsistência não traz restrições ao comércio internacional de produtos avícolas brasileiros. O consumo e a exportação de produtos avícolas permanecem seguros. O Mapa segue alertando a população para que não recolham as aves que encontrarem doentes ou mortas e acionem o serviço veterinário mais próximo para evitar que a doença se espalhe. Não há mudanças no status brasileiro de livre da influenza aviária perante a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), por não haver registro da doença na produção comercial.
MAPA
Indústria de aves mantém alerta contra gripe aviária, depois de novo foco em MS
Até o momento, o Brasil contabiliza 103 casos da doença, 100 deles em aves silvestres. Um novo caso da doença em aves de criação doméstica foi confirmado em Bonito (MS)
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou na segunda-feira (18/9) que a indústria de aves se mantém em alerta contra a gripe aviária para evitar a infecção de planteis comerciais. O comunicado foi feito depois da identificação de um novo caso em aves de criação doméstica no município de Bonito, em Mato Grosso do Sul. De acordo com o Ministério da Agricultura, é o primeiro foco no Estado e terceiro em plantéis de “fundo de quintal”. Até o momento, o Brasil contabiliza 103 casos da doença, 100 deles em aves silvestres. “A avicultura industrial do Brasil segue sem qualquer registro da enfermidade. O país mantém, assim, seu status de livre de Influenza Aviária perante a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA)”, ressalta a ABPA, no comunicado. A entidade ressalta que as ocorrências de gripe aviária de alta patogenicidade no Brasil e em outros países reforça e necessidade de se adotar medidas de biosseguridade em toda a cadeia produtiva. E reitera que produtores e indústria brasileira seguem em “alerta total”. “A associação reforça que o monitoramento e a biosseguridade são o melhor caminho para a prevenção. Ao mesmo tempo, reitera as recomendações já feitas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária: em qualquer situação de suspeita da enfermidade, não toque no animal e acione imediatamente o serviço veterinário mais próximo”, diz a nota da ABPA.
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