CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 2055 DE 31 DE AGOSTO DE 2023

clipping

Ano 9 | nº 2055 |31 de agosto de 2023

 

NOTÍCIAS

Tensão no mercado do boi em São Paulo

Os frigoríficos abriram compras ofertando menos R$5,00/@ do “boi China” e do boi destinado ao mercado interno

Com isso, o boi paulista está sendo negociado em R$ 195/@, enquanto o animal com padrão exportação vale em R$ 200/@ (preços brutos e a prazo). Por sua vez, no mercado de São Paulo, a vaca gorda é vendida por R$ 185/@ e a novilha gorda está cotada em R$ 192/@, valores a prazo, bruto, acrescenta a Scot. Na região Noroeste do Paraná, o quadro é de estabilidade na comparação diária. Na região Norte do Tocantins, na comparação diária, a cotação subiu R$5,00/@ de boi gordo. Para as fêmeas, a cotação caiu R$3,00/@.

SCOT CONSULTORIA

Mercado físico do boi gordo segue com preços enfraquecidos

Em São Paulo, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 199. Em Goiânia (GO), a indicação foi de R$ 192

A indústria ainda se depara com escalas de abate confortáveis, o que tem sugerido por novos testes de preços em patamares mais baixos. Lembrando que todo esse movimento está atrelado à queda dos preços médios da carne bovina no mercado internacional, e por consequência à queda das receitas de exportação. A carne no atacado também vem apresentando queda em seus preços nas últimas semanas, disse o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias. Em São Paulo, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 199. Em Goiânia (GO), a indicação foi de R$ 192 para a arroba do boi gordo. Em Uberaba (MG), a arroba teve preço de R$ 203. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 198. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 184. O mercado atacadista teve preços acomodados para a carne bovina no dia. A expectativa ainda é de alguma recuperação dos preços durante o período de virada de mês, ressaltando que isso deve ocorrer de maneira moderada, considerando que as indústrias ainda convivem com bom volume de carne estocada. Além disso, a carne de frango ainda é mais competitiva se comparado às proteínas concorrentes, em especial na comparação com a carne bovina, disse Iglesias. O quarto traseiro foi precificado a R$ 15,50 por quilo. O quarto dianteiro foi cotado a R$ 12,20 por quilo. A ponta de agulha foi precificada a R$ 12,15 por quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

ECONOMIA

Dólar tem leve alta ante real com movimentos técnicos, na contramão do exterior

O dólar à vista fechou em leve alta ante o real na quarta-feira, na contramão do exterior, onde a moeda norte-americana cedia ante divisas fortes, com investidores no Brasil antecipando na sessão parte da disputa pela formação da Ptax de fim de mês

O dólar à vista fechou o dia cotado a 4,8697 reais na venda, com alta de 0,29%. Na B3, às 17:18 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,34%, a 4,8755 reais. No início do dia, a moeda norte-americana à vista chegou a oscilar no território negativo no Brasil, em sintonia com o exterior. A divulgação de novos dados econômicos nos EUA pela manhã reforçou a pressão baixista para o dólar no exterior. O relatório de Emprego Nacional da ADP indicou que foram abertas 177.000 vagas de emprego no setor privado norte-americano no mês passado. Economistas consultados pela Reuters previam abertura de 195.000 postos. Já o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA no segundo trimestre foi revisado de 2,4% para 2,1%, em taxa anualizada. Os números elevaram as apostas de que o Federal Reserve, por conta da desaceleração econômica, não subirá os juros novamente em 2023, o que pesou sobre o dólar ante várias divisas. No Brasil, porém, a moeda norte-americana migrou para o território positivo, a despeito do que era visto lá fora. Dois profissionais ouvidos pela Reuters afirmaram que investidores comprados no mercado futuro — o mais líquido e, no limite, o que determina os preços no segmento à vista — atuaram para sustentar as cotações, de olho na Ptax de fim de mês, a ser definida na quinta-feira. A Ptax é uma taxa de câmbio calculada pelo Banco Central com base nas cotações do mercado à vista e que serve de referência para a liquidação de contratos futuros. No fim de cada mês, agentes financeiros costumam tentar direcioná-la para níveis mais convenientes às suas posições, sejam elas compradas (no sentido de alta das cotações) ou vendidas em dólar (no sentido de baixa). “A volatilidade que a gente vê no Brasil é um pouco em função de interesses técnicos pela definição da Ptax. Será exacerbado amanhã (quinta-feira), mas hoje já houve uma disputa”, comentou Fernando Bergallo, diretor da assessoria de câmbio FB Capital. “Se não fosse a Ptax, hoje era dólar para baixo.”

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Ibovespa descola de NY e fecha em queda

No setor de proteínas, MINERVA ON perdeu 3,48%, a 8,6 reais, revertendo a tentativa de recuperação vista mais cedo e ainda sendo penalizada pelo acordo envolvendo a compra de ativos da Marfrig, em meio a receios sobre o nível de endividamento da companhia. Na véspera, a ação já havia desabado cerca de 18%. MARFRIG ON caiu 1,07%, a 7,37 reais, após disparar na véspera depois do anúncio das empresas feito na noite de segunda-feira.

O Ibovespa fechou em queda nesta quarta-feira, tendo renovado mínimas à tarde em meio à divulgação de detalhes do Orçamento de 2024, que prevê aumento de 129 bilhões de reais na despesa primária em relação a 2023. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,73%, a 117.535,1 pontos, em movimento descolado de Wall Street, onde o foco esteve voltado para dados de emprego e PIB dos Estados Unidos. A queda nesta sessão ocorre após dois dias consecutivos de alta, em que acumulou um ganho de mais de 2%. Com tal desempenho, acumula até o momento perda de 3,6% no mês. O volume financeiro no penúltimo pregão de agosto somou 16,72 bilhões de reais. Em audiência na Comissão Mista de Orçamento, a Ministra do Planejamento, Simone Tebet, disse que o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2024 será apresentado com meta de déficit zero e, para isso, o governo precisa ampliar a arrecadação em 168 bilhões de reais. Ela acrescentou que a PLOA trará todas as projeções de receitas para atingir esse objetivo, incluindo medidas que ainda dependem de aprovação do Congresso. E acrescentou que eventual fracasso em medidas inviabilizará o cumprimento do déficit zero. Conforme observou o analista da CM Capital Pedro Canto, falas de Tebet causaram um pouco de mau humor nos negócios, elevando as taxas futuras de juros com prazos mais longos, o que respingou na bolsa, pressionando ações do setor de consumo. Mais cedo, o Tesouro Nacional havia reportado que o governo central registrou déficit fiscal primário de 35,9 bilhões de reais em julho, forte deterioração ante o saldo positivo de 18,9 bilhões de reais um ano antes e pior do que as expectativas. No exterior, a desaceleração no ritmo de criação de vagas no setor privado dos Estados Unidos em agosto e revisão para baixo do crescimento do PIB norte-americano no segundo trimestre corroboraram apostas de que o Fed deve parar, ao menos por ora, com novas altas dos juros. Canto ressaltou que ambas as divulgações sinalizaram desaquecimento da economia, o que é visto como uma boa notícia, pois indica que a política monetária do Fed está fazendo efeito. “Tira um pouco a pressão por novos aumentos ou juros mantidos nesse patamar elevado por mais tempo”, disse. Em Nova York, o S&P 500 subiu 0,38%.

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Orçamento de 2024 ampliará gasto em R$129 bi, diz Tebet

O Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2024 será enviado na quinta-feira ao Congresso com uma previsão de que a despesa primária crescerá 129 bilhões de reais em relação a este ano, disse na quarta-feira a Ministra do Planejamento, Simone Tebet

Em audiência pública na Comissão Mista de Orçamento do Congresso, Tebet afirmou que a maior parte dessa alta será consumida por gastos obrigatórios, e apenas 9 bilhões de reais dizem respeito a despesas discricionárias. O aumento de gasto proposto, segundo a ministra, já considera 32 bilhões de reais que ficarão condicionados à aprovação posterior do Congresso. O dispositivo, derrubado na votação do arcabouço fiscal e que ainda consta em outro projeto em tramitação, permite que o governo amplie gastos em 2024 caso a inflação suba entre o meio e o fim deste ano. A apresentação da Ministra indicou que o limite total de gastos primários do governo federal em 2024 será de 2,093 trilhões de reais. De acordo com a Ministra, o Orçamento será apresentado com meta de déficit zero e, para isso, o governo precisa ampliar a arrecadação em 168 bilhões de reais. Tebet afirmou que a peça orçamentária trará todas as projeções de receitas para atingir esse objetivo, incluindo medidas que ainda dependem de aprovação do Congresso. Ela ponderou que eventual fracasso em medidas — como a que muda regras do Conselho de Administração de Recursos Fiscais (Carf) ou a regulamentação de vitórias tributárias na Justiça — inviabilizará o cumprimento do déficit zero. Na apresentação, a ministra ainda afirmou que o Orçamento de 2024 vai prever um estoque de 100 bilhões de reais de precatórios não pagos que estão sendo empurrados pelo governo por conta de norma aprovada no governo anterior.

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Governo central tem déficit primário de R$35,9 bi em julho

O governo central registrou déficit primário de 35,933 bilhões de reais em julho, ante um saldo positivo de 18,949 bilhões de reais no mesmo mês do ano passado, informou o Tesouro Nacional nesta quarta-feira, com as contas impactadas por uma forte alta dos gastos públicos

O déficit do governo central, que compreende as contas do Tesouro, Banco Central e Previdência Social, no mês passado veio pior do que o rombo de 32 bilhões de reais projetado por analistas em pesquisa da Reuters.  resultado foi o segundo pior para o mês na série histórica corrigida pela inflação do Tesouro, iniciada em 1997, melhor apenas que o rombo de 109,6 bilhões de reais registrado em julho de 2020, quando o gasto do governo estava fortemente impactado pelo enfrentamento da pandemia de Covid-19. As receitas líquidas, já descontados os repasses a Estados e municípios, tiveram uma queda real de 5,3% em julho sobre o mesmo mês do ano passado, para 160,4 bilhões de reais. Essa conta foi afetada por recuos na arrecadação de Imposto de Renda, Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL) e queda nos ganhos com dividendos e exploração de recursos naturais. Já as despesas totais aumentaram 31,3%, para 196,3 bilhões de reais, sob o impulso de uma alta nos gastos com benefícios previdenciários, abono salarial e seguro-desemprego, além de repasses a governos regionais. No acumulado dos primeiros sete meses do ano, as contas federais registraram déficit de 78,246 bilhões de reais, ante um superávit de 73,242 bilhões de reais no mesmo período de 2022. Em 12 meses até julho, o saldo ficou negativo em 97 bilhões de reais. Em dados corrigidos pela inflação, o déficit corresponde a 0,95% do PIB. Isso significa que o governo praticamente não poderá ter déficit no acumulado nessa conta entre agosto a dezembro deste ano se quiser cumprir a promessa do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, de fechar 2023 com um rombo de até 100 bilhões de reais.

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Caged: Brasil abre 142.702 vagas com carteira assinada em julho

O resultado ficou acima da estimativa mediana de instituições financeiras, gestoras de recursos e consultorias, de abertura líquida de 139 mil vagas, segundo o Valor Data

O mercado de trabalho brasileiro registrou abertura líquida de 142.702 vagas com carteira assinada em julho. Os dados fazem parte do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e foram divulgados nesta quarta-feira pelo Ministério do Trabalho e Emprego. As projeções, todas positivas, iam de 110 mil a 155 mil. Foram registradas 1.883.198 admissões contra 1.740.496 desligamentos no sétimo mês de 2023. O resultado líquido foi pior do que o de julho de 2022, quando houve a abertura de 225.016 vagas. No ano até julho, por sua vez, foi registada por sua vez a abertura líquida de 1.166.125 vagas, resultado de 13.817.285 admissões e 12.651.160 desligamentos. No mesmo período de 2022, a criação líquida foi de 1.613.048, resultado de 13.690.761 admissões e 12.077.713 desligamentos. Ao comentar os números do Caged, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou que o governo federal continua projetando crescimento líquido de 2 milhões de vagas formais para este ano. “Crédito e juros ainda altos atrapalham o encadeamento da economia brasileira”, disse em entrevista coletiva. Mas anúncios do governo federal, como retomada de obras paradas, Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e Minha Casa Minha Vida (MCMV), “apontam para cenário de investimentos” na economia brasileira, segundo ele. Os cinco setores da economia tiveram abertura líquida de postos formais de trabalho em julho: serviços (56.303); agropecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (12.978); indústria geral (21.254); construção (25.423); comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (26.744). No ano, os cinco setores também alcançaram abertura líquida de vagas: serviços (656.014); construção (194.471); indústria geral (156.264); agropecuária (100.142); comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas (59.244). Também houve abertura líquida de vagas com carteira assinada nas cinco regiões do país: no Sudeste (70.205), no Sul (7.275), no Centro-Oeste (18.310), no Nordeste (32.055) e no Norte (14.756). O mesmo resultado foi observado no ano: Sudeste (594.647), Sul (191.735), Centro- Oeste (162.764), Nordeste (133.448) e Norte (77.838). Intermitente O Brasil gerou liquidamente em julho 12.065 novos postos de trabalho intermitente, de aprendizes, temporários, contratados por Cadastro de Atividades Econômicas da Pessoa Física ou com carga de até 30 horas. O número foi resultado de 252.712 admissões e 240.647 desligamentos. Até 2022, o governo federal divulgava de maneira mais detalhada algumas dessas modalidades, como trabalho intermitente e temporário, que foram criadas pela reforma trabalhista. Neste ano, o governo federal consolidou todos os dados em uma única categoria de “regimes não típicos de trabalho”. No acumulado deste ano, houve abertura líquida de 249.110 postos não típicos de trabalho, resultado de 1.952.332 admissões e 1.703.222 fechamentos. Salário O salário médio de admissão de novos empregados com carteira assinada ficou em R$ 2.032,56 em julho. No mês anterior, estava em R$ 2.013,23. Já o salário médio de demissão ficou em R$ 2.116,18, contra R$ 2.143,43 um mês antes.

VALOR ECONÔMICO

IGP-M desacelera queda em agosto com pressão de produtos agropecuários e industriais, diz FGV

O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) desacelerou a queda a 0,14% em agosto, após recuo de 0,72% no mês anterior, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) na quarta-feira

O resultado ficou abaixo da expectativa em pesquisa da Reuters com analistas, de avanço de 0,15% e levou o índice a mostrar queda de 7,20% em 12 meses, menos intensa que o recuo de 7,72% acumulado no ano findo em julho. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que responde por 60% do índice geral e apura a variação dos preços no atacado, reduziu a baixa para 0,17% em agosto, ante queda de 1,05% em julho. “Os produtos agropecuários (de -1,87% para 0,02%) e industriais (de -0,75% para -0,24%) contribuíram para a taxa menos negativa do índice ao produtor”, explicou em nota André Braz, coordenador dos índices de preços. “Na parte agrícola, a maior influência veio da soja (de 0,03% para 5,63%) e, do lado industrial, do óleo Diesel (de 0,00% para 4,15%).” Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que tem peso de 30% no índice geral, caiu 0,19% em agosto, abandonando alta anterior de 0,11%. A maior contribuição para esse resultado partiu do grupo Educação, Leitura e Recreação, que passou a cair 1,19% no período, contra alta de 1,15% em julho. Entre os componentes do grupo, o destaque ficou para o item passagem aérea, que despencou 8,72%, frente a alta de 5,88% no mês anterior. Enquanto isso, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 0,24% em agosto, ante variação positiva de 0,06% em julho. “A taxa do INCC acelerou e foi outro destaque importante a contribuir para a queda menos intensa do IGP-M, sendo a mão de obra (de 0,38% para 0,71%) a principal contribuição para a aceleração deste índice”, explicou Braz. Os dados do IGP-M foram divulgados após a leitura do IPCA-15 mais alta do que o esperado da semana passada ter indicado que a inflação brasileira já atingiu seu ponto mais baixo do ano, como era esperado.

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GOVERNO

Plano Safra tem R$ 5,1 bi adicionais para agronegócio e agricultura familiar

Dinheiro já está disponível no âmbito dos Programas Agropecuários do Governo Federal

É a maior participação do BNDES na história do Plano Safra, tanto para a agricultura comercial quanto para a agricultura familiar’, afirma o presidente do banco, Aloízio Mercadante. O Governo Federal anunciou R$ 5,1 bilhões em antecipação de recursos do Plano Safra 2023/24. O dinheiro já está disponível no âmbito dos Programas Agropecuários do Governo Federal (PAGFs) com o BNDES. Desse total, R$ 3,4 bilhões serão destinados à agricultura empresarial, com destaque ao programa Moderfrota, que terá R$ 1 bilhão para aquisição de máquinas e equipamentos agrícolas. Para a agricultura familiar, há R$ 1,7 bilhão adicionais por meio do Pronaf. O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, destaca em nota o esforço do Banco para apoiar o fomento à agricultura de precisão. “É a maior participação do BNDES na história do Plano Safra, tanto para a agricultura comercial quanto para a agricultura familiar. No primeiro semestre, o Banco aumentou em 54% o desembolso para o agro, quando comparamos com o mesmo período do ano passado. Todo esse esforço vem acompanhado de um aprimoramento de gestão, em que o BNDES monitora em tempo real as propriedades rurais para que os empréstimos não sejam destinados a áreas de desmatamento irregular.” No Plano Safra 2023/24, já foram protocolados mais de R$ 11,5 bilhões via instituições parceiras, dentre agências de fomento, bancos de montadoras, cooperativas de crédito, bancos cooperativos, bancos privados e bancos públicos. O BNDES ofertará no Plano Safra 2023/24 o maior orçamento de sua história, com R$ 38,4 bilhões, aumento de 53% em relação ao Plano Safra anterior.

GLOBO RURAL

RS prepara selo verde para cadeias de proteína animal

Governo gaúcho irá investir R$ 15 milhões em pesquisas sobre mitigação de carbono

Seminário RS Carbon Free reforçou o compromisso ambiental na produção rural gaúcha

O Rio Grande do Sul caminha para instituir um selo verde para as cadeias de produção de proteína animal. A confirmação para a certificação aconteceu na manhã da quarta-feira (30/08), ao final da primeira edição do Seminário RS Carbon Free, no espaço do Sindicato das Indústrias de Laticínios do RS (Sindilat/RS) na feira Expointer, em Esteio (RS). O compromisso com o equilíbrio ambiental deverá se iniciar pelo levantamento dos indicadores e das metas.

“Em diversas fases, muitas ações para o equilíbrio nas emissões já vêm sendo adotadas. O objetivo do selo é colocar tudo isso dentro da metodologia da Embrapa. Faremos isso em parceria com o governo do Estado e as entidades representativas da pecuária de corte, grãos e leite”, destacou o secretário-executivo do Sindilat/RS, Darlan Palharini. A iniciativa se alinha ao trabalho desenvolvido pela Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema), que já realiza uma tabulação de dados que permitirá determinar métricas para ações de descarbonização. De acordo com a secretária da pasta, Marjorie Kauffmann, o Estado busca “definir essas métricas até o final deste ano, e que elas sejam exequíveis, para que se consiga quantificar o quanto que uma produção está emitindo”. Kauffmann também afirmou que o governo gaúcho irá investir R$ 15 milhões para pesquisas sobre mitigação de carbono da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande (Fapergs). Estabelecer os parâmetros é o primeiro passo para avançar rumo ao mercado de créditos de carbono. Mesmo carecendo de uma legislação específica no Brasil, o comércio da chamada “moeda verde” é mais reconhecido pelos benefícios ao meio ambiente do que como forma de gerar divisas ao produtor. “O que remunera não são os créditos, é a terra preservada, o solo produtivo e as tecnologias de preservação efetivamente chegando no campo, onde o produtor pode se manter com dignidade e oferecer para o mercado produtos alinhados à sustentabilidade”, assinalou o diretor-presidente da CCGL e diretor-secretário do Sindilat/RS, Caio Vianna. Em termos de comparação, o volume de emissão da agropecuária corresponde a 12% do total do que é produzido no mundo, enquanto o setor de energia, por exemplo, é responsável por 73%. Os dados atualizados foram apresentados pela Sema. “Nenhum produtor ficará rico com o carbono, o objetivo também não é este. A pauta carbono é uma grande estratégia para se tratar da preservação, melhorar produção e eficiência, gerando economia de recursos, o que sim, do ponto de vista econômico, é lucro”, reforça o vice-presidente da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), Domingos Velho Lopes.

GLOBO RURAL

FRANGOS & SUÍNOS

Suínos: preços do animal vivo em queda

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável, com preço médio de R$ 112,00, assim como a carcaça especial, custando R$ 8,70/kg, em média

Conforme informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à terça-feira (29), houve recuo de 0,95% em Minas Gerais, baixando para R$ 6,27/kg, retração de 0,84% no Paraná, atingindo R$ 5,87/kg, baixa de 0,52% no Rio Grande do Sul, custando R$ 5,79/kg, desvalorização de 0,51% em Santa Catarina, com preço de R$ 5,82/kg, e de 0,33% em São Paulo, fechando em R$ 5,99/kg.

Cepea/Esalq

Cotações estáveis mercado do frango

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 5,00/kg, enquanto o frango no atacado teve leve alta de 0,33%, valendo R$ 6,07/kg

Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. No Paraná, o preço ficou estável em R$ 4,48/kg, assim como em Santa Catarina, custando R$ 4,38/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à terça-feira (29), tanto a ave congelada quanto o frango resfriado cederam 0,31%, valendo, ambos, R$ 6,34/kg.

Cepea/Esalq

Casos de gripe aviária no Brasil chegam a 86 com nova ocorrência em ave silvestre em Santa Catarina

O Brasil soma até o momento 86 casos de influenza aviária de alta patogenicidade, de acordo com a atualização da plataforma do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), dedicada a informar ocorrências da doença

Vale lembrar que, destes 86 casos, dois deles foram em aves de fundo de quintal, e o restante, em aves silvestres. O novo caso confirmado na noite de terça-feira (29) foi em um Quero-quero em Penha, no Estado de Santa Catarina. Há 86 casos confirmados de influenza aviária altamente patogênica até a noite de 29 de agosto. Espírito Santo: 29 (sendo 28 em aves silvestres e 01 em ave de subsistência); Rio de Janeiro: 16 (aves silvestres); Rio Grande do Sul: 01 (ave silvestre); São Paulo: 14 (aves silvestres); Bahia: 04 (aves silvestres); Paraná: 12 (aves silvestres); Santa Catarina: 10 (09 em ave silvestre e 01 em ave de subsistência). Ainda há oito investigações de casos suspeitos em andamento até o momento.

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