
Ano 9 | nº 2038 |08 de agosto de 2023
NOTÍCIAS
Boi: “Marasmo” de segunda-feira
Em São Paulo, a semana tem início com estabilidade nas cotações de todas as categorias de bovinos para abate. Boa parte das indústrias frigoríficas segue fora das compras e as escalas de abate estão confortáveis
O boi gordo está sendo negociado em R$230,00/@, a vaca gorda em R$205,00/@ e a novilha gorda em R$220,00/@, preços brutos e a prazo. O “boi China” está sendo negociado em R$235,00/@, preço bruto e a prazo. Ágio de R$5,00/@. No Espírito Santo, a cotação do “boi China” caiu R$5,00/@ na comparação feita dia a dia, enquanto as outras categorias ficaram estáveis. Com isso, o boi está sendo negociado em R$205,00/@ e vaca e novilha, ambas, em R$195,00/@, preços brutos e a prazo. O “boi China” está sendo negociado em R$215,00/@, preço bruto e a prazo. Ágio de R$10,00/@. No mercado atacadista de carne com osso, na última semana, as cotações da vaca e da novilha casadas caíram 1,5% e 1,0%, precificadas em R$13,50/kg e R$14,40/kg, respectivamente. No mesmo período, a cotação da carcaça casada de bovinos castrados caiu 0,9%, negociada em R$15,50/kg. Para a carcaça de bovinos inteiros, aumento de 0,5%, precificada em R$14,01/kg.
SCOT CONSULTORIA
Arroba do boi gordo: mais um dia de queda nos preços
O mercado físico apresentou preços mais baixos em algumas regiões produtoras nesta segunda-feira (7), especialmente nos estados do Centro-Oeste e Norte. Nessas áreas, as indústrias têm demonstrado certo conforto em relação às suas escalas de abate
Por outro lado, em São Paulo, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais, o mercado segue com um padrão de negociações constante. Os frigoríficos nessas regiões enfrentam algumas dificuldades na composição das escalas de abate. Além disso, é relevante mencionar a retração dos preços internacionais da carne bovina, conforme observado pelo analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias. Na capital paulista, a referência para a arroba do boi situou-se entre R$ 232,00 e R$ 233,00. Em Dourados (MS), a arroba foi cotada a R$ 236,00. Já em Cuiabá, o valor da arroba foi indicado como R$ 205,00. Em Goiânia, Goiás, a indicação foi de R$ 217,00 para a arroba do boi gordo. Em Uberaba (MG), a arroba foi precificada a R$ 230,00. O mercado atacadista registrou preços mais elevados na segunda-feira. As perspectivas para o curto prazo apontam para a continuação desse movimento, levando em consideração não apenas a injeção de salários na economia, mas também o aumento adicional na demanda em virtude do Dia dos Pais. No segmento de cortes, o quarto traseiro apresentou um valor de R$ 17,85 por quilo, refletindo um aumento de R$ 0,35. Enquanto isso, o quarto dianteiro foi cotado a R$ 13,40, registrando um acréscimo de R$ 0,50. A ponta de agulha teve seu preço fixado em R$ 13,20 por quilo.
AGÊNCIA SAFRAS
Exportações de carne bovina surpreendem na 1ª semana de agosto, mas preço médio segue em queda
O volume exportado de carne bovina alcançou 41,2 mil toneladas nos primeiros quatro dias úteis de agosto/23. De acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o volume total exportado em agosto do ano anterior foi de 203,1 mil toneladas
A média diária exportada ficou em 10,3 mil toneladas, avanço de 16,8%, frente a agosto do ano anterior, com 8,83 mil toneladas. O analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, apontou, porém, que os preços médios tiveram um expressivo recuo. “Obviamente que isso traz impacto negativo na formação de receita por parte da indústria. A partir de agora, é preciso ter muita atenção com as flutuações cambiais, em especial na China”, comentou. O preço médio do produto na primeira semana de agosto/23 ficou em US$ 4.531 por tonelada, queda de 26,1% frente a agosto de 2022, com US$ 6.132 por tonelada. O valor negociado para o produto na primeira semana de agosto/23 ficou em US $ 187.018 milhões. A média diária ficou em US $ 46.754 milhões, queda de 13,74%, frente a agosto do ano passado, que ficou em US$ 54.172 milhões.
AGÊNCIA SAFRAS
Preço da carne bovina em queda acende alerta para exportação
Em julho, o Brasil embarcou 160,8 mil toneladas de carne bovina in natura, o menor volume desde 2019
A queda 16,57% nas exportações brasileiras de carne bovina in natura na comparação entre junho e julho foi expressiva, mas não anula a perspectiva de demanda firme pelo produto. Os preços recebidos pelos exportadores, no entanto, acendem um sinal de alerta, já que o desempenho das vendas externas é que vinha compensando o desempenho mais fraco no mercado interno. “Meu medo é esse preço não melhorar e aí não tem como o boi subir porque o spread de exportação está muito apertado e não tem muito espaço para o boi reagir sem a exportação dar uma ajudinha”, observa o consultor de agronegócios do Itaú BBA, César de Castro Alves. Em julho, o Brasil embarcou 160,8 mil toneladas de carne bovina in natura, o menor volume desde 2019 e 3,8% inferior ao registrado no mesmo período em 2022. No mês passado, o preço médio da carne exportada chegou a US$ 4.740,31 por tonelada, o menor desde março de 2021 e 27,62% inferior ao de julho do ano passado. Além da taxa de câmbio, que, por si só, pressiona o valor pago pelo importador, a queda também tem sido observada no mercado interno chinês, principal destino da carne bovina brasileira. Lá, o valor pago passou de 75 yuans para no início do ano para 71 yuans na última semana, segundo acompanhamento feito pelo Itaú BBA. A desvalorização, destaca Alves, levou a diferença entre o valor para a carne no mercado interno e no mercado externo cair de 15% no início do ano para apenas 5% no último mês. “Você tem essa perna mais fraca da exportação no curto prazo e tem o consumo aqui interno muito ruim. O mês de julho foi muito ruim pra carne bovina em geral. Mas isso não é tão novidade. O mercado interno está fraco há bastante tempo, mas a exportação é o que preocupa um pouco mais”, observou o consultor. O diretor de pecuária da Agrifatto Consultoria, Yago Travagini, avalia que as quedas no volume exportado e nos preços sucedem um período de altas expressivas vistas nos últimos dois anos. “Há um contexto que está levando os preços globais da carne bovina a recuarem e, obviamente, há um ponto fora da curva. A guerra entre Rússia e Ucrânia trouxe muito medo para o mercado, a ponto de a gente ver os chineses querendo pagar jamais vistos no dianteiro, o que levou a uma ‘descompensação’ da balança em 2022”, lembra Yago. Do ponto de vista do volume exportado, ele ressalta que os embarques em maio e junho vieram particularmente mais fortes após os meses de suspensão relacionados a um caso atípico de mal da vaca louca no primeiro trimestre. “Essa queda, então, é a volta à normalidade das exportações brasileiras. Ela não interrompe a tendência de continuar exportando grandes volumes”, completa Yago. A previsão da Agrifatto é de um volume semelhante ao registrado em 2022, quando foram embarcadas 2,26 milhões de toneladas de carne bovina. O coordenador da equipe de inteligência de mercado da Scot Consultoria, Felipe Fabbri, também vê uma demanda firme pela carne brasileira. Os volumes embarcados devem crescer no segundo semestre, quando a procura é, sazonalmente, maior. Mas com uma pressão maior sobre os preços quando comparado aos últimos anos. “O preço acabou sendo o grande vilão e a gente deve seguir com esse quadro de preço mais fraco para a carne bovina no aspecto exportação até porque a gente está em um ano de maior disponibilidade de carne no país também e os chineses têm certo conhecimento disso”, completa Fabbri.
GLOBO RURAL
ECONOMIA
Dólar sobe sob influência do exterior e à espera de ata do Copom e dados de inflação
No setor de proteínas, JBS ON recuou 2,16%, a 19,45 reais, tendo como pano de fundo resultado pior do que as expectativas da norte-americana Tyson Foods. MINERVA ON encerrou com queda de 0,75% e MARFRIG ON subiu 0,75%. BRF ON perdeu 1,85% em meio a ajustes após saltar cerca de 6% na última sexta-feira
O dólar à vista voltou a subir ante o real na segunda-feira, na esteira do avanço da moeda norte-americana no exterior, em dia de recuo das commodities no mercado internacional, com investidores à espera da ata do último encontro do Copom na terça-feira e de novos dados de inflação na China, nos EUA e no Brasil durante a semana. O dólar à vista fechou o dia cotado a 4,8961 reais na venda, com alta de 0,44%. Na B3, às 17:12 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,41%, a 4,9190 reais. Após ter cedido 0,51% na sexta-feira, a moeda norte-americana à vista oscilou em alta durante praticamente toda a sessão desta segunda. As cotações seguiam a direção dada pelo mercado internacional, onde o dólar mantinha ganhos ante a maioria das divisas de países exportadores de commodities ou emergentes. “As commodities estão em baixa, principalmente o petróleo, o que está puxando um pouco essa valorização do dólar frente as moedas emergentes. Também há um pouco de reflexo da Europa, com os dados da Alemanha”, comentou Fernando Bergallo, diretor da assessoria de câmbio FB Capital. A produção industrial da Alemanha caiu 1,5% em junho, em comparação com o mês anterior, conforme o escritório federal de estatísticas. Analistas consultados pela Reuters previam queda de 0,5%. Os negócios com moedas no Brasil também eram conduzidos pela expectativa em torno da divulgação da ata do último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, na terça-feira. Além disso, investidores aguardam novos números de inflação. Na quarta-feira, serão informados os dados da China, enquanto na quinta-feira sai o índice de preços ao consumidor dos EUA. Na sexta-feira será a vez de o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informar o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de julho.
REUTERS
Ibovespa fecha com declínio discreto e volume reduzido
O Ibovespa fechou com um declínio discreto na segunda-feira, em sessão com volume reduzido antes de divulgações relevantes na semana, como a ata da última decisão do Copom e números de inflação no Brasil e Estados Unidos
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,11 %, a 119.379,50 pontos. O volume financeiro somou 19,7 bilhões de reais, bem abaixo da média diária do ano de 25,8 bilhões de reais. A manutenção da fraqueza do Ibovespa nesses primeiros pregões de agosto, após subir quase 16% no segundo trimestre, acompanha o movimento do capital externo na bolsa paulista, que até o dia 3 mostrava saldo negativo de 2,775 bilhões de reais, após dois meses de entradas líquidas, em dado que não inclui IPOs e follow-ons. Até o momento, o Ibovespa acumula queda de em torno de 2% no mês. A agenda prevista para semana também endossou o tom mais comedido na sessão, uma vez que na terça-feira serão conhecidos detalhes sobre a decisão do Banco Central de reduzir a Selic a 13,25% ao ano na última quarta-feira, assim como são esperados dados de preços ao consumidor no Brasil, na sexta, e Estados Unidos, na quinta. Na visão do superintendente da Necton/BTG Pactual, Marco Tulli, este começo de mês também está refletindo algumas dúvidas relacionadas a movimentações em Brasília, particularmente a reforma tributária, no que diz respeito por exemplo à tributação de fundos exclusivos. A proposta relacionada aos fundos exclusivos de investimento prevê que os seus rendimentos sejam tributados todo ano, e não apenas no momento do resgate, e faz parte das medidas para ampliar os recursos para o Orçamento de 2024, que serão enviadas para apreciação do Congresso no final do mês. Na semana passada, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, explicou que pretende mandar ao Congresso o texto para mudar a tributação em um projeto de lei, e não como medida provisória. Nem o desempenho positivo em Wall Street, com o S&P 500 avançando 0,9% e o Dow Jones subindo mais de 1%, animou o Ibovespa. Em Nova York, o começo da semana foi de ajustes após perdas nos últimos pregões, enquanto agentes financeiros aguardam dados de inflação nos EUA.
REUTERS
Pesquisa focus do BC vê afrouxamento monetário mais intenso, com Selic a 11,75% este ano
Analistas consultados pelo Banco Central passaram a ver um afrouxamento monetário mais intenso neste ano e no próximo depois de o BC ter cortado a taxa básica de juros em 0,5 ponto percentual e sinalizado novos cortes da mesma magnitude
A pesquisa Focus divulgada pelo BC na segunda-feira mostrou que a expectativa agora é a de que a Selic encerre 2023 a 11,75%, contra 12,00% no levantamento anterior. Na semana passada, o Comitê de Política Monetária (Copom) cortou a Selic a 13,25% ao ano, de 13,75%, na primeira flexibilização na taxa básica de juros em três anos. Em comunicado, a autoridade monetária sinalizou novos cortes equivalentes nas próximas reuniões, e a ata do encontro a ser divulgada na terça-feira deve dar mais indicações sobre a trajetória da política monetária. Diante disso, os especialistas consultados pelo BC no Focus passaram a ver corte da Selic a 12,75% na reunião de setembro do Copom, contra taxa de 13,0% esperada antes. Também reduziram a projeção para os juros básicos ao final de 2024 e 2025 a 9,00% e 8,50% respectivamente, de 9,25% e 8,75% na semana anterior. O levantamento, que capta a percepção do mercado para indicadores econômicos, apontou que a expectativa para a alta do IPCA permanece sendo de 4,84% em 2023, mas para 2024 foi ajustada para baixo em 0,01 ponto percentual, a 3,88%. Para os dois anos seguintes segue em 3,50%. O centro da meta oficial para a inflação em 2023 é de 3,25% e para 2024, 2025 e 2026 é de 3,00%, sempre com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. Para o Produto Interno Bruto (PIB), a estimativa de crescimento na pesquisa semanal com uma centena de economistas este ano subiu a 2,26%, de 2,24% antes, e permaneceu em 1,30% para 2024.
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Poupança volta a registrar saques líquidos em julho, de R$3,581 bi
A caderneta de poupança voltou a registrar saques líquidos em julho depois de ter fechado junho com depósitos, de acordo com dados do Banco Central divulgados na segunda-feira
A aplicação financeira mais procurada pelos brasileiros registrou retirada líquida de 3,581 bilhões de reais no mês passado, após depósito líquido de 2,595 bilhões de reais em junho, quando interrompeu cinco meses seguidos de saques. Em julho do ano passado, houve saques líquidos de 12,663 bilhões de reais. No mês passado, os saques superaram os depósitos no Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) em 3,702 bilhões de reais. Já na poupança rural, os depósitos líquidos foram de 120,916 milhões de reais. O movimento de saques visto neste ano ocorre em meio a um cenário de juros elevados, que reduz a competitividade da poupança frente a outros investimentos. Na semana passada, o Banco Central deu início a um ciclo de afrouxamento monetário ao cortar a taxa básica Selic em 0,5 ponto percentual, a 13,25%, indicando novas reduções similares à frente.
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Deflação do IGP-DI perde força em julho, mas taxa em 12 meses continua recorde
A deflação do Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI) perdeu força em julho diante da alta dos preços de commodities importantes, mas ainda assim a taxa em 12 meses renovou o recorde da série histórica
A Fundação Getulio Vargas (FGV) informou na segunda-feira que o IGP-DI teve em julho queda de 0,40%, depois de ter recuado 1,45% no mês anterior, praticamente em linha com a expectativa em pesquisa da Reuters de recuo de 0,37%. Ainda assim, o resultado levou o índice a acumular em 12 meses queda de 7,47%, marcando novo recorde depois de uma deflação de 7,44% em junho nessa base de comparação. No mês, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-DI), que responde por 60% do indicador geral, caiu 0,61%, de queda de 2,13% no mês anterior. “Nesta apuração, commodities de peso, que por inúmeros meses registraram queda em seus preços, apresentaram reversão desse processo e registraram aumentos, reduzindo o ritmo de queda do IPA e sua influência sobre o IGP”, explicou André Braz, coordenador dos índices de preços. Entre essas commodities, ele destacou como as maiores influências positivas do índice ao produtor, soja (de -3,61% para 3,82%), minério de ferro (de -2,19% para 1,95%) e bovinos (de -5,70% para 1,71%). Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) — que responde por 30% do IGP-DI — mostrou que a pressão aos consumidores aumentou com uma elevação de 0,07% no período, de recuo de 0,10% em junho. O Índice Nacional de Custo de Construção (INCC), por sua vez, registrou desaceleração da alta a 0,10% em julho, de 0,71% antes. O IGP-DI calcula os preços ao produtor, consumidor e na construção civil entre o 1º e o último dia do mês de referência.
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GOVERNO
Brasil rejeita imposição de regra ambiental pela UE, diz ministro da Agricultura
O Brasil acredita que as novas regras da União Europeia que proíbem produtos provenientes de áreas de desmatamento são “uma afronta” às regras da Organização Mundial do Comércio (OMC), disse o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, na segunda-feira
As regras da UE entraram em vigor em junho e estabelecem proibição a produtos a partir de dezembro de 2024, dando ao Brasil e a outros exportadores tempo para se adaptarem. O Brasil, um importante fornecedor de commodities, exportou quase 12 bilhões de dólares em farelo de soja, soja, milho e carne bovina para a UE em 2022, segundo dados comerciais. Fávaro disse que os registros mostram que “apenas 2% dos agricultores brasileiros cometem crimes ambientais”, enquanto o restante cumpre as regras e deve ser reconhecido. Ele disse que se a UE continuar sem reconhecer os esforços do Brasil para proteger o meio ambiente, o país terá que trabalhar para fortalecer as relações comerciais com outros parceiros comerciais. Uma possibilidade seria fortalecer blocos econômicos como o Brics, que compreende grandes economias em desenvolvimento como Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. “É por isso que estamos criando um novo bloco, fortalecendo os Brics, porque temos oportunidades comerciais e há pessoas que reconhecem o que o Brasil faz.” Em declaração recente à Reuters, a Comissão Europeia (CE) contestou as alegações de protecionismo dos lobbies agrícolas brasileiros. A CE disse que as regras de desmatamento se aplicarão a todos os parceiros comerciais “de maneira imparcial e não discriminatória”. Os lobbies brasileiros da soja e da carne bovina expressaram preocupação sobre se a CE tinha ferramentas eficazes para determinar se um produto veio de uma área de desmatamento e sobre as disposições para classificar os países por “risco de desmatamento”. Com relação ao uso de sistemas de rastreabilidade para medir o desmatamento, a CE disse que isso é possível “desde que eles ajudem os operadores a fornecer a geolocalização de onde as commodities foram produzidas”. A CE também disse que “produtos, mesmo de países com alto nível de risco, podem continuar a ser colocados no mercado da UE, desde que a empresa passe pelo processo de devida diligência exigido, provando que não há desmatamento”.
REUTERS
FRANGOS & SUÍNOS
Suínos: cotações em alta
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF teve alta de 2,63%/1,71%, chegando a R$ 117,00/R$ 119,00, enquanto a carcaça especial se elevou em, pelo menos, 1,11%, valendo R$ 9,10/kg/R$ 9,40/kg
Conforme informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à sexta-feira (4), o preço ficou estável somente no Paraná, fixado em R$ 5,99/kg. Houve alta de 2,42% em Minas Gerais, chegando a R$ 6,36/kg, avanço de 0,52% no Rio Grande do Sul, atingindo R$ 5,85/kg, incremento de 0,35% em Santa Catarina, valendo R$ 5,72/kg, e de 1,32% em São Paulo, fechando em R$ 6,14/kg
Cepea/Esalq
Exportações de carne suína iniciam lentas o mês de agosto
Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDCIC), as exportações de carne suína in natura nos quatro dias úteis de agosto mostraram números tímidos após crescimento registrado em julho
A receita, US$ 40 milhões, representa 15,80% do total de agosto de 2022, com US$ 253,6 milhões. No volume, as 16.697 toneladas são 15,70% do total registrado em agosto do ano passado, quantidade de 106,3 mil toneladas. A receita por média diária foi de US$ 10 milhões, valor 9,1% menor do que o de agosto de 2022. No comparativo com a semana anterior, houve recuo de 9,81%. Em toneladas por média diária, 4.174 toneladas, houve recuo de 9,7% no comparativo com o mesmo mês de 2022. Em relação à semana anterior, baixa de 6,91%. No preço pago por tonelada, US$ 2.401, ele é 0,6% superior ao praticado em agosto passado. Frente ao valor da semana anterior, representa retração de 3,11%.
AGÊNCIA SAFRAS
Exportações de carne suína crescem 9,3% em julho, diz ABPA
Receita dos embarques cresceu 12,1% no mês
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), informou que as exportações brasileiras de carne suína (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) alcançaram 105,3 mil toneladas em julho, superando em 9,3% o total exportado no mesmo período de 2022, com 96,3 mil toneladas. A receita gerada com os embarques do mês de julho totalizou US$ 249,9 milhões, saldo 12,1% superior ao registrado no mesmo período de 2022, com US$ 222,4 milhões. No acumulado de 2023 (janeiro a julho), as vendas internacionais de carne suína mantêm alta de 14,6%, com 695,1 mil toneladas exportadas, contra 606,5 mil toneladas em 2022. No mesmo período, a receita gerada pelas vendas chegou a US$ 1,663 bilhão, saldo 24,3% maior que o total registrado no ano passado, com US$ 1,337 bilhão. “Pelo quinto mês seguido as exportações de carne suína superam o volume total de 100 mil toneladas. Há boas expectativas quanto ao desempenho dos embarques do setor para o ano, com indicativos de potencial recorde”, avalia Ricardo Santin, presidente da ABPA. A China segue como maior importadora da carne suína do Brasil, com 38,3 mil toneladas importadas apenas no mês de julho, mantendo praticamente estabilidade (-0,1%) em relação ao mesmo mês de 2022. Também foram destaques as vendas para Filipinas, com 11,4 mil toneladas (+38%), Hong Kong, com 7,8 mil toneladas (+8%) e o Chile, com 6,9 mil toneladas (+107%). “As projeções positivas para o ano se respaldam, especialmente pela influência das vendas para destinos recentemente abertos, como Canadá, México, Peru, além de outros como a recente ampliação de autorizações, como é o caso de Singapura, com produtos processados de carne suína”, avalia o diretor de mercados da ABPA, Luís Rua. Maior exportador de carne suína do País, Santa Catarina embarcou 54,3 mil toneladas em julho, volume 5,8% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. Em segundo, Rio Grande do Sul exportou 28,7 mil toneladas (+34,1%). No terceiro posto, Paraná exportou 13 mil toneladas (-3,1%).
ABPA
Pequenas altas para o mercado do frango
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 4,90/kg, enquanto o frango no atacado teve alta de 0,84%, valendo R$ 6,00/kg
Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. Em Santa Catarina, o preço ficou estável em R$ 4,19/kg, enquanto no Paraná houve elevação de 0,46%, valendo R$ 4,38/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à sexta-feira (4), tanto a ave congelada quanto o frango resfriado tiveram tímida alta de 0,16%, valendo, ambos, R$ 6,11/kg.
Cepea/Esalq
Preço da carne de frango exportada neste início de agosto permanece baixo
Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), as exportações de carne de aves in natura nos quatro dias úteis de agosto mostraram que o faturamento por média diária e as toneladas embarcadas por média diária foram melhores que agosto de 2022 e que a última semana de julho
Entretanto, o preço pago pela tonelada da proteína avícola segue baixo. A receita, US$ 198,8 milhões, representa 23,99% do total arrecadado em todo o mês de agosto de 2022, com US$ 828,9 milhões. No volume, as 117.625 toneladas equivalem a 29,54% do total registrado em agosto do ano passado, com 398.074 toneladas. A receita por média diária foi de US$ 49,7 milhões, valor 38% maior do que o registrado em agosto de 2022. No comparativo com a semana anterior, houve aumento de 32,63%, com seus US$ 37,4 milhões vistos na semana passada. Em toneladas por média diária, 29.406 toneladas, houve incremento de 69,9% no comparativo com o mesmo mês de 2022. Em relação à semana anterior, elevação de 52,62%. No preço pago por tonelada, US$ 1.690, ele é 18,8% inferior ao praticado em agosto do ano passado. O resultado, frente ao valor da semana anterior, representa diminuição de 13,09% no comparativo ao valor de US$ 1.945 visto na semana passada.
AGÊNCIA SAFRAS
INTERNACIONAL
Vendas da Tyson Foods são afetadas por desaceleração da demanda
A Tyson Foods frustrou expectativas de Wall Street para a receita e lucro do terceiro trimestre na segunda-feira, prejudicados pela queda nos preços do frango e da carne suína, e pela desaceleração da demanda por seus produtos bovinos
A empresa também disse que está fechando mais quatro fábricas de processamento de frango nos Estados Unidos na mais recente tentativa de reduzir custos. As ações registravam queda acentuada na segunda-feira. A Tyson aumentou os preços no ano passado para compensar os custos crescentes com ração para as criações e mão de obra, mas foi atingida em 2023 por preços mais baixos nos principais segmentos de proteínas. A empresa disse anteriormente que a redução da demanda por carne bovina dificultou o repasse de custos mais altos aos consumidores. As vendas trimestrais líquidas caíram 3%, para 13,14 bilhões de dólares, abaixo das expectativas dos analistas de 13,59 bilhões, segundo dados da Refinitiv. Os preços médios de venda da empresa caíram 16,4% para a carne suína e 5,5% para a carne de frango, enquanto subiram 5,2% para a carne bovina. A Tyson prevê que as unidades de frango que vão ser fechadas fiquem sem produzir nos dois primeiros trimestres do ano fiscal de 2024 da empresa. A companhia estima encargos totais de 300 milhões a 400 milhões de dólares com os fechamentos. A Tyson previu erroneamente no ano passado que a demanda por frango seria forte nos supermercados em novembro e dezembro, disse o presidente-executivo Donnie King em fevereiro. Em janeiro, a empresa substituiu o diretor do negócio de aves. No negócio de carne bovina, a Tyson enfrenta margens de lucro reduzidas, já que a diminuição do rebanho bovino nos Estados Unidos obriga os frigoríficos a pagar mais pelo gado. As condições prolongadas de seca limitam a quantidade de pasto disponível para pastagem. O prejuízo líquido atribuível à Tyson foi de 417 milhões de dólares, ou 1,18 por ação, no trimestre relatado, em comparação com um lucro líquido de 750 milhões, ou 2,07 por ação, um ano antes. Em uma base ajustada, a empresa ganhou 15 centavos por ação no trimestre encerrado em 1º de julho.
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