
Ano 9 | nº 1974 |09 de maio de 2023
ABRAFRIGO NA MÍDIA
Exportações totais de carne bovina em abril caem 43% na receita e 25% no volume
As exportações totais de carne bovina (produtos in natura + processados) tiveram queda de 43% na receita e de 25% no volume em abril, em consequência da diminuição das importações pela China, mas também por queda nas vendas para outros clientes importantes, como Chile e Egito
Em abril de 2022, o Brasil arrecadou US$ 1,104 bilhão e, no mesmo mês de 2023, US$ 626,9 milhões. Em volume, a queda foi de 186.565 toneladas em abril de 2022 para 140.709 toneladas em abril de 2023. As informações são da Associação Brasileira de Frigoríficos (ABRAFRIGO), que compilou os dados da Secretaria de Comércio Exterior (SECEX), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Os preços médios de abril caíram de US$ 5.916 em 2022 para US$ 4.455 em abril de 2023, queda de 24,7%. De janeiro a abril de 2002, a China garantiu receitas de US$ 2,233 bilhões comprando 344.270 toneladas. De janeiro a abril de 2023 a receita foi de US$ 1,326 bilhões e a movimentação de 269.136 toneladas. No acumulado deste ano, segundo a ABRAFRIGO, as exportações totais somaram uma receita de US$ 2,882 bilhões e um volume de 639.598 toneladas. No ano passado, a receita dos primeiros quatro meses foi de US$ 3,999 bilhões e a movimentação de 728.974 toneladas, o que significou uma queda de 28% nas receitas e de 12% no volume. No quadrimestre, os preços médios de 2022 foram de US$ 5.486 para US$ 4.506 em 2023, queda de 18%. Em janeiro de 2023 as compras da China resultaram em US$ 485,2 milhões em divisas, com movimentação de 100.164 toneladas. Em fevereiro, a receita foi de US$ 355,7 milhões, com importações de 72.537 toneladas. Em março, a receita foi a US$ 278 milhões e a movimentação de 55.534 toneladas. Em abril, a receita caiu a US$ 208 milhões e o volume a 40.901 toneladas. Entre janeiro e abril de 2022, os preços médios obtidos pelo produto brasileiro nas vendas para a China foram de US$ 6.490 por tonelada. Nos primeiros quatro meses de 2023 estes preços médios caíram para US$ 4.930 por tonelada. O segundo maior cliente do Brasil no quadrimestre foram os Estados Unidos, com queda de 23,7% na receita. De US$ 436,5 milhões em 2022 foi a US$ 333 milhões em 2023. A movimentação caiu de 79.198 toneladas em 2022 para 75.241 toneladas em 2023 (- 5%). Já o Chile teve as receitas reduzidas de US$ 128,2 milhões para US$ 120 milhões (-6,4%) e o volume de 25.757 toneladas para 25.431 toneladas (-1,3%). O Egito proporcionou uma receita de US$ 211,4 milhões em 2022 para 55.273 toneladas de movimentação. Em 2023 a receita teve queda para US$ 117,6 milhões (-44,4%) com 33.071 toneladas exportadas (- 40,2%). No total, 65 países aumentaram suas compras enquanto outros 74 reduziram.
PUBLICADO EM: VALOR ECONÔMICO/REUTERS/NOTÍCIAS AGRÍCOLAS/PORTAL DBO/BROADCAST/ESTADÃO/FORBES AGRO/ISTOÉ/INVESTING.COM/MONEY TIMES/CANAL RURAL/CONEXÃO TOCANTINS/PORTOS E NAVIOS/SBT NEWS/PODER 360/GLOBO RURAL/INVESTMAX/NOTÍCIAS DA BOLSA/CARNETEC/PÁGINA RURAL
NOTÍCIAS
Mercado do boi gordo com poucos negócios em São Paulo
Como de costume, a segunda-feira abre a semana com poucos negócios. Boa parte da indústria frigorífica comprou o suficiente para deixar as escalas de abate programadas para os próximos dias, o que causou uma queda de R$2,00/@ de boi gordo, na comparação feita dia a dia
Pelos dados apurados pela Scot, neste primeiro dia da semana, o boi gordo paulista perdeu mais R$ 2/@, chegando a R$ 260/@, no prazo, valor bruto (animal “comum”, sem prêmio-exportação). Por sua vez, os preços da vaca e da novilha gordas ficaram estáveis em São Paulo, e seguem em R$ 240/@ e R$ 252/@, respectivamente (preços brutos e a prazo), acrescentou a Scot. O “boi-China” também não sofreu alteração – é negociado por R$ 270/@ no mercado paulista (valor bruto e a prazo). No Acre, com o aumento de oferta de bovinos no último período, a cotação do boi gordo caiu R$7,00/@ e a da vaca e da novilha, R$5,00/@, na comparação feita dia a dia. No atacado de carne com osso, na semana do Dia das Mães, o mercado atacadista de carne com osso apostou no melhor escoamento e os preços subiram na comparação feita semana a semana. A cotação da carcaça de bovinos inteiros aumentou 5,2%. Para a cotação da carcaça de bovinos castrados, a alta foi de 1,4%.
SCOT CONSULTORIA
No mercado atacadista, os preços da carne bovina voltaram a subir.
Na Região Norte, ainda há negócios abaixo da referência média devido às escalas de abate confortáveis e à pressão de queda em algumas áreas do Mato Grosso
No entanto, em São Paulo e no Mato Grosso do Sul, houve negociações acima da referência média, pois a indústria precisava preencher lacunas nas escalas de abate. Em São Paulo, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 264, enquanto em Dourados (MS) foi indicado o preço de R$ 247 por arroba. Em Cuiabá, o preço ficou em R$ 239 e, em Goiânia (GO), a indicação foi de R$ 235 para a arroba do boi gordo. Em Uberaba, o preço da arroba foi de R$ 258. No mercado atacadista, os preços da carne bovina voltaram a subir. Isso pode ser atribuído à entrada dos salários na economia e ao adicional de consumo relacionado ao Dia das Mães. Essa tendência deve continuar no curto prazo, segundo Fernando Henrique Iglesias, analista da Safras & Mercado. O quarto traseiro foi precificado a R$ 19,75 por quilo, enquanto o quarto dianteiro foi cotado a R$ 14,50 por quilo. A ponta de agulha atingiu o patamar de R$ 14,60 por quilo.
AGÊNCIA SAFRAS
Após três meses de quedas média diária exportada de carne bovina in natura sobe 54,50% na primeira semana de maio/23
Os preços médios, no entanto, seguiram apresentando quedas nos primeiros quatro dias úteis de maio.
Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (SECEX), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o volume exportado de carne bovina atingiu 42,8 mil toneladas na primeira semana de maio/23. No ano anterior, o volume total exportado no mês de maio ficou em torno de 152,3 mil toneladas em 22 dias úteis. A média diária ficou em 10,7 mil toneladas, alta de 54,50%, frente ao mês de maio do ano anterior, com 6,9 mil toneladas. Na semana anterior, a média diária estava em torno de 6,1 mil toneladas e teve um incremento de 75,41%, frente aos dados dessa semana. Após o baixo desempenho das exportações com a suspensão da China por conta da doença da vaca louca no Pará, o ritmo dos embarques de carne bovina retornou aos patamares observados antes da confirmação do caso. Já os preços médios ainda estão abaixo do esperado e isso mostra que os chineses têm buscado negociar os valores. O preço médio na primeira semana de maio ficou em US$ 5.062 por tonelada, queda de 21,60% frente a maio de 2022, com US$ 6.453 por tonelada. O valor da exportação ficou em US$ 216,7 milhões. A média diária ficou em US$ 54,1 milhões, alta de 21,20%, frente a maio do ano passado, com US$ 44,6 milhões.
AGÊNCIA SAFRAS
Cerca de 73 milhões de bovinos e bubalinos deverão ser vacinados contra aftosa até o fim do mês
A primeira etapa de vacinação ocorrerá em 14 estados, conforme o calendário nacional de vacinação
Segue até o dia 31 de maio a primeira etapa da campanha nacional de vacinação contra a febre aftosa de 2023. Cerca de 73 milhões de bovinos e bubalinos de todas as idades deverão ser vacinados. A primeira etapa de vacinação ocorrerá em 14 estados brasileiros (Alagoas, parte do Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Roraima, Sergipe e São Paulo), conforme o calendário nacional de vacinação. Além de vacinar o rebanho, o produtor deve também declarar ao órgão de defesa sanitária animal de seu estado. A declaração de vacinação deve ser realizada nos prazos estipulados pelo serviço veterinário estadual. Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Tocantins e Distrito Federal – pertencentes ao Bloco IV do Plano Estratégico 2017-2026, do Programa Nacional de Erradicação da Febre Aftosa (PE-PNEFA) – não vacinarão mais seus animais nesta etapa, conforme a Portaria nº 574, publicada no dia 3 de abril. A ação faz parte da evolução do projeto de ampliação de zonas livres de febre aftosa sem vacinação no país, previstas no PE-PNEFA. As sete unidades Federativas, que não precisarão mais vacinar seu rebanho bovino e bubalino contra a febre aftosa, somam aproximadamente 113 milhões de cabeças, representando cerca de 48% do rebanho total do País. Neste momento, não haverá restrição na movimentação de animais e de produtos entre esses estados e as demais UFs que ainda praticam a vacinação contra a febre aftosa no país. Isso porque o pleito brasileiro para o reconhecimento internacional de zona livre sem vacinação não será apresentado à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) neste ano de 2023, dando tempo para que outros Estados do Bloco IV executem as ações necessárias para a suspensão da vacinação e o pleito seja apresentado posteriormente, de forma conjunta.
MAPA
Auditores fiscais reforçam no STF posição contrária à lei do autocontrole agropecuário
Anffa Sindical pede para entrar como amicus curiae em ADI movida pela CNTA
O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Agropecuários (Anffa Sindical) ingressou no Supremo Tribunal Federal (STF) com pedido para ser amicus curiae na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 7351/2023) contra a Lei do Autocontrole na fiscalização agropecuária, sancionada no fim do ano passado. A entidade diz que a lei reduz a participação dos servidores no processo de fiscalização da produção agropecuária há uma hora e defende mais debate na regulamentação do texto. “Trata-se da nossa participação no debate acerca da inconstitucionalidade da lei, trazendo informações importantes sob a ótica da saúde pública brasileira e da segurança alimentar, que podem ser fragilizadas, de acordo com o texto do normativo”, diz Janus Pablo, Presidente do sindicato. A ação no STF foi movida pela Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação e Afins (CNTA). Ao ingressar com pedido para ser amicus curiae, o Anffa quer acompanhar as discussões e participar como terceiro interessado, podendo fornecer informações sobre o tema. A ação é relatada pelo ministro André Mendonça. Recentemente, ele pediu mais informações ao Congresso Nacional sobre a aprovação da lei.
VALOR ECONÔMICO
ECONOMIA
Dólar à vista tem alta ante real
O dólar à vista fechou a segunda-feira em alta ante o real, retomando o patamar dos 5 reais, O dólar à vista fechou o dia cotado a 5,015 reais na venda, em alta de 1,44%
Foi o maior ganho percentual em um dia desde 19 de abril, quando havia subido 2,20%. Na B3, às 17:33 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 1,01%, a 5,0345 reais. No início dos negócios, às 9h13, o dólar foi negociado na cotação mínima de 4,9420 (0,03%). À tarde, às 15h09, a moeda norte-americana marcou a máxima do pregão, de 5,019 reais (1,52%). No exterior, o dólar também subia ante outras divisas de países emergentes, mas em percentuais menores. A moeda norte-americana tinha leve alta ante uma cesta de moedas. Às 17:33 (de Brasília), o índice do dólar –que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas– subia 0,07%, a 101,390. Pela manhã, o Banco Central vendeu todos os 16.000 contratos de swap cambial tradicional ofertados na rolagem dos vencimentos de junho.
REUTERS
Ibovespa sobe pelo terceiro pregão seguido
O Ibovespa fechou em alta pelo terceiro pregão seguido na segunda-feira, auxiliado pelo avanço de commodities no exterior, como o minério de ferro e o petróleo, o que ajudou papéis como Vale e Petrobras
No setor de proteínas, BRF ON valorizou-se 7,01%, a 7,02 reais, em dia que teve como destaque negativo JBS ON, que recuou 2,63%, enquanto MARFRIG ON cedeu 0,59% e MINERVA ON subiu 2,16%. O frigorífico norte-americano Tyson Foods anunciou prejuízo surpreendente no seu segundo trimestre fiscal e cortou a previsão de receita para o ano inteiro na segunda-feira, uma vez que os preços das carnes bovina e suína caíram. JBS e Minerva divulgam seus desempenhos trimestrais nesta semana. A temporada de resultados destacou os balanços de Itaú Unibanco e BTG Pactual, divulgados antes da abertura, entre outros. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,85%, a 106.042,15 pontos. O volume financeiro somou 25,3 bilhões de reais. Na cena doméstica, o Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou na segunda-feira que seu Secretário-Executivo, Gabriel Galípolo, será indicado para a Diretoria de Política Monetária do Banco Central (BC). Em meio a críticas reiteradas do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva à política de juros do BC, o mercado acompanha de perto as indicações às diretorias da autarquia para avaliar se os nomes do novo governo poderão representar algum tipo de ruptura ou de oposição às visões do atual presidente do BC. O Goldman Sachs destacou em relatório a clientes que, dado o papel político sênior no atual governo, Galípolo é visto como um potencial substituto de Roberto Campos Neto, quando seu mandato à frente do BC terminar no final de 2024. Em Wall Street, os principais índices acionários terminaram com variações modestas, em meio a resultados corporativos aquém das expectativas, como da Tyson Foods, e expectativas para um importante dado de inflação nesta semana.
REUTERS
Mercado reduz expectativas para inflação em 2023 e 2024, mostra Focus
Especialistas reduziram suas perspectivas para a inflação tanto neste ano quanto no próximo, mostrou a pesquisa Focus divulgada pelo Banco Central na segunda-feira
O levantamento, que capta a percepção do mercado para indicadores econômicos, apontou que a expectativa para a alta do IPCA em 2023 agora é de 6,02%, contra 6,05% na semana anterior, na primeira redução da estimativa depois de cinco semanas seguidas de altas. Para 2024 a conta foi reduzida em 0,02 ponto percentual, com a inflação agora calculada em 4,16%. As projeções para 2025 e 2026 seguem em 4,0%. O centro da meta oficial para a inflação em 2023 é de 3,25% e para 2024 e 2025 é de 3,00%, sempre com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. Para o Produto Interno Bruto (PIB), a estimativa de crescimento este ano segue em 1,0%, mas para 2024 recuou 0,01 ponto percentual, a 1,40%. A pesquisa semanal com uma centena de economistas mostrou ainda que a taxa básica de juros Selic deve fechar este ano a 12,50% e o próximo a 10,0%, sem alterações.
REUTERS
IGP-DI cai 1% em abril e taxa em 12 meses tem maior queda da série histórica
O Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI) intensificou a deflação em abril e registrou a maior queda no acumulado em 12 meses na série histórica, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) na segunda-feira
O IGP-DI caiu 1,01% em abril, depois de queda de 0,34% no mês anterior, devido à redução nos preços de grandes commodities. Essa foi a queda mensal mais intensa desde setembro de 2022, e ficou em linha com a expectativa em pesquisa da Reuters de recuo de 1,08%. O resultado levou o índice a intensificar a deflação em 12 meses a 2,57%, de 1,16% em março, quando marcou o primeiro resultado negativo desde fevereiro de 2018 nessa base de comparação. Foi a taxa negativa mais forte desde o início da série histórica desse dado em janeiro de 1998. No mês, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-DI), que responde por 60% do indicador geral, caiu 1,56%, de queda de 0,71% no mês anterior. “A redução nos preços registrada por grandes commodities, como soja (de -5,66% para -9,89%), minério de ferro (de 3,45% para -7,94%) e milho (de -1,59% para -8,06%), contribuiu para o aprofundamento da deflação registrada pelo IPA”, explicou André Braz, coordenador dos índices de preços. A pressão para o consumidor em abril diminuiu uma vez que o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) — que responde por 30% do IGP-DI — desacelerou a alta a 0,50% no período, de 0,74% em março. Isso se deveu, segundo Braz, ao comportamento da gasolina, cuja variação passou de 8,66% em março para -0,38% em abril. O Índice Nacional de Custo de Construção (INCC), por sua vez, registrou desaceleração da alta a 0,14% em abril, de 0,30% antes. O IGP-DI calcula os preços ao produtor, consumidor e na construção civil entre o 1º e o último dia do mês de referência.
REUTERS
BNDES dobra limite de crédito para micro, pequenas e médias empresas
O BNDES anunciou na segunda-feira que duplicou o limite crédito por cliente de sua linha destinada a micro, pequenas e médias empresas, de 10 milhões para 20 milhões de reais ao ano, informou o banco de fomento
A decisão ocorre em um momento em que bancos do país têm optado por focar suas carteiras em segmentos com melhores perfis de risco em meio ao ambiente de juros elevados e incertezas sobre o crescimento da economia. Segundo o BNDES, as empresas de médio porte que possuem faturamento anual de até 300 milhões de reais poderão acessar essa linha até o final de dezembro deste ano. O objetivo, segundo o BNDES, é reduzir restrições de acesso ao mercado de crédito às micro, pequenas e médias empresas. Com isso, o banco espera que companhias desse porte possam dar continuidade aos seus negócios e à manutenção dos empregos. Mais cedo, o Presidente-Executivo do Itaú Unibanco, Milton Maluhy Filho, afirmou em conferências a jornalistas e analistas, que espera uma normalização gradual da inadimplência do segmento pessoa jurídica ao longo dos próximos trimestres. O executivo mencionou ainda que as empresas têm apresentado baixa demanda por crédito de mais longo prazo, voltado a investimentos, e mais procura por linhas de curto prazo, de capital giro. “As micro, pequenas e médias empresas apresentam, em geral, menor disponibilidade de ativos e, além disso, o seu acesso a crédito é particularmente impactado pela conjuntura econômica”, disse o BNDES em comentários à Reuters.
REUTERS
FRANGOS & SUÍNOS
Suínos: mercado com cotações estáveis no PR e SC
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF teve alta de, pelo menos, 0,83%, chegando a R$ 121,00/R$ 125,00, enquanto a carcaça especial aumentou, até 1,01%, valendo R$ 9,50/R$ 10,00 o quilo
Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à sexta-feira (5), os preços ficaram estáveis no Paraná (R$ 5,95/kg) e em Santa Catarina (R$ 6,00/kg). Houve aumento de 1,98% em Minas Gerais, chegando em R$ 6,68/kg, avanço de 0,64% no Rio Grande do Sul, atingindo R$ 6,27/kg), e de 0,74% em São Paulo, fechando em R$ 6,77/kg.
REUTERS
Suínos: Maio inicia com faturamento e volume da maiores que maio/22
Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (SECEX), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços MDIC), as exportações de carne suína in natura nos quatro dias úteis de maio tiveram altas leves na receita por média diária e na tonelada exportada
A receita, US$ 52,8 milhões, representa 27,71% do total de todo o mês de maio de 2022, com US$ 190,8 milhões. No volume embarcado, as 20.655 toneladas são 25,88% do total registrado em maio do ano passado, com 79.786 toneladas. Em receita por média diária, US$ 13.2 milhões, ela é 52,4% maior do que maio de 2022. No comparativo com a semana anterior, alta de 1,00%. Em toneladas por média diária, 5.163 toneladas, houve elevação de 42,4% no comparativo com o mesmo mês de 2022. Em relação à semana anterior, queda de 0,05%. No preço pago por tonelada, US$ 2.560, ele é 7% superior ao praticado em maio passado. Frente ao valor da semana anterior, alta de 1,06%.
AGÊNCIA SAFRAS
Exportações de carne suína crescem 16,6% em abril
Receita das vendas internacionais aumentou 29,9% no quarto mês do ano
As exportações brasileiras de carne suína (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 104,5 mil toneladas em abril, informou a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O volume é 16,6% maior que o embarcado no quarto mês de 2022, com 89,7 mil toneladas. Em receita, o saldo das exportações alcançou US$ 251,3 milhões no período, superando em 29,9% o total exportado em abril de 2022, com US$ 193,4 milhões. No acumulado do ano (janeiro a abril), as exportações de carne suína alcançaram 379,4 mil toneladas, volume 15,9% maior que o embarcado no primeiro quadrimestre de 2022, com 327,3 mil toneladas. Em receita, a alta registrada no período chega a 29,7%, com US$ 897,7 milhões entre janeiro e abril de 2023, contra US$ 692 milhões realizados no mesmo período do ano passado. “As vendas internacionais brasileiras cresceram em oito dos dez maiores países importadores do setor, em especial, nos cinco maiores importadores localizados na Ásia e na América do Sul. Diversos fatores influenciaram o saldo positivo de abril e do quadrimestre, desde questões sanitárias na produção local de mercados asiáticos até mesmo a ampliação das habilitações e novos mercados que começam efetivamente a importar do Brasil. Nos quatro primeiros meses do ano fizemos uma média de quase 95 mil toneladas por mês.”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin. Entre os principais destinos das exportações, a China se manteve como maior importadora do produto brasileiro, com total de 143,2 mil toneladas registradas entre janeiro e abril deste ano, superando em 20,8% as exportações realizadas no primeiro quadrimestre de 2022. Outros destaques foram Hong Kong, com 42,2 mil toneladas (+24,8%), Filipinas, com 27,8 mil toneladas (+19,5%), Chile, com 27,3 mil toneladas (+69,3%) e Singapura, com 23,8 mil toneladas (+18,7%). No levantamento das exportações por estado, Santa Catarina segue na liderança das exportações brasileiras, com 207,2 mil toneladas exportadas entre janeiro e abril, registrando desempenho 13,7% maior que os embarques realizados em 2022. Em seguida estão o Rio Grande do Sul, com 89,1 mil toneladas (+26,81%), Paraná, com 51,3 mil toneladas (+0,54%), Mato Grosso, com 8,114 mil toneladas (+119%), e Mato Grosso do Sul, com 7,95 mil toneladas (+63,25%). “A perspectiva de ampliação e abertura de novos mercados e a expectativa de manutenção dos volumes embarcados para a China e outros destinos importantes especialmente na Ásia, com destaque para mercados de alto valor agregado como Japão e Coreia do Sul apontam para níveis de exportação anuais em torno de 1,2 milhão de toneladas em 2023, o que faria o Brasil se aproximar ainda mais do terceiro maior exportador do mundo, o Canadá”, comentou o Diretor de mercados da ABPA, Luís Rua.
ABPA
Segunda-feira com cotações estáveis no PR e SC para o frango
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 5,10/kg, enquanto a ave no atacado caiu 0,45%, atingindo R$ 6,57/kg
Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. Em Santa Catarina, o valor ficou estável em R$ 4,33/kg, assim como no Paraná, valendo R$ 4,80/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à sexta-feira (5), a ave congelada teve aumento de 1,21%, chegando em R$ 6,70/kg, enquanto o frango resfriado subiu 1,36%, fechando em R$ 6,71/kg.
Cepea/Esalq
Frango: preço pago pela tonelada exportada caiu em relação ao início de maio/22
O preço aumentou em relação ao final de abril, no entanto
Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (SECEX), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços MDIC), as exportações de carne de aves in natura nos quatro dias úteis de maio registraram queda no preço pago por tonelada em relação a maio do ano passado, mas em comparação à última semana de abril, houve aumento. A receita, US$ 205,1 milhões, representa 24,56% do total de todo o mês de maio de 2022, com US$ 835,4 milhões. No volume embarcado, as 103.242 toneladas, elas são 25,85% do total registrado em maio do ano passado, com 399.388 toneladas. A receita por média diária neste início de maio foi de US$ 51,2 milhões, valor 35,1% maior do que o registrado maio de 2022. No comparativo com a semana anterior, alta de 19,58%. Em toneladas por média diária, 25.810 toneladas, houve alta de 42,2% no comparativo com o mesmo mês de 2022. Em relação à semana anterior, avanço de 13,79%. No preço pago por tonelada, US$ 1.987, ele é 5% inferior ao praticado em maio do ano passado. Frente ao valor da semana anterior, aumento de 5,09%.
AGÊNCIA SAFRAS
INTERNACIONAL
Tyson Foods tem prejuízo de US$ 97 milhões no 2º trimestre
No mesmo período do ano anterior, a empresa tinha registrado um lucro líquido de US$ 829 milhões
A americana, uma das maiores produtoras de carne do mundo, teve um prejuízo de US$ 97 milhões no segundo trimestre fiscal, encerrado em 1º de abril, na comparação com um lucro líquido de US$ 829 milhões um ano antes. No semestre, a empresa registrou um lucro líquido de US$ 219 milhões, em comparação com US$ 1,9 bilhão nos primeiros seis meses do ano-fiscal 2022. As vendas no trimestre somaram US$ 13,1 bilhões, praticamente estáveis em relação ao mesmo período do ano anterior. O mesmo ocorreu com a receita trimestral, finalizada em US$ 26,4 bilhões. Em função desses resultados, a Tyson reduziu sua perspectiva de receita para o ano fiscal de 2023 para uma faixa entre US$ 53 bilhões e US$ 54 bilhões, na comparação com a perspectiva anterior de US$ 55 bilhões a US$ 57 bilhões. “Embora o mercado atual de proteínas seja desafiador, temos uma forte estratégia de crescimento e estamos otimistas em nossas perspectivas de longo prazo”, disse Donnie King, Presidente e CEO da Tyson Foods, no comunicado de resultados. O prejuízo antes de juros e impostos (Ebit) ficou em US$ 130 milhões no trimestre, na comparação com o resultado positivo de US$ 1 bilhão no segundo trimestre fiscal de 2022.
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