CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1949 DE 30 DE MARÇO DE 2023

clipping

Ano 9 | nº 1949 |30 de março de 2023

 

NOTÍCIAS

A cotação do boi gordo reagiu desde o anúncio da retomada da exportação de carne bovina para a China

As ofertas de compra, principalmente para o “boi China”, estão fluindo bem. Os compradores abriram o dia melhorando a oferta em R$10,00/@ nas praças pecuárias de São Paulo

O movimento puxou também os preços do boi e da novilha destinados ao mercado interno, que subiram, respectivamente, R$2,00/@ e R$5,00/@ na comparação com o levantamento anterior (28/3), chegando a R$ 287/@ e R$ 275/@ (preços brutos e a prazo). “Os compradores paulistas abriram o dia melhorando a oferta em R$ 10/@ para o animal com padrão exportação”, informou a Scot, acrescentado que a arroba é negociada por R$ 300/@. chegando a R$ 287/@ e R$ 275/@ (preços brutos e a prazo). A vaca gorda seguiu estável em São Paulo, em R$ 257, no prazo, em valor bruto. Na região de Marabá no Pará, com as ofertas atendendo a composição das escalas de abate, os preços para o boi gordo permaneceram estáveis na comparação diária. Para vaca e novilha, a cotação subiu R$1,00/@. No Acre, com o transbordamento dos rios e a dificuldade no escoamento dos bovinos, as escalas de abate encurtaram. Na comparação feita dia a dia, os preços para todas as categorias subiram R$3,00/@.

SCOT CONSULTORIA

Mercado do boi segue com preços firmes

Em São Paulo, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 300; em Cuiabá (MT), a arroba ficou indicada em R$ 265

O viés para preços segue positivo para o curto prazo, considerando que os frigoríficos estão regularizando as escalas de abate agora que a China está aberta para a carne bovina brasileira, destacou a Safras Consultoria. O escoamento da carne no atacado tende avançar no decorrer da primeira quinzena de abril com maior apelo ao consumo devido à capitalização das famílias, o que também pode abrir espaço para reajustes do boi destinado ao mercado interno, indica a Safras. Em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 300, estável. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 275, sem alterações. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 265, inalterado. Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 300 por arroba, contra R$ 295 do dia anterior. O mercado atacadista prossegue a semana apresentando preços acomodados. Os agentes de mercado carregam expectativas positivas para a primeira quinzena de abril considerando a entrada de salários na economia como motivador de consumo. Quarto dianteiro foi cotado a R$ 14,20, por quilo. Quarto traseiro foi precificado a R$ 20, por quilo. Ponta de agulha ficou posicionada em R$ 14,30, por quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

Ausência de Lula na China limitou habilitações para carnes do Brasil, dizem fontes

A ausência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em missão do governo brasileiro à China afetou algumas negociações da indústria de carnes para obter mais habilitações de frigoríficos, gerando maiores expectativas para novas autorizações em breve, na hipótese de o governante realizar finalmente sua viagem ao país asiático em abril, disseram fontes.

Além de um maior número de fábricas habilitadas e reabilitadas para exportar aos chineses, havia perspectiva de discussão de mudanças em um protocolo sanitário sobre casos atípicos de “mal da vaca louca”, segundo as pessoas, que falaram na condição de anonimato. Habilitações para frigoríficos do Brasil ainda podem acontecer, mas as chances neste momento são menores devido ao cancelamento de Lula causado por um diagnóstico de pneumonia.

“Nada impede que novas habilitações aconteçam como resultado da missão na China, mas agora não conseguimos precisar quando isso vai acontecer… seria bom que o Presidente conseguisse vir em breve, em abril, como está sendo falado”, disse uma fonte na condição de anonimato. O governo brasileiro negocia a remarcação da viagem de Lula à China para os dias 11 a 14 de abril. Segundo a fonte, a previsão inicial era que estas aberturas de mercado e fechamentos de acordos ocorressem nesta semana, com a presença do presidente na missão. Ao menos mais quatro plantas frigoríficas estariam prontas para habilitação, faltando apenas o aval dos chineses após questionamentos adicionais terem sido respondidos nos últimos dias à Administração Geral das Alfândegas da China (GACC, na sigla em inglês). Inicialmente, eram oito unidades prontas para aprovação, mas apenas quatro do segmento de carne bovina conseguiram a habilitação chinesa anunciada pelo Ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, que encerrou na quarta-feira a missão à China. Houve também a retomada de exportação à China por duas plantas que estavam suspensas, uma de bovino e outra de frango da BRF. Entretanto, a companhia ainda busca a reabilitação de suas duas maiores unidades do Brasil, de Lucas do Rio Verde (MT) e Rio Verde (GO), conforme reportagem da Reuters. Em nota do Ministério da Agricultura, o Fávaro afirmou na quarta-feira que, ao todo, o Brasil conta com “mais de 50 plantas frigoríficas cadastradas para serem avaliadas pelo governo chinês”. Sobre o fechamento de acordos, uma das fontes disse que o próprio Fávaro reuniu a comitiva de executivos na China e deixou claro que algumas assinaturas só seriam feitas com Lula, algo que será postergado para quando a viagem for confirmada na agenda do presidente.

“A discussão sobre o protocolo sanitário do autoembargo em casos de vaca louca no Brasil também seria algo com Lula e ficou para depois”, disse o interlocutor.

REUTERS

Preço do boi tem maior alta desde 2021 e pode encerrar trégua da carne na inflação

O preço do boi gordo no Brasil subiu cerca de 10% em março, acumulando a maior alta mensal desde novembro de 2021 com a reabertura da China para a carne brasileira impulsionando a demanda, o que poderá ter algum impacto na inflação, segundo dados do centro de estudos Cepea e avaliação de especialista da FGV

Com as recentes valorizações, a arroba bovina já é negociada praticamente nos mesmos patamares registrados em meados de fevereiro, antes do embargo da China, segundo relatório do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, divulgado na quarta-feira. O indicador do boi gordo Cepea/B3 encerrou fevereiro a 267,95 reais a arroba, com queda de 7,2%, após marcar mais cedo no mês passado cerca de 300 reais. Com a reabertura na semana passada do mercado da China, que compra mais da metade da carne exportada pelo Brasil, o mercado subiu 10,2% em março até o dia 28, para 295,2 reais. Essa alta deverá ser repassada para a carne, fortalecendo os preços após uma queda no varejo também na esteira da maior oferta doméstica gerada pelo embargo chinês, que foi encerrado na última semana em meio a uma missão oficial do governo brasileiro. O contrafilé, importante componente da inflação, recuou 2,04% na última divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), colaborando para uma desaceleração no segmento de Alimentação do indicador. Mas a pausa na alta de preços deve ser curta. “Isso (a suspensão do embargo) pode sim impactar (os preços). Nós sabemos que uma parte da trégua que o preço da carne ofereceu no último mês (no indicador da inflação) tem a ver com os embargos da China…”, disse o Coordenador dos índices de preços da FGV, André Braz, lembrando que a maior oferta no Brasil pelo impedimento para exportar ajudou a limitar “as pressões inflacionárias sobre a carne”. Segundo dados do centro de estudos da Esalq, a alta da arroba bovina em março é a maior acumulada em um mês desde novembro de 2021, quando o indicador avançou “significativos” 25,26% e havia forte retração da oferta por pecuaristas, em meio a um embargo para exportar à China, também por casos atípicos de “vaca louca”, que eram dois naquele ano. O contexto pecuário atual é outro, contudo, uma vez que o Brasil agora está em um ciclo de maior oferta de animais para o abate. O Cepea citou ainda que a carcaça casada do boi no atacado da Grande São Paulo acumula desvalorização de 1,71% em março, negociada a 18,88 reais/kg na terça-feira. Apesar da retomada de compras pela China, o especialista da FGV não considera que a carne e mesmo outros alimentos possam ser os vilões da inflação em 2023, como aconteceu em anos recentes. “Choveu bem, as condições de pastagem vão bem, tem uma safra recorde de grãos, alimento de modo geral com certeza vai ter uma inflação acumulada menor em 2023, até porque os alimentos foram os vilões da inflação nos últimos anos.”

REUTERS 

Ministro do STF pede informações sobre ‘autocontrole’ agropecuário

Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria de Alimentação e Afins (CNTA) moveu ação no STF para contestar a lei, sancionada em dezembro

O Ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitou informações ao Congresso Nacional e à Presidência da República, no prazo de dez dias, sobre a Lei 14.515/2022, que instituiu os programas de autocontrole na fiscalização agropecuária. A lei está sob contestação no Supremo. Sancionada em dezembro do ano passado, lei foi questionada por uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) que a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria de Alimentação e Afins (CNTA) apresentou ao STF. Mendonça também decidiu adotar o rito abreviado para analisar a matéria. Após o envio das informações pelos poderes Legislativo e Executivo, o Ministro dará vistas para a manifestação da Advocacia-Geral da União (AGU) e da Procuradoria-Geral da República (PGR) – serão cinco dias para cada. A ADI contesta o artigo 5º da lei, que trata do credenciamento de pessoas físicas e jurídicas para a realização de atividades de defesa agropecuária até então exercidas apenas por servidores públicos; a forma como o projeto tramitou no Senado Federal, sem a análise de comissões temáticas e com alteração do texto em Plenário, sem o devido retorno à Câmara dos Deputados; a prorrogação de contratos temporários de médicos veterinários acima do limite legal; e os riscos à saúde e à vulnerabilidade na relação trabalhista dos empregados das agroindústrias. O principal argumento da ação que está em análise no STF é que a legislação “transfere aos trabalhadores da indústria de alimentação agropecuária – subordinados aos agentes produtores mantenedores da relação de emprego – a responsabilidade de certificar a sanidade dos produtos de propriedade do empregador, com alto valor comercial atrelado, sem amparo da fiscalização ostensiva do Estado, em total desprezo à previsão constitucional”.

VALOR ECONÔMICO

Marrocos recebe primeiro carregamento de gado vivo do Brasil

País africano abriu seu mercado a animais brasileiros neste ano

O Marrocos, que abriu seu mercado para o gado vivo do Brasil neste ano, recebeu no último domingo a primeira carga de animais brasileiros desde a abertura. Ao todo, 2,8 mil cabeças desembarcaram no porto marroquino de Jorf Lasfar, segundo a adida agrícola brasileira em Rabat, a capital marroquina, Ellen Laurindo. “Recebemos o primeiro carregamento de bovinos vivos do Brasil destinados ao abate no Marrocos. Efetivação do comércio aberto no começo de 2023”, escreveu ela em uma rede social. Surgiram preocupações com a qualidade do rebanho brasileiro após o registro recente de um caso atípico do “mal da vaca louca” no Pará. Com isso, o embarque foi submetido a “processos de controle rígidos”, segundo relatos da imprensa local. A seca e a alta de custos no país reduziram a produção de carne bovina no Marrocos, o que tem puxados o aumento dos preços da proteína.

VALOR ECONÔMICO

Pecuária projeta ampliação das exportações e aumento do preço da carne bovina

Com queda interna no consumo e previsão de redução de receita no ano, mercado espera retomada no exterior

O brasileiro passou a comer menos carne bovina nos últimos anos, o que tem preocupado pecuaristas. Contudo a reabertura do mercado chinês após o fim do embargo animou o setor, que espera bater recorde de exportações e projeta crescimento de cerca de 15% no preço da arroba neste ano. O temor de problemas no setor tem uma explicação clara, segundo o engenheiro agrônomo Alcides Torres, analista de mercado da Scot Consultoria. “A China é o nosso grande parceiro comercial para tudo. Em relação à carne bovina, os chineses detêm 60% do que a gente exporta. Por isso que, quando o Brasil suspende essa exportação, o mercado desmonta”, disse. Envios ao exterior se tornam ainda mais necessários devido à previsão do Ministério da Agricultura de redução de 3,4% no resultado financeiro neste ano na pecuária. A causa está na queda nos preços das carnes bovina e de frango —terceiro ano seguido de perda de receitas. O resultado financeiro deverá alcançar R$ 362 bilhões no setor. A receita da carne bovina deve alcançar R$ 141,6 bilhões, 6,4% menos que em 2022, e a da carne de frango deve chegar a R$ 104,4 bilhões (-7%). Já a carne de porco deverá ter alta. Os pecuaristas projetam que o preço da arroba (15 quilos) —atualmente oscilando entre R$ 270 e R$ 285, dependendo da praça— chegue a algum valor entre R$ 320 e R$ 340 nos próximos meses. Segundo Torres, o mercado interno não tem força suficiente para abraçar a produção de carne bovina, principalmente num período de queda no consumo devido às dificuldades econômicas. “O consumo de 35 quilos [ano] por habitante caiu para 25 quilos em função da pandemia, e ainda está num processo de recuperação.” A expectativa é de que o país tenha recorde de exportações neste ano. Dados da Abrafrigo (Associação Brasileira de Frigoríficos) mostram que as exportações subiram 42% no ano passado em relação ao ano anterior, com receita total de US$ 13,09 bilhões. “As exportações devem ser muito boas este ano e provavelmente o valor da arroba voltará a subir para o pecuarista. Não acredito que esse período em que a China ficou fechada vai interferir no volume total e no valor total exportado pelo Brasil”, disse o docente da USP (Universidade de São Paulo) Marcos Fava Neves, especialista em agronegócios. Nabih Amin El Aouar, Presidente da Associação dos Criadores de Nelore do Brasil, disse que o ideal seria que a arroba bovina retomasse os preços praticados no início do ano passado, entre R$ 320 e R$ 340. “O preço estava entre R$ 270 e R$ 280 e, em um dia após o anúncio do fim do embargo, já melhorou para algo como R$ 285, por isso acreditamos num viés de aceleração de preço”, afirmou. Presidente da Assocon (Associação Nacional da Pecuária Intensiva), Maurício Velloso disse que 2023 está marcado pelo “fundo do poço” do ciclo pecuário e que isso se configura numa oportunidade para investimentos. “Estamos assistindo a essa inversão do ciclo, o que não é normal, mas por conta da redução do preço do bezerro. Em fevereiro, houve abate de 51,3% das fêmeas, e normalmente fica na faixa de 25% a 30%”, disse Nastari.

FOLHA DE SP

ECONOMIA

Dólar à vista cai pela quarta sessão consecutiva

O dólar fechou em baixa ante o real na quarta-feira pela quarta sessão consecutiva, com participantes do mercado aproveitando o clima ameno no exterior e o diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos para vender a moeda norte-americana, enquanto aguardam a definição do novo arcabouço fiscal

Mel734360Nos últimos dias, a perspectiva de que o Federal Reserve (Fed) não acelere a alta de juros, vem trazendo um viés de baixa para o dólar ante o real. Com juros elevados no Brasil e não tão altos nos EUA, o diferencial de taxas tem favorecido a entrada de investimentos estrangeiros. O dólar à vista fechou a quarta-feira cotado a 5,1355 reais na venda, em queda de 0,58%. Nas quatro últimas sessões, a moeda norte-americana acumulou baixa de 2,92%. Na B3, às 17:40 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,67%, a 5,1355 reais. O Diretor da Wagner Investimentos, José Faria Júnior, citou a calmaria no exterior, em meio à percepção de que a crise bancária arrefeceu, e a Selic elevada no Brasil como fatores baixistas para o dólar nesta quarta-feira. “O Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) foi ‘hawkish’ e isso é bom para o real subir”, comentou. O Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, se reuniu com o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e outros ministros no Palácio do Alvorada durante a tarde para tratar do arcabouço, e a expectativa era que ele apresentaria a nova regra a lideranças do Congresso. No exterior, o dólar registrava leves ganhos ante uma cesta de moedas no fim da tarde. Às 17:40 (de Brasília), o índice do dólar –que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas– subia 0,17%, a 102,660. Pela manhã, o Banco Central vendeu 13.700 contratos, do total de 16.000 contratos de swap cambial tradicional, ofertados na rolagem dos vencimentos de maio.

REUTERS 

Ibovespa fecha em alta com mercado à espera de regra fiscal

O Ibovespa fechou em alta nesta quarta-feira, com Vale e Petrobras entre os principais suportes, mesmo com indefinições envolvendo o teor e data de apresentação do novo arcabouço fiscal do país pelo governo do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,6%, a 101.792,52 pontos, no quarto pregão seguido de valorização. O volume financeiro somou 19,6 bilhões de reais, mais uma vez abaixo da média diária de 2023, de 25,3 bilhões de reais. As atenções continuaram voltadas para o noticiário relacionado ao novo arcabouço fiscal no país, com expectativas principalmente em torno de uma reunião do Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, com o Presidente Lula. De acordo com o Ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, Lula tem a intenção de enviar a nova regra ao Congresso Nacional o mais rápido possível, mas ainda não há data definida. Havia expectativa de que Haddad apresente o texto a deputados líderes de bancada ainda na quarta, se acreditando que será apresentado um bom arcabouço fiscal, capaz de ancorar as expectativas e gerar trajetórias sustentáveis para a dívida/PIB. Isso é fundamental para toda a agenda econômica que virá em seguida, a começar pela reforma tributária. Sem aprovar uma regra fiscal crível, o enfraquecimento da área econômica colocaria a perder, no nascedouro, todos os planos e medidas considerados até aqui. No exterior, Wall Street fechou com ganhos relevantes, o que acabou beneficiando a bolsa paulista, com perspectivas otimistas da Micron e de outras empresas atenuando algumas preocupações sobre a economia. O S&P 500 avançou 1,42% e o Nasdaq subiu 1,79%.

REUTERS

Brasil cria 241,8 mil vagas com carteira assinada em fevereiro, 31% a menos na comparação anual

No mesmo mês de 2022 foram criadas 353.294, na série com ajustes

O Brasil criou 241.785 vagas com carteira assinada em fevereiro, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados na quarta-feira, 29, pelo ministério do Trabalho e Emprego. O resultado decorreu de 1.949.844 admissões e de 1.708.059 demissões. No mesmo mês de 2022 foram criadas 353.294, na série com ajustes. Ou seja, a queda nesta comparação foi de 31%. Esse também foi o pior resultado, para meses de fevereiro, desde 2020 – quando foram abertos 217,26 mil empregos formais. No mesmo mês de 2021, foram abertos 397,68 mil empregos com carteira assinada. A comparação dos números com anos anteriores a 2020, segundo analistas, não é mais adequada porque o governo mudou a metodologia. O resultado, porém, ficou maior do que a mediana positiva de 156,5 mil postos formais de trabalho, conforme pesquisa do Estadão/Broadcast, cujo intervalo ia de abertura líquida de 124,70 mil a 261,430 mil vagas. A abertura líquida de vagas de trabalho com carteira assinada em fevereiro foi puxada pelo desempenho do setor de serviços no mês, com a criação de 164.200 postos formais, seguido pela indústria geral, que abriu 40.380 vagas. Na construção houve abertura de 22.246 vagas em fevereiro, enquanto houve um saldo positivo de 16.284 postos de trabalho na agropecuária. O comércio registrou o fechamento de 1.325 vagas no mês. No segundo mês do ano, nas 27 unidades da federação foram registrados resultados positivos no Caged. O melhor desempenho foi novamente registrado em São Paulo, com a abertura de 65.356 postos de trabalho. O salário médio de admissão nos empregos com carteira assinada chegou a R$ R$ R$ 1.978,12 em fevereiro. Comparado ao mês anterior, houve redução real de R$ 54,14 no salário médio de admissão, uma variação em torno de 2,47%.

O ESTADO DE SÃO PAULO

FRANGOS & SUÍNOS

Mercado de suínos com queda generalizada nos preços

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 117,00/R$ 123,00, enquanto a carcaça especial cedeu 2,06%/2,97%, valendo R$ 9,50/R$ 9,80 o quilo

Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à terça-feira (28), o preço ficou estável somente no Rio Grande do Sul, fixado em R$ 6,69/kg. Houve queda de 2,17% bem Minas Gerais, valendo R$ 6,75/kg, baixa de 1,08% no Paraná, atingindo R$ 6,44/kg, recuo de 0,47% em Santa Catarina, baixando para R$ 6,38/kg, e de 1,60% em São Paulo, fechando em R$ 6,76/kg.

Cepea/Esalq

Em SP, frango congelado ou resfriado com baixa nos preços

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja teve aficou estável em R$ 5,00/kg, enquanto a ave no atacado caiu 0,80%, chegando a R$ 6,15/kg

Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. No Paraná, o preço ficou estável em R$ 4,92/kg, assim como em Santa Catarina, custando R$ 4,30/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à terça-feira (28), houve recuo de 1,18% para a ave congelada, valendo R$ 6,69/kg, enquanto o frango resfriado baixou 1,07%, fechando em R$ 6,47/kg.

Cepea/Esalq

Polinésia Francesa autoriza importações de carne de frango brasileira

A Polinésia Francesa anunciou na semana passada a abertura de mercado para a carne de frango brasileira, informou a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) na quarta-feira (29)

A autorização é válida para todos os estabelecimentos frigoríficos brasileiros que embarcam carne de frango para a União Europeia. As vendas deverão ser voltadas para o mercado de food service do país da Oceania, principalmente para a rede hoteleira, segundo o Presidente da ABPA, Ricardo Santin. “O mercado franco-polinésio tem um bom potencial para produtos de maior valor agregado já tradicionalmente consumidos pelo mercado europeu como peito de frango”, disse Santin em comunicado. “Nosso foco será o mercado B2B, conhecido pelos elevados níveis de exigência, o que reforça o reconhecimento dos players internacionais pela qualidade e elevados controles sanitários estabelecidos pelos exportadores brasileiros.”

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