CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1925 DE 24 DE FEVEREIRO DE 2023

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Ano 9 | nº 1925 |24 de fevereiro de 2023

NOTÍCIAS

Mercado sem preço em meio à confirmação de caso de vaca louca (ainda não se sabe se atípica)

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) confirmou um caso de Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), conhecido popularmente como “vaca louca”, o caso ocorreu em uma propriedade no sudeste do Pará

O local foi isolado e a propriedade inspecionada e interditada preventivamente até que o resultado da análise dos despojos seja conhecido. Com relação à exportação, em cumprimento ao acordo entre Brasil e China, o MAPA suspendeu a partir de ontem a exportação de carne bovina para esse país. Com a notícia, frigoríficos suspenderam as compras e cancelaram os embarques agendados. Assim, a cotação de referência para todas as praças pecuárias é a de 17 de fevereiro, sexta-feira antes do Carnaval. A cotação no mercado atacadista caiu. O preço da vaca casada caiu 4,5% na comparação feita semana a semana. A cotação da carcaça casada de bovinos castrados caiu 1,3%, enquanto a cotação da carcaça de bovinos inteiros caiu 3,5%.

SCOT CONSULTORIA

Boi gordo: embargo da China derruba preços

O mercado físico do boi gordo enfrentou uma queda significativa nos preços da arroba na quinta-feira

Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, a indústria foi impactada negativamente pela confirmação do caso atípico de encefalopatia espongiforme bovina (EEB), que fez o governo brasileiro aplicar um embargo voluntário sobre as exportações de carne bovina. A expectativa é que nessa ocasião o embargo não tenha a mesma duração daquele de 2021, com potencial para uma solução mais rápida em função do quadro de oferta global, em que o Brasil segue como a melhor alternativa de fornecimento. No entanto, enquanto a questão não é resolvida, o mercado brasileiro seguirá pressionado, com os frigoríficos baixando de forma contundente os preços na compra de gado. Em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 276, ante a indicação de R$ 297 na terça-feira. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 269, contra R$ 271. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 240, ante R$ 247. Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 270 por arroba, ante R$ 297. Já o mercado atacadista voltou a operar com preços acomodados. A segunda quinzena do mês é um período de demanda mais enfraquecida, com potencial retração nos preços. O quarto traseiro segue no patamar de R$ 21,00 por quilo. Quarto dianteiro ainda é cotado a R$ 15,70 por quilo. Ponta de agulha ainda é precificada a R$ 15,45 por quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

Boi-China deve ficar sem ágio em relação ao animal ‘comum’, prevê AGRIFATTO

A premiação atual de R$ 20/@ (base SP) pelo animal com destinação ao mercado chinês deve ser interrompida, afirmam os analistas da Agrifatto

Com a interrupção da certificação de novas remessas de carne bovina ao mercado chinês a partir de 23 de fevereiro (devido à suspeita de um novo caso atípico de “vaca louca” no Brasil), a tendência é de que o bônus pago pelos frigoríficos habilitados para exportar ao país asiático se encerre temporariamente, prevê a Agrifatto. “O que é pago atualmente com um adicional de R$ 20/@ pelo animal com destinação ao mercado chinês (abatido mais jovem, com até 30 meses) deve ser interrompido e o boi gordo deve flertar com os R$ 280/@ pago pelo animal comum (base São Paulo)”, afirmam os analistas da consultoria. Segundo a Agrifatto, o fim do ágio pago ao “boi-China” está pautado no “spread” (diferença) que existe entre o dianteiro desossado que é enviado para a China e o valor do dianteiro que é encaminhado para o mercado interno brasileiro – atualmente em torno de 40%. Na avaliação da consultoria, a maior dificuldade da cadeia pecuária atual é dar direcionamento para esse montante de carne que seria destinado aos chineses e que precisa ser estocada/consumida. “A grande dúvida é saber quanto tempo durará a interrupção dos embarques à China”, afirma a Agrifatto, que acrescenta: “A extensão desse problema por mais de 30 dias pode trazer consequências negativas para a precificação do boi gordo, considerando principalmente o atual momento vivenciado dentro do ciclo pecuário, com a oferta de fêmeas expandindo mês após mês e um mercado interno bem abastecido com essa categoria”. Em 2022, a China respondeu por cerca de 20% do consumo total da nossa proteína, chegando a picos de 25% durante o último quadrimestre do ano. Ainda de acordo com a Agrifatto, diante do observado durante o segundo semestre de 2022 (quando a China resolveu reduzir fortemente o preço pago no dianteiro brasileiro), “nota-se que o mercado interno brasileiro não tem “forças” para aguentar um boi gordo de R$ 300/@ com o nível de oferta que foi disponibilizado nos últimos meses”.

PORTAL DBO

Em queda, volume de carne bovina in natura exportada é de 91,8 mil toneladas na terceira semana de fevereiro/23

Segundo Secretaria de Comércio Exterior (Secex) as exportações de carne bovina in natura chegaram a 91,8 mil toneladas em treze dias úteis de fevereiro/23. No ano anterior, os embarques somaram 158,5 mil toneladas em 19 dias úteis

A média diária movimentada foi de 7,06 mil toneladas, queda de 15,3%, em relação a fevereiro do ano anterior, com 8,3 mil toneladas. O preço médio ficou em US$ 4.856 mil por tonelada, baixa de 13,3 % frente a fevereiro de 2022, com preços médios de US$ 5,603 mil por tonelada. O valor da exportação ficou em US $ 445,8 milhões. A média diária ficou em US$ 34,2 milhões, redução de 26,6%, frente a fevereiro do ano passado, com US$ 46,7 milhões. É válido ressaltar que a paralisação temporária dos embarques de carne brasileira à China a partir de hoje (23/02) por conta do caso de Encefalopatia Espongiforme Bovina pode impactar os resultados, porém com algum atraso por conta do tempo de contabilização.

AGÊNCIA SAFRAS

México abrirá mercado para a carne bovina brasileira na próxima semana

Indústria local já teria sido notificada

O México deve abrir na próxima semana seu mercado para a carne bovina brasileira. A decisão foi noticiada pelo jornal mexicano “El Norte” e confirmada pelo Valor com fontes a par do assunto. Um representante do Ministério da Agricultura do México comunicou membros da indústria do país sobre a decisão. Ele justificou que a intenção é aumentar a oferta da proteína no mercado interno e, assim, reduzir os preços. Segundo informações prévias, serão beneficiados frigoríficos de 14 Estados livres de febre aftosa com vacinação. “Não haverá uma cota, o potencial é enorme”, disse uma fonte ouvida pelo Valor.

VALOR ECONÔMICO

Embaixador da China sinaliza a ministro brasileiro retorno rápido de exportações de carne

Sinalização confirma expectativa no Ministério da Agricultura e também no Palácio do Planalto de que o retorno das exportações possa ocorrer ainda em março

O embaixador da China no Brasil, Zhu Qingqiao, sinalizou ao Ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, que tão logo seja confirmada que a variedade da doença vaca louca detectada em uma fazenda no pará é “atípica”, o retorno das exportações de carne brasileira ao país será rápido, segundo fontes do ministério. O embaixador deu a sinalização após responder a uma pergunta específica do ministro se haveria quarentena após a confirmação da variedade atípica pelo laboratório canadense que está fazendo a análise. A resposta foi negativa. A sinalização confirma expectativa no ministério e também no Palácio do Planalto de que o retorno das exportações possa ocorrer ainda em março, antes portanto da visita do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao país, previsto para o final do próximo mês. O laboratório canadense deve dar a resposta até o final da próxima semana. Ela será entregue em mãos às autoridades chinesas pelo próprio Ministro na segunda-feira, dia 6 de março. A expectativa do governo brasileiro é que ainda naquela semana seja possível reverter a suspensão das exportações. Outros componentes ajudam a traçar esse cenário otimista. Primeiro, o bom momento da relação diplomática entre os dois países, simbolizada no encontro entre Lula e Xi Jinping previsto para o próximo mês. No governo Bolsonaro, quando a relação entre os dois países era tensa, esse prazo chegou a ser de quatro meses. Segundo: a dependência do mercado interno chinês da carne brasileira. Terceiro: a velocidade e transparência com que os governos brasileiro e paraense trataram o caso, que foi inclusive elogiado pelo embaixador chinês na conversa com o Ministro na tarde desta quinta-feira (23).

CNN BRASIL

ECONOMIA

Dólar fecha em baixa ante real em dia de busca por risco e ajustes no Brasil

Em mais uma sessão de ajustes, o dólar à vista fechou em baixa ante o real na quinta-feira, mas o recuo perdeu força à tarde com os investidores reagindo a uma piora do ambiente externo

Pela manhã, a queda foi favorecida pelo maior apetite global por ativos de risco, em um movimento que mantinha a moeda norte-americana no território negativo e dava suporte aos índices de ações. O dólar à vista fechou o dia cotado a 5,1363 reais, em baixa de 0,67%. Na B3, às 17:30 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,39%, a 5,1385 reais. A busca global por ativos de risco pela manhã sustentou as moedas de países emergentes e exportadores de commodities, como o real brasileiro. A revisão do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA, para uma taxa anualizada de 2,7% no último trimestre do ano passado, favoreceu o movimento de baixa do dólar. Economistas projetavam uma alta de 2,9%. Com o resultado mais baixo que o esperado, a percepção dos mercados foi de que haveria menos espaço para juros mais altos nos EUA. “Os ativos de risco estavam performando melhor pela manhã: as bolsas estavam subindo bem, os juros estavam caindo. Mas o mercado lá fora virou”, disse durante a tarde o economista da BlueLine Asset Management, Flavio Serrano. “Esta virada fez com que piorasse o mercado de juros e o câmbio aqui também.” “Como o Brasil ficou fechado no Carnaval, o dólar deu uma valorizada na quarta-feira, em função das preocupações com eventual subida de juros nos EUA. Só que a divisa puxou muito. Ontem (quinta-feira), o que vimos é uma readequação”, avaliou o gerente de câmbio da Fair Corretora, Mário Battistel. Pela manhã, o Banco Central vendeu todos os 16.000 contratos de swap cambial tradicional, em operação para rolagem dos vencimentos de abril.

REUTERS

Ibovespa fecha em alta com redução de ruídos políticos

Sentimento do investidor global, que tenta antever próximos passos do BC dos EUA, também impactou negócios, em sessão de grande volatilidade

Após sessão volátil, o Ibovespa encerrou em alta ontem, impulsionado pela forte alta dos papéis da Petrobras e pela diminuição dos ruídos políticos internos. O referencial local registrou alta de 0,41%, aos 107.593 pontos. O sentimento do investidor global também impactou diretamente nos negócios, na medida em que agentes seguem analisando dados econômicos dos Estados Unidos e tentam antever quais serão os próximos passos do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) no seu ciclo de aperto monetário. Em Nova York, o S&P 500 subiu 0,53%, aos 4.012 pontos, o Dow Jones fechou em alta de 0,33%, aos 33.153 pontos, e o Nasdaq avançou 0,72%, aos 11.590 pontos. Entre as commodities, o petróleo Brent para abril subiu 2,00%, para US$ 82,21, em meio às notícias de que a Rússia planeja reduzir suas exportações e com dados macroeconômicos dos EUA no radar. Isso permitiu que os papéis ordinários e preferenciais da Petrobras avançassem 3,73% e 3,07% respectivamente. Além disso, mesmo com a alta do produto hoje, os preços internacionais estão mais baixos do que os praticados internamente, o que indica, segundo analistas, uma possibilidade de redução de preços nas refinarias sem que haja descolamento do exterior. Essa possibilidade reduz as pressões sobre a Petrobras, o que alivia investidores. “Esse ponto é importante porque hoje houve reforço do discurso de que a desoneração vai acabar em breve”, afirma Bruno Komura analista da Ouro Preto Investimentos. Ele citou a fala do chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal, Claudemir Malaquias, que confirmou a reoneração da gasolina e do etanol no fim deste mês. No exterior, dados dos Estados Unidos mostraram uma revisão do Produto Interno Bruto (PIB) anualizado do quarto trimestre de 2022. Enquanto a expectativa era que essa segunda leitura mantivesse o avanço em 2,9%, a revisão reduziu o ímpeto para uma alta de 2,7%. O fato trouxe algum suporte para a tomada de risco nos mercados globais, mas as incertezas devem manter os mercados voláteis.

VALOR ECONÔMICO

Arrecadação federal soma R$ 251,745 bi em janeiro e é maior da história para o mês

Resultado do mês representou alta real de 1,14% sobre igual período do ano anterior

A arrecadação federal de impostos alcançou R$ 251,745 bilhões em janeiro e registrou alta real de 1,14%, sempre na comparação com o mesmo período do ano anterior. Os dados foram divulgados na quinta-feira (23) pela Receita Federal do Brasil (RFB). Nos números atualizados pela inflação, o resultado de janeiro foi o melhor para o mês em toda a série histórica, com início em 1995. Sem correção inflacionária, a arrecadação mostrou alta de 6,98% janeiro. Considerando somente as receitas administradas pela RFB, houve alta real de 2,16% no mês passado, somando R$ 234,932 bilhões. A alta nominal foi de 8,05%. Já a receita própria de outros órgãos federais (onde estão os dados de royalties de petróleo, por exemplo) foi de R$ 16,813 bilhões no mês passado, queda real de 11,20%. Em termos nominais, essas receitas caíram 6,08%. O governo federal deixou de arrecadar R$ 12,379 bilhões em janeiro por causa de desonerações tributárias, segundo a Receita. Em janeiro de 2022, a renúncia foi de R$ 6,346 bilhões. As fontes de renúncia do governo federal no mês passado foram: Imposto sobre Produtos Industrializados (R$ 1,9 bilhão); PIS/Cofins e Cide (R$ 3,750 bilhões); folha de salários (R$ 661 milhões); planos de saúde (R$ 267 milhões); tributação de participação de lucros e resultados (R$ 264 milhões); depreciação acelerada de bens de capital (R$ 184 milhões); outros, no qual entra o Simples Nacional (R$ 5,347 bilhões). O crescimento da arrecadação federal em janeiro seria de quase 9% se não fossem pagamentos atípicos de Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ) e Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido (CSLL) e o comportamento das desonerações vigentes”, segundo análise publicada hoje pela própria Receita, junto com os números do mês passado. De acordo com o órgão, “sem considerar os fatores não recorrentes, haveria um crescimento real de 8,99% na arrecadação do mês de janeiro de 2023”, sempre já descontando a inflação e em relação ao mesmo período de 2022. Nesse caso, a arrecadação seria de R$ 237,582 bilhões. O crescimento considerando os fatores não recorrentes foi de 1,14%, com a arrecadação alcançando R$ 234,932 bilhões. De um lado, a Receita identificou arrecadação atípica de R$ 3 bilhões ligado ao IRPJ e à CSLL. Em sentido oposto, houve redução não recorrente da arrecadação ligada ao corte das alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (impacto negativo de R$ 1,9 bilhão) e do PIS/Cofins sobre combustíveis (R$ 3,75 bilhões). Entre os destaques positivos de janeiro, o Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre rendimentos de capital alcançou R$ 10,847 bilhões, alta de 58,14%. Já a receita previdenciária teve arrecadação de R$ 47,951 bilhões, com alta de 8,63%. “Esse resultado pode ser explicado pelo aumento da massa salarial”, disse a Receita. Por sua vez, a arrecadação do IRRF sobre rendimentos do trabalho apresentou uma arrecadação de R$ 21,049 bilhões, crescimento real de 13,31%.

VALOR ECONÔMICO

EMPRESAS

Marfrig e Minerva atenderão demanda chinesa via plantas na Argentina e Uruguai

A Marfrig Global Foods e a Minerva Foods disseram em comunicados individuais na quinta-feira (23) que atenderão à demanda chinesa por carne bovina com produção de unidades localizadas na Argentina e no Uruguai, enquanto vigorar a suspensão às plantas brasileiras devido ao caso de encefalopatia espongiforme bovina (EEB)

A Minerva disse que seguirá atendendo à demanda chinesa por meio de três plantas no Uruguai e uma na Argentina, sem comprometer sua participação de mercado e o relacionamento com os clientes. No Brasil, a empresa atendia a China com as unidades de Barretos (SP), Palmeiras de Goiás (GO) e Rolim de Moura (RO). “Por fim, importante salientar que desde 2015, a Organização Mundial de Saúde Animal exclui a ocorrência de casos de EEB atípica para efeitos do reconhecimento do status oficial de risco do país, sendo que a doença pode ocorrer de forma espontânea e esporádica em todas as populações de bovinos do mundo”, disse a Minerva. “Em função disso, a Minerva acredita que, tal qual em períodos anteriores, a suspensão das exportações brasileiras é temporária e deverá ser retomada em um curto espaço de tempo.” A Marfrig disse que, durante o período de suspensão, o atendimento realizado pelas sete plantas da Marfrig no Brasil será redirecionado para as seis plantas da empresa localizadas no Uruguai e na Argentina. “Nossa plataforma geograficamente diversificada e a flexibilidade de nossos multicanais de venda nos permitirá atender à demanda de nossos clientes”, disse a companhia. As exportações brasileiras de carne bovina da Marfrig para a China representaram 6,4% da receita da empresa nos últimos 12 meses. “A Marfrig acredita que a situação do (caso de) EEB está dentro dos parâmetros regulares envolvendo questões sanitárias e espera que as exportações sejam retomadas em breve”, disse a empresa. A JBS disse que não iria comentar sobre o tema.

CARNETEC

Lucro líquido da Frigol mais que triplica em 2022

Quarto maior frigorífico do país teve crescimento de 21% na receita bruta em 2022, para R$ 3,8 bilhões

A Frigol – quarto maior frigorífico do país, atrás de JBS, Marfrig e Minerva – reportou um crescimento de 21% na receita bruta em 2022, para R$ 3,8 bilhões. Este foi o terceiro ano seguido em que as vendas da empresa cresceram mais de 20%. O foco em ganho eficiência se traduziu em um lucro líquido três vezes maior do que no ano anterior, totalizando R$ 133 milhões. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) dobrou, para R$ 251 milhões, resultando em uma margem Ebitda de 7%. Por consequência, a alavancagem da companhia caiu de 1,3 vez em 2021 para 1,1 vez no ano passado. Segundo Eduardo Miron, que assumiu como CEO no começo de 2022, um primeiro trimestre muito forte – considerado atípico dada a sazonalidade do negócio – e fortes vendas ao exterior deram impulso aos resultados. “A auto suspensão das exportações [em 2021] acabou tendo um reflexo positivo no começo de 2022”, relembrou o executivo ao Valor. Na reta final de 2021, o Brasil confirmou dois casos atípicos de “vaca louca” e ficou mais de 100 dias sem vender à China. Depois que as vendas ao país asiático foram retomadas, mantiveram-se firmes durante praticamente o ano inteiro. A China acabou representando 48% da receita da Frigol em 2022 – outros mercados internacionais responderam, juntos, por 5%. A empresa tem duas de suas três plantas de bovinos habilitadas por Pequim. Dada a importância do mercado chinês para a empresa, a diretoria está atenta aos desdobramentos do caso confirmado de “vaca louca” no Pará. “Existe uma situação muito diferente, uma predisposição para que o que aconteceu em 2021 não se repita”, afirma. De acordo com o executivo, o Brasil deve aproveitar o momento favorável para reestruturar o acordo com a China, para retirar essa auto suspensão. “Casos atípicos não geram embargo na maioria dos grandes mercados. Então, temos que fazer ajustes para que casos assim sejam menos traumáticos”, observa. No mercado doméstico, cuja demanda ainda está deprimida pela inflação, a estratégia da Frigol segue a mesma: foco no interior de São Paulo, onde é líder nos açougues de pequeno e médio porte, e o investimento em produtos de valor agregado. Em 2022, a empresa estreou no mercado de capitais, captando R$ 210 milhões em duas emissões de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA). O recurso foi usado para alongar a dívida da companhia. A segunda operação foi ancorada pela gestora Kinea. “Isso foi um grande carimbo do quanto valioso e necessário foi o trabalho de governança e eficiência da operação”, disse o diretor financeiro Eduardo Masson, que também ingressou na Frigol em 2022. A Frigol espera manter o ritmo de crescimento em 2023. Para isso, prevê investir R$ 45 milhões e ampliar a produção de suas plantas até o limite seguro da capacidade. “Temos um projeto para cada planta, respeitando todos os parâmetros de qualidade, focados em ganho de eficiência”, frisou Miron. No ano passado, o aporte na operação tinha sido de R$ 40 milhões.

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

Preço da carcaça especial suína caiu na quinta-feira (23)

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 150,00/R$ 155,00, enquanto a carcaça especial baixou 3,54%/3,42%, custando R$ 10,90/kg/R$ 11,30/kg.

Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quarta-feira (22), o preço ficou estável somente no Paraná, fixado em R$ 7,42/kg. Houve alta de 0,1¨% em Minas Gerais, chegando a R$ 8,36/kg, avanço de 0,56% no Rio Grande do Sul, atingindo R$ 7,20/kg, incremento de 0,13% em Santa Catarina, avançando para R$ 7,44/kg, e de 0,74% em São Paulo, fechando em R$ 8,14/kg. Esta quinta-feira (23) pós- Carnaval foi de preços em queda para a suinocultura independente no Sul do país, enquanto nas praças do Sudeste, foi observada a falta de acordo entre suinocultores e frigoríficos.

Cepea/Esalq

Suinocultura independente: queda e falta de acordo entre criadores e frigoríficos

A quinta-feira (23) pós- Carnaval teve preços em queda para a suinocultura independente no Sul do país, enquanto nas praças do Sudeste, houve falta de acordo entre suinocultores e frigoríficos

No Paraná, considerando a média semanal (entre os dias 16/02/2023 a 22/02/2023), o indicador do preço do quilo vivo do Laboratório de Pesquisas Econômicas em Suinocultura (Lapesui) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) teve queda de 4,28%, fechando a semana em R$ 7,18/kg vivo. “Espera-se que na próxima semana o preço do suíno vivo apresente alta, podendo ser cotado a R$ 7,60/kg vivo”, disse o Lapesui. Em São Paulo, na semana passada o preço havia ficado estável em R$ 8,30/kg vivo, e, nesta semana, não houve acordo entre frigoríficos e suinocultores, segundo dados da Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS). Sugere-se o preço da semana passada. No mercado mineiro, o valor também ficou sem acordo entre criadores e frigoríficos, sendo que o preço acertado na semana anterior (R$ 8,40/kg vivo) ficou sugerido para ser praticado nesta semana, segundo a Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg). Segundo informações da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), o valor do animal teve queda, saindo de R$ 7,52/kg vivo para R$ 7,44/kg vivo nesta semana.

AGROLINK

Receita e volume da carne suína exportada crescem na 3ª semana de fevereiro

Números também cresceram na comparação com a segunda semana de fevereiro deste ano

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Governo Federal, as exportações de carne suína in natura nos 13 dias úteis de fevereiro tiveram alta em relação a fevereiro de 2022, com a receita ultrapassando 88% do total do mesmo mês do ano passado. A receita, US$ 121.8 milhões, representa 88,39% de fevereiro de 2022, com US$ 137.8 milhões. No volume, as 49.567 toneladas são 77,43% do total de fevereiro do ano passado, com 64.008 toneladas. A Receita por média diária, US$ 9.369, é 29,2% maior do que a de fevereiro de 2022. No comparativo com a semana anterior, aumento de 15,31%. Em toneladas por média diária, 3.812 toneladas, alta de 13,2% no comparativo com o mesmo mês de 2022. Em relação à semana anterior, avanço de 16,41%. No preço pago por tonelada, US$ 2.457, ele é 14,1% superior ao praticado em fevereiro passado. Frente ao valor atingido na semana anterior, queda de 0,94%.

AGÊNCIA SAFRAS

Frango: quinta-feira (23) de cotações estáveis

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 4,90/kg, assim como o frango no atacado, custando R$ 6,65/kg.

Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. Os valores ficaram estáveis no Paraná e em Santa Catarina, custando, respectivamente, R$ 4,99/kg e R$ 4,84/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quinta-feira (22), o frango congelado ficou estável em R$ 6,83/kg, da mesma forma que a ave resfriada, fechando em R$ 6,97/kg.

Cepea/Esalq

Em 13 dias úteis, receita da exportação de carne de frango é quase 79% do total fevereiro de 2022

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Governo Federal, as exportações de carne de aves in natura nos 13 dias úteis de fevereiro avançaram em relação ao mesmo mês de 2022

A receita, US$ 462,6 milhões representa 78,95% do montante obtido em fevereiro de 2022, que foi de US$ 586 milhões. No volume as 247.786 toneladas são 73% de fevereiro do ano passado, 339.408 toneladas. A receita por média diária foi de US$ 35.5 milhões, valor 15,4% maior do que o registrado fevereiro de 2022. No comparativo com a semana anterior, alta de 9,38%. Em toneladas por média diária, foram 19.060 toneladas, alta de 6,7% no comparativo com o mesmo mês de 2022. Em relação à semana anterior, alta de 8,65%. No preço pago por tonelada, US$ 2.457, ele é 14,1% superior ao praticado em fevereiro do ano passado. Frente ao valor da semana anterior, baixa de 0,94%.

AGÊNCIA SAFRAS

Argentina registra 11 casos confirmados e mais de 100 suspeitos de gripe aviária

O ministro da Agricultura, Juan José Bahillo, ressaltou a importância de se fortalecer as ações com as províncias para evitar que doença se espalhe

O governo argentino confirmou que o país já registra 11 casos confirmados de gripe aviária de alta patogenicidade (H5N1) em aves silvestres, sendo seis em Córdoba e um em Buenos Aires, Jujuy, Neuquén, Salta e em Santa Fé. O Serviço Nacional de Saúde e Qualidade Agroalimentar (Senasa) já recebeu mais de 100 notificações. Em reunião do Conselho Federal de Agricultura do país (CFA), que teve a presença da presidente e do vice-presidente do Senasa, Diana Guillén e Rodolfo Acerbi, além de outras autoridades do setor do país, o ministro de Agricultura, Pecuária e Pesca, Juan José Bahillo, ressaltou a importância de se fortalecer as ações de proteção com as províncias para evitar que a doença se espalhe. Ele também destacou o papel de vigilância e controle desempenhado pelo Senasa e destacou o trabalho realizado em estreita colaboração com o órgão.

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