CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1922 DE 17 DE FEVEREIRO DE 2023

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Ano 9 | nº 1922 |17 de fevereiro de 2023

 

NOTÍCIAS

Cotação da arroba estável em São Paulo

Na quinta-feira que antecede o Carnaval, os preços para a arroba de boi, vaca e novilha estão estáveis, após as altas que ocorreram ao longo desta semana

O boi está cotado em R$ 287/@, a vaca em R$ 261/@ e a novilha em R$ 270,00/@ (preços brutos e a prazo). O “boi-China” está valendo R$ 295/@ (preço bruto e a prazo) em São Paulo, mas há negócios acima dessa referência, mas em baixo volume, aponta a Scot. Para o “boi China” há negócios acima da referência, mas em baixo volume. Em Belo Horizonte – MG, o aumento da oferta de fêmeas levou a uma queda de R$3,00/@ de vaca e de R$2,00/@ de novilha em relação ao mercado de ontem. A cotação do boi está estável. No Rio de Janeiro, com necessidade maior, os compradores melhoraram a oferta de compra e a cotação do boi gordo subiu R$5,00/@ na comparação feita dia a dia. As cotações da vaca e da novilha estão estáveis.

SCOT CONSULTORIA

O mercado físico do boi gordo opera com preços acomodados

Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, em São Paulo, a faixa de R$ 300 reais por arroba ainda é o teto dos preços para animais padrão China, faltando elementos que justifiquem movimentos mais robustos de alta no curto prazo

No Centro-Sul do país, as escalas de abate estão encurtadas. O feriado de carnaval será um fator que tende a deixar o mercado menos fluído. É possível que os frigoríficos atuem de maneira mais contundente na volta das negociações. Já na Região Norte as escalas são mais confortáveis e os preços encontram menor propensão a reajustes. Mesmo assim, a pressão de queda diminuiu sensivelmente. Em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 297. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 271. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 247. Em Goiânia, Goiás, a indicação foi de R$ 275 para a arroba do boi gordo. O mercado atacadista apresentou preços estáveis para a carne bovina. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios sugere por menor espaço para alta dos preços durante a segunda quinzena do mês, período que conta com menor apelo ao consumo. Além disso, a situação das proteínas concorrentes ainda aponta para maior competitividade delas em relação a carne bovina, em especial a carne de frango, contando com preços mais atrativos neste primeiro bimestre, disse ele. O quarto traseiro seguiu no patamar de R$ 21,00 por quilo. O quarto dianteiro ainda foi precificado a R$ 15,70 por quilo. A ponta de agulha ainda é precificada a R$ 15,45, por quilo. O quarto traseiro foi precificado a R$ 20,90 por quilo, alta de R$ 0,40. O quarto dianteiro foi cotado a R$ 15,70 por quilo, alta de R$ 0,20. A ponta de agulha ficou no patamar de R$ 15,45, alta de R$ 0,30.

AGÊNCIA SAFRAS

Boi/Cepea: Vendas de sêmen bovino recuam em 2022

Dados elaborados pelo Cepea em parceria com a Asbia (Associação de Inseminação Artificial) e divulgados nessa quarta-feira, 14, mostram redução de 9,33% no volume de sêmen de bovinos de corte vendidos ao longo de 2022 frente ao ano anterior

Houve, também queda de 2% nas matrizes de corte inseminadas no ano passado. Segundo pesquisadores do Cepea, isso pode indicar um certo freio no ritmo de investimentos de alguns pecuaristas, especialmente os “aventureiros”, que se depararam com elevados custos de produção e com movimento de queda nos preços de negociação da arroba, que, por sua vez, vem sendo verificado desde o segundo semestre de 2022.

Cepea

ECONOMIA

Dólar à vista fecha em baixa de 0,12%, a R$5,2118 na venda

Após chegar a subir 0,81% durante a manhã, o dólar à vista perdeu força ao longo da sessão e fechou o dia em baixa

A virada, que ocorreu à tarde, esteve em sintonia com o movimento no exterior, onde a moeda americana também perdeu força ante outras divisas de países emergentes e exportadores de commodities. Um comentário do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva à CNN Brasil, dizendo que não tem interesse em brigar com o Presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, contribuiu para que o dólar fosse para o campo negativo. O dólar à vista fechou o dia cotado a 5,2118 reais, em baixa de 0,12%. Na B3, às 17:08 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,02%, a 5,2265 reais.

REUTERS

Ibovespa fecha em leve alta

Após apresentar tendência negativa pela manhã, o Ibovespa esboçou alguma recuperação nas últimas horas do dia e fechou o pregão de quinta-feira em alta, na medida em que investidores seguiram acompanhando de perto o noticiário político e, assim como ontem, precificaram um arrefecimento nas tensões entre o Banco Central e o governo

No fim do dia, o referencial local registrou ganhos de 0,31%, aos 109.941 pontos. Na mínima intradiária, o índice à vista tocou os 108.378 pontos, e, na máxima, os 110.437 pontos. Em Nova York, o S&P 500 caiu 1,38%, aos 4.090 pontos, Dow Jones fechou em queda de 1,26%, aos 33.696 pontos e Nasdaq recuou 1,78%, aos 11.855 pontos.

VALOR ECONÔMICO

Exportações de produtos do agronegócio ultrapassam US$ 10 bilhões em janeiro

Valor das vendas externas do setor no primeiro mês do novo governo é recorde de toda a série histórica para os meses de janeiro. As vendas externas de carnes atingiram quase US$ 2 bilhões, também recorde para os meses de janeiro

As exportações do agronegócio atingiram US$ 10,23 bilhões em janeiro deste ano, alta de 16,5% em relação ao mesmo mês do ano passado. De acordo com a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais (SCRI) do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), é o primeiro ano em que o valor das exportações do setor ultrapassa os US$ 10 bilhões para os meses de janeiro. Com esta cifra, as vendas externas do agronegócio representaram 44,4% do valor total exportado pelo Brasil. Segundo a SCRI, o valor recorde ocorreu devido ao incremento dos preços médios de exportação (+10,5%) e da quantidade embarcada (+5,5%). Os produtos exportados que mais se destacaram nesse primeiro mês do ano foram o milho, as carnes (bovina, suína e de frango) e o açúcar. Às importações do agronegócio registraram US$ 1,54 bilhão, em janeiro deste ano, elevação de 38,3% na comparação com janeiro de 2022 (US$ 1,12 bilhão). O valor não compreende insumos utilizados na produção agropecuária, como fertilizantes, defensivos, peças e equipamentos. O milho, que é o principal produto de exportação do setor de cereais, farinhas e preparações, foi responsável por US$ 1,8 bilhão: incremento de 166,4% na comparação com janeiro anterior. De acordo com a SCRI, o volume exportado também foi recorde para os meses de janeiro, com 6,2 milhões de toneladas. As vendas externas de carnes atingiram quase US$ 2 bilhões, também recorde para os meses de janeiro. A carne bovina correspondeu a US$ 848 milhões e o volume exportado foi de 182 mil toneladas. A China continua como a maior importadora desta proteína, com aquisição de 57% do valor exportado (US$ 483 milhões). Outros importantes mercados foram Estados Unidos, União Europeia, Chile, Hong Kong e Egito. A carne de frango também obteve desempenho favorável com volume recorde e alto preço médio de exportação: US$ 839 milhões e 409 mil toneladas. Os principais destinos foram China, Japão, Arábia Saudita e Emirados Árabes. Já a carne suína somou US$ 210 milhões, em janeiro deste ano, valor também recorde para os meses de janeiro.  A China comprou mais da metade desse valor. As vendas externas de açúcar totalizaram US$ 870 milhões, alta de 68%. Os destaques foram os seguintes mercados: Argélia, Nigéria, Marrocos, Egito e China. O complexo soja (grãos, farelo e óleo) exportou US$ 1,5 bilhão, recuo de 26,6%. O volume exportado de soja em grãos ficou em 840 mil toneladas (-66%).  Desse total, a China adquiriu 61% ou 509 mil toneladas. Rússia, Tailândia e Vietnã também foram grandes importadores da soja brasileira. O farelo de soja somou US$ 765 milhões exportados e o óleo de soja, US$ 267 milhões. Ambos resultados recordes para janeiro.

MAPA

IPPA/Cepea: Ano se inicia com queda em todos os grupos de alimentos

O IPPA/CEPEA (Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários) caiu no primeiro mês do ano

Vale lembrar que, desde setembro, o IPPA/CEPEA tem registrado recuos consecutivos. Em relação a dezembro, em termos nominais, a variação negativa foi 2,9%, como resultado das quedas observadas em todos os grupos de alimentos: IPPA-Grãos (-2,2%), IPPA – Pecuária (-2,8%), IPPA-Hortifrutícolas (-18,3%) e IPPA-Cana-Café (-0,1%). No mês, ainda, observou-se que IPA-OG-DI Produtos Industriais, calculado e divulgado pela FGV, permaneceu praticamente estável (ligeira queda de 0,4%), o que indica que, de dezembro para janeiro, os preços agropecuários caíram frente aos industriais da economia brasileira. No cenário internacional, houve baixa de 0,8% dos preços internacionais dos alimentos, cujo índice é divulgado pela FAO, e de 0,8% da taxa de câmbio oficial, divulgada pelo Bacen. Em relação a janeiro de 2022, o IPPA/CEPEA registrou queda de 4,8%, ao passo que o IPA-OG-DI Preços Industriais avançou 2,6%. Na mesma comparação, em relação aos preços internacionais dos alimentos e do câmbio nominal, as quedas foram de 3,2% e de 6%, respectivamente. Nesse sentido, nota-se coerência entre os comportamentos do IPPA/CEPEA e dos preços internacionais dos alimentos, levando em consideração as variações cambiais.

Cepea

EMPRESAS

Marfrig participa da feira Gulfood em Dubai

Companhia terá estande no maior evento mundial para o mercado halal, realizado entre 20 e 24 de fevereiro, nos Emirados Árabes Unidos

A Marfrig, líder global em produção de hambúrgueres e uma das maiores empresas de carne bovina do mundo, participa da edição de 2023 da Gulfood, maior feira mundial para o mercado halal (produtos voltados para a população islâmica), que será realizada entre os dias 20 e 24 de fevereiro em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Em seu estande, a Marfrig vai apresentar um portfólio de produtos exportados pela companhia para o mercado árabe, entre eles os das marcas Bassi Angus, GJ e Pampeano, com objetivo de alavancar as vendas dos produtos na região. A comitiva da empresa na Gulfood contará com cerca de 20 executivos. O evento é também a principal feira B2B (business-to-business, em inglês, termo que se refere ao comércio estabelecido entre empresas) de alimentos e bebidas do Oriente Médio, entre eles bebidas, lácteos, óleos, carne bovina, frango, grãos e cereais. Marfrig na Gulfood 2023

Data: 20 a 24 de fevereiro de 2023 Local: Dubai World Trade Centre Marfrig’S Stand: C3-2 | HALL 3

MARFRIG

FRANGOS & SUÍNOS

Altas leves para o suíno vivo

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 150,00/R$ 155,00, assim como a carcaça especial, custando R$ 11,30/kg/R$ 11,80/kg

Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quarta-feira (15), o preço ficou estável apenas no Paraná, com preço de R$ 7,39/kg. Houve aumento de 0,12% em Minas Gerais, chegando em R$ 8,36/kg, incremento de 0,85% no Rio Grande do Sul, alcançando R$ 7,16/kg, alta de 0,95% em Santa Catarina, seguindo para R$ 7,44/kg, e de 0,37% em São Paulo, fechando em R$ 8,10/kg. A quinta-feira (16) foi de preços estáveis para o suíno no mercado independente do Sudeste, enquanto altas nas cotações foram registradas no Sul do país. Os feriados de Carnaval diminuem os dias de abate na próxima semana, mas a oferta controlada de animais saindo das granjas ajuda a sustentar os preços.

Cepea/Esalq

Suinocultura independente: preços estáveis no Sudeste e altas no Sul

No Paraná, considerando a média semanal (entre os dias 09/02/2023 a 15/02/2023), o indicador do preço do quilo vivo do Laboratório de Pesquisas Econômicas em Suinocultura (Lapesui) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) teve alta de 9,74%, fechando a semana em R$ 7,50/kg vivo

Em São Paulo, o preço ficou estável em R$ 8,30/kg vivo, segundo dados da Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS), com acordo entre frigoríficos e suinocultores. No mercado mineiro, o valor também ficou estável R$ 8,40/kg vivo, com acordo, segundo a Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg). Segundo informações da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), o valor do animal teve aumento saindo de R$ 7,40/kg vivo para R$ 7,52/kg vivo na semana.

AGROLINK

Suínos/Cepea: Valores de todos os produtos suinícolas estão em alta

Dos cortes ao animal vivo, os preços dos produtos suinícolas acompanhados pelo Cepea estão em forte movimento de alta nesta primeira quinzena de fevereiro

Segundo pesquisadores do Cepea, esse movimento está atrelado à demanda aquecida e à oferta restrita no mercado interno, sobretudo de animais em peso ideal para o abate. No mercado atacadista da carne, as cotações da carcaça acompanharam o movimento altista do animal vivo. Isso evidencia que a liquidez está elevada mesmo diante das recentes valorizações da proteína. Agentes consultados pelo Cepea esperam que a demanda pela carne siga aquecida nos próximos dias.

Cepea

Frango congelado e o resfriado com alta na quinta-feira (16)

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 4,90/kg, assim como o frango no atacado, custando R$ 6,65/kg

Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. Em Santa Catarina, não houve mudança no preço, fixado em R$ 4,29/kg, assim como no Paraná, valendo R$ 5,00/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quarta-feira (15), a ave congelada teve aumento de 2,13%, atingindo R$ 6,72/kg, e o frango resfriado ampliou 1,05%, fechando em R$ 6,74/kg.

Cepea/Esalq

Certificado de Origem Digital reduz custos e tempo para o exportador brasileiro de carne de aves, destaca a ABPA

Novo Certificado Digital para União Europeia e Reino Unido aumenta eficiência nos processos de vendas de carne de aves

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) aplaudiu a publicação das Portarias 235 e 236 da SECEX/MDIC que disciplinam a nova forma de emissão de certificados de origem das cotas existentes de carne de aves para a União Europeia e o Reino Unido a partir de 01 de março de 2023. Atualmente a União Europeia e o Reino Unido mantém sistema de cotas com o Brasil nas exportações de carne de frango e carne de peru e o certificado de origem é um importante instrumento para o controle e correta alocação dos volumes de cotas em consonância com as licenças de importação. Com a publicação, os certificados de origem passam a ser emitidos digitalmente e trarão ganhos de eficiência bastante significativos para os exportadores brasileiros, reduzindo tempo e custo nesta operação. A emissão é gratuita e muito mais fácil e rápida que o modelo anteriormente adotado nas vendas para estes mercados, que eram em papel e passavam por várias etapas até a entrega física do documento nas aduanas europeias e inglesas. Além da transparência, na análise do Presidente da ABPA, Ricardo Santin, a certificação de origem digital reduzirá burocracias de custos nas exportações para dois dos mercados com maior valor agregado para a carne de aves brasileira. “O trabalho realizado pela Secretária Tatiana Prazeres e equipe da SECEX a partir da definição do certificado digital é um marco para a desburocratização do comércio exterior e esperamos que este processo siga também para outros mercados. A digitalização supre uma necessidade em um contexto cada vez mais competitivo do comércio internacional”, destacou Santin. O Brasil exportou mais de 330 mil toneladas, com receita de aproximadamente US$ 1 bilhão, para estes dois destinos durante 2022. “Até agora, o exportador era obrigado a pagar 160 reais por certificado emitido e entre a emissão do certificado e o envio físico do documento para o continente europeu o prazo médio era de 10 dias. Mais que a redução de custo direto da certificação, que é importante, o ganho em tempo reforça a nossa competitividade ao evitar custos indiretos atrelados ao processo de comércio exterior, como, por exemplo, custos adicionais que eventualmente eram gerados por custos portuários”, enfatizou o Diretor de Mercados da ABPA, Luis Rua.

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