
Ano 9 | nº 1916 |09 de fevereiro de 2023
NOTÍCIAS
Sobe a cotação do “boi China” em São Paulo
O mercado melhorou comparado à semana anterior e, após a cotação ter subido ontem (7/2), o quadro é de estabilidade.
O “boi China” teve aumento de R$5,00/@ na comparação feita dia a dia. Em Minas Gerais, Norte, a ponta compradora abriu o mercado ofertando R$5,00/@ a menos para o boi, a vaca e a novilha gordos, em relação a ontem (7/2). Em Goiânia – GO, a cotação da vaca caiu R$3,00/@ e as cotações da novilha e do boi gordos ficaram estáveis na comparação feita dia a dia. A cotação da saca de milho (referência Campinas-SP) caiu 14,7%, aliviando o custo de produção da pecuária, mas a cotação do boi gordo caiu 19,9%, anulando o alívio. A relação de troca está pior do que há um ano.
SCOT CONSULTORIA
O mercado físico do boi gordo segue com preços firmes
De acordo com o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, continua acontecendo negociações acima da referência média para animais padrão China na região Sudeste
Esta tem sido a tônica do mercado nos últimos dias, com a indústria exportadora atuando de maneira mais contundente na compra de gado. Negócios na referida região voltaram a acontecer ao nível de R$ 300/@. “Na região Norte o mercado tem menor propensão a reajustes, mesmo assim há tímido movimento, com destaque para o Acre. No Centro-Oeste também foram relatadas negociações acima da referência média, em especial para o mercado sul-mato-grossense”, diz o comentarista. Em São Paulo (SP), a referência para a arroba do boi subiu para R$ 294. Em Minas Gerais, os preços fecharam em R$ 297. Em Dourados (MS), a cotação se manteve R$ 260. Em Cuiabá (MT), a arroba de boi gordo finalizou o dia cotada a R$ 247.Já em Goiânia (GO), a arroba está em R$ 270. O mercado atacadista apresentou acomodação em seus preços durante a quarta-feira. De acordo com Iglesias, a expectativa ainda é de alta das cotações, mesmo que isso ocorra de maneira moderada. “O grande limitador permanece na situação das proteínas concorrentes, em especial da carne de frango, ainda com sintomas de sobre oferta”, destaca o comentarista. O quarto dianteiro foi precificado a R$ 15 por quilo. Já a ponta de agulha ficou com preço de R$ 15,55. O quarto traseiro do boi ficou cotado em R$ 20 por quilo.
AGÊNCIA SAFRAS
ECONOMIA
Dólar fecha sessão volátil em queda com Fed
O dólar teve leve queda frente ao real na quarta-feira, após uma sessão volátil marcada por comentários de várias autoridades do Federal Reserve, enquanto investidores locais continuaram atentos às tensões entre o governo brasileiro e o Banco Central
A moeda norte-americana à vista fechou com variação negativa de 0,09%, a 5,1967 reais na venda. Stefany Oliveira, analista da Toro Investimentos, atribuiu essa volatilidade a comentários recentes do chair do Fed, Jerome Powell, que na véspera não endureceu significativamente seu tom sobre a inflação, mas disse que o processo para fazer com que o ritmo de alta dos preços volte para perto da meta de 2% do banco central norte-americano levará “bastante tempo”. Depois de Powell, vários de seus colegas do Fed falaram publicamente na quarta-feira, o que fez o dólar mudar de sinal várias vezes no mercado internacional de acordo com o tom adotado por cada um. O Presidente do Federal Reserve de Nova York, John Williams, disse que o banco central dos Estados Unidos ainda tem mais altas de juros pela frente e precisará manter a política monetária restritiva por algum tempo. Já a autoridade Lisa Cook disse que o banco central está determinado a retornar a inflação à meta de 2% com novos aumentos nos juros, embora tenha ponderado que isso pode ser feito sem um grande avanço no desemprego e tenha destacado a força da economia. Já o diretor do Fed Christopher Waller disse que a inflação parece prestes a continuar desacelerando este ano, mas a batalha do banco central dos Estados Unidos para atingir sua meta de 2% “pode ser uma longa luta”. Para Stefany Oliveira, da Toro, ainda há esperanças de ancoragem dos ativos brasileiros mesmo em meio à recente tensão entre governo e BC. “Às vezes o investidor estrangeiro continua colocando dinheiro no Brasil porque vê esses movimentos (políticos) mais como ruídos e não como fatos. Enquanto isso seguir, vamos continuar vendo o estrangeiro segurando a performance tanto do real quanto do Ibovespa. Vamos depender muito disso para o dólar continuar brigando abaixo da casa de 5,30”, disse ela.
REUTERS
Ibovespa fecha em alta, impulsionado por bancos
Padilha põe panos quentes em atrito entre governo e BC
Declarações do ministro ajudaram a acalmar preocupações de agentes financeiros com falas de Lula sobre autonomia do Banco Central e metas de inflação. Em sessão de recuperação para os ativos locais na quarta-feira, desencadeada pela redução das tensões entre governo e Banco Central após fala do Ministro Alexandre Padilha, o Ibovespa registrou alta firme. O índice foi impulsionado também pelo setor financeiro, que subiu em bloco após o Itaú apresentar seu balanço do quarto trimestre, e pelas ações da Petrobras, que avançaram em novo dia de alta firme do petróleo. Após ajustes, o referencial local registrou ganhos de 1,97%, aos 109.951 pontos. Na mínima intradiária, o índice à vista tocou os 107.830 pontos, e, na máxima, os 110.175 pontos. Em Nova York, o S&P 500 recuou 1,11%, aos 4.117 pontos, o Dow Jones fechou em queda de 0,61%, aos 33.949 pontos, e o Nasdaq recuou 1,68%, aos 11.910 pontos, com investidores atentos a falas de dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA).
VALOR ECONÔMICO
Colheita de grãos deverá crescer 14,7% em 2023 no país, diz IBGE
Instituto estima que volume total alcançará o recorde de 302 milhões de toneladas
A colheita brasileira de grãos deverá atingir o recorde de 302 milhões de toneladas em 2023, 14,7% acima de 2022 – um acréscimo de 38,8 milhões de toneladas —, segundo novo Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) divulgado na quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com a previsão anterior, a estimativa divulgada hoje é 1,9% maior (acréscimo de 1,9 milhão de toneladas). Segundo o IBGE, ante a safra de 2022 são esperadas altas de 23,4% para a produção de soja, para 147,5 milhões de toneladas, e de 11,2% para o milho, para 122,5 milhões de toneladas. Para o arroz, a expectativa é de queda de 3,6%, para 10,3 milhões de toneladas. Soja, milho e arroz são os três principais grãos cultivados no país. Somados, representam 92,9% da estimativa da produção total e ocupam 87,5% da área a ser colhida. A nova LSPA aponta que essa área chegará a 75,8 milhões de hectares este ano, um avanço de 3,5% ante 2022 e expansão de 0,7% em relação à previsão anterior. Variações Na comparação entre as duas projeções, o instituto destacou variações positivas nas seguintes estimativas de produção: feijão 2ª safra (12,4%), milho 2ª safra (7,2%), trigo (3,1% ), tomate (2,9% ), aveia (2,6%), batata 2ª safra (2,0%), sorgo (1,6%), cevada (1,1%) feijão 3ª safra (0,1%). Para o algodão herbáceo, houve estabilidade. Em contrapartida, foram observados recuos nas estimativas para castanha-de-caju (6,6%), feijão 1ª safra (3,3%), soja (0,5%), milho 1ª safra (0,4%) e arroz (0,2%). Houve, ainda, estabilidade na estimativa para a produção de batata (1ª e 3ª safras).
VALOR ECONÔMICO
Fluxo cambial fica positivo em US$ 1,004 bilhão na semana
O Banco Central informou que o fluxo cambial anotou entrada líquida de US$ 1,004 bilhão entre os dias 30 de janeiro e 03 de fevereiro
A conta comercial foi responsável pela entrada líquida de US$ 569 milhões na semana passada, enquanto a conta financeira anotou entrada de US$ 435 milhões. No mês de janeiro, o fluxo cambial ficou positivo em US$ 4,176 bilhões. Já o fluxo financeiro anotou entrada de US$ 2,353 bilhões, enquanto o fluxo comercial registrou entrada de US$ 1,823 bilhão. No recorte do acumulado de 2023, o fluxo cambial anotou até o dia 03 de fevereiro entrada líquida de US$ 5,203 bilhões, enquanto o fluxo financeiro registrou entrada de US$ 3,138 bilhões e o fluxo comercial teve entrada de US$ 2,064 bilhões.
VALOR ECONÔMICO
EMPRESAS
Minerva confirma que compra do Breeders and Packers saiu por US$ 40 milhões
Em comunicado divulgado ao mercado na quarta-feira, a Minerva Foods confirmou que aprovou a compra do Breeders and Packers Uruguai por US$ 40 milhões em reunião do conselho realizada em 30 de janeiro deste ano
A notícia foi antecipada pelo Pipeline, site de negócios do Valor, que informou à época que a empresa uruguaia registrou receita de cerca de US$ 265 milhões no ano passado, com uma margem Ebitda da ordem de 5%. A Minerva está pagando um múltiplo (EV/Ebitda) de 4 vezes pelo ativo, mas as sinergias operacionais e comerciais podem deixar a compra mais barata, levando o múltiplo para 2,5 vezes em 18 meses com a melhora dos resultados, disse uma fonte na ocasião.
VALOR ECONÔMICO
FRANGOS & SUÍNOS
Suíno vivo com alta de 4,98%
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 142,00/R$ 156,00, enquanto a carcaça especial subiu 0,93%/2,73%, cotada em R$ 10,80/kg/11,30/kg
Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à terça-feira (7), houve aumento de 0,91% em Minas Gerais, chegando em R$ 7,76/kg, avanço de 3,66% no Paraná, custando R$ 6,79/kg, incremento de 0,60% no Rio Grande do Sul, subindo para R$ 6,71/kg, crescimento de 1,63% em Santa Catarina, precificado em R$ 6,86/kg, e de 4,98% em São Paulo, fechando em R$ 7,59/kg.
Cepea/Esalq
Preços estáveis no mercado do frango
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 4,90/kg, enquanto o frango no atacado subiu 0,47%, custando R$ 6,40/kg
Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. Em Santa Catarina, não houve mudança no preço, fixado em R$ 4,29/kg, assim como no Paraná, precificado em R$ 4,99/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à terça-feira (7), a ave congelada teve alta de 0,31%, chegando em R$ 6,57/kg, enq2uanto o frango resfriado subiu 0,15%, fechando em R$ 6,61/kg.
Cepea/Esalq
Exportações de carne de frango crescem 20,6% em janeiro, aponta ABPA
Receita é 38,9% maior em relação a janeiro de 2022
As exportações brasileiras de carne de frango (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 420,9 mil toneladas no mês de janeiro, informou a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O número é recorde para o mês e supera em 20,6% o total exportado no primeiro mês de 2022, com 349,1 mil toneladas. O resultado em dólares das exportações do mês chegou a US$ 856,6 milhões, número 38,9% superior ao alcançado no mesmo período do ano passado, com US$ 616,9 milhões. Principal destino das exportações da carne de frango do Brasil, a China importou 60,2 mil toneladas em janeiro, número 24,7% maior do que o registrado no mesmo período de 2022, com 48,3 mil toneladas. Outros destaques foram o Japão, com 37,7 mil toneladas (+23,1%), Arábia Saudita, com 32,4 mil toneladas (+111,3%), África do Sul, com 29,5 mil toneladas (+15,7%) e União Europeia, com 21,8 mil toneladas (+20,4%). “Houve incremento das vendas em praticamente todos os grandes destinos das exportações avícolas do Brasil. O contexto internacional, com oferta pressionada, entre outros motivos, pelas consequências geradas pela Influenza Aviária em diversos territórios, aumentou a demanda pelo produto brasileiro. Apesar da elevação da receita em dólares, há ainda forte pressão dos custos de produção sobre os produtos, o que poderá influenciar o comportamento das vendas em dólares nos próximos meses”, destaca o diretor de mercados da ABPA, Luís Rua, lembrando que o Brasil nunca registrou e segue livre de Influenza Aviária em seu território.
ABPA
Eslováquia relata surto de gripe aviária H5N1
A Eslováquia registrou um surto do vírus altamente patogênico da gripe aviária H5N1 em uma fazenda na parte ocidental do país, informou a Organização Mundial de Saúde Animal, com sede em Paris, na segunda-feira
O surto perto da cidade de Galanta matou 1.530 aves de um bando de 5.665, disse o órgão com sede em Paris, citando informações das autoridades de saúde eslovacas. Um número recorde de galinhas, perus e outras aves morreram em surtos da doença altamente contagiosa na Europa no ano passado e o vírus está se espalhando nos Estados Unidos, América do Sul, África e Ásia.
REUTERS
Nepal detecta gripe aviária H5N1 em fazenda, diz WOAH
O Nepal relatou um surto da cepa altamente patogênica H5N1 da gripe aviária em uma granja perto da capital Katmandu, informou a Organização Mundial de Saúde Animal (WOAH) na segunda-feira. A doença matou 2.909 galinhas poedeiras e o restante do rebanho de 7.500 foi abatido, disse a WOAH em nota, citando informações das autoridades nepalesas.
REUTERS
ABRAFRIGO
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