CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1877 DE 09 DE DEZEMBRO DE 2022

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Ano 8 | nº 1877 | 09 de dezembro de 2022

 

ABRAFRIGO

Ministro Dias Toffoli desempata julgamento do FUNRURAL, votando contra a cobrança

Iniciada ontem (8), a sessão virtual de julgamento de desempate na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN) nº 4395, o Ministro Dias Toffoli proferiu voto no sentido de que o FUNRURAL não é devido pelos frigoríficos

Mais uma vez, Sua Excelência demonstra a cautela e respeito pelos precedentes do STF, contribuinte sobremaneira com a segurança jurídica que se espera da Corte Suprema. A discussão se arrastava por mais de 12 anos. O julgamento se encerra no dia 16/12, com o resultado definitivo. Mas, prevalecendo este resultado, o STF trará viabilidade financeira a muitas agroindústrias, pois os efeitos da decisão devem se estender não só às partes do processo, mas a todo contribuinte do País que esteve e ainda está sendo chamado a recolher este Tributo. Para Paulo Mustefaga, presidente executivo da ABRAFRIGO – Associação Brasileira de Frigoríficos, autora da Ação, “a manutenção da decisão do Ministro Toffoli espelhará o reconhecimento pela luta desta Entidade em prol de seus Associados. Um trabalho de mais de uma década que vem na melhor hora, especialmente para os pequenos e médios frigoríficos que atuam principalmente no mercado interno e que vêm passando por sérias dificuldades financeiras nos últimos anos em razão do enfraquecimento do mercado interno e dos elevados custos de produção, impulsionados pelas exportações”. O advogado que defende a Associação, Fabriccio Petreli Tarosso, do escritório Tarosso Advogados, disse que “o STF, ao manter esta decisão, restaurará a justiça ao Agro de todo o País, possibilitando ao setor agropecuário, representado pelas indústrias frigoríficas, a retomada das atividades com plena segurança jurídica”.

Abrafrigo

NOTÍCIAS

Queda na cotação da arroba do boi gordo em SP

Em São Paulo, após a sinalização de queda no dia anterior (7/12), a cotação da arroba para boi, vaca e novilha gordos caiu R$3,00. A estratégia da ponta compradora em ofertar mais para fechar escalas de abate mais longas funcionou e, agora confortáveis, retomam a preços praticados anteriormente

Com isso, o boi gordo “comum” (sem prêmio exportação) negociado no Estado de São Paulo sofreu redução diária de R$ 3/@, caindo para R$ 282/@ (no prazo, valor bruto), relatou a Scot.

Os preços da vaca e da novilha gordas também registraram queda de R$ 3/@ sobre o dia anterior, e agora estão em R$ 262/@ e R$ 272/@, respectivamente (preços brutos e a prazo) nas praças paulistas. No mesmo estado, o bovino com destino à exportação (“boi-China”) está cotado em R$ 290,00/@ (preço bruto e a prazo), o mesmo valor do dia anterior, acrescentou a Scot. Em Goiás – Goiânia, alta de R$10,00 na arroba do “boi China”, bovino de até quatro dentes. Enquanto, para bovinos destinados ao mercado interno, a arroba de boi, vaca e novilha gordos, não sofreram alteração na comparação diária. No Maranhão, Oeste, a oferta reduzida na região fez com que a ponta compradora ofertasse R$2,00 a mais pela arroba de todas as categorias de bovinos terminados.

SCOT CONSULTORIA

Mercado físico de boi gordo seguiu com preços firmes na quinta-feira

De acordo com o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, somente em alguns estados do Centro-Oeste e do Norte do país continuam acontecendo negócios com preços acima das referências médias, pois as escalas de abate dos frigoríficos locais permanecem curtas

“Em São Paulo o quadro é de acomodação, os frigoríficos que atuam no estado contam com escalas mais confortáveis e tem atuado de forma tímida no mercado. A segunda quinzena de dezembro tradicionalmente é pautada por menor fluidez dos negócios. Logo, as escalas de abate tendem a continuar curtas até a virada do ano, o que pode levar a nova alta dos preços da arroba”, disse Iglesias. Em São Paulo (SP), a referência para a arroba do boi ficou em R$ 289. Já em Dourados (MS), a cotação é de R$266. Em Cuiabá (MT), a arroba de boi gordo finalizou o dia cotada a R$ 257. Em Uberaba (MG), as cotações ficaram em R$ 287. Já em Goiânia (GO), a arroba teve cotação de R$ 285. No mercado atacadista os preços da carne bovina seguem acomodados. No entanto, o ambiente de negócios ainda sugere por moderada alta dos preços, considerando a entrada dos salários na economia ao longo da primeira quinzena. Além disso, a entrada do décimo terceiro salário, os postos temporários de emprego e demais bonificações seguem presentes estimulando a demanda por produtos básicos.

“Além disso, os elementos de consumo inerentes ao último bimestre seguem presentes no mercado, a exemplo da criação de postos temporários de emprego, entrada do décimo terceiro salário e demais bonificações típicas ao período”, concluiu o analista. O quarto dianteiro foi precificado a R$ 16,20 por quilo.  A ponta de agulha teve preço de R$ 16,15. O quarto traseiro do boi ficou cotado em R$ 21,90 por quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

Confinamento de bois cresce no Brasil mesmo com margens negativas

Número de bovinos confinados aumentará 4% e chegará a 6,95 milhões, projeta a multinacional DSM, dona da marca Tortuga

O número de bovinos confinados no Brasil chegará a 6,95 milhões neste ano, um crescimento de 4% em relação ao total de 2021, projeta a multinacional DSM, dona da marca Tortuga. Atualmente, cerca de 20% dos animais abatidos no país são terminados em confinamentos. Executivos da companhia destacaram que o avanço ocorreu mesmo com margens negativas. Na média, os confinamentos brasileiros, que lucraram R$ 22 por boi no ano passado, amargaram um prejuízo de R$ 49 em 2022 — um contraste com os resultados de 2020, quando o lucro por animal foi de R$ 737. “Mas quem fez uma boa gestão ganhou dinheiro, sim”, disse a jornalistas o vice-presidente do negócio de ruminantes da DSM, Sergio Schuler. “Produtos nutricionais que nós temos aumentam em 15 quilos o peso da carcaça, e às vezes dois quilos são a diferença entre fechar a conta no vermelho ou não.” Gerente de inteligência de mercado, Fabiana Fontana atribuiu o momento delicado para o confinador ao recuo dos preços da arroba do boi gordo e ao aumento significativo dos custos de produção. Do lado da oferta, o número de animais abatidos cresceu 5%. A demanda, por outro lado, patinou, afetada pela inflação. “Tivemos um recuo [de 1%] no consumo per capita da carne, para 25,07 quilos”, disse. Para 2023, Fabiana prevê continuidade desse cenário complicado. Isso significa que a demanda deve seguir espremida pela inflação no mercado interno e que a oferta continuará aumentando até 2024. Schuler é mais otimista ao dizer que a baixa dos preços dos animais de reposição (bezerros e boi magros) e dos grãos – esta, em decorrência de uma possível safra recorde – pode gerar resultados positivos no ano que vem. Na média, os confinamentos brasileiros amargaram prejuízo de R$ 49 em 2022. O censo da DSM registrou uma queda acentuada no número de bois terminados em pequenos confinamentos, que têm capacidade de menos de mil animais: essas fazendas receberam 9% dos animais em 2021 e apenas 5% neste ano. Na contramão, 51% dos animais — o que representa um crescimento de cinco pontos percentuais em um ano — passaram por instalações que podem receber mais de 10 mil bovinos simultaneamente. Hugo Cunha, gerente nacional de confinamento da DSM, afirma que eficiência na compra e venda dos animais determinará quais negócios resistirão nos próximos anos. “Grandes operações vêm aumentando o uso de hedge [fixação] de preços”, afirma. Segundo ele, engana-se quem acha que a situação é mais fácil em Mato Grosso, principal produtor de grãos. “São Paulo tem um custo maior, mas tem melhores preços de venda”, frisa. A arroba do boi em São Paulo vale mais porque o Estado concentra a maior parte dos frigoríficos habilitados a exportar para a China, lembra Luciano Morgan, gerente nacional de pecuária de corte.

VALOR ECONÔMICO

ECONOMIA

Dólar tem leve alta de olho no Fed

O dólar teve leve alta frente ao real na quinta-feira, em sessão marcada por volatilidade conforme investidores aguardavam a reunião de política monetária do Federal Reserve

A moeda norte-americana à vista fechou em alta de 0,18%, a 5,2157 reais na venda.

Marcelo Boragini, sócio e especialista em renda variável da Davos Investimentos, disse à Reuters que o vaivém do dólar nesta sessão reflete “cautela e volatilidade” a nível global, conforme investidores aguardam a reunião de política monetária do Federal Reserve, na semana que vem, em busca de pistas sobre quão agressiva será a alta dos juros nos Estados Unidos daqui para frente. “O Fed pode diminuir o ‘pace’ (ritmo), mas ter uma alta mais prolongada dos juros. A grande pergunta do mercado é: qual será a taxa terminal do Fed? O mercado está em compasso de espera”, disse Boragini. Grande parte dos riscos fiscais de curto prazo do Brasil está associada à PEC da Transição, aprovada na quarta-feira pelo Senado em dois turnos e por ampla margem de votos. O texto, que agora segue para a Câmara, expande por dois anos o teto de gastos em 145 bilhões de reais para o pagamento do Bolsa Família

REUTERS

Ibovespa fecha na mínima de 4 meses com receio de efeito fiscal na Selic

O Ibovespa fechou em queda nesta quinta-feira, tocando uma mínima em quatro meses, com sinais sobre o rumo fiscal do país endossando receios de que a política monetária restritiva no Brasil dure mais do que o previsto

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 1,8%, a 107.110,21 pontos, segundo dados preliminares, menor patamar de fechamento desde 5 de agosto. O volume financeiro somava 24 bilhões de reais.

REUTERS

IBGE prevê safra de 293,6 milhões de toneladas para 2023, com alta de 11,8% frente a 2022

O segundo prognóstico da produção nacional de grãos, cereais, leguminosas e oleaginosas para 2023 prevê uma safra recorde de 293,6 milhões de toneladas, com alta de 11,8% (ou mais 30,9 milhões de toneladas) em relação a 2022

Já a estimativa de novembro para a safra de 2022 alcançou 262,7 milhões de toneladas, 3,7% maior que a obtida em 2021 (253,2 milhões de toneladas), crescimento de 9,4 milhões de toneladas. A área a ser colhida foi de 73,2 milhões de hectares, aumento de 4,7 milhões de hectares (6,8%) frente à área colhida em 2021. O arroz, o milho e a soja são os três principais produtos deste grupo, que, somados, representam 91,5% da estimativa da produção e respondem por 87% da área a ser colhida. Em relação a 2021, houve acréscimos de 10,2% na área do milho (aumentos de 6,6% no milho 1ª safra e de 11,4% no milho 2ª safra); de 17,9% na do algodão herbáceo (em caroço), de 4,8% na da soja, de 11,8 na do trigo e queda de 3,2% na área do arroz. Quanto à produção, houve altas de 15,2% para o algodão herbáceo (em caroço), de 22,3% para o trigo e de 25,5% para o milho, com queda de 1,0% no milho na 1ª safra e aumento de 36,4% no milho na 2ª safra. Ocorreram quedas de 11,4% para a soja e de 8,2% para o arroz em casca. Em novembro de 2022, o IBGE realizou o segundo prognóstico de área e produção para a safra de 2023. A safra brasileira de grãos, cereais e leguminosas em 2023 deve somar 293,6 milhões de toneladas, com alta de 11,8% em relação a 2022, ou 30,9 milhões de toneladas. Esse aumento deve-se à maior previsão para a soja (22,5% ou 26.866.714 toneladas), o milho 1ª safra (15,8% ou 4.022.128 toneladas), milho 2ª safra (1,9% ou 1.596.689 toneladas), algodão herbáceo em caroço (0,8% ou 31.682 toneladas), sorgo (4,5% ou 127.774 toneladas) e feijão 1ª safra (4,2% ou 45.884 toneladas). Foram estimados declínios na produção para o arroz (-3,1% ou -332.552 toneladas), feijão 2ª safra (-10,4% ou -139.148 toneladas), feijão 3ª safra (-1,0% ou -6.542 toneladas) e trigo (-12,0% ou -1.145.356 toneladas). Em relação à primeira estimativa, o crescimento foi de 1,9%, ou 5,5 milhões de toneladas. Houve variações positivas na área prevista para soja (3,7%), feijão 2ª safra (0,7%), algodão herbáceo (0,1%) e milho 2ª safra (1,3%), e variações negativas para o arroz em casca (-4,0%), sorgo (-1,4%), feijão 1ª safra (-1,8%), feijão 3ª safra (-1,1%) e trigo (-2,4%). Essa 2ª estimativa para a safra a ser colhida em 2023 é passível de retificações no próximo levantamento, em dezembro, e durante o acompanhamento das safras ao longo de 2023.

IBGE

Vendas no varejo do Brasil sobem 0,4% em outubro sobre mês anterior, diz IBGE

As vendas no varejo brasileiro tiveram alta de 0,4% em outubro na comparação com o mês anterior e subiram 2,7% em relação ao mesmo mês do ano anterior, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira. Pesquisa da Reuters apontou que as expectativas eram de altas de 0,3% na comparação mensal e de 2,30% sobre um ano antes.

REUTERS

MEIO AMBIENTE

Programa Renove, iniciativa da Minerva, mensura balanço de carbono em fazendas de fornecedores

Em um grupo de 23 unidades, 11 apresentaram balanço negativo de emissões

Estudo realizado pelo Programa Renove, resultado de uma parceria entre Minerva Foods, Embrapa e Centro de Estudos em Agronegócios da fundação Getulio Vargas (FGV Agro) apontou que, de 23 fazendas de fornecedores da empresa analisados, 11 apresentaram balanço negativo de emissões de gases de efeitos estufa na temporada 2020/21. Segundo a Minerva, que liderou a criação do programa e encabeça as exportações de carne bovina na América do Sul, as fazendas avaliadas estão localizadas nas regiões Norte, Centro-Oeste e Sudeste, em áreas escolhidas para contemplar a diversidade geográfica e de técnicas de manejo do rebanho utilizadas na atividade. As emissões das fazendas foram calculadas a partir das diretrizes do GHG Protocol. Em nota, Gracie Verde Selva, gerente executiva do Programa Renove, afirma que entre as boas práticas das fazendas com balanço de carbono negativo estão recuperação e melhoramento de pastagens, sistemas integrados — como Integração Lavoura-Pecuária (ILP) e plantio direto.

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

Mercado de suínos tem alta no RS e SC

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 130,00/R$ 135,00, enquanto a carcaça especial teve recuo de até 2,88%, custando R$ 9,90/kg/10,10/kg

Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quarta-feira (7), o preço ficou estável somente em Minas Gerais, valendo R$ 7,26/kg. Houve leve alta de 0,90% no Rio Grande do Sul, alcançando R$$ 6,71/kg, e de 0,15% em Santa Catarina, atingindo R$ 6,51/kg. Quedas foram apontadas no Paraná, na ordem de 0,31%, baixando para R$ 6,49/kg, e de 0,14% em São Paulo, fechando em R$ 7,17/kg. Na quinta-feira (8) as principais praças que comercializam suínos no mercado independente registraram aumento nos preços, ainda que estes não estejam “empatando” com os custos de produção. A expectativa na semana anterior era de que estes reajustes viriam na quinta, com a entrada da massa salarial, 13º salário e proximidade com as festas de final de ano.

Cepea/Esalq

Suinocultura independente: preços sobem

Na quinta-feira (8) as principais praças que comercializam suínos no mercado independente registraram aumento nos preços

No Paraná, considerando a média semanal (entre os dias 01/12/2022 a 07/12/2022), o indicador do preço do quilo vivo do Laboratório de Pesquisas Econômicas em Suinocultura (Lapesui) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) teve alta de 2,85%, fechando a semana em R$ 6,60/kg vivo. “Espera-se que na próxima semana o preço do suíno vivo apresente queda, podendo ser cotado a R$ 6,53/kg vivo”, informo o Lapesui. Em São Paulo, o preço se manteve estável por cinco semanas consecutivas em R$ R$ 7,73/kg vivo, e agora aumentou para R$ 8,00/kg vivo segundo dados da Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS), com acordo entre suinocultores e frigoríficos. No mercado mineiro, após seis semanas consecutivas estável em R$ 7,30/kg vivo, o valor subiu na quinta-feira, chegando em R$ 7,60/kg segundo a Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg), com acordo entre suinocultores e frigoríficos. Segundo informações da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), o valor do animal teve alta, saindo de 6,71/kg vivo para R$ 6,83/kg nesta semana.

AGROLINK

Preço do frango estável no PR e SC

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja caiu 1,85%, atingindo R$ 5,30/kg, enquanto o frango no atacado teve leve aumento de 0,42%, atingindo R$ 7,15/kg

Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. No Paraná não houve alteração de preço, com a ave viva cotada em R$ 5,20/kg, assim como Santa Catarina, com valor de R$ 4,80/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quarta-feira (7), a ave congelada ficou estável em R$ 7,89/kg, enquanto o frango resfriado teve aumento de 0,25%, fechando em R$ 7,97/kg.

Cepea/Esalq

ABPA recomenda suspensão de visitas a granjas para evitar influenza aviária

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) disse na quinta-feira (08) que recomendou a seus associados a suspensão imediata das visitas a granjas, frigoríficos e demais estabelecimentos da avicultura do Brasil, após a identificação de casos da doença em países da América do Sul

“Apenas quem trabalha diretamente e exclusivamente na respectiva unidade produtiva deve ter o acesso autorizado”, disse a ABPA em comunicado enviado à imprensa. O Brasil nunca registrou casos de influenza aviária, mas a doença foi recentemente identificada em outros países da América do Sul, sendo que Peru e Equador declararam emergência sanitária na semana passada após surtos da doença. Na Europa e Estados Unidos, a epidemia de influenza aviária é uma das maiores já registradas nestas regiões. A ABPA disse que a recomendação de suspensão de visitas em granjas e frigoríficos brasileiros vale independentemente do cumprimento de vazios sanitários, em que o profissional vindo de outros países cumpria quarentena para atestar ausência de contaminação. A entidade também recomenda higienização das mãos e troca de roupas e sapatos antes de acessar as granjas, no caso dos profissionais com acesso autorizado; desinfecção de todos os veículos que acessem a propriedade, sejam de passeio ou de transporte; higienização de todas as roupas e sapatos em caso de retorno de viagem ao exterior, além de vazio sanitário no retorno ao trabalho.

Além disso, deve-se evitar o contato dos animais das granjas com outras aves, especialmente aves silvestres. “Cabe lembrar que os casos registrados na América do Sul ocorreram no litoral, em aves aquáticas locais e migratórias. Existem questões geográficas que também protegem o nosso setor desta enfermidade que afeta apenas os animais”, disse o presidente da ABPA, Ricardo Santin, em nota. Santin disse que não se espera que as notificações de influenza aviária de alta patogenicidade em aves silvestres ou outras que não sejam de produção industrial, e de baixa patogenicidade em aves domésticas ou de cativeiro, afetem o status sanitário do Brasil e gerem fechamento de mercado.

CARNETEC

INTERNACIONAL

Polônia relata surto de gripe aviária em fazenda com 220.000 aves

A Polônia registrou um surto de gripe aviária H5N1 altamente patogênica, ou gripe aviária, em uma fazenda de quase 220 mil aves, informou a Organização Mundial de Saúde Animal (WOAH), com sede em Paris, na quarta-feira

O surto, na parte sudoeste do país, matou 3.000 aves, com o restante do rebanho abatido, disse a WOAH em um relatório, citando informações das autoridades polonesas. O relatório não detalhou o tipo de aves.

REUTERS

Chile confirma primeiro caso de influenza aviária H5N1 em aves silvestres

Após o aumento da vigilância ativa, os laboratórios do Serviço Agropecuário confirmaram um caso positivo de alta patogenicidade. As colaborações com outras agências estatais e o setor privado foram fortalecidas para fortalecer as medidas de biossegurança

O ministro da Agricultura, Esteban Valenzuela, juntamente com o(s) diretor(es) nacional(is) do Serviço Agropecuário (SAG), Andrea Collao, confirmaram ontem a presença de um caso de gripe aviária de alta patogenicidade em um pássaro encontrado em Arica. Isso corresponde à variante H5N1, que já foi detectada no Equador, Peru, Colômbia e Venezuela.  A autoridade revelou que, diante do cenário complexo que essa doença vem apresentando no continente, no Chile o SAG já vinha trabalhando entre os setores público e privado para mitigar possíveis efeitos negativos na matriz produtiva da avicultura, que até o minuto não é afetado por essa descoberta. “Queremos informar que hoje o Serviço Agropecuário, implantado em alerta durante todo o tempo para determinar se a gripe aviária chegou ao Chile, detectou definitivamente que chegou em uma ave silvestre que foi descoberta em mau estado na região de Arica e Parinacota”, disse o secretário de Estado. O SAG vinha há vários meses a reforçar a vigilância e a ativar os seus sistemas de alerta em todo o país desde que foram detectados no continente casos positivos de Gripe Aviária Altamente Patogénica (HPAI). Isso, como explicou Valenzuela, faz parte de um processo global. “Na América do Norte, na Europa e nos países da costa latino-americana, como resultado das migrações de aves silvestres, foi detectado um aumento de casos de gripe aviária no Norte e no Sul, como verificamos na região de Arica e Parinacota (…) temos trabalhado com a indústria avícola e de ovos, com o Ministério do Interior, com o Ministério da Saúde e vários departamentos públicos para prestar a máxima vigilância e apoio nesta situação”.

SAG – Serviço Agrícola e Pecuário Chile

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