CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1848 DE 27 DE OUTUBRO DE 2022

clipping

Ano 8 | nº 1848 | 27 de outubro de 2022

 

NOTÍCIAS

Queda no preço do “boi China” Em São Paulo

O preço pago pelo bovino destinado à exportação caiu R$5,00/@, na comparação feita dia a dia. O cenário, estreitou o ágio entre o boi mercado interno e externo, que está em R$5,00/@

O boi e a novilha gordos, destinados ao mercado interno, seguiram com preços estáveis na comparação com o dia anterior (25/10). Para a vaca gorda, as indústrias ofertaram menos R$2,00/@, na mesma comparação. No Triângulo Mineiro, na comparação diária, as cotações da vaca e novilhas gordas permaneceram estáveis, já a do boi gordo caiu R$2,00/@. Em Paragominas – PA, os preços dos bovinos destinados ao abate se mantiveram estáveis na comparação feita dia a dia.

SCOT CONSULTORIA

Mercado físico do boi gordo continua com preços enfraquecidos

De acordo com o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias a desvalorização do yuan foi fator determinante para justificar a queda recente dos preços da arroba.

O encarecimento das importações chinesas em meio a desvalorização de sua moeda levou a um amplo processo de renegociação de contratos de importação junto aos frigoríficos brasileiros.  Com o preço da carne bovina cedendo no mercado internacional no segundo semestre, houve mudança contundente do comportamento da indústria frigorífica na compra de gado, que passou a exercer pressão sobre os preços em grande parte do país. “O quadro de deterioração dos preços se completa com o avanço da oferta de bovinos em 2022, incluindo a ampliação do abate de fêmeas, tornando as escalas de abate dos frigoríficos confortáveis, aumentando a capacidade de testar o mercado”, diz Iglesias. Em São Paulo (SP), a referência para a arroba do boi ficou em R$ 273. Já em Dourados (MS), a cotação recuou para R$264. Em Cuiabá (MT), a arroba de boi gordo finalizou o dia cotada a R$ 249-250.  Em Uberaba (MG), as cotações ficaram em R$ 270. Já em Goiânia (GO), a arroba continuou cotada em R$ 255. O mercado atacadista apresentou preços acomodados no decorrer da quarta-feira. De acordo com Iglesias, o ambiente de negócios sugere para maior espaço para recuperação dos preços ao longo da primeira quinzena do mês. No entanto, diante do cenário confortável em relação as escalas de abate, é possível que os preços da arroba não sintam o efeito de potencial recuperação dos preços da carne no atacado. O quarto dianteiro foi precificado a R$ 16 por quilo.  Já a ponta de agulha teve preço de R$ 15,80. O quarto traseiro do boi teve queda e ficou cotado em R$ 21,20 por quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

Febre aftosa: mais de 160 milhões de animais deverão ser imunizados

Após a etapa de novembro, os Estados do ES, GO, MT, MS, MG e TO, além do DF, farão a suspensão da vacinação contra a doença

Cerca de 161 milhões de bovinos e bubalinos deverão ser vacinados na segunda etapa da campanha nacional de vacinação contra a febre aftosa de 2022 que começa na próxima terça-feira (1º) e segue até o dia 30 de novembro. Em dez estados (AL, AM, CE, MA, PA, PB, PE, PI, RR e RN), a vacinação ocorrerá em animais de até 24 meses, conforme o calendário nacional de vacinação. Para as 11 unidades da Federação (BA, ES, GO, MG, MS, MT, RJ, SE, SP, TO e DF), que compõem o Bloco IV do Plano Estratégico do Programa Nacional de Vigilância da Febre Aftosa (PE-PNEFA), a vacinação em novembro será para bovinos e bubalinos de todas as idades. Ao todo, esse bloco totaliza 141 milhões de animais a serem vacinados. A inversão das estratégias de vacinação em alguns estados foi adotada em abril pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) com objetivo de equacionar a demanda de vacinas contra febre aftosa com o cronograma previsto de produção da indústria e, assim, garantir a oferta de vacinas para manter os índices satisfatórios e manter a imunidade do rebanho brasileiro. Além da vacinação, o produtor deve fazer a comprovação junto ao órgão executor de defesa sanitária animal de seu estado. A declaração da vacina pode ser entregue de forma online ou, quando não for possível, presencialmente nos postos designados pelo serviço veterinário estadual nos prazos estipulados. Após a etapa de novembro de 2022, sete unidades da Federação do Bloco IV do PE-PNEFA – Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Tocantins – farão a suspensão da vacinação contra a febre aftosa. Ao todo, serão aproximadamente 114 milhões de bovinos e bubalinos que deixarão de ser vacinados, o que corresponde a quase 50% do rebanho total do país. A ação faz parte da evolução do projeto de ampliação de zonas livres de febre aftosa sem vacinação no país, previstas no PE-PNEFA. Atualmente, no Brasil, somente os estados de Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, Acre, Rondônia e partes do Amazonas e do Mato Grosso possuem a certificação internacional de zona livre de febre aftosa sem vacinação.

MAPA

ECONOMIA

Dólar fecha em alta e vai a R$ 5,38 com cenário eleitoral no foco

Desempenho do real foi na contramão de outras moedas emergentes

O dólar firmou alta contra o real durante a tarde e encerrou o dia com ganho de 1,18%, negociado a R$ 5,3806 no mercado à vista, com a divisa brasileira registrando o pior desempenho entre as 33 principais moedas globais. O movimento observado hoje refletiu a cautela dos investidores em relação ao cenário eleitoral. Assim como outros ativos locais, o câmbio vem sendo pressionados negativamente nos últimos dias conforme as pesquisas eleitorais mostram uma maior vantagem do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o presidente Jair Bolsonaro (PL). Ao mesmo tempo, outro ponto que passou a ficar no radar é a acusação da campanha de Bolsonaro a respeito da propaganda eleitoral, alegando que rádios do Norte e Nordeste privilegiaram a exibição de inserções de Lula em detrimento das do atual presidente, o que amplia as incertezas. “Essa situação das inserções de rádio é um componente a mais de risco, levantando as possibilidades de que haja um questionamento em relação ao resultado”, diz o diretor de tesouraria do Travelex Bank, Marcos Weigt. Ontem, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) exonerou o servidor Alexandre Gomes Machado, responsável por coordenar o “pool” de emissoras de rádio e televisão para o recebimento de mídias da propaganda eleitoral. “O Brasil, esta semana, é a bola da vez na questão risco para os investidores estrangeiros”, destaca o economista chefe da Frente Corretora, Fabrizio Velloni. Ele acrescenta que, “com certeza [os investidores] vão se segurar para tomar posições, pois o cenário eleitoral em aberto traz diferentes opções de entrada [no caso de vitória de um outro candidato]”, diz. Assim, o movimento no mercado interno se opôs à tendência observada no exterior, onde as divisas de países emergentes se valorizaram à medida que o dólar americano se enfraqueceu, refletindo o movimento das Treasuries, diante das expectativas de que o Federal Reserve (Fed, banco central americano) acabe adotando uma postura menos agressiva que a esperada após dados da economia americana e declarações recentes de dirigentes da autarquia.

VALOR ECONÔMICO

Ibovespa fecha em queda pela 3ª vez seguida com eleições e balanços no radar

Queda dos papéis do setor financeiro foi um dos destaques do pregão

O Ibovespa completou três sessões consecutivas de quedas, prolongando movimento de correção antes do segundo turno da eleição presidencial. Balanços corporativos locais e de empresas dos Estados Unidos também provocaram reprecificação de setores no pregão, com destaque para os segmentos de varejo e tecnologia. No fim do dia, o referencial local registrou queda de 1,62%, aos 112.764 pontos. O volume financeiro negociado na sessão foi de R$ 28,40 bilhões no Ibovespa e R$ 34,70 bilhões na B3. Em NY, o S&P 500 recuou 0,74%, aos 3.830 pontos, Dow Jones registrou leve alta de 0,01%, aos 31.839 pontos e Nasdaq perdeu 2,04%, aos 10.970 pontos. Na medida em que a eleição se aproxima, investidores seguiram calibrando suas posições compradas no índice local, enquanto as pesquisas de intenção de voto mostram uma estabilização da vantagem de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Jair Bolsonaro (PL). “A nossa leitura é que o mercado já iria realizar parte dos ganhos recentes para chegar ‘leve’ na eleição. Mas esse movimento foi antecipado e acirrado com a guerra de narrativas recentes. Investidores parecem estar reduzindo a probabilidade de o Bolsonaro vencer e aumentando a possibilidade de questionamentos pós-eleições”, diz Thiago Pereira, sócio e economista chefe da Tower Three. Papéis de estatais seguiram exibindo desvalorização. Petrobras ON e PN recuaram 1,82% e 2,45%, respectivamente, enquanto Banco do Brasil ON recuou 3,54%. Pereira argumenta, no entanto, que apesar da queda das estatais ser mais chamativa nesse momento, o movimento de correção tem se espalhado por todo referencial nas últimas três sessões. No caso dos bancos, a queda foi intensificada hoje após o Santander apresentar balanço abaixo das estimativas do mercado. Suas units tombaram 5,26%, enquanto Itaú PN perdeu 2,14% e Bradesco PN recuou 4,36%.

VALOR ECONÔMICO

Copom mantém taxa Selic estável em 13,75% ao ano

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu manter a taxa básica de juros em 13,75% ao ano na quarta-feira, conforme sinalizado na última reunião, em setembro

A decisão veio em linha com a mediana das expectativas do mercado. Segundo pesquisa realizada pelo Valor, todas as 108 instituições financeiras consultadas esperavam que a taxa de juros permanecesse em 13,75% ao ano. O Copom manteve inalterado seu balanço de riscos para a inflação. O Comitê citou que há riscos tanto de a alta de preços na economia superar o esperado quanto de ficar abaixo. O comunicado que informa a manutenção dos juros básicos em 13,75% ao ano reproduz integralmente o balanço de riscos da reunião anterior, de setembro, sem tirar ou acrescentar nenhuma palavra. Do lado negativo, o Copom volta a citar “uma maior persistência das pressões inflacionárias globais”. Também menciona a incerteza sobre o futuro do arcabouço fiscal do país”. Do lado baixista para a inflação, o colegiado cita três riscos: uma queda adicional dos preços das commodities internacionais em moeda local; uma desaceleração da atividade econômica global mais acentuada do que a projetada; e a manutenção dos cortes de impostos projetados para serem revertidos em 2023.

VALOR ECONÔMICO

Dívida pública federal cai 0,51% em setembro e colchão de liquidez do Tesouro recua 10%

A dívida pública federal do Brasil caiu 0,51% em setembro sobre agosto, a 5,752 trilhões de reais, informou o Tesouro Nacional na quarta-feira, em mês com melhora nos dados de custo e prazo dos títulos, mas redução significativa do colchão de liquidez do país

No período, a dívida pública mobiliária interna teve recuo de 0,72%, a 5,496 trilhões de reais. De acordo com o Tesouro, a redução do estoque da dívida foi explicada por um resgate líquido de 76,38 bilhões de reais e uma apropriação positiva de juros no valor de 47,22 bilhões de reais. Segundo o órgão, setembro foi marcado por fortes ajustes nos mercados externos, diante da atuação dos principais bancos centrais para conter a inflação, com apostas de que os Estados Unidos continuarão a elevar juros. Com o cenário adverso, o CDS (credit default swap) do Brasil, que mede o risco relacionado ao país, subiu 11,76%, a 312 pontos base. Por outro lado, o Tesouro informou que a curva de juros futuros do país perdeu nível e inclinação “refletindo expectativas de fim do ciclo de aperto monetário no Brasil”. O custo médio do estoque da dívida pública federal acumulado em 12 meses caiu, passando de 10,63% ao ano em agosto para 10,47% no mês passado. Na dívida interna, o custo do estoque recuou de 10,89% ao ano para 10,80%. A dívida externa, por sua vez, registrou redução de 4,53% para 3,17% ao ano. Em relação às novas emissões de títulos da dívida interna, o custo médio também caiu, indo de 11,88% para 11,71% ao ano. No período, também houve um alongamento do prazo médio de vencimento dos títulos brasileiros para 4,02 anos, ante 3,96 anos registrados em agosto. Em relação ao colchão de liquidez para pagamento da dívida pública, houve uma redução de 10% em agosto, a 1,031 trilhão, refletindo principalmente o resgate líquido de títulos no mês. O montante ainda é suficiente para quitar 9,55 meses de vencimentos de títulos, valor considerado confortável pelo Tesouro –em agosto, estava em 10,24 meses. Para o mês de outubro, o Tesouro vê cenário com aumento das preocupações com o risco de recessão global, diante da persistência inflacionária nos Estados Unidos e a instabilidade política no Reino Unido, além das tensões geopolíticas. Neste mês, o CDS do Brasil caiu 7,56%, a 288 pontos base, mas a curva de juros local teve alta nos vencimentos curtos e médios refletindo “deflação menor que a esperada”, enquanto os vencimentos longos apresentaram estabilidade.

REUTERS

Brasil teve déficit de US$780 mi pelo câmbio contratado na semana passada, diz BC

O Brasil registrou saída líquida de moeda estrangeira pelo câmbio contratado na semana passada, com rombo na conta comercial compensando superávit no setor financeiro, informou o Banco Central na quarta-feira

O fluxo cambial ficou negativo em 780 milhões de dólares no período de 17 a 21 de outubro, depois de na semana anterior perder 1,833 bilhão de dólares. A conta financeira passou a mostrar sinal positivo, com entrada de 180 milhões de dólares na semana passada, mas esses ingressos foram compensados pela perda de 961 milhões de dólares do lado comercial. Na semana finda em 14 de outubro, os setores financeiro e comercial haviam registrado déficits de 1,615 bilhão e 218 milhões de dólares, respectivamente. Com o resultado da semana passada, o fluxo cambial aprofundou o rombo no mês para 2,798 bilhões de dólares. Em período equivalente do ano passado, englobando os 14 primeiros dias úteis de outubro, o país acumulava perda líquida de 686 milhões de dólares pelo câmbio contratado. No acumulado de 2022, o fluxo cambial ainda está positivo em 14,538 bilhões de dólares.

REUTERS

Brasil abre 278.085 empregos formais em setembro, mostra Caged

No salário médio real de contratação, houve queda em setembro, para 1.931,13 reais, de 1.943,60 em agosto, de acordo com a série sem ajustes.

O resultado de setembro ficou abaixo das 285.314 vagas abertas em agosto e dos 330.177 postos criados no mesmo mês de 2021, de acordo com a série ajustada. De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado na quarta-feira pelo Ministério do Trabalho e Previdência o saldo positivo de 278.085 empregos formais do mês passado foi fruto de 1,927 milhão de admissões e 1,648 milhão de desligamentos. Com o resultado, o estoque de empregos formais no país atingiu 42,826 milhões, o maior resultado para setembro da série com ajustes iniciada em 2010. No acumulado dos nove primeiros meses do ano, o saldo de empregos formais no Brasil está positivo em 2,148 milhões de vagas. No mesmo período de 2021, o superávit era de 2,504 milhões de postos de trabalho, segundo a série com ajustes. Houve saldo positivo de vagas em todos os grandes grupamentos de atividades econômicas no mês passado, com destaque para serviços, com abertura de 122.562 postos. Houve criação de 56.909 empregos formais na indústria, 57.974 no comércio, 31.166 no setor de construção e 9.474 na agropecuária. Os dados também mostraram superávit de empregos criados em todas as cinco regiões do país. O Sudeste abriu o maior número de vagas, com leitura de 108.219, seguido por Nordeste (86.658), Sul (38.179), Centro-Oeste (25.458) e Norte (19.400).

REUTERS

Preços da indústria recuam 1,96% em setembro, diz IBGE

Onze das 24 atividades pesquisadas registraram deflação

O Índice de Preços ao Produtor (IPP), que calcula a variação de preços dos produtos na saída da fábrica, registrou deflação (queda de preços) de 1,96% em setembro. A queda, no entanto, foi mais moderada do que em agosto, quando o IPP teve deflação de 3,04%.Segundo dados divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPP acumula taxas de inflação de 5,87% no ano e de 9,76% em 12 meses. Em setembro, 11 das 24 atividades pesquisadas tiveram deflação. Os principais impactos vieram do refino de petróleo e biocombustíveis (-6,79%), outros produtos químicos (-6,20%), alimentos (-1,13%) e metalurgia (-3,77%). Por outro lado, 13 atividades tiveram inflação, com destaque para fumo (3,62%) e vestuário (3,50%). Entre as quatro grandes categorias econômicas da indústria, a principal queda de preços veio dos bens intermediários, isto é, os insumos industrializados usados no setor produtivo (-2,42%). Também tiveram deflação os bens de consumo semi e não duráveis (-2,01%). Os bens de capital, isto é, as máquinas e equipamentos usados no setor produtivo, tiveram inflação de 0,48%, enquanto os preços dos bens de consumo duráveis subiram 0,19%.

AGENCIA BRASIL

FRANGOS & SUÍNOS

Suínos: Mercado segue estável no PR

O preço do animal vivo em Santa Catarina registrou alta de 0,46% e ele está cotado em R$ 6,60/kg, conforme foi divulgado pelo Cepea/Esalq, referente às informações da última terça-feira (25)

O preço do animal vivo em Minas Gerais está próximo de R$ 7,55/kg e seguiu estável no comparativo diário. Em São Paulo, o animal vivo apresentou estabilidade e está em R$ 7,58/kg. No Paraná, o valor do animal segue estável e está cotado em R $ 6,91/kg. Já no Rio Grande do Sul, o preço do suíno permaneceu o mesmo, cotado em torno de R$ 6,79/kg. O levantamento realizado pela Scot Consultoria informou que o valor da carcaça especial está entre R$ 10,20/R$ 10,60 o quilo e não registrou alteração, enquanto arroba do suíno CIF está cotado a R$ 141,00/@ a R$145,00/@, e não houve mudança.

Cepea/Esalq

Poder de compra do suinocultor

O poder de compra do suinocultor frente ao farelo de soja em relação a janeiro/22

Na praça de São Paulo, o poder de compra do suinocultor frente ao farelo de soja está 23,08% maior atualmente, em relação a janeiro/22. Em janeiro/22, era possível comprar aproximadamente 2,17kg de farelo de soja em São Paulo com 1kg de suíno terminado, em outubro/22 compra-se 2,67kg de farelo. Entretanto, quando comparado com outubro/21, o poder de compra diminuiu em 24,21%, ou 0,88kg a menos.

SCOT CONSULTORIA

Frango vivo tem alta de 14,05% em Santa Catarina

O preço do frango vivo em Santa Catarina registrou ganho de 14,05% na quarta-feira (26). O valor da ave passou de R$ 4,20/kg para R$ 4,79/kg, conforme divulgado pelo Epagri (Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina)

Nas demais praças a cotação do frango apresentou desvalorização. O levantamento realizado pela Scot Consultoria apontou queda de 0,96% para o frango no atacado paulista que está precificado em R$ 7,20/kg, enquanto que a referência para a carne de frango na granja em São Paulo permaneceu estável e está precificada ao redor de R$ 5,50/kg. No último levantamento realizado pelo Cepea na terça-feira (25), o preço do frango congelado teve recuo de 0,38% e está cotado em R$ 7,97/kg. Já a cotação do frango resfriado registrou queda de 0,25%, sendo negociado em R$ 7,98/kg. A referência do frango vivo no Paraná não teve alteração e está cotada em R$5,19/kg, enquanto em São Paulo a cotação do frango vivo está sem referência.

Cepea/Esalq

INTERNACIONAL

Preços agrícolas cairão 4,5% em 2023, projeta Banco Mundial

Desaceleração econômica global e medidas contra a covid-19 na China deverão pesar sobre as cotações, diz instituição

Com a desaceleração da economia global e as contínuas restrições à circulação de pessoas na China para conter a covid-19, o Banco Mundial prevê que os preços médios das commodities agrícolas cairão 4,5% em 2023. Neste ano, as cotações deverão acumular alta de 13,4%. As estimativas do Banco Mundial aparecem no relatório Commodity Markets Outlook. Segundo a instituição, o indicador de preços de commodities agrícolas chegará a 123,2 pontos no fim de 2022 e terminará o próximo ano em 117,7 pontos. Para o café arábica, o banco prevê que os preços médios cairão 6,8% em 2023, depois de encerrarem este ano em alta de 30,8%. Para a soja, a estimativa é de aumento de 16,6% em 2022 e de queda de 4,4% no ano que vem, e para o milho, de recuo de 7,9% em 2023, após uma elevação de 21,4% neste ano. Já as cotações do trigo devem aumentar 36,4% em 2022 e cair 4,7% no próximo ano. O cacau deverá ser a única das commodities que compõem o indicador a se desvalorizar nos dois anos: a projeção é de recuou de 3,2% em 2022 e de 2,1% em 2023. “Apesar da queda esperada [para o próximo ano], os preços da maioria das commodities continuarão altos se comparados com suas médias históricas” , diz a instituição no relatório. Segundo o Banco Mundial, inúmeras incertezas ainda podem mudar essas projeções de preços. Nessa lista estão interrupções no fornecimento de energia, deterioração das perspectivas econômicas globais (como resultado de uma eventual aceleração do aperto monetário nas principais economias e de uma valorização adicional do dólar), clima adverso (incluindo um La Niña pelo terceiro ano consecutivo) e medidas que restrinjam o comércio internacional.

VALOR ECONÔMICO

Lucro da Pilgrim’s Pride, da JBS, quadruplicou no terceiro trimestre

Agronegócios Companhia americana controlada pelo grupo brasileiro ampliou receita e margens no período

A Pilgrim’s Pride, a maior produtora de carne de frango dos Estados Unidos, teve lucro líquido de US$ 258,3 milhões no terceiro trimestre, um resultado quatro vezes maior que o do mesmo período de 2021, quando os ganhos somaram US$ 60,7 milhões. O lucro antes de juros, impostos, há 10 horas depreciação e amortização (Ebitda) ajustado da empresa, controlada pela brasileira JBS, subiu 32,7%, para US$ 460,5 milhões, com margem Ebitda ajustada de 10,3%, ou 1,2 ponto maior do que um ano antes. A companhia também registrou também forte aumento de receitas e de margens operacionais no intervalo entre julho e setembro. O faturamento líquido da Pilgrim’s aumentou 16,8%, para US$ 4,47 bilhões, e a margem ajustada das operações americanas, por sua vez, subiu 3,8 pontos percentuais, para 12%. A companhia aumentou suas vendas nos Estados Unidos, no Reino Unido e na Europa, mercados em que também os lucros também tiveram forte aumento nos lucros. A Pilgrim’s atribuiu o resultado geral positivo a seu portfólio diversificado nos mercados de aves e à sua estratégia para os mercados consumidores. A companhia destacou ainda o expressivo crescimento das vendas de produtos preparados e no ecommerce. A empresa só registrou leve decréscimo de vendas no México, onde as operações deram prejuízo. Segundo a Pilgrim’s, as dificuldades no país deveram-se a efeitos sazonais, à fraqueza das condições de mercado no país e a mudanças em suas operações.

VALOR ECONÔMICO

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