
Ano 8 | nº 1844 | 21 de outubro de 2022
NOTÍCIAS
Queda nos preços do boi e novilha gordos em São Paulo
Na praça pecuária de São Paulo, houve uma queda de R$2,00/@ de boi gordo e R$3,00/@ de novilha gorda, na comparação com dia anterior (19/10)
Em São Paulo, o mercado do boi gordo vivenciou mais uma semana de queda nos preços da arroba. Na quinta-feira, 20 de outubro, o animal macho “comum” (destinado ao mercado interno) registrou queda de R$ 2/@ nas praças do interior paulista, ficando cotado em R$ 280/@ (valor bruto e a prazo), segundos os dados apurados pela Scot Consultoria. Por sua vez, a cotação da novilha gorda sofreu recuo diário de R$ 3/@, atingindo R$ 272/@, enquanto o preço da vaca gordo ficou estável e, portanto, segue valendo R$ 265/@ no mercado paulista (valores brutos e a prazo). O chamado “boi-China” está cotado em R$ 285/@ em São Paulo, acrescenta a Scot. Vale ressaltar que existe negociação abaixo da referência, mas ainda em baixo volume. No Acre, alta na cotação para a vaca e novilha gordas de R$5,00/@, em relação ao fechamento do dia anterior (19/10). Para o boi gordo, a cotação seguiu estável. No Oeste do Rio Grande do Sul a entrada dos cultivos de verão tem auxiliado na pressão sobre os preços do mercado do boi gordo. Dessa forma, houve queda nas cotações de R$0,10/ kg de boi e novilha gordos e R$0,15/kg de vaca gorda. Segundo o zootecnista Felipe Fabbri, analista da Scot, do lado da demanda, as exportações brasileiras de carne bovina continuam em ritmo acelerado. “Os embarques em outubro/22 já superaram todo o volume exportado em outubro/21”, destaca Fabbri. Alerta o analista da Scot que, apesar dos bons volumes embarcados, a China, principal compradora da proteína bovina brasileira, endureceu as negociações com o Brasil e os preços da carne exportada ao país asiático caíram, diminuindo bastante as margens da indústria e tirando o apetite comprador de boiadas gordas.
SCOT CONSULTORIA
Boi: cotações com preços abaixo da referência
O mercado físico do boi gordo teve outro dia fraco na quinta-feira (20)
De acordo com o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias os frigoríficos seguem tentando adquirir boiadas com preços abaixo da referência, até mesmo em São Paulo. “Os frigoríficos que são habilitados a exportar para a China realizam tentativas de compra abaixo da referência média. Esse movimento muito tem a ver com o processo de desvalorização do Yuan no mercado internacional, o que levou os importadores chineses a renegociar contratos de importação”, diz Iglesias. No Centro-Norte do país, o viés também é de queda das cotações no curto prazo, em linha com a ainda confortável posição das escalas de abate, que atendem entre 7 e 10 dias úteis da programação. Enquanto isso, frigoríficos habilitados a exportar para a China tem atuado de maneira mais tímida no mercado. Em São Paulo (SP), a referência para a arroba do boi ficou em R$ 284. Já em Dourados (MS), a cotação recuou para R$266. Em Cuiabá (MT), a arroba de boi gordo finalizou o dia cotada a R$ 254. Em Uberaba (MG), as cotações ficaram em R$ 287. Já em Goiânia (GO), a arroba continuou cotada em R$ 262. O mercado atacadista de boi gordo segue com preços acomodados. De acordo com Iglesias, o ambiente de negócios volta a sugerir por alguma queda dos preços no curto prazo, em linha com a reposição mais lenta entre atacado e varejo no decorrer da segunda quinzena do mês, período que conta com maior apelo ao consumo. O quarto dianteiro foi precificado a R$ 16 por quilo. Já a ponta de agulha teve preço de R$ 15,80. O quarto traseiro do boi teve preço de R$ 21,25 por quilo.
AGÊNCIA SAFRAS
Boi/Cepea: Cenário atual desanima confinador
O atual contexto de queda nas cotações da arroba bovina e de elevado patamar de preço de importantes itens dos custos de produção, especialmente os relacionados à alimentação, vêm desanimando parte dos confinadores consultados pelo Cepea
Na ponta final, as vendas de carne no mercado doméstico ainda não se reaqueceram, conforme agentes esperavam para este último trimestre. Assim, apesar de as exportações de carne bovina seguirem intensas, as fracas vendas domésticas limitam reações nos valores da arroba. Em relação à alimentação, a produção recorde de milho na segunda temporada gerava expectativas de custos menores no segundo semestre. No entanto, o que se verifica são preços firmes para o cereal, sustentados pela demanda externa aquecida. De qualquer forma, era consenso entre agentes de que este ano seria desafiador, especialmente diante das incertezas econômicas e sanitárias. A rentabilidade do confinamento dependeria de uma boa gestão de preços e de controle dos gastos.
Cepea
ECONOMIA
Dólar fecha em queda de 1% ante o real de olho em eleições e exterior
Além do ambiente externo mais positivo, quadro doméstico ajudou a sustentar moeda
Confirmando a tendência observada desde a abertura dos negócios, o dólar encerrou o dia em queda firme ante o real, negociado a R$ 5,2175 (-1,08%) no mercado à vista. Além do ambiente externo mais positivo, o quadro doméstico ajudou a sustentar a moeda brasileira, com os investidores monitorando as últimas pesquisas de intenção de voto para a corrida presidencial no segundo turno, que mostram uma disputa mais apertada entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente Jair Bolsonaro (PL). A moeda brasileira acabou registrando o terceiro melhor desempenho entre as 33 principais divisas globais do mundo, ficando atrás apenas do sol peruano e do florim da Hungria. No acumulado do ano, o real é a segunda moeda que mais se valoriza no mundo. Na mínima do dia, o dólar atingiu os R$ 5,1929. Já ao fim da sessão, o dólar futuro para novembro recuava 1,02%, para R$ 5,2280. No exterior, o índice DXY, que mede a força do dólar ante uma cesta de seis divisas principais, operava em queda de 0,08%, aos 112,894 pontos.
VALOR ECONÔMICO
Ibovespa tem quarta alta seguida liderado por estatais, Vale e bancos
Desempenho de commodities colaborou para o desempenho do referencial local, que registrou valorização de 0,77%, aos 117.171 pontos, após ajustes
O Ibovespa conseguiu, pela segunda sessão consecutiva, ignorar a queda dos seus pares globais, que seguem sofrendo com o ciclo de aperto monetário do Federal Reserve (Fed, banco central americano), e avançar. A recuperação parcial de ações ligadas às commodities e o destaque das estatais, que voltam a ganhar espaço conforme a eleição presidencial se desenha cada vez mais apertada, impulsionaram o índice. Após ajustes, o referencial local registrou alta de 0,77%, aos 117.171 pontos. O volume negociado na sessão foi de R$ 29,65 bilhões no Ibovespa e R$ 36,64 bilhões na B3. No exterior, o S&P 500 recuou 0,80%, aos 3.665 pontos, o Dow Jones registrou queda de 0,30%, aos 30.333 pontos, e o Nasdaq perdeu 0,61%, aos 10.614 pontos. O mercado local e o Ibovespa ignoraram a dinâmica negativa de seus pares internacionais e voltaram a acumular ganhos. Entre as maiores altas da sessão, as empresas ligadas às commodities metálicas registraram movimento de recuperação parcial após sequência de quedas, conforme autoridades chinesas discutem um possível abrandamento de restrições anti-covid. As estatais também voltaram a se destacar, com Banco do Brasil ON subindo 4,68% e Petrobras ON e PN avançando 2,68% e 2,96%, respectivamente.
VALOR ECONÔMICO
Inadimplência bate recorde e atinge 64 milhões de brasileiros, diz estudo
Cada negativado deve, em média, R$ 3.688,96, para 1,97 empresas credoras
Quatro em cada dez brasileiros adultos estavam negativados até setembro, segundo dados da CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas). Esse número equivale a 64,25 milhões de pessoas, um recorde do levantamento, realizado há oito anos. No último mês, o volume de consumidores com contas vencidas cresceu mais de 11% em relação ao mesmo período de 2021. Na passagem de agosto para setembro, o número de dívidas apresentou alta de 2,05%. “Apesar da melhora em alguns indicadores econômicos, muitos brasileiros ainda estão com dificuldade de fechar as contas no fim do mês. Parte do problema pode ser explicado pela renda da população que continua baixa”, disse o presidente da CNDL, José César da Costa. O presidente avalia que, mesmo com a leve diminuição do desemprego, a renda não é “suficiente” para reverter as perdas dos últimos trimestres porque os alimentos continuam caros. “Apesar da inflação caindo, o preço dos alimentos continua subindo e ocupando boa parte do orçamento das famílias, especialmente aquelas com renda mais baixa”. O maior número de inadimplentes se concentra na faixa etária de 30 a 39 anos (23,99%), que são 15 milhões de pessoas registradas em cadastro de devedores nesta faixa. Entre os sexos, as mulheres devem mais: 50,90% contra 49,10% de homens. O presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior, apontou que, em média, o consumidor leva 10 meses para sair da inadimplência. “Por isso é tão importante o consumidor inadimplente fazer um levantamento de todas as dívidas que possui e traçar um plano para sair da situação. Concentrar todas as dívidas em um único lugar ajuda a ter mais controle, entender melhor o tamanho da dívida e fazer um planejamento”. O crescimento do indicador anual se concentrou no aumento de inclusões de devedores com tempo de inadimplência de 91 dias a 1 ano (35,16%). Cada negativado deve, em média, R$ 3.688,96, para 1,97 empresas credoras. Quase quatro em cada dez consumidores (34,14%) tinham dívidas chegando a R$ 500, crescendo ainda mais quando as dívidas são de R$ 1.000 (48,87%). Bancos são os que mais negativam. Ainda segundo o levantamento, mais da metade das dívidas é com o setor de bancos, que registrou crescimento de 37,94%, seguido de Água e Luz (11,86%). Na contramão, as dívidas com o setor credor de Comunicação (-11,57%) e Comércio (-0,28%) apresentaram queda no total de dívidas em atraso. Em termos de participação, o setor credor que concentra a maior parte das dívidas é o de Bancos, com 61,18% do total. Na sequência, aparece Comércio (12,86%), o setor de Água e Luz com 10,51% e Comunicação com 8,42% do total de dívidas.
ECONOMIA UOL
EMPRESAS
Minerva adquire maior frigorífico de cordeiro da Austrália por R$ 1,3 bi
Australian Lamb Company vai adicionar cerca de R$ 3 bi ao faturamento da companhia brasileira
A Minerva Foods está prestes a fechar a aquisição do maior frigorífico de cordeiros da Austrália, um negócio de cerca de R$ 1,3 bilhão, apurou o Pipeline. De controle familiar, a Australian Lamb Company (ALB) será adquirida por 400 milhões de dólares australianos (cerca de US$ 260 milhões). De acordo com fontes, a companhia da família Vilela de Queiroz está fazendo a aquisição por meio de uma joint venture que possui com a Salic, o fundo saudita que também é o maior acionista da empresa brasileira. A Minerva vai colocar 65% dos recursos na aquisição, exatamente a participação da companhia brasileira na JV. Os sauditas injetarão o restante. O negócio deve adquirir R$ 3 bilhões em receita anualizada para a Minerva e cerca de R$ 350 milhões no Ebitda. Somadas às duas aquisições que fez na Austrália no ano passado, a companhia se torna a maior indústria de cordeiros do país com 15% de market share. A expectativa é que a Minerva consiga pagar a aquisição com a própria geração de caixa operacional. O negócio deve ter um impacto pouco relevante para o índice de alavancagem, de apenas 0,1 vez. A Minerva está avaliada em R$ 8,6 bilhões em bolsa.
VALOR ECONÔMICO
Marfrig tem nota de crédito elevada pela Fitch
A Fitch Ratings elevou a nota de risco de crédito da Marfrig Global Foods para “BB+”, de “BB”, para refletir o forte desempenho operacional da companhia, expectativa de fluxo de caixa livre positivo, baixo índice de alavancagem líquida e a participação acionária da BRF
A perspectiva para os ratings foi revisada de positiva para estável, segundo comunicado divulgado pela Fitch na quarta-feira (19). A Fitch disse que a alavancagem líquida da Marfrig está em linha com a nota “BB+” atribuída a seus ratings. “O índice dívida líquida/Ebitda (ajustado pelos dividendos pagos a acionistas minoritários e excluindo a consolidação contábil da BRF) deve aumentar ligeiramente, para cerca de 2,5 vezes em 2022, e ficar próximo de 3 vezes em 2023 (ante 1,8 vez em 2021), devido à menor rentabilidade de sua divisão nos EUA no segundo semestre”, disse a agência de classificação de risco. A Fitch também espera que a margem Ebitda da subsidiária americana National Beef se estabilize em cerca de 10%, ante 14% no primeiro semestre de 2022, devido à menor disponibilidade de gado nos Estados Unidos, após o pico de 2021. “Além disso, as exportações continuam sendo o principal fator de rentabilidade da divisão sul-americana, em função da demanda internacional por carne bovina.” A Fitch também disse que os ratings da Marfrig incorporam sua escala e sua diversificação geográfica no setor de proteína animal, a participação societária na BRF e o controle no Conselho de Administração da empresa. “As vantagens competitivas da Marfrig derivam da ampla escala de suas operações, do acesso aos mercados de exportação a partir do Brasil e dos EUA e de seu relacionamento de longo prazo com fazendeiros, clientes e distribuidores”, disse a Fitch.
CARNETEC
MEIO AMBIENTE
Indústria de carne alerta que lei ambiental europeia pode dificultar exportações do Brasil
No Fórum Futuro do Agro, representantes de empresas, do Imaflora e da Rede ILPF debateram como produzir mais de forma sustentável e com rentabilidade para o produtor. Como produzir mais e alimentar o mundo de forma sustentável?
Não existe produção sustentável sem ser rentável e o Brasil vai ter problemas para exportar seus alimentos quando a União Europeia colocar em vigor a determinação de não importar produtos de países com desmatamento. Com esses consensos, representantes das três maiores indústrias de proteína animal do país, JBS, Marfrig e Minerva, abriram nesta quinta (20/1) o Fórum Futuro do Agro debatendo como responder aos desafios de produzir mais para alimentar o mundo de forma sustentável, atendendo as metas do Acordo de Paris. O evento promovido pela Globo Rural e Imaflora teve ainda da Rede ILPF. Marina Piatto, diretora-executiva do Imaflora, expôs a engrenagem do carbono na agropecuária, colocando o caminho para se obter o crédito, como fazer a conexão com os acordos internacionais para cumprir os regulamentos do Acordo de Paris e colaborar para evitar o aumento da temperatura mundial. Eduardo Bastos, CEO da My Carbon, empresa do Grupo Minerva Foods, disse que passou três semanas em Genebra e Paris falando de sustentabilidade no lançamento oficial da primeira carne carbono neutro do mundo. “Tive que responder diversas vezes quando vamos parar o desmatamento e se vamos continuar aumentando a produção. É difícil ouvir que o Brasil é um mal necessário para alimentar o mundo.” Segundo Bastos, o país pode sim aumentar sua produção capturando mais carbono do que emitindo, mas para isso é preciso primeiro acessar os recursos. “Os recursos existem, mas precisamos ter projetos que entreguem resultados e temos que ser mais ousados. Projetos de menos de R$ 50 milhões para os investidores nem vale a pena transacionar.” Para Mauricio Bauer, diretor de sustentabilidade da JBS Brasil, o grande desafio realmente é como alimentar o mundo sem aumentar o uso dos recursos. “Temos que ser mais eficientes na produção e olhar para toda a nossa cadeia com o cuidado que ela merece ter. Temos que oferecer condições para todos os atores atingirem as metas sustentáveis, dar o direcionamento e favorecer mecanismos de destravamento de crédito.” Paulo Pianez, diretor de sustentabilidade da Marfrig, afirmou que a empresa buscou entender primeiro qual o contexto da pecuária no Brasil, construindo um mapa de risco, sobrepondo informações coletadas nas propriedades com as informações oficiais. “Conseguimos mapear o Brasil, de alto risco a baixo risco, em todos os biomas. A partir disso, passamos a traçar uma estratégia porque qualquer projeto precisa ter dinheiro e o Brasil não tem dispositivos de crédito adaptável para chegar à ponta que precisa desses recursos para inovar e reduzir suas emissões.”
GLOBO RURAL
FRANGOS & SUÍNOS
Preços estáveis no mercado de suínos; animal vivo em SP com leve alta
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 141,00/R$ 145,00, assim como a carcaça especial, valendo R$ 10,40/R$ 10,70 o quilo
Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quarta-feira (19), houve alta somente em São Paulo, na ordem de 0,67%, chegando a R$ 7,52/kg. Os valores ficaram estáveis em Minas Gerais (R$ 7,55/kg), Paraná (R$ 6,85/kg), Rio Grande do Sul (R$ 6,66/kg), e Santa Catarina (R$ 6,57/kg). A quinta-feira (20) foi de preços melhores para o suinocultor independente das principais praças que comercializam o animal nesta modalidade, de olho nas promoções de final de ano.
Cepea/Esalq
Suinocultura independente: preços melhoram no Paraná
No Paraná, considerando a média semanal (entre os dias 13/10/2022 a 19/10/2022), o indicador do preço do quilo vivo do Laboratório de Pesquisas Econômicas em Suinocultura (Lapesui) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) teve alta de 3,62%, fechando a semana em R$ 6,52/kg vivo. “Espera-se que na próxima semana o preço do suíno vivo apresente alta, podendo ser cotado a R$ 6,95/kg vivo”, informou o Lapesui
A quinta-feira (20) foi de preços melhores para o suinocultor independente das principais praças que comercializam o animal nesta modalidade. O preço do quilo do animal vivo no mercado independente em São Paulo subiu, passou de R$ 7,89/kg para R$ 8,00/kg nesta quinta-feira, segundo informações da Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS). No mercado mineiro, o preço se manteve estável em R$ 7,60/kg, com acordo entre os frigoríficos e suinocultores, conforme dados da Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg). Em Santa Catarina, segundo dados da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), o preço do animal aumentou, saindo de R$ 6,88/kg vivo para R$ 6,96/kg vivo.
AGROLINK
Suínos/Cepea: Preço médio mensal do vivo cai e poder de compra recua
Os preços do animal vivo estão em reação em todas as praças acompanhadas pelo Cepea
Apesar disso, a média de negociação do suíno nesta parcial de outubro ainda está inferior à registrada em setembro. Do lado dos principais insumos utilizados na atividade suinícola, os valores do milho mostram estabilidade de setembro para outubro, ao passo que os do farelo de soja avançam. Diante disso, pesquisadores do Cepea indicam que o poder de compra do suinocultor frente a esses insumos vem recuando em outubro – este é o segundo mês seguido de piora na relação de troca.
Cepea
Ave no atacado paulista caiu 1,32% na quinta-feira
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 5,50/kg, enquanto o frango no atacado cedeu 1,32%, valendo em R$ 7,50/kg
Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. No Paraná, o valor ficou estável em R$ 5,23/kg, da mesma forma que em Santa Catarina, custando R$ 4,20/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quarta-feira (19), a ave congelada ficou estável em R$ 8,07/kg, enquanto o frango resfriado teve leve queda de 0,25%, fechando em R$ 8,08/kg.
Cepea/Esalq
Holanda abate mais 300 mil frangos por epidemia de gripe aviária
A Holanda deve abater mais 300 mil frangos em granjas do sul do país após a detecção de uma cepa altamente infecciosa de gripe aviária, disse o governo na quinta-feira
Cerca de 30 focos da forma altamente letal da gripe aviária foram relatados na Holanda desde o início de setembro, após dezenas de casos mais cedo no ano. Quase 6 milhões de aves já foram abatidas na Holanda desde que a nova variante da doença foi detectada pela primeira vez em 26 de outubro do ano passado, disse a autoridade de segurança alimentar holandesa nesta quinta-feira. A França também viu um ressurgimento de casos nas últimas semanas, depois de experimentar sua pior onda de gripe aviária no início deste ano.
REUTERS
INTERNACIONAL
China pede que criadores de suínos vendam mais animais para esfriar preços
O planejador estatal da China aumentou sua coordenação com criadores de suínos em grande escala para garantir uma oferta estável de animais à indústria processadora, disse a autoridade na quinta-feira, enquanto tenta esfriar os preços crescentes no maior mercado de carne suína do mundo
Os preços dos suínos vivos atingiram 28 iuanes (3,87 dólares) por quilo em algumas regiões na semana passada, níveis não vistos desde março de 2021, quando a China ainda lutava contra a escassez de porcos após a epidemia de peste suína africana. Grandes produtores concordaram em “assumir responsabilidades sociais”, disse a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (NDRC, na sigla em inglês) em um comunicado em sua conta oficial do Wechat. As empresas, que não foram nomeadas pelo NDRC, vão assumir a liderança para garantir a oferta e estabilidade de preços no mercado e acelerar o ritmo de abate quando necessário, acrescentou. A medida deve funcionar para reduzir os preços, disse Pan Chenjun, analista sênior do Rabobank, depois que medidas anteriores não conseguiram desacelerar o rali. O principal produtor Muyuan Foods Co Ltd. aumentou o volume de abate, disse no domingo em resposta a uma pergunta de investidores em uma plataforma interativa. Pequim já emitiu vários avisos aos criadores, pedindo que parem de limitar o abate de porcos para esperar por preços mais altos. Os pesos de abate aumentaram para até 150 kg, de um peso normal entre 100 kg e 120 kg, disse Pan do Rabobank. No entanto, o movimento do planejador estadual só terá um benefício de curto prazo, disse ela. “A questão fundamental é a oferta apertada.” O aumento dos preços do suíno está elevando a inflação ao consumidor, que subiu em setembro no ritmo mais rápido desde abril de 2020.
REUTERS
ABRAFRIGO
imprensaabrafrigo@abrafrigo.com.br
POWERED BY EDITORA ECOCIDADE LTDA
041 3289 7122
