CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1838 DE 13 DE OUTUBRO DE 2022

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Ano 8 | nº 1838 | 13 de outubro de 2022

 

NOTÍCIAS

Preços estáveis em São Paulo

Com parte da indústria fora das compras, as cotações no mercado do boi gordo paulista permaneceram estáveis. No entanto, ofertas abaixo da referência já foram observadas, sem efetivação de negócios

Pelos dados da Scot Consultoria, o preço do boi “comum”, direcionado ao mercado interno, ficou estável no interior de São Paulo, cotado em R$ em R$ 285/@, valor bruto e a prazo. “No entanto, ofertas abaixo da referência já são observadas, sem efetivação de negócios”, informa a Scot. As cotações da vaca e novilha gordas também registraram estabilidade no mercado paulista, na terça-feira, valendo R$ 267/@ e R$ 277/@, respectivamente, preços brutos e a prazo, de acordo com os dados da Scot. Em Goiânia – GO, queda de R$2,00/@ na cotação do boi gordo. Para vaca e novilha gordas, preços estáveis. Na exportação de carne bovina até a primeira semana de outubro/22, o Brasil exportou 55,6 mil toneladas de carne bovina in natura. O volume médio diário embarcado foi de 11,1 mil toneladas, aumento de 170,7% frente à média de outubro/21 (4,1 mil toneladas). Esse aumento expressivo está relacionado à forte queda na exportação no último trimestre de 2021, frente ao embargo da exportação para a China, em função dos casos atípicos de “vaca louca” no Brasil.

SCOT CONSULTORIA

O mercado físico de boi gordo teve mais um dia de preços estáveis na terça-feira (11)

De acordo com o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias a movimentação é tímida em uma semana de ritmo lento de negociações devido ao feriado da quarta-feira (12)

O Ministério da Agricultura tranquilizou o mercado em relação ao caso de doenças neurodegenerativas investigados no estado da Bahia, confirmando que eles não estão relacionados à Doença da Vaca Louca. O Brasil adota todas as normas técnicas da Organização Internacional da Saúde Animal, apresentando assim risco insignificante para a propagação da forma clássica da doença. “Os frigoríficos no geral ainda operam com escalas de abate confortáveis, que hoje atendem entre sete e oito dias úteis em média”, diz Iglesias. Em São Paulo (SP), a referência para a arroba do boi ficou em R$ 292. Já em Dourados (MS), a cotação seguiu em R$267. Em Cuiabá (MT), a arroba de boi gordo finalizou o dia cotada a R$ 258. Em Uberaba (MG), as cotações ficaram em R$ 287. Já em Goiânia (GO), a arroba continuou cotada em R$ 260. Os preços da carne bovina voltaram a subir no mercado atacadista. O quarto dianteiro foi precificado a R$ 16 por quilo, alta de R$ 0,40.  Já a ponta de agulha teve preço de R$ 15,60. Por fim, o quarto traseiro teve preço de R$ 21,10, alta de R$0,25 por quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

Mais de 50% dos pastos brasileiros estão degradados: recuperação custaria R$ 400 bi, diz FGV

Nada menos do que 19% da área total do Brasil é tomada por pastos, e recuperação de áreas já existentes reduziria avanço da atividade pecuária em florestas; segundo estudo. Investimento é alto, mas compensa

Se o Brasil quiser recuperar pastagens degradadas de seu território terá de desembolsar um total de R$ 383,77 bilhões, revela estudo inédito do Centro de Bioeconomia da Fundação Getulio Vargas (FGV). O levantamento mostra que 18,94% da área total do País – 160 milhões de hectares – é composta por pastos, sendo que mais da metade (52%) apresenta algum nível de degradação, especialmente em biomas como Amazônia e Cerrado. O Brasil é um dos maiores produtores de carne bovina do mundo, sendo que 95% da produção nacional vêm de bois criados em pastos. Uma pastagem mais saudável permite uma produção mais eficiente por parte da pecuária, menos emissão de carbono – uma das grandes críticas ao setor – e reduz a probabilidade de o pasto avançar em florestas, afirma o professor da FGV Eduardo Assad, um dos responsáveis pelo estudo. Um vazio que o estudo preenche, segundo ele, é o cálculo do valor financeiro envolvido, algo fundamental para sentar com os produtores e tratar o assunto de forma mais prática. O estudo ainda responde a uma demanda dos defensores da pauta “ESG” (ambiental, social e governança, na sigla em inglês), além de dar uma resposta às críticas de investidores estrangeiros, em especial os europeus, que cobram mais responsabilidade do Brasil em relação às florestas. Além disso, pode colocar mais pecuaristas na rota de exportação de carne, visto que uma produção sustentável pode abrir novas portas ao produto nacional. Eduardo Assad, professor da FGV e um dos responsáveis pela condução do estudo. “Estava faltando ter um valor. O pecuarista sempre perguntava o que ele ganharia com isso (recuperação da pastagem). Agora, com o dado, colocamos a área da sustentabilidade econômica na discussão, que deixa de ser apenas social e ambiental”, afirma Assad. A recuperação das áreas não significa que o local deixará de ser uma pastagem. Pelo contrário: a ideia é garantir que mais cabeças de gado possam ser criadas dentro de um espaço já existente. Com o uso de tecnologia, inclusive de sementes, o objetivo é adubar o solo para resgatar sua fertilidade, para que as chamadas forrageiras, que são as plantas que servem de alimento aos animais, possam ocupar a superfície do solo. Além dos números financeiros, o estudo mostra a perda relevante de produtividade de solos muito degradados. Por exemplo: a pastagem considerada com um nível de degradação muito forte, que é aquela com predominância de solo descoberto e com sinais evidentes de erosão, o nível de produtividade despenca 80% em relação a uma pastagem saudável. Além disso, a emissão de gás carbônico em uma pastagem nessa situação é muito elevada, ao passo que em um solo bom pode haver, até mesmo, captura de gás de efeito estufa da atmosfera. Para convencer o setor que a recuperação da pastagem é um bom negócio, o estudo demonstra que, se o Brasil decidir recuperar 15 milhões de hectares, por exemplo, o custo seria de R$ 21,17 bilhões, ao passo que as receitas advindas deste processo somariam R$ 36,77 bilhões. Na hipótese de se recuperar 30 milhões de hectares de pastagens o investimento seria de R$ 42,51 bilhões, com faturamento de R$ 75,55 bilhões, de acordo com o estudo da FGV. “A rentabilidade seria maior do que o investimento, algo muito positivo, isso sem contar a possibilidade de se vender o crédito de carbono. O que não se sabia até aqui era qual seria o investimento e quanto iria ganhar com isso”, afirma o professor da FGV. Com esses dados embaixo do braço é possível ainda se sentar com instituições financeiras para se definir possibilidade de financiamentos para os projetos. O documento aponta ainda que a recuperação de pastagens é uma forma de proteger as florestas. Um número que chama atenção é que os Estados de Pará, Rondônia e Tocantins concentram 89% das áreas de pastagens degradas na região Norte do País – se essas áreas fossem recuperadas, isso poderia impedir o avanço da atividade na Amazônia.

O ESTADO DE SÃO PAULO

ECONOMIA

Dólar salta 1,55% em meio a busca de proteção contra riscos externos

O dólar saltou mais de 1,5% na terça-feira, após movimentos de proteção contra riscos globais às vésperas do feriado, em meio à perspectiva de novo estresse no mercado de títulos britânico, apreensão sobre dados de inflação norte-americanos e ambiente geopolítico tenso

A moeda norte-americana à vista fechou em alta de 1,55%, a 5,2724 reais, maior valorização diária desde 26 de setembro (+2,50%) e cotação de encerramento mais alta desde o último dia 30 (5,3941 reais). Depois de operar em alta moderada, o dólar ganhou fôlego a partir da última uma hora e meia do pregão, e saltou 1,76% no pico do dia, a 5,2835 reais. Na B3, às 17:13 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 1,89%, a 5,3070 reais. Luciano Rostagno, estrategista-chefe do Banco Mizuho, disse à Reuters que a aceleração dos ganhos do dólar na parte da tarde foi reflexo da sinalização dura do presidente do Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês), Andrew Bailey, a gestores de fundos britânicos. Bailey disse que o banco central britânico encerrará seu programa de apoio emergencial para o frágil mercado de títulos do país na sexta-feira, apesar dos pedidos do setor de fundos de pensão por uma extensão da ajuda do BoE, que vem comprando dívida de forma a limitar uma liquidação dos gilts. A indicação dura do BoE levanta o temor de manutenção de ambiente de estresse no mercado de títulos britânico, que foi abalado recentemente por uma proposta de corte de impostos polêmica por parte do governo local, disse Rostagno, o que explicaria a piora nos mercados financeiros brasileiros e internacionais no final desta tarde. “De maneira geral, o cenário externo foi muito ruim”, disse Helena Veronese, economista-chefe da B.Side Investimentos, chamando a atenção também para a apreensão dos mercados antes da publicação, na quinta-feira, de dados de inflação norte-americanos. Além disso, um noticiário geopolítico pesado nos últimos dias, diante da intensificação dos conflitos da guerra na Ucrânia, e temores sobre a disseminação da Covid-19 na China colaboram para temores de uma recessão global, disse Veronese, afastando investidores do risco. Na cena doméstica, investidores monitoravam o cenário eleitoral, no aguardo de mais pesquisas de intenção de voto antes do segundo turno do pleito presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL), marcado para 30 de outubro.

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Ibovespa cai antes de feriado com inflação e BC britânico

O Ibovespa recuou na terça-feira, , tendo acelerado a queda à tarde junto com Wall Street, após o presidente do Banco Central da Inglaterra indicar que a instituição não prorrogará um programa de compra de títulos

O Ibovespa caiu 0,96%, a 114.827,12 pontos, terceira queda seguida. O volume financeiro da sessão somou 27,6 bilhões de reais. O índice teve queda na maior parte do período, pressionado pela queda de commodities –como petróleo e minério de ferro– e pela preocupação no exterior com o cenário de alta global de juros, guerra na Ucrânia e avanço da Covid-19 na China. No fim da tarde, comentários de Andrew Bailey, do Banco da Inglaterra, sinalizando que o programa de compra de títulos da instituição só vai durar mais três dias, apesar de pedidos de extensão, adicionaram cautela. O BC britânico interveio no mercado depois de reação negativa de investidores a um programa fiscal do governo para financiar o crescimento. A situação é acompanhada de perto pelos agentes globais. Em Nova York, o S&P 500 cedeu 0,7% e marcou a quinta queda seguida, antes do início da temporada de balanços nesta semana, além de ata do Federal Reserve, na quarta-feira, e dado de inflação dos Estados Unidos, na quinta-feira. Localmente, o destaque foi o IPCA, que teve novo recuo, mas veio menor do que o esperado. O índice de inflação cedeu caiu 0,29% em setembro, informou o IBGE, ante expectativa de redução de 0,34%, segundo pesquisa com analistas. “Tivemos, sim, uma deflação, talvez não tanto quanto o mercado esperava, e aí vimos algum reflexo (alta) nos juros futuros”, disse Ilan Arbetman, analista da Ativa Investimentos, acrescentando que esse movimento pesou em ações ligadas a tecnologia e construção civil.

REUTERS

Ministério revisa para baixo valor da produção agropecuária do país em 2022

Para as lavouras, Pasta passa a estimar R$ 821,2 bi; para a pecuária, cálculo agora indica R$ 367,2 bi. Para as cinco principais cadeias da pecuária, o ministério agora prevê VBP de R$ 367,2 bilhões, abaixo dos R$ 369,2 bilhões projetados anteriormente e com queda de 3,8% em relação a 2021 (R$ 381,6 bilhões)

Os últimos ajustes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para as safras de grãos, cana e café, aliados a uma acomodação de preços de commodities como soja e milho, levaram o Ministério da Agricultura a reduzir para R$ 821,2 bilhões sua estimativa para o valor bruto da produção (VBP) das principais lavouras cultivadas no país em 2022, ante os R$ 838,3 bilhões projetados no mês passado. Em relação a 2021 (R$ 814,2 bilhões), a alta diminuiu para 0,9%. Para a soja, carro-chefe do agro brasileiro, a previsão caiu de R$ 346,5 bilhões para R$ 342,9 bilhões, 11,2% menos que no ano passado. Essa retração reflete a quebra da safra 2021/22 na região Sul e em parte de Mato Grosso do Sul. No caso do milho, a conta para este ano caiu de R$ 153,2 bilhões para R$ 150 bilhões, ainda 12,9% mais que em 2021 graças a uma recuperação expressiva na colheita após os problemas climáticos que marcaram o ciclo 2020/21. Às voltas com intempéries do no Centro-Sul desde o ano passado, a cana deverá atingir um VBP de R$ 98,1 bilhões este ano, conforme o ministério. No mês passado a Pasta estimou R$ 103,1 bilhões, e em 2021 foram R$ 92,3 bilhões. Para o café, cuja safra atual é de bienalidade positiva da espécie arábica, a projeção para 2022 recuou para R$ 59 bilhões, ante os R$ 61,8 bilhões calculados em setembro e os R$ 45 bilhões do ano passado. Também aparecem com aumentos na comparação com o ano passado algodão, amendoim, banana, batata inglesa, feijão, mamona, mandioca, tomate e trigo. Em contrapartida, há quedas previstas para arroz, cacau, laranja e uva. Para as cinco principais cadeias da pecuária, o ministério agora prevê VBP de R$ 367,2 bilhões, abaixo dos R$ 369,2 bilhões projetados anteriormente e com queda de 3,8% em relação a 2021 (R$ 381,6 bilhões). Essa queda foi determinada por um ajuste feito para os bovinos, de R$ 152,2 bilhões para R$ 149,6 bilhões, agora 5,8% menos que em 2021. Para suínos e frango as previsões também são de recuos, enquanto para leite e ovos, de avanços. Com as revisões, o VBP da agropecuária brasileira em 2022 passou a ser calculado em R$ 1,188 trilhão, ante os R$ 1,207 trilhão projetados no mês passado e com queda de 0,6% na comparação com 2021 (R$ 1,196 trilhão).

VALOR ECONÔMICO

FMI melhora perspectiva para o Brasil em 2022 e passa a ver crescimento de 2,8% do PIB. queda para 1% em 2023

Em seu relatório Perspectiva Econômica Global, divulgado na terça-feira, o Fundo passou a ver expansão do Produto Interno Bruto do Brasil em 2022 de 2,8%, 1,1 ponto percentual acima da estimativa anterior, feita em julho.

Para 2023, entretanto, a atividade deve registrar forte desaceleração, com crescimento de apenas 1,0%, de acordo com o FMI, que fez um ajuste de 0,1 ponto para baixo em sua estimativa para o ano. Os novos números são parecidos com aqueles projetados pelo Banco Central, que vê expansão de 2,7% do PIB este ano e de 1,0% no próximo. A mudança para o Brasil no relatório do FMI veio em linha com revisões para a região da América Latina e Caribe, cuja estimativa de crescimento em 2022 melhorou em 0,5 ponto, para 3,5%. Para 2023, a estimativa é de expansão de 1,7%, 0,3 ponto a menos do que no relatório anterior. A atividade melhor do que o esperado no primeiro semestre para a região deve-se, segundo o FMI, a “preços favoráveis de commodities, condições de financiamento externo ainda favoráveis e a normalização das atividades em setores dependentes de contato”. O FMI alertou, no entanto, que o crescimento na região deve desacelerar no final de 2022 e 2023 diante do enfraquecimento de parceiros comerciais, aperto das condições financeiras e alívio nos preços de commodities. Para o grupo de mercados emergentes e economias em desenvolvimento, do qual o Brasil faz parte, o FMI elevou a estimativa de crescimento este ano em 0,1 ponto e baixou a do próximo em 0,2 ponto, a 3,7% em ambos os casos. “O ambiente externo já é bastante desafiador para muitos mercados emergentes e economias em desenvolvimento. A forte apreciação do dólar amplia de forma significativa as pressões domésticas de preços e a crise do custo de vida para esses países”, alertou o FMI. O Fundo destacou ainda que os fluxos de capital não se recuperaram, e que muitas economias de baixa renda e em desenvolvimento continuam com problemas de dívida. “Os choques de 2022 vão reabrir feridas econômicas que haviam sido apenas parcialmente cicatrizadas após a pandemia”, completou. O FMI destacou que revisões negativas foram mais pronunciadas para economias avançadas do que para emergentes e em desenvolvimento, ampliando a divergência em relação ao crescimento. “Em resumo, o pior ainda está por vir, e para muitas pessoas 2023 irá se parecer com uma recessão”, afirmou.

REUTERS

Inflação oficial: IPCA cai em 0,29% em setembro, diz IBGE

A queda nos custos dos combustíveis, combinada com preços de alimentos mais baratos, garantiu em setembro a terceira baixa consecutiva dos preços ao consumidor no Brasil, porém em ritmo de queda mais fraco do que nos meses anteriores e abaixo da expectativa

Na primeira vez que o IPCA marca três quedas seguidas desde 1998, o resultado levou a taxa acumulada em 12 meses abaixo de 8%, o que não acontecia desde abril de 2021. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) recuou 0,29% em setembro, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na terça-feira. O ritmo de recuo, entretanto, vem perdendo força depois de quedas de 0,68% em julho e 0,36% em agosto do índice que serve de baliza para a meta oficial. Ainda assim, a inflação em 12 meses seguiu em um dígito ao desacelerar a 7,17%, de 8,73% em agosto. A meta oficial para o aumento dos preços este ano é de 3,5%, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos, alvo já abandonado pelo Banco Central. As expectativas em pesquisa da Reuters eram de recuo de 0,34% na comparação mensal e de alta de 7,10% em 12 meses. O grupo Transportes deu novamente a maior contribuição para a deflação do mês, na esteira de queda dos preços praticados pela Petrobras nas refinarias em meio à retração dos custos do petróleo no mercado internacional, bem como impacto residual da lei que estabelece um teto para as alíquotas de ICMS sobre os setores de combustíveis, gás, energia, comunicações e transporte coletivo. Com deflação de 1,98%, Transportes apresentou o terceiro mês seguido de queda. Os preços da gasolina caíram 8,33% em setembro, enquanto etanol teve queda de 12,43%, óleo diesel caiu 4,57% e gás veicular ficou 0,23% mais barato. Se a gasolina fosse tirada da conta, segundo o IBGE, o IPCA teria registrado alta de 0,15%. “Com a alta recente do petróleo, o próximo movimento dos preços de combustíveis no mercado doméstico deveria ser para cima, mas é pouco provável que isso ocorra até a conclusão das eleições. Por outro lado, preços de alimentos começaram a cair com mais força do que se esperava há algumas semanas”, destacou Luciano Sobral, economista-chefe da Neo Investimentos. Já o grupo alimentação e bebidas passou a cair 0,51% em setembro, depois de alta de 0,24% em agosto, puxado pela alimentação no domicílio (-0,86%). O leite longa vida, cujos preços caíram 13,71% em setembro, deu a maior contribuição para o resultado do grupo, depois de ter subido forte este ano, segundo o IBGE, por conta da entressafra e da guerra na Ucrânia. Ainda assim, o produto tem alta de 36,93% no acumulado dos últimos 12 meses. Na outra ponta, Vestuário e Despesas Pessoais registraram as maiores altas no mês, respectivamente de 1,77% e 0,95%. Serviços também mostraram aceleração da alta, passando a 0,40% em setembro de 0,28% em agosto, movimento relacionado, segundo o IBGE, a passagens aéreas, estética e turismo. Os dados apontam ainda que o índice de difusão, que mostra o espalhamento das variações de preços, caiu a 62% em setembro, de 65% no mês anterior, o mais baixo desde agosto de 2020.

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Produção agroindustrial segue em recuperação

Indicador do FGV Agro encerrou agosto com variação positiva de 3,9% ante o mesmo mês de 2021

O Índice de Produção Agroindustrial (PIMAgro) calculado pelo Centro de Estudos em Agronegócios da Fundação Getulio Vargas (FGV Agro) subiu mais uma vez em agosto, acumulou alta nos primeiros oito meses de 2022 e deverá encerrar o ano com resultado positivo e boas possibilidades de consolidar essa tendência de recuperação em 2023. Na comparação com julho, o indicador registrou estabilidade, mas em relação a agosto do ano passado houve a alta de 3,9%. No acumulado do ano, pelo segundo mês seguido, a variação também foi positiva (0,7%), e para 2022 como um todo a perspectiva é de crescimento de 1,9%. O PIMAgro é baseado em dados da Pesquisa Industrial Mensal (PIM-PF) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) e nas variações do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-BR), da taxa de câmbio e do Índice de confiança do Empresário da Indústria de Transformação (ICI) da FGV. “Os bons sinais de recuperação da agroindústria, possivelmente, estão refletindo tanto o aquecimento do mercado interno quanto algum alívio de custos de produção, seja devido aos combustíveis e energia elétrica, seja por conta da acomodação do preço de matérias-primas não-industriais em patamares inferiores”, avaliaram os analistas do FGV Agro, em relatório. Ante agosto de 2021, a alta foi garantida por aumentos de 4,2% observado no grupo de produtos alimentícios e bebidas e de 3,6% no segmento de produtos nãoalimentícios. No primeiro, as bebidas foram o destaque, com avanço de 8,9%, e no segundo foram os insumos que se sobressaíram, com avanço de 17%. Na área de insumos, o salto foi determinado exclusivamente pelo expressivo incremento de 70,2% registrado na produção de defensivos agrícolas e desinfestantes domissanitários, como inseticidas. Nesse ramo, o principal foco de problemas está nos biocombustíveis. “O setor vem registrando quedas sucessivas e robustas desde maio de 2020, nas comparações interanuais, impactado ainda pela reduzida produção de cana ao longo de 2021, que foi prejudicada pelas fortes geadas e secas. Além disso, o etanol perdeu competitividade frente a gasolina nos meses que antecederam agosto”, disse o FGV Agro.

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

ABPA & Apex Brasil levam 23 agroindústrias exportadoras para a SIAL Paris.

Maior ação de promoção das exportações do setor desde a realização do Salão Internacional de Avicultura e Suinocultura (SIAVS), a participação na SIAL Paris – uma das mais importantes feiras de alimentos do Mundo – contará com uma ampla programação de atividades do setor com clientes, potenciais compradores e stakeholders

Ao todo, 23 agroindústrias confirmaram participação no espaço da ABPA. Entre elas, estão:  Bello Alimentos, C Vale, Copacol, GTFoods, SSA, Zanchetta, Somave, Avenorte, Jaguafrangos, Avivar, Vibra, Villa Germânia, Vossko, Lar, Coasul, Rivelli Alimentos, Netto Alimentos, Dália Alimentos, Alibem, Ecofrigo Bugio, Frimesa, Pif Paf e Saudali. No espaço acontecerão encontros de negócios para prospecção e consolidação de vendas que devem ultrapassar a casa das dezenas de milhões de dólares, segundo as expectativas do presidente da ABPA, Ricardo Santin. “A SIAL Paris é a primeira grande ação que realizamos na União Europeia dentro de um contexto mais próximo da normalidade, no pós pandemia. Há forte expectativa quanto à presença de importadores não apenas da Europa, como também da Ásia e da África, gerando expectativas de negócios que deverão superar centenas de milhões de dólares nas projeções de 12 meses de exportações”, analisa. A ação contará com uma ampla área gastronômica, que será estruturada no espaço da avicultura e da suinocultura do Brasil em Paris para o serviço de pratos tradicionais na culinária brasileira (original e adaptada) como frango assado com polenta, estrogonofe de frango, schnitzel de frango, risotos e cortes de frango ao creme de queijos. Ao mesmo tempo, materiais promocionais com informações sobre associados e a cadeia produtiva serão distribuídos na ação, detalhando questões como fatores de qualidade dos produtos, dados da cadeia produtiva, status sanitário brasileiro e o perfil sustentável da produção. Outro destaque da participação brasileira na SIAL Paris é o lançamento do livro “Halal Poultry – From Brazil to the World”.  A obra, assinada pelo fotógrafo Manoel Petry, conta em imagens, fatos e dados a representatividade e parte da história da produção e exportação brasileira de carne de frango halal.

ABPA

Mercado de suínos em alta com a arroba do a R$ 130,00/R$ 135,00 em São Paulo

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF aumentou 4,00%/2,27%, chegando em R$ 130,00/R$ 135,00, enquanto a carcaça especial aumentou 3,19%/2,04%, atingindo R$ 9,70/kg/R$ 10,00/kg

Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à segunda-feira (10), houve alta de 4,45% em Minas Gerais, chegando em R$ 7,28/kg, avanço de 3,28% no Paraná, atingindo R$ 6,61/kg, incremento de 2,09% em Santa Catarina, alcançando R$ 6,36/kg, aumento de 1,49% em São Paulo, com preço de R$ 6,83/kg, e de 1,39% no Rio Grande do Sul, fechando em R$ 6,56/kg.

Cepea/Esalq

Suínos/Cepea: Boletim de setembro informa queda no mercado da suinocultura independente

As cotações do suíno vivo caíram no mercado independente de todas as praças acompanhadas pelo Cepea em setembro

A procura pela carne no atacado se desaqueceu, tendo em vista a retração do poder de compra do consumidor final, principalmente no final do mês. Com isso, frigoríficos limitaram a demanda por novos lotes de animais para abate, reforçando o cenário de baixa liquidez no mercado doméstico. Assim, a maior oferta de animais e a procura enfraquecida pela proteína pressionaram os valores do suíno vivo. Em setembro, o preço do animal posto na indústria teve média de R$ 6,93/kg na região SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba), recuo de 5,2% frente à de agosto.

Cepea

Frangos: Alta de 1,87% para a ave no atacado paulista

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 5,50/kg, enquanto o frango no atacado teve aumento de 1,87%, chegando em R$ 7,62/kg

Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. No Paraná, o valor ficou estável em R$ 5,23/kg, da mesma forma que Santa Catarina, valendo R$ 4,20/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à segunda-feira (10), tanto o frango congelado quanto o resfriado não sofreram alteração nos preços, cotados, respectivamente, em R$ 8,10/kg e R$ 8,08/kg.

Cepea/Esalq

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