
Ano 8 | nº 1835 | 07 de outubro de 2022
NOTÍCIAS
Segundo dia de alta na cotação do boi gordo em São Paulo
Os compradores que atendem ao mercado interno têm trabalhado com escalas de abate curtas e, com isso, enfrentam dificuldades para encontrar bovinos terminados nos últimos dias
Na quinta-feira, houve aumento de R$ 1/@ na cotação do boi gordo, agora negociado em R$ 283,00/@ (valor bruto e a prazo) nas praças do interior de São Paulo, informa a Scot. Os preços da vaca e da novilha gordas seguem estáveis, valendo no mercado paulista R$ 267/@ e R$ 277/@, respectivamente (preços brutos e a prazo). Segundo a Scot, os frigoríficos que atendem ao mercado externo continuam com suas escalas de abate relativamente confortáveis. O “boi-China”é negociado no mercado de São Paulo em R$ 290/@ (preço bruto e a prazo), de acordo com os dados da Scot. Assim, houve aumento de R$1,00/@ de boi gordo, na comparação feita com o dia anterior (5/10). A cotação das fêmeas permaneceu estável, na mesma comparação. Compradores que atendem ao mercado externo continuam com suas escalas de abate relativamente confortáveis e os bovinos indo para o gancho, em sua maioria, foram contratados previamente com preços acima da referência atual. No Norte do Mato Grosso, aumento de R$5,00/@ de boi gordo, R$4,00/@ de vaca gorda e R$2,00/@ de novilha gorda, em relação ao fechamento anterior (5/10). Em Paragominas – PA, aumento de R$2,00/@ de boi gordo e R$4,00/@ de vaca gorda, no comparativo feito dia a dia.
SCOT CONSULTORIA
O mercado físico de boi gordo teve mais um dia de preços estáveis na quinta-feira
De acordo com o analista de Safras & Mercado, a primeira semana de outubro vai chegando ao fim com poucas alterações na dinâmica do mercado
No Centro-Norte ainda são evidenciadas tentativas de compra abaixo da referência média. No entanto a queda dos preços não acontece na mesma intensidade se comparado a semanas anteriores. “Os frigoríficos ainda operam com escalas de abate confortáveis, e tem alguma capacidade para testar o mercado. A demanda de carne bovina durante o último trimestre será fator importante no curto prazo, em linha com o ápice do consumo no Brasil, momento em que será possível evidenciar alguma recuperação dos preços”, diz Iglesias. Em São Paulo (SP), a referência para a arroba do boi ficou em R$ 292. Já em Dourados (MS), a cotação seguiu em R$267. Em Cuiabá (MT), a arroba de boi gordo finalizou o dia cotada a R$ 258. Em Uberaba (MG), as cotações ficaram em R$ 287. Em Goiânia (GO), a arroba continuou cotada em R$ 260. O mercado atacadista apresentou preços estáveis ao longo do dia. O quarto dianteiro do boi e teve cotação de R$ 15,60. Já a ponta de agulha teve preço de R$ 15,55. O quarto traseiro teve preço de R$ 20,85 por quilo.
AGÊNCIA SAFRAS
Boi/Cepea: Mesmo com exportações intensas, preços do boi se enfraquecem
Mesmo diante do intenso ritmo das exportações brasileiras de carne bovina in natura nos dois últimos meses – com volumes acima de 200 mil toneladas –, os valores do boi gordo estão enfraquecidos no mercado interno
Segundo pesquisadores do Cepea, a pressão vem sobretudo da fraca demanda doméstica por carne, que tem feito com que frigoríficos limitem as compras de lotes de animais para abate. Além disso, a oferta de boi gordo vem, ainda que ligeiramente, crescendo em algumas regiões. Quanto às exportações de carne bovina in natura, somaram 203,03 mil toneladas em setembro, de acordo com dados da Secex. Em 2022 (de janeiro a setembro), os embarques da proteína totalizam 1,5 milhão de toneladas, um recorde quando considerados os primeiros nove meses de anos anteriores.
Cepea
Exportações de carne de MS cresceram 28%
Entre janeiro e setembro de 2022, as exportações totais de carne bovina de Mato Grosso do Sul, incluindo as in natura e processadas, tiveram incremento de 28% na receita na comparação com o mesmo período do ano passado, de acordo com dados da Secex, compilados pela Abrafrigo (Associação Brasileira de Frigoríficos)
Em 2021, as exportações totais de carne bovina de MS alcançaram, entre janeiro e setembro, 150.838 toneladas de volume, com receita de US$ 700,7 milhões. Já no mesmo período deste ano, o volume alcançado foi de 170.769 toneladas e, a receita, de US$ 897 milhões. O crescimento representa aumento de 13% no volume exportado e, 28% de incremento na receita, movimentação que corresponde a 9,8% da exportação total brasileira. Ainda segundo a Abrafrigo, com o acumulado registrado no ano, as exportações brasileiras caminham para o maior volume já movimentado pelo País e também de sua maior receita. Até setembro, o Brasil já movimentou 1.751.227 toneladas, contra 1.502.169 toneladas no mesmo período do ano passado. A entrada de divisas correspondente foi de US$ 7,467 bilhões em 2021 para US$ 10,146 bilhões em 2022, o que representa um crescimento de 36%.
Campo Grande News
ECONOMIA
Dólar fecha em alta com cautela externa e cena local dividindo atenções
O dólar fechou em alta frente ao real na quinta-feira, após operar sem direção clara durante boa parte das negociações, com um rali internacional do dólar em meio a temores de aperto monetário
A moeda norte-americana subiu 0,43%, a 5,2103 reais na venda. Na B3, às 17:14 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,29%, a 5,2390 reais. Os ganhos da divisa norte-americana no mercado local refletiram movimento externo, com o índice do dólar frente a seis pares de países desenvolvidos avançando mais de 1% nesta tarde. Investidores se mostravam nervosos antes da divulgação, na sexta-feira, de dados sobre a criação de empregos fora do setor agrícola dos Estados Unidos. “No quadro geral, duvidamos que o pico do dólar esteja aqui. O mercado provavelmente permanecerá no modo ‘boas notícias são más notícias’ até que uma recessão nos EUA esteja mais próxima, sugerindo que precisamos ver uma leitura mais fraca (da criação de empregos fora do setor agrícola) para manter um ímpeto mais positivo”, disseram estrategistas do Citi em nota. Também colaborou para o fortalecimento da moeda norte-americana uma nova rodada de falas de autoridades regionais do Fed na quinta-feira, que reforçaram a intenção do banco central de seguir firme no aperto da política monetária de forma a controlar a inflação. O Fed já aumentou sua taxa de juros em 3 pontos percentuais desde março deste ano. Mas, no Brasil, a manutenção de algum bom humor relacionado ao primeiro turno das eleições limitou a desvalorização do real no dia, disseram alguns participantes do mercado. De fato, a baixa da moeda local foi bem menos intensa do que a de alguns pares arriscados, como rand sul-africano e dólar australiano, que perdiam mais de 1% nesta tarde.
REUTERS
Ibovespa engata 5ª alta endossado por Petrobras
O Ibovespa engatou a quinta alta seguida na quinta-feira, apoiado principalmente pelo avanço das ações da Petrobras
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,31%, a 117.560,83 pontos. O volume financeiro somou 33,3 bilhões de reais. “O Ibovespa segue em tendência de alta no curto prazo e encontra suporte na faixa de 113.800 pontos”, avaliou a equipe da corretora Safra. Agentes financeiros analisaram as primeiras pesquisas de intenção de votos, que mostraram Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda à frente de Jair Bolsonaro (PL), embora com uma diferença mais apertada do que levantamentos anteriores, assim como anúncios de apoios a ambos os candidatos. A perspectiva é de que o noticiário relacionado ao segundo turno continuará adicionando volatilidade no dia a dia, com muitos esperando definições mais claras de políticas econômicas, principalmente fiscais, de ambos os candidatos, mas o que talvez ocorra apenas após o resultado das urnas no próximo dia 30. Na visão de Gustavo Franco, ex-presidente do BC e sócio-fundador Rio Bravo Investimentos, há uma agenda interessante de redefinição da ‘âncora fiscal’, em substituição ao teto de gastos tal como definido na própria Constituição. “Os candidatos têm sido receptivos a esta agenda, no âmbito da qual a expressão ‘responsabilidade fiscal’ aparece com frequência”, afirmou em relatório mensal enviado a clientes nesta quinta-feira, acrescentando que “não são maus desígnios para o país que emerge das eleições”. “Talvez o maior risco, e o que mais preocupe o mundo financeiro, seja, na verdade, o de perturbações ao fluxo normal das eleições”, avalia Franco. “O placar e o vencedor parecem menos importantes que a realização completa do jogo.” A pauta macro no país, por sua vez, mostrou nova deflação, com o IGP-DI caindo 1,22% em setembro, após recuo de 0,55% em agosto, acima do esperado por economistas (-0,85%).
REUTERS
Poupança tem saque líquido de R$5,9 bi em setembro, diz BC
A caderneta de poupança registrou saque líquido de 5,903 bilhões de reais em setembro, em um cenário de juros elevados que reduz a competitividade da aplicação frente a outros investimentos, mostraram dados do Banco Central na quinta-feira
O rombo foi registrado mesmo diante dos pagamentos pelo governo federal de benefícios sociais turbinados neste ano eleitoral. Repasses como o adicional do Auxílio Brasil, o complemento do Auxílio Gás e benefícios a caminhoneiros e taxistas foram iniciados em agosto. Do total do mês, os saques superaram os depósitos no Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) no valor de 4,955 bilhões de reais. Já na poupança rural, as saídas líquidas foram de 948 milhões de reais. Com o resultado, a caderneta de poupança acumula um saque líquido de 91,071 bilhões de reais entre janeiro e setembro deste ano, recorde da série. Em todo ao ano de 2021, o dado ficou negativo em 35,497 bilhões de reais.
REUTERS
Colheita de grãos alcança 261,9 milhões de toneladas em 2022, diz IBGE
Crescimento ante a temporada passada chega a 3,4%
Em fase final, concentrada nas culturas de inverno, a colheita brasileira de grãos deve atingir o patamar recorde de 261,9 milhões de toneladas em 2022, 3,4% acima de 2021, segundo novo Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) divulgado na quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com previsão anterior, divulgada no mês passado, o volume é 0,1% maior. Ante a temporada anterior, reforçou o IBGE, houve aumento de 10,4% na área do milho (6,8% na primeira safra e 11,7% na segunda). Também houve incrementos de 17,8% na área de algodão herbáceo (em caroço), de 4,9% na de soja e de 9,2% na de trigo. Já a área de arroz caiu 2,5%. Soja, milho e arroz representam, somados, 91,5% da estimativa da produção e ocupam 87,1% da área colhida. A LSPA de setembro aponta que a área de colheita chega a 73,2 milhões de hectares em 2022, com alta de 6,8% ante 2021. Segundo o novo levantamento, a produção de soja alcançou 119,5 milhões de toneladas e a de milho chegou a 109,6 milhões (25,4 milhões na primeira safra e 84,2 milhões na segunda). Já a produção do arroz atingiu 10,7 milhões de toneladas, enquanto a de trigo deverá somar 9,6 milhões de toneladas e a do algodão (em caroço) está calculada em 6,7 milhões de toneladas. O gerente de agricultura do IBGE, Carlos Alfredo Guedes, lembrou que o recorde batido este ano é diretamente influenciado pela alta dos preços internacionais de commodities como milho e trigo. Embora os custos de produção tenham aumentado e as margens de lucro tenham diminuído, os preços ainda garantiram mais uma temporada lucrativa no campo. “Os produtores têm tido margem boa, porque os preços estão elevados, mas o custo de produção das culturas tem subido bastante também. A gente importa muito fertilizante, a questão cambial influencia no preço. A Rússia e a Ucrânia estão entre os grandes produtores de fertilizantes, então tem toda essa questão da guerra que impactou no preço. […] Então as margens este ano são mais estreitas. Apesar de serem bem dilatadas, são menores que nos últimos dois anos”, disse. O IBGE ainda não fez levantamento sobre a safra que está sendo plantada agora – o primeiro será divulgado em outubro -, mas, em linha do que divulgou hoje a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a expectativa do órgão é que um novo recorde seja batido. “Tem chovido normalmente nos Estados até o momento. Mas devemos aguardar. Nos últimos dois anos, tivemos problema. Em 2021, com a segunda safra de milho, principalmente. E em 2022 com a soja, por causa de problemas climáticos”, afirmou Guedes. “Mas se o clima realmente ajudar, deveremos ter uma supersafra em 2023, porque as áreas vêm aumentando nos últimos anos”., disse ele.
VALOR ECONÔMICO
MEIO AMBIENTE
Desmate da Amazônia em gestão Bolsonaro equivale à área do Estado do Rio de Janeiro
Em quatro anos do atual governo, saldo de perda da floresta nativa deve ser de 47 mil km², conforme dados e projeções do Inpe. Área supera todo o território do Estado do Rio de Janeiro
O presidente Jair Bolsonaro (PL), que tenta a reeleição, deve terminar os quatro anos de gestão com um total de 47 mil km² de desmatamento na Amazônia. O número representa o total da área destruída segundo as estimativas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) entre 2019 e 2022 e é 60% maior do que o registrado nos quatro anos anteriores nos governos Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (MDB). A área desmatada na gestão Bolsonaro é maior do que todo o Estado do Rio de Janeiro, por exemplo, com seus 43 mil km². Se esse estrago for comparado com a extensão da cidade de São Paulo, equivale a dizer que, durante o governo do atual presidente, uma área de floresta equivalente à capital paulista foi desmatada a cada 45 dias. Segundo o Inpe, o volume de desmatamento já consolidado de 2019, 2020 e 2021 soma 34 mil km² de vegetação perdida. Neste ano, segundo os especialistas, uma projeção extremamente conservadora indica, pelo menos, mais 12 mil km² de derrubadas, mas os indicativos são de que esse volume de 2022 deve ficar próximo de 15 mil km². Esses números estão fora da curva histórica. Os dados do Inpe indicam que, nos quatro anos anteriores, de 2015 a 2018, o volume total de desmatamento da Amazônia chegou a 28.583 km². A reportagem questionou o Ministério do Meio Ambiente (MMA) sobre os dados de desmatamento, mas a pasta declarou que não iria comentar porque a questão deve ser respondida pela pasta da Justiça. Órgãos federais de combate ao desmatamento, como Ibama e o Instituto Chico Mendes (ICMBio), são diretamente vinculados ao Ministério do Meio Ambiente.
O ESTADO DE SÃO PAULO
FRANGOS & SUÍNOS
Mercado de suínos com cotações estáveis
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 122,00/R$ 128,00, assim como a carcaça especial, custando R$ 9,20/kg/R$ 9,60/kg
Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quarta-feira (5), houve alta somente em São Paulo, na ordem de 0,15%, chegando em R$ 6,62/kg. Os valores ficaram estáveis em Minas Gerais (R$ 6,76/kg), Paraná (R$ 6,39/kg), Rio Grande do Sul (R$ 6,42/kg), e Santa Catarina (R$ 6,24/kg). Na quinta-feira (6), os preços do suíno comercializado no mercado independente começaram a dar um esboço de reação, com as pequenas altas à época do ano em que muitas indústrias já iniciam a formação de estoques para as festividades de final de ano. A exceção foi o Paraná, que encerrou a semana de negociações com preço em queda.
Cepea/Esalq
Suinocultura independente: preços começam a mostrar sinais de reação
A exceção foi o Paraná, que encerrou a semana de negociações com preço em queda
No Paraná, considerando a média semanal (entre os dias 29/09/2022 a 05/10/2022), o indicador do preço do quilo vivo do Laboratório de Pesquisas Econômicas em Suinocultura (Lapesui) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) teve queda de 1,07%, fechando a semana em R$ 6,16/kg vivo. “Espera-se que na próxima semana o preço do suíno vivo apresente alta, podendo ser cotado a R$ 6,41/kg vivo”, disse o Lapesui. Após seis semanas consecutivas com o preço do quilo do animal vivo no mercado independente valendo R$ 7,46/kg, São Paulo registrou alta na quinta-feira (6), chegando a R$ 7,61/kg, segundo informações da Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS). No mercado mineiro, o preço subiu de R$ 6,80/kg para R$ 7,30/kg, com acordo entre os frigoríficos e suinocultores, conforme dados da Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg). Em Santa Catarina, segundo dados da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), o preço do animal ficou estável em R$ 6,58/kg vivo.
AGROLINK
Receita com exportações de carne suína caiu 4,5% em setembro
Queda dos embarques para a China afetou desempenho no mês passado, diz ABPA
A receita com as exportações de carne suína (de produtos in natura e processados) no mês passado recuou 4,5% em comparação com setembro de 2021, para US$ 244,3 milhões, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). A baixa demanda chinesa afetou o desempenho. O volume dos embarques somou 102,7 mil toneladas, o que representou uma queda de 8,5% em relação a setembro do ano passado. A China continuou a ser o principal destino da carne suína brasileira, mas as vendas ao país diminuíram 12,1%, para 46,9 mil toneladas. Já as exportações para Hong Kong, o segundo maior comprador, diminuíram 48,5%, para 8,1 mil toneladas. As vendas de carne suína ao exterior estão mais fracas do que em 2021 desde o início do ano. No acumulado até setembro, o volume 825 mil toneladas, ou 5% a menos do que no mesmo período do ano passado. Porém, ao longo de 2022, o volume tem crescido gradativamente. “No primeiro trimestre, a média mensal ficou abaixo de 80 mil toneladas. Nos três meses seguintes, a média foi superior a 90 mil toneladas. E, no terceiro trimestre, superamos a média mensal de 100 mil toneladas, o que sinaliza um fechamento de ano acima das projeções do início de 2022, em patamares próximos ao de 2021”, disse Ricardo Santin, presidente da ABPA, em nota. O preço da carne suína exportada tem se recuperado desde junho e, no mês passado, aproximou-se do valor registrado no ápice da crise de peste suína africana. Entre 2018 e 2019, a doença fez a China perder cerca de 40% de seu rebanho de suínos. “[O aumento dos preços] é uma sinalização positiva para o comportamento das exportações neste segundo semestre e para a minimização das perdas da suinocultura brasileira no primeiro semestre. Vale destacar também a diversificação de mercados ao longo de 2022, com o Brasil aumentando as exportações para países de todas as regiões do mundo”, disse Luís Rua, diretor de mercados da associação, em nota.
ABPA
Mercado do frango com estabilidade no PR E SC
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 5,50/kg, enquanto o frango no atacado subiu 0,27%, cotado em R$ 7,42/kg
Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. Em Santa Catarina não houve mudança de preço, custando R$ 4,23/kg, da mesma forma que no Paraná, valendo R$ 5,31/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quarta-feira (5), a ave congelada teve aumento de 0,37%, alcançando R$ 8,11/kg, enquanto o frango resfriado subiu 0,87%, fechando em R$ 8,09kg.
Cepea/Esalq
Receita de exportações de carne de frango crescem 13,6% em setembro
No ano, alta das vendas é 31,1% maior
As exportações brasileiras de carne de frango (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) geraram receita de US$ 830,1 milhões em setembro, informa a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O número é 13,6% superior ao registrado no mesmo período de 2021, com US$ 730,5 milhões. Os embarques de setembro alcançaram 400 mil toneladas, volume 4,4% menor que o efetivado no nono mês do ano passado, com 418,5 mil toneladas. “Desde março, o setor tem mantido média de exportações acima de 400 mil toneladas mensais. A manutenção da forte demanda internacional pelo produto brasileiro é refletida também na média dos preços mensais, que está 19% acima do que vimos em 2021”, analisa o presidente da ABPA, Ricardo Santin. No ano, as exportações do setor totalizaram 3,666 milhões de toneladas, volume 5,8% superior ao acumulado entre janeiro e setembro de 2021, com 3,466 mil toneladas. Em receita, a alta alcança 31,1%, com US$ 7,373 bilhões nos nove primeiros meses deste ano, contra US$ 5,623 bilhões no mesmo período do ano passado. Entre os principais destinos de exportação do ano, foram destaques Emirados Árabes Unidos, com 348,6 mil toneladas (+32,3%), Filipinas, com 188,7 mil toneladas (+42,2%), União Europeia, com 182,4 mil toneladas (+27,1%), Coreia do Sul, com 139,2 mil toneladas (+61,3%) e México, com 117,4 mil toneladas (+22,8%). “Com preços internacionais mais elevados ao longo deste ano, o resultado da receita das vendas brasileiras se mostrou comparativamente maior em relação ao período entre janeiro e setembro de 2021. Há forte elevação no resultado cambial das vendas para praticamente todos grandes importadores. Ainda, dos 15 principais mercados houve aumento significativo de volumes em 10 deles, reforçando a posição do Brasil como principal exportador mundial e importante esteio em um momento de preocupação global com a segurança alimentar”, destaca Luís Rua, diretor de mercados da ABPA.
ABPA
Holandeses ordenam que avicultores confinem suas aves, temendo gripe aviária
O governo holandês ordenou nesta quarta-feira que avicultores confinem suas aves para conter a propagação de uma cepa altamente infecciosa da gripe aviária
“Infelizmente, o alto número de infecções deixa claro que é necessária precaução extra”, disse o ministro da Agricultura holandês, Piet Adema, em carta à Câmara, acrescentando que houve vários surtos nos últimos dois meses e que há relatos diários de aves selvagens mortas em várias regiões da Holanda. O risco para os seres humanos é considerado baixo, mas surtos anteriores entre aves de criação precisaram de extensos programas de abate para contê-los.
“O vírus da gripe aviária não desapareceu da Holanda neste verão e a situação não vai melhorar com a próxima migração de aves.” A Holanda relatou mais de 10 casos de gripe aviária no mês passado. A França também viu um ressurgimento de casos depois de experimentar sua pior onda de gripe aviária este ano. A disseminação da gripe aviária em todo o mundo levantou preocupações entre os governos e a indústria avícola devido à sua capacidade de devastar rebanhos, gerar restrições comerciais e causar transmissão humana.
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