
Ano 8 | nº 1820 | 16 de setembro de 2022
NOTÍCIAS
Mercado do boi gordo travado em São Paulo
Nas praças paulistas as escalas de abate continuam confortáveis, assim, os preços ficaram estáveis no mercado spot na comparação feita com o último levantamento (14/9). Entre as 32 praças pecuárias monitoradas pela Scot Consultoria, houve queda nos preços do boi gordo em 18 delas
O boi gordo foi negociado por R$ 290/@ em São Paulo, enquanto a vaca e a novilha gordas estão valendo, respectivamente, R$ 270/@ e R$ 282/@ (preços brutos e a prazo). O “boi-China” está cotado em R$ 300/@, preço bruto e a prazo (base SP). A oferta confortável está associada a entrega de boiadas compradas anteriormente com preços maiores que os vigentes, principalmente para boiadas cujo destino é a exportação. Em Pelotas – RS, a proximidade da semeadura da safra de verão aumentou a oferta de gado. Com isso, os preços para todas as categorias caíram R$0,10/kg. Queda na cotação do boi gordo no Rio de Janeiro. Na região, a cotação do boi gordo caiu R$3,00/@. Para a vaca e novilha, preços permaneceram estáveis na comparação feita dia a dia.
SCOT CONSULTORIA
Boi/Cepea: Demanda interna enfraquecida pressiona valor da carne
O mercado interno de carne bovina segue lento. Segundo pesquisadores do Cepea, a demanda está enfraquecida, o que se deve sobretudo ao menor poder de compra da grande parte da população
Esse cenário tem pressionado as cotações da proteína, mesmo com as exportações aquecidas. No acumulado da parcial deste ano (de dezembro/21 a parcial de setembro/22), a carne (carcaça casada do boi, comercializada do atacado da Grande São Paulo) se desvalorizou 10,5%, em termos reais (valores deflacionados pelo IGP-DI de agosto/2022). De agosto para setembro, a queda no preço da proteína é de 1,65%.
Cepea
Mercado físico de boi gordo com preços estáveis na quinta-feira
De acordo com o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, ainda foram registradas algumas negociações acima da referência média para animais padrão China, em estados como São Paulo e Minas Gerais
Com exceção do Mato Grosso do Sul, nos estados produtores da Região Centro-Oeste e da Região Norte predomina viés de queda para os preços do boi gordo, com os frigoríficos ainda desfrutando de uma frente bastante confortável em suas escalas de abate. “Para o último trimestre ainda há elementos que justifiquem alta dos preços, a começar pelo aquecimento da demanda doméstica de carne bovina. As exportações permanecem em ótimo nível, o que também é uma variável importante que tende a contribuir para a alta dos preços durante o período”, diz Iglesias. Em São Paulo (SP), a referência para a arroba do boi ficou em R$ 292. Já em Dourados (MS), a cotação seguiu em R$276. Em Cuiabá (MT), a arroba de boi gordo finalizou o dia cotada a R$ 265. Em Uberaba (MG), os preços caíram e as cotações ficaram em R$ 280. Em Goiânia (GO), os preços do boi despencaram tendo a arroba cotada em R$ 260. De acordo com Iglesias, o ambiente de negócios sugere por menor espaço para reajustes no decorrer da segunda quinzena do mês, período que conta com menor apelo ao consumo. “O mercado segue atento ao último trimestre. No mês de outubro, começa a preparação da indústria para atender a demanda do período de festas de final de ano”, destaca o comentarista. O quarto dianteiro do boi teve cotação de R$ 16,50. Já a ponta de agulha teve preços de R$ 16,40. O quarto traseiro teve preço de R$ 21,10 por quilo.
AGÊNCIA SAFRAS
ECONOMIA
Dólar salta a R$ 5,2396 e deixa real na lanterna global com temores sobre Fed
O dólar fechou em alta de mais de 1% nesta quinta-feira deixando a moeda brasileira com um dos piores desempenhos globais no dia em meio a temores persistentes sobre um aperto monetário agressivo nos Estados Unidos
A moeda norte-americana à vista saltou 1,18%, a 5,2396 reais na venda, maior patamar para encerramento desde 3 de agosto (5,2781). O salto da quinta-feira veio depois de disparada de 1,80% do dólar na terça, num rali que deixava a divisa a caminho de encerrar a semana em alta de quase 2% contra o real. Na B3, onde as negociações vão além das 17h (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 1,43%, a 5,2620 reais. O real passou boa parte do pregão com o pior desempenho entre uma cesta das principais moedas do mundo. “O pano de fundo para tudo isso parece estar relacionado à retomada das preocupações com a política monetária nos EUA, especialmente a decisão (sobre a taxa de juros do Federal Reserve) da próxima semana”, disse à Reuters Fernando Bergallo, diretor de operações da FB Capital. “E não apenas a decisão, que pode indicar um aperto monetário mais forte nos EUA após os dados desta semana, mas também o reflexo dessa escolha mais dura –leia-se risco de recessão”, completou o especialista. A semana, até o momento, foi marcada por surpresas em importantes indicadores norte-americanos. Números de terça-feira mostraram alta inesperada na inflação ao consumidor dos EUA, enquanto dados desta quinta informaram que as vendas no varejo do país subiram 0,3% em agosto, contrariando expectativa de estabilidade. Além disso, os pedidos de auxílio-desemprego nos EUA caíram na semana passada, indicando força no mercado de trabalho da maior economia do mundo, mostrou relatório separado. Com os dados sustentando cenário de resiliência tanto da inflação quanto da atividade econômica nos EUA, os mercados passaram a dar como praticamente certa a adoção de aumento de juro de 0,75 ponto percentual na reunião de setembro do Fed, na semana que vem, com pequenas chances de haver ajuste ainda mais agressivo, de 1 ponto completo. Juros mais altos na maior economia do mundo tendem a atrair capital para o mercado de renda fixa norte-americano, o que é benéfico para o dólar. No Brasil, investidores também ficavam atentos às discussões sobre os juros, já que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central fará reunião na semana que vem, nos dias 20 e 21, mesmas datas do encontro do Fed. Probabilidades implícitas em contratos futuros de juros mostram que a maior parte dos mercados (60%) acredita que o Bacen deixará a taxa Selic no patamar atual, de 13,75%, ao fim de seu próximo encontro, mas consideráveis 40% esperam elevação dos custos de empréstimo a 14%.
REUTERS
Ibovespa é contaminado por exterior negativo e tem terceira queda seguida
Acompanhando o movimento nas bolsas de Nova York, com investidores à espera de juros em nível mais elevado nos EUA, o índice local registrou queda de 0,54%, aos 109.954 pontos
O cenário externo negativo, conforme investidores esperam juros em patamares mais elevados nos Estados Unidos, seguiu se impondo e relegou o Ibovespa para sua terceira sessão consecutiva de queda. Localmente, agentes analisaram a leitura do IBC-Br, tido como a prévia do PIB, para o mês de julho. Apesar de favorável, o dado foi abafado pelo sentimento negativo do mercado. No fim do dia, o referencial local registrou queda de 0,54%, aos 109.953 pontos. O volume financeiro negociado na sessão foi de R$ 17,21 bilhões no Ibovespa e R$ 22,23 bilhões na B3. No exterior, S&P 500 perdeu 1,13%, aos 3.901 pontos, Dow Jones teve queda de 0,56%, aos 30.961 pontos e Nasdaq recuou 1,43%, aos 11.552 pontos. A sessão de hoje seguiu o roteiro visto desde terça, quando a surpresa negativa com dados de inflação ao consumidor nos EUA derrubou os mercados e fez com que investidores passassem a precificar que o Fed precisará de juros mais elevados por mais tempo para controlar a alta dos preços no país. Com isso, sofrem os ativos de risco lá fora e também localmente: juros e dólar subindo e bolsas recuando. Mas, em momentos de risk-off mais agudos como esta semana, é improvável que o referencial local consiga se descolar totalmente de NY. Tanto é verdade, que o investidor estrangeiro retirou, até o dia 13, R$ 1,23 bilhão em recursos no segmento secundário da B3 em setembro, revertendo parcialmente os aportes de R$ 16,39 bilhões realizados em agosto. “No curto prazo, parece haver uma janela em que o Brasil está melhor que a média do mercado, com o investidor internacional nos dando o benefício da dúvida. Avançamos no ciclo de aperto monetário primeiro e devemos cortar os juros primeiro. Mas, lá fora, o ajuste de juros ainda precisa ocorrer, e isso vai afetar os níveis de atividade e os resultados das empresas. Então, o mais provável é que a bolsa local siga sofrendo, mesmo que com menos força que NY”, diz Tomás Awad, sócio-fundador da 3R Investimentos. O executivo aponta que a chance de descolamento do Ibovespa passa por uma surpresa positiva dos investidores com o pacto fiscal a ser promovido pelo novo presidente da República. Entende, no entanto, que o mercado parece otimista demais com um possível pragmatismo econômico do próximo chefe do Executivo, principalmente em caso de eleição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
VALOR ECONÔMICO
Juros futuros avançam com alta nos rendimentos dos títulos globais e leilão do Tesouro
A taxa do DI para janeiro de 2024 subiu de 13,12% para 13,21% e a do DI para janeiro de 2027 saltou de 11,62% para 11,735%
Os juros futuros repetiram a dinâmica que vêm apresentando desde o início da semana e fecharam o pregão da quinta-feira (15) em alta. Em meio ao avanço no rendimento (yield) dos títulos públicos globais, com receios de um aperto monetário mais robusto nos Estados Unidos, e sinais de resiliência na atividade econômica local, as taxas fecharam em alta ao longo de toda a estrutura a termo da curva de juros. Adicionalmente, segundo agentes financeiros, o leilão de prefixados do Tesouro voltou a contribuir para a alta das taxas, diante da necessidade do mercado de acomodar a oferta grande de títulos. Assim, no horário de encerramento da sessão regular, às 16h, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2024 subiu de 13,12% para 13,21%; a do DI para janeiro de 2025 avançou de 11,92% para 12,05%; a do DI para janeiro de 2026 foi de 11,67% para 11,795%; e a do DI para janeiro de 2027 saltou de 11,62% para 11,735%. Ao mesmo tempo, o rendimento da T-note de 2 anos subia de 3,784% para 3,882%, enquanto o juro da T-note de 10 anos escalava de 3,408% para 3,464%. Adicionalmente, o Tesouro Nacional voltou a ampliar o volume de emissão de prefixados hoje, oferecendo 11 milhões de Letras do Tesouro Nacional (LTNs) para três vencimentos — concentrando a oferta em LTNs para 2026 — e 450 mil Notas do Tesouro Nacional Série F (NTN-Fs). A venda do lote de LTNs foi integral e a de NTN-Fs se aproximou dos 80%. Ainda que a demanda pelos títulos tenha se mostrado satisfatória, o montante de risco ofertado pelo Tesouro ao mercado ajudou a pressionar as taxas, na visão de agentes financeiros. Em relação ao leilão da semana anterior, o volume financeiro ofertado foi 37% maior e o dv01 — uma métrica utilizada pelos investidores para calcular a quantidade de risco ofertada ao mercado — foi 38% maior.
VALOR ECONÔMICO
Governo melhora projeção do PIB em 2022 para alta de 2,7% e mantém visão otimista para 2023
Pela nova previsão da Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Economia, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro deve crescer 2,7% neste ano, contra 2,0% estimados em julho
Para 2023, a pasta manteve a perspectiva de crescimento em 2,5%, muito acima das previsões de mercado, apesar do agressivo aperto monetário implementado pelo Banco Central para conter a inflação. No documento distribuído na quinta, a SPE afirmou que a melhora na previsão para a atividade de 2022 foi motivada principalmente pelo resultado do PIB do segundo trimestre, que surpreendeu positivamente ao crescer 1,2% em relação ao trimestre anterior. Segundo a pasta, indicadores já divulgados também apontam tendência positiva para o terceiro trimestre. A visão de analistas para o PIB, segundo o mais recente boletim Focus, do Banco Central, aponta para um crescimento de 2,39% neste ano, recuando para apenas 0,5% em 2023. Em relação à inflação medida pelo IPCA, a previsão da equipe econômica caiu para 6,3% em 2022, contra 7,2% da projeção feita em julho. Para 2023, a estimativa foi mantida em 4,5% mesmo após o governo sinalizar que manterá cortes de tributos no ano que vem. De acordo com projeção do mercado apresentada no boletim Focus, o IPCA deve encerrar 2022 em 6,4%, ligeiramente acima do estimado pelo governo. Para 2023, a projeção de mercado está em 5,17%, maior que a estimativa oficial.
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Exportações do agro voltaram bater recorde em agosto
Segundo o Ministério da Agricultura, receita dos embarques cresceu 36,4% e alcançou US$ 14,8 bilhões
As exportações do agronegócio brasileiro continuaram aquecidas em agosto. Renderam US$ 14,8 bilhões, 36,4% mais que no mesmo mês do ano passado, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pelo Ministério da Agricultura. Segundo a Pasta, foi um novo recorde, influenciado pelos elevados preços das commodities no mercado internacional e pelo crescimento do volume de milho embarcado, que foi 3,2 milhões de toneladas maior. há 3 horas Agronegócios Em comunicado, o ministério reforçou que, embora tenha recuado 1,6% entre os meses de julho e agosto, o índice de preços de alimentos do Banco Mundial subiu 14,2% na comparação com agosto de 2021. As importações brasileiras no mês aumentaram 34,5% e somaram US$ 1,7 bilhão, também um valor recorde para a série histórica, iniciada em 1997. Dessa forma, o superávit setorial registrou alta de 36,4% e atingiu US$ 13,1 bilhões no mês passado. Nas importações, o destaque foi o aumento de 58,6% das compras de fertilizantes, que somaram US$ 2,5 bilhões, derivado de um incremento de 96,6% nos preços médios e apesar de os volumes terem recuado 19,4%. De janeiro a agosto, as exportações brasileiras do agro somaram o valor recorde de US$ 108,3 bilhões, o que representou um incremento de 29,8% em relação ao observado no mesmo período em 2021. O setor foi responsável por 48,1% das vendas externas totais brasileiras em 2022, 4 pontos percentuais acima de 2021. As importações de produtos do setor também registraram expansão, de 13%, para US$ 11,29 bilhões.
VALOR ECONÔMICO
Atividade econômica surpreende e tem maior alta desde março, segundo o BC
Atividade econômica cresceu 1,17% em julho, o maior avanço desde fevereiro, segundo o Banco Central
A atividade econômica cresceu 1,17% em julho, na comparação com o mês anterior, segundo medição do Banco Central divulgada na quinta-feira (15). O número é o mais alto desde março (também 1,17%) e veio acima das expectativas do mercado. Em pesquisa feita pela agência Reuters, a mediana das projeções era de 0,3%, ao passo que levantamento do Valor Data indicou o ponto médio das estimativas em 0,4%, com a melhor delas chegando a 0,6%. O BC também revisou o dado de junho e passou a apontar um crescimento de 0,93% sobre maio, maior que o calculado anteriormente (0,69%). Na comparação com julho de 2021, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) avançou 3,97%, e no acumulado de 12 meses indica uma expansão de 2,09%. O bom resultado reforça a percepção de uma atividade robusta no início deste terceiro trimestre. Também divulgado nesta quinta, boletim do Ministério da Economia observou que os dados de indústria, serviços e safra agrícola vieram positivos e que a única exceção foi o comércio, cujas vendas recuaram em julho. Os resultados consolidados do segundo trimestre e os primeiros dados do terceiro levaram o governo a reajustar sua projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano, de 2% para 2,7%.
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EMPRESAS
Marfrig lança plataforma de e-commerce com entrega para consumidor final
A Marfrig anunciou na quinta-feira (15) o lançamento de uma plataforma de e-commerce para venda e entrega de produtos diretamente ao consumidor final na cidade de São Paulo, segundo comunicado divulgado pela companhia
A empresa também planeja inaugurar lojas próprias em marketplaces e nos aplicativos de entrega iFood e Rappi em 2022. A plataforma de e-commerce venderá produtos das marcas Bassi, Bassi Angus, Montana Steakhouse e PlantPlus Foods (de proteína vegetal) na capital paulista. “A Marfrig tem planos para expandir o projeto para outras regiões no futuro, ainda a serem definidas, garantindo maior proximidade e inovação para os clientes”, informou a assessoria de imprensa da Marfrig em nota à CarneTec. A companhia conta com espaços de 15 metros quadrados e cinco refrigeradores, chamadas dark stores, para armazenamento e envio das carnes, espalhados por diferentes regiões da cidade de São Paulo. Um sistema de geolocalização identifica o centro de armazenamento mais próximo do cliente que fez o pedido para a realização de entregas em até uma hora. “O e-commerce Bassi representa uma evolução dos negócios da Marfrig e complementa nosso modelo de negócio online, até agora concentrado na chamada venda B2B (business to business), para estabelecimentos comerciais (restaurantes, açougues, redes de lanchonetes)”, disse a gerente nacional de Marketing e Trade Marketing da Marfrig, Kátia Almeida. “Com a nova plataforma, fortalecemos agora a frente B2C (business to consumer) e vendemos, para o público final, peças cuidadosamente selecionadas por especialistas e enviadas no mesmo dia. E isso com utilização das dark stores, que agilizam as entregas e garantem que cheguem para o consumidor rapidamente.” A gerente disse que o novo projeto da empresa é também uma quebra de paradigma, já que o consumidor final estava mais habituado a comprar carne em loja física. O consumidor tem desconto de 10% e frete grátis na primeira compra usando a plataforma, além de outras promoções relacionadas ao Dia do Cliente (15 de setembro), segundo a Marfrig. A empresa disse que pretende fechar parcerias com açougues, boutiques e casas de carnes e supermercados ainda neste ano, que poderão vender seus estoques de produtos das marcas da companhia por meio da plataforma. O e-commerce também comercializará produtos industrializados e de terceiros, segundo a empresa. A companhia também planeja disponibilizar no futuro serviços de entrega agendada dos produtos, atendimento com especialista via chat e compra recorrente.
CARNETEC
FRANGOS & SUÍNOS
Preços estáveis para suínos
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 127,00/R$ 133,00, enquanto a carcaça especial cedeu 1,05%/2,00%, valendo R$ 9,40/R$ 9,80 o quilo
Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quarta-feira (14), as principais praças não registraram alteração nos preços, com R$ 6,96/kg para Minas Gerais, R$ 6,36/kg no Paraná, R$ 6,37/kg no Rio Grande do Sul, R$ 6,31/kg em Santa Catarina e R$ 6,94/kg em São Paulo. Na quinta-feira (15), a maioria das praças que comercializam os suínos na modalidade independente ficaram com preços estáveis, à exceção do Paraná, que registrou alta no preço médio no fechamento da semana.
Cepea/Esalq
Suinocultura independente: mercado com dificuldades para avançar nos preços
A exceção ficou por conta do Paraná, que encerrou a semana com alta no preço médio do suíno independente
No Paraná, considerando a média semanal (entre os dias 08/09/2022 a 14/09/2022), o indicador do preço do quilo vivo do Laboratório de Pesquisas Econômicas em Suinocultura (Lapesui) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) teve alta de 3,08%, fechando a semana em R$6,69/kg vivo. “Espera-se que na próxima semana o preço do suíno vivo apresente alta, podendo ser cotado a R$ 6,85/kg vivo”, informou o Lapesui. O preço em São Paulo ficou estável R$ 7,46/kg vivo, valor praticado pela quarta semana consecutiva, com acordo entre suinocultores e frigoríficos, segundo informações da Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS). O argumento, segundo a entidade, para a manutenção de preços é a redução na oferta de animais vivos e a diminuição do peso dos suínos. No mercado mineiro, na semana passada o preço havia retomado o patamar apresentado na última semana de agosto. Na quinta-feira (15), o valor para o suíno vivo seguiu em R$ 7,00/kg, mas sem acordo entre frigoríficos e criadores, conforme dados da Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg). Em Santa Catarina, segundo dados da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), o preço do animal permaneceu praticamente estável, passando de R$ 6,65/kg vivo para R$ 6,66/kg vivo.
AGROLINK
Suínos/Cepea: Preço cai, e carne suína ganha competitividade
As cotações médias das carnes suína, de frango e bovina – todas comercializadas no atacado da Grande São Paulo – vêm registrando baixa em comparação a agosto
Destes produtos, o valor médio da proteína suína foi o que registrou a maior queda, o que, por sua vez, resulta em ganho de competitividade frente às concorrentes. Segundo pesquisadores do Cepea, agentes do setor suinícola têm mostrado cautela em elevar as cotações dos produtos, por conta do baixo poder aquisitivo do consumidor final, que tem dificuldade em absorver um novo reajuste.
Cepea
Frangos: ave resfriada sobe 0,99%, a R$ 8,14/kg
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 5,80/kg, enquanto o frango no atacado cedeu 0,64%, fechando em R$ 7,75/kg
Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. Em Santa Catarina não houve mudança de preço, custando R$ 4,82/kg, da mesma maneira que no Paraná, que terminou o dia com R$ 5,36/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quarta-feira (14) a ave congelada teve leve alta de 0,37%, chegando em R$ 8,15/kg, enquanto o frango resfriado subiu 0,99%, fechando em R$ 8,14/kg.
Cepea/Esalq
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