CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1819 DE 15 DE SETEMBRO DE 2022

clipping

Ano 8 | nº 1819 | 15 de setembro de 2022

 

NOTÍCIAS

Boi: Mercado estável em São Paulo

Nas praças paulistas com escalas de abate confortáveis e, em sua maioria, com setembro praticamente fechado, os preços ficaram estáveis na comparação dia anterior (13/9). No Centro-Oeste, a IHS apontou quedas nas cotações

No Sul da Bahia, com boa oferta de vacas na região, a cotação caiu R$2,00/@ de vaca gorda, para o boi e novilha os preços ficaram estáveis no comparativo diário. Em Três Lagoas – MS, com escalas de abate confortáveis e boa oferta, a cotação do boi gordo caiu R$1,00/@. A cotação da vaca e da novilha permaneceram estáveis na comparação feita dia a dia. A chegada dos primeiros lotes de animais oriundos do segundo giro de confinamento começa a dar sinais de desequilíbrio no quadro de oferta e demanda, informou a IHS Markit. A IHS apontou quedas nos preços do boi gordo na maioria das regiões do Mato Grosso. Nas praças de Cáceres, Tangará da Serra e Barra do Garças, os preços recuaram de R$ 267/@ para R$ 265/@.  Em Cuiabá, o macho terminado saiu de R$ 266/@ para R$ 263/@. Nas praças de Goiânia e Rio Verde/Sul, ambas em Goiás, o boi gordo recuou de R$ 270/@ para R$ 265/@, informa a IHS, acrescentando que alguns frigoríficos locais prologaram as suas escalas de abate para a primeira semana de outubro.

SCOT CONSULTORIA/IHS MARKIT

Mercado físico de boi gordo com preços pouco alterados na quarta-feira

De acordo com o analista de Safras &Mercado, Fernando Henrique Iglesias, tentativas de compras de boiadas acima da referência média em alguns estados para animais que cumprem os requisitos de exportação com destino à China (Mato Grosso do Sul, São Paulo e Minas Gerais) voltaram a ser registradas

No Centro-Oeste e na Região Norte, o quadro de pressão de queda nos preços da arroba ainda é dominante, com os frigoríficos locais operando com escalas de abate confortáveis, ainda em condições de testar preços mais baixos. “Em algumas regiões a rentabilidade média do gado criado em confinamento é preocupante, com margens negativas”, diz Iglesias. Em São Paulo (SP), a referência para a arroba do boi recuou, ficando em R$ 292. Já em Dourados (MS), a cotação ficou em R$276. Em Cuiabá (MT), a arroba de boi gordo finalizou o dia em queda, ficando cotado a R$ 265. Em Uberaba (MG), os preços subiram e as cotações ficaram em R$ 283. Em Goiânia (GO), os preços do boi despencaram tendo a arroba cotada em R$ 260. Já os preços da carne bovina seguem firmes no atacado. De acordo com Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere por menor espaço para alta dos preços durante a segunda quinzena do mês, período que conta com menor apelo ao consumo. “O mês de outubro será importante para a indústria considerando, que é um período de início de preparativos para atender a demanda forte do último bimestre, que marca o ápice do consumo no mercado doméstico”, disse. O quarto dianteiro do boi teve cotação de R$ 16,50.  A ponta de agulha teve preços de R$ 16,40. O quarto traseiro do boi teve preço de R$ 21,10 por quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

ECONOMIA

Dólar à vista fecha em queda de 0,22%, a R$ 5,1787 na venda

O dólar fechou em leve queda frente ao real na quarta-feira, com investidores encontrando alento em dados de inflação ao produtor dos Estados Unidos em linha com o esperado, mas o movimento não chegou nem perto de compensar disparada vista na véspera em meio a temores sobre o atual ciclo de aperto monetário do banco central norte-americano

A moeda norte-americana à vista caiu 0,22%, a 5,1787 reais. Na B3, às 17:01 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,13%, a 5,2010 reais. Investidores encontraram algum alívio nesta quarta-feira em dados mostrando que o índice de preços ao produtor para a demanda final dos EUA caiu 0,1% no mês passado, em linha com as expectativas. Na véspera, uma leitura da inflação ao consumidor havia surpreendido para cima, desencadeando fuga internacional para ativos considerados seguros. Embora os números desta quarta-feira tenham poupado os operadores de outro susto com a inflação norte-americana, a queda do dólar nesta sessão mal faz frente à alta de 1,80% registrada na terça, a maior valorização percentual diária desde 2 de agosto (1,93%), a 5,1902 reais. “Indo para a reunião do Fed na semana que vem, será muito difícil para o mercado moderar (a percepção de) risco de uma aceleração (do ritmo de aperto monetário) do Fed”, disse o Citi em relatório da quarta-feira. Os mercados passaram a dar como praticamente certo um aumento de juro de, pelo menos, 0,75 ponto percentual no encontro do Fed deste mês, nos dias 20 e 21, e embutindo pequenas chances de ajuste ainda mais agressivo, de 1 ponto percentual completo. O banco central dos EUA já subiu sua taxa básica em 2,25 pontos percentuais desde março deste ano. Quanto mais altos os juros em determinado país, mais atraente tende a ficar seu mercado de renda fixa, o que chama capital estrangeiro e beneficia a moeda local. O Brasil tem rendimentos atraentes, com a taxa Selic atualmente em 13,75%, mas os Estados Unidos, apesar de terem custos de empréstimo mais baixos, têm a vantagem de serem considerados destino muito seguro para investimentos. Até agora em setembro, o dólar acumula leve queda de 0,4% contra o real. Em 2022, a moeda norte-americana perde 7%, mas está mais de 12% acima da mínima para encerramento deste ano, de 4,6075 reais, atingida no início de abril.

REUTERS

Ibovespa fecha em queda pressionado por Vale

O Ibovespa fechou em queda na quarta-feira, pressionado pelo declínio de Vale, além de um ambiente externo ainda fragilizado por preocupações sobre o rumo dos juros nos Estados Unidos, que continuou minando Wall Street

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,39%, a 110.358,19 pontos, segundo dados preliminares, após trocar de sinal algumas vezes durante o pregão.

O volume financeiro somava 20,5 bilhões de reais, em sessão também marcada pelo vencimento de opções sobre ações.

REUTERS

Fluxo cambial no Brasil ficou negativo em US$2,68 bi na semana passada, diz BC

O Brasil voltou a registrar saída líquida de moeda estrangeira pelo câmbio contratado na semana passada, que foi encurtada pelo feriado de 7 de setembro, com rombos tanto na conta comercial quanto nas operações financeiras, mostraram dados do Banco Central na quarta-feira

O fluxo cambial ficou deficitário em 2,68 bilhões de dólares entre 5 e 9 de agosto, após registrar entrada de 1,65 bilhão na semana anterior. Houve saída líquida de 955 milhões de dólares da conta comercial e rombo de 1,73 bilhão na conta financeira no período. No acumulado do mês de setembro até o dia 9, o fluxo cambial estava negativo em 2,259 bilhões de dólares, informou o banco central. No mesmo período de 2021, a conta estava positiva em 1,75 bilhão de dólares. No acumulado de 2022, o fluxo cambial ainda está positivo em 18,93 bilhões de dólares.

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Vendas no varejo frustram expectativas e têm maior queda para julho em 4 anos

As vendas no varejo brasileiro recuaram em julho, na terceira queda seguida do comércio sobre o mês anterior, contrariando expectativa de crescimento com retração em sete das oito atividades pesquisadas, mostraram dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na quarta-feira

As vendas caíram 0,8% sobre junho, em dado com ajuste sazonal, maior declínio para o mês desde 2018 (-0,9%). Na comparação com julho do ano passado, o varejo encolheu 5,2%. A expectativa em pesquisa da Reuters era de alta de 0,30% na comparação mensal e de queda de 3,50% sobre um ano antes. As quedas nas vendas na comparação com junho foram disseminadas, com destaque para tecidos, vestuários e calçados (-17,1%), móveis e eletrodomésticos (-3,0%) e livros, jornais e papelaria (-2,0%). Apenas a atividade de combustíveis e lubrificantes (12,2%) mostrou crescimento, acompanhando a queda recente de preços nesse setor, que determinaram a deflação registrada em julho, refletindo a retração das cotações internacionais e a política de desoneração implementada pelo governo no ano eleitoral. Apesar da deflação de julho, o IPCA ainda acumulava no período alta de 10,07% em 12 meses, comprimindo o poder de compra das famílias, que têm enfrentado níveis recordes de endividamento mesmo com medidas adotadas pelo governo, como a antecipação do 13º salário e a liberação de saques do FGTS. Nos três meses até julho, as vendas no varejo acumularam queda de 2,7%. No ano, o volume de vendas tem alta de 0,4% e está atualmente apenas 0,5% acima do patamar pré-pandemia, em fevereiro de 2020. O comércio varejista ampliado, que inclui as atividades de veículos, motos, partes e peças e de material de construção, teve queda de 0,7% no volume de vendas frente a junho e de 6,8% sobre julho do ano passado. O desempenho do varejo em julho contrasta com o de serviços, que avançou 1,1% no mês, bem mais do que o esperado por analistas, impulsionado pela demanda das empresas. “O que pode estar havendo é que alguns serviços deixaram de ser consumidos por conta da pandemia e agora, com a normalização, as pessoas podem estar consumindo mais serviços e menos bens”, disse o gerente da pesquisa do varejo, Cristiano Santos. O Banco Central divulgará nesta semana seu índice de atividade para julho (IBC-Br), que dará uma visão mais abrangente do estado da economia naquele mês.

REUTERS

Retomada das agroindústrias ganha força

Em julho, índice calculado pelo FGV Agro subiu 0,3% em relação ao mês anterior e 1,6% em comparação com julho de 2021

O Índice de Produção Agroindustrial (PIMAgro) calculado pelo Centro de Estudos em Agronegócios da Fundação Getulio Vargas (FGV Agro) voltou a subir em julho, consolidando uma tendência de recuperação que deverá ser o tom ao longo de todo este segundo semestre. Na comparação com junho, o avanço foi de 0,3%, e na comparação com julho do ano passado, chegou a 1,6%. Com isso, realçaram os analistas do FGV Agro, no acumulado do ano, pela primeira vez, o indicador não foi menor que o de igual período de 2021. O PIMAgro é baseado em dados da Pesquisa Industrial Mensal (PIM-PF) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) e nas variações do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-BR), da taxa de câmbio e do Índice de confiança do Empresário da Indústria de Transformação (ICI) da FGV. Em relação a julho de 2021, a alta foi garantida pelo aumento de 5,7% no grupo de produtos alimentícios e bebidas, puxado pelas bebidas (12,7%). No segmento de produtos não-alimentícios, houve queda de 2,9%, com destaque para as retrações nas áreas de insumos (15,5%), borracha (7%) e têxteis (2,1%). No caso dos insumos, disse o FGV Agro, pesou a antecipação de produção e compras em virtude das preocupações geradas sobretudo pela guerra na Ucrânia; no dos têxteis, o impacto do aumento de custos e da redução de estoques nos meses anteriores, além de gargalos logísticos, influenciaram o resultado. “O resultado de julho abre espaço para que a agroindústria possa ampliar sua base de produção nos meses restantes de 2022, dinâmica que garantiria uma produção superior à observada ao longo de todo ano de 2021”, projetou o centro da FGV. Para isso, avaliaram os analistas, o setor deverá contar com a sustentação oferecida pelo Auxílio Brasil e com a redução de preços de itens importantes nos gastos dos domicílios, como combustíveis e energia elétrica. “Com os dados de julho e a perspectiva de melhora econômica no restante do ano, o FGV Agro mantém sua projeção de crescimento de 1,9% para a agroindústria em 2022 – 2,2% para produtos alimentícios e bebidas e 1,6% para produtos não-alimentícios”, concluíram.

VALOR ECONÔMICO

EMPRESAS

Minerva Foods exporta lote de carne certificada Carbono Neutro aos Emirados Árabes Unidos

A partir de suas operações no Uruguai, Companhia realiza a segunda comercialização de produto com selo CO2 Neutral e certificado por auditorias independentes

A Minerva Foods anunciou novo embarque de produto certificado Carbono Neutro a partir de suas operações no Uruguai, com destino aos Emirados Árabes Unidos. Os cortes exportados são da marca Ana Paula Black Angus, uma linha premium certificada Angus. Para receber o selo CO2 Neutral, a produção passou pela mensuração de emissões com a compensação do excedente por meio de créditos de carbono, intermediada pela MyCarbon, subsidiária da Minerva Foods que atua no mercado de carbono. A contabilização incluiu as etapas da criação do produto, desde a produção na fazenda, até o transporte ao destino — etapas correspondentes aos escopos 1 e 3 da Minerva Foods, já que a empresa é carbono neutro no escopo 2 desde 2020. A chancela foi concedida por organização independente com sistemas de certificação em mais de 100 países. Este é o segundo embarque de produto certificado Carbono Neutro realizado pela Companhia neste ano, reflexo de um plano de redução de emissões em suas unidades produtivas e fazendas parceiras. Os esforços são contínuos para que a empresa diminua cada vez mais o volume de gases de efeito estufa gerado durante o processo produtivo e que precisam ser compensados. Para isso, a Minerva Foods desenvolveu, em 2021, o Programa Renove, que além de engajar a cadeia na adoção de melhores práticas produtivas, apoia os produtores com orientações, visitas em campo e consultoria técnica para uma pecuária de baixas emissões. Por meio dele, a Minerva Foods coletou informações de fazendas fornecedoras no Uruguai, contabilizando dados sobre ocupação da área, atividades e sistemas de produção, raça de rebanho, taxa de estocagem, sistema de manejo, manutenção de pastagens, número médio de animais por idade, sexo e sistema de produção, consumo de combustível e eletricidade, uso de fertilizantes, entre outras informações relevantes para emissões e remoções de gases de efeito estufa na cadeia produtiva.

MINERVA FOODS

MEIO AMBIENTE

Restrições ambientais podem atingir 80% das exportações agrícolas do Brasil para Europa

Brasil exportou US$ 36,5 bilhões no total para a UE no ano passado, dos quais US$ 17,9 bilhões foram de produtos agropecuários

A proposta do Parlamento Europeu para proibir acesso ao seu mercado por commodities produzidas em zonas desmatadas corresponde a 80% das exportações do agronegócio brasileiro ou 40% do total das exportações para a União Europeia (UE), somando US$ 14,5 bilhões de vendas em 2021 para o bloco, segundo diferentes cálculos aos quais o Valor teve acesso. Por sua vez, o embaixador do Brasil junto à UE, Pedro Miguel da Costa e Silva, evitou citar cifras, mas destacou que a futura regulamentação europeia poderá ter impacto numa parte significativa das exportações agropecuárias brasileiras. Para ele, com seu plano, a UE pratica unilateralismo e viola as regras da OMC. Em sua proposta original, a Comissão Europeia tinha proposto proibir a entrada de carne bovina, café, soja, cacau, óleo de palma e madeira, incluindo produtos que contém ou foram fabricados a partir desses produtos, como couro, chocolate e móveis, se não tiverem o selo de “livres de desmatamento”. Nesta semana, o Parlamento Europeu dobrou a lista, propondo o embargo também para carnes de frango, suína, ovinos e caprinos, milho e borracha, além de carvão vegetal e produtos de papel impresso. Pela posição dos parlamentares, as commodities não devem ter sido produzidas em terras desmatadas após 31 de dezembro de 2019 — um ano antes do que a Comissão Europeia tinha proposto originalmente. O impacto sobre o Brasil dependerá de qual percentual será considerado ligado ao desmatamento, e “pode ser pouco, pode ser muito”, conforme uma fonte. Ou seja, não é que todos os produtos exportados pelo Brasil vão ser afetados automaticamente. Mas há um potencial de medidas restritivas ao comércio, com impacto sobre os embarques do país para o bloco europeu. Independentemente disso, a futura legislação europeia vai gerar novos custos e mais burocracia para os operadores do comércio bilateral. Será necessário provar que não houve desmatamento na cadeia produtiva. O Brasil exportou US$ 36,5 bilhões no total para a UE no ano passado, dos quais US$ 17,9 bilhões foram de produtos agropecuários. Conforme dados do Agrostat, do Ministério da Agricultura, somente as exportações de soja, uma das commodities mais visadas pelos ambientalistas, alcançaram US$ 7,84 bilhões para a EU, segundo maior mercado dessas vendas brasileiras, atrás da China. O total de café exportado no mesmo período foi de US$ 2,838 bilhões para a EU, o principal comprador (44,5% do total exportado). O bloco é o quinto mercado para as vendas brasileiras de carnes bovina e de frango. O texto aprovado no Parlamento Europeu, na segunda-feira, representa a posição dos deputados para evitar o desmatamento importado. Agora, haverá negociação entre o Parlamento, a Comissão Europeia e o Conselho Europeu (reunindo os líderes dos 27 países membros) para alcançar o texto final. “O Brasil já deixou claro para a UE sua preocupação com essa proposta de legislação”, disse o embaixador Pedro Miguel. “A nossa preocupação é de que, dependendo de como aplicar os critérios e metodologia, a UE pode criar barreiras ao comércio e embargos a importações de determinados países.” A inquietação abrange quais os dados que a EU vai usar, a maneira como vai fiscalizar se há desmate ou não na cadeia produtiva, como vai levar em consideração manifestações de exportadores e importadores.

VALOR ECONÔMICO

Feijão da Embrapa reduz emissões de metano do boi em até 70%

Leguminosa também ajuda a acelerar o ganho de peso dos animais, diz pesquisa

A corrida para diminuir as emissões de metano na pecuária bovina pode encontrar um aliado em uma leguminosa já conhecida dos agricultores brasileiros. Um estudo da Embrapa concluiu que animais que se alimentam de uma variedade de feijão guandu que a empresa de pesquisa desenvolveu em 2007 emitem até 70% menos gás que os que se alimentam em pastos considerados degradados. Os pastos degradados têm baixa produtividade, grandes áreas de solo exposto, plantas daninhas, erosão e plantas com baixo ritmo de crescimento. As características também incluem sintomas evidentes de deficiência nutricional nas plantas e nos animais. Segundo o estudo, nas áreas degradadas, cada animal emitiu 2.022,67 gramas de metano por quilo de ganho de peso. Já no pasto que utilizou a variedade BRS Mandarim do feijão guandu, em consórcio com os capins Marandu e Basilisk, o volume diário de emissões foi de 614,05 gramas por quilo de ganho de peso. Embrapa fez o estudo ao longo de um ano, entre 2020 e 2021. Além de ajudar a reduzir as emissões, o feijão da Embrapa também permite um ganho de peso mais acelerado, o que pode reduzir o tempo de vida do animal – e, portanto, as emissões totais. Nos testes com animais em pastos consorciados com o feijão guandu, os bois ganharam 478 gramas por dia, um resultado 58% melhor do que no pasto degradado, onde o ganho médio de peso foi de 302 gramas ao dia. “Várias são as formas de reduzir o volume de metano que o animal emite. Além de melhorar o aporte nutricional disponível aos bovinos, os taninos presentes nas estruturas da planta do guandu BRS Mandarim agem no rúmen e, consequentemente, diminuem a emissão”, explica o pesquisador André Pedroso, da Embrapa, em nota. A empresa fez o estudo com novilhos nelore, criados em três diferentes sistemas de produção. Participaram do trabalho, que ocorreu entre 2020 e 2021, pesquisadores da Embrapa Pecuária Sudeste, da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo (FMVZ/USP) e do Centro de Energia Nuclear na Agricultura da Universidade de São Paulo (Cena/USP), de Piracicaba. Atualmente, as opções para reduzir as emissões de metano na pecuária são basicamente aditivos para rações. Com isso, as alternativas destinam-se a quem confina o gado, e não para criações a pasto, mais comuns no Brasil.

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

Suínos: aumento de 0,79% para o animal vivo no Paraná

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 127,00/R$ 133,00, assim como a carcaça especial, valendo R$ 9,50/R$ 10,00 o quilo

Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à terça-feira (13), houve queda somente em São Paulo, na ordem de 0,29%, chegando a R$ 6,94/kg. Foi registrado aumento de 0,79% no Paraná, alcançando R$ 6,36/kg, e de 0,16% no Rio Grande do Sul, atingindo R$ 6,37/kg. Os preços ficaram estáveis em Minas Gerais (R$ 6,96/kg) e em Santa Catarina (R$ 6,31/kg).

Cepea/Esalq

China vai liberar 15.000 toneladas de carne suína das reservas em 17 de setembro

A China liberará 15.000 toneladas de carne suína congelada das reservas estatais em 17 de setembro, de acordo com um aviso divulgado na quarta-feira pelo centro de gerenciamento de reservas

O planejador estatal disse nesta semana que liberaria algumas reservas de carne suína para manter os preços estáveis antes dos próximos feriados, quando a demanda pela carne básica do país normalmente aumenta.

REUTERS

Estados sulinos apontam novo aumento no custo de criação em agosto

Custo de produção do suíno vivo no decorrer de agosto mostraram novo aumento nos três Estados sulinos

Os dados divulgados pela Central de Inteligência de Aves e Suínos (CIAS) da Embrapa Suínos e Aves em relação ao custo de produção do suíno vivo no decorrer de agosto mostraram novo aumento nos três estados sulinos. No Rio Grande do Sul o custo atingiu R$7,80, apresentando leve aumento de 0,5% no mês, enquanto o aumento atingiu 9,2% em doze meses. Nos primeiros oito meses do ano, o custo alcançou R$7,71, equivalendo a aumento de 11,5% sobre o mesmo período do ano passado. No Paraná o custo subiu para R$7,39, significando alta de 1,7% sobre julho último e de 2,8% em doze meses. No acumulado do ano, o custo médio atingiu R$7,33, apontando aumento de 6,1% sobre o mesmo período de 2021. Em Santa Catarina o custo ascendeu para R$7,64, equivalendo a alta de 1,2% no mês e de 7,3% em doze meses. No acumulado de janeiro a agosto o valor médio atingiu R$7,55, significando incremento de 8,3% sobre o mesmo período do ano passado.

AGROLINK

Frango: ave congelada ou resfriada em SP com alta de 0,25%

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 5,80/kg, enquanto o frango no atacado cedeu 0,26%, fechando em R$ 7,80/kg

Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. Em Santa Catarina não houve mudança de preço, custando R$ 4,82/kg, da mesma maneira que no Paraná, que terminou o dia com R$ 5,36/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à terça-feira (13), tanto a ave congelada quanto o frango resfriado tiveram alta de 0,25%, custando, respectivamente, R$ 8,12/kg e R$ 8,06/kg.

Cepea/Esalq

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