CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1818 DE 14 DE SETEMBRO DE 2022

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Ano 8 | nº 1818 | 14 de setembro de 2022

 

NOTÍCIAS

Mercado estável em São Paulo

Com as escalas de grande parte dos frigoríficos atendendo a última semana de setembro e boa oferta de animais, os preços, na comparação feita com o dia anterior (12/9), se mantiveram estáveis.

Nas praças do interior de São Paulo, os preços do boi gordo seguem valendo R$ 290/@, enquanto a vaca e a novilha gorda são negociadas, respectivamente, por R$ 270/@ e R$ 282/@ (preços brutos e a prazo), segundo apurou na terça-feira a Scot Consultoria. O boi-China está cotado em R$ 300/@ no mercado paulista, valor bruto, no prazo. No Noroeste do Paraná, com a boa oferta de fêmeas, as indústrias ofertaram menos R$2,00/@ de novilha gorda em relação ao fechamento de ontem (12/9), para boi e vaca gordos os preços permaneceram estáveis, na mesma comparação. Na exportação de carne bovina até a segunda semana de setembro, o Brasil exportou 63,7 mil toneladas de carne bovina in natura. O volume médio diário embarcado foi de 10,6 mil toneladas, aumento de 18,7% frente à média de agosto/22 (8,8 mil toneladas). O preço pago por tonelada em setembro foi de US$6,1 mil, incremento de 4,7% frente à média em setembro de 2021.

SCOT CONSULTORIA

Mato Grosso abate 461,5 mil cabeças em agosto, avanço anual de 2,71%

De acordo com o boletim mensal do Imea, foi registrado um aumento na quantidade de machos abatidos, com 290,74 mil cabeças no período (+5,72% ante o mês passado)

Mato Grosso abateu, em agosto, 461,5 mil cabeças de gado de corte, queda de 0,14% em relação a julho, mas incremento de 2,71% ante agosto de 2021, informou, em boletim mensal, o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), citando dados do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT). Quanto à variação nas macrorregiões do Estado, foi observado um movimento de queda no abate, especialmente nas regiões norte (-17,38%) e noroeste (-6,4%), “onde o sistema de cria tem maior destaque”, diz o Imea. Já ao analisar as categorias, foi possível observar aumento na quantidade de machos abatidos, com 290,74 mil cabeças no período (+5,72% ante o mês passado). Esse resultado foi puxado especialmente pelos animais com menos de 24 meses (padrão China), que registrou aumento de 39,98% no mesmo comparativo. Por fim, para as fêmeas, houve queda de 8,74% no volume total ante julho deste ano, somando 170,80 mil cabeças abatidas.

Estadão Conteúdo

Boi: preços pouco alterados na terça-feira (13).

O resultado das exportações em 2022 vem oferecendo maior capacidade para os frigoríficos exportadores em pagar mais pela arroba do boi

O mercado físico de boi gordo registrou preços pouco alterados na terça-feira (13). De acordo com o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o padrão de negócios segue sem grandes mudanças. Nos estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais há registros esporádicos de boiadas saindo acima da referência média, para animais que cumprem os requisitos de exportação para a China. Já no Centro e Norte do país o cenário de pressão persiste, com frigoríficos bem posicionados nas suas escalas de abate ditando o ritmo do mercado. “O resultado das exportações em 2022 é espetacular e vem oferecendo maior capacidade para os frigoríficos exportadores em pagar mais pela arroba do boi”, diz Iglesias. Em São Paulo (SP), a referência para a arroba do boi recuou, ficando em R$ 293. Já em Dourados (MS), a cotação ficou em R$276. Em Cuiabá (MT), a arroba de boi gordo finalizou o dia em queda, ficando cotado a R$ 265. Simultaneamente, em Uberaba (MG), os preços subiram e as cotações ficaram em R$ 283. Em Goiânia (GO), os preços do boi despencaram tendo a arroba cotada em R$ 265. Já os preços da carne bovina seguem firmes no atacado. De acordo com Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere por alguma alta dos preços no curto prazo, em linha com a boa reposição entre atacado e varejo durante a primeira quinzena do mês. O quarto dianteiro do boi foi cotado em R$ 16,50.  Já a ponta de agulha teve preços de R$ 16,40. O quarto traseiro do boi teve preço de R$ 21,10 por quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

ECONOMIA

Dólar dispara a R$ 5,19 após inflação nos EUA turbinar apostas em Fed agressivo

O dólar disparou frente ao real na terça-feira, depois que dados de inflação norte-americanos piores do que o esperado turbinou apostas em mais aumentos agressivos dos juros pelo banco central dos Estados Unidos, o Federal Reserve

A moeda norte-americana à vista saltou 1,80%, a 5,1902 reais, na maior valorização percentual diária desde 2 de agosto (1,93%). Essa alta interrompeu sequência de três pregões consecutivos de perdas, período em que o dólar havia caído 2,7%. Na B3, onde os negócios vão além das 17h (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 1,88%, a 5,2140 reais. O mercado de câmbio local operou em total sintonia com o exterior, onde um índice do dólar contra uma cesta de pares fortes subia 1,5% nesta tarde, aproximando-se de máximas em 20 anos atingidas na semana passada. Nas principais bolsas de valores do mundo, investidores também se desfizeram de ações de forma generalizada, em movimento coordenado de aversão a risco. Por trás da fuga para a segurança, dados desta manhã mostraram que o índice de preços ao consumidor norte-americano subiu 0,1% no mês passado, contrariando a expectativa em pesquisa da Reuters de deflação de 0,1%. Sinal de persistência das pressões de preços nos EUA, o núcleo da inflação, que exclui os componentes voláteis de alimentos e energia, subiu 0,6% em agosto, após avançar 0,3% em julho. O núcleo do índice de preços ao consumidor teve alta de 6,3% nos 12 meses até agosto, acelerando ante taxa de 5,9% em julho. A leitura “aponta que o mercado novamente vai ter que colocar as expectativas (para a taxa de juros dos EUA) em patamar mais alto”, comentou Gustavo Cruz, estrategista da RB Investimentos. De fato, contratos futuros vinculados ao juro básico do Fed passaram a precificar como praticamente certo um aperto monetário de, no mínimo, 0,75 ponto percentual na reunião de política monetária de setembro do banco central dos EUA, na semana que vem. As chances de um ajuste ainda mais intenso, de 1 ponto completo, eram calculadas em cerca de 35% ontem à tarde. O banco central dos EUA já subiu os juros em 2,25 pontos percentuais desde março deste ano.

REUTERS

Ibovespa tem maior queda diária em 3 meses com estresse por inflação nos EUA

O Ibovespa quebrou uma série de três altas e caiu mais de 2% na terça-feira, pressionado por preocupações sobre os próximos passos do banco central norte-americano após dados mais fortes do que o esperado sobre a inflação nos Estados Unidos

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 2,3%, a 110.793,96 pontos, devolvendo parte do avanço nos três pregões anteriores (+3,32%). A perda no dia foi a maior queda percentual diária desde 17 de junho. De acordo com o Departamento do Trabalho dos EUA, o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) subiu 0,1% em agosto, contra expectativa de queda de 0,1%. Excluindo os alimentos e energia, o CPI aumentou 0,6%. Os números desencadearam uma forte correção nos mercados por causa de potenciais reflexos nas próximas decisões do Federal Reserve e seus efeitos na maior economia do mundo. Desde março, o BC comandado por Jerome Powell elevou a taxa básica de quase zero para sua faixa atual de 2,25% a 2,50%, sendo que nas últimas duas reuniões – junho e julho – promoveu aumentos de 0,75 ponto percentual. Após declarações recentes de membros do Fed, o mercado já precificava cerca de 90% de chance de nova alta de 0,75 p.p. na próxima semana, o que se consolidou com o CPI nesta terça-feira, quanto também cresceram apostas de um aperto ainda maior. Os futuros dos juros nos EUA mostravam no final da tarde da terça-feira uma chance de 35% de aumento de 1 p.p. na taxa básica na reunião de setembro. Logo após a divulgação do CPI, esse percentual era de 19%. Na visão de Leonardo Neves, especialista de renda variável da Blue3, é difícil o Fed acelerar o ritmo de alta para 1 p.p., mas o aumento nessa aposta mostra que o CPI trouxe medo sobre a dose que precisará ser adotada para conter o avanço nos preços. O CPI, de acordo com Neves, também mostrou que o aumento de juros pelo Fed nos últimos meses pode não estar sendo suficiente para controlar a inflação, nem mesmo com uma série de medidas adotadas pelo governo norte-americano. “Isso causa mais uma vez o medo de o Fed ter de pesar a mão, machucar muito a economia e causar uma recessão”, afirmou. “E uma recessão nos Estados Unidos acaba impactando todo o restante do mundo, por isso os mercados estressaram tanto com esse CPI.” Em Wall Street, o S&P 500 desabou – 4,323656%.

REUTERS

Setor de serviços cresce 1,1% em julho, mostra IBGE

O volume do setor de serviços do Brasil cresceu acima do esperado por analistas em julho, no terceiro mês seguido de avanço sobre o mês anterior, mostraram números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na terça-feira

O setor cresceu 1,1% em julho em relação a junho, na série com ajuste sazonal, e teve alta de 6,3% na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo a Pesquisa Mensal de Serviços. As expectativas em pesquisa da Reuters eram de avanços de 0,5% na comparação mensal e de 5,8% na base anual. Segundo o IBGE, os destaques do mês foram os setores de transportes, com alta de 2,3% sobre junho, e de informação e comunicação, que cresceu 1,1%. Os serviços prestados às famílias avançaram 0,6%. Os dois outros grupos investigados, outros serviços e serviços profissionais, administrativos e complementares, caíram 4,2% e 1,1%, respectivamente. “Essa retomada de crescimento é bastante significativa e é ligada aos serviços voltados às empresas, como os de tecnologia da informação e o de transporte de cargas, que têm um crescimento expressivo e alcançam, em julho, os pontos mais altos das suas respectivas séries”, afirmou em nota o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo. Com o resultado de julho, o setor de serviços está 8,9% acima do patamar pré-pandemia e 1,8% abaixo do seu nível histórico mais alto, atingido em novembro de 2014, disse o IBGE.

REUTERS

MEIO AMBIENTE

Parlamento Europeu amplia proibição a commodities ligadas ao desmatamento

Resolução aprovada pelo Parlamento pretende incluir na lista, carnes de frango, suína, ovinos e caprinos, milho e borracha, além de carvão vegetal e produtos de papel impresso

O Parlamento Europeu aprovou na terça-feira a proposta para ampliar a lista de commodities que deverão ser proibidas de entrar no mercado europeu se estiverem vinculadas ao desmatamento e à degradação da floresta, colocando mais pressão sobre as exportações do Brasil e de outros produtores. Em outubro de 2020, o Parlamento pediu à Comissão Europeia, o braço executivo da União Europeia (UE), para apresentar uma legislação que visa diminuir o desmatamento global impulsionado por compras de países do bloco. A proposta original da Comissão defende a proibição da compra de produtos ligados ao desmatamento, como carne bovina, café, soja, cacau, óleo de palma e madeira. A proposta também inclui produtos que contêm ou foram fabricados a partir desses produtos, como couro, chocolate e móveis. Agora, a resolução aprovada pelo Parlamento pretende incluir na lista, carnes de frango, suína, ovinos e caprinos, milho e borracha, além de carvão vegetal e produtos de papel impresso. Essa futura lei do desmatamento é vista por certos analistas como direcionada ao Brasil. A inclusão de novos produtos, como carne de frango e milho, significará monitoramento ainda maior sobre as vendas brasileiras para o mercado comunitário. A posição do Parlamento foi aprovada na terça-feira por 453 votos a favor, 57 contra e 123 abstenções. Agora, o Parlamento vai iniciar negociações com os 27 Estados-membros para delimitar o formato final da lei do desmatamento. Os parlamentares insistem que as commodities não devem ter sido produzidas em terras desmatadas após 31 de dezembro de 2019 – um ano antes da proposta original da Comissão Europeia. A nova lei torna obrigatório para as empresas verificar (a chamada “due diligence”) que os produtos vendidos na UE não foram produzidos em terras desmatadas ou degradadas em qualquer parte do mundo. A ideia é garantir aos consumidores europeus que os produtos importados não contribuem para a destruição das florestas, inclusive das florestas tropicais insubstituíveis, assim reduzindo a contribuição da UE para a mudança climática e a perda da biodiversidade. Os eurodeputados também querem que as empresas verifiquem se os produtos são produzidos conforme os direitos humanos e respeitem os direitos dos povos indígenas. Se nenhum país ou mercadoria for objetivo de uma interdição no mercado europeu, as empresas que colocarem produtos no mercado comunitário poderão fazer uma “devida diligência razoável” para avaliar os riscos em sua cadeia de fornecimento. Poderão usar, por exemplo, ferramentas de monitoramento via satélite, auditorias de campo, capacitação de fornecedores ou testes de isótopos para verificar a origem dos produtos. As autoridades da UE teriam acesso a informações relevantes, como coordenadas geográficas, e os dados estariam disponíveis para o público. De acordo com o Parlamento, com base em uma avaliação isenta, a Comissão Europeia teria que classificar os países, ou parte deles, de acordo com risco de desmatamento como baixo, normal ou alto seis meses após a lei entrar em vigor. Os produtos de países de baixo risco estarão sujeitos a menos obrigações. Na visão brasileira, “ao agir como um obstáculo ao desenvolvimento econômico, as restrições comerciais (da UE) realmente reforçam algumas das dinâmicas que levaram ao desmatamento e reduzem a capacidade do governo para lidar com essa questão”. No Comitê de Agricultura da OMC, o Brasil insiste que o comércio internacional contribui para a luta contra o desmatamento e que a regulamentação proposta pela UE “é suscetível de ter muito pouco impacto em termos de redução real do desmatamento” e não oferece nenhum incentivo para produtores melhorarem suas práticas e lutar contra o desmatamento.

VALOR ECONÔMICO

Protocolo organiza demandas do varejo para monitorar os frigoríficos

Iniciativa desenvolvida pelo programa Boi na Linha, do Imaflora, busca prevenir a venda de carne bovina com irregularidades socioambientais

Em mais uma iniciativa inédita para promover a organização e a transparência da cadeia produtiva da carne bovina, o programa Boi na Linha viabiliza um sistema de monitoramento com base na capacidade instalada de gestão da cadeia de fornecimento e nos resultados das auditorias dos frigoríficos e nas informações rastreáveis dos lotes de carne. O serviço permite que varejistas verifiquem a aderência dos produtos em relação à sua própria política de compra de carne. O “Protocolo de Monitoramento dos Fornecedores de Carne do Varejo” foi construído pelo Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora) junto a varejistas que já monitoram seus fornecedores e com consulta de organizações da sociedade civil. De acordo com o Imaflora, o protocolo, que será lançado em webinar, organiza passo a passo como a empresa pode participar da agenda de responsabilidade do setor. Ele pode ser utilizado por qualquer organização que comercializa carne bovina procedente da região da Amazônia, tendo como fornecedores abatedouros, frigoríficos, processadores, distribuidores ou outros arranjos comerciais. Segundo o instituto, a Associação Brasileira de Supermercados (Abras) também é um dos co-desenvolvedores do material e tem um papel importante para o avanço conjunto do setor na implantação de sistemas de monitoramento e rastreabilidade, principalmente através do suporte a empresas pequenas e médias. “O protocolo também se torna um novo instrumento de apoio aos associados da Abras”, destaca o coordenador do Imaflora. O documento é resultado de um trabalho que durou cerca de dois anos e uniu os varejistas Assaí, BIG, Carrefour e Grupo Pão de Açúcar aos frigoríficos JBS, Marfrig e Minerva em uma série de oficinas para entender as dificuldades e gargalos existentes no processo de monitoramento. Como representantes da sociedade civil, as organizações WWF-Brasil e National Wildlife Federation (NWF) foram consultadas. O material inclui empresas de todos os tamanhos e em diferentes momentos, desde uma implementação básica a melhoramentos. O sistema propõe três níveis de exigência: o nível essencial prevê que o varejista solicite ao frigorífico apresentação periódica de informações de rastreabilidade das propriedades rurais que compõem os lotes de carne. No segundo nível, o varejista implementa um sistema de monitoramento próprio para verificar as informações recebidas dos lotes de carne bovina adquiridos. A cada nota fiscal emitida pelo frigorífico, o varejista recebe as informações de rastreabilidade do lote e monitora com base nos critérios definidos no Protocolo de Monitoramento dos Fornecedores de Gado da Amazônia (PMFGA). O varejista no nível avançado, o terceiro, busca maior garantia quanto às informações recebidas e realiza uma auditoria de segunda parte nos frigoríficos que confirmam se o sistema de monitoramento está sendo efetivo na identificação das irregularidades, como desmatamento e trabalho escravo. A auditoria pode ser feita pela própria empresa ou por meio de auditoria contratada.

Ascom Imaflora

EMPRESAS

Carnes bovina e de frango favorecidas por momento de mercado, diz XP

O atual cenário global favorece os exportadores brasileiros de carnes bovina e de frango, segundo relatório divulgado pela XP Investimentos na segunda-feira (12)

“Um alinhamento perfeito cercou o setor avícola devido aos preços mais baixos das rações, além da gripe aviária e da crise Rússia/Ucrânia que afetou negativamente a oferta, enquanto o trade-down em busca de proteínas mais baratas está impulsionando a demanda e sustentando os preços”, escreveram os analistas Leonardo Alencar e Pedro Fonseca em relatório. “Portanto, somos da opinião de que o momentum mais beneficia os players expostos à avicultura.” Os analistas também têm uma visão positiva para a carne bovina do Brasil em virtude dos custos mais baixos, devido à virada do ciclo do gado e forte demanda de exportação, principalmente por parte da Ásia e dos Estados Unidos. Alguns riscos que continuam a afetar o setor frigorífico são a valorização do real frente ao dólar, já que 76% do faturamento do setor é em dólares, e críticas relacionadas a desmatamentos. “Portanto, um fluxo de notícias negativo pode afetar negativamente as ações do setor e a percepção dos investidores, mas reconhecemos as iniciativas das empresas dentro da agenda ESG (Ambiental, Social e Governança)”, disseram os analistas. A XP Investimentos anunciou no relatório o início da cobertura das ações da Minerva Foods, com recomendação de “compra”. Os analistas consideram que a presença geográfica e a plataforma de exportação da companhia devem proporcionar à Minerva um poder de arbitragem único entre os frigoríficos brasileiros, traduzindo-se em um sólido momento de resultados. A XP também reiterou a ação da JBS como sua principal escolha no setor frigorífico, em razão de sua plataforma global e portfólio em expansão que devem fornecer “uma resiliência rara” para uma empresa. A recomendação para a BRF foi alterada de “neutra” para “compra”, devido à melhora nos fundamentos da empresa, “com espaço para surpresas positivas da nova gestão”. Para a Marfrig, a XP reiterou a recomendação de compra já que as ações da companhia estão sendo negociadas com desconto excessivo na avaliação dos analistas.

CARNETEC

FRANGOS & SUÍNOS

Suínos: alta para o animal vivo no Paraná, a R$ 6,31/kg

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 127,00/R$ 133,00, assim como a carcaça especial, valendo R$ 9,50/R$ 10,00 o quilo 

Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à segunda-feira (12), houve queda somente em São Paulo, na ordem de 0,43%, chegando em R$ 6,96/kg. Ficaram estáveis os preços em Minas Gerais (R$ 6,96/kg), e no Rio Grande do Sul (R$6,36/kg). Enquanto isso, o setor registrou aumento de 0,64% no Paraná, alcançando R$ 6,31/kg, e de 0,16% em Santa Catarina, fechando em R$ 6,31/kg.

Cepea/Esalq

China liberará segundo lote de reservas de carne suína esta semana

A China liberará um segundo lote de carne suína de suas reservas estatais nesta semana, disse o planejador estatal nesta terça-feira, enquanto busca garantir preços estáveis da carne suína antes dos próximos feriados

Os preços da carne suína subiram nos últimos meses, uma preocupação para Pequim em um momento de desaceleração do crescimento econômico.

REUTERS

Terça-feira com mercado de frango estável

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 5,80/kg, assim como o frango no atacado, custando R$ 7,82/kg

Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. Em Santa Catarina não houve mudança de preço, custando R$ 4,82/kg, da mesma maneira que no Paraná, que terminou o dia com R$ 5,36/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à segunda-feira (12), tanto a ave congelada quanto o frango resfriado ficaram com valores inalterados, custando, respectivamente, R$ 8,10/kg e R$ 8,04/kg.

Cepea/Esalq

ABPA: Receita de exportações de genética avícola cresce 22,7% em agosto

Saldo acumulado de 2022 é 15,5% maior

As exportações brasileiras de material genético avícola totalizaram em agosto US$ 15,7 milhões, informou a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).  O número é 22,7% maior que o registrado no mesmo período do ano passado, com US$ 12,7 milhões. Considerando o volume exportado, as vendas de genética avícola registraram queda de 14,9%, com 1,299 mil toneladas exportadas no oitavo mês de 2022, contra 1,527 mil toneladas no ano anterior. No total acumulado do ano, as vendas de genética avícola acumulam alta de 15,5%, com US$ 110,3 milhões em 2022, contra US$ 95,4 milhões no ano anterior. Já em volume, houve retração de 2% no comparativo entre 2022 e 2021, com 9,698 mil toneladas exportadas este ano, contra 9,892 mil toneladas registradas no ano passado. Entre os principais destinos das exportações do setor em 2022, se destacam o México, com 37,4% do volume embarcado entre janeiro e agosto, seguido por Senegal, com 31,7%, Paraguai, com 17,9% e Bolívia, com 3%. “Apesar de uma leve retração no volume exportado pelo Brasil em 2022, há uma notável elevação nos preços médios de exportação do setor, o que indica o aumento da pressão de mercado por genética avícola.  Há expectativa de que este quadro se mantenha ao longo deste ano”, analisa o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

ABPA

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