CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1744 DE 31 DE MAIO DE 2022

clipping

Ano 8 | nº 1744 | 31 de maio de 2022

 

NOTÍCIAS

Boi gordo: preços seguem em baixa, com reflexos no atacado

Escalas de abate seguem confortáveis; além disso, frigoríficos ainda precisam conviver com embargos temporários impostos pela China, o que gera resíduos regionais

O mercado físico de boi gordo registrou preços entre estáveis e mais baixos nesta segunda-feira (30). Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, os frigoríficos seguem encontrando condições propícias para seguir reduzindo seus preços na compra de gado. “Em linhas gerais, as escalas de abate permanecem bastante confortáveis, dando margem a esse tipo de estratégia. Além disso, os frigoríficos ainda precisam conviver com embargos temporários impostos pela China, situação que gera resíduos regionais. Nesse caso, os frigoríficos exportadores precisam reorganizar suas escalas de abate e passam a atuar de maneira distinta na compra de gado, também reduzindo seus preços na compra de gado”, disse Iglesias. Em São Paulo, capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 307. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 277. Já em Cuiabá (MT), a arroba ficou em R$ 270. Em Uberaba (MG), preços a R$ 280 por arroba. Goiânia (GO) teve indicação de R$ 270 para a arroba do boi gordo. O mercado atacadista iniciou a semana operando com preços em queda. Segundo Iglesias, a tendência de curto prazo ainda remete a alguma queda das cotações. O quadro pode mudar durante a virada de mês, com a entrada dos salários na economia, motivando a reposição entre atacado e varejo. O padrão de consumo delimitado para 2022 segue apontando para amplo consumo de proteínas mais acessíveis, a exemplo do frango e do ovo. O quarto traseiro foi precificado a R$ 22 o quilo, queda de R$ 0,80. O quarto dianteiro foi cotado a R$ 15,80 por quilo. A ponta de agulha foi precificada a R$ 15,40 por quilo, queda de R$ 0,10.

AGÊNCIA SAFRAS

Preços do boi estáveis em São Paulo

Nas praças paulistas, os preços do boi, vaca e novilha gordos abriram estáveis nesta manhã (30/5). Com escalas programadas para a semana, poucos negócios foram reportados

Para bovinos cujo destino é a exportação para a China, queda de R$5,00/@. No Norte de Mato Grosso houve queda nas cotações para todas as categorias de bovinos destinados ao abate. As ofertas de compra foram R$2,00/@ menores para o boi, vaca e novilha gordos. No mercado atacadista de carne bovina com osso as vendas não progrediram na última semana e a baixa liquidez da produção resultou em novos ajustes negativos nas cotações das carcaças. A carcaça casada de bovinos castrados e a de bovinos inteiros tiveram queda de 3,6% e 1,2%, respectivamente, na comparação semanal.

Scot Consultoria

Mercado dos EUA é opção para reduzir dependência da carne bovina da China

A forte demanda dos Estados Unidos por carne bovina em momento de redução na produção local é um cenário propício para que o Brasil eleve as exportações da proteína ao país norte-americano, reduzindo a dependência do mercado chinês, segundo análise da consultoria Agrifatto

“Ainda que o Sudeste Asiático, a Índia, países populosos, até mesmo na África, possam ser grandes importadores de carne bovina no futuro, hoje, a grande opção para o Brasil se ver um pouco mais distante da dependência chinesa são os EUA”, disse o consultor Yago Travagini em análise publicada no perfil do Instagram da Agrifatto na sexta-feira (27). A China, maior importador de carne bovina brasileira, tem suspendido as compras de algumas plantas desde março. Na semana passada, a China anunciou a suspensão temporária das importações de carne de mais quatro plantas: duas da JBS (Lins-SP e Senador Canedo-GO) e duas da Marfrig (Promissão-SP e Várzea Grande-MT). Já os EUA, maior produtor e segundo maior importador de carne bovina do mundo, têm elevado as compras do produto em momento de oferta apertada. O estoque final de rebanho norte-americano em 2022 deverá cair para o menor nível dos últimos oito anos, com cerca de 90 milhões de cabeças, segundo dados do Departamento da Agricultura dos EUA citados pela Agrifatto. De janeiro a abril, os EUA importaram 79,2 mil toneladas de carne bovina brasileira, 244% a mais que no mesmo período do ano passado, segundo dados divulgados pela Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) no início do mês. “Aqui sim está um grande driver que pode mudar um pouco a precificação do boi gordo no médio e longo prazo, principalmente se o Brasil conseguir costurar um acordo com os EUA e, consequentemente, exportar mais para o país”, disse Travagini.

CARNETEC

ECONOMIA

Dólar tem alta em dia de menor liquidez

O dólar fechou em alta moderada contra o real nesta segunda-feira, num dia de menor volume de negócios e sem a referência dos mercados norte-americanos, fechados por causa de feriado, o que abriu espaço para volatilidade às vésperas da formação da Ptax de fim de mês

O dólar à vista subiu 0,31%, a 4,7531 reais. O que chamou atenção no dia foi o baixo volume de negócios. Na B3, pouco mais de 172 mil contratos de dólar futuro haviam trocado de mãos até as 17h31. O pregão se encerra às 18h, mas no ritmo atual o giro caminha para ser o menor desde fevereiro e está 41% abaixo da média de 30 dias. Menos negócios deixam o mercado suscetível a oscilações mais bruscas mesmo com fluxos pontuais. O acirramento da “disputa” entre comprados e vendidos em dólar na B3 em busca de uma taxa mais conveniente a suas operações ao fim de mês também adiciona instabilidade. O centro da “briga” é a Ptax do encerramento de maio, que será definida na terça-feira e servirá de referência para liquidação de uma ampla gama de derivativos. O dia mais esvaziado decorreu da ausência de operações nos mercados norte-americanos, em observância ao Memorial Day, o que reduziu a presença de investidores norte-americanos em todo o mundo. A leve alta do dólar nesta segunda vem depois de a moeda recuar 9,07% desde a máxima de 5,211 reais alcançada no último dia 12. De forma geral, alguns analistas ainda defendem chances de a taxa de câmbio apreciar adicionalmente. O colegiado do BC se reúne em 14 e 15 de junho para deliberar sobre a Selic, e as apostas no mercado de juros indicam maior probabilidade (84%) de incremento de 50 pontos-base, para 13,25% ao ano, mas com 16% de chance de elevação mais forte, de 75 pontos-base. O real aprecia, em termos nominais, 17,26% ante o dólar em 2022.

REUTERS

Ibovespa fecha em queda, pressionado por Petrobras, BB e Eletrobras

Sessão foi marcada pela baixa liquidez por causa de feriado nos Estados Unidos

O Ibovespa ignorou o bom humor externo com a reabertura da China e encerrou uma série de sete pregões consecutivos sem recuos na segunda-feira. Em sessão pouco líquida por conta de feriado nos Estados Unidos, pesaram contra o índice as quedas firmes de Petrobras, Banco do Brasil e Eletrobras. O índice local fechou em queda de 0,81%, aos 111.032,11 pontos. O volume financeiro negociado até o final do dia foi de R$ 14,7 bilhões, conforme as bolsas americanas ficaram fechadas por conta do Memorial Day. O dia começou positivo para os mercados acionários internacionais e para as cotações das commodities metálicas e energéticas, com investidores precificando o avanço do processo de reabertura da economia chinesa. Esperava-se, então, que o sentimento impulsionasse o Ibovespa, que tem forte exposição à China e aos produtos brutos. Vale ON até subiu 1,08%, mas o movimento não evoluiu. Petrobras ON e PN voltaram a ceder 2,16% e 1,99%, nessa ordem, com agentes monitorando os riscos de desabastecimento de diesel revelados pela própria administração da estatal e temerosos em relação a uma possível interferência política na companhia. Segundo noticiou a Reuters, o presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou nesta segunda-feira, durante coletiva para tratar da tragédia de Pernambuco, que a Petrobras pode “quebrar o Brasil” se houver novos aumentos do diesel e atacou governadores por questionarem a redução do ICMS aprovada pela Câmara. Adicionalmente, como a sessão também trouxe queda relevante de Banco do Brasil ON (-2,65%), analistas começaram a indicar um possível peso eleitoral na precificação dos papéis estatais. Pesquisas eleitorais recentes apontaram vantagem do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em comparação a Bolsonaro.

VALOR ECONÔMICO

Inflação surpreende e mercado cogita Selic ainda mais alta

Aumenta quantidade de instituições que esperam elevação de juros adicional na reunião de agosto

O cenário inflacionário já demandava cautela e indicava um desafio elevado para o Banco Central à frente. A deterioração do cenário continuou a se materializar nas projeções do mercado: a escalada das expectativas de inflação teve continuidade e um aumento da Selic além de junho entrou com força no debate. Entre os dias 24 e 27 de maio, o Valor consultou 101 instituições financeiras e consultorias quanto às projeções de inflação e de taxa básica de juros neste ano e em 2023. Desde a última coleta, publicada em 12 de maio, a mediana de expectativas para o IPCA passou de 8,35% para 8,9% neste ano e de 4,2% para 4,5%. Para economistas, não há ‘bala de prata’ para facilitar crédito em 2023. Em relação à Selic, a mediana das estimativas se manteve em 13,25% no fim deste ano, mas aumentou de 9,5% para 9,63% no fim de 2023. A média aritmética simples de projeções para a Selic no fim deste ano também subiu, de 13,39% para 13,48%. Com o juro básico em 12,75%, o BC contratou uma nova alta na Selic na reunião de junho, ao mesmo tempo em que tem dado sinais cada vez mais claros de que deseja encerrar o ciclo de aperto monetário iniciado em março de 2021. Parte do mercado tem migrado para um cenário de uma elevação em agosto. Duas semanas atrás, 25% das estimativas indicavam elevação nos juros em agosto. Na pesquisa atual, esse cenário já é defendido por cerca de 36% das casas. “Há o desejo de parar, mas temos uma inflação ainda muito ruim. Em todos os meses, o IPCA-15 e o fechado vêm surpreendendo negativamente”, diz o economista-chefe da JGP, Fernando Rocha. Ele supõe que o BC tentará encerrar o ciclo, mas sem sucesso. Assim, a gestora projeta a Selic em 14,25% no fim do ciclo. “Eu vejo o risco de o BC parar e as expectativas de inflação piorarem ainda mais. Se a inflação corrente estivesse um pouco melhor, dando sinais de arrefecimento, acredito que ele teria mais conforto, mas está piorando e se espalhando”, observa Rocha. A leitura de maio do IPCA-15 assustou o mercado em relação à dinâmica de preços. A aceleração dos núcleos ligou o alerta entre economistas quanto a cenários de uma inflação ainda mais persistente à frente. “O IPCA-15 veio, realmente, com uma qualidade muito ruim, mas muito ruim mesmo. O BC, de fato, já elevou muito os juros, mas temos medo de que ele acabe parando o ciclo com uma situação inflacionária dessa natureza. Isso poderia desancorar ainda mais as expectativas”, aponta o economista-chefe da Truxt Investimentos, Arthur Carvalho, cuja projeção aponta a Selic a 13,75%.

VALOR ECONÔMICO

Alívio de combustíveis leva IGP-M a desacelerar alta a 0,52% em maio, diz FGV

O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) subiu 0,52% em maio, depois de avançar 1,41% em abril, uma vez que a alta dos preços tanto ao produtor quanto ao consumidor mostrou alívio devido aos combustíveis, informou a Fundação Getulio Vargas na segunda-feira

Ainda assim, o resultado ficou acima da expectativa em pesquisa da Reuters de alta de 0,46%, e levou o índice a acumular em 12 meses avanço de 10,72%. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que responde por 60% do índice geral e apura a variação dos preços no atacado, desacelerou a alta a 0,45% no mês, de 1,45% em abril. Os dados da FGV mostraram ainda que o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que tem peso de 30% no índice geral, passou a subir 0,35% em maio, de alta de 1,53% no mês anterior. “No índice ao produtor, o óleo diesel, combustível de maior peso, variou 3,29% em maio, ante 14,70% em abril. Já no IPC, a gasolina, combustível com maior destaque no orçamento familiar, subiu 1,01% em maio, depois de ter avançado 5,86% em abril”, detalhou André Braz, coordenador dos índices de preços da FGV. Por sua vez, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) teve avanço de 1,49% no período, de alta de 0,87% em abril. O IGP-M calcula os preços ao produtor, consumidor e na construção civil entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

REUTERS

Confiança de serviços no Brasil tem 3° avanço seguido e vai a máxima em 7 meses em maio, diz FGV

A confiança de serviços do Brasil registrou em maio seu maior patamar em sete meses, diante de melhora na percepção tanto sobre o momento atual do setor quanto sobre os próximos meses, mostraram dados divulgados na segunda-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

Em maio, o Índice de Confiança de Serviços (ICS) avançou 2,1 pontos, para 98,3 pontos, máxima desde outubro de 2021 (99,1). Este foi seu terceiro mês seguido de avanço. “A alta desse mês foi, mais uma vez, influenciada tanto pela melhora na percepção do volume de serviços no mês quanto pela evolução favorável das expectativas”, explicou o economista da FGV Ibre Rodolpho Tobler em nota. “Outros pontos positivos são a aproximação do nível neutro de 100 pontos e a disseminação entre os segmentos.” O Índice de Situação Atual (ISA-S), indicador da percepção sobre o momento presente do setor de serviços, ganhou 2,1 pontos, a 98,1 pontos, maior nível desde dezembro de 2013 (99,1), segundo a FGV. Já o Índice de Expectativas (IE-S), que reflete as perspectivas para os próximos meses, subiu 1,9 ponto, para 98,5 pontos, pico desde dezembro de 2021 (98,7). “No curto prazo, ainda é possível imaginar uma continuidade da trajetória positiva com a liberação de recursos que podem estimular a demanda, recuperando assim as perdas ocorridas ao longo da pandemia”, avaliou Tobler. “No médio e longo prazo, o ambiente macroeconômico desfavorável parece ser um fator impeditivo.” Dados divulgados pelo IBGE mais cedo neste mês mostraram que o setor de serviços brasileiro encerrou o primeiro trimestre de 2022 com volume acima do esperado em março e o resultado mais forte para o mês na série histórica iniciada em 2011.

REUTERS

Exportação/Cepea: Faturamento com vendas externas do agro inicia 2022 em forte alta

Pesquisas do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, realizadas com base em dados da Secex (Secretaria de Comércio Exterior) mostram que, de janeiro a abril de 2022, o volume exportado pelo agronegócio nacional cresceu 5% frente ao mesmo período do ano anterior, e os preços em dólar subiram 28%

Assim, o faturamento somou US$ 48 bilhões no primeiro quadrimestre, avanço de 34% em relação ao mesmo período de 2021. Segundo pesquisadores do Cepea, os preços em alta no mercado internacional são consequência das situações adversas enfrentadas pelos agentes econômicos no mundo, como a guerra na Ucrânia e novos surtos de covid na China. Além disso, do lado da oferta, fatores climáticos novamente impactaram a produção brasileira, o que deve manter a oferta nacional um pouco abaixo do esperado. Quanto aos produtos exportados pelo agronegócio nacional de janeiro a abril deste ano, os do complexo soja seguem como destaque, seguidos pelas carnes bovina e de frango. Já os principais destinos continuam sendo a China (que recebeu 35% de tudo que o setor brasileiro exportou no primeiro quadrimestre de 2022), a Europa (considerando-se 27 países) e os Estados Unidos.

É importante enfatizar que, de janeiro a abril de 2022, a participação do agronegócio no saldo comercial do País foi de suma importância, com o setor representando quase 48% das exportações brasileiras totais e gerando volume de recursos suficientes para cobrir o déficit comercial dos outros setores da economia. Os preços dos produtos exportados pelo agronegócio nacional devem se manter em patamares elevados neste ano. Já o volume enviado ao exterior pode apresentar crescimento mais modesto, visto que o encarecimento dos produtos tende a limitar a compra por parte de países de baixa renda. A produção doméstica de importantes produtos do setor deve se recuperar neste ano das fortes perdas ocorridas no ciclo produtivo anterior, mas as altas nos custos de produção devem pesar sobre os produtores. Assim, se, por um lado, preços em alta animam os vendedores e ajudam a compensar a alta dos custos de produção, para os consumidores, é sinal de que a inflação deve continuar a corroer o seu poder de compra.

Cepea

MEIO AMBIENTE

Embrapa estuda ‘cardápio’ que reduz emissões de metano pelo gado

Pesquisas buscam mostrar que uma dieta natural à base de rejeitos da produção de azeite de oliva, vinho e suco de uva, ou óleo de mamona e extrato de tanino, pode melhorar o trato digestivo

Agregar valor à subprodutos e resíduos agroindustriais, incluí-los na suplementação alimentar dos bovinos e ainda ajudar os pecuaristas brasileiros a reduzirem a emissão de metano dos animais, uma das metas de sustentabilidade assumidas pelo país. Pesquisas em andamento na Embrapa buscam mostrar que uma dieta natural à base de óleo de mamona, extrato de tanino ou de rejeitos da produção de azeite de oliva, vinho e suco de uva pode melhorar o trato digestivo do gado e reduzir a geração do gás nos rebanhos. A inclusão desses ingredientes no cardápio dos bovinos, na fase de terminação dos animais, também pode melhorar a qualidade da carne e do leite. Cristina Genro, pesquisadora da Embrapa Pecuária Sul, de Mato Grosso do Sul, diz que a oliva, por exemplo, tem ácidos graxos que podem afetar a gordura da carne e ter efeitos potencialmente positivos para a saúde humana, contribuindo para a redução do colesterol. A gordura presente em abundância no subproduto da azeitona tem efeito direto na redução da produção de metano, que está associada à eficiência do processo de alimentação dos ruminantes. A substância envolve as fibras ingeridas pelos bovinos e as bactérias que atuam sobre elas – principalmente as metanogênicas, que não conseguem atingir esse alimento. “Com isso, ocorre uma transformação no rúmen dos animais, uma redução na população das bactérias responsáveis pelo processo de produção do gás”, diz Genro. O uso dos subprodutos contribuiria, de quebra, para eliminar o passivo ambiental das indústrias produtoras de azeite, que estão em expansão no Sul do país. Os ingredientes alternativos têm potencial para substituir fontes de energia mais tradicionais usadas nos suplementos concentrados, como o milho. Renata Suñé, pesquisadora da Embrapa Pecuária Sul, lembra, no entanto, que a utilização de espécies forrageiras com melhor digestibilidade e a oferta adequada de alimentos são o primeiro passo para reduzir o volume de metano que os bovinos produzem. A estratégia também envolve melhorias no manejo para diminuir o tempo dos animais a pasto. A pesquisa com os subprodutos do azeite de oliva será feita com testes em laboratório, com animais e com avaliações a campo. No caso de bovinos de corte, a suplementação será oferecida por 120 dias na fase de terminação, em área de pastagem de inverno. Além de aspectos nutricionais e produtivos, será medida a emissão de metano em dois momentos durante a suplementação. Outra linha de pesquisa mede o efeito do uso de taninos para reduzir as emissões. A pesquisadora Magda Benavides diz que a substância se liga às proteínas ingeridas pelos bovinos e as protege no rúmen. “Assim, ela não é degradada e vai como proteína bruta para o estômago, possivelmente por causar menos fermentação no rúmen e produzindo menos metano”. Um dos desafios é avaliar a palatabilidade da substância.

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

Suínos: preços perto da estabilidade

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF teve queda de até 2,78%, chegando em R$ 98,00/R$ 105,00, enquanto a carcaça especial ficou estável, custando R$ 7,80 o quilo/R$ 8,20 o quilo

Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à sexta-feira (27), houve queda apenas em São Paulo, na ordem de 0,36%, atingindo R$ 5,60/kg. Ficaram estáveis os preços em Minas Gerais (R$ 5,76/kg), Paraná (R$ 4,45/kg), Rio Grande do Sul (R$ 4,67/kg) e Santa Catarina (R$ 4,37/kg).

Cepea/Esalq

Frango: ave congelada ou resfriada têm altas

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave no atacado ficou estável em R$ 6,72/kg, assim como o frango na granja, valendo R$ 6,00/kg

Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço, em Santa Catarina, a ave não mudou de preço, valendo R$ 4,18/kg, assim como no Paraná, custando R$ 5,56/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à sexta-feira (27), a ave congelada teve aumento de 0,52%, chegando em R$ 7,67/kg, enquanto o frango resfriado subiu 0,66%, fechando em R$ 7,68/kg.

Cepea/Esalq

Gripe aviária nos EUA: USDA aprova US$ 400 mi para combate à doença

Vírus de influenza aviária altamente patogênica (HPAI) foi confirmado em 35 Estados, afetando mais de 37,9 milhões de aves domésticas nos EUA

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) aprovou a transferência de mais US$ 400 milhões para o Serviço de Inspeção de Saúde Animal e Vegetal (Aphis) para apoiar diretamente os esforços de resposta aos surtos de influenza aviária no país. Até agora, o vírus de influenza aviária altamente patogênica (HPAI) foi confirmado em 35 Estados, afetando mais de 37,9 milhões de aves domésticas. O secretário de Agricultura dos EUA, Tom Vilsack, aprovou anteriormente, em meados de março, a aplicação de aproximadamente US$ 130 milhões em recursos de emergência, e US$ 263 milhões adicionais no fim de abril. Esses recursos foram usados para cobrir indenizações, diagnósticos, atividades de campo e outros custos de resposta a emergências. Desde a aprovação da última transferência de recursos, em abril, o vírus foi detectado em 151 novos plantéis, incluindo plantéis em nove novos Estados, afetando mais de 10,8 milhões de aves. Até o momento, o Aphis mobilizou 1.125 funcionários fisicamente e virtualmente para responder ao surto.

ESTADÃO

INTERNACIONAL

Unidades da JBS nos EUA adotarão planos de resposta à pandemia após surtos de Covid

Unidades da processadora de carne JBS USA concordaram em implementar planos de preparação para doenças infecciosas em sete fábricas dos EUA, após um relatório do Congresso americano descobrir que a indústria falhou em impedir a propagação da Covid-19 entre os trabalhadores

O acordo foi anunciado na sexta-feira pela Administração de Segurança e Saúde Ocupacional dos EUA (OSHA, na sigla em inglês), que disse que as empresas trabalharão com equipes de especialistas externos para desenvolver e implementar novas políticas de engenharia, ventilação, triagem de visitantes, limpeza e equipamentos de proteção individual. A OSHA disse que o acordo envolve plantas em seis Estados onde a JBS opera, por meio de unidades da Swift Beef, Swift Pork, JBS Souderton e JBS Green Bay. A JBS USA, subsidiária da brasileira JBS, disse que os planos que está desenvolvendo se basearão em um “manual da Covid-19” que a empresa já adotou, que estabelece as melhores práticas e fornece orientação para operadores das plantas. Em 2020, sete trabalhadores em duas instalações da JBS no Colorado e Wisconsin morreram de Covid-19 e quase 650 funcionários testaram positivo para o vírus. A OSHA disse na sexta-feira que descobriu que as instalações não tomaram medidas para proteger os trabalhadores e cobrou 14.502 dólares em multas. Uma análise da Reuters de dados públicos divulgados em janeiro descobriu que quase 90% das plantas de processamento dos EUA pertencentes à JBS e quatro outras grandes empresas de carne tiveram casos de Covid-19 em 2020 e início de 2021, e que 269 trabalhadores morreram durante esse período. John Rainwater, funcionário da OSHA em Dallas, Texas, disse que a agência garantirá que o acordo com a JBS seja cumprido para evitar que surtos em massa voltem a acontecer. O anúncio ocorre duas semanas depois que um painel da Câmara dos Deputados dos EUA divulgou um relatório dizendo que a JBS e outros grandes processadores de carne não adotaram medidas para conter a propagação do coronavírus.

Reuters

Frigoríficos vão pagar mais pelo boi nos EUA

Hambúrgueres e bifes devem permanecer caros à medida que pecuaristas dos Estados Unidos reduzem seus rebanhos, restringindo ainda mais a produção de carne bovina norte-americana nos próximos meses

No entanto, custos operacionais elevados, previstos especialmente para o ano que vem, reduzirão os lucros de frigoríficos como Tyson Foods, JBS, Cargill e National Beef Packing, disseram executivos do setor. A diminuição da oferta de gado disponível para abate no fim deste ano e em 2023 deve ocorrer em virtude do aumento dos custos de ração e de outras despesas, fator que leva pecuaristas a venderem seus bezerros em confinamento em um ritmo mais rápido. Segundo fazendeiros e funcionários da indústria de carne bovina, a estiagem persistente no Oeste dos EUA secou as pastagens, exigindo gastos maiores em alimentação complementar. As condições de seca e os custos operacionais mais altos também haviam incentivado o rápido abate de vacas de corte no primeiro trimestre de 2022, de acordo com o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). Ainda segundo o USDA, a produção de carne bovina em 2023 deve cair 7% e os preços do gado devem aumentar para níveis recordes. Tim Klein, presidente-executivo da National Beef, disse em abril para a proprietária brasileira Marfrig Global Foods que espera que a oferta de gado dos EUA diminua no terceiro e quarto trimestre deste ano. O encolhimento dos rebanhos significa que o gado ficará mais caro para os processadores comprarem, disseram analistas e executivos do setor.

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