CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1739 DE 24 DE MAIO DE 2022

clipping

Ano 8 | nº 1739 | 24 de maio de 2022

 

NOTÍCIAS

Boi gordo: preços voltam a cair trazendo reflexos negativos ao atacado

Embargos provisórios da China a frigoríficos brasileiros tende a ampliar a pressão sobre os pecuaristas

O mercado físico do boi gordo registrou preços de estáveis a mais baixos na segunda-feira (23). Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, os frigoríficos ainda desfrutam de uma posição confortável em suas escalas de abate, e conseguem assim pressionar por preços mais baixos junto aos criadores. Além disso, persistem os ruídos causados por embargos provisórios impostos pela China, com a atual política de tolerância zero contra a Covid-19. No início da semana, mais três unidades foram suspensas, duas em São Paulo, uma em Goiás. “Esse quadro tende a ampliar a pressão sobre os pecuaristas, ainda mais em uma semana pautada por menor potencial de consumo interno de carne bovina. Para o início da entressafra, é possível que haja maior potencial para reação dos preços no mercado doméstico, com um quadro mais enxuto de oferta. Nesse ambiente, os frigoríficos não possuem tanta facilidade na composição de suas escalas de abate”, assinalou Iglesias. Em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 311,00. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 281,00. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 282,00. Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 285,00 por arroba. Em Goiânia, Goiás, a indicação foi de R$ 280,00 para a arroba do boi gordo. No mercado atacadista, os preços da carne bovina caíram. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere pela continuidade deste movimento no curto prazo, em linha com a reposição mais lenta entre atacado e varejo durante a segunda quinzena do mês. O padrão de consumo ainda sinaliza para a preferência por proteínas mais acessíveis, a exemplo do frango e dos ovos. O quarto traseiro foi precificado a R$ 23,00 por quilo, queda de R$ 0,20. O quarto dianteiro foi cotado a R$ 16,00 por quilo, queda de R$ 0,20. A ponta de agulha foi precificada a R$ 15,70 por quilo, queda de R$ 0,60.

AGÊNCIA SAFRAS
Semana abre com queda nas cotações

Com escalas de abate programadas até o fim do mês, os compradores abriram a semana ofertando R$2,00/@ a menos para o boi e novilha gordos e R$1,00/@ a menos para a vaca gorda nas praças paulistas, com poucos negócios concretizados

Os preços para os machos com destino à China também caíram; queda de R$5,00/@. Noroeste – PR. Mesmo cenário de escalas de abate alongadas na região resultou em queda de R$3,00/@ de boi gordo. Para vaca e novilha gordas a referência seguiu estável. Mercado atacadista de carne bovina com osso. Seguindo na mesma toada da semana passada, a maior oferta de carne bovina atrelada ao consumo frouxo no mercado doméstico pressionou as cotações. Na comparação feita semana a semana, a carcaça casada de bovinos castrados caiu 1,0% e a carcaça casada de bovinos inteiros caiu 2,3% no mesmo comparativo.

SCOT CONSULTORIA

Produção de carne bovina brasileira deve subir a 11,2 milhões de t até 2025

O Brasil deverá elevar a produção de carne bovina para 11,2 milhões de toneladas até 2025, segundo estimativa do Rabobank divulgada em relatório na segunda-feira (23)

“Esperamos que a produção de carne bovina brasileira continue a crescer até 2025 para atender à demanda chinesa e de seus outros destinos”, disse o analista de proteína animal do Rabobank, Wagner Yanaguizawa, em relatório. O Brasil produziu mais de 9 milhões de toneladas em 2021, segundo dados compilados pelo Rabobank. A China deverá continuar a importar grandes volumes de carne bovina brasileira nos próximos anos, dada sua dependência do produto brasileiro e a tendência de aumento do consumo desta proteína no mercado doméstico chinês. Cerca de 37% de todo o volume de carne bovina importado pela China em 2021 foi produzido no Brasil, mesmo com a suspensão das compras por cerca de três meses. O Rabobank espera que a China importe um total de 2,6 milhões de toneladas de carne bovina em 2025. A taxa de crescimento anual composta (CAGR) das exportações brasileiras para a China dos últimos cinco anos foi 5,4%. Se esse crescimento continuar, espera-se que o Brasil exporte cerca de 1,3 milhão de toneladas de carne bovina para a China em 2025.

CARNETEC

Guerra na Ucrânia afeta mercado de proteína animal

A redução da importação de fertilizantes de Belarus e Rússia, que piorou por conta da guerra na Ucrânia, não afeta somente a agricultura, como esclarece Nivaldo Dzyekanski, presidente da Associação Brasileira de Angus. “Não fazemos mais pecuária com extrativismo, nós vamos com pecuária com adubação de solo”, explica ele

Dessa forma, o custo de produção é atingido em todo o ciclo do animal. Primeiro na cria, quando a forrageira é utilizada para alimentação, depois na terminação, mais uma vez a pecuária é afetada por conta do aumento de consumo de grãos na ração animal.

“O custo para fazer a pastagem dobrou, o que causa um impacto aproximado de 30% do gasto total de produção do animal”, calcula Dzyekanski. Isso pode gerar aumento entre 10% e 15% no preço da carne bovina para o consumidor final. O setor ainda sofre com o aumento do preço do petróleo provocado pela tensão na Europa. “Tem animal que viaja 1.200 quilômetros para ir para o abatedouro”, explica o especialista. Outro fator de preocupação é a queda do dólar, um efeito colateral inusitado da guerra, que torna a proteína exportada mais barata e prejudica as margens dos pecuaristas.

Canal Agro/Estadão

Abigeato: casos no RS caem quase 15% após instalação de delegacias especializadas

Desde 2018, o estado conta com a Delegacia de Polícia Especializada na Repressão aos Crimes Rurais e Abigeato (Decrab), que tem auxiliado na repressão dos delitos; municípios de Bagé, Alegrete, Camaquã e Cruz Alta contam com unidades

Os crimes de abigeato, caracterizados como furtos ou roubos de animais, estão entre os maiores pesadelos dos pecuaristas. Desde a implantação da Delegacia Especializada na Repressão aos Crimes Rurais e Abigeato (Decrab), em 2018, o estado viu cair em quase 15% o número de casos. Nesse período, houve uma forte queda nos furtos de animais em todos os anos seguintes, com exceção ao ano passado, que registrou um pequeno aumento. Para o delegado André Mendes de Matos, titular da unidade da Decrab em Bagé (RS), a queda dos casos reflete o avanço do trabalho da delegacia. De 2018 até 2021, houve uma queda de 14,58% nas ocorrências. A partir de 2020, os preços médios do boi registraram fortes elevações no estado e em todo o Brasil. Além disso, o status de zona livre de febre aftosa sem vacinação fez com que o rebanho bovino gaúcho fosse ainda mais visado. “[Esse conjunto de fatores] Valorizou muito o rebanho na comparação com Argentina e Uruguai, algo que nos preocupa, porque existem relatos de gado dos países vizinhos sendo incluídos no nosso rebanho, por conta da valorização que tivemos. A introdução desse rebanho externo no nosso rebanho, além de ter uma questão sanitária e repercutir em questões de comércio exterior, no fim das contas, resultam em outros tipos de delitos, como falsificações de documentos. Então é muito comum nós percebermos comunicações fraudulentas em termos de nascimento e omissão de óbitos para poder gerar um gado apenas no papel”, aponta o delegado. No estado, os recursos recebidos pelas unidades das Decrabs, que cobrem extensas áreas do estado, são os mesmos que recebem as delegacias da Polícia Civil. A chegada de novos equipamentos e veículos passa por parcerias com iniciativas privadas. No Rio Grande do Sul, há quatro unidades da Decrab, que se dividem e cobrem diferentes porções territoriais do estado: Bagé, Alegrete, Camaquã e Cruz Alta. A troca de informações acaba sendo fundamental para o avanço dos trabalhos e melhor adaptação dos agentes as diversas dificuldades impostas pelos criminosos.

CANAL RURAL

ECONOMIA

Dólar à vista fecha em queda de 1,31%, a R$4,8075

O dólar engatou a terceira queda seguida e encerrou a sessão em baixa de 1,31%, a 4,8075 reais –menor valor desde 22 de abril (4,8065 reais)

Operadores domésticos espelharam o dia de fraqueza do dólar no exterior. O índice da moeda dos EUA contra pares caía 0,84% no fim da tarde, queda acentuada para os padrões do índice, que aprofundava as perdas desde a máxima em 20 anos do último dia 13 para 2,8%. As divisas emergentes saltavam 1%, para picos em pouco mais de um mês. Investidores tentam retomar a confiança que há dias é golpeada por incertezas sobre os efeitos do aperto das políticas monetárias, da inflação elevada e das debilidades da economia chinesa sobre o crescimento global. O dólar cai 6,5% no Brasil desde as máximas do último dia 12. Com exceção do rublo russo –contra o qual o dólar cai 10% no período, o real tem o melhor desempenho dentre peso mexicano, peso colombiano, sol peruano, peso chileno, lira turca e rand sul-africano. Do ponto de vista técnico, alguns indicadores apontam continuidade da queda do dólar. À frente, no entanto, analistas ainda veem um cenário mais duvidoso para o real. “Apesar de esperarmos um ciclo de alta da Selic mais longo do que no início de 2022, daqui para frente acreditamos que as últimas demonstrações de agressividade do Fed e a intensificação do ciclo eleitoral (no Brasil) acabarão pesando sobre o real e outros ativos locais”, disseram em nota os estrategistas do Rabobank Mauricio Une e Gabriel Santos. O banco espera dólar de 5,25 reais ao fim do ano.

Reuters

Ibovespa retoma os 110 mil pontos com exterior em alta

Índice emplacou a terceira alta consecutiva e fechou acima dos 110 mil pontos pela primeira vez desde 25 de abril, impulsionado por empresas ligadas às commodities e ao setor financeiro Finanças

O Ibovespa emplacou na segunda-feira sua terceira sessão de alta consecutiva e voltou a fechar acima dos 110 mil pontos pela primeira vez desde o dia 25 de abril. Com commodities e bancos liderando o índice novamente, o Ibovespa fechou em alta de 1,71%, aos 108.487,88 pontos. O volume financeiro negociado foi de R$ 20,3 bilhões. Lá fora, o S&P 500 subiu 1,86%, Dow Jones cresceu 1,98% e Nasdaq ganhou 1,59%. Com os mercados acionários negociando em níveis deprimidos após fortes quedas recentes, a sessão de ontem, sem gatilhos negativos, permitiu movimento pontual de recuperação. A semana reserva o discurso do presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, hoje, e ata da última reunião do BC americano, na quarta-feira. Por aqui, o Ibovespa, que já mostrava resiliência em relação aos pares internacionais por conta de uma recuperação dos ativos ligados às commodities, estendeu seus ganhos em nova sessão robusta. O setor financeiro, um dos mais procurados por investidores estrangeiros, parece consolidar movimento de recuperação.

VALOR ECONÔMICO

Itaú Asset eleva estimativa do crescimento do PIB em 2022, mas passa a ver retração em 2023

A Itaú Asset aumentou a projeção de crescimento para a economia brasileira neste ano e elevou ainda as estimativas para inflação para 9% e taxa de juros ao fim de 2022, com o aperto monetário mais firme devendo impactar a atividade no segundo semestre

O PIB deve aumentar 1,6% em 2022, ante 0,8% do prognóstico anterior, segundo os economistas da gestora de recursos em relatório com data de segunda-feira. O número para 2023, contudo, foi reduzido de alta de 0,2% para contração de 0,5%. “O ano corrente segue apresentando crescimento além do esperado para o primeiro semestre, porém, devemos observar desaceleração da atividade em seguida, com impactos da restrição monetária e lenta convergência da inflação para a meta”, disse a instituição. O cálculo do Itaú Asset para o IPCA de 2022 foi de 8,1% para 9,0%, enquanto o de 2023 agora é visto em 5,3%, acima da taxa de 4,6% do cenário anterior. “Para frente, devemos observar um início de abrandamento da inflação em decorrência da contração monetária. Porém, a ainda forte demanda interna, volatilidade cambial e dinâmica dos preços para alimentos imprimem incertezas sobre a velocidade da desaceleração no avanço dos preços”, afirmaram os economistas. Como consequência dos pontos acima, a Itaú Asset aumentou a estimativa para a Selic ao fim de 2022 de 13,25% para 13,75%. Para o fim de 2023, a taxa foi mantida em 9,25%. O juro básico está em 12,75% ao ano, e a próxima reunião do Copom está marcada para os dias 14 e 15 de junho.

Reuters

Diferença na revisão de fluxo estrangeiro na B3 surpreende

Números refletem mudanças na metodologia de cálculo dos volumes nas ofertas. No caso de 2021, o saldo de investimentos estrangeiros na bolsa passou de uma entrada de R$ 72 bilhões para uma saída de R$ 7 bilhões.

A B3 fez, no fim da tarde de sexta-feira, uma revisão adicional dos dados referentes ao fluxo de estrangeiros na bolsa, contemplando agora 2020, 2021 e as ofertas de ações. Os saldos do mercado secundário neste ano haviam sido revisados em abril, quando a companhia detectou um erro na metodologia que usava anteriormente. Causou perplexidade no mercado não exatamente o erro, mas o tamanho dele. No caso de 2021, o saldo de investimentos estrangeiros na bolsa passou de uma entrada de R$ 72 bilhões para uma saída de R$ 7 bilhões. Com isso, a revisão colocou em xeque a narrativa de alguns analistas, gestores e influenciadores financeiros de que, se o capital externo estava vindo, era hora de comprar.  “Se fosse pouco, mas foi muita diferença”, diz um gestor de recursos, classificando o furo estatístico como “surreal”. Um executivo de educação financeira afirma que o saldo negativo do capital externo é mais coerente com o desempenho do Ibovespa no ano passado – quando houve um recuo de 11,8%. “É a lei da mão invisível: como entrou dinheiro se a bolsa caiu?” Ele diz ser algo sério, mas viu com bons olhos o reconhecimento do erro e a correção da rota. A explicação da bolsa é que as operações de empréstimo de ações foram retiradas do cálculo, já que não envolvem aporte financeiro. No caso das ofertas de ações, a B3 deixou de considerar as informações dos anúncios de encerramento, cujo prazo legal é de até seis meses após as operações e passou a usar os dados de liquidação de IPOs (ofertas iniciais) e “follow-ons” (subsequentes) nos sistemas da bolsa, o que ocorre em D+2 (dois dias após a oferta), disse Luís Kondic, diretor executivo de produtos da B3. “Agora, os dados poderão conciliar movimentos do mercado primário com o secundário.” É verdade que esse é um jogo de soma zero. O volume que diminuiu para estrangeiros aumentou para pessoas físicas e institucionais. Não muda a quantidade de dinheiro que circulou pela bolsa. Mas também é verdade que a B3 é a maior provedora de informações do mercado acionário brasileiro. Nem poderia ser diferente, já que é a praça por excelência para as negociações de ações no Brasil. Portanto, confiar nos dados que divulga é crucial para os investidores, que se apoiam neles para suas estratégias. Não por acaso, a revisão de abril e a continuação de agora deram voz àqueles que defendem que deveria haver mais concorrência no mercado. Na sexta-feira, a B3 deu uma explicação adicional sobre a revisão de dados de fluxo estrangeiro e. divulgou as estatísticas de 2020 e 2021, que ainda não tinham sido atualizadas, além da mudança na metodologia do cálculo do capital externo em IPOs e follow ons. Depois de o fluxo estrangeiro encostar nos R$ 100 bilhões no primeiro trimestre, a B3 fez uma revisão no começo de abril, ressaltando que as estatísticas de 2020, 2021 e 2022 incluíram operações de empréstimos de ações, que não constituem fluxo financeiro. A adição dos dados de operações de empréstimos se deu a partir de outubro de 2020. Faltava ainda corrigir os números de 2020 e 2021. No caso de 2020, o saldo do capital externo foi revisado para R$ 39,7 bilhões negativos, ante os – R$ 31,4 bilhões anteriores. O dado do saldo de estrangeiros no mercado primário de IPOs de 2022 foi revisado de R$ 3 bilhões para R$ 3,7 bilhões. Para 2021, foi de R$ 31,6 bilhões para R$ 48,7 bilhões. Para 2020, o dado de IPOs e follow-ons saiu de R$ 29,2 bilhões para R$ 40,36 bilhões. Com isso, o saldo total de 2022 em IPOs e follow-ons do estrangeiro saiu de R$ 94,2 bilhões para R$ 67,8 bilhões. O de 2021, de R$ 102,3 bilhões para R$ 41,5 bilhões, e o de 2020, de R$ 2,6 bilhões negativos para R$ 700 milhões.

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

Arroba do suíno CIF cai e fica entre R$ 100,00/R$ 110,00 em SP

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF teve recuo de 2,91%/2,65%, chegando em R$ 100,00/R$ 110,00, enquanto a carcaça especial teve queda de, pelo menos, 1,25%, custando R$ 7,90 o quilo/R$ 8,40 o quilo

Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à sexta-feira (20), houve queda de 1,55% no Rio Grande do Sul, chegando em R$ 5,07/kg, e de 0,64% em Minas Gerais, alcançando R$ 6,23/kg. Ficaram estáveis os preços no Paraná (R$ 4,98/kg), Santa Catarina (R$ 4,98/kg) e São Paulo, fechando em R$ 5,88/kg.

Cepea/Esalq

Segunda-feira com mercado do frango estável

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave no atacado ficou estável em R$ 6,90/kg, assim como o frango na granja, valendo R$ 6,00/kg

Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço, em Santa Catarina, a ave ficou estável em R$ 4,18/kg, assim como no Paraná, custando R$ 5,56/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à sexta-feira (20), o frango congelado ficou estável em R$ 7,64/kg, enquanto a ave congelada cedeu 0,13%, fechando também em R$ 7,64/kg.

Cepea/Esalq

Malásia interromperá exportações de frango a partir de junho em meio à escassez

A Malásia interromperá as exportações de 3,6 milhões de frangos por mês a partir de 1º de junho e eliminará a exigência de permissão aprovada para importação de trigo até que a produção e os preços se estabilizem, disse o primeiro-ministro Ismail Sabri Yaakob

O governo estabeleceu um preço-teto de 8,9 ringgit (US$ 2) por frango e disse que reconheceria mais abatedouros no exterior em uma tentativa de aumentar a oferta local e reduzir o aumento dos preços, de acordo com um comunicado na segunda-feira. As medidas vêm dias depois que Ismail aboliu as regras de permissão aprovadas para importações de alimentos, incluindo frango, coco e leite evaporado, para garantir o suprimento adequado de alimentos no país. A medida provavelmente afetará a vizinha Cingapura, que obtém um terço de sua oferta de frango da Malásia, segundo dados da Agência de Alimentos de Cingapura. A Comissão de Concorrência da Malásia está investigando relatos de que existem cartéis que controlam o preço e a produção de frango entre grandes empresas, disse Ismail, prometendo medidas severas contra aqueles encontrados sabotando o fornecimento. A Malásia se junta a outros governos na tomada de medidas para garantir seus próprios suprimentos, com os custos dos alimentos subindo para recordes à medida que a guerra na Ucrânia estrangula o fornecimento de colheitas, acumulando dores inflacionárias sobre os consumidores. Os preços dos alimentos no país do Sudeste Asiático aumentaram 4% em março em relação ao ano anterior, o maior desde dezembro de 2017, já que os custos de frango e vegetais aumentaram mais de 10%.

Bloomberg

Preço da carne de frango acumula queda apesar de fortes exportações

O preço da carne de frango no atacado da Grande São Paulo acumula queda em maio apesar da disponibilidade limitada por exportações aquecidas, segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea)

A retração nas compras dos consumidores domésticos, menos capitalizados na segunda quinzena de maio, impactou os preços no período. O frango congelado e o resfriado no atacado da Grande São Paulo caíram 3,9% no mês até o dia 20 de maio, cotados a R$ 7,64 o quilo. O Cepea é parte do Departamento de Economia, Administração e Sociologia da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (Esalq), unidade da Universidade de São Paulo (USP) localizada em Piracicaba – 150 km da capital paulista. É um grupo de pesquisas registrado no Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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