
Ano 8 | nº 1733 | 16 de maio de 2022
ABRAFRIGO NA MÍDIA
Abrafrigo: Exportações totais de carne bovina em abril crescem 22% no volume e 56% na receita
As exportações totais de carne bovina (somadas in natura e processadas), alcançaram 186.674 toneladas em abril, informou a Associação Brasileira de Frigoríficos (ABRAFRIGO), com base em dados compilados da Secretaria de Comércio Exterior, do Ministério da Economia
A receita com o produto atingiu a US$ 1,1 bilhão. Em comparação com abril de 2021, o volume aumentou 22,3% e a receita 56,3%. No ano passado a movimentação no mês foi de 152.626 toneladas e a receita de US$ 706,6 milhões. No quadrimestre, segundo a Abrafrigo, o acumulado das exportações totais de carne bovina ficou em 732.425 toneladas, aumento de 30% em relação ao mesmo período de 2021 com suas 563.651 toneladas. Na receita, a evolução foi de US$ 2,52 bilhões em 2021 para US$ 4,007 bilhões nos primeiros quatro meses do ano, elevação de 59%, o que reflete, em parte, o aumento nos preços internacionais do produto. No quadrimestre, a China liderou as importações, com 344.490 toneladas (+ 37,2% em relação a 2021 com 251.097 toneladas). Os Estados Unidos vêm na segunda posição, com 79.198 toneladas (+ 244%, foram 23.009 toneladas em 2021). Em terceiro lugar está o Egito, com 55.273 toneladas (+ 271,9%, foram 14.862 toneladas no ano passado). Hong Kong caiu para quarta posição, com 37.757 toneladas, contra 79.831 toneladas em 2021 (-52,7%). Israel foi o quinto maior importador com 19.567 toneladas em 2022, contra 11.382 toneladas em 2021 (+ 71,9%). No total, 101 países aumentaram suas aquisições enquanto que 41 diminuíram.
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NOTÍCIAS
Oferta maior anula viés de alta na cotação da arroba do boi gordo
Preços dos animais terminados ainda seguem em patamares altos, mas analistas não descartam novos recuos
“Para o curto prazo, a expectativa é de manutenção de preços frouxos”, prevê a zootecnista Thayná Drugowick, analista da Scot Consultoria, referindo-se ao mercado de São Paulo. Segundo apurou a Scot, na sexta-feira, 13 de maio, as cotações do boi gordo, além da vaca e novilhas terminadas, ficaram estáveis. Durante a semana, porém, a arroba do boi gordo paulista sofreu recuo de R$ 3/@ – hoje vale R$ 312/@, enquanto a vaca e a novilha são negociadas, respectivamente, a R$ 278/@ e R$ 307/@ (preços brutos e a prazo), de acordo com os dados da Scot. A cotação do boi-China também caiu, recuando R$ 5/@ durante a semana – atualmente, os negócios em São Paulo giram em torno de R$ 325/@. Para a semana que vem, novas quedas na arroba não estão descartadas, prevê Thayná, acrescentando que alguns frigoríficos paulistas já estão com escalas prontas para todo o mês de maio e, por isso, chegam a lançar ordens de compra com reajuste de até R$ 25/@ abaixo do valor atual de referência. Na região sudeste do Mato Grosso, a boa oferta de boiadas resultou em queda para todas as categorias de bovinos destinados ao abate, de acordo com o levantamento feito pela equipe da Scot Consultoria. Na comparação com quinta-feira (12/5), as ofertas de compra desta sexta-feira reduziram em R$ 3/@ para o boi gordo e em R$ 2/@ para a vaca gorda. Dessa maneira, nessa região do MT, o boi, vaca e novilha estão sendo vendidos em R$ 285/@, R$ 273/@ e R$ 277/@, respectivamente (preços brutos e a prazo), informa.
SCOT CONSULTORIA
Abate de bovinos cresce no primeiro trimestre de 2022
Segundo dados da Pesquisa Trimestral do Abate de Animais, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foram abatidos no país 6,91 milhões de bovinos no primeiro trimestre de 2022
Em relação ao mesmo período do ano passado houve aumento de 4,9% na quantidade de bovinos abatidos e na comparação com o trimestre anterior, alta de 0,1%. Esse movimento reflete a fase atual do ciclo pecuário de preços, em que passamos a observar uma maior quantidade de boiadas sendo destinadas ao abate. O cenário está na mesma toada dos últimos dias, com indústrias comprando paulatinamente, frente às escalas confortáveis, e pressionando as cotações para baixo. Apesar da estabilidade de preços nesta manhã, para a semana que vem os preços podem variar em relação à referência e quedas não estão descartadas. A referência para o boi, vaca e novilha está em R$312,00/@, R$278,00/@ e R$307,00/@, respectivamente, preços brutos e a prazo. Para bovinos com destino à exportação os negócios giram em R$325,00/@. Sudeste de Mato Grosso – A boa oferta de boiadas resultou em queda para todas as categorias de bovinos destinados ao abate. Na comparação feita dia a dia, as ofertas de compra foram R$3,00/@ menores para o boi gordo e R$2,00/@ menores para as fêmeas. Boi, vaca e novilha estão sendo negociados em R$285,00/@, R$273,00/@ e R$277,00/@, respectivamente, preços brutos e a prazo.
SCOT CONSULTORIA
Mercado de gado para reposição registra nova rodada semanal de quedas
No curto prazo, o mercado de animais jovens deve seguir com cotações mais frouxas, puxadas principalmente pelo maior volume de bezerros desmamados ao mercado, prevê a Scot Consultoria
Além da menor procura, aumentou a oferta de animais disponíveis para venda, sobretudo bezerrada, relata a consultoria. “Com volume de chuvas minguando e as temperaturas já começando a cair, a entressafra aos poucos vai tomando corpo”, afirma a zootecnista Thayná Drugowick, analista da Scot Consultoria. Em função disso, continua ela, a perda do poder de barganha dos recriadores, somado ao mercado do boi gordo mais frouxo, pressionou as cotações na reposição por mais uma semana. Na média de preços de todas as categorias de machos, fêmeas nos Estados pesquisados pela Scot Consultoria, o recuo foi de 0,7% no comparativo semanal. Ao longo da última semana, as quedas foram puxadas pelas fêmeas, que recuaram 1,1% na média de todas as categorias e Estados, informa a Scot. Destaque para a bezerra de ano e desmama, com recuo de 1,7% e 1,3%, respectivamente, frente à semana anterior. Do lado dos machos, na mesma comparação, a queda foi tímida, de apenas 0,3%. Por outro lado, a disparidade entre as cotações do boi gordo e da bezerra tem favorecido a relação de troca para essas categorias, destaca Thayná. Tomando como base as praças de Tocantins, na região Norte, de janeiro a maio (dados parciais), considerando a média de todas as categorias de machos no estado, as cotações caíram 12,1%, aponta a Scot. Por sua vez, o valor do boi gordo recuou 5% na mesma base de comparação. “Em função disso, o poder de compra do recriador/ invernista presente em Tocantins melhorou 8,2% no período”, relata a analista da Scot.
Scot Consultoria
ECONOMIA
Dólar à vista fecha em queda de 1,65%, a R$5,0578
O dólar fechou em forte queda na sexta-feira e tomou distância dos 5,10 reais, conforme investidores realizaram lucros ao fim de uma semana de grande instabilidade nos mercados globais. A moeda brasileira teve o melhor desempenho do mundo nesta sessão
O dólar à vista caiu 1,65% na sexta, a 5,0578 reais. O patamar de fechamento é o menor desde o último dia 5 (5,0166 reais). Na semana, o dólar acabou caindo 0,31% –até a quinta-feira tinha alta de 1,36%. Em maio, reduziu os ganhos para 2,31% e ainda recua 9,25% no acumulado do ano. Dados da B3 mostram que, no mês, fundos locais e investidores estrangeiros têm atuado na ponta compradora de dólar, enquanto empresas financeiras (como bancos) fazem a contraparte. O mercado girou ao longo da semana em torno dos riscos de aperto mais forte da política monetária dos EUA e também dos efeitos sobre cadeias de produção decorrentes de novos fechamentos de negócios na segunda maior economia do mundo para conter surtos de coronavírus. A inflação global em alta –nos EUA a maior em 40 anos e na zona do euro em patamar recorde– é muito associada a impactos oriundos ainda da quebra nas cadeias de suprimento causadas pelos bloqueios nas economias globais iniciados em 2020 para conter a pandemia. A isso somaram-se falas do chair do Fed, Jerome Powell, reiterando altas de 0,50 ponto percentual nos juros –sinalizando, portanto, que o ritmo de restrição monetária não será intensificado, como temem operadores. Mais uma vez um rali em Wall Street –o índice Nasdaq saltou 3,8%– ajudou a melhorar o humor do mercado no Brasil. Uma medida do “medo” do investidor norte-americano despencou mais de 8% em dia de forte queda do dólar por aqui. Num indicativo de quão juntos têm andado os preços do dólar e o clima no mercado de ações em Nova York, a correlação de um mês entre a taxa de câmbio dólar/real e o índice de volatilidade VIX alcançou o maior patamar desde julho de 2016, de 0,82. O número é positivo uma vez que, se o VIX sobe, o dólar tende a se elevar também. Quanto mais próximo de +1, mais positivamente correlatos são os preços de dois ativos.
REUTERS
Ibovespa avançou com exterior
O principal índice da bolsa brasileira teve alta na sexta-feira e voltou a registrar ganho semanal após cerca de um mês e meio, ajudado por sentimento de apetite ao risco no exterior
O Ibovespa subiu 1,17%, a 106.924,18 pontos, na terceira alta seguida. Com isso, o índice fecha a semana com ganho de 1,7%, após cinco baixas semanais. O volume financeiro da sessão foi de 27,1 bilhões de reais. “Temos um pregão de recuperação bastante em linha com as ações globais, que passaram por uma semana bastante turbulenta e de volatilidade”, diz Filipe Villegas, estrategista da Genial Investimentos. Na véspera, o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, reiterou intenção do banco central norte-americano em subir o juro em 0,5 ponto percentual nas próximas reuniões, diminuindo temores de um movimento de alta mais agressivo. Villegas apontou também a atratividade de algumas ações após depreciação recente e resultados do primeiro trimestre. “É mais uma correção técnica”, disse ele, observando que temas como elevação de juros nos EUA, desaceleração da economia na China e inflação global seguem preocupando.
REUTERS
Novo índice da B3 de empresas ligadas ao agro vai estrear na segunda-feira
Carteira do IAGRO B3, que será revista a cada quatro meses, será composta por 32 ativos
A B3 informou que lançará nesta segunda-feira o novo Índice Agro Free Float Setorial (IAGRO B3), que vai acompanhar o desempenho de empresas ligadas ao agronegócio. A carteira do indicador, que valerá até 2 de setembro deste ano, será formada por ações e units de companhias listadas e categorizadas como de agronegócios por uma nova classificação setorial criada pela bolsa. “O objetivo do IAGRO B3 é refletir o desempenho médio dos ativos de empresas que fazem parte do agronegócio. Em sua composição, as ações são ponderadas considerando a média aritmética simples entre a ponderação pelo valor de mercado do free float e a ponderação setorial”, diz a B3, em nota. Nessa ponderação, continua a bolsa, os pesos são definidos por subsetor: primário (peso 4), insumos (peso 3), agroindústria (peso 2) e agrosserviços (peso 1). “Para participar da carteira do indicador, o ativo deverá atender critérios de liquidez, como, por exemplo, estar presente em 95% dos pregões dos últimos 12 meses e não ser classificado como penny stock (ou seja, ter preço médio superior a R$ 1)”, informa a bolsa. A carteira do IAGRO B3, será composta por 32 ativos, inicialmente nas seguintes participações: 1) JBS (JBSS3) – 7,439% (setor primário) 2) SUZANO (SUZB3) – 7,439% (setor primário) 3) AMBEV (ABEV3) – 6,220% (agroindústria) 4) COSAN (CSAN3) – 6,220% (agroindústria) 5) KLABIN (KLBN11) – 6,101% (setor primário) 6) BRF (BRFS3) – 5,614% (setor primário) 7) RUMO S.A. (RAIL3) – 4,933% (agrosserviços) 8) SAO MARTINHO (SMTO3) – 3,879% (setor primário) 9) MARFRIG (MRFG3) – 3,857% (setor primário) 10) SLC AGRICOLA (SLCE3) – 3,494% (setor primário) 11) DEXCO (DXCO3) – 3,266% (setor primário) 12) ASSAI (ASAI3) – 3,246% (agrosserviços) 13) MINERVA (BEEF3) – 3,182% (setor primário) 14) RAIZEN (RAIZ4) – 3,087% (agroindústria) 15) BRASILAGRO (AGRO3) – 2,821% (setor primário) 16) 3 TENTOS (TTEN3) – 2,660% (setor primário) 17) JALLES MACHADO (JALL3) – 2,644% (setor primário) 18) CAMIL (CAML3) – 2,644% (setor primário) 19) IRANI (RANI3) – 2,587% (setor primário) 20) BOA SAFRA (SOJA3) – 2,571% (setor primário) 21) CARREFOUR BRASIL (CRFB3) – 2,446% (agrosserviços) 22) AREZZO (ARZZ3) – 2,384% (agroindústria) 23) M. DIAS BRANCO (MDIA3) – 1,647% (agroindústria) 24) VAMOS (VAMO3) – 1,400% (agrosserviços) 25) PÃO DE AÇÚCAR – CBD (PCAR3) – 1,303% (agrosserviços) 26) ARMAC (ARML3) – 1,157% (agrosserviços) 27) HIDROVIAS (HBSA3) – 1,136% (agrosserviços) 28) GRUPO MATEUS (GMAT3) – 1,086% (agrosserviços) 29) RANDON PART (RAPT4) – 1,021% (agrosserviços) 30) KEPLER WEBER (KEPL3) – 0,981% (agrosserviços) 31) TUPY (TUPY3) – 0,910% (agrosserviços) 32) RECRUSUL (RCSL3) – 0,626% (agrosserviços).
VALOR ECONÔMICO
Quase 3,5 milhões de brasileiros estão sem emprego há mais de dois anos
No total, o Brasil tem 26,812 milhões de trabalhadores subutilizados, entre desempregados e pessoas que gostariam de trabalhar mais horas, mas não encontram oportunidades. A taxa de desemprego na média do País ficou em 11,1% no primeiro trimestre deste ano, mesmo resultado registrado no quarto trimestre do ano passado, segundo o IBGE
Apesar dos sinais positivos do mercado de trabalho no primeiro trimestre, o Brasil tinha quase 3,5 milhões de pessoas em situação de desemprego de longo prazo, ou seja, em busca de um trabalho há pelo menos dois anos. Se considerados todos os que procuram emprego há pelo menos um ano, esse contingente sobe a 5,009 milhões. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados nesta sexta-feira, 13, pelo IBGE. Um total de 3,463 milhões tentavam uma oportunidade de trabalho há dois anos ou mais, o equivalente a 29% dos 11,949 milhões de desempregados existentes no período. Outros 1,546 milhão buscava emprego há pelo menos um ano, porém menos de dois anos, 12,9% do total de desocupados. Mais 4,879 milhões de brasileiros procuravam trabalho há mais de um mês, mas menos de um ano, 40,8% do total de desempregados, e 2,060 milhões tentavam uma vaga há menos de um mês, 17,2% do total. A taxa de desemprego foi considerada estatisticamente estável em 26 das 27 Unidades da Federação na passagem do quarto trimestre de 2021 para o primeiro trimestre de 2022. A única queda significativa (que supera o intervalo da margem de erro da pesquisa, segundo o IBGE) ocorreu no Amapá, -3,3 pontos porcentuais, de 17,5% no quarto trimestre de 2021 para 14,2% no primeiro trimestre de 2022. A taxa de desemprego na média do País ficou em 11,1% no primeiro trimestre deste ano, mesmo resultado registrado no quarto trimestre do ano passado. Houve melhora em São Paulo, onde a taxa desceu de 11,1% no quarto trimestre de 2021 para 10,8% no primeiro trimestre de 2022, enquanto que o Rio de Janeiro mostrou piora, aumentando de 14,2% para 14,9% no período, uma das mais elevadas do Brasil. No primeiro trimestre, a taxa de desemprego foi de 9,1% para os homens, ante um resultado de 13,7% para as mulheres. Por cor ou raça, a taxa de desemprego ficou abaixo da média nacional para os brancos, em 8,9%, muito aquém do resultado para os pretos (13,3%) e pardos (12,9%). Ou seja, a taxa de desemprego dos pretos era 49,4% maior que a dos brancos, enquanto a dos pardos era 44,9% superior. No primeiro trimestre de 2022, 64,2% dos desempregados no País eram pretos ou pardos. A taxa de desocupação para as pessoas com ensino médio incompleto foi de 18,3%, mais que o triplo do resultado para as pessoas com nível superior completo, cuja taxa foi de 5,6%. O Brasil encerrou o primeiro trimestre de 2022 com 4,594 milhões de desalentados, pessoas em idade de trabalhar que não procuram emprego por acreditarem que não conseguiriam uma oportunidade, por exemplo. Esse montante respondeu por 55% da força de trabalho potencial no período, que reúne 8,354 milhões de brasileiros que não trabalham nem procuram vaga, mas que teriam condições de assumir um emprego. Se considerada toda a população subutilizada, que inclui também os desempregados (11,949 milhões) e os que trabalham menos horas do que poderiam e gostariam (6,509 milhões), faltou trabalho no primeiro trimestre para 26,812 milhões de brasileiros.
O ESTADO DE SÃO PAULO
FRANGOS & SUÍNOS
Custos de produção de aves e suínos caem em abril
Os custos de produção de frangos de corte e de suínos medidos pela Central de Inteligência de Aves e Suínos (Cias) da Embrapa registraram a primeira queda no ano em abril, segundo dados divulgados pela Cias na semana passada
O ICPFrango, que mede o custo de produção de frangos de corte, teve queda de 3,22% em abril, em relação a março, a 431,89 pontos, influenciado por redução de 3,35% nas despesas operacionais com alimentação. O custo de produção do quilo do frango de corte vivo no Paraná, produzido em aviário tipo climatizado em pressão positiva, teve redução de R$ 0,19 em abril, a R$ 5,58. No acumulado do ano até abril, ICPFrango ainda sobe 7,03%. O ICPSuíno, que mede o custo de produção de suínos, caiu 5,20% em abril, a 428,55 pontos, também influenciado por uma redução de 5,86% nos custos de nutrição. O custo total de produção do suíno vivo produzido em sistema tipo ciclo completo em Santa Catarina caiu R$ 0,41/kg no mês, a R$ 7,49. Nos primeiros quatro meses do ano, o ICPSuíno acumula alta de 7%.
CARNETEC
Exportações de carne suína totalizam 89,7 mil toneladas em abril
Embarques do ano alcançam 327,3 mil toneladas
Levantamentos da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) mostram que as exportações brasileiras de carne suína (incluindo todos os produtos, entre in natura e processados) alcançaram 89,7 mil toneladas em abril, número 8,8% inferior ao registrado no quarto mês de 2021, com 98,7 mil toneladas. Em receita, o resultado das vendas do mês alcançou US$ 193,4 milhões, número 16,7% menor que o registrado no mesmo mês de 2021, com US$ 232,3 milhões. No acumulado do ano (janeiro a abril), as exportações de carne suína alcançaram 327,3 mil toneladas, número 7% menor que o registrado no primeiro quadrimestre de 2021, com 351,8 mil toneladas. Em receita, houve retração de 16,3%, com US$ 692 milhões neste ano, e US$ 826,4 milhões no ano passado. De acordo com os dados levantados pela ABPA, a China é o principal destino das exportações realizadas entre janeiro e abril, com 118,6 mil toneladas (-35% em relação ao mesmo período do ano passado), seguida por Hong Kong, com 33,8 mil toneladas (-34,8%), Filipinas, com 23,2 mil toneladas (+281,3%), Singapura, com 20,1 mil toneladas (+43,9%) e Argentina, com 18 mil toneladas (+83,1%). “As vendas de abril retornaram para patamares próximos de 90 mil toneladas, que é a tendência de desempenho mensal esperada para este ano. As exportações de carne suína do Brasil, estão em processo de acomodação de níveis de embarques, se estabelecendo em patamares significativamente superiores aos que eram registrados antes da grande disrupção global da proteína, iniciada em 2018 e com efeitos mais sensíveis entre 2019 e 2021. A China tem perdido parte de sua influência sobre o desempenho total das exportações, sendo substituída por outras nações da Ásia e América do Sul”, analisa o presidente da ABPA, Ricardo Santin.
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