CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1671 DE 11 DE FEVEREIRO DE 2022

clipping

Ano 8 | nº 1671 | 11 de fevereiro de 2022

 

NOTÍCIAS

Boi gordo: alta na cotação do boi e novilha gordos em São Paulo

Após uma virada de mês com ofertas relativamente boas na praça paulista, nesta semana, devido à oferta mais enxuta comparativamente, as escalas de abate ficaram um pouco mais curtas, cenário sustentado pela resistência da ponta vendedora nas negociações

Com isso, houve alta de R$2,00/@ para o boi e novilha gordos na comparação feita dia a dia, enquanto a cotação da vaca ficou estável. Na região Sul de Minas Gerais, a maior oferta de gado terminado e o escoamento fraco no mercado doméstico pressionaram as cotações das três categorias destinadas ao abate. A queda foi de R$7,00/@ para o boi gordo, R$5,00/@ para a vaca gorda e R$8,00/@ para a novilha gorda, no comparativo diário. Em Campo Grande – MS, mesmo com a oferta de gado terminado em níveis abaixo do esperado para a época do ano, o consumo fraco tem ditado o rumo dos preços, que estão pressionados.

SCOT CONSULTORIA

Boi/Cepea: Vantagem do boi sobre a carne se amplia

Com vendas da proteína no mercado doméstico enfraquecidas, devido ao alto patamar da carne e ao baixo poder de compra da maior parte da população, isso acaba limitando os avanços dos valores

Dados do Cepea mostram que a diferença entre os valores médios da arroba do boi gordo para abate e da carne negociada no mercado atacadista da Grande São Paulo vem se ampliando desde novembro do ano passado. Agora em fevereiro, a diferença já é a maior desde julho de 2016. Na parcial deste mês (até o dia 8), enquanto o valor médio à vista da arroba do boi gordo (Indicador CEPEA/B3, estado de São Paulo) está em R$ 336,03, o da carcaça casada do boi (Grande São Paulo) está em R$ 317,40, ou seja, diferença de 18,63 Reais/@. Em julho de 2016, a diferença foi de 24,36 Reais/@ – para esses cálculos, foram consideradas as médias mensais deflacionadas pelo IGP-DI.

Cepea

IBGE: abate de bovinos recua 8,2% e de frangos cai 1,2% no 4º trimestre de 2021

De acordo com os dados preliminares do IBGE, o número de cabeças de bovinos abatidas no quarto trimestre do ano passado voltou a cair e foi de 6,77 milhões

O abate de bovinos caiu 8,2% e o de frangos 1,2% enquanto o de suínos subiu 5,8% no quarto trimestre de 2021, na comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo os resultados preliminares da Estatística da Produção Pecuária, divulgada ontem (10) pelo IBGE. Os resultados completos para o quarto trimestre de 2021 e para as unidades da federação serão divulgados em 15 de março de 2022. De acordo com os dados preliminares, o número de cabeças de bovinos abatidas no trimestre foi de 6,77 milhões, enquanto os abates de suínos e de frangos registraram 13,29 milhões e 1,54 bilhão de cabeças, respectivamente. Já em relação ao terceiro trimestre do ano passado, o recuo no abate de bovinos foi de 2,5%. O abate de suínos caiu 3,2%, enquanto o de frangos teve variação positiva de 0,3%. No 4º trimestre de 2021, do total de bovinos abatidos, o resultado preliminar aponta uma produção de 1,87 milhão de toneladas de carcaças bovinas, queda de 5,7% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior e de 0,8% em relação ao apurado no 3o trimestre de 2021. Em relação aos suínos, o peso acumulado das carcaças atingiu 1,21 milhão de toneladas, com alta de 7,9% frente ao 4º trimestre de 2020 e queda de 4,8% na comparação com o 3º trimestre de 2021. Já o peso das carcaças de frango foi de 3,68 milhões de toneladas no 4o trimestre de 2021. Na comparação anual, houve aumento de 2,9% em relação ao 4° trimestre de 2020 e frente ao 3º trimestre de 2021 o avanço foi de 1,1%. A pesquisa mostra ainda que os curtumes que efetuam curtimento de, pelo menos, cinco mil unidades inteiras de couro cru bovino por ano declararam ter recebido 7,08 milhões de peças inteiras de couro cru no primeiro trimestre deste ano. Essa quantidade foi 8,2% menor em comparação à registrada no 4° trimestre de 2021 e 3,9% em relação ao trimestre imediatamente anterior.

Agência de Notícias IBGE

Boi: pecuarista aumenta capacidade de retenção diante das boas condições das pastagens

O mercado físico de boi gordo registrou preços firmes na quinta-feira. Segundo o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, houve tentativas de compra abaixo da referência média, principalmente por parte dos frigoríficos que operam apenas no mercado doméstico

“Em linhas gerais, ainda é grande a dificuldade em repassar o avanço dos custos da matéria-prima ao longo da cadeia produtiva, principalmente em relação ao preço da carne bovina. Para os frigoríficos exportadores a formação de receitas é muito positiva no momento, justificando as negociações em patamar mais alto. Essa dinâmica será bastante evidente no decorrer do ano. Sob a ótica da oferta, poucas são as novidades, com os pecuaristas ainda contando com boa capacidade de retenção diante das boas condições das pastagens”, assinalou Iglesias. Em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 343, estável. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 313. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 313 – 314. Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 340 por arroba, estáveis. Em Goiânia, Goiás, a indicação foi de R$ 317 para a arroba do boi gordo. O mercado atacadista voltou a operar com preços acomodados para a carne bovina nesta quinta-feira. “Para a segunda quinzena do mês a expectativa é de mercado menos aquecido com uma reposição mais lenta entre atacado e varejo. O padrão de consumo ainda aponta pela preferência de proteínas”, disse Iglesias. O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 23,70, por quilo. Ponta de agulha segue no patamar de R$ 14,30, por quilo. Quarto dianteiro permanece cotado a R$ 15,50, por quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

ECONOMIA

O dólar à vista termina pregão com ganho de 0,24%, a 5,2393 reais

O dólar fechou em alta contra o real na quinta-feira, com investidores demandando a segurança da moeda norte-americana em meio a quedas nos mercados em Wall Street, após dados de inflação nos EUA turbinarem apostas de aumentos mais vigorosos nos juros por lá

Ainda assim, o mercado de câmbio aqui –e no mundo emergente em geral– não mostrou corrida por compra de dólar, em parte pela continuação de fluxos para classes de ativos em que investidores enxergam mais oportunidades de ganhos, como moedas de países que já estão em processo de aperto monetário. O dólar de forma geral tomou algum fôlego na parte da tarde, sobretudo depois de uma autoridade do banco central norte-americano defender alta de até 1 ponto percentual do juro até julho. Ainda assim, a moeda na prática apenas devolveu as perdas de mais cedo, sem forças para construir altas mais fortes, a despeito de dados de inflação mais expressivos nos EUA.O ingresso líquido de não residentes para ações negociadas na B3 já se aproxima de 40 bilhões de reais, conforme dados da bolsa. Quanto mais fluxo estrangeiro novo para o mercado acionário local, maior a oferta de dólar e, portanto, mais pressão de baixa sobre a moeda norte-americana. Na quarta-feira, dados do Banco Central mostraram que entre 27 de janeiro e 4 de fevereiro (último dado disponível) o Brasil recebeu em termos líquidos 8,181 bilhões de dólares em moeda estrangeira, com ingressos massivos pela conta financeira –por onde passam fluxos para portfólio, entre outros– de 7,773 bilhões de dólares. No acumulado do ano, já são 5,725 bilhões de dólares em dinheiro novo no país.

REUTERS

Ibovespa tem impulso com exportadoras, bancos e resiste a tombo em Wall Street

O principal índice da bolsa brasileira subiu nesta quinta-feira, com suporte dos papéis de bancos, Vale e Petrobras, destoando de queda firme das bolsas em Nova York, onde elevaram-se as expectativas por um aperto monetário mais rápido pelo banco-central norte-americano

O movimento no exterior foi desencadeado por dado de inflação acima do esperado nos Estados Unidos, divulgado pela manhã, e ganhou tração após uma declaração de autoridade do Federal Reserve. De acordo com dados preliminares, o Ibovespa subiu 0,69%, a 113.231,89 pontos. O volume financeiro na sessão foi de 30 bilhões de reais.

REUTERS

Setor de serviços do Brasil cresce 1,4% em dezembro

Em dezembro o setor de serviços registrou avanço de 1,4% em relação ao mês anterior, segundo mês de alta, ampliando ainda para 6,6% o distanciamento em relação ao nível pré-pandemia, de fevereiro de 2020

A base de comparação fraca de 2020 ajuda a explicar crescimento recorde dos serviços em 2021, diz IBGE. Em relação ao mesmo período do ano anterior, o volume apresentou ganho de 10,4%, 10ª taxa positiva, informou na quinta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com isso, o setor de serviços fechou o ano de 2021 com crescimento no volume de 10,9% após contração de 7,8% em 2020, marcando a maior taxa para um fechamento de ano desde o início da séria histórica em 2012. As medidas de contenção do coronavírus impuseram em 2020 um forte baque ao setor de serviços, que tem peso importante sobre a atividade econômica. “Por outro lado, a pandemia trouxe oportunidades de negócios para serviços voltados às empresas, como os de tecnologia da informação, transporte de cargas, armazenagem, logística de transporte e serviços financeiros auxiliares, que tiveram ganhos mais expressivos e compensaram as perdas dos serviços de caráter presencial”, lembrou o Gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo. Mas o avanço da vacinação permitiu a reabertura das atividades, embora a inflação elevada venha pesando sobre a atividade econômica brasileira. “A reação dos serviços só veio mesmo em 2021. Havia um ‘delay’ para serviços e por isso essa escala maior de crescimento no ano passado”, completou Lobo. Em dezembro, quatro das cinco atividades pesquisadas avançaram no mês sendo o maior impacto do setor de transportes, que cresceu 1,8%, ficando 9,8% acima do patamar pré-pandemia. A atividade de transportes também foi o destaque no ano de 2021, com expansão de 15,1%, seguida por informação e comunicação, com crescimento de 9,4%. Com isso, ambas superaram as quedas de 7,6% e 1,6%, respectivamente, registradas em 2020. Por sua vez, o índice de atividades turísticas cresceu 3,5% em dezembro frente ao mês anterior, acumulando avanço de 21,1% em 2021, impulsionado principalmente pelos ramos de transporte aéreo, hotéis, restaurantes, rodoviário coletivo de passageiros e locação de automóveis. Apesar disso, o turismo ainda está 11,4% abaixo do patamar de fevereiro de 2020.

REUTERS

Cepea: Preço de exportação elevado LEVOU A um ano de faturamento recorde para o agronegócio

Segundo dados do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, com base em informações da Secex (Secretaria de Comércio Exterior), de janeiro a dezembro de 2021, o volume exportado pelo agronegócio nacional caiu 8% em relação ao ano anterior. Já o faturamento superou os US$ 120 bilhões em 2021, aumento de 18% frente ao de 2020

Conforme o Cepea, os valores em dólar de todos os principais produtos exportados pelo agronegócio brasileiro tiveram ganhos (nominais). No entanto, em moeda nacional, o desempenho do faturamento ficou inferior ao observado em 2020, em 4%, devido à valorização do Real e, sobretudo, à inflação brasileira (medida pelo Índice Geral de Preços Disponibilidade Interna, IGP-DI). O Cepea ressaltou que o forte crescimento da demanda mundial por alimentos, aliada a uma oferta mais restrita em importantes países produtores, como o Brasil, levou à apreciação dos preços internacionais. O destaque foi o óleo de soja, que registrou valorização em dólar de 78%. Quanto à soja em grão e ao farelo, as altas nos preços em dólar foram de 30% e de 22,7%, respectivamente. Desde 2013, a China é o principal destino das vendas externas do agronegócio brasileiro. Em 2021, as vendas ao país asiático representaram 34% do faturamento obtido pelo setor exportador, enquanto União Europeia e Estados Unidos somaram 15% e 7,5%, respectivamente. Para 2022, há projeção de crescimento para a economia brasileira de apenas 0,3% do PIB. Assim, mais do que o usual, os mercados do agronegócio devem se manter atrelados às exportações, com consequente aperto no abastecimento interno. Os preços externos dos alimentos, conforme projeções de órgãos internacionais, apontam para manutenção de patamares elevados, mas um pouco abaixo dos recordes de 2021, considerando-se não haver perdas significativas pelo clima adverso. No Brasil, apesar da estagnação econômica, como os preços do agronegócio são basicamente assentados sobre os valores internacionais, os alimentos e outros produtos do agro devem permanecerem patamares elevados.

CEPEA

Mesmo com quebra na soja, colheita de grãos baterá recorde em 2021/22, diz Conab

Estatal reduz estimativa para o volume total para 268,2 milhões de toneladas, 5% mais que em 2020/21

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) confirmou as expectativas e promoveu um corte profundo em sua estimativa para a colheita de soja no país nesta safra 2021/22, em decorrência das perdas provocadas pela seca na região Sul do país. Com isso, a projeção da estatal para a produção de grãos como um todo, que em janeiro estava em 284,4 milhões de toneladas, caiu para 268,2 milhões de toneladas, ainda 5% mais que no ciclo 2020/21 e um novo recorde. Dessa redução de 16,2 milhões de toneladas, o ajuste para a soja respondeu por 15 milhões. De acordo com a Conab, 125,5 milhões de toneladas da oleaginosa sairão dos campos brasileiros nesta temporada, ante as 140,5 milhões previstas no mês passado. A queda em relação à safra passada (138,2 milhões de toneladas) chega a 10,7%, mas mesmo assim o resultado previsto agora é o segundo maior da história. Por causa da quebra da soja — também evidente na porção centro-sul de Mato Grosso do Sul —, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná deverão colher 10 milhões de toneladas a menos de grãos que o estimado para a safra 2020/21. A Conab corrigiu a conta para a produção total da região Sul em 2021/22 para 68,1 milhões de toneladas, o que representa uma queda de 12,7%. No caso do milho, que também sofre com a falta de chuvas no Sul, a Conab fez apenas um leve ajuste para a colheita nacional. Previa 112,9 milhões de toneladas em janeiro e agora aponta 112,3 milhões, um aumento de 29% em relação ao ciclo passado, quando houve perdas profundas também causadas por problemas climáticos. A segunda safra é o vetor da recuperação que até agora tende a garantir uma nova colheita recorde de grãos no Brasil: para este ano, a colheita da safrinha continua projetada em pouco mais de 86 milhões de toneladas, 41,7% mais que no ano passado. A Conab também reduziu a conta para o arroz em 2021/22, de 11,4 milhões para 10,6 milhões de toneladas, volume 10,1% inferior ao colhido no país em 2020/21. Para o feijão, a estimativa permaneceu em 3,1 milhões de toneladas, um crescimento de 6,4% ante a temporada anterior. E também não houve mudança na previsão para o algodão: conforme a estatal, a colheita ficará em 2,7 milhões de toneladas da pluma nesta safra, 15% mais que em 2020/21.

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

Suínos: quinta-feira com altas nos preços

Segundo análise do Cepea/Esalq, esse recente movimento de recuperação, que vem sendo observado na maioria das regiões acompanhadas, está atrelado ao período de início de mês (recebimento dos salários por parte da população), que elevou, ainda que de forma tímida, a procura de frigoríficos por novos lotes de suínos para abate

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 93,00/R$ 103,00, enquanto a carcaça especial aumentou 1,32%/1,27%, valendo R$ 7,70 o quilo/R$ 8,00 o quilo. Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quarta-feira (9), foi registrada queda de 0,22% em Santa Catarina, chegando em R$ 4,52/kg, e avanço de 0,96% em São Paulo, atingindo R$ 5,26/kg. Ficaram estáveis os preços em Minas Gerais, valendo R$ 5,38/kg, R$ 4,34/kg no Paraná, e R$ 4,36/kg no Rio Grande do Sul.

Cepea/Esalq

Suinocultura independente: Leve melhora nos preços, com diminuição da oferta e peso dos animais

No Paraná, Considerando a média semanal (entre os dias 03/02/2022 a 09/02/2022), o indicador do preço do quilo vivo do Laboratório de Pesquisas Econômicas em Suinocultura (Lapesui) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) teve alta de 3,71%, fechando a semana em R$ 4,57/kg. “Espera-se que na próxima semana o preço do suíno vivo apresente alta, podendo ser cotado a R$ 4,66/kg”, informou o Lapesui

Após repetidas quedas nos preços do suíno comercializado no mercado independente, na quinta-feira (10), o setor começou a esboçar alguma reação, com exceção de Minas Gerais, onde não houve acordo entre frigoríficos e criadores. Lideranças apontam que há uma diminuição de oferta de animais e com pesos menores, além de que o mercado entendeu que esta redução pode ser contínua, e se antecipou nas compras. Em São Paulo, segundo informações da Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS), na semana anterior não havia tido acordo entre frigoríficos e suinocultores, e o último preço registrado havia sido de R$ 5,33/kg. Nesta semana, foi realizada negociação com o preço de R$ 5,87/kg, com acordo. Houve aumento também em Santa Catarina, como aponta a Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), partindo de R$ 4,76/kg vivo para R$ 5,24/kg. No mercado mineiro, houve recuo, saindo de R$ 5,40/kg vivo para R$ 5,00/kg, sem acordo entre frigoríficos e produtores, conforme com informações da Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg). No caso do mercado gaúcho, que realiza as negociações às sextas-feiras, o valor passou de R$ 5,28/kg vivo para R$ 5,30/kg vivo na última sexta-feira (4), conforme dados da Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (Acsurs).

AGROLINK

Suínos/Cepea: Preços do animal reagem em muitas regiões

Após registrarem quedas intensas por algumas semanas, os preços do suíno vivo reagiram nos últimos dias

Segundo pesquisadores do Cepea, esse recente movimento de recuperação, que vem sendo observado na maioria das regiões acompanhadas, está atrelado ao período de início de mês (recebimento dos salários por parte da população), que elevou, ainda que de forma tímida, a procura de frigoríficos por novos lotes de suínos para abate. Quanto ao mercado atacadista de carne, as reações nos preços não têm sido uniformes neste começo de mês, indicando que o incremento no consumo doméstico de carne suína com o início de fevereiro não tem sido generalizado.

Cepea

Frango: quinta-feira com valores estáveis

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 4,90/kg, enquanto a ave no atacado subiu 0,54%, valendo R$ 5,60/kg

No caso do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço, enquanto Santa Catarina ficou estável em R$ 3,99/kg, assim como no Paraná, custando R$ 5,10/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quarta-feira (9), a ave congelada subiu 2,92%, chegando a R$ 5,99/kg, enquanto o frango resfriado valorizou 2,20%, fechando em R$ 6,04/kg.
Cepea/Esalq

Brasil dobra venda de carne de frango aos Emirados

Empresas brasileiras aumentaram em 96,6% a exportação de carne de frango aos Emirados Árabes Unidos em janeiro

O Brasil quase dobrou as exportações de carne de frango para os Emirados Árabes Unidos em janeiro. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) destacou o aumento das vendas ao país árabe na divulgação das exportações do mês, que tiveram a China como principal destino. “O grande destaque, entretanto, é o segundo principal importador, posto que foi assumido pelos Emirados Árabes Unidos que, em janeiro, importou 42,8 mil toneladas, número 96,6% maior do que o registrado no primeiro mês do ano passado”, informou a ABPA. O Brasil também teve crescimento nas exportações gerais de carne de frango em janeiro. Considerando todos os produtos, entre in natura e processados, os embarques totalizaram 349,1 mil toneladas, com avanço de 19,7% sobre o mesmo mês de 2021. A receita ficou em US$ 616,9 milhões, número 42% superior ao de janeiro do ano passado. O Presidente da ABPA, Ricardo Santin, disse que os custos dos insumos se refletiram nos preços mais elevados. Segundo Santin, mesmo com o preço maior, o produto brasileiro seguiu fortemente demandado. “Graças a atributos como a qualidade dos produtos e o fato do Brasil ser o único grande exportador livre de Influenza Aviária”, disse.

Agência de Notícias Brasil-Árabe

INTERNACIONAL

Receita com exportações de carne bovina e suína nos EUA batem recordes

Em 2021, os embarques de carne vermelha ultrapassaram US$ 10 bilhões, enquanto o valor de vendas da carne de porco superou os US$ 8 bi pela primeira vez

Em 2021, as exportações de carne bovina dos Estados Unidos superaram os recordes anteriores em volume e em valor, ultrapassando a barreira dos US$ 10 bilhões, de acordo com dados de divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), compilados pela Federação de Exportação de Carne dos EUA (USMEF). Os embarques norte-americano de carne suína terminaram 2021 um pouco abaixo do volume recorde alcançado em 2020, mas estabeleceram um novo patamar histórico em faturamento, chegando a US$ 8 bilhões no ano passado. As exportações norte-americana de carne bovina em dezembro totalizaram 121.429 toneladas, um aumento de 1% em relação ao mesmo mês do ano anterior, enquanto o faturamento subiu 33%, para US$ 991,8 milhões – o terceiro maior valor mensal já registrado pelo país. Em volume, os embarques de carne bovina dos EUA atingiram 1,44 milhão de toneladas em 2021, um aumento de 15% em relação ao resultado do ano anterior e 7% acima do recorde anterior estabelecido em 2018. Em faturamento, as exportações somaram US$ 10,58 bilhões em 2021, um aumento de 38% em relação a 2020 quebrando o recorde anterior (também de 2018). No ano passado, as exportações norte-americana de carne bovina para Coreia do Sul, Japão e China/Hong Kong ultrapassaram a marca de US$ 2 bilhões em cada um desses mercados – também superando os recordes anteriores. Os embarques também estabeleceram um novo recorde de valor em Taiwan e atingiram novos patamares na América Central, Colômbia e Indonésia. Segundo o Presidente e CEO da USMEF, Dan Halstrom, “os nossos grandes mercados asiáticos foram responsáveis por grande parte do crescimento, mas é realmente necessária uma demanda global ampla para atingir esses níveis impressionantes”. Portanto, continua Halstrom, “essa história de sucesso não abrange apenas os mercados da Coreia, Japão e China, mas também devido a um forte desempenho em Taiwan, a um excelente crescimento na América Central e do Sul e uma recuperação no México e no Sudeste Asiático”. As exportações de carne bovina para a China/Hong Kong somaram US$ 2,09 bilhões em 2021, um aumento de 114% em relação a 2020, enquanto o volume subiu 87%, para 240.827 toneladas. As exportações diretas para a China, que começaram a ganhar força significativa em meados de 2020, aumentaram 346% em volume (190.803 toneladas) e 413% em valor (US$ 1,59 bilhão). A carne bovina dos EUA foi responsável por 6% do total de importações da China em volume e 11% em valor, segundo a USMEF. As exportações de carne suína caíram 17% em dezembro/21, em relação ao mesmo período do ano anterior, para 215.872 toneladas, somando US$ 604,3 milhões (queda de 12%). No acumulado de janeiro a dezembro de 2021, o volume de exportação norte-americana de carne suína foi de 2,92 milhões de toneladas, uma queda de 2% em relação ao recorde de 2020, mas o faturamento dos embarques subiu 5%, para um recorde de US$ 8,11 bilhões. As exportações recorde de carne suína para o México, América Central, República Dominicana, Colômbia e Filipinas ajudaram a compensar a queda na demanda da China em 2021, observa a USMEF. Os embarques também aumentaram para o Japão e a Coreia do Sul, incluindo maiores volumes de carne suína resfriada. “Os EUA são menos dependentes da China do que outros grandes exportadores de carne suína, e isso se refletiu definitivamente nos resultados de 2021”, acrescenta ele. Mesmo com os embarques para a China caindo quase 30%, as exportações totais dos EUA tiveram um desempenho muito forte graças ao excelente crescimento na América Latina e em outros mercados-chave, ressaltou Halstrom.

Federação de Exportação de Carne dos EUA-USMEF

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