CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1668 DE 08 DE FEVEREIRO DE 2022

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Ano 8 | nº 1668 | 08 de fevereiro de 2022

 

NOTÍCIAS

Boi gordo tem preço firme e volta a subir em SP, chegando a R$ 343/arroba

Segundo o analista da Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, a demanda por animais padrão China segue bastante aquecida

A demanda por animais padrão China segue bastante aquecida, fazendo com que o ágio entre as boiadas que cumprem os requisitos de exportação e aquelas destinadas ao mercado doméstico siga elevado, podendo alcançar até R$ 20 por arroba. “De modo geral, a oferta de animais terminados ainda é restrita neste momento, com os pecuaristas conseguindo cadenciar seu ritmo de negócios em meio a uma boa condição das pastagens”, disse Iglesias.

Em São Paulo, capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 343, ante R$ 341 na sexta-feira (4). Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 313, contra R$ 312. Em Cuiabá (MT), a arroba ficou indicada em R$ 314, estável. Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 340 por arroba. Em Goiânia, Goiás, a indicação foi de R$ 322 para a arroba do boi gordo. Os preços da carne bovina ficaram estáveis no atacado. Mesmo durante a primeira quinzena do mês, há pouco espaço para reajustes, diante da migração do consumidor médio para proteínas animais mais acessíveis, principalmente a carne de frango. Quarto dianteiro permanece cotado a R$ 15,40 por quilo. Quarto traseiro segue precificado a R$ 23,30 por quilo. Ponta de agulha segue no patamar de R$ 13,90 por quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

Boi gordo: preços da arroba estáveis nas principais praças brasileiras

Segundo apurou a Scot Consultoria, na segunda-feira, 7 de fevereiro, o cenário seguiu na mesma toada da última semana, com frigoríficos comprando paulatinamente, diante de um mercado pouco ofertado

Nas praças do interior paulista, as cotações seguem firmes para boi, vaca e novilha gordos, negociados em R$ 337/@, R$ 303/@ e R$ 325/@, respectivamente (preços brutos e a prazo), informa a Scot. O preço para os animais com destino ao mercado externo gira entre R$ 340/@ e R$ 345/@. De acordo com a IHS Markit, as indústrias frigoríficas brasileiras atuam no mercado somente para atender alguns compromissos pontuais, especialmente clientes internacionais. Neste período inicial do mês, informa IHS, já há relatos de maiores dificuldades em comprar boiada com padrão-exportação nas principais praças brasileiras. Os ágios para o boi-China (abatido mais jovem, com até 30 meses) já se encontram na faixa de R$ 15/@, informa a IHS. No atacado, as vendas de cortes bovinos durante o final de semana apresentaram movimentos minimamente regulares, a ponto de sustentar os preços dos principais cortes de carne.

SCOT CONSULTORIA

Exportações: Primeira semana de fevereiro movimentou 39.656 toneladas de carne bovina

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia, as exportações de Carne bovina in natura atingiram 39.656 toneladas ou 38,8% do total exportado em fevereiro do ano passado, com 102.103 toneladas

A receita alcançou a US$ 216,2 milhões, o que representa 46,6% do montante obtido em todo fevereiro de 2021, que foi de US$ 463,4 milhões.  Em toneladas, a média diária foi de 9.914 toneledas, alta de 74,78% no comparativo com o mesmo mês de 2021. Comparada ao resultado da semana anterior, aumento de 48,13%. O preço pago por tonelada nesta primeira semana de fevereiro foi de US$ 5.452 e ele é 20,12% superior ao praticado em fevereiro do ano passado, com US$ 4.539.

AGÊNCIA SAFRAS

ECONOMIA

Dólar cai a R$ 5,25 com ajuste e melhora no exterior

Ajudou também certo enfraquecimento do dólar global

O dólar comercial fechou em baixa de 1,27% no pregão da segunda-feira, negociado a R$ 5,2531. O pregão foi de correção em relação à alta observada na sexta-feira, após dados mais fortes que o esperado do mercado de trabalho nos Estados Unidos reforçarem expectativas por uma normalização mais rápida da política monetária mais rápida no país. Na segunda metade do pregão, ajudou também certo enfraquecimento, na margem, do dólar global. Após sustentar leve alta durante a manhã, o índice DXY da ICE cedia 0,07%, aos 95,42 pontos no horário de fechamento no Brasil.

VALOR ECONÔMICO

Em dia morno, Ibovespa tem leve queda no início de semana cheia

O principal índice da bolsa brasileira registrou recuo tímido nesta segunda-feira, após ficar praticamente toda a sessão próximo do zero, com a alta de ações de Vale, de siderúrgicas e de JBS contrabalançando a queda nos papéis dos setores de saúde, financeiro e de petróleo

A agenda recheada de indicadores importantes na cena local deve movimentar a semana, incluindo o IPCA e o IBC-Br, além da ata da última reunião de política monetária do Banco Central. Preocupações fiscais também seguem no radar do mercado. Em Nova York, índices fecharam sem direção única. De acordo com dados preliminares, o Ibovespa caiu 0,19%, a 112.036,86 pontos. O volume financeiro da sessão foi de 22,9 bilhões de reais.

REUTERS

Indicador de emprego da FGV atinge menor nível desde agosto de 2020

Índice visa antecipar tendências do mercado de trabalho

O Indicador Antecedente de Emprego (Iaemp), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), teve queda de 5,3 pontos de dezembro de 2021 para janeiro de 2022. Foi o terceiro recuo consecutivo. Ele chegou a 76,5 pontos, menor patamar desde agosto de 2020 (74,8 pontos). O Iaemp busca antecipar tendências do mercado de trabalho, com base em entrevistas feitas com consumidores e empresários da indústria e do setor de serviços.Todos os componentes tiveram queda em janeiro. O principal destaque negativo foi o indicador de situação atual dos negócios da indústria, que contribuiu com -1,6 ponto para a queda de 5,3 pontos do Iaemp. Também tiveram recuos relevantes a tendência dos negócios nos próximos seis meses e as intenções de contratação nos próximos três meses do setor de serviços, que contribuíram com -1 e -0,9 ponto, respectivamente. “A piora mais acentuada no início de 2022 decorre da combinação da desaceleração econômica iniciada no quarto trimestre com o surto de Ômicron e Influenza, o que afeta principalmente o setor de serviços, que é o maior empregador, tornando no curto prazo difícil vislumbrar uma alteração no curso do indicador”, disse o pesquisador Rodolpho Tobler, em nota divulgada pela FGV.

REUTERS

Mercado eleva projeção para inflação este ano a 5,44%, mostra Focus

O mercado voltou a elevar a perspectiva para a inflação este ano, indo mais além do teto da meta, mas sem alterar o cenário para a política monetária, mostrou a pesquisa Focus divulgada pelo Banco Central na segunda-feira

A mediana das projeções dos economistas consultados pelo BC é de uma alta do IPCA de 5,44% este ano, de 5,38% na semana anterior, resultado que superaria o objetivo –de 3,5%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. Para 2023 a projeção seguiu de uma inflação de 3,50%, o que fica acima do centro da meta, que é de 3,25% –também com margem de 1,5 ponto. O levantamento semanal apontou ainda que a expectativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2022 segue sendo de 0,30%, enquanto, para 2023, caiu em 0,02 ponto percentual, a 1,53%. A taxa básica de juros continuou sendo estimada em 11,75% ao final deste ano e em 8,0% no próximo.

REUTERS

IGP-DI acelera alta para 2,01% em janeiro com pressão do atacado, diz FGV

O Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI) subiu 2,01% em janeiro, iniciando 2022 com aceleração ante a taxa de 1,25% de dezembro, segundo dados divulgados na segunda-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV)

O resultado ficou acima da expectativa em pesquisa da Reuters, de alta de 1,78%, e levou o índice a acumular alta de 16,71% em 12 meses. Em janeiro, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-DI), que responde por 60% do indicador geral, avançou 2,57%, depois de ganhar 1,54% no mês anterior. Segundo André Braz, coordenador dos índices de preços, esse resultado foi reflexo da aceleração de commodities e combustíveis. O minério de ferro também teve contribuição expressiva, de 30%, na aceleração da taxa do IPA, embora tenha arrefecido a alta para 11,33% em janeiro, de 17,62% no mês anterior. “Além da contribuição do minério, soja (de 0,89% para 5,55%), milho (de -0,02% para 8,40%) e diesel (de 0% para 5,13%) também registraram aumentos e contribuíram para a elevação da inflação medida pelo IGP-DI”, acrescentou Braz. Para o consumidor, a pressão diminuiu, já que o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) — que responde por 30% do IGP-DI — passou a subir 0,49% no período, depois de alta de 0,57% em dezembro. Entre os grupos componentes do índice ao consumidor, o destaque foi da Habitação, que desacelerou a alta a 0,13% no mês passado, ante 1,10% em dezembro, após queda de 1,76% dos preços da tarifa de eletricidade residencial. No mês anterior, este item havia subido 3,06%. Já o Índice Nacional de Custo de Construção (INCC) acelerou a alta a 0,71% em janeiro, de 0,35% no mês anterior. O IGP-DI calcula os preços ao produtor, consumidor e na construção civil entre o 1º e o último dia do mês de referência.

REUTERS

Governo suspende contratações de crédito rural subsidiado

De acordo com o Ministério da Economia, o recurso disponível no orçamento deste ano se tornou insuficiente para a subvenção

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) suspendeu, a partir da segunda-feira (7), os pedidos de financiamento e de contratações de operações de crédito rural para o ano agrícola 2021/22. A informação consta em aviso publicado à tarde no site do banco de fomento. Segundo o aviso número 4/2022, fica suspensa a contratação de operações de crédito entre 7 e 28 de fevereiro, conforme determinado pela Secretaria do Tesouro Nacional, “relativamente aos Programas Agropecuários do Governo Federal, com recursos do BNDES, sujeitos à Portaria do Ministério da Economia nº 7.867, de 1/7/2021, do Ano Agrícola 2021/2022”. Ao longo do ano agrícola, que se iniciou em 1º de julho do ano passado e se encerrará oficialmente em 30 de junho deste ano, o BNDES vinha suspendendo novos pedidos de financiamento de várias linhas de crédito rural subsidiadas pelo Tesouro Nacional por causa do esgotamento de recursos. Agora, porém, com o avanço da taxa básica de juros para 10,75% ao ano, a Selic, ficou mais oneroso ao Tesouro arcar com a equalização dos juros. De acordo com um ofício encaminhado pelo Ministério da Economia às instituições financeiras na última sexta-feira (4), o dinheiro disponível no orçamento deste ano se tornou insuficiente para a subvenção, especialmente depois dos aumentos consecutivos da Selic. A medida deve se estender até o fim de fevereiro. “O governo entende a importância dessa questão e está trabalhando na busca pela sua solução”, disse o ministério. Segundo ofício do Ministério da Economia, o recuso disponível no orçamento deste ano tornou-se insuficiente para a subvenção, devido à forte demanda por crédito rural. Entre julho e dezembro de 2021, os produtores brasileiros contrataram R$ 160 bilhões em crédito agrícola subsidiado, alta de 30% na comparação anual.

Estadão Conteúdo

FRANGOS & SUÍNOS

Suínos: preços estáveis na segunda-feira

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 88,00/R$ 100,00, enquanto a carcaça especial subiu 2,78%/1,33%, valendo R$ 7,40 o quilo/R$ 7,60 o quilo.

Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à sexta-feira (4), o preço ficou estável somente em Santa Catarina, valendo R$ 4,33/kg e queda apenas no Rio Grande do Sul de 0,23%, custando R$ 4,39/kg. Foi registrado aumento de preço em São Paulo, chegando a R$ 5,05/kg, avanço de 0,39% em Minas Gerais, atingindo R$ 5,20/kg, e de 0,24% no Paraná, fechando em R$ 4,19/kg.

Cepea/Esalq

Exportações: Primeira semana de fevereiro movimentou 16.744 toneladas de carne SUÍNA

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia

O volume embarcado atingiu 16.744 toneladas, o que representa 23,4% do total exportado em fevereiro do ano passado, com 71.457. Já a receita obtida foi de US$ 36,4 milhões, o que representa 21% do montante obtido em todo fevereiro de 2021, US$ 173,2 milhões. A receita por média diária chegou a US$ 9.108, valor 5,37% menor do que fevereiro de 2021. No comparativo com a semana anterior, houve aumento de 27,25%. Em toneladas, a média diária, alcançou 4.186 toneladas, alta de 5,45% no comparativo com o mesmo mês de 2021. Quando comparada ao resultado da semana anterior, avanço de 29,6%. No preço pago por tonelada, US$ 2.175, ele é 10,26% inferior ao praticado em fevereiro passado. Frente ao valor da semana anterior, queda de 1,9%.

AGÊNCIA SAFRAS

Desempenho do suíno, na granja, na 5ª semana de 2022

Os negócios realizados com o suíno terminado não apresentaram boa movimentação

No decorrer da semana passada (5ª semana de 2022, 30 de janeiro a 05 de fevereiro) os negócios realizados com o suíno terminado não apresentaram boa movimentação. Entretanto, no último dia de fechamentos, os preços alcançaram nova valorização nos fechamentos considerando a possibilidade de uma melhora considerável no giro da mercadoria. Com isso, o preço médio semanal alcançou valor médio de R$98,80, significando leve evolução semanal e índice negativo superior a 15% na comparação com a mesma semana de 2021. No acumulado de fevereiro, a cotação média atingiu R$99,13, significando índices negativos de 5,9% em relação ao primeiro mês do ano e de 28,4% sobre fevereiro do ano passado. A semana atual (6ª semana de 2022, 06 a 12 de fevereiro) traz a expectativa do mercado varejista apresentar boa movimentação pelo recebimento dos salários da grande massa de trabalhadores e aposentados. Assim, a semana pode propiciar novos reajustes. O histórico do ano passado aponta nessa direção.

SUISITE

Frango: preços estáveis na segunda

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 4,90/kg, enquanto a ave no atacado subiu 1,10%, valendo R$ 5,53/kg

Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço, enquanto Santa Catarina ficou estável em R$ 3,97/kg, assim como no Paraná, custando R$ 5,10/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à sexta-feira (4), o frango congelado teve recuo de 0,68%, chegando a R$ 5,81/kg, enquanto a ave resfriada cedeu 0,51%, fechando em R$ 5,90/kg.
Cepea/Esalq

Exportações: primeira semana de fevereiro movimentou 72.379 toneladas de carne de frango

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia, o volume embarcado de carne de frango in natura chegou a 72.379 toneladas na primeira semana de fevereiro, ou 22,3% do total exportado em fevereiro do ano passado, com 323.758 toneladas

A receita obtida com esta movimentação foi de US$ 122,4 milhões, o que representa 25,8% do montante obtido em todo fevereiro de 2021, que foi de US$ 472.7 milhões. Por média diária a receita alcançou US$ 30.6 milhões quantia 16,54% maior do que fevereiro de 2021. No comparativo com a semana anterior, houve alta de 17,9%.  Em toneladas por média diária, 18.094 toneladas, houve leve incremento de 0,6% no comparativo com o mesmo mês de 2021. Quando comparado ao resultado no quesito da semana anterior, observa-se avanço de 19,59%. No preço pago por tonelada, a média diária é de US$ 1.691, ou seja: 15,84% superior ao praticado em fevereiro passado. Frente ao valor da semana anterior, representa queda de 1,4%.

AGÊNCIA SAFRAS

ABPA: Exportações de carne de frango crescem 19,7% em janeiro

Levantamentos da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) mostram que as exportações brasileiras de carne de frango (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 349,1 mil toneladas, volume que supera em 19,7% os embarques realizados no mesmo período do ano passado, com 291,6 mil toneladas

O resultado das vendas de carne de frango no primeiro mês deste ano chegou a US$ 616,9 milhões, número 42% superior ao registrado em janeiro de 2021, com US$ 434,4 milhões. Conforme avaliação do Presidente da ABPA, Ricardo Santin, o mercado internacional de produtos avícolas tem enfrentado a forte pressão da alta dos custos dos insumos, o que é refletido nos preços mais elevados. “A elevação dos preços da proteína é um fenômeno global. O preço médio das exportações brasileiras neste mês foi 18,6% superior, o que ajudou a diminuir a forte pressão gerada pelos custos do milho e da soja, além de outros insumos que encareceram no mercado brasileiro. O ponto positivo é que, mesmo diante do preço mais caro, a carne de frango brasileira segue fortemente demandada graças a atributos como a qualidade dos produtos e o fato do Brasil ser o único grande exportador livre de Influenza Aviária”, detalha Santin. A China, maior importadora da carne de frango do Brasil, incrementou suas compras em 4,6%, com 48,3 mil toneladas em janeiro. O grande destaque, entretanto, é o segundo principal importador, posto que foi assumido pelos Emirados Árabes Unidos que, em janeiro, importou 42,8 mil toneladas, número 96,6% maior do que o registrado no primeiro mês do ano passado. Outro mercado que aumentou as suas importações é a União Europeia 53,5%, com 18,1 mil toneladas. Também foram destaques as Filipinas, com 11,4 mil toneladas (+339,4%), Coreia do Sul, com 10 mil toneladas (+94%) e Rússia, com 9,2% (100%). “A questão sanitária também está ditando o comportamento do mercado internacional para o Brasil. Países da Europa, Ásia e África vem enfrentando focos da enfermidade e há uma situação crítica instalada, em especial, em nações da União Europeia. Neste quadro, o fato de nunca termos registrado Influenza Aviária no país tem sido um diferencial competitivo, reforçando a posição brasileira como porto seguro para a demanda mundial de carne de frango”, avalia Luís Rua, Diretor de Mercados da ABPA.

ABPA

Calor em SC: ferramenta da Epagri/Ciram mede o nível de estresse térmico das aves

Uma ferramenta disponível na plataforma Agroconnect, disponibilizada pela Epagri/Ciram, permite observar o nível de estresse térmico nas aves oriundo do forte calor que tem feito em Santa Catarina. Altas temperaturas do ar combinadas com umidade do ar podem ter efeitos negativos sobre o bem-estar e a saúde dos animais, principalmente em aves mantidas em aviários e, em casos extremos, podem levar à perda da produção

“Esses dados são importantes para ações preventivas nos aviários”, afirma o pesquisador da Epagri/Ciram Hamilton Justino Vieira. Ele explica que esse estresse é medido pelo índice de calor calculado em aproximadamente 200 pontos de monitoramento nos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. “A entalpia da atmosfera é a energia contida na atmosfera. Essa variável é calculada e atualizada no sistema Agroconnect a cada hora com dados coletados pelas estações meteorológicas automáticas. A entalpia é dependente da temperatura, umidade relativa do ar e pressão atmosférica”, explica. O pesquisador ressalta que em dias de calor muito intenso associado à alta umidade do ar, as aves têm dificuldade de respirar, ficam ofegantes e podem morrer em poucas horas. “Antes de atingir os valores letais de entalpia, os animais são prejudicados e, portanto, as medidas de prevenção já devem ser iniciadas antecipadamente”, diz. Hamilton alerta também que os avicultores devem estar atentos a possíveis problemas de energia elétrica que possam interferir nos sistemas de ventilação e resfriamento dos aviários. Ele relata que em 2014 mais de 200 mil aves morreram na região de Concórdia, pois era um período muito quente e a falta de energia elétrica provocou o desligamento dos sistemas de ventilação da unidade produtiva.

Epagri

Desempenho do frango (vivo e abatido) na 5ª semana de 2022, passagem de janeiro para fevereiro

O frango abatido passou pela primeira semana de fevereiro sem dar sinais de que começou novo mês

Desde meados de janeiro o produto vem operando com preços inferiores aos de um ano atrás, o que significa que perde não só para a inflação, mas também para o custo que, em relação ao mesmo mês do ano passado, deve estar entre 10% e 15% mais caro. Comparativamente ao mesmo dia de 2021, a semana passada foi encerrada (sexta-feira, 4) com um valor médio cerca de 7,5% menor. Mas, na média do mês (primeiros quatro dias úteis de fevereiro) o resultado negativo cai para pouco mais de 4% e se encontra quase 2% aquém do que foi registrado em janeiro passado. O comportamento do frango vivo é bem diferente, pois sua cotação permanece inalterada desde o último dia 10 de janeiro. Mas essa é uma estabilidade apenas aparente, pois, em decorrência do fraco desempenho do frango abatido, a procura pela ave viva tem sido mínima, forçando boa parte do mercado a operar com descontos sobre a cotação vigente. O atual panorama é o mesmo registrado nos primeiros dias do ano passado, ocasião em que a cotação então registrada também correspondia a um valor máximo, não ao preço médio recebido pelos produtores. Depois de ter iniciado fevereiro com aquela que seria a menor remuneração de 2021, a partir do dia 10 o frango vivo entrou em um processo praticamente contínuo de altas que só cessaram cerca de nove meses depois, quando recomeçou o atual ciclo de baixa procura e preços estáveis ou em retrocesso. Informações de mercado dão conta de que o alojamento de reprodutoras de corte de 2021 não apresentou aumento significativo, mantendo-se quase nos mesmos níveis do ano anterior. Se isso se confirmar, o potencial de produção de carne de frango do corrente exercício também se manterá nos mesmos níveis do ao passado, criando mais oportunidades para rápida superação do defasado e gravoso preço do produto.

AVESITE

INTERNACIONAL

Preços altos da carne impulsionam lucros da Tyson Foods

O lucro da Tyson Foods quase dobrou no primeiro trimestre e superou as estimativas, impulsionado por preços mais altos, fazendo com que as ações do maior frigorífico dos Estados Unidos disparassem na segunda-feira

Em um momento em que a demanda dos restaurantes está se recuperando à medida que lançam novos itens de menu para trazer de volta os clientes perdidos durante a pandemia, o aumento dos preços da carne para combater os custos mais altos de mão de obra e transporte beneficiou muito os frigoríficos norte-americanos. O CEO da companhia, Donnie King, disse que já está vendo menor rotatividade e redução na ausência de trabalhadores, após desafios em relação a mão de obra ocorridos durante o surgimento da variante Ômicron do coronavírus. Segundo ele, a expectativa é que a disponibilidade de trabalhadores seja maior no restante do ano. No primeiro trimestre, a Tyson informou que os preços médios da carne bovina subiram quase 32%, compensando um declínio no volume causado por restrições na cadeia de suprimentos. Isso ajudou a margem operacional da Tyson a crescer para 11,3%, acima dos 6,7% do ano anterior. Os preços mais altos da carne, no entanto, deixaram o governo Biden preocupado, pois os lucros continuam aumentando nos frigoríficos. Analistas disseram que o aumento das margens operacionais poderia atrair mais escrutínio indesejado de Washington para a Tyson e três outros gigantes da indústria que abatem cerca de 85% do gado engordado com grãos no país. As vendas gerais de carne bovina aumentaram cerca de 25%, para 5 bilhões de dólares, ajudando as vendas da Tyson, com sede em Springdale, Arkansas, a subir 23,6%, para 12,93 bilhões de dólares no primeiro trimestre encerrado em 1º de janeiro, conforme dados do IBES da Refinitiv. O lucro líquido atribuível saltou para 1,12 bilhão de dólares e, excluindo itens, a Tyson ganhou 2,87 dólares por ação, também superando as estimativas de 1,95 dólar por ação. Com relação ao custo com alimentação animal, o CEO da empresa projeta novos avanços dos insumos usados na ração, como milho e farelo de soja. “Espero totalmente que continuem a subir”, disse ele sobre os grãos. Sobre o segmento de frangos, o CFO da Tyson, Stewart Glendinning, acrescentou que a companhia reestruturou a estratégia de preços da proteína para responder à inflação e às condições do mercado. O CEO disse que a Tyson se tornou dependente demais da compra de frango de outras empresas e “esqueceu de crescer” no segmento.

REUTERS

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