CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1665 DE 03 DE FEVEREIRO DE 2022

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Ano 8 | nº 1665 | 03 de fevereiro de 2022

 

NOTÍCIAS
Com queda no consumo, preços da carne bovina recuam no atacado

Diante da queda no poder aquisitivo da população, a preferência do consumidor é por proteínas mais acessíveis

O mercado físico de boi gordo registrou preços firmes na quarta-feira. Segundo o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o momento é complicado para os frigoríficos.

“Os preços da carne bovina não encontram sustentação, mesmo durante a primeira quinzena do mês, período de maior apelo ao consumo. Os frigoríficos que operam apenas no mercado doméstico vêm enfrentando maiores dificuldades operacionais. Por sua vez, os frigoríficos que atuam na exportação, principalmente aqueles que exportam para a China, desfrutam de uma situação muito mais confortável na formação de suas receitas, justificando o patamar de preços recorde para os animais que cumprem os requisitos de exportação para esse mercado”, disse Iglesias. Em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 341, ante R$ 339 na terça-feira. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 312, ante R$ 313. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 314, contra R$ 313. Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 325 por arroba, estáveis. Em Goiânia, Goiás, a indicação foi de R$ 320 para a arroba do boi gordo, inalterada. Os preços da carne bovina caíram no atacado. Mesmo durante a primeira quinzena do mês o ambiente é muito difícil, considerando a descapitalização do consumidor médio. Os últimos meses já foram de perda do poder de consumo da população. O início do ano é um período difícil, considerando uma série de despesas tradicionais. “Nesse ambiente a população opta por proteínas mais acessíveis, a exemplo da carne de frango”, assinalou Iglesias. O quarto traseiro foi precificado a R$ 23,30 por quilo, queda de R$ 0,20. Quarto dianteiro foi cotado a R$ 15,40, queda de R$ 0,10. A ponta de agulha foi precificada a R$ 13,90, queda de R$ 0,10.

AGÊNCIA SAFRAS

Boi gordo: cotações estáveis em São Paulo

Em São Paulo, os preços se mantiveram estáveis por mais um dia. Com isso, a referência para arroba do boi gordo acumulou dezesseis dias de estabilidade

As escalas de abate atendem, em média, cinco dias. No Norte de Minas Gerais, a cotação do boi gordo caiu 2,2% na comparação feita dia a dia, ou R$7,00/@. Exportação recorde em janeiro. O desempenho da exportação na última semana de janeiro foi de 33,08 mil toneladas de carne bovina in natura, totalizando 140,54 mil toneladas embarcadas no mês, um recorde. Esse volume é 30,9% maior comparado ao mesmo período do ano passado, e 20,1% maior que o recorde histórico alcançado em janeiro de 2020, quando o Brasil embarcou 117 mil toneladas de carne bovina.

SCOT CONSULTORIA

ECONOMIA

BC eleva Selic a 10,75%, e juros básicos voltam aos dois dígitos depois de quatro anos e meio

Com os oito últimos aumentos da Selic, o Brasil voltou a ter a maior taxa de juro real (descontada a inflação) do mundo, em uma lista de 40 economias

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu elevar os juros em 1,50 ponto para conter a alta da inflação; é o oitavo aumento consecutivo desde março de 2021

Após perder a meta de inflação de 2021 e diante da chance de novo descumprimento este ano, o Copom do Banco Central iniciou 2022 com mais uma alta de 1,50 ponto porcentual da Selic, sacramentando seu retorno aos dois dígitos, após mais de quatro anos. A taxa básica de juros subiu de 9,25% a 10,75% ao ano – o maior patamar desde maio de 2017. O Banco Central também indicou que nas próximas reuniões pode reduzir o ritmo de aumento da taxa de juros. A decisão desta quarta-feira, 2, foi a oitava alta consecutiva da Selic, após a taxa chegar à mínima histórica de 2% devido aos primeiros impactos da pandemia de covid-19 sobre a economia. Desde o início do ciclo de aperto monetário atual, em março de 2021, o aumento acumulado é de 8,75 pontos porcentuais, o processo mais forte desde 1999, quando, em meio à crise cambial, o BC elevou a taxa em 20 pontos de uma só vez. Quando o presidente Jair Bolsonaro chegou ao poder, a taxa Selic estava em 6,50%. O aumento do juro básico da economia reflete em taxas bancárias mais elevadas, embora haja uma defasagem entre a decisão do BC e o encarecimento do crédito (entre seis meses e nove meses). A elevação da taxa de juros também influencia negativamente o consumo da população e os investimentos produtivos. Indicado pelo Copom no encontro de dezembro, o movimento de hoje já era esperado pelo mercado financeiro. Todas as 59 instituições Projeções Broadcast previam aumento de 1,50 ponto porcentual da taxa básica de juros, de 9,25% para 10,75%. Para o fim deste ano, a estimativa é que a Selic chegue a 11,75%. Os economistas consultados ainda esperam taxa de 8% no final do ano que vem. Por trás dessa alta acelerada dos juros está a inflação em patamares muito elevados – a maior parte dos analistas espera que o BC não cumpra o teto da meta de 5% em 2022, pelo segundo ano consecutivo. O cenário com que o Copom precisou lidar na reunião incluiu inflação acima do esperado em janeiro e a sinalização do Federal Reserve (FED) de que pode começar a subir os juros a partir de março. Com os oito últimos aumentos da Selic, o Brasil voltou a ter a maior taxa de juro real (descontada a inflação) do mundo, em uma lista de 40 economias. Cálculos do site MoneYou e da Infinity Asset Management indicam que o juro real brasileiro está agora em 6,41% ao ano. Na sequência, aparecem Rússia (4,61%) e Colômbia (3,02%). A taxa real média desses 40 países está em -1,27%.

O ESTADO DE SÃO PAULO

Dólar fecha em leve alta

A moeda americana fechou em alta de apenas 0,09%, negociado a R$ 5,2754. Com isso, se mantém nos menores patamares desde setembro

Após passar o pregão desta quarta-feira em alta moderada, em uma aparente realização de lucros em relação ao movimento recente, o dólar comercial acabou devolvendo praticamente todos os ganhos na última hora de negociação. A moeda americana fechou em alta de apenas 0,09%, negociado a R$ 5,2754. Com isso, se mantém nos menores patamares desde setembro. A recuperação do real não teve motivo aparente, mas ocorre às portas da decisão de juros do Copom. É amplamente esperado que o comitê conceda mais 150 pontos-base de aumento hoje, elevando a Selic para 10,75% ao ano. Com isso, o BC pode dar novo gás ao rali da moeda brasileira, que já acumula valorização de 5,37% no ano. Além dos juros altos, que ampliam o diferencial com o exterior – um dos componentes da atratividade de qualquer moeda -, o real se beneficia ainda da rotação de carteiras em direção a ativos emergentes, que ficaram muito “amassados” no ano passado. Dados do fluxo cambial divulgados no início da tarde reforçam essa leitura. O fluxo financeiro em janeiro até o último dia 28 ficou positivo em US$ 4,897 bilhões, acima dos US$ 3,622 bilhões registrados em igual período do ano passado. Por outro lado, por conta da demanda mais aquecida – que aumenta as importações -, o fluxo comercial ficou negativo 4,108 bilhões, contra déficit de US$ 825 milhões no mesmo período de 2021. O resultado líquido foi uma entrada menor de dólares no Brasil – US$ 789 milhões este ano, contra US$ 2,797 bilhões no ano passado. Para analistas do Commerzbank, no entanto, uma comunicação mais ‘dovish’ (inclinada à manutenção de estímulos) pode ser negativa para a perspectiva da moeda brasileira. O banco alemão nota que a guinada poderia ser justificada por sinais de que a inflação atingiu seu pico e preocupações sobre o ritmo da atividade. “Uma alta ‘dovish’ poderia por pressão sobre o real, uma vez que elevaria dúvidas sobre a determinação do BC em combater a inflação. Principalmente em meio ao risco da alta dos preços de energia”. O banco alemão observa ainda que, embora o diferencial de juros do Brasil tenha voltado a ficar atrativo, o país ainda exibe vários riscos em seus fundamentos, como inflação alta, crescimento baixo e volatilidade ligada ao ciclo eleitoral.

VALOR ECONÔMICO

Investidor embolsa lucros e Ibovespa fecha em queda, Pressionado por bancos

Após dois dias seguidos de alta, os investidores realizaram lucros no mercado local e o Ibovespa encerrou o pregão de ontem em queda.  O movimento de ajuste foi disparado pelos resultados corporativos do Santander do quarto trimestre, que vieram abaixo das expectativas dos investidores e acabaram pressionando as ações do setor financeiro

O Ibovespa terminou a sessão em baixa de 1,18%, aos 111.894,36 pontos. O volume negociado hoje foi de R$ 19,42 bilhões, abaixo da média anual diária de 2022 de cerca de R$ 22,75 bilhões. Segundo analistas, os fortes ganhos acumulados pelo Ibovespa nas últimas semanas abriram espaço para alguma realização de lucros ontem, especialmente no setor financeiro, que vinha apresentando desempenho robusto em 2022. O movimento negativo foi disparado pelos resultados trimestrais do Santander. A divisão brasileira do grupo espanhol reportou lucro líquido gerencial de R$ 3,880 bilhões no quarto trimestre de 2021, o que representa queda de 2,0% na comparação com igual período de 2020 e de 10,6% ante o trimestre imediatamente anterior. Profissionais do mercado consultados pelo Valor ainda avaliam que as notícias envolvendo cortes de impostos pelo governo federal tiveram impactos limitados nos preços dos ativos financeiros. Eles observam que os rumores não trouxeram reflexos relevantes no mercado de juros, que parece já ter incorporado muitas notícias negativas do ponto de vista fiscal. O Valor apurou que o Ministério da Economia simula reduções de 15% a 30% nas alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), segundo fonte da área econômica, o que provocaria uma renúncia fiscal na casa dos R$ 24 bilhões. Segundo o interlocutor do Ministro Paulo Guedes, no entanto, ainda não há definição sobre o corte na tributação. Os investidores ainda demonstraram cautela diante da decisão de política monetária do Banco Central, que foi anunciada após o fechamento dos mercados. Há expectativa de que o comitê possa sinalizar que o fim do ciclo de aperto monetário esteja chegando ao fim. No entanto, diante da deterioração das expectativas de inflação capturada pelo Boletim Focus nas últimas semanas, não está descartado um novo tom “hawkish” [inclinado ao aperto monetário] da instituição.

VALOR ECONÔMICO

IPC-Fipe acelera alta a 0,74% em janeiro com custos de alimentos e habitação

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de São Paulo subiu 0,74% em janeiro após encerrar 2020 com avanço de 0,57% em dezembro, informou na quarta-feira a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe)

Os dados mostraram que o maior peso no início deste ano foi exercido pelos custos de Alimentação, embora a taxa tenha caído a 1,19%, de 1,23% em dezembro. Também exerceu forte influência a alta de 0,65% de Habitação, bem como o avanço de 1,03% dos preços de Transportes. O IPC-Fipe mede as variações quadrissemanais dos preços às famílias paulistanas com renda mensal entre 1 e 10 salários mínimos.

REUTERS

Produção industrial no Brasil cresce 2,9% em dezembro e fecha 2021 com expansão, diz IBGE

A indústria brasileira encerrou 2021 com crescimento depois de dois anos seguidos de quedas, após resultado acima do esperado em dezembro, mas ainda ficou abaixo do patamar pré-pandemia em meio ao desabastecimento e aumento dos custos de produção que dificultam uma retomada mais sólida

Em dezembro, a produção industrial brasileira cresceu 2,9% sobre novembro –primeiro dado positivo desde maio– e teve queda na comparação com o mesmo período do ano anterior, de acordo com dados divulgados na quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os resultados foram melhores do que as expectativas em pesquisa da Reuters de avanço de 1,5% na comparação mensal e de queda de 6,0% na base anual. Com o resultado do último mês do ano, o setor terminou 2021 com ganho acumulado de 3,9%, depois de contrações de 1,1% em 2019 e de 4,5% em 2020. O quarto trimestre fechou com estagnação na comparação com os três meses anteriores, e a indústria ficou 0,9% abaixo do patamar de fevereiro de 2020, antes da pandemia. A indústria brasileira enfrentou um ano de disrupções na cadeia de oferta global e falta de matéria-prima, bem como de inflação e desemprego elevados em um ambiente de taxas de juros altas. “Em 2021, houve uma característica decrescente ao longo do ano, uma vez que houve ganho acumulado de 13% no primeiro semestre e, posteriormente, o setor industrial mostrou redução de fôlego”, disse o Gerente da pesquisa, André Macedo, explicando que os ganhos dos primeiros meses do ano tiveram relação com a base baixa de comparação de 2020. Para 2022, há expectativas de alívio gradual nos gargalos de oferta, bem como um movimento de reabastecimento de estoques, embora a retomada ainda deva ser fraca diante da demanda doméstica reduzida com a perspectiva de mais aperto da política monetária. No mês de dezembro, a maior influência veio de veículos automotores, reboques e carrocerias, com alta de 12,2% da produção em comparação com o mês anterior, no quarto mês consecutivo de crescimento do setor. Também se destacou o aumento de 2,9% da fabricação de produtos alimentícios, embora em desaceleração após taxa de 7,1% em novembro, ajudado pela produção do açúcar e pelo retorno da exportação da carne bovina para a China, segundo o IBGE. “Podemos dizer que é uma interrupção de uma trajetória descendente (da indústria em dezembro), mas não dá para dizer que é o início de uma nova trajetória”, disse Macedo. No ano, o destaque também foi veículos automotores, reboques e carrocerias, com ganho de 20,3% depois de despencar 27,9% em 2020, bem como máquinas e equipamentos (24,1%) e metalurgia (15,4%).

REUTERS

EMPRESAS

BRF confirma preço de ação em follon-on e aumento de capital

Operação levantou R$ 5,4 bilhões

A BRF confirmou, em fato relevante, ter fixado o preço de R$ 20 por ação em seu follow-on, conforme antecipou o Pipeline, site de negócios do Valor. A empresa confirmou o aumento de capital no valor de R$ 5,4 milhões, sendo R$ 500 milhões destinados ao capital social e R$ 4,9 milhões à formação de reserva de capital da companhia mediante a emissão de 270 milhões de novas ações. Com a oferta, o capital social da companhia passou a ser de R$ 13,05 bilhões, dividido em 1.082.473.246 ações. As ações da oferta passarão a ser negociadas na B3 a partir de hoje.

VALOR ECONÔMICO

MEIO AMBIENTE

Desmatamento na Amazônia brasileira bate recorde em janeiro

Essa é a maior área desmatada em qualquer mês de janeiro desde 2015

O desmatamento na Amazônia brasileira atingiu um novo recorde para janeiro já nas três primeiras semanas do ano, segundo dados preliminares do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), divulgados na quarta-feira, 2. Cerca de 360 km² de floresta foram destruídos entre 1º e 21 de janeiro, a maior área desmatada em qualquer janeiro completo desde 2015, quando o Inpe lançou o programa de monitoramento periódico Deter. O desmatamento da Amazônia em janeiro do ano passado foi de 83 km², quatro vezes menor do que o registrado nas três primeiras semanas de 2022. Especialistas ambientais disseram que os dados podem indicar um risco elevado de que 2022 se torne outro ano devastador para a Amazônia do Brasil, onde o desmatamento aumentou desde que o presidente Jair Bolsonaro assumiu o cargo em 2019. “Um número tão alto em janeiro, que é o pico da estação chuvosa, certamente chama atenção e nos deixa extremamente preocupados”, disse à AFP Claudio Angelo, da ONG Observatório do Clima. “Precisamos aguardar os próximos meses, mas o sinal não é nada bom”, acrescentou Angelo. Em novembro, o Inpe divulgou que o desmatamento da Amazônia brasileira havia se estendido a 13.235 km² entre agosto de 2020 e julho de 2021, um número inédito em 15 anos. Esse foi o terceiro aumento anual consecutivo desde a chegada ao poder de Bolsonaro, que é alvo de críticas internacionais por ter enfraquecido as políticas de proteção à floresta e por ter promovido a mineração e a exploração agrícola em áreas protegidas. O Observatório do Clima revelou na terça-feira, 01º, que o Ibama gastou apenas 41% de seu orçamento em 2021.

O ESTADO DE SÃO PAULO

FRANGOS & SUÍNOS

Suínos: a quarta-feira apontou para pequenos ganhos para o animal vivo

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 88,00/R$ 100,00, assim como a carcaça especial, valendo R$ 7,20 o quilo/R$ 7,50 o quilo

Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à terça-feira (2), o preço ficou estável somente em Minas Gerais, valendo R$ 5,18/kg. Houve leve alta de 0,48% no Paraná, chegando a R$ 4,19/kg, e de 0,46% no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, custando, respectivamente, R$ 4,40/kg e R$ 4,34/kg. Apenas em São Paulo foi registrado queda de 0,39%, fechando em R$ 5,07/kg.

Cepea/Esalq

Mato Grosso: Com prejuízos de R$ 270 por animal vendido, Acrismat se reúne com governo para discutir crise na suinocultura

Com objetivo de amenizar a crise enfrentada pelos suinocultores nos últimos meses, o presidente da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), Itamar Canossa, e o Diretor-Executivo da entidade, Custódio Rodrigues, participaram na tarde da segunda-feira (31.01), de reunião com o Governador Mauro Mendes

Na pauta, a associação solicitou ao governo a adoção de medidas emergenciais para diminuir os prejuízos enfrentados pelos produtores no Estado. O encontro sucedeu uma reunião realizada horas antes com o Secretário Desenvolvimento Econômico do Estado de Mato Grosso (Sedec-MT), Cesar Alberto Miranda, em que a associação pediu a inclusão de novas finalidades da atividade no Programa de Desenvolvimento Rural de Mato Grosso (Proder) e a redução do ICMS para frigoríficos na comercialização da carne suína. O pleito da associação é uma tentativa de amenizar as perdas sofridas pelos suinocultores de Mato Grosso nos últimos meses, devido ao alto custo de produção, causados pelo elevado preço do milho e do farelo de soja, além do baixo preço pago pelo quilo do animal. Entre as finalidades da atividade para as quais a Acrismat solicita a inclusão no Proder estão engorda, reprodução, cria e recria. Também pede o aumento no percentual de crédito outorgado do ICMS nas operações interestaduais com suínos. Segundo a Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), o custo de produção no Estado está, em média R$ 6,25 por/quilo, enquanto o preço pago ao suinocultor está em torno de R$ 4,15/kg. Com um prejuízo de aproximadamente R$ 2,40 por quilo, na venda de um animal de 130 kg o saldo fica negativo em até R$ 270, por animal. “Essa redefinição no Proder e sua ampliação, mesmo que momentânea, aumentaria a porcentagem do benefício e expandiria para alcançar mais produtores, não só os do setor do abate, mas toda a cadeia da suinocultura no Estado. Além de baixar o ICMS da proteína animal, tanto para consumo interno ou externo, o que pode também refletir no consumidor final”, explicou Itamar Canossa. Segundo dados da Acrismat, 86% dos produtores no Estado pertencem ao regime independente. Neste modelo, os produtores são responsáveis diretos pelos gastos com suplementação, mão de obra, energia e outras despesas.

Acrismat

Frango: quarta-feira com leves altas

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 4,90/kg, assim como a ave no atacado, valendo R$ 5,50/kg

Na cotação do animal vivo, o Paraná ficou estável em R$ 5,08/kg, assim como em Santa Catarina, com preço de R$ 4,41/kg, enquanto São Paulo ficou sem referência de preço nesta quarta-feira (2). Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à terça-feira (1), tanto o frango congelado quanto o resfriado subiram 0,17%, valendo, respectivamente, R$ 5,89/kg e R$ 5,85/kg.

Cepea/Esalq

INTERNACIONAL

JBS faz acordo para encerrar litígio sobre fixação de preços de carne bovina nos EUA

A JBS concordou em pagar 52,5 milhões de dólares para encerrar litígios que acusam frigoríficos de conspirar para limitar a oferta no mercado de carne bovina dos EUA, a fim de inflar os preços e aumentar o lucro

O acordo preliminar da empresa brasileira e suas unidades nos EUA com os chamados compradores diretos foi divulgado na terça-feira e é o primeiro em litígio antitruste nacional sobre fixação de preços de carne bovina. Os advogados dos compradores chamaram o acordo de “quebra-gelo” e uma excelente recuperação, citando o acordo de 24,5 milhões de dólares da JBS em 2020 sobre a fixação de preços alegada por compradores de carne suína. Em nota, a JBS disse que não admitiu responsabilidade, mas que o acordo era de seu interesse. A empresa também disse que se defenderá de acusações de fixação de preços de carne bovina por outros demandantes. O acordo requer a aprovação do juiz John Tunheim, do tribunal federal de Minneapolis. Outros réus incluem a Cargill, a National Beef Packing, controlada pela Marfrig, e a Tyson Foods. A JBS fez o acordo um mês depois que o Presidente dos EUA, Joe Biden, anunciou um plano de novas regras para reforçar a concorrência e impedir a “exploração” no setor de carnes. Biden falou em meio à preocupação de que um pequeno grupo de frigoríficos fosse capaz de ditar os preços de carne bovina, suína e de aves, elevando as pressões inflacionárias causadas pelo aumento dos custos de mão de obra e transporte, e pelas restrições de oferta relacionadas ao Covid-19. Em processo, os compradores diretos acusaram os réus, que controlavam cerca de 80% do fornecimento de carne bovina in natura e congelada dos EUA, de conspirar desde 2015 para reduzir os volumes de abate, criando um déficit que as empresas menores não conseguiam compensar. Compradores e consumidores comerciais de carne bovina entraram com ações semelhantes. Os produtores de gado também processaram, alegando que receberam menos do que receberiam em um mercado competitivo. Tunheim também lida com litígios relativos à suposta fixação dos preços da carne suína. Um juiz federal de Chicago lida com litígios relativos à suposta fixação dos preços do frango de corte.

Reuters

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