
Ano 7 | nº 1640 | 22 de dezembro de 2021
NOTÍCIAS
BOI: Firmeza nas cotações
Os preços estiveram firmes e o mercado comprador. Na comparação feita dia a dia, a cotação da vaca gorda subiu R$3,00/@
Bovinos para mercado interno ficaram apregoados em R$317,00/@ de boi gordo, R$300,00/@ de vaca gorda e R$310,00/@ de novilha gorda, preços brutos e a prazo. Negócios de até R$325,00/@ aconteceram para boiadas cujo destino é a exportação. No Sul de Goiás, com a escala de abate encurtando e atendendo, em média, 4 dias, as indústrias abriram o dia (21/12) pagando R$1,00 a mais pela arroba do boi e novilha gordos. Até a terceira semana de dezembro foram exportadas 66,2 mil toneladas, com preço médio de US$4,9 mil a tonelada. Nesses 13 dias úteis, a média diária exportada foi de 5,1 mil toneladas, volume 21,4% menor que a média de dezembro/20.
SCOT CONSULTORIA
Enquanto mercado do boi tem preços firmes, carne volta a subir no atacado
A dinâmica do mercado segue inalterada, com pecuaristas retraídos nas tratativas, avaliando que o preço do boi gordo pode subir
O mercado físico do boi voltou a apresentar preços firmes na terça-feira. Segundo o analista da Safras & Mercado, Allan Maia, a dinâmica do mercado segue inalterada, com pecuaristas retraídos nas tratativas, avaliando que o preço do boi gordo pode avançar no curto prazo, com o mercado chinês agora reaberto para a carne brasileira. “Diante da oferta restrita e pedidas altas, os frigoríficos encontram um pouco mais de dificuldade para alongarem a escala de abate, posicionadas em sua maioria para o meio da próxima semana e com alguns para o início de 2022. Além disso, há sinalização de maior procura para boi padrão China neste momento. O mercado pode encontrar algum estresse após a virada de ano, considerando que o pecuarista pode optar por segurar o boi no pasto. A volta gradual dos pecuaristas para o mercado após as festividades é outro elemento que pode manter o mercado travado nos primeiros dias úteis do ano”, assinalou Maia. Em São Paulo os preços continuam firmes e com viés positivo para o curto prazo. No interior do estado, registro de negócios em sua maioria entre R$ 320/330/@ a prazo, dependendo da qualidade dos animais, mas houve relato de negócio pontual, boi padrão China até R$ 335/@ a prazo. No interior de Minas Gerais, a arroba foi indicada entre R$ 325/330 por arroba a prazo. Em Goiás os preços continuam firmes. Em Goiânia, o boi gordo foi indicado em R$ 315/@ a prazo. Em Mato Grosso do Sul, na região de Campo Grande e de Dourados indicação ficou posicionada em R$ 320/@ a prazo. Em Mato Grosso cotações estáveis no decorrer do dia. Na região de Cuiabá a arroba foi indicada em R$ 300 a prazo. O dia foi de ligeiro aumento para a carne bovina no atacado. Conforme Maia, a expectativa é positiva para a demanda no curto prazo devido as festividades. “Contudo, vale destacar que a carne bovina está em patamar elevado no varejo, fator que pode levar uma parcela da população a optar por produtos substitutos mais acessíveis, ou seja, a carne de frango e a suína”, apontou. O quarto traseiro foi precificado a R$ 22,50 por quilo. O quarto dianteiro foi indicado em R$ 14,20 por quilo. A ponta de agulha ficou em R$ 13,50 por quilo.
AGÊNCIA SAFRAS
Exportação: Desempenho das carnes nas três primeiras semanas de dezembro
As exportações de carne bovina de dezembro permanecem com resultados negativos
Sem poder contar ainda com a reabertura da China ao produto brasileiro, as exportações de carne bovina de dezembro corrente permanecem com resultados negativos. Pela média diária, o volume embarcado nas três primeiras semanas do mês ficou mais de 20% aquém do registrado no mesmo mês do ano passado, enquanto a receita cambial apresenta redução de 14,26% – índice minimizado pela valorização do produto, cujo preço médio em dezembro vem sendo 9% superior ao de um ano atrás. Em termos de volume, a maior expansão até aqui vem sendo registrada pela carne suína, cujos embarques se encontram 17,36% acima dos registrados há um ano. Em contrapartida, seu preço médio é 7% menor que o de dezembro de 2020, disso redundando uma receita apenas 9% superior. O melhor resultado se aplica à carne de frango. O volume embarcado aumentou pela média diária perto de 10%, enquanto seu preço médio é 23% superior ao do último mês do ano passado. Como consequência, a receita cambial registra variação anual de quase 35%. Projetados esses resultados para a totalidade do mês (são 23 dias úteis, um a mais que em dezembro de 2020), o volume mensal de carne suína deve aumentar perto de 23%, o de carne de frango cerca de 15% e o de carne bovina deve retroceder mais de 17%. Já no tocante à receita cambial, a da carne bovina pode recuar mais de 10%, enquanto as carnes suína e de frango tendem a aumentos de, respectivamente, 14% e 41%.
AGROLINK
Cepea: retorno da China às compras pouco influencia no preço da arroba do boi gordo
No acumulado da parcial deste mês (entre 30/11 e 20/12), o indicador Cepea/B3 (Estado de SP, à vista) acumula pequena queda de 1,43%, fechando a R$ 317,70/@ no dia 20
O otimismo do setor pecuário brasileiro com a reabertura das importações de carne bovina da China não provocou grandes mudanças nos preços da arroba do boi gordo, avalia o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP). As cotações registraram pequenas oscilações ao longo da última semana – cenário que, inclusive, já vinha sendo verificado antes do anúncio da retomada das exportações da proteína brasileira ao gigante asiático. A espera de alta nos preços fez com que muitos pecuaristas passassem a restringir a oferta de gado pronto para o abate, uma vez que foram favorecidos pela melhora dos pastos, devido às recentes chuvas. “Outro fator são as questões fiscais. Produtores se afastam do mercado spot nacional, indicando voltar a negociar apenas no início do próximo ano”, aponta o Cepea. Assim, no acumulado da parcial deste mês (entre 30 de novembro e 20 de dezembro), o indicador do boi gordo Cepea/B3 (Estado de São Paulo, à vista) acumula pequena queda de 1,43%, fechando a R$ 317,70 na última segunda-feira, 20. Já a carne negociada no mercado atacadista, as valorizações mais intensas são barradas pelos atuais preços elevados da proteína no varejo e também pela maior competitividade das proteínas concorrentes, como as carnes suína e de frango, especialmente diante do baixo poder de compra da maior parte da população. Para a carcaça casada do boi comercializada no atacado da Grande São Paulo, a desvalorização na parcial deste mês é de 1,47%, sendo negociada a R$ 20,14/kg na última segunda-feira. O Cepea observa que há um movimento de alta nos preços do boi gordo das médias mensais, que, por sua vez, não tem sido repassada na mesma intensidade para a carne. “Entre novembro e dezembro, enquanto o valor médio da arroba de boi gordo subiu 6,3%, o da carne avançou em menor intensidade, 4%”. Já na comparação anual, entre dezembro/2020 e dezembro/2021, o preço da arroba do boi gordo registra aumento real de 2,21%, em comparação com o preço da carne no atacado, que apresenta queda de 1,23%, conforme as médias mensais deflacionadas pelo IGP-DI. “Esse cenário evidencia que as variações da arroba vêm sendo repassadas parcialmente à carne no atacado. A arroba bovina, inclusive, se valorizou com mais intensidade do que a carne, a vantagem no preço do animal para abate frente à da proteína se ampliou em dezembro”, diz o relatório do Cepea.
O ESTADO DE SÃO PAULO
ECONOMIA
Dólar fecha com leve queda de 0,10%, a R$5,7394 com BC
O dólar caiu ligeiramente frente ao real nesta terça-feira, apesar de mais uma intervenção do Banco Central no mercado à vista, com investidores mantendo-se cautelosos em meio à disseminação global da variante Ômicron da Covid-19 e a temores fiscais domésticos
A moeda norte-americana negociada no mercado interbancário fechou em baixa de 0,10%, a 5,7394 reais. Na B3, às 17:10 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,10%, a 5,7480 reais. No acumulado do ano, a moeda sobe 10,55% ante o real. Enquanto isso, no âmbito local, o foco estava sobre o Orçamento de 2022, em meio à percepção de participantes do mercado de que há grande pressão por mais gastos no ano que vem. Na terça-feira, a Comissão Mista de Orçamento (CMO) aprovou o parecer do relator-geral da Lei Orçamentária Anual (LOA), deputado Hugo Leal (PSD-RJ), que prevê 4,9 bilhões de reais para o fundo eleitoral –conhecido como fundão– e ainda reserva 1,7 bilhão de reais para reajuste de policiais. “Já temos um problema fiscal e, com mais pressão por gastos em 2022, gera uma pulga atrás da orelha” dos participantes do mercado, disse Schroeder. No cenário repleto de riscos, tanto locais quanto internacionais, Schroeder, da Câmbio Curitiba, acredita ser improvável que o dólar encerre o ano em linha com as projeções da última pesquisa Focus do Banco Central, divulgada na véspera, que estima taxa de câmbio de 5,60 reais ao fim de 2021. Em vez disso, disse ele, a moeda deve acabar dezembro na faixa dos 5,70. O Banco Central vendeu nesta sessão 500 milhões de dólares em leilão de moeda à vista, a quinta operação do tipo nos últimos oito pregões, o que, segundo participantes do mercado, teve objetivo de fornecer liquidez.
Reuters
Ibovespa fecha em leve alta impulsionado pelo exterior
Em dia de liquidez reduzida, tanto nos mercados globais quanto locais, o Ibovespa oscilou menos de mil pontos entre as máximas e as mínimas observadas na terça-feira e fechou o pregão em leve alta, impulsionado pelo exterior
O Ibovespa foi negociado em território positivo ao longo de todo o dia e, após ajustes, terminou a sessão aos 105.499,88 pontos, em valorização de 0,46%. O volume negociado dentro do índice foi de R$ 15,70 bilhões hoje, giro bastante inferior à média diária anual de 2021, de R$ 24 bilhões. Em Nova York, após três sessões seguidas de perdas, os índices acionários exibiram um movimento de recuperação e fecharam em alta firme. O S&P 500 subiu 1,78%, o Dow Jones avançou 1,60% e o Nasdaq registrou ganhos de 2,40%. Na Europa, o Stoxx 600 saltou 1,42%.
VALOR ECONÔMICO
Arrecadação federal sobe 1,41% em novembro, a R$157,340 bi
A arrecadação do governo federal teve alta real de 1,41% em novembro sobre igual mês do ano passado, a 157,340 bilhões de reais, divulgou a Receita Federal na terça-feira
O resultado foi o maior para o mês desde 2014 (157,565 bilhões de reais), conforme série da Receita corrigida pela inflação. De janeiro a novembro, o crescimento real da arrecadação foi de 18,13%, a 1,685 trilhão de reais, desempenho mais forte para o período na série iniciada em 1995.
Reuters
Brasil tem recorde de 29% dos desempregados em busca de trabalho há mais de 2 anos, aponta Ipea
Desemprego de longo prazo atinge três em cada dez dos 13,5 milhões de desempregados do País, o maior nível já registrado; período longo fora do mercado de trabalho reduz as chances de retomar o nível de renda
O desemprego de longo prazo alcançou patamar recorde no País no terceiro trimestre. Quase 30% dos cerca de 13,5 milhões de desempregados estavam em busca de uma vaga há mais de dois anos, maior porcentual de pessoas nessa situação em toda a série histórica iniciada em 2012, segundo levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA). Além disso, o emprego sem carteira assinada cresceu mais do que o trabalho com carteira em todas as atividades econômicas que abriram vagas em relação a um ano antes. O aumento do tempo de permanência no desemprego é mais um indício de que a situação do mercado de trabalho continua desafiadora, apontou o Ipea. No pré-pandemia, no primeiro trimestre de 2020, o porcentual de desempregados em busca de trabalho há dois anos ou mais era de 23,9%. Essa proporção alcançou um ápice de 28,9% no terceiro trimestre de 2021. Segundo Maria Andreia Lameiras, uma das autoras do levantamento do Ipea, quanto mais tempo o trabalhador fica sem emprego, mais ele sofre desconfianças sobre ter as habilidades necessárias para novas vagas. Houve aumento também na proporção de pessoas buscando emprego há pelo menos um ano, mas menos que dois anos, de uma fatia de 12,6% dos desempregados no primeiro trimestre de 2020, pré-pandemia, para 19,5% no terceiro trimestre deste ano. Por outro lado, houve redução na proporção de desempregados mais recentes, que estão nessa condição há menos de um mês (de 18,0% para 11,0%) ou há mais de um mês, mas menos de um ano (de 45,5% para 40,6%). “Quanto mais tempo as pessoas ficam sem trabalho, mais difícil fica de arrumar emprego”, disse Rodolpho Tobler, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV). “Isso afeta não só a vida das pessoas como até a produtividade da economia, porque esses desempregados vão perdendo a sua capacidade produtiva”, disse Tobler. De acordo com a Pnad Contínua, a taxa de desemprego foi de 12,6% no terceiro trimestre, ante 14,9% um ano antes. O total de empregos com carteira assinada no setor privado cresceu 5,9% no terceiro trimestre de 2021 ante o terceiro trimestre de 2020. No mesmo período, o montante de profissionais sem carteira assinada no setor privado aumentou 18,5%. A expectativa para os próximos meses é “de um crescimento menos acentuado da ocupação em 2022, refletindo um desempenho mais moderado da atividade econômica”.
Para Rodolpho Tobler, do Ibre/FGV, não há perspectiva de que a taxa de desemprego volte ao patamar de um dígito: ele prevê que desça a 12,3% no quarto trimestre deste ano, mas encerre 2022 ainda por volta de 12%.
O ESTADO DE SÃO PAULO
FRANGOS & SUÍNOS
Suínos: terça-feira de cotações em queda
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 110,00/R$ 118,00, enquanto a carcaça especial subiu 3,30%/4,21%, custando R$ 9,40/R$ 9,90 o quilo
Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à segunda-feira (20), houve queda de 5,83% em Santa Catarina, atingindo R$ 5,49/kg, baixa de 3,78/kg em Minas Gerais, alcançando R$ 6,37/kg, retração de 2,51% no Rio Grande do Sul, valendo R$ 5,82/kg, recuo de 1,98% no Paraná, custando R$ 5,44/kg, e de 1,08% em São Paulo, fechando em R$ 6,43/kg.
Cepea/Esalq
Frango: Mercado estável na terça-feira
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 5,00/kg, enquanto o frango no atacado subiu 1,97%, valendo R$ 6,25/kg
Na cotação do animal vivo, o preço não mudou em Santa Catarina, valendo R$ 3,76/kg, nem no Paraná, custando R$ 5,05/kg. São Paulo ficou sem referência de preço nesta terça-feira. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à segunda-feira (20), tanto a ave congelada quanto a resfriada ficaram estáveis, valendo, respectivamente, R$ 6,72/kg e R$ 6,73/kg.
Cepea/Esalq
EMPRESAS
Marfrig pagará R$ 1,25 por ação em dividendos em 29 de dezembro
A Marfrig Global Foods informou na terça-feira (21) que pagará o valor de R$ 1,25 por ação em dividendos em 29 de dezembro, segundo comunicado divulgado ao mercado
Terão direito aos dividendos pessoas físicas e jurídicas inscritas como acionais da companhia na data-base de 21 de dezembro deste ano, respeitadas as negociações realizadas até essa data. A companhia também disse que os pagamentos serão realizados pelo Bradesco, e para os titulares de ADR, pelo Deutsche Bank.
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ABRAFRIGO
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