
Ano 7 | nº 1600 | 25 de outubro de 2021
NOTÍCIAS
Boi gordo: preços estáveis no último dia da semana em São Paulo
A semana terminou com preços estáveis. A cotação da arroba do boi, vaca e novilha para abate ficou em R$266,00, R$260,00 e R$274,00, preços brutos e a prazo
Ao longo da semana a cotação do boi gordo caiu R$4,00/@, da vaca gorda R$1,00/@ e da novilha gorda R$6,00/@. Na região de Belo Horizonte, a melhor oferta resultou em recuos nas cotações da arroba. O boi gordo caiu 0,8% na comparação diária, sendo cotado em R$262,00/@, preço bruto e a prazo. A vaca e a novilha gordas ficaram cotadas em R$253,00/@ e R$255,00/@, nas mesmas condições. A queda foi de 0,8% para a vaca e de 1,2% para a novilha, na comparação dia a dia. Na região Sudeste de Mato Grosso, com as escalas de abate atendendo, em média, 12 dias, as cotações do boi, vaca e novilha gordos caíram R$2,00/@, R$1,00/@ e R$2,00/@, nessa ordem, em relação à quinta-feira (21/10).
SCOT CONSULTORIA
Vendas do boi gordo se aquecem mesmo diante de preços baixos
Os confinadores seguem sem capacidade de retenção, uma vez que os custos de nutrição animal permanecem muito elevados, diz analista
O mercado físico de boi gordo registrou preços predominantemente mais baixos. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, os negócios fluíram mesmo com os preços mais baixos oferecidos aos pecuaristas. Os confinadores seguem sem capacidade de retenção, uma vez que os custos de nutrição animal permanecem muito elevados, além das chuvas que voltaram e dificultam o manejo. “No entanto, o cenário ficou um pouco mais otimista com sinalização de avanço das negociações bilaterais Brasil-China na busca de um entendimento sobre o embargo à carne bovina brasileira, que já se prolonga por cerca de um mês e meio”, assinalou Iglesias. O chanceler chinês disse que a questão será resolvida rapidamente. “O entendimento, se efetivado, marcará um ponto de virada importante, uma vez que até o presente momento as autoridades chinesas não haviam se manifestado sobre o assunto. Resta saber na prática qual a velocidade chinesa para equacionar a questão”, pontuou. Em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 266 na modalidade à prazo, estável. Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 25, inalterada. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 266, contra R$ 267. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 254 – R$ 255, ante 255. Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 251, contra R$ 255. No atacado, a carne bovina teve preços de estáveis a mais baixos. O viés de curto prazo segue negativo, uma vez que a segunda quinzena de cada mês é pautada por uma lenta reposição entre as cadeias. “Além disso, ainda há frigoríficos disponibilizando parte dos estoques que deveriam ser destinados à exportação no mercado doméstico, ampliando o movimento de pressão”, apontou Iglesias. O corte traseiro foi precificado a R$ 20,50 por quilo, queda de R$ 0,20. O quarto dianteiro segue no patamar de R$ 14,00, por quilo. Ponta de agulha permanece precificada a R$ 13,80, por quilo.
AGÊNCIA SAFRAS
Preço da carne ‘ignora’ queda do boi gordo e continua firme
Mesmo com embargo chinês, cotação no varejo acumula alta
No domingo o embargo da China à carne bovina do Brasil completou 50 dias, ao longo dos quais houve tentativas malsucedidas do Ministério da Agricultura de desatar esse nó. Em um cenário de incerteza sobre quando o maior importador da carne brasileira — os chineses compram mais de 60% do total das exportações da proteína feitas pelo país — reabrirá seu mercado, a cotação do boi gordo já caiu 14,3%. Em 3 de setembro, último dia útil antes do embargo, o preço da arroba estava em R$ 305,50, segundo levantamento da Scot Consultoria; na última sexta-feira, a cotação já havia recuado a R$ 262 em São Paulo. No entanto, a desvalorização do animal vivo ainda não chegou às gôndolas dos supermercados, onde o preço da carne está, em média, 1,8% acima do patamar pré-bloqueio, de acordo com o levantamento. Nesses 50 dias, a barreira comercial chinesa não foi o único percalço no mercado da carne bovina. Segundo a analista Jéssica Olivier, da Scot, a oferta de animais terminados em confinamento cresceu, o que exige aceleração nas negociações. “Com a chegada das chuvas, a capacidade de ganho de peso dos animais diminui um pouco, então o pecuarista precisa vendê-los”, diz. O aumento da oferta deve ser enxugado nos próximos 15 dias, acredita a analista. O ritmo de queda do preço boi tem diminuído, indicando que a arroba pode se estabilizar e, depois desse intervalo, até aumentar, de R$ 5 a R$ 6. “Mas não acredito que seja algo muito positivo [para os preços]”, avalia. Na contramão da matéria-prima, a carne bovina vendida no atacado paulista subiu 4,46% entre os dias 1° de setembro e 20 de outubro, passando de R$ 31,93 para R$ 32,79 o quilo. Os cortes traseiros (onde ficam, por exemplo, a picanha e o filé mignon) puxaram esse avanço: nesse intervalo, eles subiram 6,2%, de R$ 34,27 para R$ 36,41 por quilo. Já os cortes dianteiros, onde estão as carnes magras que a China mais consome, passaram de R$ 23,72 para R$ 23,13 por quilo, um declínio de 2,5%. Com a alta de 1,8% nesse período, os preços no varejo em São Paulo foram de R$ 42,90 para R$ 43,67 o quilo. Os varejistas têm procurado recuperar um pouco suas margens operacionais, pressionadas pela alta da arroba do boi nos últimos meses. Para a analista da consultoria, ainda deve demorar um pouco até que a queda dos preços da carne bovina chegue efetivamente ao consumidor final.
VALOR ECONÔMICO
Frigoríficos têm a maior margem de lucro em 2 anos
O analista da Scot Consultoria, Hyberville Neto, destacou que as margens das indústrias frigoríficas estão no melhor patamar dos últimos dois anos
“Quando consideramos os preços de venda de todos os produtos do abate, seja com a opção da carcaça ou com a carne desossada, frente aos preços do boi gordo temos a melhor margem dos últimos dois anos”, informou ele. O índice de equivalência carcaça da Scot Consultoria mostra que a indústria frigorífica tem uma receita por animal abatido de 23,8% maior do que o preço atual do boi gordo. “A média histórica sempre ficou em 14% a 15%, sendo que em alguns períodos mais positivos ficou em 17%. Quando consideramos o índice de equivalência desossa, a média histórica é de 19%, mas atualmente esse índice chega a 22,5%, que também leva em conta a venda de todos os cortes e dos subprodutos do animal abatido”, disse. As indústrias estão trabalhando com cautela e acompanhando como está o escoamento da carne no atacado, por isso contam com programações de abate mais confortáveis. “Nós não esperamos uma inversão drástica de cenário de preços no mercado do boi gordo no curto prazo”, afirmou.
Pecuaria.com
ECONOMIA
Dólar fecha em queda de 0,77%, a R$5,6244 na venda
O dólar reverteu intensos ganhos registrados durante o pregão, que o levaram acima dos 5,75 reais, e fechou em queda contra a divisa brasileira na sexta-feira. Ainda assim, o dólar registrou sua maior valorização semanal desde julho
O dólar à vista recuou 0,77%, a 5,6244 reais na venda, depois de chegar a tocar 5,7551 reais no pico do dia, alta de 1,53%. Segundo participantes do mercado, as máximas do dia foram alcançadas em meio a boatos sobre possível saída de Guedes de seu cargo, uma vez que estaria insatisfeito com os planos do governo de desrespeitar o teto de gastos para financiar o Auxílio Brasil. “Parece que seria marginalmente preferível que (Guedes) ficasse no cargo, mesmo que o mercado pense que sua credibilidade tenha diminuído consideravelmente”, disseram estrategistas do Citi em nota. Em seus comentários desta sexta-feira, Guedes disse que não houve mudança nos fundamentos da economia brasileira com a fórmula encontrada para financiar o novo Bolsa Família, embora tenha admitido que prefere tirar uma nota mais baixa no quesito fiscal em troca de atendimento aos mais frágeis. Apesar da desvalorização do dólar nesta sessão, investidores chamaram a atenção para as impressionantes volatilidade e amplitude observadas no decorrer da sessão, o que seria reflexo da percepção de que o governo vai mesmo desrespeitar o teto de gastos para financiar um Auxílio Brasil mais robusto. Em meio ao preocupante noticiário fiscal dos últimos dias, a moeda norte-americana encerrou a semana com alta de 3,115%, a mais acentuada desde a semana finda em 9 de julho deste ano (+4,01%).
REUTERS
Ibovespa tem maior queda semanal desde início da pandemia
Com perda de 1,34%, o Ibovespa desceu aos 106.296,18 pontos, nova mínima desde novembro passado, após ter chegado a cair mais de 4,5% durante a sessão. Ainda assim, contabilizou perda de 7,28% na semana, a pior desde a desvalorização de 15,6% na semana fechada em 13 de março de 2020, no começo da pandemia
A forte volatilidade voltou a turbinar o volume financeiro, que somou 53,9 bilhões de reais na sessão. O dia começou com o mercado especulando sobre a saída de Guedes, após a demissão do secretário especial do Orçamento, Bruno Funchal, e do secretário do Tesouro Nacional, Jeferson Bittencourt. As saídas ocorreram após a aprovação da mudança do teto dos gastos para viabilizar o pagamento do Auxílio Brasil até o fim de 2022. Após apoio público de Bolsonaro, Guedes negou que as medidas sejam violação do compromisso com a responsabilidade fiscal. Na ponta do lápis, porém, o saldo da semana foi uma piora generalizada das perspectivas econômicas, com bancos prevendo que já na semana que vem o Banco Central vai intensificar o ritmo de aumento da Selic, hoje em 6,25% ao ano, para fazer frente à piora no quadro fiscal. “Não tem almoço grátis: fim do teto de gastos vai afetar o PIB e a inflação”, resumiu o Credit Suisse em relatório.
REUTERS
IPPA/CEPEA: Influenciado sobretudo por hortifrútis, IPPA sobe no 3º trimestre
Para o IPPA-Pecuária/Cepea, houve alta de 1,9% na mesma comparação, em termos reais, sustentada pelos preços do frango e do leite. Em geral, pesquisadores do Cepea indicam que os preços pecuários avançaram no terceiro trimestre de 2021, sendo observadas quedas apenas entre agosto e setembro para a arroba bovina e ovos
Os avanços nos preços dos hortifrutícolas, do café e da cana e de alguns produtos pecuários resultaram em alta de 1,6% do IPPA/Cepea (Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários) no terceiro trimestre de 2021 frente ao anterior, em termos reais, segundo cálculos do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP. No caso dos hortifrútis, cálculos do Cepea mostram que o IPPA-Hortifrutícolas/Cepea subiu expressivos 21,5% entre o segundo e o terceiro trimestres de 2021, influenciado pelas fortes valorizações registradas para o tomate, a banana e a laranja. Quanto ao IPPA-Cana e Café/Cepea, o aumento foi de 8,1% entre o segundo e o terceiro trimestres de 2021. O Índice foi novamente impulsionado pelas valorizações da cana e também do café. Já em relação ao IPPA-Grãos/Cepea, foi registrada queda de 1,2% do segundo para o terceiro trimestres de 2021. Dentre os produtos considerados neste Índice, o principal recuo foi observado para o arroz, seguido por milho, soja e trigo. Pesquisadores do Cepea ressaltam que, em geral, os preços dos grãos demonstraram alguma recuperação ao longo do terceiro trimestre, mas permaneceram abaixo dos patamares observados no trimestre anterior.
CEPEA
Brasil tem déficit em transações correntes de US$1,699 bi em setembro
O Brasil teve déficit em transações correntes de 1,699 bilhão de dólares em setembro, com o rombo em 12 meses subindo a 1,30% do Produto Interno Bruto (PIB), divulgou o Banco Central na sexta-feira
O resultado veio pior que o déficit de 1,553 bilhão de dólares esperado por analistas em pesquisa Reuters. Os investimentos diretos no país (IDP) alcançaram 4,495 bilhões de dólares, também abaixo de expectativa no mercado de 5 bilhões de dólares. Para o mês de outubro, o BC projetou déficit em transações correntes de 4,2 bilhões de dólares e IDP de 4 bilhões de dólares. Até o dia 19 deste mês, o fluxo cambial ficou negativo em 1,209 bilhão de dólares, disse ainda o BC.
REUTERS
Produção agroindustrial voltou a cair no país em agosto
Indicador do FGV Agro recuou 3,2% ante o mesmo mês de 2020; custos pressionam
Após quase um ano de variações positivas, o Índice de Produção Agroindustrial Brasileira (PIMAgro) calculado pelo Centro de Estudos em Agronegócios da Fundação Getulio Vargas (FGV Agro) caiu em agosto pelo segundo mês seguido. Na comparação com o mesmo mês de 2020, a queda foi de 3,2%, considerados os ajustes sazonais — ante julho, a retração foi de 0,4%. Ainda assim, o indicador acumulou variação positiva de 3,8% nos oito primeiros meses de 2021 e deverá encerrar o ano com alta frente ao ano passado. “A distância em relação ao mês pré-pandemia vem aumentando. Ou seja, a produção da agroindústria, em julho de 2021, estava 4,7% menor que a de fevereiro de 2020; em agosto, a diferença foi para 5,1%”, disse o FGV Agro. O PIMAgro é baseado em dados da Pesquisa Industrial Mensal (PIM-PF) do IBGE e nas variações do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-BR), da taxa de câmbio e do Índice de confiança do Empresário da Indústria de Transformação (ICI) da FGV. “Por conta das turbulências causadas pela pandemia, a agroindústria (como os demais elos industriais) se depara com aumento dos custos, com a desorganização da cadeia produtiva e dificuldade de acesso à algumas matérias primas. O processo inflacionário continua reduzindo a renda real das famílias e o mercado de trabalho ainda se mostra desaquecido, e a perda de ritmo da economia brasileira, bem como a do mundo, tem impactado negativamente o setor”, afirma o centro da FGV. Em agosto, mais uma vez, a baixa do PIMAgro ante o mesmo mês do ano passado foi puxada pelo segmento de produtos alimentícios e bebidas, que recuou 7,2%. No caso dos alimentos, a redução foi de 7,3%, e no das bebidas chegou a 6,4%. No grupo de produtos não alimentícios houve alta, mas a variação observada (1,6%) foi a menor do ano.
VALOR ECONÔMICO
EMPRESAS
BRF conquista cinco novas habilitações para exportar carne suína para Singapura
A BRF recebeu cinco novas habilitações para exportar seus produtos para Singapura. A partir das unidades de Uberlândia (MG), Concórdia (SC), Lajeado (RS) e Herval D´Oeste (SC), a Companhia irá comercializar miúdos de suínos. Já a unidade de Lucas do Rio Verde (MT) obteve autorização para a venda de suínos e seus miúdos
Este movimento reforça a estratégia de aumentar a participação dos produtos da empresa no mercado asiático, onde a Companhia já exporta para China, Japão, Vietnã, Coreia do Sul, Malásia e Filipinas, entre outros mercados. A unidade de Uberlândia, que conta sete mil colaboradores, recebeu investimentos este ano para um processo de modernização e ampliação da capacidade de produção. Na planta, são produzidos cortes de suínos e aves para diversos países asiáticos, além do Oriente Médio e América Latina. Em Lucas do Rio Verde, uma das maiores unidades da América Latina, há linhas de produção importantes que atendem tanto o mercado nacional, quanto países na Ásia, África e América Latina. No sul do país, a partir de Lajeado, são exportados produtos de suínos e frangos para Ásia, América Latina, África do Sul e Oriente Médio. Já a unidade de Concórdia exporta cortes de suínos para Filipinas, Hong Kong e Vietnã, no sudeste da Ásia, e para a África do Sul. Em Herval D`Oeste, a planta tem habilitações para cortes suínos que são destinados para África do Sul, Albânia, Argentina, Hong Kong, Paraguai, Uruguai e Vietnã.
BRF
FRANGOS & SUÍNOS
Itália relata surto de gripe aviária H5N1 entre aves, diz OIE
A Itália relatou um surto de gripe aviária altamente patogênica H5N1 em uma fazenda comercial de perus de engorda no norte do país, disse a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) na quinta-feira
NOTÍCIAS AGRÍCOLAS
ABPA & Apex-Brasil renovam convênio com projeções de US$ 3,5 bilhões em exportações
Projeções se baseiam na geração de negócios em feiras realizadas em convênios anteriores
Os presidentes da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, e da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), Augusto Pestana, assinaram um novo convênio setorial para promoção das exportações da avicultura e da suinocultura do País. O convênio é válido até 2023 e contemplará mentoria técnica e apoio para campanhas de imagem, workshops com stakeholders e ações especiais em feiras de diversos mercados-alvo para os setores exportadores de carne de frango, carne suína, carne de pato, ovos e material genético avícola. As perspectivas de negócios gerados apenas em ações em grandes feiras de alimentos apoiadas pelo convênio superam US$ 3,5 bilhões, conforme projeções da ABPA com base em convênios anteriormente firmados com a Apex-Brasil.
ABPA
Frango inteiro tem a maior valorização no ano
Considerado o preço médio registrado pelos quatro principais itens de carne de frango exportados pelo brasil nos nove primeiros meses de 2021, o que obteve a maior valorização foi o frango inteiro, com aumento de 20%, enquanto os outros três itens ficaram aquém dos dois dígitos
O preço médio do frango inteiro registrou crescimento de 21,78%, enquanto o dos cortes aumentou 8,84%, o da carne salgada 6,57% e o das industrializadas menos de 1%. O frango inteiro foi também o único a completar o período com um volume inferior ao de idêntico período de 2020: registrou queda de 1,54%, opostamente aos cortes, industrializados e carne salgada, que fecharam os três primeiros trimestres de 2021 com significativo aumento de volume. Ou, respectivamente, 11,33%, 16,81% e 20,64%. A queda de volume do frango inteiro não prejudicou sua receita, que aumentou quase 20%, ficando pouco aquém dos 21,18% de aumento de receita dos cortes de frango. Porém, o maior índice de aumento foi registrado pela carne de frango salgada, cuja receita experimentou aumento anual de 28,56%, bem mais que os 17,84% dos industrializados. Esses dois últimos aumentos não ocasionaram maiores modificações nos índices de participação sobre a receita cambial total da carne de frango. Carne salgada e industrializados responderam por apenas 8,34% dos US$5,5 bilhões faturados no período, os 91,66% restantes distribuindo-se entre os cortes (69,61% do total) e o frango inteiro (22,05% do total).
AGROLINK
Frango/Cepea: Competitividade da carne de frango frente à suína cresce mais de 40%
Após três meses consecutivos registrando perda de competitividade, a vantagem da carne de frango frente à suína voltou a crescer em outubro
Esse cenário é resultado das recentes desvalorizações do frango e das altas nos preços da carcaça especial suína. Segundo pesquisadores do Cepea, a carne de frango se valorizou de forma consecutiva de maio a setembro deste ano, o que acabou limitando a liquidez do produto agora em outubro, visto que os elevados patamares dos preços afastaram parte dos demandantes das compras. Já para a carne suína, a maior demanda por novos lotes de animais para abate impulsionou os valores da proteína. Assim, a diferença entre os preços da carcaça especial suína e do frango resfriado ampliou-se de setembro para outubro, garantindo um expressivo aumento de 42,5% na competitividade da carne de frango frente à suína na parcial do mês.
Cepea
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