CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1588 DE 06 DE OUTUBRO DE 2021

clipping

Ano 7 | nº 1588 | 06 de outubro de 2021

 

NOTÍCIAS

Boi gordo: mercado interno está com dificuldade em ganhar ritmo

A proximidade do recebimento dos salários, que normalmente estimula o consumo, está passando despercebido nesta quinzena. Sem China, é isso aí. 

Em São Paulo, as programações de abate atendem em média, sete dias. Importante ressaltar que o volume de animais abatidos por dia caiu e há frigoríficos pulando dias de abate, com isso, a pressão de baixa vem se intensificando. Na última terça-feira (5/10), a cotação do boi gordo caiu R$3,00/@ no estado na comparação feita dia a dia. Para a vaca e novilha gorda, as quedas foram de R$5,00/@ e R$6,00/@, respectivamente. Segundo levantamento da Scot Consultoria, o boi, vaca e novilha gordos ficaram cotados em R$290,00, R$272,00 e R$287,00, nessa ordem, preços brutos e a prazo.

SCOT CONSULTORIA

Boi: arroba fica estável após fortes quedas, diz Safras & Mercado

De acordo com a consultoria Safras & Mercado, a arroba do boi gordo teve um dia de estabilidade nos preços nas principais praças brasileiras

Ainda assim, os frigoríficos seguem buscando negócios abaixo das referências médias atuais. Em relação à China, novas notícias são esperadas apenas após o final da semana de feriado no país asiático, ou seja, após o dia 8. Na B3, as cotações dos contratos futuros do boi gordo tiveram um dia de recuperação após a forte queda do pregão anterior. Ainda assim, os preços voltaram apenas ao nível um pouco acima do encerramento da semana passada. O ajuste do vencimento para outubro passou de R$ 274,45 para R$ 284,35, do novembro foi de R$ 275,70 para R$ 289,50 e do dezembro foi de R$ 285,90 para R$ 296,20 por arroba.

AGÊNCIA SAFRAS

Baixa no boi gordo e alta dos custos com confinamento pressionam criadores, diz Safras

O custo de manutenção do boi no confinamento segue elevado em função da inflação da nutrição animal, pondera o analista da consultoria

O mercado físico de boi gordo registrou preços estáveis na terça-feira, 5. Segundo o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, os frigoríficos seguem tentando fechar negócios com preços abaixo das referências médias. “Algumas unidades frigoríficas ainda estão ausentes da compra de gado, com possibilidade de retomada a patamares mais baixos no decorrer da semana. Já para o pecuarista o quadro ainda é difícil, uma vez que o custo de manutenção dos animais nos confinamentos é elevado em função da inflação da nutrição animal, enquanto a chegada das chuvas torna o manejo ainda mais complicado”, assinalou Iglesias. Em relação à China, novidades são possíveis a partir do dia 08, considerando o retorno das festividades relacionadas ao feriado prolongado conhecido como Golden Week. “Mesmo com uma eventual retomada, o mercado demorará algum tempo para retomar sua normalidade”, completou. Em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 280 na modalidade à prazo. Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 275. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 280. Em Cuiabá, o valor pago foi de R$ 279. Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 280 a arroba. O mercado atacadista volta a se deparar com preços acomodados para a carne bovina. “Mesmo na primeira quinzena do mês há pouco espaço para reajustes. O grande temor segue na possibilidade da carne estocada nas câmaras frias dos frigoríficos ser ofertada no mercado doméstico, o que causaria grande pressão sobre os preços, com potencial para contaminar as demais proteínas de origem animal, como a carne de frango e a carne suína”, disse Iglesias. Com isso, o quarto traseiro ainda foi precificado a R$ 21,25 por quilo. O quarto dianteiro ainda é cotado a R$ 15,80 por quilo, e a ponta de agulha seguiu precificada a R$ 15,70 por quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

China preocupa frigoríficos, e preço do boi segue alto

Suspensão das vendas ao país asiático já dura mais de um mês

A demora da China em reabrir o mercado para a carne bovina do Brasil preocupa cada vez mais a indústria, confirmou um executivo graduado ao Valor. Mesmo com as vendas aos chineses suspensas – o país absorve mais de 60% das exportações brasileiras – os preços do boi gordo seguem altos no mercado doméstico. Uma fonte próxima à indústria também não compreende como o preço do boi gordo ainda não se ajustou devidamente à ausência da China. Na avaliação desse executivo, os preços do gado deveriam estar entre R$ 250 e R$ 260 por arroba para fazer sentido econômico para os frigoríficos. Sem a China, não há mercados que comprem volumes da mesma magnitude e tampouco com preços remuneradores. Além disso, o Egito também está fechado para o Brasil, o que tira mais um mercado para a escoar o dianteiro bovino. Em setembro, o preço do boi gordo se sustentou na maior parte do mês mesmo com a suspensão chinesa, e só começou a cair na última semana. Conforme o indicador Cepea/B3 para o boi gordo negociado em São Paulo, praça de referência para o restante do país, o preço recuou 6,9% em setembro, chegando a R$ 291,60. Na primeira semana de outubro, o indicador caiu mais 1,95%. Ontem, indicador estava a R$ 283 por arroba. Na média, o gado representa 80% dos custos de produção dos frigoríficos. Entre pecuaristas, a ausência da China também incomoda. Nos confinamentos, poucos se atrevem a enviar mais animais sem a garantia de que haverá um mercado para escoar. Uma preocupação desses produtores é que os confinamentos fiquem cada vez mais vazios, reduzindo a oferta futura de gado e provocando uma nova disparada dos preços daqui a alguns meses. No mercado, é consenso que a China, normalmente uma negociadora habilidosa, está bastante confortável para ficar mais um tempo sem liberar a carne brasileira. O país lida com um estoque elevado de carne suína e ainda tem cargas de carne que foram produzidas antes da suspensão das exportações brasileiras a caminho dos portos do país asiático. Na visão do consultor César de Castro, do Itaú BBA, a menos que Pequim esteja disposta a reduzir seus estoques de carnes a ponto de prejudicar elos mais fracos da cadeia (restaurantes e consumidores), é provável que o embargo à carne bovina brasileira não dure muito mais. Em setembro, com as cargas que já estavam prontas para embarque antes da suspensão – boa parte sofrendo com atrasos logísticos, entre os quais a falta de contêineres -, a China ainda foi o destino de 65% das exportações brasileiras. Contando as vendas via Hong Kong, mais de 123 mil das 187 mil toneladas de carne bovina embarcadas pelo Brasil foram para o gigante asiático, de acordo com dados da Secex. O volume exportado, que representou um novo recorde mensal, chama atenção. Para Castro, a hipótese mais provável é que a indústria brasileira tivesse um estoque já certificado para cerca de um mês. Porém, ele acredita que as exportações do Brasil tendem a despencar neste mês de outubro.

VALOR ECONÔMICO

Seguro cobre eventuais perdas causadas por febre aftosa na pecuária bovina no RS

Novidade foi lançada pelo Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal (Fundesa) e pela seguradora Fairfax

Reconhecido em maio deste ano como zona livre de sem vacinação, o Rio Grande do Sul conta agora com um seguro pecuário para casos de perdas no rebanho bovino por causa da doença. Anunciado como inédito no Brasil e no mundo, o mecanismo vai oferecer proteção aos 273 mil pecuaristas gaúchos e indenizar prejuízos de até R$ 315 milhões com eventuais ocorrências no Estado. O seguro foi assinado ontem entre o Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal (Fundesa) e a seguradora Fairfax, na sede da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul). Com ele, o produtor gaúcho está protegido para o caso de ocorrência de febre aftosa, com a necessidade de indenização pelo abate sanitário. O valor do prêmio, que será pago anualmente pelo Fundesa à seguradora, é de R$ 3,98 milhões, sem custos adicionais aos pecuaristas. A franquia é de R$ 15 milhões e o valor segurado, de R$ 300 milhões. Segundo Ricardo Sassi, representante da Fairfax, o cálculo para o valor do seguro levou em conta diversos fatores, como o georreferenciamento de propriedades e a qualidade do trabalho de defesa agropecuária do Estado. O Presidente da Farsul, Gedeão Pereira, destacou a importância de o produtor comunicar qualquer suspeita de doença. “O seguro vai contribuir para que o produtor, que é o primeiro fiscal, tenha a tranquilidade necessária para agir com rapidez e chamar a autoridade sanitária para fazer o diagnóstico”, afirmou, em nota. O presidente do Fundesa, Rogério Kerber, falou sobre as mudanças de cenário desde 2001, quando houve o último foco no estado. “É uma condição totalmente diferente que temos hoje, com um serviço veterinário oficial preparado e estrutura para um rápido diagnóstico e ação para a contenção de eventuais focos”.

VALOR ECONÔMICO

Setor de carnes terá mais um ano recorde nas exportações

Com aumento de 21%, receita cresce mais do que volume, que evoluiu 7% no ano 

O Brasil nunca exportou tanta carne como em setembro. A venda externa de carne bovina atingiu o recorde de 187 mil toneladas no mês, gerando receitas de US$ 1,1 bilhão. No mesmo período, as exportações de carne suína ultrapassaram, pela primeira vez, a marca das 100 mil toneladas, somando 102 mil. Já as vendas externas de carne de frango também estiveram aceleradas, ao somarem 390 mil toneladas, mas inferiores ao recorde de 449 mil de julho de 2018. O Brasil avança rapidamente no mercado externo nesse setor. Nos primeiros nove meses deste ano, as receitas das três proteínas atingiram US$ 14,2 bilhões, enquanto o volume exportado somou 5,55 milhões de toneladas. Essa intensa evolução das receitas se deve mais aos preços internacionais do que ao volume colocado no mercado externo. A demanda externa pelas proteínas garante preços elevados neste ano. Até setembro, as exportações médias de carne tiveram elevação de 7% no volume, mas cresceram 21% em receitas. A principal valorização foi a da carne bovina, cuja exportação aumentou 22%, em dólares, e apenas 2% em volume neste ano, em relação ao anterior. O país deverá registrar mais um recorde neste ano. As receitas acumuladas nos nove primeiros meses já atingem 90% do total de US$ 15,8 bilhões do ano passado. Os valores atuais ficam bem distantes dos de há duas décadas, quando o país obteve apenas US$ 1,54 bilhão com exportações de carnes. Há dez anos, as receitas já somaram US$ 11 bilhões, conforme dados da Secex (Secretaria de Comércio Exterior). Assim como ocorreu com a soja, a China vem sendo o grande motor das exportações brasileiras de proteínas, liderando as compras de carnes bovina, suína e de frango. Neste ano, os chineses já deixaram US$ 5,9 bilhões no país com o pagamento de produtos deste setor. Apenas com importações de carne bovina foram US$ 3,81 bilhões. Suínas e de frango ficaram, em média, em US$ 1 bilhão cada. O Chile também tem sido um bom mercado para o Brasil neste ano, vindo em segundo lugar nas compras de carnes bovina e suína. O avanço das exportações provoca aceleração interna dos preços. De janeiro a setembro, a carne de frango ficou 31% mais cara para os paulistanos, segundo a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas). A bovina subiu 12,5%, e a suína, 10%.

FOLHA DE SP

ECONOMIA

Dólar fecha em alta de 0,71%, a R$5,4849

O dólar voltou a fechar em alta e numa máxima em mais de cinco meses na terça-feira, após uma arrancada nos minutos finais dos negócios no mercado à vista que empurrou a moeda acima de 5,48 reais, com o nervosismo acerca de mais despesas no Brasil se somando ao dia de força da divisa norte-americana no exterior

O dólar interbancário fechou em alta de 0,71%, a 5,4849 reais. É o nível mais alto desde 23 de abril (5,4967 reais). O real dividiu com o peso chileno nesta sessão o título de pior desempenho nos mercados globais de câmbio, depois de na véspera amargar a mesma posição.

REUTERS 

Ibovespa fecha com leve alta, mas incerteza fiscal atenua recuperação

Preocupações com o cenário fiscal do país ainda minam o apetite de agentes financeiros

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa encerrou com variação positiva de 0,06%, a 110.457,64 pontos. O volume financeiro somou 29,4 bilhões de reais. Na véspera, o Ibovespa fechou em queda de mais de 2%. Em Nova York, os pregões experimentaram uma sessão de recuperação, puxada por ações de empresas de tecnologia, como Apple e Microsoft, enquanto agentes aguardam dados do mercado de trabalho norte-americano na sexta-feira. O S&P 500 avançou 1%, com números sobre a atividade econômica dos EUA também no radar. Para o economista sênior do Banco ABC Brasil Daniel Xavier, o ambiente de incerteza fiscal ainda presente no Brasil está entre os fatores que inibiram uma alta mais expressiva do Ibovespa nesta sessão. “Não se sabe ainda claramente como o novo programa de renda do governo federal será financiado a partir do ano que vem”, exemplificou, acrescentando que declarações como as do relator da reforma do Imposto de Renda no Senado acentuam as incertezas. O senador Ângelo Coronel (PSD-BA) afirmou na terça-feira que fará seu parecer no seu tempo e não segundo o que o Ministério da Economia quer. A reforma do IR é uma das apostas para o governo ter espaço fiscal para o programa. O sócio da Monte Bravo Investimentos Rodrigo Franchini também destacou a questão dos precatórios, além de preocupações com o crescimento econômico, inflação e incertezas no campo político como fatores desfavoráveis na cena brasileira. Após começar outubro com alta, o Ibovespa já mostra performance negativa no mês, vindo de declínios acumulados de 6,6% em setembro, 2,5% em agosto e 3,9% em julho. No ano, contabiliza uma queda de 7,2%.

REUTERS 

Produção industrial cai 0,7% em agosto

Terceiro resultado negativo consecutivo. segundo pesquisa do IBGE

Em agosto de 2021, a produção industrial nacional caiu 0,7% frente a julho, na série com ajuste sazonal, terceiro resultado negativo consecutivo, acumulando nesse período perda de 2,3%. Já em relação a agosto de 2020, houve queda de 0,7%, interrompendo os onze meses de taxas positivas consecutivas nessa comparação. O recuo de 0,7% da atividade industrial, frente ao mês anterior, teve perfil disseminado de taxas negativas, alcançando três das quatro das grandes categorias econômicas e 15 dos 26 ramos pesquisados. Entre as atividades, as influências negativas mais importantes vieram de outros produtos químicos (-6,4%), intensificando os recuos de julho (-1,8%) e junho (-1,0%); coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-2,6%), interrompendo três meses de taxas positivas consecutivas, período em que acumulou alta de 9,8%; veículos automotores, reboques e carrocerias (-3,1%), marcando o quarto mês seguido de queda na produção e acumulando nesse período perda de 9,5%; e produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-9,3%), eliminando parte do avanço de 12,4% verificado no período maio-julho de 202. Outras contribuições negativas importantes vieram de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-4,2%), de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-2,0%), de produtos de borracha e de material plástico (-1,1%), de confecção de artigos do vestuário e acessórios (-1,6%) e de celulose, papel e produtos de papel (-0,8%). Por outro lado, entre as onze atividades em alta, produtos alimentícios (2,1%), bebidas (7,6%) e indústrias extrativas (1,3%) exerceram os principais impactos positivos em agosto de 2021. Vale destacar também os resultados positivos assinalados pelos ramos de metalurgia (1,1%), de produtos de madeira (3,0%) e de produtos têxteis (2,1%). Entre as grandes categorias econômicas, ainda em relação a julho, bens de consumo duráveis recuaram 3,4%, oitavo mês seguido de redução, acumulando queda de 25,5%. Os segmentos de bens de capital (-0,8%) e de bens intermediários (-0,6%) também recuaram, com o primeiro interrompendo quatro meses seguidos de resultados positivos, período em que acumulou alta de 6,2%; e o segundo com a quinta taxa negativa consecutiva e recuando 3,9% nesse período. Por outro lado, o setor de bens de consumo semi e não-duráveis (0,7%) apontou a única taxa positiva, intensificando, assim, o avanço de 0,5% verificado em julho.

IBGE

EMPRESAS

Marfrig lança portal para clientes estrangeiros e despachantes

A Marfrig lançou neste ano novos portais para relacionamento com clientes estrangeiros e despachantes parceiros visando tornar processos de venda mais eficientes, informou a empresa em comunicado na terça-feira (05)

A companhia disse que todos os clientes da empresa na Europa já aderiram à plataforma, possibilitando um ganho de até dois dias no processo de vendas. Por meio do portal para clientes, grandes redes de varejo e restaurantes globais conseguem acompanhar seus pedidos desde a criação até o recebimento, incluindo toda a documentação alfandegária. O canal também unifica processos de vendas e viabiliza o acompanhamento dos times comerciais da companhia nas unidades da América Latina (Brasil, Uruguai, Chile e Argentina). “É um grande salto de qualidade no serviço e na rapidez de informação. Todas as unidades da América do Sul possuem uma plataforma integrada para inclusão dos pedidos, que possibilita um acompanhamento global de todo o trâmite comercial, diminuindo burocracia, custo e tempo e centralizando informações”, disse o Diretor de Tecnologia da Marfrig, Joel Santiago, em comunicado. Já o portal para despachantes apoia as questões alfandegárias, aprimorando as trocas de documentos e informações sobre as cargas, além de dar mais agilidade ao pós-venda. O sistema consegue gerar dados, como o tempo de processos e o faturamento das plantas, fazendo com que a Marfrig tenha uma tomada de decisão mais estratégica junto a cada um dos seus parceiros. As plataformas podem ser acessadas nas versões desktop ou mobile a qualquer momento do dia.

CARNETEC     

CVM rejeita acordo com Molina em caso de ‘insider’

Autarquia diz que fundador da Marfrig usou informações indevidas para negociar ações da companhia; empresário nega

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) rejeitou uma proposta de acordo feita pelo Presidente do Conselho de Administração da Marfrig, Marcos Molina, em processo em que o empresário é acusado pelo regulador por suposto uso de informação privilegiada. Como informou em maio, a CVM entendeu que Molina utilizou informações ainda não divulgadas para comprar ações do frigorífico antes de a empresa anunciar a aquisição da National Beef, em 2018. As operações com os papéis foram feitas em nome do empresário e de sua esposa. Segundo a área técnica da CVM, foram, ao todo, 23 operações no período vedado, que teriam gerado benefício de R$ 6,734 milhões. O dia 9 de novembro de 2017 foi considerado o início do período de vedação por ter sido a data em que a Marfrig formalizou a proposta para a compra do controle da National Beef. No cálculo, os técnicos da autarquia compararam o preço médio dos papéis em cada operação – que ficou entre R$ 5,99 e R$ 7,15 – com a cotação média em 10 de abril de 2018, de R$ 8,55, véspera do anúncio da aquisição. A CVM desconsiderou as vendas de ações. Molina apresentou uma proposta de termo de compromisso à CVM para encerrar o caso e ofereceu pagar R$ 5 milhões, argumentando que o compromisso é “oportuno e conveniente”, já que “não se configuram supostas irregularidades e não houve prejuízo informacional ao mercado”. No entanto, o comitê de termo de compromisso da autarquia entendeu que o acordo “não seria conveniente e oportuno, considerando, entre outros fatores, a gravidade em tese da conduta”. O colegiado acompanhou o parecer do comitê. Em maio, Molina afirmou ao que não houve operação irregular. O executivo disse, em nota, que cumpriu os deveres fiduciários que tem com a Marfrig ao não negociar ações da empresa no intervalo entre 6 de março e 9 de abril de 2018, data da publicação do fato relevante sobre a aquisição. Segundo ele, não havia, no período apontado pela CVM, um diálogo constante entre a Marfrig e a Leucadia, então controladora da National Beef, que sugerisse evolução das negociações. Em casos em que a CVM concorda com o termo de compromisso, não há imputação de culpa e o processo é encerrado. Com a rejeição, o caso deve ir a julgamento, ainda sem data prevista.

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS 

Exportações de carne suína batem recorde histórico em setembro

As exportações brasileiras de carne suína (incluindo todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 112,2 mil toneladas em setembro, recorde histórico nas exportações mensais do setor.  A informação é da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) 

O número é 29,7% maior que o embarcado no mesmo período de 2020, com 86,5 mil toneladas, e supera a antiga marca mensal histórica alcançada pelo setor em março deste ano, de 109,2 mil toneladas. Em receita, as vendas de setembro geraram saldo de US$ 255,8 milhões, número 35,6% maior que o resultado alcançado no nono mês de 2020, com US$ 188,5 milhões. No acumulado do ano (janeiro a setembro), as exportações brasileiras de carne suína alcançaram 868,8 mil toneladas, volume 13,58% superior às 764,9 mil toneladas embarcadas em 2020.   No mesmo período, as exportações de carne suína geraram receita de US$ 2,061 bilhões, desempenho 22,9% maior em relação ao US$ 1,677 bilhão registrado no ano passado. A China segue como principal destino das exportações da carne suína do Brasil, com 53,4 mil toneladas em setembro, volume 22% superior ao registrado no mesmo período de 2020.  Em seguida estão Hong Kong, com 15,7 mil toneladas (+60,9%) e Chile, com 4,8 mil toneladas (+24,5%). “Outros mercados da Ásia e América do Sul também ampliaram as suas importações, incluindo Filipinas, Argentina, Japão e outros, contribuindo para que o setor superasse a marca de US$ 2 bilhões em exportações em apenas nove meses”, diz o Diretor de mercados da ABPA, Luís Rua.

ABPA 

Embarques de carne de frango do trimestre julho/setembro são recorde para os últimos 12 trimestres

Faltou pouco (menos de 1%) para que as exportações de carne de frango in natura do terceiro trimestre de 2021 se igualassem ao recorde trimestral que vem se mantendo desde o terceiro trimestre de 2018 

O volume registrado no período – mais de 1,131 milhão de toneladas – coloca-se como o segundo maior da história do setor. Além disso, o total acumulado no segundo trimestre de 2021 não ficou aquém do alcançado no trimestre subsequente. Assim, ainda que o máximo trimestral anterior não tenha sido superado, o acumulado nos três primeiros trimestres do corrente exercício corresponde a um novo recorde.

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