
Ano 7 | nº 1587 | 05 de outubro de 2021
NOTÍCIAS
Boi: arroba cai com força em todas as regiões, diz Safras & Mercado
De acordo com a consultoria Safras & Mercado, a arroba do boi gordo voltou a ter queda acentuada nas principais praças de produção e comercialização do Brasil
Em São Paulo, capital, a arroba passou de R$ 290 para R$ 280, na modalidade a prazo. Em Uberaba (MG), foi de R$ 287 para R$ 280 e em Dourados (MS), passou de R$ 284 para R$ 280. Na B3, as cotações dos contratos futuros do boi gordo tiveram mais um dia de forte queda, fazendo com que os vencimentos mais curtos já estejam abaixo de R$ 280 por arroba. O ajuste do vencimento para outubro passou de R$ 283,50 para R$ 274,45, do novembro foi de R$ 287,45 para R$ 275,70 e do dezembro foi de R$ 295,35 para R$ 285,90 por arroba.
AGÊNCIA SAFRAS
Boi gordo: mercado calmo em São Paulo no início desta semana
Mercado interno segue com consumo mais comedido de carne bovina
Em São Paulo, o mercado do boi gordo iniciou esta semana calmo, com grande parte das indústrias fora das compras. As escalas de abate atendem a necessidade dos frigoríficos, uma vez que o mercado interno segue com consumo mais comedido de carne bovina e as exportações para a China permanecem suspensas. Segundo levantamento da Scot Consultoria, na última segunda-feira (4/10), as cotações do boi, vaca e novilha gordos ficaram estáveis na comparação diária, em R$293,00, R$277,00 e R$293,00, nessa ordem, preços brutos e a prazo.
SCOT CONSULTORIA
Arroba do boi gordo inicia semana com forte queda nos preços
Nesta segunda, 4, a desvalorização do boi gordo chegou a R$ 10 em São Paulo, diante do cenário de incertezas em relação ao mercado chinês
O mercado físico de boi gordo voltou a se deparar com queda acentuada nos preços da arroba na abertura da semana nas principais praças de produção e comercialização do País. Segundo o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, os frigoríficos conseguem até mesmo comprar boiadas abaixo dos preços de referência. Com a China celebrando um longo feriado nacional (Golden Week), muito dificilmente as autoridades locais darão uma resposta aos esclarecimentos do Brasil sobre os casos atípicos de vaca louca detectados em setembro ainda nesta semana. Assim, o embargo autoimposto às exportações com destino maior mercado para a carne bovina brasileira segue em vigor. “O que mais preocupa o criador no momento é que, além das sinalizações de que não há pressa por parte da China, os custos da nutrição animal estão muito altos, dificultando a retenção dos animais nos confinamentos, em um momento em que começa a chover, o que é outro fator complicador para o pecuarista. Com isso, a pressão de baixa deve permanecer intensa ao longo da semana”, disse Iglesias. Em São Paulo, capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 280 na modalidade à prazo, ante R$ 290 na sexta-feira. Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 275. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 280, contra R$ 284. Em Cuiabá, o valor foi de R$ 279, contra R$ 280. Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 280 a arroba, contra R$ 287. Já os preços da carne bovina ficaram estáveis no atacado. A expectativa é que mesmo durante a primeira quinzena do mês não haja grande espaço para reajustes, considerando o ambiente bastante complicado em meio ao impedimento de exportar para a China. “O temor ainda é pela necessidade de desovar a carne estocada em câmaras frias ou portos no mercado doméstico, o geraria forte queda dos preços da proteína animal e por consequência no restante da cadeia pecuária”, assinalou o analista. O quarto dianteiro seguiu precificado a R$ 21,25 por quilo. Quarto dianteiro ainda é cotado a R$ 15,80. Ponta de agulha segue precificada a R$ 15,70, por quilo.
AGÊNCIA SAFRAS
Regulamento de Identidade e Qualidade para a carne moída é colocado em consulta pública
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) publicou, na segunda-feira (4), a Portaria nº 405 que submete à consulta pública, pelo prazo de 60 dias, a proposta de regulamento técnico de Identidade e Qualidade (RTIQ) para a carne moída
“A proposta visa promover adequações na Instrução Normativa n° 83/2003 para dar maior segurança no procedimento de registro do produto, diante da modernização dos processos produtivos e dos procedimentos industriais. Além disso, o regulamento busca dar transparência e segurança ao consumidor”, explica a Diretora do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal, Ana Lúcia Viana. Na proposta, o novo regulamento prevê que a carne moída deverá ser embalada imediatamente após a moagem; cada pacote do produto poderá ter peso máximo de 1 quilo; a porcentagem de gordura do produto deverá ser informada logo após a denominação de venda; é ingrediente obrigatório na fabricação da carne moída, a carne obtida das massas musculares esqueléticas; a matéria-prima para fabricação do produto deve ser exclusivamente carne, submetida a processamento prévio de resfriamento ou congelamento e entre outros. As sugestões tecnicamente fundamentadas deverão ser encaminhadas por meio do Sistema de Monitoramento de Atos Normativos (Sisman), da Secretaria de Defesa Agropecuária, por meio do link: https://sistemasweb.agricultura.gov.br/sisman/. Para ter acesso ao Sisman, o usuário deverá efetuar cadastro prévio no Sistema de Solicitação de Acesso (SOLICITA), por meio do link: https://sistemasweb.agricultura.gov.br/solicita/.
REUTERS
ECONOMIA
Dólar fecha em alta de 1,43%, a R$5,4465
O real amargou o pior desempenho global nesta sessão
O dólar à vista subiu 1,43% na segunda-feira, a 5,4465 reais, depois de variar entre 5,374 reais (+0,08%) e 5,4573 reais (+1,63%). O dólar começou a semana sob forte pressão, em alta de mais de 1,4% e fechando perto das máximas do dia, com investidores em busca da segurança da moeda norte-americana diante de novo dia de forte pessimismo e com o Brasil ainda inspirando cautela do lado fiscal. Na B3, o dólar futuro, cujos negócios vão até as 18h (de Brasília), acelerou a alta para mais de 5,48 reais, após a Procuradoria-Geral da República (PGR) informar que vai abrir apuração preliminar para investigar offshores ligadas ao ministro da Economia, Paulo Guedes, e ao Presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, ambos citados no caso Pandora Papers. As manchetes podem ser lidas por investidores como potenciais dificultadores para a evolução no Congresso das pautas econômicas do governo. O mercado demonstrou, ainda, mais medo de descumprimento de regras que seguram as contas públicas depois de a Comissão Mista do Orçamento (CMO) pautar para terça-feira análise de projeto de lei de crédito suplementar de pouco mais de 164 bilhões de reais, num momento em que paira constantemente entre investidores temor de aumento desenfreado de gastos conforme o ano eleitoral de 2022 se aproxima. Falas de Campos Neto na segunda foram na linha de apontar que o problema fiscal segue como uma preocupação latente. Mas o chefe do BC afirmou também que a depreciação do real neste ano está na média e até “um pouquinho melhor” na comparação com outros países, o que esfriou expectativas de que o BC possa intervir mais pesado no câmbio à medida que o dólar se aproxima de 5,50 reais.
REUTERS
Ibovespa fecha em baixa de mais de 2%
Temor de escalada de preços derruba ativos locais. O aumento na cautela dos agentes foi disparado por uma nova alta das commodities energéticas
Os temores de uma inflação maior e mais duradoura foram apontados pelos investidores como os responsáveis por uma nova rodada de aversão a risco nos mercados globais ontem. O aumento na cautela dos agentes foi disparado por uma nova alta nos preços das commodities energéticas e acabou atingindo em cheio os ativos locais, levando o Ibovespa novamente ao patamar dos 110 mil pontos. O principal índice do mercado local de ações fechou o pregão em desvalorização de 2,22%, aos 110.393,09 pontos. O giro financeiro da sessão na bolsa paulista somou 29,6 bilhões de reais. “Alguns eventos importantes levaram a essa reação, mas o movimento esteve principalmente conectado com o mercado de energia, com o petróleo registrando seguidas altas, com perspectivas de alcançar os US$ 90 o barril”, afirmou o economista-chefe da WHG Asset Management, Fernando Fenolio. A decisão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) de não ceder a apelos de uma flexibilização adicional e manter o plano de elevação da produção do cartel em 400 mil barris por dia fez os preços dos contratos futuros do WTI fecharem no maior valor desde 2014, intensificando os receios com a escassez global de energia e possíveis impactos sobre o crescimento das economias. Há ainda, diz o economista da WHG, muitas questões pairando nos mercados, como o impasse fiscal americano e a desaceleração do crescimento na China, relacionada ao setor imobiliário e às restrições energéticas. O caldeirão de preocupações globais se somou às locais, diz Fernando Bergallo, Diretor da FB Capital. As companhias de tecnologia, varejo eletrônico e do setor financeiro não tradicional registraram os piores desempenhos do Ibovespa. As ações do Banco Inter, que vêm sofrendo há dias com rumores de uma revisão nos provisionamentos, voltaram a terminar em queda firme, mesmo após a empresa ter adiantado a divulgação da prévia operacional do terceiro trimestre. As units caíram 13,42% e as preferenciais recuaram 12,95%. Já o Banco Pan fechou em baixa de 10,63%, após a companhia anunciar a fusão de suas operações com a Mosaico, dona das marcas Buscapé, Bondfaro e Zoom. Outros papéis sensíveis às variações nas taxas de juros também foram destaques negativos na sessão. Totvs ON caiu 5,17%, Via ON cedeu 7,12%, Magazine Luiza ON recuou 5,77% e Americanas ON perdeu 8,30%.
VALOR ECONÔMICO
IPC-Fipe tem alta de 1,13% em setembro
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de São Paulo encerrou setembro com avanço de 1,13%, depois de alta de 1,44% no mês anterior, com os preços de Alimentação e Habitação pesando sobre o índice
Os dados da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) divulgados na segunda-feira, mostram que os custos de Alimentação exerceram o maior peso sobre o índice do mês depois de subirem 1,38%. O segundo maior impacto veio de Habitação, com avanço dos preços de 0,80% em setembro. O IPC-Fipe mede as variações quadrissemanais dos preços às famílias paulistanas com renda mensal entre 1 e 10 indexados.
REUTERS
FOCUS: Analistas do mercado já veem inflação em 8,51% no fim do ano
A projeção foi revista para cima pela 26ª semana seguida, segundo o Relatório de Mercado Focus, divulgado pelo Banco Central
A projeção do mercado financeiro para a inflação em 2021 se distanciou ainda mais do teto da meta perseguida pelo Banco Central. Os economistas elevaram a previsão para o IPCA – o índice oficial de preços – este ano pela 26.ª semana seguida, de alta de 8,45% para 8,51%. A projeção para o índice em 2022 passou de 4,12% para 4,14%, no 11.º aumento consecutivo. As estimativas para 2023 foram mantidas em 3,25% e em 3% para o ano seguinte. O centro da meta para a inflação deste ano é de 3,75%, sendo que a margem de tolerância é de 1,5 ponto (de 2,25% a 5,25%). A meta de 2022 é de 3,50%, também com margem de 1,5 ponto (de 2,00% a 5,00%). O IPCA-15, prévia da inflação oficial, calculado pelo IBGE, saltou 1,14% neste mês, na maior alta para setembro desde 1994, início do Plano Real. Em 12 meses, o indicador ficou em 10,05%, maior alta sob essa ótica desde fevereiro de 2016. Ao contrário do IPCA, as projeções para IGP-M de 2021 foram revistas para baixo, de alta de 18,18% para 17,67%. Há um mês, estava em 19,31%. Os Índices Gerais de Preços (IGPs) são bastante afetados pelo desempenho do câmbio e pelos produtos de atacado. As projeções dos analistas para a Selic no fim de 2021 foram mantidas, em 8,25% e em 8,50% para o fim de 2022. Os economistas ouvidos pelo Banco Central também mantiveram a projeção de crescimento para o PIB de 2021 em 5,04%. Há quatro semanas, a estimativa era de alta de 5,15%. Para 2022, a previsão de expansão do PIB continuou em 1,57%.
O ESTADO DE SÃO PAULO
Balança comercial tem superávit de US$ 4,322 bilhões em setembro, 15% menor
O superávit em setembro ficou 15% menor do que o registrado em setembro de 2020, quando alcançou US$ 5,083 bilhões, aponta a Secretaria de Comércio Exterior
A balança comercial brasileira registrou superávit US$ 4,322 bilhões em setembro, com crescimento nas exportações e importações sobre o mesmo mês de 2020. Os dados foram divulgados na sexta-feira, 1º de outubro, pela Secretaria de Comércio Exterior, do Ministério da Economia. O superávit em setembro ficou 15% menor do que o registrado em setembro de 2020, quando alcançou US$ 5,083 bilhões. No mês passado, a corrente de comércio (soma das exportações e importações) avançou 41,1%. As exportações somaram US$ 24,284 bilhões em setembro (+33,3%). Já as importações chegaram a US$ 19,962 bilhões em setembro (+51,9%). Na quarta semana de setembro (20 a 26), o saldo comercial foi de superávit de US$ 1,596 bilhão. Na quinta semana de setembro (27 a 30) foi positivo em US$ 290 milhões. De janeiro a setembro, a balança comercial acumula superávit de US$ 56,433 bilhões. O valor é 38,3% maior do que o mesmo período do ano passado. Houve um aumento de 36,9 % nas exportações e de 36,4% nas importações do período. Em setembro, houve crescimento de US$ 20,85 milhões (12,4%) em Agropecuária; crescimento de US$ 96,1 milhões (41,1%) em Indústria Extrativa e crescimento de US$ 167,09 milhões (36,2%) em produtos da Indústria de Transformação. Já nas importações, houve crescimento de US$ 42,03 milhões (21,2%) em Agropecuária; crescimento de US$ 143,66 milhões (76,6%) em Indústria Extrativa e crescimento de US$ 117,44 milhões (26,7%) em produtos da Indústria de Transformação.
O ESTADO DE SÃO PAULO
FRANGOS & SUÍNOS
ABCS lança campanha de incentivo ao consumo de carne suína em redes varejistas
A Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) lançou na sexta-feira (1), a 9ª edição da Semana Nacional da Carne Suína (SNCS), a maior vitrine da proteína suína no varejo brasileiro
Com o tema “Churrasco com carne suína já é de casa”, de 1 a 17 de outubro, a SNCS alcançará 75 milhões de consumidores por meio de campanhas distribuídas em 8 mil peças de PDV nas lojas do Extra, Pão de Açúcar, Oba Hortifruti, Hortifruti, Natural da Terra, Lopes Supermercados, Raiz Superatacado, Carrefour, Big Hipermercados, Big Bompreço, Nacional, Dia Supermercados, Supermercado Cidade Canção, São Francisco Supermercado e Amigão Supermercados em todas as regiões do país, além de impactar 26 milhões de seguidores através da comunicação online, redes sociais, WhatsApp e e-commerce. O objetivo é unir produtores, varejo e consumidores em torno de um único propósito falando sobre carne suína não como uma marca, mas como categoria. A estratégia do treinamento deste ano capacitou os colaboradores das redes de varejo participantes com foco em vendas e com dicas de churrasco com carne suína para que os clientes fiquem encantados e levem a proteína para casa. Além disso, os participantes conferiram em primeira mão as campanhas de marketing das redes que tomarão as lojas, redes sociais, e-commerce e demais canais de comunicação durante o período da campanha.
ABCS
EUA têm vacina ‘promissora’ para a Peste Suína Africana
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) potencialmente encontrou uma vacina para combater a peste suína africana (PSA), uma doença que devastou rebanhos de suínos na China e foi recentemente detectada na República Dominicana e no Haiti
A vacina, que as autoridades descreveram como “promissora”, forneceu imunidade a um terço dos suínos em duas semanas e proteção total em todos os animais em quatro semanas, de acordo com um estudo. Ele “poderia desempenhar um papel importante no controle do surto em curso que ameaça o fornecimento global de carne suína”, disse Douglas Gladue, pesquisador do USDA que foi coautor do estudo. Os pesquisadores dos EUA continuarão a determinar a segurança e a eficácia da vacina em condições de produção comercial e estão trabalhando com um parceiro comercial, a Navetco National Veterinary Joint Stock Company, localizada no Vietnã. A peste suína africana foi detectada pela primeira vez em 2007 na República da Geórgia e causou perdas generalizadas de suínos na Europa Central e Oriental e na Ásia, às vezes elevando os preços da carne suína em todo o mundo. Os surtos na República Dominicana e no Haiti foram os primeiros detectados nas Américas nos últimos anos. O vírus não infecta humanos.
Bloomberg
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