CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1558 DE 24 DE AGOSTO DE 2021

clipping

Ano 7 | nº 1558 | 24 de agosto de 2021

 

NOTÍCIAS

Queda no preço da novilha gorda em São Paulo

Em São Paulo, as indústrias frigoríficas abriram a última segunda-feira (23/8) pressionando o mercado

Em São Paulo, as indústrias frigoríficas abriram a última segunda-feira (23/8) pressionando o mercado em relação à última sexta-feira (20/8), mas poucos negócios foram concretizados. Os preços do boi e vaca gordos ficaram estáveis no estado na comparação com o levantamento anterior, mas houve queda de R$2,00/@ para a novilha gorda. Segundo levantamento da Scot Consultoria, o boi, vaca e novilha gordos foram negociados, respectivamente, em R$315,00/@, R$292,00/@ e R$308,00/@, preços brutos e a prazo.

SCOT CONSULTORIA

Boi: maior oferta de confinados gera quedas na arroba

De acordo com a consultoria Safras & Mercado, a arroba do boi gordo teve preços predominantemente mais baixos em virtude do aumento da oferta de animais confinados

Em São Paulo, capital, a referência passou de R$ 315 para R$ 314 por arroba, na modalidade a prazo. Apesar disso, a consultoria ressalta que a praça paulista contou com um bom ritmo de negócios. Na B3, a tendência de queda permanece nos contratos futuros do boi gordo. Porém, o agosto, o primeiro futuro, apresentou leve alta em preparação para os últimos dias de negociação. O vencimento para agosto passou de R$ 311,65 para R$ 313,05, do outubro foi de R$ 313,65 para R$ 313,00 e do novembro foi de R$ 320,10 para R$ 318,60 por arroba.

AGÊNCIA SAFRAS

Volume exportado de carne bovina desacelera na terceira semana de agosto

Brasil ganhou mercado frente à redução dos embarques de carne bovina da Austrália e Argentina

Os embarques de carne bovina in natura terceira semana de agosto registraram desaceleração frente às duas primeiras semanas deste mês. A Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério da Economia, informou o volume exportado atingiu 130,4 mil toneladas em 15 dias úteis, sendo que em agosto de 2020 o total embarcado alcançou 163,2 mil toneladas em 21 dias úteis. Para o analista da Safras & Mercados, Fernando Henrique Iglesias, os embarques desta semana registraram uma desaceleração frente às semanas anteriores. “No entanto, o desempenho é muito positivo na totalidade do mês. Isso reforça que o Brasil realmente ganhou mercado frente a diminuição das exportações da Austrália e Argentina”, comentou. O volume exportado de carne na primeira semana de agosto atingiu 57,7 mil toneladas. Na segunda semana, o total embarcado foi de 43,8 mil toneladas e na terceira semana de agosto 28,9 mil toneladas. “Ainda temos mais uma semana e meia para ser contabilizada e acreditamos que devemos bater o recorde no volume exportado com 200 mil toneladas”, informou Iglesias. A média diária embarcada de carne bovina in natura ficou em 8,6 mil toneladas na terceira semana de agosto/21. Isso representa uma alta de 11,89% frente a média diária do total exportado no mesmo período do ano passado, que ficou em 7,77 mil toneladas. Os preços médios na terceira semana de agosto ficaram em US$ 5.662 por tonelada, alta de 41,29% frente aos de agosto de 2020, com valor médio de US$ 4.007 por tonelada. A média diária da movimentação ficou em US$ 49,2 milhões alta de 58,08%, em relação a agosto do ano passado, com US$ 31,1 milhões.

AGÊNCIA SAFRAS 

Alta de animais confinados levam a quedas pontuais no preço do boi

As baixas foram mais pronunciadas em São Paulo, praça de comercialização que contou com um bom ritmo de negócios apesar da queda nos preços

O mercado físico de boi gordo registrou preços predominantemente mais baixos nesta segunda-feira. Segundo o analista Fernando Henrique Iglesias, de Safras & Mercado, “a oferta de animais de confinamento em um ambiente pautado pelos custos de nutrição animal em um patamar bastante acentuado reduz a capacidade de retenção. Somado a isso, precisa ser considerada a incidência de animais a termo, além da utilização de confinamentos próprios, que torna a situação dos frigoríficos de maior porte ainda mais confortável”, disse Iglesias. Por outro lado, as exportações caminham em ótimo nível no decorrer do mês de agosto, com possibilidade de um novo recorde histórico em termos de volume. “O Brasil ganha mercado ante a Argentina e a Austrália, que sofrem com problemas distintos para atender a demanda internacional”, assinalou Iglesias. Em São Paulo, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 314 na modalidade a prazo, ante R$ 315 na sexta-feira. Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 304, estável. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 316, ante R$ 316 a R$ 317. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 307 a R$ 308, contra R$ 307. Em Uberaba (MG), preços a R$ 316 a arroba, estáveis. No mercado atacadista, os preços da carne bovina seguem acomodados. Segundo Iglesias, a expectativa é de avanços da reposição entre atacado e varejo no período de virada de mês, considerando a entrada dos salários na economia como motivador da reposição entre atacado e varejo. As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 738,5 milhões em agosto (15 dias úteis), com média diária de US$ 49,238 milhões. O quarto dianteiro foi precificado a R$ 16,90 por quilo. O quarto traseiro teve preço de R$ 21,25 por quilo, estável. Já a ponta de agulha foi precificada a R$ 16,90 por quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

Boi em SP está mais barato que em MS

O boi gordo de São Paulo está mais barato que no Mato Grosso do Sul e marca um fato quase inédito no mercado quando se compara os preços do maior centro consumidor (e rebanho menor) com os dos outros estados 

Mas talvez não seja uma total má notícia: como já pode estar se refletindo do outro lado da fronteira estadual, a forte queda da oferta de entressafra, quando acabarem os bois contratados a termo pelos frigoríficos paulistas, o que não deverá passar de setembro, as cotações ficarão mais vigorosas. No levantamento da Scot Consultoria, o animal paulista a R$ 308,50, livre de imposto, tem em torno de R$ 2,00 a menos que em Campo Grande e em Dourados, somente ganhando de Três Lagoas. Vários produtores confirmam essa diferença, embora vejam os preços nominais acima, em torno dos R$ 315 e R$ 317. Para os outros estados com boa boiada, Minas, Goiás e Mato Grosso, o diferencial de base encurtou muito, o que demonstra, igualmente, a inviabilidade de os frigoríficos trazerem animais para morrer em São Paulo, pagando ICMS e frete. As indústrias sentem a pressão do atacado e varejo, tanto que houve recuo da carcaça casada para R$ 19 o quilo, e conseguiram aliviar a pressão de compra – mesmo para o básico – com o gado contratado a termo meses atrás de grandes confinadores. Mas se os outros estados estão mantendo a firmeza no preço da @, sinal de que a entressafra está favorecendo os produtores, com a disponibilidade de animais acabados ficando mais enxuta, com a seca dos pastos. Quando começar a cessar a oferta de animais de cocho em São Paulo, deverá haver reversão da tabela, mesmo que moderadamente pela pouca evidência de correspondência de consumo no resto da cadeia.

Money Times

Falta de fiscais ‘acelera’ PL do autocontrole

Projeto de lei que estabelece novas regras para a fiscalização da produção agropecuária poderá ser aprovado antes de novembro 

O projeto de lei 1.293/2021, que estabelece a fiscalização da produção agropecuária por autocontrole, não tem data para ser votado, mas há um movimento para aprová-lo antes de novembro, quando vai expirar a validade dos contratos de 239 médicos veterinários temporários, admitidos em 2017, e que atuam na fiscalização federal agropecuária. Uma mudança inserida no texto pelo relator Domingos Sávio (PSDB-MG) prorroga o vínculo até 2023. Impedido de fazer novas contratações ou concursos públicos para a área, o Ministério da Agricultura defende a aprovação da medida para garantir a fiscalização. “Se o governo precisar demitir esses profissionais, poderá comprometer as exportações”, afirmou o deputado. Segundo a Pasta, os profissionais com contratos temporários compõem as equipes de inspeção em vários frigoríficos do Brasil. “A interrupção dos contratos trará prejuízos ao Serviço de Inspeção Federal e às empresas, que poderão ter turnos de abate interrompidos”, disse o ministério. Paralelamente ao projeto de lei, a Agricultura já enviou ao Ministério da Economia uma proposta de medida provisória para prorrogar os contratos. O substitutivo do deputado Domingos Sávio também propõe a criação do Programa de Vigilância em Defesa Agropecuária para Fronteiras Internacionais (Vigifronteira), um sistema integrado para atuar na prevenção à entrada de pragas, doenças, substâncias ou agentes biológicos prejudiciais à agropecuária, como a peste suína africana. Outro acréscimo do relator ao projeto é a permissão para que estabelecimentos registrados no serviço de inspeção de municípios ou Estados possam vender os produtos em todo o país. Apesar de já existir previsão legal para a comercialização interestadual de itens artesanais, os pequenos produtores ainda enfrentam dificuldades para isso, diz Sávio. O deputado propõe a criação do Sistema de Gestão de Serviços de Inspeção (eSISBI) no Ministério da Agricultura para concentrar os cadastros dos serviços oficiais de inspeção. “É um sistema simplificado e informatizado para integrar todos os serviços de inspeção no ministério”, afirma. Segundo ele, as empresas e profissionais credenciados pelo ministério para fazer os serviços técnicos ou operacionais nas agroindústrias – trecho do PL criticado pelo Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical) – poderão verificar in loco se esses estabelecimentos seguem as regras exigidas para a venda dos produtos em nível nacional, sem a necessidade de a Pasta designar e deslocar servidores para isso. O PL 1293/2021 vai aguardar um prazo de cinco sessões legislativas (iniciado na última quinta-feira) para poder ser votado na Comissão de Agricultura da Câmara. Se aprovado, segue para as comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça (CCJ) antes de seguir para avaliação do Senado Federal.

VALOR ECONÔMICO

Imea amplia previsão de confinamento em Mato Grosso em 2021

Pecuaristas do Estado deverão confinar 884,9 mil cabeças de gado neste ano, número 5,6% maior que o previsto em abril e 7,6% superior ao de 2020

Os pecuaristas de Mato Grosso deverão confinar 884,9 mil cabeças de gado em 2021, segundo nova estimativa do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea). O número é 5,6% maior que o previsto em abril e, se confirmado, representará um aumento de 7,6% em relação a 2020, quando 822,6 mil animais foram para o confinamento. No Estado, os confinadores seguem preocupados com a alta dos preços dos insumos, que correspondem a 37% do gasto. O milho, item fundamental para a alimentação dos animais, tem puxado o aumento das despesas. Outra preocupação é com os preços da reposição, que respondem por quase 18% do total dos custos. Apesar da queda no último mês, os preços seguem em patamares elevados no comparativo anual.

VALOR ECONÔMICO

Exportação de carne deve retroceder 3,1% em 2022

Embarques devem atingir 2,8 milhões de toneladas, em equivalente carcaça, segundo previsões de Safras & Mercado. Neste ano, devem ficar em 2,9 milhões de toneladas

A exportação de carne bovina do Brasil deverá retroceder 3,1% em 2022 frente a este ano e atingir 2,8 milhões de toneladas, em equivalente carcaça, segundo previsões de Safras & Mercado. Neste ano, os embarques devem ficar em 2,9 milhões de toneladas. O analista de Safras & Mercado, Fernando Iglesias destaca que o desempenho nos embarques tende a ser mais discreto no próximo ano, com a China não atuando de forma tão agressiva nas importações da proteína animal. “Isso não quer dizer que a China deixará de comprar carne bovina do Brasil, apenas que ela atuará de maneira mais comedida, em razão do processo de recomposição do rebanho suíno frente à peste suína africana”, projeta. As importações de carne bovina do Brasil no próximo ano devem ser 7,8% inferiores às projetadas para este ano. Iglesias sinaliza que o Brasil deve produzir em torno de 8,501 milhões de toneladas de carne bovina em 2022, com um crescimento de 2% frente ao volume estimado para este ano, de 8,334 milhões de toneladas, com o aumento na oferta de animais de reposição e, por consequência, do volume de animais abatidos. O analista acredita que sejam disponibilizadas no mercado interno em torno de 5,8 milhões de toneladas de carne bovina em 2022, avanço de 4,6% na comparação com as 5,510 milhões de toneladas esperadas para este ano. “Com melhorias da oferta em um cenário de demanda externa não tão aquecido, é possível que haja uma inversão da curva de preços em toda a cadeia pecuária, atingindo também a carne bovina. A queda dos preços da carne bovina deve produzir consequências sobre a demanda das demais proteínas de origem animal, uma vez que a carne bovina é a proteína de preferência entre os consumidores brasileiros”, finaliza. Os abates de bovinos no Brasil em 2022 devem atingir 31,7 milhões de cabeças, segundo projeções de Safras & Mercado, com um incremento de 2,2% frente ao volume previsto para este ano, de 31 milhões de animais. Safras destaca que se o volume esperado para este ano for confirmado, haverá uma retração de 1,6% perante os 31,741 milhões de bovinos abatidos em 2020. O analista Fernando Iglesias destaca que os últimos dois anos foram marcados pela redução dos abates, com disponibilidade reduzida de animais de reposição somado ao processo de retenção de fêmeas em função do salto dos preços. “Para 2022 o processo de retenção de fêmeas vai ser traduzido em avanços da oferta de animais de reposição e por consequência em aumento do volume de animais abatidos e da produção de carne bovina”, afirma.

AGÊNCIA SAFRAS

ECONOMIA

Dólar fecha quase estável, com queda de 0,05%, a R$5,3823

O dólar começou a semana perto da estabilidade, com o real incapaz de se beneficiar do ambiente externo mais positivo, o que no fim deixou a moeda norte-americana longe das mínimas da sessão e fez sobressaírem temas idiossincráticos do Brasil

O dólar à vista teve variação negativa de 0,05%, a 5,3823 reais na venda na segunda-feira. O movimento do dólar aqui foi bem mais contido do que no exterior, onde a moeda caía 0,5% frente a uma cesta de pares –o que seria a maior queda diária desde o começo de maio. Dados fracos nos EUA e a notícia de que a China zerou o número de casos de Covid-19 no país por transmissão comunitária deram impulso a ativos de risco, com destaque para moedas pares do real, commodities (+2,4%) e as bolsas de valores dos EUA, em que o índice de tecnologia Nasdaq Composite cravou novo recorde. O real segue afligido por problemas domésticos que vão desde política ao clima, passando pelas contas públicas. Segundo operadores, a segunda-feira foi de nova sensação de desconforto nos mercados após um noticiário de fim de semana que deu poucas indicações de que o foco do governo se voltará no curto prazo para a agenda macro e de reformas. Mais uma vez os preços dos ativos domésticos operaram em sintonia. As taxas de juros futuros negociadas na B3 chegaram ao fim da tarde com saltos de 20 pontos-base, enquanto o Ibovespa caiu 0,49% (segundo dados preliminares), único índice acionário relevante do Ocidente a ficar no vermelho nesta sessão. O sentimento negativo é captado pelos investidores estrangeiros. Modelos do Morgan Stanley para alocação em moedas indicam que o sinal de venda para o real está próximo de recordes, com a divisa brasileira sendo a preferida para posições negativas. E pelos dados de uma agência dos EUA as apostas de especuladores na alta do real caíram ao menor valor em dois meses. A Guide Investimentos notou que o ambiente institucional no Brasil segue “conturbado” após o presidente Jair Bolsonaro dar entrada em pedido de impeachment de um ministro do STF na sexta-feira. Em paralelo a isso, o Banco Central vê barulho quanto ao efetivo apoio do Planalto à sua autonomia formal, sancionada em lei deste ano, mas não movimento ou pressão direta de Bolsonaro contra o status recém-adquirido, disseram duas fontes da autoridade monetária à Reuters, sob condição de anonimato. Na sexta-feira, a agência de notícias Associated Press publicou que Bolsonaro havia confidenciado a interlocutores ter se arrependido da lei de autonomia, que assinou em fevereiro.

Reuters

Ibovespa fecha em queda com cenário político doméstico ofuscando exterior positivo

O Ibovespa fechou com declínio discreto na segunda-feira, em meio a preocupações acerca da situação político-institucional no Brasil, que prevaleceram sobre o viés positivo do exterior, notadamente o efeito da alta do petróleo em Petrobras

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,28%, a 117.718,09 pontos, após duas altas seguidas, de acordo com dados preliminares, tendo recuado a 117.062,04 pontos na mínima da sessão. O volume financeiro no pregão somava 22,8 bilhões de reais.

Reuters 

Mercado eleva projeção para inflação em 2021 pela 20ª semana e chega a 7,11%, mostra Focus

Para o Produto Interno Bruto (PIB), a estimativa de crescimento foi ajustada para baixo em 0,01 ponto percentual e em 0,04 ponto, respectivamente, para este ano e o próximo, a 5,27% e 2,0%.

O mercado seguiu com sua série de aumentos na projeção para a inflação deste ano pela 20ª semana seguida, mas manteve a perspectiva para a política monetária. A pesquisa Focus divulgada pelo Banco Central na segunda-feira mostra que a estimativa para a alta do IPCA em 2021 chegou agora a 7,11%, de 7,05% na semana anterior. Para 2022 a conta também subiu, a 3,93%, de 3,90% antes. O centro da meta oficial para a inflação em 2021 é de 3,75% e para 2022 é de 3,50%, sempre com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. A pesquisa semanal com uma centena de economistas mostrou ainda manutenção da perspectiva para a taxa básica de juros, com a Selic calculada em 7,50% tanto ao final de 2021 quanto de 2022.

Reuters 

FRANGOS & SUÍNOS 

Embarques de carne suína brasileira seguem em bom ritmo

Perspectiva é de encerrar agosto com volume exportado entre 90 mil a 100 mil toneladas

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia, as exportações de carne suína in natura terceira semana de agosto seguem com bom ritmo. Para o analista da SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, a expectativa é de que o mês de agosto encerre com embarques entre 90 mil a 100 mil toneladas, somando às carnes suínas processadas. “Sobre a carne suína e a bovina, não tem nem o que falar, o ritmo está muito bom. Mas para o ano que vem é preciso olhar com cautela, já que o processo de recomposição dos plantéis suínos na China está ocorrendo”, disse. A receita obtida com as exportações de carne suína por enquanto neste mês, US$ 152,3 milhões, representa 77,7% do montante obtido em todo agosto de 2020, que foi de US$ 196 milhões. No volume embarcado, as 63.514 toneladas ele é 72,5% do total exportado em agosto do ano passado, com 87.704 toneladas.

O faturamento por média diária foi de US$ 10.156 valor 8,77% maior do que o de agosto de 2020. No comparativo com a semana anterior, alta de 4,8%.  Em toneladas por média diária, foram 4.234, houve leve avanço de 1,39% no comparativo com o mesmo mês de 2020. No preço pago por tonelada, US$ 2.398, ele é 7,29% superior ao praticado em agosto passado.

AGÊNCIA SAFRAS

Receita da exportação de carne de frango já superou o total registrado em agosto/20

Proteína ultrapassou em 6% o total faturado no mês de agosto do ano passado

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Governo Federal, as exportações de carne de aves in natura na terceira semana de agosto já superou o faturamento de todo o mês de agosto de 2020. Para o analista da SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o desempenho da carne de frango brasileira é “impressionante”, tendo em vista o embargo da Arábia Saudita a 11 frigoríficos brasileiros e a redução das compras por parte da China. “Temos o mercado externo para a carne de frango muito mais pulverizado, África do Sul e Emirados Árabes aumentando as compras, e isso acaba pesando no resultado final”, disse. A receita obtida com as exportações de carne de frango neste mês, US$ 483,1 milhões, superou em 6,2% o montante obtido em todo agosto de 2020, que foi de US$ 454,7 milhões. No volume embarcado, as 27143 toneladas ele é 80,51% do total exportado em agosto do ano passado, com 340.468 toneladas. O faturamento por média diária, US$ 32.209, foi 48,75% maior do que agosto do ano passado. Em comparação à semana anterior, houve alta de 5,2%. Em toneladas por média diária, 18.276, houve avanço de 12,73% no comparativo com o mesmo mês do ano passado. Quando comparado ao resultado da semana anterior, alta de 1,14%. No preço pago por tonelada, US$ 1.762, ele foi 31,96% superior ao praticado em agosto do ano passado. Em relação ao valor registrado na semana anterior, houve aumento de 4%.

AGÊNCIA SAFRAS

SC atinge US$ 1 bi com exportações de carne de frango em 2021

A avicultura catarinense recupera crescimento no mercado internacional e acumula US$ 1 bilhão de faturamento com os embarques de carne de frango entre janeiro e julho de 2021, informou a Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural na segunda-feira (23)

Santa Catarina é o segundo maior exportador nacional do produto e ao longo do ano foram mais de 583,7 mil toneladas vendidas para centenas de países. De janeiro a julho deste ano, Santa Catarina ampliou em 9,4% o faturamento com os embarques e respondeu por 24,3% do total nacional. Entre os motivos estão o aumento nas exportações para mercados como Japão (6,3%), Arábia Saudita (41%), Chile (73,9%), além do resultado surpreendente das vendas para o México que foram 69 vezes maiores do que no mesmo período do ano anterior, fechando em US$ 21,7 milhões, segundo a secretaria. Em julho, Santa Catarina exportou 91,2 mil toneladas de carne de frango e o faturamento passou de US$ 172,6 milhões, um crescimento de 41% em relação a julho do ano anterior e de 4,2% na comparação com junho de 2021. Segundo o analista da Epagri/Cepa, Alexandre Giehl, o resultado de julho representa o maior valor mensal exportado desde julho de 2019. Os principais mercados foram Japão, Holanda, China e Arábia Saudita.

CARNETEC 

Produção de carne de frango deve recuar mais de 2% em 2022, prevê Safras

Segundo a consultoria, a alta nos custos com nutrição é um dos fatores que deve reduzir a oferta de carne de frango no país para o próximo ano. Há também projeção de queda na casa dos 3% para as exportações de carne suína no próximo ano

A produção de carne de frango no Brasil deverá recuar 2,02% em 2022 frente a este ano e atingir 14,291 milhões de toneladas. Neste ano, a produção deverá ficar em 14,585 milhões de toneladas. O analista da Safras, Fernando Iglesias, sinaliza que a queda nos números de produção leva em conta a expectativa de menor alojamento de pintos de corte esperados para o ano que vem, considerando que os custos de nutrição animal seguirão elevados devido à reduzida oferta de milho de verão. Há também, segundo ele, uma tendência de retomada na demanda interna por carne bovina, que tende a apresentar um volume maior de oferta frente ao observado neste ano, o que levaria a um ajuste na produção de carne de frango. Nas exportações de carne de frango do Brasil, a consultoria estima que possa haver um crescimento de 2,39% em 2022, alcançando 4,469 milhões de toneladas. Neste ano, os embarques estão previstos em 4,365 milhões de toneladas. A disponibilidade interna de carne de frango também tende a ser menor em 2022, ficando em 9,822 milhões de toneladas. Em relação às 10,22 milhões de toneladas previstas para serem disponibilizadas no país em 2021, a queda esperada para o próximo ano é de 3,9%. A consultoria também divulgou projeções para o mercado brasileiro de carne suína em 2022. O dado que mais chama a atenção é a projeção de queda na casa dos 3% para as exportações no próximo ano. Segundo a Safras, o volume embarcado deve chegar a 1,070 milhão de toneladas, ante 1,103 milhão projetadas para 2021. O analista Allan Maia sinaliza que o cenário de queda leva em conta a perspectiva de demanda por parte da China. “Atualmente mais de 50% do que o Brasil exporta tem como destino o país asiático. O boom de exportações para China tende a perder força no próximo ano, à medida que seu rebanho e produção suíno avançam”, alerta. A produção de carne suína no Brasil deve diminuir 0,2% em 2022, atingindo 4,79 milhões de toneladas, ante as 4,802 milhões de toneladas esperadas para este ano. A disponibilidade interna de carne suína tende a ser maior em 2022, ficando em 3,719 milhões de toneladas. Em relação às 3,698 milhões de toneladas previstas para serem disponibilizadas no país em 2021, a alta esperada para o próximo ano é de 0,6%.

AGÊNCIA SAFRAS

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