
Ano 11 | nº 2820 | 19 de outubro de 2026
NOTÍCIAS
Mercado do boi gordo segue firme em São Paulo
Escalas chegam a dez dias em regiões de Mato Grosso
A cotação da novilha subiu R$ 2,00 por arroba em São Paulo na sexta-feira (16), enquanto os preços do boi gordo e da vaca permaneceram estáveis. De acordo com a análise do informativo “Tem Boi na Linha”, o mercado segue firme após as altas registradas na semana passada para os machos e, nesta semana, para as fêmeas, apesar da melhora na oferta de animais para abate. A maior disponibilidade de boiadas facilitou as negociações das indústrias e permitiu a recomposição das escalas de abate. Ainda assim, a ocorrência de negócios acima das referências vigentes sinaliza a continuidade do movimento de valorização em algumas regiões. Em São Paulo, as cotações do boi gordo e da vaca ficaram estáveis, enquanto a novilha teve valorização de R$ 2,00 por arroba, segundo a análise do informativo “Tem Boi na Linha” da sexta-feira (16). Após as altas recentes, a oferta de animais para abate melhorou, dando às indústrias maior facilidade para negociar e recompor as escalas. Apesar disso, foram registrados negócios acima das referências vigentes, indicando que a pressão de alta ainda está presente no mercado. As escalas de abate estavam, em média, programadas para oito dias. Em Mato Grosso, o comportamento dos preços foi diferente conforme a região acompanhada. No Norte, as cotações permaneceram estáveis para todas as categorias, com escalas de abate atendendo, em média, a dez dias. Na região Sudoeste, os preços subiram R$ 2,00 por arroba para todas as categorias. As escalas de abate também estavam, em média, programadas para dez dias. Na região de Cuiabá, a valorização foi de R$ 3,00 por arroba para todas as categorias. As escalas de abate atendiam, em média, a seis dias. Já na região Sudeste, as cotações permaneceram estáveis para todas as categorias, com escalas de abate programadas, em média, para nove dias. Em Santa Catarina, as cotações aumentaram R$ 5,00 por arroba para todas as categorias, de acordo com a análise do informativo “Tem Boi na Linha”. As escalas de abate estavam, em média, programadas para quatro dias. O levantamento não apresentou referência de preço para o boi China no estado. O cenário regional mostra diferenças no ritmo das negociações, com estabilidade em algumas praças e valorização em outras. A evolução da oferta de animais e o comportamento das escalas de abate seguem entre os fatores que influenciam as cotações do boi gordo e das fêmeas no mercado pecuário.
SCOT CONSULTORIA
Arroba em viés de alta: como os preços do boi encerraram a semana
No entanto, perda gradual do estímulo ao consumo na segunda quinzena pode moderar a intensidade dos próximos reajustes, diz analista
O mercado físico do boi gordo encerrou a semana com preços firmes e reajustes localizados, principalmente nas praças da Região Norte. Em São Paulo, as referências permaneceram estáveis após as novas máximas registradas na quinta-feira sinalizando uma pausa no ritmo de valorização no principal mercado do país. De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, a oferta restrita de animais e as escalas de abate pouco confortáveis, concentradas entre cinco e seis dias úteis na maior parte das regiões pesquisadas, continuam mantendo os frigoríficos ativos na compra de boiadas. “A necessidade de recompor as programações segue mais evidente entre as indústrias de pequeno e médio porte, enquanto as grandes plantas preservam uma posição relativamente mais confortável.” Segundo ele, nesse ambiente, o viés de firmeza permanece para o curto prazo, embora a perda gradual do estímulo ao consumo na segunda quinzena possa moderar a intensidade dos próximos reajustes. Preços médios do boi gordo: São Paulo: R$ 383,83 — ontem: R$ 383,33. Goiás: R$ 368,57 — ontem: R$ 367,86. Minas Gerais: R$ 373,76 — ontem: R$ 372,65. Mato Grosso do Sul: R$ 372,52 — ontem: R$ 372,27. Mato Grosso: R$ 352,57 — ontem: R$ 351,35. O mercado atacadista de carne bovina encerra a semana com preços inalterados. Segundo Iglesias, os patamares alcançados após a reposição da primeira metade do mês vêm sendo preservados, mas o ambiente de negócios já indica menor ritmo de compras por parte do varejo. Para a segunda quinzena, a expectativa continua sendo de esfriamento da demanda, diante da perda gradual dos efeitos relacionados à entrada dos salários na economia. A ampla vantagem de preço da carne de frango e dos cortes suínos também segue limitando o espaço para novos reajustes da carne bovina, sobretudo entre os consumidores de menor poder aquisitivo. Quarto dianteiro: R$ 22,00 por quilo. Quarto traseiro: R$ 29,50 por quilo. Ponta de agulha: R$ 20,50 por quilo; Vaca casada: R$ 24,50 por quilo.
SAFRAS NEWS
Mercado do boi gordo: alta nas cotações na região de Três Lagoas (MS)
Chuvas dificultaram o transporte de bovinos, e as cotações subiram para as três categorias na comparação semanal.
Na região, a cotação subiu para as três categorias do mercado do boi gordo, sustentada pela oferta enxuta. As escalas de abate estão, em média, para seis dias. Além disso, as chuvas constantes no estado dificultaram o embarque e o transporte dos bovinos, pressionando ainda mais a oferta. Na comparação semanal, a cotação do boi gordo subiu 1,4%, ou R$5,00/@, para R$361,00/@. Para a vaca, a alta foi de 0,9%, ou R$3,00/@, com a arroba cotada em R$337,50. Já a da arroba da novilha subiu 0,7%, ou R$2,50, para R$347,00. O diferencial de base está em R$13,00/@, ou 3,5%, abaixo da cotação em São Paulo, onde o boi gordo está em R$374,00/@. Todos os preços são a prazo, descontados o Senar e o Funrural. Para o curto prazo, a expectativa é de estabilidade a alta enquanto a oferta permanecer pressionada.
SCOT CONSULTORIA
ECONOMIA
Dólar tem leve baixa na sexta, mas fecha semana com alta de 1,75%
O dólar oscilou em margens estreitas na sexta-feira e fechou a sessão com leve baixa no Brasil, influenciado por um lado pelas novas pesquisas eleitorais, mostrando empate técnico na disputa pela Presidência, e por outro pelo recuo da moeda norte-americana no exterior. O dólar à vista encerrou a sessão com baixa de 0,30%, a R$5,0730. Na semana, a moeda acumulou alta de 1,75% e, no ano, recuo de 7,58%.
Às 17h04, o dólar futuro para novembro — o mais negociado no Brasil — cedia 0,50% na B3, aos R$5,0895. No fim da manhã da sexta-feira a pesquisa CNT/MDA mostrou o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 46,8% das intenções de voto e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 45,9%, uma diferença de apenas 0,9 ponto percentual. Brancos e nulos somam 4,9% e indecisos são 2,4%. Como a margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, os dois estão tecnicamente empatados. O levantamento somou-se a outros divulgados na semana que também apontaram para uma disputa indefinida. Na noite de quinta-feira, a pesquisa Datafolha mostrou que a vantagem de Flávio sobre Lula caiu de 4 para 2 pontos percentuais. O senador tem agora 47% das intenções de voto no segundo turno, contra 45% de Lula. Os indecisos somam 2% e os que pretendem votar em branco, nulo ou não vão votar são 6%. Como a margem de erro é de 2 pontos percentuais, eles estão tecnicamente empatados. Assim como em sessões anteriores, a reação de Lula nas pesquisas deu força às taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) e ao dólar ante o real. Após ter marcado a mínima intradia de R$5,0686 (-0,39%) às 10h30, o dólar à vista atingiu a máxima de R$5,0958 (+0,14%) às 11h53, após a divulgação dos números da CNT/MDA. Enquanto as pesquisas trouxeram um viés de alta para as cotações, o cenário externo exerceu pressão contrária, em função da baixa da moeda norte-americana ante outras divisas na esteira da redução das apostas de nova alta de juros nos EUA este mês. Às 17h05, o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — caía 0,27%, a 101,770.
REUTERS
Ibovespa fecha em alta moderada em mais um pregão marcado por pesquisas eleitorais
O Ibovespa encerrou a sexta-feira em alta moderada, após novas pesquisas de intenção de voto para o segundo turno da disputa presidencial mostrarem uma diminuição da distância entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,41%, a 205.156,74 pontos, de acordo com dados preliminares, após marcar 204.164,17 na mínima e 206.305,26 na máxima do dia. Na semana, o Ibovespa acumulou 3,97% de alta. O volume financeiro no pregão da sexta-feira somava R$36,39 bilhões antes dos ajustes finais.
REUTERS
Agro bate recorde histórico de empregos no 2° trimestre de 2026
População ocupada somou 28,4 milhões de pessoas no período
A População Ocupada no agronegócio brasileiro somou 28,4 milhões de pessoas no segundo trimestre de 2026, o maior valor registrado para o período, desde o início da série histórica, em 2012. Os dados são do Boletim Mercado de Trabalho no Agronegócio, elaborado pelo Cepea, em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). De acordo com o documento, a participação do setor no total de trabalhadores no país foi de 26,0%. A análise revela que o resultado ocorre em um contexto de expansão do mercado de trabalho brasileiro, que registrou crescimento da população ocupada e taxa de desocupação de 5,4% no período, a menor já observada para um segundo trimestre. Na comparação entre os períodos seguintes, a ocupação no agronegócio registrou aumento de 0,1%, o equivalente a 27 mil trabalhadores, enquanto o mercado de trabalho brasileiro apresentou crescimento de 1,0%, um total de 1,08 milhão de pessoas. Entre os segmentos do agro, o primário teve destaque, com alta de 145.795 trabalhadores ou 1,9% em relação ao primeiro trimestre de 2026. O resultado foi determinado pelo avanço observado nas atividades ligadas à agricultura e floresta, como cafeicultura, milho e cereais. Entretanto, foi constatado um recuo nos setores de agrosserviços (-101.732) e insumos agropecuários (-15.270). Já a agroindústria, permaneceu estável, com leve redução de 1.793 trabalhadores. O Boletim CNA/Cepea apresenta ainda o perfil da mão de obra do agronegócio. A População Ocupada de trabalhadores por conta própria aumentou 2,4%, correspondendo a um acréscimo de 160.833 pessoas, enquanto a de empregadores cresceu 3,5% ou 35.689 pessoas. Na análise por gênero, o boletim apontou crescimento da PO feminina de 0,7% ou 76.055 trabalhadoras, na comparação com o segundo trimestre de 2025. Já a mão de obra masculina aumentou 0,6% (112.495 trabalhadores).
CNA/CEPEA
Índice de atividade econômica do BC sobe 0,34% em agosto
Resultado do IBC-Br ficou acima da mediana das estimativas coletadas pelo Valor Data
O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) subiu 0,34% em agosto, na comparação com o mês anterior, conforme o Banco Central (BC) na sexta-feira (16). Em julho, o indicador apresentou queda de 0,31% (dado revisado de queda de 0,22%). O resultado de agosto veio acima da mediana das estimativas coletadas pelo Valor Data, de alta de 0,05%. O dado também ficou dentro do intervalo das projeções, que iam de queda de 0,3% a crescimento de 0,7%. Em relação ao mesmo mês de 2025, houve alta de 1,2%. Nos 12 meses encerrados em agosto, o indicador apresentou avanço de 1,6%. Devido às constantes revisões, o indicador acumulado em 12 meses é mais estável do que a medição mensal. No ano, a variação também foi de 1,6%. Por fim, na média móvel trimestral, usada para captar tendências, o IBC-Br recuou 0,6% em relação aos três meses encerrados em julho. O IBC-Br tem metodologia de cálculo distinta das contas nacionais calculadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O indicador do BC, de frequência mensal, permite acompanhamento mais frequente da evolução da atividade econômica, enquanto o Produto Interno Bruto (PIB), de frequência trimestral, descreve um quadro mais abrangente da economia. O Banco Central também publicou as aberturas setoriais do indicador. O IBC-Br Agropecuária caiu 1,8% em agosto ante julho, o IBC-Br Impostos subiu 0,1% e o IBC-BR Ex-Agropecuária aumentou 0,3%. Já o IBC-Br Indústria teve alta de 0,9% e o IBC-Br Serviços avançou 0,2%. Segundo o BC, por conta das diferenças metodológicas, é esperado que as diferenças entre o IBC-Br e as contas nacionais do IBGE sejam maiores nas aberturas setoriais do que nos agregados.
VALOR ECONÔMICO
EMPRESAS
MBRF espera reforçar presença internacional na Sial Paris
A MBRF está otimista com os negócios durante o Sial Paris, que começou no sábado (17/10), na capital francesa. O vice-presidente de Mercados Internacionais e Supply Chain, Leonardo Dall’Orto, destacou que os primeiros momentos da feira já indicaram uma boa movimentação de potenciais clientes de diversas regiões do mundo.
“As expectativas são as melhores possíveis. Estamos falando de uma das maiores feiras de alimentos do mundo. E o que a gente planta aqui, vai colhendo. Acabamos abrindo portas para negócios futuros”, disse Dall’Orto. Dall’Orto explicou que essa forma de atuação possibilita oferecer uma solução mais completa aos compradores e, de outro lado, reduzir efeitos de flutuações em cada segmento. “Você pode ter um momento melhor numa proteína e pior na outra. Quando você tem as três, consegue ter um equilíbrio muito melhor. No momento, está muito equilibrado. Há uma oferta um pouco menor da carne bovina. Mas tem o suíno e o frango nesse balanceamento”, disse. No segundo trimestre de 2026, 77% da receita líquida da MBRF, de R$ 40,72 bilhões, vieram de outros países. Os Estados Unidos lideraram (45% do total), seguidos por Ásia (13%) e Oriente Médio (7% da receita). Na divisão por segmento do portfólio, os produtos processados tiveram maior participação, de 39%. Carnes de aves e suínos in natura responderam por 31% e a carne bovina in natura, por 30%. Nos últimos 12 meses encerrados em junho deste ano, a companhia chegou a 2,719 mil toneladas de produtos vendidos no mercado internacional, 15% a mais do que em 2023, quando iniciou a estratégia de diversificação de mercados. Desde 2022, foram mais de 300 novas habilitações de exportação. Atualmente, a MBRF tem negócios com 117 países. Questionado sobre o bloqueio da União Europeia aos produtos de origem animal do Brasil, Dall’Orto disse acreditar que as carnes de aves devem ser liberadas ainda este ano. A expectativa do governo brasileiro é de que as autoridades europeias tomem essa decisão em novembro. Ele pontuou, no entanto, que manter a diversificação de mercados é estratégica para reduzir efeitos negativos de restrições em alguma região do mundo. A MBRF mantém operações na América do Sul, Estados Unidos, Oriente Médio, Turquia e na China. O executivo também destacou à reportagem que a companhia conseguiu manter o abastecimento do Oriente Médio, em meio à guerra na região. As restrições de navegação pelo Estreito de Ormuz, no Irã, demandaram, porém, adaptações na logística de exportação. “Tivemos reuniões com armadores e encontramos rotas alternativas. Estamos na região há mais de 50 anos. Então, conhecemos as rotas, os portos. E há uma estrutura logística local que nos ajudou muito”, pontuou. Em 2027, a companhia inicia as operações de uma fábrica de produtos industrializados na Arábia Saudita, seu principal mercado na região. A unidade vai atuar sob a marca Sadia Halal, de produtos certificados de acordo com os preceitos e tradições da religião islâmica. Na China, onde a MBRF comprou uma fábrica, a operação local está ativa há um ano, com 80% da capacidade instalada, disse o executivo. Neste ano, o governo chinês impôs uma cota de importação de carne bovina brasileira, de 1,1 milhão de toneladas. O volume foi totalmente atendido. A cota com tarifa reduzida será reaberta a partir de janeiro de 2027. A expectativa de retomada dessas vendas é vista como um dos fatores de impulso aos preços do boi gordo no mercado brasileiro. O indicador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) aponta uma alta de 4,5% na arroba neste mês até a sexta-feira (16/10), quando a referência foi de R$ 380,70 a arroba. O vice-presidente de Mercados Internacionais e Supply Chain da MBRF explicou que a estrutura operacional na América do Sul permite à empresa manter o abastecimento do mercado chinês de forma competitiva. “Pensando, especificamente, na fábrica de lá [China], temos o abastecimento prioritário no Brasil, mas temos também fábricas no Uruguai e na Argentina. Então, a gente consegue ser competitivo e abastecer bem o mercado”, disse.
GLOBO RURAL
SUÍNOS & FRANGOS
Valorização do suíno vivo melhora relação de troca
Demanda por carne suína estimula procura por animais
O poder de compra do suinocultor paulista voltou a se recuperar na primeira quinzena de outubro, após três meses consecutivos de queda. Segundo dados divulgados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o movimento é impulsionado pela valorização mais intensa do suíno vivo, pela alta menos expressiva do farelo de soja e pelo recuo nos preços do milho. Segundo dados divulgados pelo Cepea, a recuperação do poder de compra dos suinocultores está relacionada ao comportamento dos preços dos animais e dos principais insumos utilizados na alimentação. Enquanto as cotações do suíno vivo apresentam alta mais expressiva, os preços do farelo de soja avançam em ritmo menos intenso e os do milho recuam. Essa combinação favorece a relação de troca para os produtores paulistas. Pesquisadores do Cepea relatam que agentes do setor têm observado expansão na demanda das famílias por carne suína. Esse movimento aumenta, consequentemente, a procura da indústria por novos lotes de animais. O aquecimento da demanda contribui para sustentar o mercado e favorece a valorização do suíno vivo, com reflexos positivos sobre o poder de compra dos produtores. Outro fator que influencia os preços é a estratégia adotada pelos suinocultores diante do cenário de sobreoferta. Segundo informações divulgadas pelo Cepea nas últimas semanas, os produtores têm buscado reduzir o peso médio dos animais para diminuir a quantidade de carne produzida por cabeça. A medida contribui para limitar a oferta de carne e tem fortalecido as cotações do suíno vivo desde setembro. Com a valorização dos animais e o comportamento dos preços dos principais insumos, o poder de compra do suinocultor paulista apresenta recuperação nesta parcial de outubro.
AGROLINK
Frango/Cepea: Valorização das carnes concorrentes favorece competitividade do frango
O frango resfriado ganhou competitividade frente às carnes suína e bovina nesta parcial de outubro (até o dia 14), diante da valorização mais intensa das proteínas concorrentes. Segundo o Cepea, a carcaça especial suína apresentou a maior alta entre os três produtos, enquanto a bovina também registrou avanço superior ao do frango.
Na Grande São Paulo, o frango resfriado se valorizou frente a setembro. Segundo pesquisadores do Cepea, a alta dá continuidade ao movimento observado no fim de setembro e reforçado neste início de outubro pelo recebimento de salários e o consequente aumento da demanda pelas famílias. Já a valorização da carcaça especial suína, também negociada no atacado da Grande São Paulo, reflete a recuperação do mercado suinícola iniciada em setembro, com cotações elevadas para todos os produtos da cadeia, segundo o Cepea. De acordo com o Centro de Pesquisas, a carcaça casada bovina também se valorizou na parcial de outubro, devido ao aumento da procura pela proteína pelas famílias no período de recebimento de salários.
CEPEA
UE deve decidir até novembro se libera aves e mel do Brasil
Secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Augusto Billi, esteve em Bruxelas, capital da Bélgica, para tratar do assunto
O governo brasileiro espera a liberação das exportações de carne de aves e de mel para a União Europeia até novembro. O secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Augusto Billi, esteve em Bruxelas, capital da Bélgica, onde tratou do assunto, e avalia de forma positiva as negociações com autoridades do bloco. A União Europeia suspendeu as compras de produtos de origem animal do Brasil desde 3 de setembro alegando que o país não conseguiu comprovar o controle sobre o uso de antimicrobianos nas cadeias produtivas. A reinclusão do Brasil na lista de fornecedores aptos a exportar ao bloco depende do aval do Comitê Permanente de Plantas, Animais, Alimentos e Rações da União Europeia (Scopaff), que se reúne entre amanhã (20) e quarta (21) e em novembro. O Brasil já obteve um parecer favorável de autoridades europeias, após uma missão técnica inspecionar unidades de produção e o sistema sanitário no país em agosto. A conclusão foi a de que os segmentos de aves e mel brasileiros demonstraram ter condições de garantir a não utilização de antimicrobianos. É esse parecer que passará pela validação do Scopaff. “O relatório favorável ao Brasil será apresentado. Eles vão tomar conhecimento para decidir na reunião de novembro. Não souberam me precisar a data, mas estamos crendo que para dezembro essa decisão já esteja publicada e o Brasil poderia retomar as exportações”, disse Billi, no sábado (17), ao participar de cerimônia de abertura do espaço brasileiro no Sial Paris, feira internacional do setor de alimentos que vai até a próxima quarta-feira (21), na capital francesa. Também no Sial Paris, o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, disse considerar que a situação com os europeus é burocrática e está resolvida. “O Brasil não tem nenhuma violação de nada para a Europa. Vamos continuar essa parceria de muito tempo”, afirmou no sábado.
GLOBO RURAL
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