
Ano 10 | nº 2193 | 02 de abril de 2024
NOTÍCIAS
Sobe a cotação do boi no primeiro dia útil de abril, em São Paulo
Ontem, apesar de ser segunda-feira, dia típico de menor movimentação, com muitos compradores ainda tomando posição quanto ao desempenho das vendas no fim de semana e, na segunda, em meio ao feriado prolongado, os preços do boi subiram R$2,00/@ em São Paulo. Para as demais categorias, os preços permanecem estáveis
Com o ajuste, a cotação do boi gordo está R$227,00/@, preço bruto e a prazo. Os preços de fêmeas se mantêm estáveis, sendo R$205,00/@ para vaca e R$217,00/@ para novilha, preços brutos e a prazo. O “boi China” está cotado em R$235,00/@, preço bruto e a prazo. Ágio de R$8,00/@. No mercado atacadista de carne com osso, após duas semanas de quedas consecutivas nos preços no mercado atacadista de carne com osso, na última semana do mês os preços subiram. Com isso, as carcaças casadas de bois castrados e inteiros estão sendo negociadas em R$16,15/kg (+3,2%) e R$15,00/kg (+2,4%), respectivamente. A carcaça casada da vaca subiu 10,3%, precificada em R$13,95/kg, após queda de 7,2% na semana anterior. Para a carcaça casada de novilha, aumento de 2,1%, negociada em R$14,35/kg. Para as carnes concorrentes, houve queda de 4,0% na cotação da carcaça especial suína*, que está sendo negociada, em média, a R$9,65/kg, em comparação com a última semana. A cotação do frango médio** está em R$6,42/kg, queda de 1,5%. Com o aumento nos preços da carne bovina e o recuo nos preços das concorrentes, a carne bovina perdeu competitividade. Vencimento do contrato futuro do boi gordo em março/24 na B3. No último dia de funcionamento da B3, em março, houve a liquidação do contrato futuro do boi gordo, cujo código é BGIH24. A cotação da arroba nesse vencimento, segundo o indicador calculado pelo Cepea, ficou em R$232,12. O indicador do boi gordo da Scot Consultoria, ficou em R$225,65/@. A média da cotação da arroba do boi destinado ao mercado interno, nos últimos cinco dias úteis de março, foi de R$219,50/@, à vista e livre de impostos. Para o “boi China”, a média de preço no período foi de R$231,50/@.
Scot Consultoria
Mercado Físico do boi gordo começou a semana com preços acomodados
“O sentimento é de que os pecuaristas vão tentar segurar as ofertas, buscando preços mais altos nos próximos dias”, disse o analista da consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias
Por outro lado, o que inviabiliza movimentos mais agressivos de alta nos preços das boiadas é justamente a situação das escalas de abate, uma vez que a indústria frigorífica ainda conta com uma frente confortável em grande parte do país. “Já o escoamento da carne na semana da Páscoa foi interessante e permite espaço para altas ainda mais consistentes dos preços da carne bovina no atacado durante a primeira quinzena do mês”, complementou ele. Preços da arroba do boi: São Paulo (Capital): R$ 229. Goiânia (GO): R$ 218. Uberaba (MG): R$ 223. Dourados (MS): R$ 220. Cuiabá (MT): R$ 206. O mercado atacadista apresentou preços mais altos durante a segunda-feira. As vendas às vésperas do feriado prolongado foram interessantes, exigindo uma boa reposição entre atacado e varejo. “A tendência é de uma boa primeira quinzena, com bom potencial de reajustes para os próximos dias”, afirmou Iglesias.
O quarto dianteiro foi precificado a R$ 13,30 por quilo. A ponta de agulha foi precificada a R$ 13,10 por quilo, alta de R$ 0,15. O quarto traseiro foi precificado a R$ 17,50 por quilo, alta de R$ 0,20.
Agência Safras
Boi gordo: preços atravessam 1º trimestre em movimento de queda
Valor médio demonstrado pelo índice Cepea/B3 mostra decréscimo de R$ 20 desde dezembro em SP
Desde o encerramento de dezembro, o preço médio da arroba do boi gordo no estado de São Paulo (representado pelo indicador Cepea/B3) caiu R$ 20, ou 8% – o indicador encerrou o ano de 2023 em R$ 252,30 e opera na casa dos R$ 232 nesta semana. Segundo pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o lento ritmo de vendas de carne bovina no mercado doméstico, as escalas alongadas dos frigoríficos e, agora, a aproximação dos meses mais frios – quando as condições das pastagens pioram e pecuaristas são pressionados a elevar a oferta – influenciam as baixas nas cotações. Na quarta-feira (27), o índice fechou a R$ 231,80 para a arroba (livre de Funrural), o que representa uma variação negativa de 1,53% dentro do mês.
Cepea
Queda nos preços da vaca em relação ao boi gordo
A diferença entre as cotações do boi e da vaca tende a ser mais acentuada no primeiro trimestre do ano
Segundo dados divulgados pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), a crescente oferta de vacas nas indústrias pecuárias tem gerado um distanciamento entre os preços da arroba do boi gordo e da vaca. Em março de 2024, essa diferença atingiu -10,18%, um aumento de 4,47 pontos percentuais em relação à média dos últimos 10 anos. No primeiro trimestre deste ano, a disparidade entre os preços do boi e da vaca gorda se acentuou ainda mais, com o boi sendo cotado em média a R$ 204,03 por arroba, enquanto a vaca alcançava apenas R$ 183,26 por arroba. Esta diferença representa -9,40% em 2024, um acréscimo de 3,69 pontos percentuais em relação à média da última década, que é de -5,71%. A ampliação dessa diferença entre os preços das duas categorias de animais tem sido observada desde o início de 2023, mas o ano de 2024 iniciou com um volume de abate de fêmeas significativamente acima da média para o período. Isso resultou em uma pressão intensa sobre os preços da vaca gorda. É importante ressaltar que, historicamente, a diferença entre as cotações do boi e da vaca tende a ser mais acentuada no primeiro trimestre do ano. Contudo, neste ano, essa diferença ultrapassou a média histórica, sugerindo uma tendência de manutenção de preços desfavoráveis para as vacas nos próximos meses, caso a sazonalidade no envio de fêmeas para o abate permaneça constante.
Agrolink
ECONOMIA
Dólar à vista fecha em alta de 0,86%, a R$5,0588 na venda
O dólar à vista fechou a segunda-feira com alta firme no Brasil, pela segunda sessão consecutiva acima dos 5 reais, em um dia marcado pela divulgação de dados fortes sobre a indústria norte-americana, o que fez as cotações refletirem a perspectiva de que o corte de juros nos EUA pode ser novamente adiado
O dólar à vista fechou o dia cotado a 5,0588 reais na venda, em alta de 0,86%. Em dois dias úteis, a divisa acumulou ganho de 1,57%. Às 17h05, na B3 o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,74%, a 5,0745 reais na venda.
Reuters
Ibovespa fecha em queda pressionado por Treasuries
O Ibovespa fechou em queda na segunda-feira, com as ações de bancos entre as maiores pressões negativas, entre elas as preferenciais do Itaú Unibanco, que recuaram mais de 3%, em sessão também pressionada pelo aumento nos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos
Na contramão, IRB(Re) e Hapvida avançaram em meio à análise dos respectivos resultados do último trimestre de 2023, bem como perspectivas de ambas as empresas. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,87%, a 126.990,45 pontos. Na máxima do dia, chegou a 128.658,86 pontos. Na mínima, a 126.771,8 pontos. O volume financeiro somou 19,9 bilhões de reais. De acordo com o analista Leandro Ormond, da Aware Investments, a semana começou com dados nos EUA sugerindo uma atividade econômica forte e prevê divulgações que podem dar mais pistas sobre a política monetária global à frente, com destaque para números do mercado de trabalho dos EUA na sexta-feira. “Se os dados ao longo da semana vierem indicando uma atividade econômica ainda resiliente, as expectativas do início do corte de juros no exterior podem ser novamente revistas”, afirmou, avaliando que isso também pode fazer com que o mercado reavalie as expectativas para a Selic nos próximos meses. Além disso, acrescentou Ormond, com juros altos por mais tempo no exterior, o fluxo de saída do capital estrangeiro pode continuar pressionando as ações na bolsa paulista. No acumulado do ano, o saldo de capital externo na B3 está negativo em quase 23 bilhões de reais. Nos EUA, o rendimento dos Treasuries de 10 anos avançava a 4,3191% no final da tarde, de 4,194% na última sessão. O S&P 500, uma das referências do mercado acionário norte-americano, fechou em baixa de 0,2%. O setor industrial nos EUA cresceu pela primeira vez desde 2022, segundo o PMI industrial do Instituto de Gestão do Fornecimento (ISM, na sigla em inglês), que aumentou para 50,3 no mês passado, a maior e primeira leitura acima de 50 desde setembro de 2022, ante 47,8 em fevereiro. O dado gerou dúvidas sobre a possibilidade de o Federal Reserve realmente confirmar os três cortes nas taxas de juros estimados pela autoridade monetária no mês passado. No mercado futuro juros dos EUA, a chance de um corte nas taxas em junho passou para 57%, de 64% há uma semana, de acordo com a ferramenta FedWatch da CME. Aplicativo de probabilidade de taxas da LSEG mostrou também redução no número de cortes para cerca de dois estes anos, de três há algumas semanas.
Reuters
Demanda forte impulsiona crescimento da indústria do Brasil em março, mostra PMI
A indústria do Brasil seguiu em expansão em março, embora de forma mais lenta, com o ritmo mais forte de demanda em mais de dois anos e meio alimentando a produção e o emprego, de acordo com pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês)
A S&P Global informou na segunda-feira que seu PMI da indústria brasileira ficou em 53,6 em março, de 54,1 em fevereiro. Apesar da perda de força, o índice permanece acima da marca de 50 que separa crescimento de contração pelo terceiro mês seguido. “O desempenho do setor no primeiro trimestre de 2024 foi consideravelmente melhor do que o registrado no quarto trimestre de 2023. De fato, a média para o PMI foi a mais alta desde os três meses até setembro de 2021”, destacou a diretora associada de economia da S&P Global Market Intelligence, Pollyanna De Lima. A demanda foi essencial para o resultado de março, exercendo influência positiva em várias outras medidas do índice. As novas encomendas aumentaram pelo terceiro mês seguido, no ritmo mais forte desde julho de 2021, com destaque para a fabricação de bens de capital. Diante disso, os fabricantes elevaram a produção em março, com a segunda taxa de expansão mais forte desde meados de 2021, e a criação de vagas de trabalho. Entretanto, eles ainda informaram dificuldades com a demanda externa, citando Ásia, Europa e América Latina como pontos de fraqueza. As vendas externas diminuíram pelo 25º mês seguido, mas o ritmo de redução perdeu um pouco de força em relação a fevereiro. Houve ainda leves altas nos custos de insumos e de produção. Entrevistados citaram ter pagado mais por frete internacional, metais, plásticos e têxteis. “As pressões de custos permaneceram relativamente leves e a inflação de preços cobrados caiu para uma mínima de três meses, aumentando a probabilidade de outro corte na taxa de juros”, disse De Lima. O planejamento de aquisições e de inaugurações de novas fábricas, novos produtos e investimentos sustentaram as previsões positivas para a produção ao longo dos próximos 12 meses, com o subíndice de confiança apontando forte grau de otimismo.
Reuters
FRANGOS & SUÍNOS
Suínos com cotações estáveis na 2ª feira
De acordo com as informações divulgadas pela Scot Consultoria, a carcaça suína especial apresentou estabilidade e está cotada em R$ 9,60/kg, enquanto o preço médio da arroba do suíno CIF também seguiu sem alteração e está próximo de R$ 127,00/@
Segundo levantamento realizado pelo Cepea na última quinta-feira (28), o Indicador do Suíno Vivo em Minas Gerais registrou queda de 0,16% e está cotado em R$ 6,35/kg. No Paraná, o preço do animal também teve recuo de 0,16% e está precificado em R$ 6,30/kg. Já na região de Santa Catarina, o animal apresentou desvalorização de 0,65% e está precificado em R$ 6,08/kg. Em São Paulo, o valor ficou próximo de R$ 6,71/kg e apresentou ganho de 0,45%. No Rio Grande do Sul, o valor do suíno seguiu estável e está cotado em R$ 6,16/kg.
Cepea/Esalq
Frango no atacado paulista teve valorização de 0,31% na 2ª feira
A Scot Consultoria reportou que o preço do frango no atacado paulista registrou valorização de 0,31%, em que está precificada em R$ 6,43/kg. Já o preço para o frango na granja paulista seguiu estável e cotado em R$ 5,00 /kg
As cotações permaneceram estáveis para o frango vivo, na qual a referência para o animal em Santa Catarina seguiu próximo de R$ 4,45/kg, conforme foi divulgado pela Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri). Já no estado do Paraná, o frango vivo também seguiu com estabilidade e sendo negociado em R$ 4,56/kg. Com base no levantamento realizado pelo Cepea na última quinta-feira (28), o preço do frango congelado seguiu estável e cotado em R$ 7,19/kg. Já a referência para o frango resfriado houve uma valorização de 4,58%, em que o animal está sendo comercializado em torno de R$ 7,31/kg.
Cepea/Esalq
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