
Ano 8 | nº 1813 | 06 de setembro de 2022
NOTÍCIAS
Boi: Mercado paulista frio como o clima
Preços estáveis nas praças pecuárias paulistas. Com a semana mais curta, em função do feriado nacional de 7 de setembro, e as escalas alongadas, a ponta compradora esteve fora das compras na manhã de ontem (5/9)
Segundo apurou a Scot Consultoria, os preços do boi gordo ficaram estáveis nas praças do interior de São Paulo, referência importante para as demais regiões pecuárias do País. “Com a semana mais curta, em função do feriado nacional de 7 de setembro, e as escalas de abate alongadas, a ponta compradora esteve fora das compras na manhã da segunda-feira”, informa a Scot. O preço do boi gordo paulista direcionado ao mercado interno (sem prêmio-exportação) segue valendo R$ 288/@, enquanto a vaca e a novilha gorda são negociadas, respectivamente, por R$ 270/@ e R$ 282/@ (valores brutos e a prazo). O boi-China está cotado em R$ 300/@ no mercado paulista (preço bruto e a prazo), acrescenta a Scot. Em Belo Horizonte – MG, as cotações permaneceram estáveis para a região, em comparação com o levantamento anterior (2/9). No mercado atacadista de carne com osso, com a virada de mês e expectativa de melhora no consumo de carne bovina, a queda nas cotações da carne com osso deu trégua e os preços voltaram a subir, a alta foi puxada principalmente pelo dianteiro, que subiu 2,8% no comparativo feito semana a semana. A carcaça casada de bovinos castrados e a de bovinos inteiros registraram altas de 0,8% e 2,2%, respectivamente, na comparação feita semanalmente.
SCOT CONSULTORIA
Mercado físico do boi com preços estáveis
O feriado no meio da semana vai quebrar ainda mais o ritmo das negociações no mercado brasileiro do boi gordo
Os negócios seguiram fluindo com lentidão. Os frigoríficos ainda operam com escalas de abate relativamente confortáveis, com animais negociados na modalidade à termo entrando, incrementando a oferta e tornando a programação da indústria frigorífica de maior porte ainda mais confortável, disse o analista da Safras & Mercado, Fernando Iglesias. O feriado no meio da semana (Dia da Independência na quarta-feira, dia sete) vai quebrar ainda mais o ritmo das negociações, mas com potencial para alguma redução das escalas de abate. Já o fluxo exportador permanece muito intenso, pois o Brasil permanece como grande alternativa ao fornecimento de carne bovina em escala mundial, diz Iglesias. Em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 289 na modalidade à prazo. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 276. Na capital de Mato Grosso, a arroba ficou indicada em R$ 268. No interior de Minas Gerais, em Uberaba, preços a R$ 280 por arroba. Os preços da carne bovina seguem estáveis no mercado atacadista. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios ainda sinaliza para potencial reajuste dos preços durante a primeira quinzena do mês, período que conta com maior apelo ao consumo em função da entrada da massa salarial na economia. Mesmo assim, muitos frigoríficos ainda sinalizam para estoques bastante confortáveis, o que sugere para movimento mais tímido de alta, disse Iglesias. O quarto traseiro seguiu precificado a R$ 20,60 por quilo. O quarto dianteiro ainda teve preço de R$ 16 por quilo. A ponta de agulha seguiu no patamar de R$ 15,90 por quilo.
AGÊNCIA SAFRAS
ECONOMIA
Dólar à vista fecha em queda de 0,64%, a R$ 5,1533 na venda
O dólar fechou em queda frente ao real pelo segundo pregão consecutivo nesta segunda-feira, refletindo alta no preço de commodities importantes e alguma trégua no mercado de câmbio internacional, em dia de liquidez reduzida por feriado nos Estados Unidos
A moeda norte-americana à vista recuou 0,64%, a 5,1533 reais na venda, menor patamar para encerramento desde terça-feira da semana passada (5,1120 reais). Na B3, às 17:01 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,30%, a 5,1890 reais.
Reuters
Ibovespa sobe e recupera 112 mil pontos com apoio de Vale
O Ibovespa fechou em alta na segunda-feira, em sessão de volume de negócios reduzido por causa do feriado nos Estados Unidos, com Vale entre os principais suportes na esteira do avanço dos preços do minério de ferro na Ásia
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,21%, a 112.203,35 pontos, de acordo com dados preliminares. No melhor momento do dia, chegou a 112.671,39 pontos. O volume financeiro somou 19,2 bilhões de reais, de uma média diária de 31,19 bilhões de reais em setembro e de 28,97 bilhões de reais em 2022. “O Ibovespa hoje se descolou do cenário internacional de cautela e subiu, influenciado principalmente pela forte alta da Vale”, disse o analista Régis Chinchila, da Terra Investimentos. Nos EUA, o Dia do Trabalho manteve as bolsas fechadas. Nos pregões europeus, a queda prevaleceu por causa de preocupações com a crise energética, depois que a Rússia parou de fornecer gás ao continente através do gasoduto Nord Stream 1. Análise gráfica da equipe da Ágora Investimentos sugere que, além dos 112.500 pontos, o Ibovespa precisaria também vencer a linha dos 114.300 pontos para retomar o viés positivo no curto prazo, conforme relatório a clientes. A partir desta sessão, o Ibovespa passou a ter nova composição, com a entrada das ações de Arezzo, Raízen e São Martinho e saída dos papéis de JHSF, totalizando 92 ativos de 89 empresas.
Reuters
Crescimento de serviços do Brasil tem moderação em agosto
O crescimento da atividade de serviços no Brasil mostrou moderação em agosto, mas ainda assim as expectativas dos negócios atingiram máxima em quase nove anos, de acordo com pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês), apontando ainda arrefecimento das pressões inflacionárias
A S&P Global informou na segunda-feira que seu PMI de serviços do Brasil caiu a 53,9 em agosto, de 55,8 em julho, 15º mês seguido acima da marca de 50 que separa expansão de contração. No entanto, a taxa foi a mais fraca desde o início de 2022. Uma demanda mais contida por uma série de serviços levou à desaceleração, embora o setor ainda tenha registrado em agosto aumento de vendas, produção e contratação. “Algumas empresas (observaram) uma demanda mais fraca dos clientes por seus serviços, em parte causada pela incerteza diante das eleições”, explicou Pollyanna De Lima, diretora associada de economia da S&P Global Market Intelligence. O aumento dos novos negócios foi o mais fraco desde janeiro. Enquanto algumas empresas relataram resiliência da demanda, marketing eficaz e melhoria das condições em outros setores econômicos, outras citaram queda na demanda dos consumidores em meio à incerteza diante das eleições. Os participantes da pesquisa voltaram a relatar custos mais elevados de alimentos, insumos, mão de obra e serviços públicos, mas a redução dos impostos sobre combustíveis restringiu a inflação de insumos, que recuou para os níveis mais baixos em 22 meses. Isso favoreceu a oferta de descontos, e o índice de preços de bens finais subiu ao ritmo mais lento em seis meses, segundo a S&P Global. Por sua vez, as expectativas melhoraram consideravelmente ao longo do mês, atingindo o nível mais alto em quase nove anos. Investimentos, campanhas comerciais e prognósticos de condições econômicas mais estáveis sustentaram previsões otimistas. Além disso, “prognósticos de que as preocupações políticas irão diminuir após a eleição presidencial de outubro levaram as empresas de serviços a avaliar essa desaceleração como temporária”, completou De Lima.
No entanto, com agosto também marcado pela perda de força na indústria, o PMI Composto do Brasil caiu a 53,2 de 55,3 em julho, mostrando que a atividade empresarial registrou o ritmo de alta mais lento desde o início do ano.
Reuters
Analistas veem Selic mais alta em 2023, mostra Focus
Analistas econômicos elevaram ligeiramente suas projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) neste ano e no próximo, de acordo com a primeira pesquisa Focus do Banco Central divulgada após números do IBGE terem mostrado que a economia brasileira cresceu mais do que o esperado no segundo trimestre do ano
A sondagem, feita pelo BC com cerca de 100 instituições, também revelou um aumento da expectativa para o patamar da Selic no ano que vem, ao mesmo tempo que as estimativas para a inflação sofreram pequeno recuo. Os analistas esperam que o PIB cresça 2,26% este ano e 0,47% em 2023, um aumento ante a mediana das projeções da semana anterior, de 2,10% e 0,37%, respectivamente. No segundo trimestre, o PIB teve alta de 1,2% na comparação com os três meses anteriores, após crescimento de 1,1% entre janeiro e março. O resultado, divulgado na última quinta-feira, ficou acima da expectativa em pesquisa de Reuters de um ganho de 0,9% e mostrou aceleração do crescimento desde o recuo de 0,3% visto no segundo trimestre de 2021. A nova pesquisa Focus apontou uma redução da mediana das projeções para o IPCA de 2022 para 6,61%, de 6,70% antes. Para o ano que vem, a expectativa para a inflação ao consumidor recuou para 5,27%, de 5,30%. A Petrobras anunciou na quinta-feira mais uma redução nos preços da gasolina vendida a distribuidoras, de 7%, no quarto corte consecutivo desde meados de julho, confirmando indicação dada pelo presidente Jair Bolsonaro na véspera, há um mês das eleições, sobre “boa notícia” aos consumidores. A projeção para a taxa básica de juros no final deste ano foi mantida em 13,75%, que é o patamar em vigor hoje, mas para 2022 a mediana das expectativas passou para 11,25%, de 11% antes.
Reuters
Número de famílias endividadas no Brasil atinge nível recorde de 79%, em meio à inflação e alta dos juros
Taxas de juros aumentaram e, em agosto, 29,6% das famílias brasileiras tinham contas com pagamento em atraso, também recorde na pesquisa, iniciada em 2010
O número de brasileiros endividados atingiu novo recorde em agosto, subindo a 79% do total de famílias do País, segundo pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), divulgada na segunda-feira, 5. Na retomada da crise econômica causada pela covid-19, o aumento do endividamento ajudou a impulsionar o consumo das famílias. Mas, em meio à inflação elevada, as finanças saíram do controle. As taxas de juros aumentaram e, em agosto, 29,6% das famílias brasileiras tinham contas com pagamento em atraso, também recorde na pesquisa, iniciada em 2010. “Principalmente depois dos dados do último PIB, sabemos que o crédito tem sido uma via relevante pra dar suporte ao consumo, tanto que o endividamento vem crescendo desde o ano passado”, disse Ízis Janote Ferreira, economista da CNC. Mas ela lembra que, como as famílias já estão com nível de endividamento alto, isso pode comprometer a capacidade de consumo, principalmente, no ano que vem. “Chega uma hora que esgota.” Isso porque o aumento do endividamento, em si, não é um problema. Num ciclo virtuoso de emprego e renda, o crescimento poderia significar mais consumo, especialmente dos bens duráveis, como carros e eletrodomésticos, cujas vendas são, tradicionalmente, parceladas pelos consumidores. O preocupante, no cenário atual, é que o mercado de trabalho tem até gerado empregos, mas com salários menores, especialmente quando descontada a inflação elevada, e as vendas de bens duráveis não têm crescido. Segundo Ferreira, a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) tem dado sinais, nos últimos meses, de que o aumento do endividamento tem sido utilizado para despesas correntes do dia a dia. Um desses sinais é a redução dos prazos. Em agosto de 2021, os consumidores entrevistados na Peic apontaram um prazo médio do comprometimento com endividamento de 7,3 meses. No mês passado, essa média ficou em 6,8 meses. Segundo Ferreira, a comparação dos dados do Banco Central (BC) sobre concessões de crédito no sistema bancário mostra crescimento maior nas modalidades de curto prazo do que nas de longo. “Não é crédito pessoal ou para comprar bem. É crédito de prazo curto, no cartão e no carnê de loja, para suportar o consumo de itens mais básicos, não duráveis, do orçamento do dia a dia. Não é para trocar de carro nem para comprar eletrodoméstico”, afirmou Ferreira. Além disso, parte do aumento do endividamento, segundo a economista da CNC, tem a ver com a normalização do consumo dos serviços após o pior da pandemia ter ficado, de vez, para trás. Isso ocorreu apenas nos orçamentos das famílias mais ricas, que, geralmente, gastam mais com serviços, como bares, restaurantes e turismo. Depois de dois anos sem poder consumir normalmente esses serviços, as famílias mais ricas retomaram com força esses gastos no segundo trimestre – e ao pagar as contas no cartão de crédito, aumentaram o endividamento, pela ótica da pesquisa da CNC. Daqui para a frente, o impulso ao consumo de curto prazo dado pelo crédito tenderá a perder força. Até agora, “os juros mais altos não parecem estar limitando esse endividamento”, disse Ferreira, mas as próximas dívidas ficarão mais caras.
O ESTADO DE SÃO PAULO
EMPRESAS
Marfrig exalta Dia da Amazônia, reforça compromisso pela preservação
A Marfrig divulgou na segunda-feira (05) uma declaração sobre o Dia da Amazônia. Assinado por Paulo Pianez, diretor de Sustentabilidade e Comunicação Corporativa da empresa
“Hoje, 5 de setembro, Dia da Amazônia, é uma oportunidade para reforçarmos a importância deste bioma para o Brasil e para o mundo – e a urgência de se conservar as riquezas naturais e apoiar as comunidades locais. Data também para lembrarmos que são imprescindíveis a criação e a implementação de políticas públicas específicas para a região. E que a iniciativa privada precisa reforçar seu compromisso com a preservação ambiental amazônica, a fim de que esta seja cumprida à risca. Nós, da Marfrig, estamos comprometidos com essa causa. Há mais de uma década, a companhia trabalha para conciliar produção com sustentabilidade ambiental na Amazônia. Em 2009, assumiu compromisso com uma cadeia produtiva livre de desmatamento. No ano seguinte, lançou uma plataforma de geomonitoramento, via satélite, que rastreia 30 milhões de hectares (área maior do que o estado de São Paulo) – grande parte na Amazônia. Mediante diversos instrumentos, a Marfrig monitora 100% dos fornecedores diretos da região e demais biomas onde atua, por meio do Plano Marfrig Verde+. E já atingiu 72% de monitoramento dos fornecedores indiretos (a meta é alcançar 100% em 2025). Acreditamos que, dessa forma, com união de esforços e uso de tecnologia, a Amazônia terá o cuidado e a preservação de que necessita.”
CARNETEC
Rotulagem de alimentos: novas regras entram em vigor nas próximas semanas
A partir de outubro de 2022 o consumidor brasileiro irá se deparar com uma nova rotulagem na parte frontal das embalagens de alimentos. É quando entram em vigor a RDC 429/2020 e a IN 75/2020, ambas publicadas em 2020, mas que somente neste ano começam a valer em todo o país
De acordo com a Visanco, consultoria técnica em assuntos regulatórios, as novas normas de rotulagem vão exigir das empresas um planejamento estratégico para lidar com as diferentes mudanças dentro do prazo estabelecido para a adequação. “Esse é o momento de avaliar as fórmulas, verificar se a rotulagem nutricional frontal é aplicável e definir o posicionamento em relação à necessidade ou não de reformulação de produtos”, informou a empresa em nota divulgada na sexta-feira (02). Uma das mudanças previstas nas legislações é o novo modelo de rotulagem nutricional frontal aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que estabelece a inserção de selo frontal com um símbolo de lupa informando sobre o alto teor de açúcares adicionados (maior ou igual a 15 g), sódio (maior ou igual a 600 mg) e gorduras saturadas (maior ou igual a 6g) – valores de referência por nutriente (a cada 100 g). Mesmo depois de outubro, ainda vai ser possível encontrar no mercado produtos sem a nova rotulagem nutricional. Isso porque alimentos que já se encontram no mercado têm mais 12 meses para se adequarem. Além disso, produtos fabricados até o final do prazo de adequação poderão ser comercializados até o fim do seu prazo de validade. O Brasil não estabelece obrigatoriedade de declaração de alto teor de calorias, nem das gorduras trans na parte frontal das embalagens, como em outros países. Mas, por outro lado, é o único país da América Latina que atrelou as informações do rótulo frontal com as normas de rotulagem nutricional. Alguns países como Uruguai, Chile, Colômbia, Peru, México e, recentemente, Argentina, também adotaram a rotulagem frontal.
CARNETEC
FRANGOS & SUÍNOS
Preços estáveis no mercado de suínos; animal vivo subiu 0,14% em SP
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 127,00/R$ 133,00, assim como a carcaça especial, valendo R$ 9,40/R$ 9,90 o quilo
Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à sexta-feira (2), houve recuo de 0,32% no Rio Grande do Sul, chegando em R$ 6,31/kg, e leve aumento de 0,14% em São Paulo, atingindo R$ 7,13/kg. Ficaram estáveis os preços em Minas Gerais (R$ 6,96/kg), Paraná (R$ 6,20/kg), e em Santa Catarina (R$ 6,21/kg).
Cepea/Esalq
Fiscais apreendem produtos de carne suína em voo que chegou da Rússia
País tem focos ativos de peste suína africana; itens estavam na bagagem de um passageiro que desembarcou no Rio de Janeiro
Fiscais agropecuários apreenderam no último fim de semana 5,6 quilos de salames, linguiças e outros derivados de carne suína que estavam na bagagem de um passageiro que desembarcou no aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, em voo que partiu da Rússia. O país que tem focos ativos de peste suína africana. O Ministério da Agricultura reforçou a vigilância nos portos e aeroportos para impedir que a doença, erradicada na década de 1970, volte a entrar no país. A ocorrência de peste suína africana no Brasil pode gerar um prejuízo de US$ 5,5 bilhões à suinocultura local já no primeiro ano, segundo cálculos da Embrapa.
VALOR ECONÔMICO
Frango congelado ou resfriado em SP sobem 0,13%
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 5,80/kg, assim como o frango no atacado, custando R$ 7,30/kg
Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. Em Santa Catarina não houve mudança de preço, custando R$ 4,25/kg, da mesma forma que no Paraná, fixado em R$ 5,47/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à sexta-feira), tanto a ave congelada quanto a resfriada tiveram leve alta de 0,13%, custando, respectivamente, em R$ 7,92/kg e R$ 7,90/kg.
Cepea/Esalq
ABPA: Exportações de carne de frango crescem 15,3% em agosto
Média anual de exportações supera 400 mil toneladas
Levantamentos da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) mostram que as exportações de carne de frango (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram em agosto 437,8 mil toneladas, volume que supera em 15,3% o total exportado no mesmo mês de 2021, com 379,8 mil toneladas. A receita obtida pelas exportações no oitavo mês de 2022 alcançou US$ 922,1 milhões, número que é recorde histórico nas exportações do setor e que supera em 36,1% o total realizado em 2021, com US$ 677,3 milhões. No acumulado do ano (janeiro a agosto), as exportações de carne de frango do Brasil totalizaram 3,266 milhões de toneladas, volume 7,1% superior ao registrado no mesmo período do ano passado, com 3,048milhões de toneladas. Em receita, a alta das exportações chega a 33,7%, com US$ 6,542 bilhões em 2022, contra US$ 4,893 bilhões nos oito primeiros meses de 2021. “O quadro global está altamente demandante por proteínas do Brasil, com especial efeito nas exportações de carne de frango, o que tem pressionado os preços internacionais dos produtos em todo o mundo. Neste contexto, com quadro sanitário sensível em diversos mercados, o Brasil tem colhido frutos por se manter livre de Influenza Aviária, prevendo embarques recordes em 2022, próximo de 5 milhões de toneladas nos doze meses do ano. Isto, sem deixar de suprir o mercado brasileiro”, analisa Ricardo Santin, presidente da ABPA. Entre os principais destinos das exportações de carne de frango entre janeiro e agosto, destaque para os Emirados Árabes Unidos, com 319 mil toneladas (+45%), Japão, com 277,6 mil toneladas (+2%), Filipinas, com 165 mil toneladas (+47%), União Europeia, com 163,2 mil toneladas (+29%) e Coreia do Sul, com 124,3 mil toneladas (+63%). “Os mercados asiáticos vêm incrementando sua participação nas exportações de carne de frango brasileira. Países como Filipinas e Coreia do Sul, por exemplo, ampliaram suas importações em volumes significativamente superiores às médias históricas, juntando-se a outros importantes e históricos parceiros comerciais do Brasil na região como o Japão e a China na lista dos principais importadores”, analisa o diretor de mercados da ABPA, Luis Rua
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