
Ano 7 | nº 1575 | 17 de setembro de 2021
NOTÍCIAS
Recuos nos preços no mercado do boi gordo
A suspensão das exportações e o consumo fraco no mercado interno pressionam os preços
Em São Paulo, as referências para o boi e vaca gordos recuaram R$3,00/@ e para a novilha gorda houve queda de R$4,00/@ na última quinta-feira (16/9), na comparação diária. A suspensão das exportações e o consumo fraco no mercado interno pressionam os preços. Segundo levantamento da Scot Consultoria, o boi gordo ficou cotado em R$302,00/@, a vaca gorda em R$285,00/@ e a novilha gorda em R$299,00/@, respectivamente, preços brutos e a prazo, ressaltando que há ofertas abaixo da referência e frigoríficos fora das compras aguardando para posicionarem seus preços.
SCOT CONSULTORIA
Boi: novos embargos pressionam arroba negativamente, diz Safras & Mercado
De acordo com a consultoria Safras & Mercado, mais quatro países decidiram suspender preventivamente as importações de carne bovina brasileira. Egito, Irã, Indonésia e Rússia seguiram a decisão da Arábia Saudita anunciada dias atrás
Dessa forma, a arroba negociada no mercado físico brasileira seguiu muito pressionada pelo remanejamento de escalas. Na B3, ao contrário do dia anterior, a curva de contratos futuros apresentou desvalorização, também reagindo negativamente ao anúncio de novos embargos à exportação brasileira de carne bovina. O ajuste do vencimento para setembro passou de R$ 303,00 para R$ 299,50, do outubro foi de R$ 308,45 para R$ 304,20 e do novembro foi de R$ 317,75 para R$ 313,30 por arroba.
AGÊNCIA SAFRAS
Sem exportar para a China, preço da carne bovina pode desabar no Brasil, diz analista
Caso o Brasil não retome os embarques ao país asiático, a carne bovina pode ser destinada ao mercado interno, diz analista. Estima-se que há 130 mil toneladas de carne parada em câmaras frias e portos
O preço do boi gordo tem registrado queda nas principais regiões produtoras do Brasil na primeira quinzena de setembro. Segundo o analista da Safras & Mercado, Fernando Iglesias, a baixa nos preços ainda tem relação com o caso atípico de mal da vaca registrado em dois estados brasileiros recentemente. “Após a confirmação desses dois casos, a China suspendeu as exportações de carne bovina no Brasil. Isso gerou um caos para o mercado, fazendo com que os preços caíssem em São Paulo e no Centro-Oeste”. Ainda segundo o analista, esse volume que não está sendo exportado, acaba represado no país, o que acende um alerta para o setor. “Estima-se que há 130 mil toneladas de carne parada em câmaras frias e portos. É um volume relativamente grande e há toda uma preocupação logística se isso acabará entrando no mercado interno. Se isso acontecer, os preços da carne vão desabar e ficará ainda mais difícil para os frigoríficos segurarem os preços”, destaca.
AGÊNCIA SAFRAS
Rússia impõe restrições parciais à carne bovina brasileira
Após casos atípicos de “vaca louca” em Mato Grosso e Minas Gerais, russos só comprarão desses Estados carne de animais abatidos com até 30 meses
A Rússia impôs na quarta-feira algumas restrições para os frigoríficos brasileiros, decisão que se seguiu ao registro de dois casos atípicos do mal da “vaca louca” no país. O Serviço de Inspeção russo (Rosselkhoznadzor) determinou que a carne bovina importada de unidades de Mato Grosso e Minas Gerais, Estados onde a doença foi identificada, só poderá ser de animais que tinham menos de 30 meses de idade no momento do abate. O produto precisará ainda de um certificado veterinário que dê essa garantia. As medidas valerão também para a entrada de gado vivo e outros subprodutos do boi, mas não serão impostas aos outros Estados autorizados a vender à Rússia. A restrição ocorre porque os casos atípicos de vaca louca costumam surgir em animais mais velhos. Para evitar esse problema, os chineses, por exemplo, também impõem a idade-limite de 30 meses para o abate — essa é uma das exigências do “boi padrão China” nos frigoríficos. Uma fonte que acompanha o mercado de carne bovina disse que a Rússia e outros países pediram mais esclarecimentos sobre os casos atípicos ao governo brasileiro, mas, segundo a fonte, esse é um procedimento padrão nas negociações internacionais. O Ministério da Agricultura não confirmou o pedido de informações ou se haveria outros embargos ao país. Após o registro dos dois casos, a Arábia Saudita suspendeu as compras de cinco frigoríficos brasileiros, enquanto o Brasil suspendeu voluntariamente os negócios com a China, maior importador da carne bovina do país. De janeiro a agosto deste ano, a Rússia foi a 15ª maior compradora de carne bovina in natura do Brasil. Os russos importaram US$ 59,6 milhões da proteína, o equivalente a 16,3 mil toneladas, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
VALOR ECONÔMICO
Mais quatro países suspendem compras de carne do Brasil após caso de vaca louca
Além de China e Arábia Saudita, Egito, Irã, Indonésia e Rússia adotaram a medida após a confirmação da doença em Minas Gerais e Mato Grosso
Os dois casos atípicos de mal da vaca louca registrados em Minas Gerais e Mato Grosso e confirmados pelo Ministério da Agricultura no início deste mês geraram a suspensão das exportações de carne bovina para pelo menos seis países, segundo levantamento feito pelo setor, ao qual Globo Rural teve acesso. As informações, não divulgadas oficialmente, apontam bloqueios nos embarques para Rússia, Indonésia, Irã e Egito – além de China e Arábia Saudita, já confirmados pelo governo brasileiro. Procurado, o Ministério da Agricultura ainda não se manifestou sobre a lista de bloqueios. Segundo o documento, as suspensões entraram em vigor entre os dias 4 (Irã) e 15 de setembro (Rússia) e abrangem todos os frigoríficos de Minas Gerais e Mato Grosso, sendo a única exceção a Arábia Saudita, que suspendeu apenas cinco frigoríficos mineiros. Ainda de acordo com o documento, os sauditas teriam encerrado o bloqueio na quarta-feira (15/9). O Ministério da Agricultura, contudo, nega. Juntos, os seis países responderam por 57,3% das exportações brasileiras de carne bovina em 2020. Em 2019, quando ocorreu o último caso atípico de mal da vaca louca no país, as exportações para a China ficaram suspensas por 13 dias. Não houve registro de outros bloqueios. No caso da Arábia Saudita, o país suspendeu por quase um ano as importações de carne bovina brasileira em 2014, quando também foi registrado um caso atípico.
GLOBO RURAL
Rabobank espera alta no consumo doméstico de carne bovina até fim do ano
O Rabobank espera uma queda de 3% na produção brasileira de carne bovina em 2021, em comparação com 2020, apesar da perspectiva de aumento do consumo doméstico até o fim do ano e continuidade do ritmo das exportações, disse o banco em relatório divulgado à imprensa na quinta-feira (16)
“A aceleração das vacinações, flexibilização das medidas de isolamento, manutenção do pacote de ajuda emergencial pelo menos até outubro e a proximidade das estações mais quentes têm apoiado o consumo doméstico de carne bovina, que deve apresentar crescimento contínuo (mas limitado) até o final do ano”, disse o Rabobank. A valorização contínua da carne de frango no mercado doméstico também tem colaborado para elevar a competitividade da carne bovina. A melhora na demanda doméstica de carne bovina sustenta preços do boi gordo desde o segundo trimestre do ano e os gados terminados em confinamento elevaram escalas de abates. “No entanto, a confirmação dos dois casos atípicos de EEB em Mato Grosso e Minas Gerais, somada à suspensão automática das exportações para a China, trazem pressões às cotações”, disse o Rabobank. O banco espera que os animais terminados em confinamento mantenham oferta crescente até o fim do ano, acompanhando a recuperação do consumo doméstico. Apesar da suspensão das exportações para a China, o Rabobank espera que os embarques de carne bovina brasileira para o mercado asiático continuem aquecidos até o fim do ano, quando são feitas as compras para o feriado do Ano-Novo chinês.
CARNETEC
Mercado do boi gordo opera de forma lenta e preços seguem em queda
A ausência da China no mercado gera uma série de instabilidades, a começar pelo remanejamento das escalas de abate, diz a Safras & Mercado
O mercado físico de boi gordo registrou preços mais baixos na maioria das regiões de produção e comercialização na quinta-feira, 16. Segundo o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, a ausência da China no mercado gera uma série de instabilidades, a começar pelo remanejamento das escalas de abate por parte dos frigoríficos exportadores. Segundo o analista, “o retorno da China às compras é um fator necessário para que o fluxo de negócios se aproxime de sua normalidade, o que não acontecerá de maneira imediata”, apontou Iglesias. Com isso, em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 304 na modalidade à prazo, estável. Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 285, estável. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 302, contra R$ 304. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 285, contra R$ 290. Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 304. A carne bovina segue com preços acomodados no mercado atacadista. Os frigoríficos exportadores têm pressa para retomar as negociações coma China, considerando as dificuldades em torno do remanejamento das escalas e manutenção dos estoques. “Os preços por enquanto estão estáveis, com perspectiva de alguma queda dos preços durante a segunda quinzena do mês”, disse o analista. Com isso, o quarto dianteiro ainda foi precificado a R$ 16,30 o quilo. Ponta de agulha também permanece precificada a R$ 16,30, por quilo. Quarto traseiro ainda é precificado a R$ 21,50, por quilo.
AGÊNCIA SAFRAS
ECONOMIA
Dólar sobe com exterior e persistentes ruídos locais
No fechamento, o dólar à vista subiu 0,54%, a 5,2654 reais
O dólar devolveu a queda da véspera e fechou em alta contra o real na quinta-feira. O noticiário do mercado doméstico colaborou para manter um clima de conservadorismo, com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), voltando a falar sobre a política de preços da Petrobras e o nó em torno dos precatórios parecendo mais difícil de ser desatado. Mas a curva da taxa de câmbio aqui acompanhou de forma quase colada a do dólar no exterior. A moeda norte-americana subia ante 31 de 33 pares de uma lista, reflexo da percepção de investidores de que a possibilidade de anúncio de corte de estímulos pelos EUA não parece esvaziada. O BC dos EUA se reúne na semana que vem nos mesmos dias em que aqui o Copom também se encontra para decidir os rumos da taxa Selic. Fala recente do Presidente do BC, Roberto Campos Neto –interpretada pelo mercado como indicação de alta menor dos juros–, fez preço no câmbio e puxou o dólar para cima. Na máxima, alcançada à tarde, a cotação bateu 5,2806 reais (+0,83%). Lá fora, o índice do dólar saltava 0,4%, maior alta em quase um mês, que o levava ao maior patamar em quase três semanas. Na quarta, o dólar no Brasil havia cedido 0,42%, a 5,237 reais.
REUTERS
Ibovespa recua e fecha abaixo dos 114 mil pontos com incertezas locais
O Ibovespa fechou em queda na quinta-feira, em meio a persistentes incertezas no cenário brasileiro e minado pelo declínio do minério de ferro na China, que afetou ações da Vale
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 1,1%, a 113.794,28 pontos, passando a mostrar performance negativa no acumulado da semana (-0,43%). Até a véspera, subia 0,68%. O volume financeiro somou 30,9 bilhões de reais, com o pregão também refletindo movimentações atreladas ao vencimento de opções sobre ações, na sexta-feira, que costuma ter entre as séries mais líquidas ações com relevante peso no Ibovespa. “Investidores continuam mostrando cautela para assumir novas posições nas ações, principalmente em um cenário repleto de incertezas e falta de previsibilidade”, afirmou o analista da Terra Investimentos Régis Chinchila. Um dos focos de atenção está voltado para as discussões relacionadas aos precatórios, que permanecem sem avanços efetivos, enquanto o governo busca fonte de financiamento para o seu “Auxílio Brasil”, nova versão do programa Bolsa Família. Em paralelo, ruídos envolvendo os preços de combustíveis continuam, com o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), afirmando que as explicações do Presidente da Petrobras sobre o tema nessa semana não foram satisfatórias. “E ainda temos uma inflação persistente e um cenário de aumento de taxa de juros que acaba tirando o fôlego da recuperação da economia brasileira, mesmo com avanço da vacinação”, acrescentou Chinchila.
REUTERS
Cepea: População ocupada no agronegócio cresceu
Cálculos realizados pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, mostram que, de abril a junho de 2021, eram 18,04 milhões de pessoas atuando no agronegócio, contra apenas 16,73 milhões no mesmo período de 2020, ou seja, recuperação de 7,9% (o equivalente a 1,319 milhão de pessoas)
Frente ao primeiro trimestre deste ano, o avanço no número de ocupados é de 3,6% (ou de 628 mil pessoas). Segundo pesquisadores do Cepea, todos os segmentos apresentaram crescimentos no número de ocupados entre o primeiro e o segundo trimestres deste ano, com destaque para a agropecuária (+4,2% ou de quase 353 mil pessoas). Na comparação entre os segundos trimestres de 2020 e de 2021, o destaque novamente foi para a agropecuária (+12,07% ou mais de 940 mil pessoas). Com essa recuperação no segundo trimestre de 2021, a participação do agronegócio no mercado de trabalho brasileiro avançou bem pouco, sendo de 20,55%, contra 20,33% no primeiro trimestre deste ano e 20,07% de abril a junho de 2020, ainda conforme cálculos do Cepea. Os principais aumentos em termos de ocupações foram verificados para trabalhadores com ensino fundamental ou médio. Quanto ao gênero, o aumento relativo das ocupações foi superior para as mulheres.
CEPEA
GOVERNO sobe imposto pela 2ª vez e encarece crédito em momento de endividamento recorde
Financiamentos para empresas e pessoas físicas, que já estavam pressionados com a subida da taxa básica de juros, vão ficar mais caros
Num cenário de alta de juros e encarecimento do crédito, o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para bancar o novo Bolsa Família (nos últimos meses do ano), não é bom sinal. Os financiamentos para empresas e pessoas físicas, que já estavam pressionados com a subida da taxa básica de juros, a Selic, pelo Banco Central, vão ficar mais caros entre 20 de setembro e 31 de dezembro deste ano num momento de esfriamento da atividade econômica e com endividamento recorde da população. Do lado fiscal, porém, a decisão de aumentar o imposto representa um forte indício de que a equipe econômica conseguiu barrar a pressão pela renovação do auxílio emergencial por meio de crédito extraordinário para o combate do impacto da pandemia da covid-19. Os técnicos da área econômica avaliavam que o uso de crédito extraordinário, usado para casos de imprevisibilidade e urgência e que ficam fora do limite do teto de gastos, não poderia ser mais justificado a essa altura da pandemia e com as vacinações em curso. Outro ponto importante é que a medida foi um sinal de que haverá compensação para o novo programa em 2021 e também em 2022, sem burla da regra da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) que exige uma medida de aumento permanente de despesa (como a ampliação do novo Bolsa Família) precisa estar acompanhada de uma fonte de custeio desse novo gasto. Essa exigência é um dos mais importantes regramentos da política fiscal brasileira e volta e meia há movimentação política ou para acabar com ela ou driblá-la. Essa é a segunda alta de imposto para bancar medidas de interesse do Presidente Jair Bolsonaro, que tenta a reeleição no ano que vem. O governo já tinha aumentado temporariamente a tributação dos bancos para custear a desoneração do diesel. Ao anunciar o aumento do imposto, o Palácio do Planalto afirmou que vai permitir a ampliação do novo programa. Mas a solução para o seu Orçamento em 2022 – de R$ 60 bilhões – está longe de estar resolvida com a indefinição para o pagamento da fatura de R$ 89,1 bilhões com precatórios.
O ESTADO DE SÃO PAULO
Aumenta pessimismo do brasileiro com situação financeira, aponta Febraban
75% dizem que juros, inflação e custo de vida tendem a aumentar nos próximos 6 meses
Em meio às incertezas quanto ao quadro econômico e político do Brasil nos próximos meses, a reabertura da economia provocada pela vacinação não tem sido suficiente para animar os brasileiros quanto às perspectivas de crescimento da economia no curto prazo. Com relação à própria situação financeira, o pessimismo aumentou. Segundo a terceira edição da pesquisa trimestral Radar Febraban de evolução da expectativa econômica dos brasileiros, cerca de dois terços dos entrevistados disseram esperar por sinais mais consistentes de melhoria da economia somente a partir do ano que vem, em linha com os resultados extraídos em junho. Na outra ponta, apenas 9% acreditam em uma recuperação firme da atividade doméstica ainda em 2021. O levantamento mostrou também que cerca de 55% da população diz não esperar que a própria situação financeira se recupere ainda em 2021. O resultado representa uma ligeira deterioração na percepção dos entrevistados –em junho, foram 52% os que disseram não ver perspectivas de melhorias em sua situação. Apenas 18% responderam ter a expectativa de melhorar a situação financeira neste ano, queda de cinco pontos percentuais em relação a junho. A pesquisa foi realizada pelo Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe) com 3.000 pessoas entre os dias 2 e 7 de setembro. A margem de erro é de 1,8 ponto percentual para mais ou para menos. O aumento do desemprego e a queda do poder de compra, bem como a elevação da inflação aparecem como as principais preocupações no radar dos entrevistados. Para aproximadamente 75% deles, tanto os juros como a inflação e o custo de vida tendem a aumentar no horizonte de seis meses à frente. E cerca da metade espera por um aumento do desemprego e por uma queda no poder de compra. “Mesmo com a expectativa de retomada econômica em 2022, predomina a percepção de que alguns dos principais aspectos no campo da economia irão piorar nos próximos seis meses”, aponta o relatório da federação dos bancos.
FOLHA DE SP
FRANGOS & SUÍNOS
Preços dos suínos registraram movimentação na 5ª feira
Na quinta-feira (16), as cotações dos suínos permaneceram sustentadas, segundo o Cepea/Esalq
Com base nas informações da quarta-feira (15), o preço do animal vivo no Paraná está próximo de R$ 6,46/kg e teve valorização de 0,94%, enquanto no Rio Grande do Sul o suíno teve leve alta 0,33% e está em R$ 6,13/kg. Para o Cepea, o mercado de suínos reagiu nesta semana diante do aquecimento nas demandas interna e externa pela carne. “Agentes de frigoríficos aumentaram as aquisições de novos lotes de animais para abate. Como resultado, os preços internos do animal vivo e da carne passaram a subir”, informou. Levantamento realizado pela a Scot Consultoria informou que a arroba do suíno CIF permaneceu estável e cotada a R$ 130,00 a R$135,00/@. A carcaça especial não teve alteração e segue cotada em R$ 9,90/R$ 10,30 o quilo.
Cepea/Esalq
Preços do frango apresentam leves quedas
As cotações do frango apresentaram quedas nas principais praças na quinta-feira (16)
O preço do frango congelado registrou queda de 1,19% e está cotado a R$ 8,51/kg e o frango resfriado teve desvalorização de 1,42% de preço a R$ 8,57/kg, segundo o Cepea/Esalq em seu levantamento realizado na última quarta-feira (15). A Scot Consultoria informou que em São Paulo o frango na granja está estável e cotado a R$ 6,00/kg, enquanto o frango atacado está com preço ao redor de R$ 8,10/kg, uma queda de 1,46% no comparativo diário. Os preços seguiram estáveis em Santa Catarina, ao redor de R$ 3,60/kg com ganho de 0,84%. No Paraná, o frango vivo está cotado a R$ 5,93/kg. Em São Paulo, estável cotado a R$ 6,00/kg.
Cepea/Esalq
EMBRAPA: Com preço do milho elevado, custos de produção de suínos e aves se mantêm em elevação,
A Embrapa Suínos e Aves divulgou o Índice de Custos de Produção de Suínos (ICPSuíno) referente a agosto, e os dados mostram alta nos custos de produção, com destaque para aves que teve o aumento mais expressivo no período. De acordo com o levantamento, em relação a julho, houve aumento de 1,68%, no ICP frango atingindo 407,53
Segundo o analista da SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o produtor continua sentindo no bolso os impactos com a nutrição animal, principalmente com a elevação do milho nos últimos meses. “É um dos aspectos mais importantes. O segundo é o custo de energia elétrica. O frango é um animal muito sensível, então precisa de um equilíbrio para não haver grandes prejuízos na grade”, afirmou. Na suinocultura, o levantamento apontou alta de 0,18% em relação ao mês anterior com o IPC suíno atingindo 407,15. “Em 2021, o grande vilão em relação a custos, tanto para avicultura tanto para suinocultura, se chama nutrição animal. O milho é a principal fonte de energia no mercado. Temos substituto, mas não na disponibilidade que o milho normalmente tem”, acrescenta Fernando. Para ele a elevação nos custos continuará sendo observada pelo setor até, pelo menos, o final de 2021. “Não é exclusividade da suinocultura, avicultura ou da pecuária, é uma questão que envolve todas as cadeias produtivas, que é uma consequência da inflação, não tem muito como escapar disso. A importação de milho é uma necessidade nesse momento, mas é uma operação cara e isso é custo”, finaliza.
AGÊNCIA SAFRAS
Frigorífico São Salvador, dono da marca SuperFrango, desiste de IPO
As desistências de IPO este ano já somam 62 casos, de acordo com dados da CVM
O frigorífico São Salvador Alimentos, dono da marca SuperFrango, desistiu da sua oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês), segundo consta no sistema da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). O número de desistências, no entanto, considera empresas que desistiram da oferta via Instrução CVM 400, mas algumas acabaram emplacando IPO com esforços restritos, com base na Instrução 476. É o caso de Dotz, Livetech, 3Tentos, Agrogalaxy, BR Partners, G2D e Infracommerce, entre outras. Em janeiro, o Valor havia mostrado que a São Salvador estava se preparando para o IPO. Fundada há mais de quarenta anos, a empresa tem uma capacidade diária de abate de aproximadamente 520 mil aves e vende para mais de 23 mil clientes por mês no Brasil em 14 Estados, mais o Distrito Federal, e em 38 países. No ano passado, a empresa teve receita operacional líquida de R$ 1,920 bilhão, contra R$ 1,581 bilhão no ano anterior, enquanto o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês), foi de R$ 438,1 milhão, ante R$ 537,7 milhões em 2019. Já o lucro líquido caiu de R$ 317 milhões para R$ 215,1 milhões na mesma comparação.
VALOR ECONÔMICO
SC ultrapassa US$ 2 bi de faturamento com exportações de carnes em 2021
Maior produtor de carne suína e segundo maior de carne de frango do Brasil, Santa Catarina amplia os embarques internacionais e o faturamento já passa de US$ 2 bilhões em 2021, informou a Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural na quinta-feira (16)
De janeiro a agosto deste ano, os catarinenses aumentaram em 3,9% o volume de carnes exportadas, gerando alta de 10,3% nas receitas geradas. Os números são divulgados pelo Ministério da Economia e analisados pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa). Os embarques de carne de frango este ano chegaram a 661,5 mil toneladas, 0,7% a mais do que no mesmo período de 2020. O faturamento ultrapassa US$ 1,1 bilhão, crescimento de 11,8%. Santa Catarina responde por 24% do total exportado pelo país e os principais mercados são Japão, China e Arábia Saudita. De janeiro a agosto deste ano, Santa Catarina ampliou em 24,7% o faturamento com os embarques de carne suína, superando US$ 945,8 milhões, com mais de 380 mil toneladas exportadas. Os principais mercados são China, Chile e Hong Kong.
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