
Ano 4 | nº 715 | 22 de março de 2018
NOTÍCIAS
RÚSSIA propõe REUNIÃO BILATERAL PARA TRATAR DA REABERTURA DO SEU MERCADO AOS FRIGORIFICOS BRASILEIROS
O Rosselkhoznadzor propôs ao governo brasileiro a realização de uma reunião bilateral até o dia 24 de abril
Em comunicado enviado a Embaixada brasileira em Moscou no dia 12 de março, o Diretor Geral do Serviço Federal de Vigilância Veterinária e Fitossanitária da Federação da Rússia Serviço Sanitário russo (Rosselkhoznadzor) propôs ao governo brasileiro a realização de uma reunião bilateral até o dia 24 de abril para tratar da importação de produtos cárneos brasileiros. A carta propõe um “encontro com colegas brasileiros para discussão das questões do fornecimento de produtos cárneos produzidos sem preparados hormonais para o mercado russo” e solicita que o “lado brasileiro comunique sua posição sobre o assunto das negociações”. Nos últimos anos a Rússia sempre figurou como um dos maiores importadores das carnes brasileiras, mas as exportações destes produtos foram embargadas em dezembro de 2017 e de lá para cá não houve mais movimentação de embarques que, em 2017, chegaram a 151.645 toneladas somente de carne bovina.
ABRAFRIGO
Pouco espaço para alterações nas referências de preços da arroba do boi gordo
No fechamento do mercado do boi gordo da última quarta-feira (21/3), das trinta e duas praças pecuárias pesquisadas pela Scot Consultoria, o preço da arroba caiu em quatro e subiu em cinco
Em Minas Gerais, a referência registrou queda em três das quatro regiões pesquisadas. Na região de Belo Horizonte, por exemplo, o recuo em relação aos preços de 20/3 foi de 1,4%, e a arroba negociada na região ficou cotada em R$136,00, à vista, livre de Funrural. No estado, os animais terminados têm aparecido com maior facilidade e permitido aos compradores testarem o mercado ofertando preços menores. Embora existam reajustes, na conjuntura geral, não há facilidade em adquirir boiadas e o escoamento de carne, cada vez mais lento, não gera grandes interesses à indústria para aquisição de matéria-prima. Por fim, o fôlego no consumo que era esperado, não chegou na primeira quinzena e as expectativas quanto à reação das vendas de carne na segunda parte do mês continuam não sendo das melhores.
SCOT CONSULTORIA
Abate de bovinos sobe 3,8% em 2017, de suínos bate recorde e de frangos cai
Os abates de bovinos no Brasil somaram 30,83 milhões de cabeças no ano passado, alta de 3,8% ante 2016, o primeiro crescimento anual após três anos consecutivos de queda, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na quarta-feira (21)
Em 2016, os abates de bovinos no Brasil tinham caído 3,2%, ante 2015, refletindo a baixa disponibilidade de animais e consumo deprimido. No ano passado, houve recuperação na oferta de animais com início da retomada do consumo doméstico e elevação das exportações. O abate de bovinos em 2017 cresceu em 16 das 27 unidades da Federação pesquisadas, com destaque para Goiás (+355,50 mil cabeças), Minas Gerais (+297,03 mil), Mato Grosso (+227,15 mil), Mato Grosso do Sul (+144,61 mil), Paraná (+85,65 mil) e Rondônia (+68,36 mil). As principais reduções nos abates foram verificadas no Pará (-86,95 mil cabeças), Tocantins (-42,46 mil), Maranhão (-38,23 mil) e Acre (-25,67 mil). O estado de Mato Grosso liderou o ranking dos abates, tendo sido responsável por 15,6% do total de bovinos abatidos no Brasil, seguido por Mato Grosso do Sul (11,1%) e Goiás (10,3%). Os abates contabilizados pelo IBGE consideram aqueles sob algum tipo de serviço de inspeção sanitária. O abate de suínos no ano passado aumentou 2% em relação a 2016, para 43,19 milhões de cabeças, um recorde para o setor desde o início da pesquisa do IBGE em 1997. Houve crescimento da atividade em 12 dos 25 estados acompanhados, principalmente em Santa Catarina (+772,49 mil cabeças), maior produtor de suínos brasileiro e responsável por 26,6% de todos os abates de suínos realizados no ano passado no Brasil. Outros crescimentos foram verificados no Paraná (+322,56 mil), Mato Grosso do Sul (+128,18 mil), Minas Gerais (+100,06 mil) e Mato Grosso (+75,78 mil). Quedas nos abates de suínos ocorreram no Rio Grande do Sul (-334,55 mil cabeças), São Paulo (-81,87 mil) e Goiás (-69,77 mil). Uma queda de 0,3% marcou a atividade de abates de frangos no Brasil no ano passado, quando foram abatidas 5,84 bilhões de cabeças, após quatro anos consecutivos de alta. A agroindústria de carne de frango foi afetada negativamente em 2017 pelos embargos temporários por países importadores do produto e reduções de consumo relacionadas à Operação Carne Fraca, da Polícia Federal. As reduções nos abates de frangos ocorreram em nove das 24 unidades acompanhadas pelo IBGE, incluindo Mato Grosso (-40,23 milhões de cabeças), Minas Gerais (-39,78 milhões), Distrito Federal (-13,72 milhões) e Santa Catarina (-11,07 milhões). As maiores altas nos abates foram verificadas em São Paulo (+26,05 milhões de cabeças), Goiás (+20,20 milhões), Rio Grande do Sul (+15,42 milhões), Bahia (+9,62 milhões), Paraná (+9,51 milhões) e Mato Grosso do Sul (+6,34 mil). O maior estado produtor de frangos foi o Paraná, que abateu 31,5% do total nacional, seguido por Santa Catarina (14,7%) e Rio Grande do Sul (14,5%).
CARNETEC
Câmara aprova venda de queijos e EMBUTIDOS entre Estados
Projeto de lei que libera a movimentação de produtos artesanais de origem animal segue para o Senado. Produto artesanal terá selo único para identificação em todo o país
A Câmara dos Deputados aprovou na terça-feira, 20, projeto de lei 3.859/15, que permite a comercialização entre Estados de produtos artesanais de origem animal, como queijos e embutidos. Agora a matéria segue para o Senado, informou nesta quarta-feira, 21, o portal Câmara em Notícias. Conforme a nota, o texto é substitutivo do texto do deputado Fábio Sousa (PSDB-GO) para esse projeto e seus apensados: PL 8642/17, do deputado Rocha (PSDB-AC); PL 8677/17, do deputado Efraim Filho (DEM-PB); e PL 8920/17, do deputado Luciano Bivar (PSL-PE). O texto aprovado diz que o produto artesanal, caracterizado como aquele feito segundo métodos tradicionais ou regionais próprios, empregando-se boas práticas agropecuárias, será identificado em todo o território nacional com um selo único com a inscrição Arte. Além disso, os produtos estarão sujeitos à fiscalização de órgãos de saúde pública dos Estados e do Distrito Federal. O registro do fabricante e do produto, a classificação, o controle, a inspeção e a fiscalização seguirão as normas da Lei 1.283/50 quanto aos aspectos higiênico-sanitários e de qualidade. A nota informa ainda que, se o projeto virar lei, até a sua futura regulamentação, a comercialização dos produtos será autorizada entre os Estados da Federação.
ESTADÃO CONTEÚDO
ACNB leva sugestões a ministro que podem impactar indústria
O Presidente da ACNB sugeriu ao ministro medidas que impactam diretamente a relação produtor-indústria: a instalação da balança do produtor nos frigoríficos e a regulação quanto à remuneração do produtor por “subprodutos” dos animais abatidos (couro, por exemplo)
O Presidente da Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB), Dr. Nabih Amin El Aouar, e os Vice-Presidentes Romildo Antonio da Costa e Vilemondes Garcia, em uma série de encontros em Brasília, reuniram-se com o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, e outras autoridades. O Presidente da ACNB sugeriu ao Ministro medidas que impactam diretamente a relação produtor-indústria: a instalação da balança do produtor nos frigoríficos e a regulação quanto à remuneração do produtor por “subprodutos” dos animais abatidos (couro, por exemplo). Outras sugestões foram: o fortalecimento das normativas para exportação de animais vivos e ações que visem maior esclarecimento público das condições de bem-estar destes animais transportados; implantação de linhas de crédito para pecuaristas terem acesso à genética animal selecionada e diferenciada, a implantação de um órgão sanitário animal exclusivo, além da promoção de ações para fortalecer a qualidade da carne bovina brasileira, tanto no mercado interno quanto no externo, dando ênfase ao sistema de produção predominante no Brasil: a pasto, sustentável, sem antibióticos e sem hormônios sintéticos. “O Ministro Blairo Maggi recebeu nossas sugestões com muito ânimo e estamos bastante otimistas de que, juntos – produtores e governo – vamos avançar positivamente tanto nos aspectos técnicos como de imagem da carne bovina brasileira”, disse em nota o Presidente da ACNB. “Durante a reunião, o Diretor da Embrapa, Cleber Soares, sugeriu fazermos ações conjuntas com o Mapa em relação à disseminação de genética nelore e melhoramento do rebanho em todo o Brasil”, acrescentou El Aouar.
CARNETEC
INTERNACIONAL
Pecuária do México continua ascendente
País diversifica mercados
Relatório do Departamento da Agricultura dos Estados Unidos (USDA) afirma que a pecuária mexicana continuará crescendo no ano de 2018. O destaque é que as cadeias agropecuárias do México continuam integradas com os Estados Unidos e estão em negociação com a União Europeia. A produção de novilhos deve chegar a 7,7 milhões de toneladas com esforços de melhoria genética e preços baixos de ração. O USDA ressalta que a diferença produtividade entre o Norte e o Sul do país continua e também em termos de qualidade. Com os preços baixos de grão, o confinamento no México aumentou para cinco ou seis meses. Na importação, o país traz principalmente gado em pé, com 97% vindo dos Estados Unidos, do Canadá (2,6%) e Belize (0,4%). Anteriormente, o país importava mais da Austrália e da Nova Zelândia. Já as importações de cortes serão de 205 mil toneladas com 79% de participação dos Estados Unidos, 10% do Canadá e 8% da Nicarágua. O país também exporta gado em pé para os Estados Unidos. A previsão é de que o volume alcance 1,25 milhão de toneladas. As importações mexicanas de cortes devem chegar a 205 mil toneladas, acima das 195598 toneladas registradas em 2017. As exportações de cortes, por sua vez, chegarão, segundo o USDA, a 305 mil toneladas em função da diversificação de mercados, com grandes envios para os Estados Unidos, Japão, Hong Kong, Canadá e Chile. O consumo interno de carne bovina no país está previsto para aumentar levemente para 1,86 milhão de toneladas em 2018. Em anos recente, a carne bovina tem competido com frangos e suínos como a preferência popular de proteína de baixo custo.
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