CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 713 DE 20 DE MARÇO DE 2018

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Ano 4 | nº 713 | 20 de março de 2018

NOTÍCIAS

FRIGORÍFICOS OFERTAM ATÉ R$ 3,00 a menos pela arroba do boi gordo

A segunda-feira, dia 19, foi marcada por frigoríficos fora das compras ou testando o mercado. Isso ocorreu porque, apesar de a oferta estar controlada, a demanda está ruim
Segundo a XP Investimentos, são comuns os relatos de frigoríficos impondo referencias até R$ 3 por arroba, menores que as praticadas no início da semana passada. Em São Paulo, a arroba foi cotada em R$ 145 – à vista, livre do Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural) –, queda de 0,3% frente à última sexta-feira. Boi gordo no mercado físico – R$ por arroba (pagamento à vista)

Araçatuba (SP): 145,00

Belo Horizonte (MG): 138,00

Goiânia (GO): 134,00

Dourados (MS): 133,00

Mato Grosso: 129,00 – 133,00

Marabá (PA): 128,00

Rio Grande do Sul (oeste): 4,75 (kg)

Paraná (noroeste): 142,00

Tocantins (norte): 126,0

CANAL RURAL

Queda nos preços da carne bovina sem osso no atacado

Na última semana os preços da carne bovina sem osso caíram 0,6% no atacado. Desde o início do ano, os preços apresentaram queda em nove semanas e alta em apenas duas

Já nos últimos trinta dias, a queda acumulada é de 2,5%, recuo puxado principalmente pelos cortes do traseiro, que caíram, em média, 3,2%. Entre os cortes, destaque para o filé mignon sem cordão, com queda de 9,7% no período. Os cortes do dianteiro, por outro lado, estão praticamente estáveis, com pequeno recuo de 0,2%, o que mostra a “preferência” do consumidor por cortes com menor valor agregado devido ao menor poder de compra. Este cenário de recuo nos primeiros meses do ano já era esperado, já que neste período as contas extras colaboram para a preferência pelas proteínas mais “baratas”. Para os próximos meses, a expectativa é de que esse cenário mude. Indicadores de diferentes instituições mostram que a população acredita em cenário macroeconômico melhor para este ano. Além disso, a Copa do Mundo e as eleições presidenciais podem colaborar para melhora na demanda por carne bovina.

SCOT CONSULTORIA

Boi gordo: ofertas de compra abaixo da referência são comuns

A última segunda-feira (19/3) foi marcada por frigoríficos fora das compras ou testando o mercado. Isso porque, apesar de a oferta controlada, a demanda está ruim

Das trinta e duas praças pesquisadas pela Scot Consultoria, a cotação da arroba do boi gordo caiu em oito delas. Em São Paulo, a arroba ficou cotada em R$145,00, à vista, livre de Funrural, queda de 0,3% frente à última sexta-feira (16/3). Houve compradores oferecendo R$2,00/@ abaixo da referência. As escalas de abate atendem de três a quatro dias. O boi casado de animais castrados está cotado em R$9,23/kg, queda de 7,5% desde o início do ano.

SCOT CONSULTORIA

Contra o Funrural, produtores vão a Brasília no dia 4 de abril

Está marcada para o dia 4 de abril de 2018, em Brasília, uma grande manifestação contra o Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural). Produtores de todo o Brasil estão sendo convocados por seus sindicatos rurais e associações a se mobilizarem pela causa

A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Goiás (Aprosoja-GO) já confirmou presença na manifestação. Segundo o presidente Bartolomeu Braz Pereira, a insatisfação das bases em relação à cobrança retroativa do Funrural é unânime. Para acabar com o passivo do Funrural, os produtores precisam de oito votos favoráveis, mas essa votação não tem previsão de acontecer. Em paralelo, o governo federal criou o Programa de Regularização Tributária Rural (PRR), que permite o parcelamento dos débitos daqueles produtores que deixaram de recolher o Funrural. Porém, as condições de adesão e os juros Selic sobre o refinanciamento tornam a dívida impagável na opinião dos produtores. Foi diante desse contexto que surgiu o Movimento Abril Verde e Amarelo, que será realizado no dia 4 de abril, em Brasília. A recepção das comitivas começa na tarde da terça-feira, dia 3 de abril, no Ginásio Nilson Nelson e no Estádio Mané Garrincha, em Brasília. Na manhã de quarta-feira, dia 4 de abril, as entidades participantes do Movimento vão apresentar suas pautas. Após o almoço, terá início a passeata até a frente do Congresso Nacional, onde será lido o Manifesto Abril Verde e Amarelo. Esse documento será entregue à Câmara dos Deputados, Senado Federal, Presidência da República e Supremo Tribunal Federal. Também está prevista uma audiência com a presidente do STF, Ministra Carmem Lúcia. Pela proximidade com Brasília, os produtores de Goiás têm a grande responsabilidade de marcar presença maciça no Movimento, reforça o Presidente da Aprosoja-GO. “Está na hora de nós, produtores rurais, estarmos em Brasília no dia 4 de abril junto ao STF, mostrando a nossa indignação com essa situação que vem acontecendo que é o Funrural, uma dívida que é impagável. O único meio de a gente tentar reverter e, quem sabe é a última chance que teremos, é nessa manifestação”, conclama Bartolomeu.

Aprosoja-GO

EMPRESAS

Liminar suspende decisão do Cade em caso de Júnior

A JBJ Agro e a Mataboi conseguiram uma liminar na Justiça sustando a decisão do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) que impediu a união das duas empresas. O despacho é assinado pelo desembargador federal Kassio Marques do tribunal Regional Federal (TRF) da 1a região.

Em outubro do ano passado, o plenário da autoridade antitruste decidiu que as duas empresas não poderiam juntar forças por considerar a JBJ Agro como parte do mesmo grupo econômico da JBS. O entendimento se baseou no grau de parentesco dos donos das duas empresas. José Batista Júnior, proprietário da JBJ, é irmão dos controladores da JBS, Joesley e Wesley Batista. Diante disso e de outras informações – como o fato de Batista Júnior, conhecido como Júnior Friboi, ter assumido o comando da JBS por um dia em 2016 quando Wesley foi afastado no âmbito da Operação Greenfield -, o Cade concluiu que há grande chance de as empresas dos irmãos atuarem de forma coordenada e barrou a união entre a JBJ Agro, de Batista Júnior, e a Mataboi. A autarquia determinou, então, que a operação fosse desfeita em 30 dias. Isso porque JBJ e Mataboi não notificaram o Cade antes de a operação ser consumada, como pede a lei. A decisão da Justiça, tomada na quinta-feira passada, suspende os efeitos da decisão do Cade até uma decisão final por parte do desembargador Marques. No que se refere à possibilidade de coordenação entre a JBJ e a JBS, o magistrado apontou que “não há nos autos do processo administrativo instaurado no âmbito do CADE prova concreta [de coordenação], mas somente indiciária, deste possível intercâmbio de informações, pela existência de laços de família”. “Evidências empíricas de proximidade entre diretores e controladores, por si só, desconectadas de provas direitas de coordenação entre eles, servem válida e isoladamente de lastro presuntivo para a atuação preventiva do CADE, sem, contudo, vedar a possibilidade, dos prejudicados pela decisão, de tentar demonstrar a eventual dissociação desta presunção com a realidade, antes da desconstituição definitiva da operação impugnada”, prossegue o desembargador em sua decisão. A postura do Cade foi interpretada pelo Diretor-Presidente da JBJ, José Augusto Carvalho, como retaliação à JBS após a divulgação de áudios de Joesley Batista citando o Cade em uma tentativa de obter favores ilícitos.

Valor Econômico

Minerva lança emissão de títulos de dívida

A Minerva S.A. realizou na segunda-feira (19) o lançamento da emissão de títulos de dívida de sua subsidiária Minerva Luxembourg S.A. no mercado internacional, conforme comunicado divulgado pela companhia ao mercado

Os termos e condições finais da emissão serão definidos conforme as condições de mercado, segundo a empresa. No último dia 13 de março, o Conselho de Administração da companhia tinha aprovado a emissão de até US$ 500 milhões em dívida da Minerva Luxembourg, com taxa de juros de até 7,5%/8% ao ano, conforme documentado na ata da reunião divulgada na segunda-feira. A Minerva também lançou uma oferta de recompra antecipada de títulos perpétuos representativos de dívida emitidos no exterior pela mesma subsidiária, com taxa de juros de 8,75%.

CARNETEC

INTERNACIONAL

Japão se torna maior mercado de exportação dos EUA

O Japão é agora o principal mercado de exportação de carne bovina, em valor e volume, e o maior mercado de exportação de carne suína em valor, de acordo com os dados comerciais de 2017 divulgados pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA)

No ano passado, o Japão importou 307.559 toneladas de carne bovina norte-americana, um aumento de 19% com relação ao ano anterior, no valor de US$ 1,89 bilhão, o que representa um aumento de 25% em relação a 2016. As exportações de carne bovina refrigeradas no país registraram maior crescimento no Japão, 32% em volume e 37% em valor nos números de 2016 e representam mais de metade do mercado japonês de carne resfriada. De acordo com um funcionário da Corporação de Indústrias de Agricultura e Pecuária do Japão (ALIC), “em 2017, cortes populares (shoulder, shin e thigh) e costelas compuseram 40% das importações de carne bovina resfriada dos EUA, enquanto as costelas representaram 80% das importações de carne bovina congelada dos EUA”. Dan Halstrom, presidente e CEO da Federação de Exportações de Carne Bovina dos EUA(USMEF), disse que 2017 foi “um ano notável para as exportações de carne bovina em nossos principais mercados no norte da Ásia”, acrescentando que “a indústria de carne bovina dos EUA ganhou uma participação de mercado significativa no Japão, apesar dos obstáculos consideráveis, e apresentou desempenho recorde na Coreia do Sul e Taiwan.” A USMEF também informou que o Japão, em 2017, era um mercado vital para as vendas de carne bovina dos EUA (média de US$ 12,13 por língua) e short plate – um corte de dianteiro da barriga (com média de US$ 26,44 por corte). O crescimento nas vendas parece continuar, com um aumento de 7% com relação ao ano anterior em volume e um aumento de 19% no valor das exportações de carne para o Japão a partir dos EUA. Os dados da USMEF também mostram um aumento de 30% no volume de exportações de carnes resfriadas para este mês, apesar de uma queda de 13% no volume de exportações de carnes congeladas. Prevendo exportações dos EUA em 2018 para o Japão, uma nota da USMEF afirmou que o Japão “tem potencial para crescimento adicional [para cortes de carne bovina], mas o acesso ao mercado é uma preocupação”. Isso foi espelhado pela ALIC, que disse que faltava clareza em relação às exportações dos EUA devido à possível influência do novo Acordo Integral e Progressivo para a Parceria Transpacífica (TPP).

GlobalMeatNews.com

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