
Ano 4 | nº 712 | 19 de março de 2018
NOTÍCIAS
Semana terminou em ritmo lento para o boi gordo
Mercado do boi gordo fechou a sexta-feira (16/3) com pouca movimentação devido ao dia da semana
Algumas indústrias ficaram fora das compras e outras aproveitaram o momento para testar o mercado com ofertas de compra abaixo da referência. A retenção de boiadas colabora com este cenário de frouxidão nas negociações, embora aos poucos os pecuaristas têm se mostrado mais dispostos a vender o gado. Cabe destacar que o aumento da disponibilidade de fêmeas é um fator que ajuda na composição das escalas dos frigoríficos. De toda forma, testes de preços menores não têm sido efetivos e não são raros casos de pagamentos acima da referência para manutenção das programações. Entramos na segunda quinzena do mês, o que tende a gerar redução do escoamento. No fechamento desta sexta-feira (16/3), queda de 1,0% no preço da carcaça de animais castrados e o quilo ficou cotado em R$9,20. A dúvida para os próximos dias fica a cargo da oferta.
SCOT CONSULTORIA
Reposição: é hora de olhar para frente
O cenário de indefinição no mercado do boi gordo não deixa o mercado de reposição destravar e ganhar ritmo
Isso porque, receosos com o futuro da arroba do boi gordo, recriadores e invernistas diminuem o ímpeto nas compras. Apesar da demanda “contida” as cotações estão firmes, pois com a boa capacidade de suporte, os vendedores não cedem nas negociações e mantêm os preços acima das referências. No fechamento semanal, considerando a média de todas as categorias de machos e fêmeas anelorados pesquisadas pela Scot Consultoria, as cotações fecharam em alta de 0,2%. Para o curto prazo o mercado deve ganhar ritmo. Isso porque o volume de bezerros desmamados chega com maior intensidade nos próximos meses. Vale destacar que esse ainda é um ano de oportunidades para o recriador e invernista, tendo em vista que o preço para a reposição não está nos patamares observados no último ciclo de alta de preços em 2015/2016. Com isso é possível iniciar a operação de recria ou engorda menos “pressionado”, pois a compra de animais representa a maior parte do custo. Para o criador, apesar dos preços para o bezerro menos favoráveis que em 2015/2016, o momento é de manter o investimento se preparando para aproveitar o próximo ciclo de alta de preços. Em 2017 tivemos incremento no abate de fêmeas, o que certamente afetará a oferta de bezerros em 2019, fato que pode dar sustentação às cotações para a cria.
SCOT CONSULTORIA
Foi lançado oficialmente o Observatório Gaúcho da Carne
Gestado desde a última Expointer, em agosto do ano passado, foi lançado oficialmente, na quinta-feira (15), o Observatório Gaúcho da Carne
O portal de dados sobre a pecuária de corte no Estado (observatoriogauchodacarne.com.br), que reúne as informações públicas sobre os elos da cadeia produtiva, é visto por entidades e governo como uma forma de facilitar o diálogo entre produtores e indústria. A expectativa é de que seja o primeiro passo para a criação, no futuro, de uma agência ou instituto que promova a carne bovina do Rio Grande do Sul. Na prática, o observatório é um site que classifica e expõe, de maneira intuitiva, diversos dados públicos sobre a bovinocultura de corte. Segundo a veterinária Andréa Veríssimo, coordenadora do projeto, já foram inseridas 883 milhões de informações coletadas por outras entidades, principalmente a Secretaria da Agricultura, Pecuária e Irrigação (Seapi). A ferramenta permite fazer cruzamentos de dados como exportação e importação, nascimentos e abates, tipo de corte, entre outros; gerar tabelas e gráficos; e comparar a situação do Rio Grande do Sul em relação a outros estados e países. A série começa em 2010, quando os arquivos da Seapi foram digitalizados. A inspiração para o projeto veio de observatórios semelhantes, como o Milk e Market Observatory, da União Europeia. “Quando passaram a ter acesso aos dados de maneira transparente, a comunicação entre o setor melhorou muito. A transparência gera confiança”, argumenta Andréa. Uma pesquisa inicial, com 350 entrevistados entre entidades e pesquisadores, determinou quais seriam as informações consideradas mais importantes pelo setor. Toda a estruturação do observatório até aqui foi bancada pelo Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal do estado (Fundesa). Os custos com a manutenção e expansão do portal serão divididos pelas entidades do setor, segundo Andréa. “Entendemos que deveríamos dar uma parada e fazer um conserto, criar sinergias e condições de um trabalho efetivo que valorize produtores, indústrias e chegue à sociedade”, comenta o Presidente do Fundesa, Rogério Kerber.
Jornal do Comércio
Operação Carne Fraca completa um ano e deixa lições
Para analista, operação serviu para expor as falhas do sistema de controle de qualidade de carne do Brasil, que ainda precisa ser melhorado. Carne Fraca chacoalhou o setor em 2017
No dia 17 de março de 2017 o agronegócio brasileiro sofreu o primeiro de uma série de golpes que abalaram o setor ao longo do ano. Naquela data, a Polícia Federal deflagrou a operação Carne Fraca, que investiga fraudes cometidas por fiscais agropecuários federais e empresários ligados à JBS e BRF. Embora o processo envolvesse apenas a proteína de frango, a cadeia produtiva da carne bovina também sofreu as consequências. Enquanto a arroba despencava no mercado interno, diversos países importadores suspenderam a compra de carne bovina do Brasil. Com isso, as exportações do mês seguinte, abril, caíram 25% em receita e 26% em volume. “Na época, muitas informações erradas foram disseminadas e isso abalou a confiança do consumidor. Infelizmente, os responsáveis (Polícia Federal) não deram as caras para fazer a devida retratação”, lembra o analista de mercado José Vicente Ferraz, da Informa FNP, citando o caso da “carne com papelão”, que se referia à embalagem em que o produto foi colocado e não à mistura no processamento da proteína. Em meio a esse turbilhão, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e diversas entidades do setor foram atrás dos países importadores para prestar os devidos esclarecimentos e os embargos momentâneos foram vencidos ao longo do ano. A partir daí as exportações voltaram com força total e o Brasil encerrou 2017 com alta de 9% em volume e 13% em receita sobre o ano anterior. Passado um ano do início da operação, o turbilhão já se dissipou e o setor já não sente mais os impactos da Carne Fraca, na visão da analista Isabella Camargo, da Scot Consultoria. “Os preços se recuperaram rapidamente, antes até de qualquer projeção feita na época. Isso mostra o grande poder de reação da pecuária brasileira”. A analista também afirma que a operação serviu para unir todos os elos da cadeia produtiva e reforçar as qualidades da carne brasileira no exterior. “O setor mostrou total união e a ação das entidades junto aos exportadores foi fundamental para isso. Hoje, o mundo sabe que pode confiar na carne brasileira, prova disso foi o aumento expressivo nas exportações em 2017 o e no início desse ano”, concluiu. Para Ferraz, a Carne Fraca serviu para expor as falhas do sistema de controle de qualidade de carne do Brasil, que ainda precisa ser melhorado “Ainda somos falhos em questões sanitárias e isso ainda nos impede de acessar mercados mais exigentes”, avalia. Embora celebre a reversão do cenário caótico de 2017, o analista acredita que a Carne Fraca causa impactos no setor. “De certa forma a imagem da carne do Brasil ainda é vista com certa desconfiança no exterior. Ainda deve levar algum tempo para que isso seja totalmente esquecido, o que é normal após tudo o que aconteceu”. No dia 5 de março deste ano, a Polícia Federal deflagrou a 3ª etapa da Carne Fraca. A operação, intitulada de “Trapaça”, cumpriu 91 ordens judiciais no Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Goiás e São Paulo, que culminaram nas prisões temporárias do ex-presidente da BRF, Pedro de Andrade Faria, e do ex-diretor e vice-presidente, Hélio Rubens Mendes dos Santos Júnior. Diferente do que aconteceu no ano passado, a nova fase da investigação não deve afetar o mercado do boi. “Está muito claro que o foco das investigações é a cadeia de aves e isso não deve impactar as outras proteínas. As demais empresas do setor também não devem ser abaladas, a única que sofrerá as consequências é a BRF, por ser alvo das investigações”, conclui José Vicente Ferraz.
Portal DBO
Missão do Mapa vai à Europa para reuniões sobre Operação Trapaça
Segundo secretário de Defesa Agropecuária, viagem deve ocorrer nesta semana. Mapa suspendeu as exportações de aves da BRF para a UE na sexta-feira
O Secretário de Defesa Agropecuária, Luís Rangel, do Ministério da Agricultura, disse na sexta-feira, 16, ao Broadcast Agro, antes da abertura do Seminário Desafios e Perspectivas do Agronegócio Brasileiro, realizado pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da FGV, que representantes do órgão devem ir à Europa para explicar aos mercados consumidores a posição de que a Operação Trapaça se refere a um caso isolado envolvendo BRF e a ausência de riscos para a carne brasileira. “Tem de agir. Nesta semana, a gente circunscreveu o caso à BRF, ressaltando que o problema era BRF e Europa, e suspendeu as certificações de exportação para permitir um ambiente de negociação mais leve”, disse Rangel. “Com o fluxo comercial ocorrendo, a negociação sempre é mais tensa. Foi tudo harmonizado com a empresa, o ministro da Agricultura, todas as autoridades.” Segundo ele, com o auto embargo das certificações para venda externa é possível “fazer reuniões técnicas com Bruxelas de maneira mais confortável, em um ambiente mais favorável”. “O ministério está indo para a Europa.” Na manhã de sexta, a BRF informou ao mercado que o Ministério da Agricultura decidiu interromper temporariamente, “a produção e certificação sanitária dos produtos de aves da BRF exportados para União Europeia”. A BRF também citou a reunião na cidade de Bruxelas, na Bélgica, para o Ministério da Agricultura prestar esclarecimentos técnicos às autoridades sanitárias da União Europeia. “Após o encontro, a medida será reavaliada”, relatou a empresa. A companhia reitera que vem mantendo interlocução com as autoridades locais e internacionais, prestando esclarecimentos necessários.
ESTADÃO CONTEÚDO
EMPRESAS
Companhia cria bônus a pecuaristas
Com o intuito de ampliar a oferta de cortes premium de carne bovina nas redes varejistas, a JBS formatou um novo programa de bônus a pecuaristas. A iniciativa, paralela a outras similares que a companhia já tem para fomentar a oferta a churrascarias e mercados de exportação exigentes, pode render até 10% em bônus aos produtores
O objetivo da JBS é ganhar escala para assim aumentar a distribuição da marca “1953”, lançada no fim do ano passado. Atualmente, a marca ainda é bastante concentrada em São Paulo, principal mercado consumidor do país. Das 900 lojas que já oferecem os cortes, 750 estão no Estado. As demais lojas ficam no Rio de Janeiro. De acordo com o Diretor de Originação da JBS, Eduardo Pedroso, a pretensão é tornar a nova marca nacional. Mas, para tanto, o número de pecuaristas que fornecem gado adequado para a produção premium precisa aumentar. Segundo ele, a JBS tem hoje cerca de 500 fornecedores de gado para cortes de carne premium, o que inclui tanto os produtos destinados para a 1953, que faz alusão ao ano de fundação da JBS, quanto para a Swift Black, marca exclusiva para o food service – sobretudo churrascarias. “Temos um potencial de crescimento exponencial [do número de fornecedores]”, afirmou Pedroso. Considerando toda a produção de carne bovina da empresa – a maior parte ainda é vendida sem agregação de valor -, o número de fornecedores é de 35 mil. A JBS é a maior produtora de carne do país. A expectativa de Pedroso é que, com a ampliação do número de fornecedores, a marca 1953 represente 30% das vendas de carne bovina premium da empresa. A JBS não fornece dados de volume, mas é seguro dizer se tratar de uma fatia pequena, seja pelo perfil de consumo no Brasil ou pelo tipo de carne exportada pelos frigoríficos do país. Sem divulgar os números, o executivo diz que a companhia projeta dobrar o volume de carne premium vendida em 2018. Para ser fornecedor do gado que será utilizado na produção de carne premium e assim ter direitos ao bônus, os pecuaristas precisam ofertar um rebanho com a presença de 50% de raças europeias, tais como a angus. Em geral, as raças europeias geram uma carne de melhor qualidade, pela característica de maior teor de gordura entremeada na carne. A carne “1953” é produzida em oito abatedouros da JBS.
VALOR ECONÔMICO
BNDESPar lucraria R$ 2,5 bi se vendesse participação na JBS
Apesar dos questionamentos do Tribunal de Contas da União (TCU), o braço de participações do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDESPar) sairia no lucro se vendesse sua participação de 21,3% na JBS. Pelos cálculos do BNDES, o resultado positivo seria de R$ 2,5 bilhões
O cálculo do resultado, que representa um retorno de 30% para o banco estatal, considera a cotação dos papéis da JBS na sexta-feira. As ações encerraram o pregão da B3 a R$ 9,62. O preço médio pago pelo BNDES nas ações adquiridas é de R$ 7,92, de acordo com o banco. Na prática, o resultado positivo da BNDESPar com os investimentos da ordem de R$ 8,1 bilhões realizados – direta e indiretamente – na JBS entre os anos de 2007 e 2011 poderá ser ainda maior, caso o banco estatal venda suas ações aos valores recentemente ventilados no mercado. Na semana passada, o colunista Lauro Jardim, de “O Globo”, informou que a BNDESPar estava em estágio inicial de negociações para se desfazer das ações na JBS a fundos soberanos, em um negócio avaliado em R$ 7 bilhões. Embora o presidente do BNDES, Paulo Rabello de Castro, tenha afirmado posteriormente que o investimento do banco estatal na empresa ainda não estava maduro, o montante sugerido representaria um significativo resultado. Se a BNDESPar angariar R$ 7 bilhões, o resultado dos investimentos na JBS alcançará R$ 3,9 bilhões, o que representa um retorno de 48,7%. A título de comparação, o investimento no Ibovespa renderia 45%. Além dos recursos obtidos com as vendas de ações – o banco já se desfez de parte delas em 2012 e 2015 -, os cálculos incluem os dividendos que a BNDESPar recebeu da JBS, o prêmio de R$ 521,6 milhões pela conversão de debêntures e R$ 21,2 milhões em comissões de subscrição de valores mobiliários. Entre 2008 e 2017, o banco estatal recebeu R$ 476 milhões em dividendos da JBS. Na quarta-feira passada, quando o TCU negou um pedido da Advocacia-Geral União (AGU) que pedia a indisponibilidade de bens da JBS, o acórdão com a decisão apontou que os técnicos do TCU calculavam indícios de perdas de cerca de R$ 5 bilhões do BNDES com o investimento na JBS. Ao Valor, fontes próximas ao banco contestaram a metodologia de cálculos usada pelo TCU. Para chegar aos R$ 5 bilhões, o tribunal considerou, no acórdão publicado semana passada, uma perda de R$ 2,6 bilhões caso o BNDES venda os papéis da JBS que ainda possui. No entanto, o TCU usou a cotação das ações da JBS em seu pior momento, logo após a delação. No acordão, o TCU mencionou a cotação de R$ 6,73 em 3 de julho do ano passado. Desde então, porém, as ações da JBS se recuperaram e subiram mais de 40%. A JBS está avaliada hoje em R$ 26,25 bilhões. No cálculo de perdas do BNDES, o TCU também considera R$ 532,9 milhões com a venda, no fim de 2012, de 296,4 milhões de ações da JBS para o Tesouro Nacional, uma triangulação feita pelo governo federal para capitalizar a Caixa Econômica Federal. Na época, as ações foram transferidas por R$ 6,04, abaixo do preço médio pago pelo BNDES nas aquisições dos papéis. Do ponto de vista da União, fontes próximas ao BNDES argumentam que a operação não teve impacto negativo, o que bastaria para refutar os argumentos do TCU. A Caixa, também controlada integralmente pela União, recebeu essas ações. O banco estatal alienou ações da JBS quando os papéis estavam na casa dos R$ 15, o que representou um lucro para a União. Atualmente, a Caixa tem pouco menos de 5% das ações da JBS, mas já teve cerca de 10%, após a transferência. Afora isso, as fontes próximas ao banco estatal também destacam que a transferência de ações ao Tesouro foi realizada a pedido do governo e amparada em uma medida provisória da então Presidente Dilma Rousseff. Técnicos do banco também discordam da utilização da inflação para atualizar valores contábeis e do custo das ações usado pelo tribunal. O TCU não utilizou o preço médio para calcular esse custo.
VALOR ECONÔMICO
INTERNACIONAL
Mais tamanho, menos preço, mais sabor: o boom da carne de novilho na Argentina
Os argentinos e o fanatismo por carne, assado e brasas são constantes. Mas isso não significa que o relacionamento com o produto principal não pode mudar. As modas, os preços e as formas de produção hoje trazem uma nova vedete para as grelhas dos pátios, dos restaurantes e dos recipientes que distribuem a carne argentina para o mundo: o novilho chegou para ficar
De acordo com o Instituto de Promoção da Carne Argentina (IPCVA), as características que as pessoas procuram ao escolher um corte de carne são detectadas pelos sentidos da visão (aparência, tamanho, forma, cor), toque (textura, consistência, maciez), sabor (gostos e sabores), cheiro (odores, aroma) e audição (crepitar). No momento de consumir, o que a maioria das pessoas julga é a maciez e a suculência. Por outro lado, de acordo com as “Definições de palavras usuais em pecuária na Argentina” de Guillermo A. Bavera, novilhos e novilhos são hoje a categoria mais importante e representam aproximadamente 50% do abate anual. Mas o que então é a chave para alcançar a combinação ideal de maciez e sabor que agrada o palato argentino? Para isso, a Infobae entrevistou especialistas de diferentes restaurantes e açougues, com o objetivo de explicar a origem e os processos que fazem com que o novilho seja a carne do momento. Um touro pronto para abate pode pesar entre 500 e 600 quilos. O resultado direto é o de cortes consideravelmente maiores. Os especialistas recomendam, ao visitar as gôndolas, escolher peças com ossos grandes que excedam 1 kg, pois é um sinal de um animal de bom tamanho. Jorge, um açougueiro com 9 anos de experiência trabalhando no bairro de Palermo, explica que, nos últimos anos, a busca mudou: enquanto antes se priorizavam peças pequenas e sem gordura (o que muitos interpretavam como sinônimo de qualidade e maciez), hoje, a nova corrente sustenta que a gordura da carne e o tamanho contribuem com um sabor maior. Há também diferenças no preço: “O quilo de novilho é mais barato do que o que agora é chamado de vitela” disse Jorge. “O novilho se alimenta por mais tempo e isso soma ao sabor.” Mas o tamanho não é tudo: da famosa churrascaria, Don Julio, explicam outros fatores importantes que convertem o novilho argentino em uma das carnes mais requintadas do planeta. “O peso do animal não é a única condição para ter um produto de qualidade, há dois fatores fundamentais que devem acompanhar: genética e nutrição. A Argentina tem um grande desenvolvimento em ambos os aspectos”. A história pecuária do país fez com que as raças fossem geneticamente melhoradas para um melhor rendimento e qualidade, especialmente nas raças tradicionais de origem britânica, como Hereford e Aberdeen Angus. “A disponibilidade de grandes pastagens também é outro elemento fundamental na alimentação do gado que influencia diretamente a qualidade da carne. A combinação dessas condições (idade, genética e alimentação) proporciona uma ótima qualidade de carne para consumo”, sintetizam de Don Julio. Na Argentina, todos os elementos necessários para a produção de carne de características únicas se unem. Seja grelhado, cozido a lenha, assado ou com técnicas sofisticadas de alta gastronomia, um corte de novilho é garantia de sabor e ternura.
Infobae
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