
Ano 4 | nº 711 | 16 de março de 2018
ABRAFRIGO NA MÍDIA
Grupo Mafrig se associa à Abrafrigo
Associação reúne empresas responsáveis por mais de 50% do abate de bovinos do país
Desde o último dia 13 de março, a Marfrig Global Foods S.A., segundo maior grupo do setor de processamento de carnes do Brasil e entre os três maiores do mundo, é a mais nova associada da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), entidade que reúne empresas responsáveis por mais de 50% do abate de bovinos no país. A Marfrig e seus produtos estão presentes em mais de 100 países, atuando com a operação de 48 plantas de processamento, centros de distribuição e escritórios no Brasil e em 11 países da América do Sul, América do Norte, Europa, Oceania e Ásia. A sua plataforma possui capacidade anual de produção 982 mil toneladas de alimentos industrializados e capacidade anual de processamento de cinco milhões de cabeças de gado, 476,5 milhões de frangos, 8,8 milhões de perus e três milhões de ovinos.
CARNETEC/PORTAL DBO/PÁGINA RURAL/AGROEMDIA
NOTÍCIAS
BOI/CEPEA: Após mais de um ano, preço do boi supera o da carne
Depois de mais de um ano com os preços da arroba da carne bovina acima dos valores da arroba do boi gordo
Depois de mais de um ano com os preços da arroba da carne bovina (carcaça casada negociada no atacado da Grande São Paulo) acima dos valores da arroba do boi gordo (mercado paulista), nesta primeira quinzena de março, as médias do animal para abate voltaram a superar as da carne. Na parcial deste mês (até o dia 14), a média da arroba do boi gordo está em R$ 145,41 e a da carne, em R$ 144,72, ou seja, com o animal superando em 69 centavos/arroba a proteína. Ainda que essa diferença seja mínima, trata-se de uma alteração do movimento. Segundo pesquisadores do Cepea, a inversão da vantagem neste mês está atrelada à firmeza dos preços da arroba bovina (a média do Indicador do boi gordo ESALQ/BM&FBovespa supera em 0,22% a de fevereiro), enquanto os preços da carne estão enfraquecidos no atacado (a carcaça casada do boi se desvaloriza 1,7% neste mês frente a fevereiro). No caso do boi, a ligeira elevação dos preços se deve à baixa oferta de animais. Já para a carne, agentes atacadistas consultados pelo Cepea alegam que a demanda está desaquecida, dificultando a manutenção dos maiores patamares de preços dos cortes, o que, inclusive, impediu valorizações mais expressivas da arroba.
Consumo definirá o rumo do mercado do boi gordo no curto prazo
O mercado do boi gordo está travado. De maneira geral oferta e demanda estão equilibradas
Apesar da oferta modulada pela retenção de boiadas por parte dos pecuaristas, o escoamento lento da carne não gera a necessidade de as indústrias intensificarem as compras e alongarem as escalas. Quando há um desequilíbrio nas programações de abate, é comum observar frigoríficos oferecendo preços acima da referência e, nesses casos, o volume de negócios é maior. Esse fato evidencia que há oferta retida pelos produtores. Para o curto prazo fica a expectativa de como o consumo irá se comportar. Estamos entrando na segunda quinzena do mês, período que sazonalmente o consumo se retrai em função da descapitalização da população. Sendo assim, desvalorizações para o mercado atacadista de carne bovina não estão descartadas.
SCOT CONSULTORIA
Mesmo com soja em alta, preço do sebo caiu
Desde o começo do ano, a cotação do sebo caiu 8,7%. No Brasil Central o produto tem sido negociado por R$2,10/kg, sem imposto. Existem negócios em valores menores
Apesar da valorização de 8,9% da soja no período, há pressão sobre a gordura bovina. Ambas as matérias-primas competem na produção de biodiesel. A figura 1 mostra a relação de preços, em quilos de sebo por saca de soja. Observe que desde o segundo semestre de 2017 a relação não era tão atrativa para o uso do sebo. Desde o começo do ano, a competitividade da gordura animal aumentou 19,3%.
SCOT CONSULTORIA
Funrural: bancada ruralista vai a Temer falar sobre vetos
Parlamentares não acreditam na extinção da cobrança retroativa, mas querem derrubar pagamento em cascata, multas e encargos do passivo
Nem mesmo a bancada ruralista do Congresso acredita na extinção da cobrança retroativa do Funrural, como propõe o deputado Jerônimo Goergen. Na tentativa de resolver o impasse, parlamentares se reuniram com Michel Temer nesta quinta-feira, dia 15. Os deputados e senadores da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) foram recebidos pelo presidente em reunião a portas fechadas. A pauta inicial do setor era o controle de importações do agronegócio de países do Mercosul, mas o que ganhou destaque foi o Funrural. O vice-presidente da FPA, deputado federal Alceu Moreira (MDB-RS), disse que o grupo comunicou Temer sobre o interesse em derrubar os vetos da lei sancionada em janeiro. Moreira acredita que essa é a solução para regulamentar a cobrança, e foi crítico ao falar sobre o projeto de lei que extingue a obrigação de pagamento passivo. “Há um grupo de pessoas que está aproveitando o tema para fazer um discurso eleitoral, e há outros que buscam a solução possível. Nós vamos analisar os vetos, vamos fazer uma audiência com a presidente do STF para que ela faça a análise dos embargos declaratórios, e continuamos conversando com a Fazenda para buscar todas as alternativas possíveis”, diz Moreira. Entre as prioridades de vetos presidenciais a serem derrubados, está a cobrança em cascata, em que o produtor paga o imposto em várias etapas produtivas. Outro interesse do setor é eliminar a cobrança de 100% de multas e encargos do passivo. Apesar de a derrubada de vetos representar renúncia fiscal ao governo, parlamentares dizem que o presidente deve respeitar a vontade do setor. O deputado federal Carlos Melles (DEM-MG), por exemplo, afirma que a bancada ruralista não quer que os produtores paguem multas e juros relativos a um período em que os produtores não sabiam que deveriam fazer pagamentos. “Essa polêmica, essa falácia que está se fazendo (em torno) de renúncia fiscal não é verdadeira”, sustenta. Na reunião, Temer também confirmou a criação do comitê interministerial para tratar do endividamento dos produtores rurais, cujo montante ultrapassa R$ 280 bilhões apenas vinculados aos bancos. Agora, os ministérios da Agricultura, da Fazenda e do Planejamento vão debater descontos de multas e juros das dívidas e expansão dos prazos de pagamento. “Nós precisamos ser proativos e andarmos na frente, para que a gente não volte ao que aconteceu no passado, quando nós tivemos que acudir o produtor, que praticamente quebrou”, diz a presidente da FPA, Tereza Cristina. Internamente, os parlamentares apostam que a proximidade com o período eleitoral fará com que a Presidência acabe cedendo aos apelos do agronegócio. O Ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, diz que se trata apenas de reconhecer a importância do setor para a economia e para a política. “Nós vamos nos dedicar agora a encontrar uma solução fiscal e jurídica paro o atendimento para a maioria das reivindicações apresentadas”, afirma.
CANAL RURAL
EMPRESAS
Ex-ministro Furlan pode presidir conselho de administração da BRF
As conversas das fundações Petros e Previ com a Península Participações, veículo de investimentos do empresário Abilio Diniz, para chegar a um acordo pela composição do novo conselho de administração da BRF estão avançando, apurou o Valor
Pelas articulações, Abilio manteria Flavia Almeida e Marcos Grasso no conselho da BRF. Também há conversas para que o ex-ministro Luiz Fernando Furlan, que já estava na chapa, seja indicado para a presidência. A solução, considerada uma “saída honrosa” para Abilio, é apoiada pelas famílias fundadoras da Sadia. Furlan é visto como alguém que conhece a indústria de frango e que, por isso, poderia recobrar a confiança dos investidores, disse uma fonte. Nas mesas de negociações, está a substituição de quatro dos conselheiros da chapa apresentada pelos fundos de pensão no domingo retrasado. Augusto Cruz, indicado para a presidência do conselho da BRF na chapa dos fundos de pensão, e Guilherme Ferreira são nomes cotados para deixar a chapa. Ambos são desafetos de Abilio. Pela Península, quem conduz as tratativas com as fundações é Eduardo Rossi. Pela Previ, Gueitiro Genso e Renato Proença. Pela Petros, Daniel Lima e Walter Mendes.
VALOR ECONÔMICO
INTERNACIONAL
Missão japonesa visa habilitar mercado de carnes do Uruguai
O atual conselheiro especial do gabinete do governo do Japão, Koya Nishikawa, chegou ao Uruguai na segunda-feira, 12, encabeçando uma delegação, informou o Ministério da Pecuária, Agricultura e Pesca (MGAP)
Esta visita é a etapa final desenvolvida para permitir que o Uruguai seja um fornecedor de carne nesse mercado. O ex-ministro japonês da Agricultura, Silvicultura e Pesca foi recebido na segunda-feira pelo Ministro do MGAP, Enzo Benech, o Diretor de Assuntos Internacionais, Rodolfo Camarosano, Diretor de Serviços Pecuários, Eduardo Barre e Diretor de Serviços Agrícolas, Federico Montes. Acompanhado por uma delegação relevante, Nishikawa destacou o processo no qual o Uruguai está imerso e valorizou muito o sistema de rastreabilidade que está em operação, confiou o Ministro Benech.
El Observador
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