Ano 7 | nº 1491| 20 de maio de 2021
NOTÍCIAS
Boi gordo: estabilidade nas praças paulistas
Com escalas de abate confortáveis, atendendo, em média, sete dias, e o escoamento doméstico lento, as cotações mantiveram-se estáveis na comparação diária
O boi, vaca e novilha gordos ficaram apregoados, respectivamente, em R$306,00/@, R$283,00/@ e R$298,00/@, preços brutos e a prazo. Para bovinos que atendem o mercado externo o ágio chegou a R$8,00/@.
SCOT CONSULTORIA
Preço do boi gordo volta a subir no país, diz Safras
De acordo com a consultoria, não são observadas quedas nos preços do boi gordo e valores mais altos são pedidos pelo boi padrão ‘China’
Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, frigoríficos de algumas regiões ainda sinalizam para algum conforto em suas escalas de abate. “No entanto já não é evidenciada pressão de queda, pelo contrário, já há indícios de reajustes em algumas praças, principalmente no que diz respeito a animais que cumprem os requisitos de exportação com destino ao mercado chinês”, diz. Para o início da entressafra, o movimento tende a ganhar consistência, avaliando a eventual retração do confinamento de primeiro giro. “Ou seja, o mercado voltará a conviver com um ambiente pautado pela restrição de oferta aumentando a propensão a reajustes”, aponta Iglesias. Em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 305, ante R$ 304 a arroba na terça. Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 290, estável. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 297, ante R$ 294. Em Cuiabá, o boi gordo foi negociado por R$ 300, contra R$ 301. Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 300 a arroba, ante R$ 297. No mercado atacadista, os preços da carne bovina seguem acomodados. “Para a virada de mês a expectativa é de mudança da dinâmica, avaliando o maior apelo ao consumo com a entrada dos salários na economia. Importante ressaltar também que a carne de frango segue com a predileção do consumidor médio, avaliando o lento processo de retomada da atividade econômica”, diz Iglesias. Com isso, o corte traseiro teve preço de R$ 20,35 o quilo, estável. O corte dianteiro teve preço de R$ 17,20 o quilo, assim como a ponta de agulha.
AGÊNCIA SAFRAS
StoneX aponta queda de 0,79% no confinamento bovino do Brasil em 2021
O confinamento bovino terá queda de 0,79% em 2021 na comparação com o ano passado, para 4,24 milhões de animais, em meio a um aumento de custos com grãos, apontou na terça-feira a StoneX , ao divulgar a primeira pesquisa sobre o assunto para o ano
A redução é limitada por maior intenção de confinar bois em Estados como Mato Grosso e Goiás, onde as matérias-primas são mais abundantes, acrescentou a consultoria, citando ainda que essas regiões têm grandes estruturas para a atividade. Em Mato Grosso, o confinamento deve avançar para 964,8 mil cabeças, cerca de 100 mil a mais em comparação anual, enquanto em Goiás o crescimento é mais modesto, para 833,8 mil aninais. Os Estados de São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul devem ver um recuo no confinamento este ano. A StoneX disse ainda que o país deve registrar média de 50% da capacidade estática dos confinamentos, com a maior utilização ficando para o segundo giro, indicando a maior oferta vinda da pecuária intensiva no segundo semestre. A StoneX informou também que cerca de 36% dos entrevistados ainda tomaram metade de seus insumos para alimentação dos animais, enquanto apenas 25% já garantiram 100% de seus insumos. “Com as máximas renovadas das cotações dos grãos, o produtor está com um menor poder de compra. Esse cenário é devido ao aumento dos preços dos grãos e, consequentemente, à diminuição da relação de troca do pecuarista entre boi e milho, por exemplo”, notou.
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Boi: cotação da arroba encontra piso e pode voltar a subir, diz AgroAgility
A AgroAgility apontou que o mercado físico do boi gordo definitivamente encontrou um piso no nível atual das cotações
Além disso, a consultoria projeta que até a virada do mês este piso pode passar a ser de R$ 310 por arroba e que, após o aumento da oferta em virtude da safra, a tendência é de alta por um período prolongado. Na B3, a curva de contratos futuros do boi gordo teve comportamento misto com as pontas curtas e longas recuando e o meio da curva avançando. O vencimento para maio passou de R$ 310,95 para R$ 310,30, o para junho foi de R$ 321,55 para R$ 321,70, do julho, de R$ 327,90 para R$ 329,40, e o para outubro passou de R$ 340,70 para R$ 340,60 por arroba.
CANAL RURAL
ECONOMIA
Dólar salta com Fed citando redução de estímulos
O dólar saltou mais de 1% na quarta-feira, aproximando-se de 5,33 reais, após o banco central dos Estados Unidos oferecer o primeiro sinal mais claro sobre futuras discussões internas acerca de redução de estímulos
O dólar à vista fechou em alta de 1,17%, a 5,3167 reais na venda. O real teve um dos piores desempenhos do dia junto com divisas correlacionadas a commodities, como coroa norueguesa (-1,2%), dólar da Nova Zelândia (-1,3%) e dólar australiano (-1%). “Algumas” autoridades do Federal Reserve pareciam prontas para começar a avaliar mudanças na política monetária dos Estados Unidos com base no rápido e contínuo progresso da recuperação econômica, de acordo com a ata da reunião de abril do banco central dos Estados Unidos, mas dados divulgados desde então já podem ter mudado esse cenário. “Acho que foi um susto e que, no fim, o Fed vai manter sua postura acomodatícia na política monetária”, disse Fabrizio Velloni, economista-chefe da Frente Corretora. Um indicador do Santander Brasil para serviços às famílias disparou 32% em maio sobre o mês anterior, com ajuste sazonal, refletindo expressiva recuperação da mobilidade social. O setor de serviços, no qual está incluído o serviço às famílias, é o de maior peso no PIB e tem ficado para trás no processo de retomada desde o ano passado. Mas as expectativas melhores para a economia no segundo semestre implicam um impulso mais expressivo nesse segmento. Na visão do BTG Pactual o real pode continuar em apreciação no curto prazo. “O avanço das reformas e a consolidação da vacinação (também) devem colaborar para a continuidade desse cenário de queda do risco e da volatilidade”, afirmaram economistas do banco em relatório. No cenário-base do banco (com 60% de probabilidade de materialização), o dólar fecha este ano em 5,30 reais, mas pode cair a 5,10 reais no cenário otimista (25%). No cenário pessimista (15%), a moeda fica em 5,60 reais.
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Ibovespa fecha em queda com NY e commodities
BRF ON valorizou-se 4,56%, acelerando a recuperação em maio após queda de 17,6% em abril. De pano de fundo, os preços da soja em Chicago recuaram, enquanto o milho terminou quase estável após recuar mais cedo
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa fechou em queda de 0,28%, a 122.636,30 pontos, após acumular elevação de 2,73% nos últimos quatro pregões. O volume financeiro somou 31,68 bilhões de reais. As vendas foram endossadas pela maior aversão a risco nos mercados no exterior, com quedas em commodities como minério de ferro e petróleo e nas praças acionárias na Europa e Nova York, em meio a preocupações com a inflação nos Estados Unidos. A ata da última reunião do Federal Reserve ainda mostrou que algumas autoridades do BC norte-americano pareciam prontas para começar a avaliar mudanças na política monetária dos EUA com base no rápido e contínuo progresso da recuperação econômica. No documento, o Fed prometeu manter a política ultrafrouxa, apostando que a alta de preços no mês passado se deve a forças temporárias e que o mercado de trabalho precisa de mais tempo para fazer as pessoas voltarem a empregos.
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EMPRESAS
Frigoríficos no Tocantins aguardam autorização para exportar carne bovina para a China
No estado do Tocantins, três indústrias frigoríficas aguardam autorização para exportar carne bovina para a China
A senadora pelo (PP-TO), Kátia Abreu, solicitou à embaixada brasileira atenção especial e destacou a importância da agropecuária na geração de emprego e renda para o estado.
De acordo com as informações do Jornal Conexão Tocantins, as plantas frigoríficas do estado que aguardam autorização para embarcar são: Minerva, que está localizado no município de Araguaína, LKJ Frigorífico que também está localizado em Araguaína e a Indústria e Comércio de Carnes e Derivados Boi Brasil, que fica no município de Alvorada. “Tenho a satisfação de solicitar ao senhor embaixador, cuja amizade e parceria tanto estimo, que encareça a especial atenção das autoridades chinesas para os três estabelecimentos”, destacou a senadora em ofício na última segunda-feira (17).
Conexão Tocantins
MAPA manda destruir carne contaminada na JBS
Todos os lotes de carnes contaminados por amônia nas dependências da unidade do JBS em Pimenta Bueno (RO) devem ser destruídos conforme determinação do Serviço de Inspeção Federal (SIF), órgão vinculado ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa)
A determinação foi divulgada na terça-feira (18) como desdobramento da Operação Hiena. A ação foi deflagrada pelo Ministério Público e Polícia Civil no final de abril deste ano, para investigar crimes de perigo comum e contra a saúde pública do consumidor, integridade física e meio ambiente após o vazamento de amônia no frigorífico. Segundo o MP, mesmo após o incidente a carne foi processada como charque e embalada para o consumo. O produto contaminado foi apreendido quando já estava no Estado de São Paulo. Em nota o órgão informou que a cadeia de produção foi violada com a lavagem das carcaças com água clorada, “as quais tiveram contato com o piso e expostas a amônia, propiciando risco sanitário adicional de contaminação química por cloraminas, fruto da reação do cloro presente na água com a amônia presente no produto”, consta na nota. Além disso, foi feita a emissão da Declaração de Destinação Industrial da carne para transporte, com data retroativa, para supostamente simular que o produto estava regular, mas o Mapa apontou os indícios de falsidade documental. Quando a operação Hiena foi deflagrada a JBS declarou que o lote de carnes não foi comercializado e que todas as informações necessárias estariam sendo dadas às autoridades. “A JBS reitera que seu compromisso com a segurança e a qualidade de seus produtos é inegociável. A companhia esclarece que o lote não foi comercializado, ou seja, não foi destinado ao consumo humano. A JBS está prestando todas as informações às autoridades.”
G1/PECUARIA.COM.BR
FRANGOS & SUÍNOS
BRF investirá R$ 319 milhões para ampliar unidade de Uberlândia
Empresa confirmou na quarta os aportes na planta
A BRF informou na quarta-feira que investirá R$ 319 milhões para modernizar e ampliar sua unidade industrial de Uberlândia (MG). Lorival Luz, CEO da companhia, e Grazielle Parenti, Vice-Presidente global de Relações Institucionais, Reputação e Sustentabilidade, fizeram o anúncio em videoconferência com o governador mineiro Romeu Zema e o vice, Paulo Brant. Em entrevista ao Valor, em fevereiro, a empresa já havia anunciado a ampliação da capacidade produtiva em 35%. O investimento será direcionado à transformação digital da planta e à diversificação do portfólio, que inclui, além de margarina, bacon, linguiça cozida e frango. “A BRF tem uma atuação relevante em Minas Gerais. Geramos 7 mil empregos diretos e contamos com quase 300 produtores integrados. Esse movimento vai ao encontro da estratégia Visão 2030 da companhia, que busca o crescimento com geração de valor para toda a nossa cadeia produtiva”, explicou Lorival Luz, em nota distribuída à imprensa. Com o aporte, a empresa prevê aumentar o volume da produção em Uberlândia em 25% já no quarto trimestre deste ano. Atualmente, as exportações de produtos diretamente da unidade mineira somam mais de 31 mil toneladas ao ano.
VALOR ECONÔMICO
Processadores de carne suína dos EUA enfrentam custos mais altos e velocidades mais lentas após decisão judicial
Um grupo da indústria que representa os maiores frigoríficos da América pressionou o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos a apelar de uma decisão do tribunal federal que cancelou uma regra da agência que permite que as fábricas de suínos abatam porcos mais rapidamente
A decisão emitida na quarta-feira no Tribunal Distrital dos Estados Unidos em Minnesota pode aumentar os custos para frigoríficos como Seaboard Foods e Clemens Food Group e diminuir a produção de carne depois que surtos de COVID-19 em matadouros limitaram a produção no ano passado. Um processo movido contra o USDA pelo United Food and Commercial Workers Union desafiou a regra de 2019, argumentando que a maior velocidade de abate prejudicava a segurança do trabalhador. Um juiz federal disse que não havia evidências de que a regra da era Trump avaliasse a segurança do trabalhador. O USDA afirma que está avaliando a decisão. O North American Meat Institute, que representa as empresas de carne, disse que ficou desapontado com o veredicto. O instituto argumentou que o aumento da velocidade da linha não se correlacionou com o aumento das taxas de lesões. A Seaboard Foods, a segunda maior produtora de suínos dos EUA depois da Smithfield Foods, acelerou sua fábrica de suínos em Guymon, Oklahoma, no ano passado, tornando-se a primeira empresa a operar sob a nova regra. Os trabalhadores disseram à Reuters que as velocidades mais rápidas da linha aumentaram os ferimentos na fábrica. A mudança na regra permitiu que os suínos abatessem o mais rápido que quisessem, desde que evitassem a contaminação fecal e minimizassem as bactérias. O tribunal norte-americano suspendeu a decisão de revogar a regra por 90 dias, dando às empresas e ao governo Biden tempo para se adaptarem. A eliminação das velocidades de linha fazia parte do Novo Sistema de Inspeção de Suínos, que também permite que as suinoculturas usem alguns inspetores da empresa em vez dos do USDA. A Tyson Foods Inc (TSN.N) prosseguirá com os planos para implementar o sistema nos próximos meses nas fábricas de Madison, Nebraska e Perry, Iowa, disse a porta-voz Liz Croston.
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INTERNACIONAL
A recuperação da produção de suínos na China enfrenta incertezas com a persistência do risco de peste suína africana
A recuperação da produção de suínos na China ainda enfrenta incertezas e o risco de um surto de peste suína africana permanece “relativamente grande”, disse o ministério da agricultura do país na quarta-feira
A China tem trabalhado para restaurar o número do rebanho depois que a febre mortal atingiu pela primeira vez em 2018, mas a ameaça persiste. Um total de 10 surtos de peste suína africana foram relatados este ano na China. Apesar da recuperação acelerada da produção de suínos e do abastecimento do mercado melhorado este ano, os custos da criação de suínos estão aumentando e a eficiência da reprodução das porcas está abaixo do normal, disse o ministério em um artigo que citou uma reunião presidida pelo Vice-Ministro da Agricultura, Ma Youxiang. “O trabalho de estabilização da produção de suínos não deve ser relaxado”, disse a reportagem, citando o encontro que contou com a presença de representantes de 14 criadores de suínos de grande porte. Os contratos futuros de suínos vivos na Bolsa de Mercadorias de Dalian fecharam em queda de 4,8%, a 23.550 yuans por tonelada, na quarta-feira, parcialmente impulsionados pelas expectativas de melhora na produção. O rebanho de porcas em abril ficou em 97,6% do nível do final de 2017, mostraram dados do Ministério da Agricultura.
REUTERS
Carne suína para a China pode estar com os meses contados
Chineses preveem retorno normal dos abates em 2022, mas vão enfrentar custos elevados
A forte demanda chinesa por carne suína brasileira pode estar com os meses contados. Na avaliação do governo chinês, o rebanho volta ao patamar anterior à crise da peste suína africana no segundo semestre, e os abates se normalizam a partir de 2022. Analistas de mercado dizem, contudo, que ainda é cedo para essa estimativa. A segunda onda da doença afetou intensamente algumas regiões, aumentando a mortalidade de leitões e dificultando a recomposição do rebanho. Este, segundo o Ministério da Agricultura chinês, está em 400 milhões de cabeças atualmente. Com o nascimento de 30 milhões de leitões por mês, o ministério espera uma recomposição rápida. A China pode até estar próxima da recomposição de sua suinocultura, mas um outro problema afeta seriamente o setor: os custos de produção. Sempre preocupados com a sustentação alimentar, os chineses mantêm elevados estoques de alimentos. Neste ano, com o aumento dos preços do milho, boa parte desses estoques está indo para a ração. A recomposição do rebanho de suínos do país está exigindo uma profissionalização da produção, principalmente com a utilização maior de milho e de ração industrializada. No ano passado, a produção de ração subiu para 290 milhões de toneladas, 11% mais do que em 2019, segundo o Usda (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). Neste ano, a demanda continua forte. Um dos gargalos para a China é que os preços internacionais das commodities sobem, e a safra de grãos do país permanece em 669 milhões de toneladas. A saída são as importações, que vêm crescendo em todos os produtos. Os dados mais recentes das compras chinesas de milho indicam 28 milhões na safra 2020/21 e 15 milhões na próxima. Com os preços elevados do cereal, a China também passou a importar mais trigo, sorgo, arroz e cevada, elevando a participação desses itens na composição da ração. A produção de milho do país asiático sobe de 261 milhões de toneladas, nesta safra, para 268 milhões na próxima. Os estoques finais, porém, caem de 207 milhões para 193 milhões no mesmo período, segundo o Usda.
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