CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1448 DE 19 DE MARÇO DE 2021

clipping

Ano 7 | nº 1448| 19 de março de 2021

 

NOTÍCIAS

Alta no preço da arroba do boi gordo

Segundo levantamento da Scot Consultoria, em São Paulo, a cotação do boi gordo subiu R$2,00/@ na última quinta-feira (18/3), na comparação diária, e ficou em R$307,00/@, preço bruto e a prazo

Para exportação, bovinos jovens foram comercializados em R$315,00/@, preço bruto e à vista, alta de R$5,00 na comparação feita dia a dia. Em relação às fêmeas, os preços ficaram estáveis nas praças paulistas. A vaca e a novilha gorda são negociadas em R$283,00/@ e R$297/@, respectivamente, nas mesmas condições. As escalas estão curtas. No Acre, em função da dificuldade na originação da matéria-prima, a cotação da arroba do boi gordo subiu na última quinta-feira (18/3). Na comparação feita dia a dia, a alta foi de R$3,00/@ ou 1,2%, com o boi gordo negociado em R$257,00/@, preço bruto e à vista. Quanto a vaca e novilha gordas, a alta foi de 1,0% no estado, ou R$2,50/@, sendo ambas negociadas em R$249,00/@, nas mesmas condições.

SCOT CONSULTORIA

Boi gordo: oferta de animais não apresenta sinal de melhora no curto prazo

O cenário de oferta restrita continua ditando o ritmo de negócios, com altas generalizadas sendo registradas ao longo de toda a semana

O mercado físico de boi gordo registrou preços mais altos na maioria das praças de produção e comercialização na quinta-feira, 18. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, um cenário de oferta restrita continua ditando o ritmo de negócios, com altas generalizadas sendo registradas ao longo de toda a semana. “A situação da oferta não apresenta sinais de avanço no curto prazo. A entrada de animais de safra no mercado acontece de maneira tímida, não em quantidade suficiente para inverter a curva de preços. A tendência é que o auge da safra de boi gordo ocorra entre os meses de maio e junho, e até lá o mercado conviverá com um ambiente pautado pela restrição de oferta”, assinala Iglesias. Enquanto isso, os frigoríficos seguem reagindo a esse cenário reduzindo a capacidade de abates, que estão encurtadas. O contraponto segue na situação da demanda doméstica de carne bovina, com muitas incertezas em torno do potencial de consumo em meio a medidas mais duras de distanciamento social, com o funcionamento de muitos estabelecimentos cerceados em função destas restrições. Em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou a R$ 315 ante R$ 314-315 a arroba na quarta-feira. Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 300, inalterado. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 303, ante R$ 301. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 300, contra R$ 299. Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 304, ante R$ 304 – R$ 305. No mercado atacadista, os preços da carne bovina também subiram. Conforme Iglesias, no curto prazo a tendência é por menor espaço para reajustes, em linha com as mudanças de padrão de consumo impostas pelas estratégias de distanciamento social, com bares, restaurantes e outros estabelecimentos operando com grandes restrições. “Somado a isso, precisa ser mencionado que persiste o movimento de migração para proteínas mais acessíveis, enfaticamente a carne de frango”, disse ele. Com isso, o corte traseiro passou para R$ 20,50 o quilo, com alta de 20 centavos. O corte dianteiro teve preço de R$ 17,30 o quilo, e a ponta de agulha passou para R$ 16,50 o quilo, ambos com alta também de vinte centavos.

AGÊNCIA SAFRAS

Boi: arroba bate novo recorde no Cepea

O indicador do boi gordo do Cepea, calculado com base nos preços praticados em São Paulo, voltou a renovar o recorde da série histórica

A cotação variou 1,29% em relação ao dia anterior e passou de R$ 309,5 para R$ 313,5 por arroba. Com isso, no acumulado do ano, o indicador teve uma alta de 17,35%. Em 12 meses, os preços já alcançam 67,29% de valorização. Na B3, o mercado futuro acompanhou a valorização do físico. O ajuste do vencimento para março passou de R$ 311,1 para R$ 311,55, do abril foi de R$ 309,5 para R$ 312,95 e do maio, de R$ 305,35 para R$ 307,75 por arroba.

CEPEA

Boi/Cepea: Preços recordes de boi magro e do milho desafiam o confinador

Os preços recordes do boi magro e dos grãos nestes primeiros meses de 2021 mostram que este ano deve ser novamente desafiador a pecuaristas terminadores

De acordo com o levantamento do Cepea, a média de preços do boi magro comercializado no estado de São Paulo neste mês está próxima de R$ 4.600,00/cabeça, alta de 5% frente à do mês anterior e quase 21% acima da registrada em março do ano passado, em termos reais (valores foram deflacionados pelo IGP-DI). Quanto ao milho, importante insumo utilizado na alimentação animal, atingiu nesta semana novo recorde diário real da série histórica do Cepea. Neste mês, a média do Indicador ESALQ/BM&FBovespa (representado pela região de Campinas, SP) está em R$ 89,98/saca, com avanços reais de 7,2% frente à de fevereiro/21 e de significativos 24% em relação à de março do ano passado. Segundo pesquisadores do Cepea, para buscar uma margem positiva, pecuaristas devem avaliar com cautela o movimento dos valores dos insumos e usar de modo eficaz ferramentas de gestão de seus custos de produção. Ressalta-se que, no caso de confinamentos, o boi magro e o milho são itens de maiores custos, podendo chegar a representar de 90% a 95% dos gastos totais, dependendo da região do País.

CEPEA

IBGE: Após três anos de altas, abate de bovinos cai em 2020

Em 2020, foram abatidos 29,7 milhões de cabeças de bovinos sob algum tipo de serviço de inspeção sanitária (federal, estadual ou municipal), uma queda de 8,5% em relação a 2019 após três anos de crescimento na atividade

O único mês a apresentar variação positiva frente a 2019 foi junho (mais 68,6 mil cabeças), enquanto a queda mais intensa foi verificada em abril (menos 382,6 mil cabeças). Ao longo de 2020 foi constatado um crescimento na proporção de machos abatidos em relação às fêmeas, além da valorização recorde do bezerro e da arroba bovina. Apesar da redução no abate, as exportações de carne bovina in natura alcançaram um patamar inédito em 2020, considerando a série histórica da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia. Houve quedas em 24 das 27 Unidades da Federação e as mais expressivas foram em Mato Grosso (menos 573,6 mil cabeças), Mato Grosso do Sul (menos 346,1 mil cabeças), Bahia (menos 237,2 mil cabeças) e Goiás (menos 220,3 mil cabeças). O único estado com mais de 1% de participação no abate bovino a apresentar alta foi Santa Catarina (mais 59,5 mil cabeças). Mato Grosso continuou liderando o ranking das UFs do abate de bovinos em 2020, com 17,1% da participação nacional, seguido por Mato Grosso do Sul (10,9%) e São Paulo (10,5%). No 4º trimestre de 2020, foram abatidos 7,3 milhões de cabeças, queda de 9,6% frente ao 4° trimestre de 2019 e 5,5% abaixo do 3º tri de 2020. É o resultado mais baixo para um 4° trimestre desde 2010.

IBGE

IBGE: Aquisição de couro tem queda de 7,4% em 2020

Em 2020, os curtumes investigados pela Pesquisa Trimestral do Couro – aqueles que curtem pelo menos 5 mil unidades inteiras de couro cru bovino por ano – declararam ter recebido 30,8 milhões de peças inteiras de couro cru bovino. Essa quantidade foi 7,4% menor que a registrada no ano anterior

Na comparação mensal em relação aos respectivos períodos de 2019, dezembro foi o único mês a apresentar variação positiva (mais 96,7 mil peças) enquanto em abril foi constatada a maior retração (menos 606,4 mil peças). A redução do abate bovino e a recessão econômica causada pela pandemia de COVID-19 influenciaram o arrefecimento da atividade ao longo do ano. Houve retração do recebimento de peles bovinas em 15 das 19 Unidades da Federação que possuem pelo menos um curtume ativo enquadrado no universo da pesquisa. As variações negativas mais significativas ocorreram em São Paulo (menos 481,1 mil peças), Mato Grosso do Sul (menos 475,2 mil peças), Mato Grosso (menos 433,0 mil peças), Pará (menos 429,8 mil peças) e Rio Grande do Sul (menos 266,6 mil peças). Por outro lado, o aumento mais significativo ocorreu no Paraná (mais 219,4 mil peças). No ranking das UFs, Mato Grosso continuou liderando em 2020, com 16,5% de participação nacional, seguido por Mato Grosso do Sul (13,4%) e São Paulo (11,2%). No 4º trimestre de 2020, os curtumes declararam ter recebido 7,7 milhões de peças de couro, o que representa redução de 1,5% em relação ao adquirido no 4° trimestre de 2019 e queda de 6,5% frente ao 3° trimestre de 2020. A restrição de animais para o abate verificada no trimestre também afetou a atividade.

IBGE

Noroeste de Mato Grosso tem parecer favorável para zona livre de febre aftosa sem vacinação

O município de Rondolândia e partes de Aripuanã, Colniza, Comodoro e Juína integram o Bloco I que recebeu, junto com outros estados brasileiros, parecer favorável da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como zona livre de febre aftosa sem vacinação. Em maio, o parecer será avaliado durante a 88ª Sessão Geral da Assembleia Mundial dos Delegados da OIE

O diretor técnico do Indea MT, Renan Tomazele, lembrou que Mato Grosso não tem registros da doença desde 1996. “Esta região alcançou o principal status que é o de livre de febre aftosa sem vacinação e isto é resultado de muitos anos de trabalho dos servidores do Indea, da iniciativa privada, do Ministério. É um grande passo para Mato Grosso, que está avançando com a união do Estado e dos pecuaristas”, afirmou. Esta região de Mato Grosso já está há quase um ano sem vacinação contra a febre aftosa, conforme cronograma do Plano de Erradicação da Febre Aftosa, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. O Presidente do Fundo Estadual de Sanidade Animal (Fesa), pecuarista Antônio Carlos Carvalho de Souza, ressaltou que o reconhecimento da OIE é um marco histórico. É um anúncio para o mundo de que o Estado está dentro das condições sanitárias com seu rebanho e com a qualidade que o mercado existe. Há anos faz-se sorologia e se comprova que não há transmissão viral, então é resultado de uma luta de décadas.

Sedec MT

Anuário traz dados sobre conformidade de produtos de origem animal

O documento contém informações dos resultados das análises realizadas ao longo do ano de 2019, decorrentes da coleta de amostras desses produtos

Análises técnicas de produtos de origem animal, realizadas por diversos programas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), mostraram a conformidade da maioria dos produtos fiscalizados. Os dados foram compilados pelo Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa). Por exemplo, para o Programa de Avaliação de Conformidade de Produtos de Origem Animal Comestíveis (PACPOA), foram analisadas 8.222 amostras de produtos de origem animal, alcançando o índice de conformidade 85,87%. No Programa Nacional de Controle de Patógenos (PNCP), as análises microbiológicas de Listeria monocytogenes (microrganismo nocivo à saúde humana) atingiram a conformidade de 99,04% em produtos de origem animal prontos para o consumo. As análises realizadas também atendem outros programas como o do controle de resíduos e contaminantes (PNCRC), além de regime de alerta de importação (RAI) e das ações de combate à fraude. Em 2019, a área de produtos destinados a Alimentação Animal passou a fazer parte das atribuições do Dipoa, e com isso, esta é a primeira vez que o anuário apresenta a verificação oficial de dioxinas em produtos para alimentação animal e a verificação oficial de ingredientes de origem animal na alimentação de ruminantes. “As informações permitem ao Mapa desenvolver e implementar políticas públicas, tomar decisões e aperfeiçoar o processo de regulamentação com maior transparência e segurança para a sociedade”.

MAPA

ECONOMIA

Dólar cai, mas se afasta de mínimas com piora externa

Dólar fecha em queda de 0,37%, a R$ 5,5672

O dólar se afastou das mínimas da sessão, mas ainda contrariou o movimento externo e fechou em queda ante o real na quinta-feira, com os mercados analisando os efeitos da surpresa do Banco Central ao elevar na noite da véspera os juros em magnitude maior que a esperada e indicar novos acréscimos. O dólar à vista caiu 0,37%, a 5,5672 reais. No exterior, o índice do dólar saltava 0,5% e ia aos picos da sessão no fim da tarde. O dólar lá fora foi às máximas do dia junto com os rendimentos dos Treasuries, títulos do Tesouro dos EUA, que no vencimento de dez anos superaram 1,75% e bateram máximas em 14 meses. Esse movimento aumentou a pressão sobre ativos de risco e acabou tirando fôlego do real, que vinha em alta mais acentuada com a repercussão ao Copom. Na noite de quarta-feira, o BC surpreendeu parte dos analistas ao elevar a Selic em 0,75 ponto percentual, para 2,75% ao ano, na primeira alta de juros em cerca de seis anos. A expectativa predominante era de uma alta de 0,50 ponto percentual. Ainda assim, o Copom falou em “processo de normalização parcial” da política monetária, sugerindo que a taxa não subirá a ponto de zerar o estímulo monetário neste ano. Em relatório, o UBS revisou para cima projeções para o dólar, mesmo depois da elevação da Selic. Para Fabio Ramos e Roque Montero, mesmo a aprovação recente da PEC Emergencial –que estabelece gatilhos contra aumentos de gastos– foi vista pelos mercados como “pouco demais, tarde demais”, devido à sua aprovação tardia e aos novos desafios.

REUTERS

Ibovespa sucumbe à piora externa e fecha em queda

O Ibovespa fechou em queda na quinta-feira, com o petróleo acelerando as perdas no final da sessão para quase 7% e o norte-americano S&P 500 renovando mínimas do dia, o que reverteu abruptamente a tentativa de melhora na bolsa paulista

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 1,81%, a 114.443,84 pontos, de acordo com dados preliminares, chegando a 114.301,95 pontos no pior momento. No começo da tarde, bateu 116.750,66 pontos (+0,17%). O volume financeiro somava 30,32 bilhões de reais.

REUTERS

Cepea: Agronegócio perde empregos em 2020, mas em menor intensidade que o País

Em 2020, a população ocupada (PO) no agronegócio somou 17,3 milhões de trabalhadores, queda de 5,2% (ou de 949 mil pessoas) frente a 2019, de acordo com pesquisas do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, a partir de informações dos microdados da PNAD-Contínua e de dados da RAIS

O número de ocupados no Brasil, por sua vez, registrou queda mais intensa entre 2019 e 2020, de 7,9%, o equivalente a 7,3 milhões de pessoas. Desse modo, a participação do agronegócio no mercado de trabalho brasileiro aumentou para 20,1%, contra 19,5% em 2019. Segundo pesquisadores do Cepea, o resultado do mercado de trabalho do agronegócio em 2020 esteve atrelado às quedas nos empregos em todos os segmentos do setor, com destaque para a agroindústria e os agrosserviços. E essa diminuição no número da população ocupada no agronegócio ao longo do ano passado ocorreu em magnitude mais elevada do que a usual, o que pode estar atrelado, ao menos em partes, à crise da covid-19. Pesquisadores do Cepea relembram que reduções abruptas ocorreram especialmente entre abril e junho de 2020, e sinais de retomada do mercado de trabalho foram observados já no terceiro trimestre, o que se confirmou no último trimestre do ano. Análises desagregadas por grupos de trabalhadores mostraram que os mais afetados foram os empregados sem carteira assinada, os com menores níveis de instrução formal e as mulheres. Esses dados corroboram o resultado de que, diante dos choques no mercado de trabalho, os trabalhadores com perfis mais vulneráveis foram os primeiros e mais afetados.

CEPEA/ESALQ

IGP-M sobe 2,98% na 2ª prévia de março com pressão de combustíveis, diz FGV

Os preços ao produtor e ao consumidor avançaram e ajudaram o IGP-M (Índice Geral de Preços-Mercado) a acelerar a alta a 2,98% na segunda prévia de março, de 2,29% no mesmo período do mês anterior, com destaque para o comportamento dos combustíveis.

Com isso, a taxa acumulada em 12 meses alcançou 31,15%, de 28,64% antes, segundo dados divulgados na quinta-feira (18) pela FGV (Fundação Getulio Vargas). O IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo), que responde por 60% do índice geral, teve na segunda prévia de março alta de 3,72%, contra 2,98% no período anterior.

FOLHA DE SP

EMPRESAS

Marfrig investe US$ 100 mi para expandir operações nos EUA

A Marfrig está investindo US$ 100 milhões para expandir as operações nos Estados Unidos, por meio da subsidiária National Beef Packing Company, informou a processadora de carne bovina brasileira na quarta-feira (17)

A National Beef irá aumentar a capacidade de abates diários de 1.100 cabeças para 2.500 cabeças na unidade Iowa Premium, localizada em Tama, no estado de Iowa, segundo comunicado divulgado pela Marfrig. A expansão da unidade será realizada em dois anos, adicionando um turno de produção, com potencial de gerar centenas de empregos para a região. “Com conclusão prevista para o final de 2022, o projeto aumentará a produção de produtos premium, altamente demandados em todo o mundo, e trará uma excelente oportunidade para os produtores familiares de Iowa que irão fornecer gado angus para a companhia”, disse a Marfrig. A Marfrig, maior produtora de hambúrgueres do mundo, gera a maior parte da sua receita nas operações na América do Norte. Executivos da empresa já haviam informado em teleconferência de resultados da companhia na semana passada que a Marfrig continuaria focando na produção de alimentos processados de carne bovina em 2021 por meio de crescimento orgânico elevando margens e reduzindo o custo financeiro.

CARNETEC

FRANGOS & SUÍNOS

IBGE: Com altas desde 2005, abate de suínos aumenta 6,4% e atinge novo recorde em 2020

Foram abatidos 49,3 milhões de cabeças de suínos em 2020, um aumento de 6,4% (mais 3,0 milhões de cabeças) em relação ao ano de 2019. Na série histórica desde 1997, somente na passagem de 2003 para 2004 não houve crescimento da atividade. A partir de 2005, ocorreram altas ininterruptas, culminando em novo patamar recorde em 2020

Houve alta em todos os meses de 2020, frente ao ano anterior, e a maior foi em junho (mais 568,3 mil cabeças). O ano teve exportações recordes da carne suína in natura, assim como uma valorização expressiva do produto. Houve acréscimos no abate em 11 das 25 Unidades da Federação participantes da pesquisa. Entre aquelas com participação acima de 1%, ocorreram aumentos em: Santa Catarina (mais 1,68 milhão de cabeças), Paraná (mais 727,7 mil cabeças), Minas Gerais (mais 275,7 mil cabeças), Mato Grosso do Sul (mais 207,7 mil cabeças) e Mato Grosso (mais 187,1 mil cabeças). Em contrapartida, ocorreram quedas em: Rio Grande do Sul (menos 79,0 mil cabeças), Goiás (menos 34,6 mil cabeças) e São Paulo (menos 4,4 mil cabeças). Santa Catarina manteve a liderança no abate de suínos em 2020, com 28,8% do abate nacional, seguido por Paraná (20,2%) e Rio Grande do Sul (16,9%). No 4º trimestre de 2020, foram abatidos 12,5 milhões de cabeças de suínos, aumento de 4,9% frente ao mesmo período de 2019 e queda de 1,8% em relação ao 3° trimestre de 2020. Este foi o melhor 4° trimestre da série histórica (1997). Desde 2014, há crescimento do número de cabeças abatidas quando comparamos um 4o trimestre com o do ano imediatamente anterior. As exportações de carne suína in natura também foram recordes para o período.

IBGE

IBGE: Abate de frangos sobe 3,3% e bate recorde em 2020

Em 2020, foram abatidos 6 bilhões de cabeças de frango, aumento de 3,3% (mais 190,8 milhões de cabeças) em relação a 2019, novo recorde da série histórica iniciada em 1997.

Comparando os meses de 2020 e 2019, houve reduções em maio (menos 29,0 milhões de cabeças) e agosto (menos 177,0 mil cabeças) e acréscimo nos demais períodos, com destaque para março (mais 61,7 milhões de cabeças) e dezembro (mais 53,2 milhões de cabeças). Houve aumentos no abate em 18 das 25 Unidades da Federação. Entre aquelas com participação acima de 1%, ocorreram aumentos em: Paraná (mais 115,5 milhões de cabeças), Mato Grosso do Sul (mais 21,8 milhões de cabeças), Minas Gerais (mais 19,52 milhões de cabeças), São Paulo (mais 16,8 milhões de cabeças), Goiás (mais 8,6 milhões de cabeças), Bahia (mais 7,9 milhões de cabeças), Pernambuco (mais 5,9 milhões de cabeças), Santa Catarina (mais 2,7 milhões de cabeças) e Rio Grande do Sul (mais 1,4 milhões de cabeças). Em contrapartida, as quedas ocorreram em Mato Grosso (menos 11,1 milhões de cabeças) e Pará (menos 5,6 milhões de cabeças). O Paraná continuou liderando amplamente o ranking das UFs no abate de frangos em 2020, com 33,4% de participação nacional, seguido por Santa Catarina (13,7%) e logo em seguida por Rio Grande do Sul (13,6%). No 4º trimestre de 2020, foi abatido 1,6 bilhão de cabeças de frangos. Esse resultado significou aumentos de 5,6% em relação ao mesmo período de 2019 e de 2,6% frente ao 3° trimestre de 2020, e constitui um novo recorde para a série histórica iniciada em 1997. Como o desempenho das exportações de carne de frango não se destacou nesse trimestre, podemos considerar que boa parte desse aumento foi destinado ao consumo interno.

IBGE

Preço do leitão na China sobe e bate recorde

Medidas contra a covid-19 causam ruptura na cadeia produtiva

Interrupções na oferta causadas por medidas de restrições impostas pela pandemia da covid-19 levaram o preço do leitão a bater recorde na China, e muitos produtores estão apostando que a escassez interna de carne suína persistirá mesmo quando a recuperação da economia local ganhar mais velocidade. A China, que lidera a oferta e o consumo de carne suína no mundo, viu o plantel de animais encolher cerca de 40% e a produção recuar mais de 20% em 2020 depois de suas granjas terem sido assoladas pela peste suína africana. Em janeiro, o preço da carne suína no mercado chinês acumulava alta anual de 116%, mesmo após o governo do país ter tentado amortecer esse impacto durante o feriado do Ano Novo Lunar com a liberação de 10 mil toneladas das reservas estatais. Ainda assim, em 2021 o preço da carne suína nos mercados atacadistas da China acumula aumento de 16%, influenciado pelas medidas para conter o coronavírus – que cortaram cadeias produtivas vitais, principalmente o transporte dos animais das fazendas para os mercados. O preço do leitão, que leva cerca de seis meses para crescer o suficiente para o abate, teve forte valorização e chegou ao recorde de 84 yuans (US$ 12) por quilo diante da grande demanda, e os produtores apostam na manutenção desse elevado patamar ou até em novos aumentos ao longo do ano. Ernan Cui, analista da Gavekal Dragonomics, especializada no segmento de consumo na China, também disse que os rebanhos suínos no país continuam sob a ameaça da peste suína africana, porque os cuidados com a biossegurança em muitas fazendas permanecem abaixo do padrão necessário para conter totalmente a disseminação da doença.

VALOR ECONÔMICO

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