
Ano 6 | nº 1330| 29 de setembro de 2020
NOTÍCIAS
Boi gordo: cenário de preços acomodados deve mudar no início de outubro
Demanda por carne bovina no mercado interno também pode melhorar na primeira quinzena do próximo mês, diz Safras
O mercado físico do boi gordo iniciou a semana com preços acomodados nas principais regiões produtoras do país. Segundo o analista de Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, a oferta de animais terminados permanece restrita em grande parte do Brasil, enquanto os frigoríficos continuam operando com escalas de abate curtas, posicionadas entre dois e quatro dias úteis. “Em relação à demanda de carne bovina, a expectativa é de melhora no consumo doméstico durante a primeira quinzena de outubro, com a entrada dos salários na economia impulsionando a reposição entre as cadeias. Além disso, as exportações permanecem em bom nível, com a China absorvendo grandes quantidades de proteína animal brasileira”, assinala. Em São Paulo, Capital, os preços do mercado à vista ficaram em R$ 254 a arroba. Em Uberaba, Minas Gerais, os valores ficaram em R$ 252, a arroba. Em Dourados, no Mato Grosso do Sul, a cotação chegou a R$ 250, a arroba. Em Goiânia, Goiás, o preço indicado foi de R$ 242. Já em Cuiabá, no Mato Grosso, o preço ficou em R$ 236 a arroba. No mercado atacadista, os preços da carne bovina tiveram leve alta em alguns cortes. Conforme Iglesias, os reajustes deverão se intensificar na primeira quinzena de outubro. Com isso, a ponta de agulha passou de R$ 14,20 para R$ 14,25 o quilo. O corte dianteiro permaneceu em R$ 14,25 o quilo, e o corte traseiro seguiu em R$18 o quilo.
AGÊNCIA SAFRAS
Alta no preço da arroba da vaca gorda
Segundo levantamento da Scot Consultoria, as praças paulistas abriram a última segunda-feira (28/9) com preços estáveis para o boi gordo, que ficou cotado em R$250,00, à vista, preço bruto
Bovinos classificados para exportação foram negociados em R$255,00, à vista, preço bruto. Negócios pontuais com ágios maiores foram observados. O destaque vai para a vaca gorda, que ficou cotada em R$237,00/@, à vista, preço bruto, ou seja, variação positiva de 0,9% em relação à última sexta-feira (25/9). Com o volume maior de gado confinado negociado nos últimos dias, as indústrias conseguiram compor as escalas de abate com menor dificuldade na última semana. Espera-se que, apesar do aumento gradual de boiadas confinadas, o volume não seja suficiente para pressionar as cotações. Além disso, temos as exportações aquecidas casadas com o início do mês que se aproxima, fatores primordiais para ditarem o ritmo desse mercado nos próximos dias.
SCOT CONSULTORIA
Arroba do gado magro limita a atuação de pecuaristas de recria e engorda
Nesta semana, o mercado de reposição apresentou morosidade de negócios entre as principais praças pecuárias do Brasil, relata a IHS Markit, refletindo os preços recordes dos animais jovens
“Os seguidos movimentos de altas acumuladas na arroba do gado magro ao longo deste ano têm limitado a atuação dos pecuaristas de recria e engorda que, mesmo recebendo preços mais altos pela arroba do boi gordo, ainda se deparam com a relação de troca pouco favorável”, destaca a consultoria. Outro fator limitante para o avanço da liquidez nos leilões de animais jovens é o encarecimento dos custos com a ração animal, que também prejudica a lucratividade da atividade e as escolhas dos pecuaristas, acrescenta a IHS Markit. Neste contexto, a retração na procura pela reposição gerou espaço para ajustes negativos nos preços do gado magro entre algumas regiões pecuárias ao longo desta semana, principalmente na cotação de categorias mais jovens. Segundo apurou a IHS Markit, na região Noroeste de São Paulo, o bezerro macho de 7-12 meses era negociado na última quinta-feira a R$ 2.300/cab., ante o preço de R$ 2.400/cab. registrado na quinta-feira anterior. Nesta mesma base de comparação, o valor da bezerra em São Paulo caiu de R$ 2.050/cab. para R$ 2.000/cab. No entanto, de acordo com análise da consultoria, mesmo diante das correções negativas registradas nos últimos dias, os preços pagos pela arroba na reposição seguem em níveis recordes e deve, ao menos no curto e médio prazos, manter os patamares altos, uma vez que a baixa disponibilidade de bezerros e bezerras limita o espaço para quedas mais severas nas cotações. Segundo a IHS Markit, o setor de bovinocultura de corte vive um momento de oferta restrita de animais, reflexo do aumento do abate de fêmeas nos últimos anos, que diminuiu o contingente do rebanho brasileiro.
Portal DBO
ECONOMIA
Risco fiscal empurra dólar acima de R$5,63, máxima em 4 meses
O dólar disparou na segunda-feira, com o mercado reagindo mal à definição pelo governo de que o Renda Cidadã será custeado por recursos que não virão de cortes de gastos, o que abalou a confiança de investidores numa agenda de redução de despesas que poderia conter a deterioração em curso das contas públicas –considerada o mais grave problema macroeconômico do Brasil.
O dólar à vista fechou em alta de 1,46%, a 5,6351 reais na venda. É o maior patamar desde 20 de maio (5,6902 reais), período no qual a moeda vinha batendo sucessivos recordes. No dia 13 daquele mês, a cotação fechou em 5,9012 reais, máxima histórica nominal para um encerramento de sessão no mercado spot. Em pronunciamento no intervalo de uma reunião no Palácio da Alvorada comandada pelo Presidente Jair Bolsonaro, com a presença de ministros e líderes do Congresso Nacional, o senador Marcio Bittar(MDB-AC) disse que o Renda Cidadã será custeado com recursos para precatórios e com verbas do próprio Bolsa Família, que será extinto, e do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). Bruno Dantas, Ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), comentou no Twitter que o uso dos precatórios parece “truque para esconder fuga do teto de gastos”. “Reduz a despesa primária de forma artificial, porque a dívida não desaparece, apenas é rolada para o ano seguinte. Em vez de o teto estimular economia de dinheiro, estimulou a criatividade”, completou. Entre investidores, a percepção é que o governo mostra menos apreço ao controle das contas públicas, num momento de crescente preocupação com o respeito ao teto de gastos em 2021. Alfredo Menezes, gestor na Armor Capital, falou em “sinal muito ruim”. “Não sei como pode passar isso na cabeça de alguns (usar os precatórios)”, disse. A pressão no câmbio, reforçada por saídas de recursos, levou o dólar a 5,6763 reais, alta de 2,21%. O Banco Central interveio com venda de 877 milhões de dólares em leilão de moeda à vista –o primeiro do tipo desde 21 de agosto–, mas o real seguiu como a moeda com segundo pior desempenho no dia. Na renda fixa, o estresse foi ainda mais notável. O DI janeiro 2027 chegou a saltar 75 pontos-base (maior alta desde abril), para quase 8%, quatro vezes a Selic atual (2% ao ano). O DI janeiro 2025 disparou 74 pontos-base na máxima sobre o ajuste anterior. Segundo fontes de mercado, o Ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, disse que o debate sobre eventual derrubada do teto de gastos públicos deve ser feito só em 2022. “O real (a moeda) é um mercado que está ‘sem dono’. A agenda está fraca, isso abre espaço para volatilidade mais alta mesmo”, disse um operador.
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Temor de piora fiscal leva Ibovespa ao menor nível em 3 meses
A JBS ON teve queda de 4,54%. Outras companhias do setor seguiram na mesma linha MAFRIG ON perdeu 4,26%, enquanto MINERVA ON desvalorizou-se 5%
O Ibovespa caiu forte na segunda-feira, no menor nível de fechamento em três meses, em sessão marca por preocupações com o cenário fiscal do país, diante de anúncio do Renda Cidadã, programa que deve substituir o Bolsa Família. O Ibovespa caiu 2,41%, a 94.666,37 pontos, menor nível desde 26 de junho, quando fechou a 93.834,49 pontos. O volume financeiro da sessão somou 27,44 bilhões de reais. No início da sessão, o índice acompanhou o otimismo de mercados internacionais, subindo mais de 1,3% na máxima. Logo, porém, perdeu força. No pior momento, chegou a cair 2,7%. No anúncio do Renda Cidadã, o senador Marcio Bittar disse que o programa será custeado com verba do próprio Bolsa Família, sobra de recursos após pagamento de precatórios e com uma fatia da verba do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). O líder do governo na Câmara dos Deputados, Ricardo Barros (PP-PR), explicou que o valor do benefício a ser pago só será definido no decorrer das votações no Congresso, a depender da aprovação de propostas que indicarão fontes para esse auxílio, caso da que trata dos precatórios. O anúncio repercutiu negativamente no mercado acionário, elevando a percepção de risco dos investidores. Para Étore Sanchez, economista-chefe da Ativa Investimentos, o orçamento brasileiro não possui espaço fiscal para o Renda Cidadã e o anúncio desta segunda-feira reforçou essa visão. “Em essência, o programa tem diversos problemas fiscais, mas as saídas para sua viabilização anunciadas hoje acabaram surpreendendo por serem marginalmente piores do que as expectativas”, afirmou Sanchez.
REUTERS
Dívida pública federal sobe 1,56% em agosto marcado por emissões recordes
A dívida pública federal do Brasil subiu 1,56% em agosto sobre julho, a 4,412 trilhões de reais, puxada pelo volume recorde de emissões no período, divulgou o Tesouro Nacional na segunda-feira.
Foram 114,1 bilhões de reais emitidos, o maior valor para o mês de agosto da série histórica do Tesouro, que teve início em novembro de 2006. Só com títulos prefixados, foram 87,6 bilhões de reais colocados, o equivalente a 77% do total, com destaque para os vencimentos de abril de 2021 e janeiro de 2024. Já a emissão de títulos flutuantes chegou a 15,6 bilhões de reais, disse o Tesouro em nota. “As emissões do Tesouro Nacional em agosto favoreceram os títulos prefixados de 6 meses e de 48 meses, dada a atual preferência dos investidores por ativos menos arriscados e mais líquidos no mercado doméstico de títulos públicos”, diz o texto. Como os resgates somaram 82,2 bilhões de reais, a emissão líquida foi de 31,9 bilhões de reais no mês. Na comparação com julho, a dívida pública mobiliária interna teve avanço de 1,35%, a 4,174 trilhões de reais. Já a dívida externa subiu 5,36% na mesma base, a 238,25 bilhões de reais. No fim de agosto, o Tesouro alterou seu Plano Anual de Financiamento (PAF), prevendo avanço maior da dívida pública e também seu encurtamento, e alertando para a necessidade de retomada das reformas para reversão desse quadro. A mensagem foi reiterada pelo Secretário do Tesouro, Bruno Funchal, que pontuou na segunda-feira que o governo trabalha com um colchão de liquidez que permanece acima dos níveis prudenciais para a gestão da dívida pública, mas que a melhor alternativa para o país seria o avanço das reformas. Agora, a perspectiva do Tesouro é que a dívida geral feche 2020 entre 4,6 trilhões de reais e 4,9 trilhões de reais, ante patamar de 4,5 trilhões a 4,75 trilhões de reais que havia sido estipulado em janeiro. No relatório da dívida, o Tesouro ressaltou que a alta nos juros ao longo do agosto provocou aumento nas taxas de corte dos leilões. No entanto, as estatísticas de custo médio seguiram mostrando níveis historicamente baixos –o custo acumulado em 12 meses chegou a 4,85% ao ano, menor valor da série histórica.
REUTERS
Mercado eleva projeção para inflação este ano pela 7ª vez
O mercado elevou pela sétima vez seguida a expectativa para a inflação no Brasil este ano, depois de o Presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, reconhecer que há pressão no curto prazo, mas afirmar tranquilidade
A pesquisa Focus divulgada na segunda-feira pelo BC mostrou que o cenário agora é de que o IPCA termine 2020 com alta de 2,05%, de 1,99% projetado na semana anterior. Para 2021 a projeção continua sendo de inflação de 3,01%. O centro da meta oficial de 2020 é de 4% e, de 2021, de 3,75%, ambos com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. Na semana passada, o BC reconheceu um descolamento grande entre a inflação ao produtor (IPA), mais alta, e ao consumidor (IPCA), mais baixa, com a diferença observada em agosto tendo sido a maior desde 2003 considerando variações em trimestres móveis, e indicou que deverá haver algum repasse ao IPCA à frente. O levantamento semanal apontou ainda que o Produto Interno Bruto (PIB) deve terminar este ano com contração de 5,04%, de uma queda de 5,05% calculada antes, crescendo 3,50% em 2021. Em seu Relatório Trimestral de Inflação, o BC melhorou sua projeção para o PIB em 2020 a uma retração de 5,0%, sobre queda de 6,4% calculada em junho. Com o BC repetindo que há pouco ou nenhum espaço para cortar a Selic à frente, com a alta dos juros básicos sendo descartada desde que mantido o quadro para a inflação e para a disciplina das contas públicas, a pesquisa semanal com uma centena de economistas mostrou ainda que permanecem as expectativas de que a Selic vai terminar este ano em 2,0% e 2021 a 2,5%. O Top-5, grupo dos que mais acertam as previsões, também vê a taxa básica de juros em 2,00% este ano, mas aponta que ela deve permanecer neste patamar ao final de 2021.
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EMPRESAS
Frigorífico gaúcho Pipo Carnes fecha acordo para testagem de funcionários
O frigorífico gaúcho Pipo Carnes, localizado na cidade de Barra Funda, fechou um acordo com o Ministério Público do Trabalho (MPT) no Rio Grande do Sul comprometendo-se a aplicar testes para detecção da covid-19 em todos os funcionários, informou o MPT
O acordo também garante a adoção de protocolos de distanciamento, fornecimento de equipamentos de proteção individual e implantação de medidas de vigilância e busca ativa de funcionários com sintomas da doença, segundo nota divulgada pelo MPT na segunda-feira (28). A empresa irá realizar testes para detecção do novo coronavírus pelo método RT-PCT ou antígeno, além de testes pelo método sorológico por quimioluminescência. “Aqueles que testarem negativo em ambos e se mostrarem assintomáticos, pelo período mínimo de 72 horas, voltarão ao trabalho. Os que apresentarem resultado positivo em uma ou nas duas modalidades de teste ficarão afastados por no mínimo 14 dias”, disse o MPT. Procuradores do Trabalho já fecharam termos de ajuste de conduta (TAC) com 101 plantas frigoríficas de 33 grupos empresariais brasileiros que empregam cerca de 186 mil trabalhadores, para implantação de medidas de prevenção ao contágio do novo coronavírus. O MPT também firmou acordos judiciais com duas companhias e ajuizou 25 ações civis públicas pedindo a adequação das condições e práticas de segurança nas empresas.
CARNETEC
MEIO AMBIENTE
Contra desmatamento na Amazônia, JBS vai rastrear fornecedores indiretos
A ideia é que os pecuaristas que vendem para a companhia forneçam as Guias de Trânsito Animal dos bovinos comprados de outras fazendas
A JBS, líder global de proteína animal, monitora cerca de 50 mil propriedades inseridas na Amazônia, o que corresponde a 45 milhões de hectares — território maior do que a Alemanha —, para evitar adquirir gado proveniente de áreas desmatadas. Agora, a companhia quer dar um novo passo: rastrear também os fornecedores indiretos, como os pecuaristas que vendem bezerros para os fornecedores da empresa. De acordo com o Presidente da Friboi, Renato Costa, os trabalhos devem ser concluídos em 2025. “Até o fim de ano, a gente finaliza a Plataforma Verde. A partir de janeiro de 2021, começamos a ter a adesão dos pecuaristas”, conta. Os fornecedores da JBS deverão autorizar a plataforma, que incorpora tecnologia blockchain para preservar a segurança dos dados, a acessar as Guias de Trânsito Animal (GTAs). “Não vamos acessar o número de cabeças, sexo de animal, nem nada. É basicamente a parte ambiental da fazenda da qual ele comprou. Se há trabalho escravo ou se está em uma zona de preservação, terra indígena ou área embargada. O que nós temos de compromisso dentro do bioma vamos estender para o fornecedor desse fornecedor”, afirma. A companhia vai fornecer assessoria jurídica e ambiental para os produtores que precisarem fazer regularizações. “Não vai ter custo. Nós vamos apoiá-lo para poder mostrar o que a gente faz de bem na pecuária brasileira”, frisa. Costa destaca que o produtor terá até 2025 para se adequar e corrigir possíveis problemas. “Só a partir de janeiro de 2026, ter aderido à Plataforma Verde será uma condição de negócio [com a JBS”], diz. Para aderir ao programa, o Presidente da Friboi recomenda ao pecuarista procurar as unidades da JBS nos nove estados que estão dentro do bioma amazônico. “Procure nossa unidade, nossa área de sustentabilidade, daqui até dezembro, para tirar dúvida. A partir de 2021, a gente começa a trabalhar e informá-lo de problemas e assim ir corrigindo”, finaliza.
CANAL RURAL
FRANGOS & SUÍNOS
Com suíno estável e grãos em alta, relação de troca piora para o criador
As cotações do animal estão estáveis devido ao calor dos últimos dias e pela redução do poder aquisitivo do consumidor no fim do mês
Na suinocultura, as bolsas estaduais fecharam praticamente estáveis em relação à semana anterior, influenciadas pelo calor dos últimos dias e pela redução do poder aquisitivo do consumidor no fim do mês, de acordo com a CNA. A única alta reportada foi no Rio Grande do Sul, que espera negociar os animais nesta semana a R$ 7,35 por quilo (+1,4%). Dados do Cepea mostram que a relação de troca do suíno/milho ou suíno/farelo de soja continua em alta no interior de São Paulo, com a diminuição da oferta dos insumos e pressão do dólar nas cotações, acrescenta a entidade. O mercado do frango vivo no interior de São Paulo ficou estável na semana passada, com o preço pago ao produtor permanecendo em R$ 4,10 por quilo. No atacado, segundo o Cepea a cotação do frango congelado no estado teve variações ao longo da semana, mas fechou estável em R$ 5,77 por kg, alta de 10,3% no mês e de 7% no ano de 2020. “A estabilidade de preços se deve à perda de poder aquisitivo da população que ocorre naturalmente no final do mês”, analisa em boletim. Em outras regiões importantes para a produção independente, como Minas Gerais e Pernambuco, os preços pagos ao produtor são respectivamente R$ 4,15 e R$ 7 por kg. Já para o mercado de produção integrada, a remuneração dos produtores permanece estável em termos nominais.
CANAL RURAL
INTERNACIONAL
China mira taxa de autossuficiência de 95% em carne suína, indica governo
A China tem como objetivo produzir internamente 95% de sua carne suína, indicou um documento governamental com planos para o setor animal do país, que reforça a meta de reconstruir rapidamente seu enorme rebanho de porcos após uma grave epidemia de peste suína africana (PSA)
O documento, divulgado no domingo, vem em meio a uma ampliação no foco de Pequim à segurança alimentar, com surtos de coronavírus no exterior impactando exportadores de alimentos e tensões com grandes parceiros comerciais gerando preocupações em relação à oferta. O documento não mencionou um prazo para que a meta seja atingida. A China, maior consumidora de carne suína do mundo, chegou a ser praticamente autossuficiente na proteína, com as importações respondendo em média por 1% da produção entre 2000 e 2018. Mas no primeiro semestre deste ano, importações de mais de 2 milhões de toneladas atingiram quase 10% do consumo, após a produção doméstica despencar na esteira da epidemia de peste suína africana. Pequim afirmou repetidamente que espera que sua criação de porcos volte aos níveis normais até o ano que vem, tendo lançado uma série de medidas para encorajar os produtores a construir novas áreas de criação de animais. O governo também afirmou que tem metas para o fornecimento interno de 85% das carnes bovina e ovina e mais de 70% do leite consumido no país, além de permanecer autossuficiente em ovos e carne de frango. Os objetivos não são muito diferentes dos níveis atuais, mas a meta para a carne bovina parece “difícil de ser atingida”, disse Pan Chenjun, analista sênior do Rabobank.
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Pequim pede que importador de alimento congelado evite países com pandemia severa
A capital da China pediu a importadores na segunda-feira que evitem alimentos congelados de países que sofrem de surtos severos de coronavírus, após vários casos de produtos de frutos do mar importados com teste positivo para o vírus
“A alfândega e os governos locais detectaram repetidamente o coronavírus em alimentos importados da cadeia de congelados, provando que há risco de contaminação”, disse o Departamento Municipal de Comércio de Pequim em comunicado emitido para empresas importadoras. O órgão pediu às empresas que monitorem de perto a situação da pandemia no exterior e “evitem proativamente a importação de alimentos da cadeia de congelados de áreas fortemente atingidas pelo coronavírus”, promovendo planos alternativos para as importações. O departamento de governo também pediu às empresas para que melhorem seus mecanismos de alerta e relatórios e informem às autoridades rapidamente se os produtos testarem positivo. A China não relatou nenhuma infecção local do coronavírus por mais de um mês, mas recentemente o vírus foi detectado na embalagem de frutos do mar importados na província de Jilin e na cidade de Qingdao. A China suspendeu neste mês as importações de produtores de frutos do mar do Brasil, Indonésia e Rússia por uma semana ou mais devido ao que alegou serem testes positivos para o coronavírus.
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