
Ano 6 | nº 1326| 23 de setembro de 2020
NOTÍCIAS
Preços firmes no mercado do boi gordo
Em São Paulo, acompanhando a ponta final da cadeia, cujo consumo está calmo e com escalas tranquilas (relativamente aos últimos dias) as indústrias frigoríficas negociam com tranquilidade
Na última terça-feira (22/9), o preço da arroba do boi gordo ficou estável, frente ao levantamento anterior, mas o mercado está firme. Segundo levantamento da Scot Consultoria, nas praças paulistas, o boi gordo ficou cotado, à vista, em R$250,00/@ preço bruto, R$249,50/@, sem o Senar, e em R$246,50/@, descontado o Senar e Funrural. O ágio de gado para exportações está em R$2,00/@. Já em Cuiabá-MT, a demanda dos frigoríficos esteve firme e as ofertas de compra melhoraram R$3,00/@ do boi gordo na comparação com o dia anterior. Na região, a cotação, à vista, ficou em R$238,00/@, considerando o preço bruto para descontar os impostos.
SCOT CONSULTORIA
Boi gordo: cotações registram nova alta em São Paulo
O valor da arroba passou de R$ 253, para R$ 254 na terça. Frigoríficos ainda seguem com dificuldades de compor suas escalas para abate
Os preços do boi gordo continuaram firmes nas principais regiões produtoras do país na terça-feira, 22. “Há poucas mudanças no cenário de oferta e demanda. Os frigoríficos seguem encontrando grande dificuldade na composição de suas escalas de abate, devido a uma oferta de animais terminados bastante restrita em grande parte do Brasil”, diz o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias. Segundo ele, a estiagem prolongada tende a atrasar o desenvolvimento dos animais de pasto, que devem estar aptos ao abate apenas no primeiro bimestre de 2021. “Somado a isso, o ritmo de embarques permanece ótimo, com a China importando substanciais volumes de carne bovina brasileira”, assinala. Em São Paulo, Capital, os preços do mercado à vista ficaram em R$ 254 a arroba, ante R$ 253 na segunda-feira, 21. Em Uberaba, Minas Gerais, os valores ficaram em R$ 251 a arroba, estáveis. Em Dourados, no Mato Grosso do Sul, a cotação foi de R$ 250 a arroba, ante R$ 249,00 – R$ 250,00 na segunda. Em Goiânia, Goiás, o preço indicado foi de R$ 242 a arroba, inalterado. Já em Cuiabá, no Mato Grosso, o valor pago foi de R$ 234 – R$ 235 a arroba, contra R$ 232 registrados na segunda. No mercado atacadista, os preços da carne bovina ficaram estáveis. Conforme Iglesias, o ambiente de negócios sugere pela manutenção dos preços até o período de virada de mês, que contará com maior apelo ao consumo. A entrada dos salários tradicionalmente é um importante motivador para a reposição entre atacado e varejo. Com isso, a ponta de agulha seguiu em R$ 14,20 o quilo. O corte dianteiro permaneceu em R$ 14,25 o quilo, e o corte traseiro seguiu em R$ 18 o quilo.
AGÊNCIA SAFRAS
Carne bovina: exportações brasileiras continuam com bom desempenho
As exportações brasileiras de carne bovina in natura estão firmes
Até a terceira semana de setembro foram embarcadas 94,4 mil toneladas, com faturamento de US$284,93 milhões (Secex). A média diária exportada caiu 11,5% em relação aos embarques até a segunda semana de setembro/20, cujo desempenho fora de 8,20 mil toneladas/dia. Entretanto, na comparação com a média diária exportada em setembro do ano passado, o volume embarcado diariamente aumentou 11,2% este ano.
SCOT CONSULTORIA
Mesmo com estímulo ao confinamento para o último trimestre, volume de animais não será suficiente para atender demandas
Com estiagem severa, ofertas de animais a pasto só ocorrerão em 2021
A atividade do confinamento ficou mais atrativa ao pecuarista para o último trimestre deste ano, com valores da arroba elevados. No entanto, o volume de animais confinados não será suficiente para atender a demanda e não vai causar uma pressão negativa nos preços nos próximos meses, diz o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias. Para ele, a economia brasileira está sendo retomada “e já observamos picos de consumo em alguns estados”. –“O último trimestre é o período que mais se consome carne em todo o ano e o preço no atacado segue sustentado. No interior de São Paulo, o corte do traseiro bovino já atingiu R$ 18,00/kg”, ressalta. A queda no ritmo exportado na segunda semana deve ser encarada com naturalidade e não pode criar pânico no mercado. “Apesar da queda, a tendência é que venha a ser o melhor mês de setembro com volumes embarcados. Possivelmente, as exportações fiquem acima de 150 mil toneladas”, afirma. Outro fator que pode impulsionar as exportações de carne bovina in natura são os casos de Peste Suína Africana na Alemanha. “Novas habilitações das indústrias brasileiras precisam ser feitas para exportar mais carne suína para a China, porém nada impede que a potência asiática consiga diversificar as compras de proteínas animais”, relata. Os chineses estão recompondo os rebanhos de matrizes de suínos, mas que só vai refletir em produção de carne somente daqui um ano. “Todo processo de desenvolvimento de animais precisa ser respeitado, principalmente a carne bovina e a carne suína. Podemos estimar que a China vai demandar por proteínas animais ao longo de 2021”, destaca.
SAFRAS
ECONOMIA
Dólar fecha em alta de mais de 1% e renova máxima em 3 semanas
O dólar emendou a terceira alta consecutiva na terça-feira, com o mercado abalado por alertas sobre riscos à economia dos Estados Unidos em meio a persistentes efeitos da pandemia. A ausência de notícias melhores no plano doméstico abriu caminho para o dólar seguir o exterior e fechar em alta de mais de 1%.
No mercado à vista, a cotação avançou 1,26%, a 5,4682 reais na venda, nova máxima desde 31 de agosto (5,4807 reais). A tomada de fôlego do ativo coincidiu com o início da fala do chair do Federal Reserve, Jerome Powell, em audiência em comitê da Câmara dos Deputados dos EUA. Powell voltou a adotar um tom geral mais sombrio sobre as perspectivas econômicas e disse que “o caminho à frente continua sendo altamente incerto” e mais uma vez citou a importância de aprovação de novo estímulo fiscal. Também nesta terça, o Presidente do Federal Reserve de Chicago, Charles Evans, disse que a economia dos EUA corre risco de enfrentar uma recuperação mais longa e lenta, se não outra recessão total, caso o Congresso não aprove um pacote fiscal, citando ainda chances de alta de juros mesmo que a inflação não alcance 2%. O dólar saltava 0,4% ante uma cesta de moedas, indo às máximas em quase dois meses. Fernando Bergallo, CEO da FB Capital, afirmou ainda que o discurso do Presidente norte-americano, Donald Trump, na Assembleia Geral da ONU –com tom ainda beligerante em relação à China– acabou elevando o desconforto do mercado, uma vez que mostra que a relação entre as duas maiores potências do mundo segue instável. “E aqui seguimos sem notícias boas, ainda com a sombra da possibilidade de furo do teto de gastos. Mesmo sem atualização negativa (no noticiário), o mix todo de sinais ainda é ruim”, afirmou. Em entrevista à Reuters, o Secretário do Tesouro Nacional, Bruno Funchal, disse que o Brasil não conta com espaço para errar na gestão das contas públicas no pós-pandemia. A declaração vem em meio a dias de intensa pressão no mercado de renda fixa por apreensão sobre a trajetória da dívida.
REUTERS
Ibovespa fecha em alta de 0,31% após sessão instável
O Ibovespa subiu na terça-feira, encontrando respaldo em Wall Street, mas com volume abaixo da média diária no ano, em dia sem novidades relevantes positivas para fundamentar ganhos maiores
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa teve acréscimo de 0,31%, a 97.293,54 pontos, tendo alcançado 97.684,16 pontos na máxima da sessão e 96.390,28 pontos no pior momento. O volume financeiro somou 20,1 bilhões de reais, abaixo da média diária em 2020, de 29,26 bilhões de reais. A recuperação ocorreu após o Ibovespa fechar na mínima desde julho na segunda-feira. Em setembro, o desempenho está negativo em 2%. “O Ibovespa teve um pregão bastante instável”, afirmou o analista Régis Chinchila, da Terra Investimentos, destacando entre outros fatores trechos de comentários de autoridades do banco central dos Estados Unidos. No Congresso, o chair do Federal Reserve, Jerome Powell, afirmou que o caminho para a recuperação da maior economia do mundo permanece incerto, apesar da “melhora acentuada” desde que a pandemia do coronavírus provocou uma recessão nos EUA. Na cena brasileira, o Banco Central reiterou na ata do Copom que as condições para sua sinalização de que a taxa Selic não deve subir seguem de pé. Do ponto de vista gráfico, o analista Fernando Góes, da Clear Corretora, nota que o Ibovespa segue sem definição, mesmo com o resultado da véspera no qual a bolsa perdeu o suporte de 97 mil pontos.
REUTERS
Equipe econômica passa a ver déficit primário de R$861 bi do governo central em 2020
O Ministério da Economia elevou em 63,6 bilhões de reais a estimativa de déficit primário do governo central (Tesouro, Banco Central e Previdência) no ano, para o valor recorde de 861 bilhões de reais, ao incorporar o impacto da prorrogação do auxílio emergencial para enfrentar a pandemia do coronavírus
Os novos números constam do relatório de receitas e despesas do quarto bimestre, divulgado na terça-feira. O cálculo considera uma projeção de queda do Produto Interno Bruto (PIB) de 4,7% em 2020. No relatório do terceiro bimestre, a projeção era de déficit de 787,45 bilhões de reais. Com o estado de calamidade pública aprovado pelo Congresso, o governo está desobrigado de cumprir em 2020 a meta de déficit primário, de 124,1 bilhões de reais. No novo relatório, o governo elevou as despesas primárias calculadas para o ano em 63,598 bilhões de reais, a 2,046 trilhões de reais, refletindo principalmente a extensão em quatro meses do auxílio emergencial, que será pago agora até dezembro com valor reduzido, de 300 reais. O custo dos pagamentos adicionais do auxílio será de 67,6 bilhões de reais. Por outro lado, o governo reduziu pela metade, para 17 bilhões de reais, a projeção de despesas com o programa de financiamento à folha de pagamento das empresas (Pese). Para a receita líquida a conta foi reduzida em 9,955 bilhões de reais, a 1,185 trilhão de reais. A redução é explicada por revisão de algumas projeções macroeconômicas para o ano, arrecadação verificada em julho e agosto e alterações na legislação tributária para o combate ao Covid-19. A Cofins foi o tributo que sofreu a maior redução na projeção de arrecadação –de 10,6 bilhões, para 224,7 bilhões de reais–, o que é explicado, segundo o governo, pelo crescimento das compensações tributárias.
REUTERS
EMPRESAS
Fitch vê melhora no perfil de crédito da Marfrig e eleva ratings
A agência de classificação de risco Fitch Ratings elevou notas de crédito da Marfrig Global Foods na terça-feira (22), citando melhora no perfil financeiro e de negócios da companhia nos últimos anos com o aumento de participação na norte-americana National Beef
“A participação de 81,7% da empresa na National Beef reduziu a exposição da companhia ao Brasil, diversificou a exposição para dois ciclos de gado e melhorou seu acesso a mais mercados”, disse a Fitch em relatório. “As fortes condições da indústria em 2020 resultaram em um fluxo de caixa extraordinariamente forte nos Estados Unidos, o que melhorou ainda mais a liquidez e a estrutura de capital da empresa.” A nota de crédito de longo prazo da companhia foi elevada para “BB”, de “BB-”, e a nota de crédito em escala nacional subiu de “AA-” para “AA+”. A perspectiva para as notas é estável. A Marfrig elevou sua participação na National Beef de 51% para 81,7% em 2019 e é hoje a maior produtora de hambúrgueres do mundo. A National Beef é a quarta maior processadora de carne bovina nos EUA, responsável por 14% da capacidade total de processamento do país. Na América do Sul, a Marfrig é uma das maiores companhias no segmento de carne bovina, com capacidade de produção de 77 mil toneladas de hambúrgueres por ano, segundo a Fitch. “Os fundamentos do mercado global de carne bovina devem continuar positivos nos próximos anos parar produtores na América do Sul e nos Estados Unidos devido à demanda crescente e boa disponibilidade de gado”, disse a Fitch.
CARNETEC
MEIO AMBIENTE
Marfrig entra em lista global de empresas com metas de redução de emissões
A Marfrig Global Foods, maior produtora de hambúrgueres do mundo, acaba de ingressar na lista da Science Based Targets, iniciativa internacional que mobiliza empresas a se comprometerem com metas de redução das emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE)
Trata-se do primeiro frigorífico brasileiro a figurar na listagem que conta com pouco mais de 990 empresas engajadas no mundo. No setor, a única companhia que consta é a norte-americana Tyson Foods. O engajamento da companhia, a segunda maior produtora global de carne bovina, atrás da rival JBS, ocorre no momento em que a imagem do Brasil segue o caminho contrário, amplamente arranhada pelo avanço dos desmatamentos na Amazônia e queimadas no Pantanal, que colocam em risco acordos bilaterais e investimentos externos. Para o diretor de Sustentabilidade da Marfrig, Paulo Pires, a Science Based Targets é, atualmente, a iniciativa global mais ambiciosa em termos de ações para redução de emissões de gases, por meio de metodologias cientificamente comprovadas. “A Marfrig tem trabalhado ativamente na pauta sustentável desde 2009… Mostramos que independentemente do que acontece no Brasil, a empresa faz o que tem que ser feito”, afirmou Pires. Pelas métricas do Science Based Targets, as emissões de GEE são divididas em três escopos: diretas, provenientes do processo produtivo (escopo 1); do consumo de energia elétrica (escopo 2) e emissões indiretas de fornecedores (escopo 3). A partir do compromisso com a iniciativa, a Marfrig espera atingir uma redução de 43% das emissões nos escopos 1 e 2 até 2035, tomando como ano base o que foi emitido em 2019. Quanto ao terceiro escopo, a meta é reduzir 35% até 2035, disse Pires. “Quando falamos de escopo 3, cerca de 95% das emissões estão vinculadas à compra de bovinos, sistema de produção de gado e etc”, explicou o executivo. Desta forma, a empresa tem buscado parcerias com a ponta produtiva, para incentivar pecuaristas ao uso de melhoria genética, aumento de produtividade, redução no tempo do abate –que diminui as emissões de gás metano do boi–, integrações entre lavoura, pecuária e floresta, dentre outras ações. Em julho, a empresa lançou o Plano Marfrig Verde+, cujo objetivo é garantir que 100% da cadeia de produção seja sustentável e livre de desmatamento nos próximos dez anos, com investimentos previstos em 500 milhões de reais. Além disso, em agosto, a companhia lançou a primeira linha de carne carbono neutro do Brasil –a Viva– proveniente de animais inseridos em um sistema de produção pecuária-floresta, que neutraliza as emissões de metano, com base em um protocolo desenvolvido pela Embrapa. “Até o fim do ano vamos lançar a carne baixo carbono, que é de integração lavoura-pecuária”, adiantou Pires. Pires avaliou que, ao lado das questões de imagem corporativa, dois aspectos importantes que estão cada vez mais atrelados a iniciativas sustentáveis são o acesso a mercados e a investidores.
REUTERS
FRANGOS & SUÍNOS
Reserva chinesa de carne suína já está perto do fim Volume caiu muito nos últimos meses; importações crescem
A China praticamente esgotou suas reservas de carne suína congelada, segundo novas estimativas, o que coloca em evidência a escassez de oferta no maior mercado mundial de proteínas depois de dois anos da chegada da peste suína africana ao país
O nível das reservas é segredo de Estado na China, que lidera produção, consumo e importações mundiais de carne suína. Mas a consultoria londrina Enodo Economics estima que o volume tenha diminuído cerca de 452 mil toneladas entre setembro de 2019 e agosto deste ano. De acordo com Diana Choyleva, economista-chefe da Enodo Economics, o país tem atualmente menos de 100 mil toneladas de carne suína em estoque. “Nesse ritmo, em dois a três meses eles vão ficar sem”, acrescentou ela. Os números corroboram os comentários do representante agrícola americano em Pequim em recente relatório sobre o segmento no país, que destacou que “as reservas de carne suína parecem ter sido consumidas em sua maior parte no terceiro trimestre de 2020”. O país registrou seu primeiro caso de peste suína africana em 2018. Desde então, perdeu mais de 100 milhões de porcos, o que elevou os preços internos a novos patamares históricos. O governo chinês reagiu vendendo carne congelada de suas reservas no mercado doméstico para tentar conter os preços. Apesar de terem recuado um pouco recentemente, o preço à vista no atacado ainda está em torno a 47,61 yuans (US$ 7) por quilo, o dobro de antes da peste africana. Para os consumidores, os preços em agosto estavam 50% mais altos do que no mesmo mês de 2019, segundo dados oficiais. As reservas de carne suína são usadas mais para estabilizar os preços do que para substituir a falta de oferta. Seu declínio significa que a capacidade de Pequim para “intervir diretamente no mercado suíno ficará mais limitada na segunda metade de 2020 e no início de 2021”, alertou o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). A escassez obrigou a China a importar volumes recorde de carne suína este ano dos principais produtores mundiais, incluindo EUA e Brasil, apesar do compromisso do Presidente da China, Xi Jinping de aumentar a autossuficiência alimentar chinesa. As importações de carne suína chegaram a 430 mil toneladas em julho, mais que o dobro do que um ano antes. “A demanda da China está em patamares recorde neste ano”, disse Justin Sherrard, estrategista global da área de proteína animal no Rabobank. “É quem manda no comércio global de carnes”. O país é maior consumidor mundial de carnes. Nos últimos cinco anos, a demanda média anual da China por carne suína girou em torno a 50 milhões de toneladas, conforme dados do USDA.
Financial Times
INTERNACIONAL
JBS e WH Group lideram disparada nos embarques de carne suína dos EUA para a China
As exportações de carne suína dos Estados Unidos para a China ultrapassaram os níveis vistos antes da guerra comercial entre os países, impulsionadas por embarques das unidades locais da brasileira JBS e do chinês WH Group, proprietário da Smithfield Foods, indicou a Panjiva, unidade de pesquisas da S&P Global Market Intelligence
No acumulado do ano até 31 de agosto, a JBS pode ter exportado 370% mais carne suína dos EUA para a China do que em igual período de 2017, enquanto os embarques ligados ao WH Group avançaram 90,1%, disse a Panjiva na terça-feira. A norte-americana Tyson Foods, por sua vez, exportou 7,3% menos carne de porco ao país asiático, novamente em comparação com o mesmo período de 2017. O Presidente dos EUA, Donald Trump, ordenou em abril que as unidades de processamento de carnes do país permanecessem abertas para assegurar as ofertas domésticas, apesar de surtos de Covid-19 entre trabalhadores de frigoríficos. A JBS disse à Reuters em abril, quando fábricas foram fechadas nos EUA por causa dos surtos, que havia reduzido suas exportações para focar em atender à demanda norte-americana. A JBS não respondeu de imediato a um pedido por comentários na terça. Em junho, os senadores democratas Elizabeth Warren e Cory Booker questionaram empresas do setor sobre o volume de carne que haviam exportado para a China durante a pandemia. Em sua resposta, a JBS disse que sua participação total no mercado de exportações de carne suína dos EUA para a China vinha sendo de menos de 10%. Os embarques, segundo a empresa, são compostos principalmente por produtos como pés e fígados de porcos, que os norte-americanos não costumam ingerir. Já a Smithfield, em comunicado enviado à Reuters por e-mail, afirmou que não dá preferência aos clientes estrangeiros.
REUTERS
Alemanha já tem 20 casos de PSA
Todos os casos são em javalis encontrados mortos
A Alemanha vê crescer a cada dia os casos da peste suína africana (PSA). Mais sete javalis foram encontrados mortos e deram positivo para a doença. Com isso já são 20 casos desde o registro do primeiro no dia 11 de setembro. Todos foram encontrados no estado de Brandenburg, no leste. Ainda não há nenhum caso da doença em criações comerciais de suínos. Japão, Coréia do Sul, México, Argentina, Brasil e o principal comprador, a China, já suspenderam as importações. A União Europeia criticou os cancelamentos e disse que os países deveriam aliviar e seguir importando de áreas alemãs não afetadas pela PSA. A doença não acomete o homem, sendo exclusiva de suídeos domésticos e asselvajados (javalis e cruzamentos com suínos domésticos). Trata-se de uma doença viral grave e de alto contágio entre os suínos, causando grandes danos financeiros. A PSA já aconteceu no Brasil na década de 70, no Rio de Janeiro, e foi erradicada.
AGROLINK
USDA prevê que 2020 será um ano turbulento no setor de carnes da UE
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos preparou o seu relatório sobre a evolução do setor da carne na União Europeia durante 2020 e 2021. Na carne bovina, espera-se que o rebanho da Europa Central aumente levemente com o apoio financeiro contínuo ao setor. A taxa de abate diminuiu em toda a UE devido à redução na demanda por carne bovina
No entanto, espera-se que mais animais sejam sacrificados assim que a demanda por carne retornar aos níveis pré-COVID-19. No entanto, a produção geral de carne bovina da UE continua diminuindo, e algumas das propostas de políticas mais recentes da UE (por exemplo, o Acordo Verde, a estratégia do farm-to-fork e a estratégia de biodiversidade) fazem que não seja realista esperar um aumento da produção de carne bovina da UE a curto prazo. Com a estagnação da demanda local, o setor busca cada vez mais oportunidades de exportação. No entanto, projeta-se que a escassez de carne bovina de alta qualidade na UE retornará assim que o setor de serviços alimentícios retornar aos níveis comerciais anteriores a 19 anos. No caso da carne suína, com os preços da carcaça atingindo seus níveis mais altos em vinte anos e a expectativa de uma demanda recorde de exportação, o setor de suínos da UE estava pronto para uma produção recorde em 2020. Ao contrário da carne bovina, a demanda geral da UE por carne suína aumentou à medida que os embarques para a China continuaram. No entanto, devido à crise do COVID-19, o índice de abate foi distorcido por surtos entre trabalhadores da fábrica. Com a paralisação das empresas, o sistema de abate travou, causando uma queda no preço dos leitões (março a maio de 2020) da ordem de 40%. A queda na demanda por leitões levou a um maior abate para tirar os porcos da granja e reduzir os custos, o que deve resultar em menos leitões. Devido a um novo aumento no peso da carcaça, em parte causado pelo atraso no abate, a UE deverá produzir 24,0 milhões de toneladas em peso de carcaça equivalente a suínos, um pouco mais do que em 2019 e levemente a menos que em 2018. No primeiro semestre de 2020, as exportações para a China dobraram para 1,34 milhão de toneladas, mas caíram 25% para outros mercados estrangeiros. Em antecipação à redução da demanda, as exportações da UE para a China deverão diminuir para quase 1,0 MMT de CWE durante o segundo semestre de 2020. Devido à recente descoberta de peste suína africana (FSA) na Alemanha, o as exportações alemãs para a China e outros grandes mercados asiáticos são proibidas. Antecipando volumes de exportação inalterados para destinos fora da China (0,74 milhões de toneladas durante o primeiro e segundo semestre de 2020), as exportações totais devem chegar a quase 3,85 milhões de toneladas. A previsão é que o setor produza um volume recorde de carne suína em 2021.
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