CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1276 DE 13 DE JULHO DE 2020

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Ano 6 | nº 1276| 13 de julho de 2020 

 

NOTÍCIAS

Boi gordo: baixa oferta dá sustentação ao mercado

A pouca disponibilidade de gado gordo reduziu a pressão baixista sobre os preços da arroba do boi gordo por parte das indústrias 

As cotações ficaram firmes na última sexta-feira (10/7). Segundo levantamento da Scot Consultoria, em São Paulo, o boi gordo ficou cotado em R$218,00/@, bruto e à vista, R$217,50, livre de Senar, e em R$214,50, descontado o Senar e o Funrural. O boi jovem até 4 dentes é negociado em até R$225,00/@, bruto e à vista. O mercado segue sustentado pela oferta restrita de boiadas e o comportamento da demanda por carne bovina deve ditar o ritmo das compras de gado gordo em curto prazo.

SCOT CONSULTORIA 

Boi tem preço firme com otimismo em relação à demanda, diz Safras

Além da reabertura da economia em alguns estados, particularmente em São Paulo, a China continua comprando bastante proteína do Brasil

Os preços do boi gordo permaneceram firmes no mercado físico brasileiro nesta sexta-feira, 10. “Os frigoríficos seguem com escalas de abate curtas, enquanto a tentativa de realizar negócios com pecuaristas em patamares mais baixos não surtiu o efeito esperado”, diz o analista da Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias. Segundo ele, permanece um maior otimismo em relação à demanda doméstica de carne bovina com a reabertura da economia em alguns estados, particularmente em São Paulo. “Evidente que a demanda não estará no mesmo patamar ao momento anterior à pandemia, mas de qualquer forma já será um avanço. Além disso, a demanda relacionada à exportação ainda é muito efetiva, com uma presença maciça da China no mercado de proteína animal”, afirma. Na capital de São Paulo, os preços do mercado à vista ficaram em R$ 219 por arroba. Em Uberaba (MG), continuaram em R$ 214 a arroba. Em Dourados (MS), seguiram em R$ 211 a arroba. Em Goiânia (GO), preço indicado foi de R$ 211 a arroba. Já em Cuiabá (MT), ficou em R$ 197 a arroba. No mercado atacadista, os preços da carne bovina seguem estáveis. Conforme Iglesias, a tendência ainda remete a reajustes no curto prazo, em linha com a boa reposição ao longo da primeira quinzena de julho. A reabertura de restaurantes e de outros estabelecimentos na cidade de São Paulo segue como um fator relevante a ser considerado, mesmo com a demanda ainda distante do momento anterior as medidas de distanciamento social. A ponta de agulha ficou em R$ 12. O corte dianteiro seguiu em R$ 12,60 o quilo, e o corte traseiro permaneceu em R$ 14 por quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

Primeiro setor afetado pelo desmatamento é o da carne, diz empresário que falou com Mourão

Para dono da Marfrig, rastreamento total do gado abriria mercado no exterior 

Um dos membros do grupo de sete empresários e presidentes de grandes companhias que participaram da videoconferência para levar a preocupação ambiental do setor privado ao Vice-Presidente Hamilton Mourão, na sexta-feira (10), Marcos Molina, Presidente do Conselho de Administração da Marfrig disse que, se o governo adotar a meta do rastreamento total do gado no Brasil, vai ajudar não só as empresas exportadoras mas a si próprio, com aumento na arrecadação. O principal pleito do empresário foi o rastreamento total no mercado brasileiro. Para Molina, não basta monitorar só a fase do confinamento. Ele diz ser preciso detectar desde a origem, onde nasce o boi, para verificar se foi em propriedade irregular, eliminando o comércio ilegal, inclusive para frigoríficos de pequeno porte. O primeiro setor a sofrer o impacto da imagem do desmatamento é o da carne e por isso o rastreamento ajudaria as empresas brasileiras a acessar mais mercados no exterior, segundo Molina, que diz ter saído da reunião com expectativa positiva após ouvir de Mourão que o governo está de acordo com a necessidade da medida. “Temos que fazer um pacto entre governo e mercado para o Brasil executar isso o mais rápido possível porque ia começar a mudar o status do país. Isso valoriza a nossa carne, acaba com a sonegação e com o boi ilegal”, disse. A Marfrig trabalha atualmente com um nível de rastreabilidade de 42% e a meta é atingir 100% em cinco anos, segundo o empresário. “A rastreabilidade abre espaço não só para exportação. No mercado interno, o consumidor também quer saber de onde vem o gado, se não vem da Amazônia ilegal”, disse Molina.

FOLHA DE SÃO PAULO

Mourão diz a empresários estar “100% alinhado” com carta de CEOs

O Vice-Presidente Hamilton Mourão, responsável pelo Conselho Nacional da Amazônia Legal, disse em reunião na tarde da sexta-feira (10) estar “100% alinhado” com as propostas apresentadas pelos empresários brasileiros e afirmou que, embora não possa prometer metas agora, pretende estabelecer objetivos semestrais de redução do desmatamento da floresta equatorial

No comunicado enviado a Mourão e tornado público no começo da semana, 38 CEOs e presidentes de grandes empresas brasileiras e multinacionais instaladas no país apontaram a necessidade de um “combate inflexível” ao desmatamento ilegal, a inclusão socioeconômica das comunidades locais e a adoção de mecanismos de negociação de créditos de carbono, entre outras medidas. O documento também ganhou adesão de mais empresários de lá para cá e passou dos 50 nomes e companhias, segundo um dos signatários – o que indica não só a repercussão da carta, mas especialmente o aumento da mobilização do setor privado, tendo as próprias empresas e seus principais executivos à frente da mobilização pela sustentabilidade. Na avaliação de participantes da reunião, o encontro foi positivo e “destravou o diálogo” entre empresários e governo na pauta ambiental. Causou boa avaliação a afirmação de Mourão de que resolver o desmatamento ilegal na Amazônia é “responsabilidade do governo”.  Os CEOs e executivos de companhias como Shell, Itaú, Marfrig e Cargill, entre outros, relataram que já percebem uma maior cobrança não só de potenciais clientes de seus produtos no mercado internacional, mas também de acionistas estrangeiros. Presidente do Itaú, Candido Bracher comparou o combate ao desmatamento na Amazônia ao combate à hiperinflação que havia no Brasil dos anos 1980, como um problema que transcende governos e precisa ser visto como uma questão de Estado. CEO da Marfrig, Marcos Molina sugeriu a adoção de um programa de rastreabilidade de 100% da carne bovina produzida no Brasil, o que seria resposta a eventuais barreiras de mercados internacionais. CEO da Suzano, Walter Schalka destacou que, do ponto de vista geopolítico, as empresas gostariam de ver o Brasil como uma “potência ambiental” e, para tanto, é preciso engajamento na agenda de proteção da mata nativa. Mourão afirmou aos empresários apoiar o projeto de lei em discussão na Câmara que prevê a regularização fundiária na Amazônia, proposta que ainda é vista com desconfiança – os investidores internacionais questionaram o vice-presidente a respeito na reunião do dia anterior. Para Mourão, a medida precisa ser adotada por georreferenciamento – e não por fiscalização in loco – por envolver mais de 110 mil propriedades. Além de Mourão, o governo foi representado no encontro pelo ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. Parte dos empresários sentiu falta dos demais titulares de pastas relacionadas ao tema, como Tereza Cristina, da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

CNN BRASIL

ECONOMIA 

Dólar encerra semana estável

O dólar fechou em queda ante o real na sexta-feira, depois de chegar a subir quase 1%, com as vendas predominando no fim da sessão em meio à recuperação do apetite por risco no exterior por esperanças de tratamento mais eficaz para o Covid-19

O dólar à vista caiu 0,37%, a 5,3236 reais na venda. Na semana, o dólar teve variação positiva de 0,06%. Em julho, a cotação recua 2,14%. Em 2020, o dólar sobe 32,66%. Na B3, o dólar futuro cedia 0,42%, a 5,3245 reais, às 17h15. No exterior, o índice do dólar frente a uma cesta de divisas de países desenvolvidos caía 0,13% no fim da tarde. O dólar cedia mais contra peso mexicano, peso colombiano e rand sul-africano —assim como o real, divisas que se beneficiam de maior apetite por risco. Mas o dia de vaivém nos preços reforçou a sensação de cenário ainda incerto. Ao longo do pregão, o dólar oscilou entre alta de 0,97%, a 5,3954 reais, e recuo de 0,55%, para 5,314 reais. Mais de 60.500 novas infecções por coronavírus foram relatadas nos Estados Unidos na quinta-feira, a maior contagem de casos em um único dia em qualquer país desde que o vírus surgiu no final do ano passado na China. E no Brasil a pandemia também segue resiliente, com 42.619 novos casos de coronavírus na quinta, elevando o total para 1.755.779. “Frente ao aumento dos riscos do cenário, investidores optam por manter posições mais cautelosas”, disse em nota Alejandro Ortiz Cruceno, da equipe econômica da Guide Investimentos. Mais cedo, dados sobre preços ao produtor nos EUA vieram mais fracos que o esperado, e o Bank of America enxerga algum viés negativo para o dólar. No Brasil, os números mais recentes apontam cenário ainda tortuoso. O setor de serviços contrariou expectativas e caiu em maio, enquanto o IPCA de junho subiu apenas em linha com as expectativas.

REUTERS 

Ibovespa alcança patamar pré-pandemia

O Ibovespa fechou em alta na sexta-feira, acima dos 100 mil pontos pela primeira vez desde março, apoiado no viés positivo dos mercados no exterior

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,88%, a 100.031,83 pontos. O volume financeiro somou 24,1 bilhões de reais. Na semana, acumulou alta de 3,38%, mantendo em julho o viés positivo dos últimos três meses, apoiado no cenário de juros bastante baixos no país e sinais de que o pior para atividade econômica brasileira pode ter ficado para trás. Embora continue distante dos quase 120 mil pontos que alcançou no final de janeiro, o Ibovespa já acumula valorização de cerca de 60% desde as mínimas do ano registradas em março. Para o analista José Falcão, da Easynvest, correções e realização de lucros não estão descartadas. “O cenário é positivo, de bolsa em alta, sem sinais de reversão nesse momento”, reiterou. Ele ponderou, contudo, que o mercado precisa de dados e acontecimentos que deem mais força para o Ibovespa se consolidar acima dos 100 mil pontos, bem como a proximidade da temporada de balanços do segundo trimestre pode frear o fôlego. A temporada das empresas do Ibovespa começa dia 22, com a divulgação do balanço de Weg. No exterior, o norte-americano S&P 500 subiu 1%, com a notícia de que o medicamento remdesivir da Gilead melhorou significativamente a recuperação clínica e reduziu o risco de morte em pacientes com Covid-19.

REUTERS 

Volume de serviços contraria expectativa e cai em maio pelo 4º mês seguido

O setor de serviços brasileiro continuou registrando perdas em maio, devido às medidas de restrição contra o coronavírus que fecharam empresas, contrariando expectativas de crescimento, mas a queda desacelerou ante abril

O volume de serviços registrou queda de 0,9% em maio na comparação com abril, segundo dados divulgados na sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Essas perdas somam-se à queda recorde de 11,9% em abril, chegando ao quarto mês seguido de contração, embora os efeitos da pandemia só tenham sido registrados a partir do final de março, pesando sobre uma atividade que já vinha mostrando dificuldades em engrenar uma recuperação. Nos quatro meses seguidos de retração, o setor de serviços acumula perda de 19,7%. “Temos um aprofundamento dos efeitos da pandemia sobre o setor de serviços, uma vez que foi uma queda em cima de uma queda histórica”, disse o Gerente da Pesquisa, Rodrigo Lobo. “Não podemos confundir a queda menor em maio do que em abril com uma reação.” Na comparação com maio de 2019, o setor apresentou recuo de 19,5%. As expectativas em pesquisa da Reuters eram de alta de 5,2% no mês e de contração de 14,3% no ano. Em maio, entre as cinco atividades de serviços pesquisadas, três apresentaram perdas —o volume de serviços de informação e comunicação recuou 2,5% e o de profissionais, administrativos e complementares teve queda de 3,6%, enquanto a atividade Outros serviços perdeu 4,6%. “São segmentos que dependem de uma dinâmica econômica ativa. Antes, havíamos sentido o impacto da crise principalmente nos serviços prestados às famílias, agora os serviços prestados por empresas para outras empresas começam a sentir efeitos importantes”, explicou Lobo. Por outro lado, as atividades de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio aumentaram 4,6% e de serviços prestados às famílias subiu 14,9%. “Os setores ligados às partes de alojamento e alimentação e transporte foram os que tiveram as perdas mais importantes no mês de abril. Em maio, eles mostram uma certa recuperação, crescendo nesse mês, mas não o suficiente para levar o setor de serviços para o campo positivo”, completou Lobo.

REUTERS

Brasil bate recorde em exportações agropecuárias de junho puxado por soja, açúcar e carnes

As exportações do agronegócio do Brasil atingiram em junho um recorde para o mês em termos de valor, a 10,17 bilhões de dólares, alta de 24,5% na comparação com igual período do ano passado, informou o Ministério da Agricultura na sexta-feira

Segundo a pasta, o resultado foi puxado especialmente pelas vendas de soja, açúcar e carnes bovina e suína, em momento de firme demanda externa e câmbio favorável às commodities brasileiras, com a desvalorização do real frente ao dólar. A soja —principal produto de exportação do Brasil— liderou a lista, somando receitas de 5,42 bilhões de dólares no mês passado, avanço de 53,4% em relação a junho de 2019. Os embarques de soja do Brasil totalizaram 13,8 milhões de toneladas em junho, aumento de mais de 60,8% no ano a ano, impulsionados especialmente pela grande demanda da China. De acordo com os dados do ministério, os chineses adquiriram 70% da soja exportada pelo Brasil em junho. O país asiático também foi o principal destino dos embarques de carnes bovina e suína, cujas aquisições pela China saltaram quase 150% para cada proteína ao longo do primeiro semestre, segundo associações do setor. No total, a China é responsável por 65% do crescimento em valores absolutos das exportações agrícolas brasileiras entre junho de 2019 e junho de 2020, afirmou o ministério. A pasta também destacou o forte aumento nas exportações de açúcar, que em junho dispararam 94,8% em termos de volume, para quase 3 milhões de toneladas, e 80,4% em termos de valor, atingindo 810,80 milhões de dólares. A participação do agronegócio nas exportações do Brasil foi de 58,6% em junho, ante 44,4% no mesmo mês do ano passado.

REUTERS

Mercado passa a ver contração de 6,10% da economia este ano no Focus

O mercado passou a ver menor contração econômica neste ano pela segunda semana seguida, em meio a dados mostrando o impacto do surto de coronavírus, de acordo com a pesquisa Focus que o Banco Central divulgou nesta segunda-feira

O levantamento semanal mostrou que a projeção agora é de uma contração do Produto Interno Bruto (PIB) em 2020 de 6,10%, contra queda de 6,50% calculada na semana anterior.

Para 2021, permanece a expectativa de um crescimento do PIB de 3,50%. Para a inflação, os economistas consultados ajustaram sua estimativa para a alta do IPCA este ano a 1,72%, de 1,63% ante, mantendo a taxa de 3,00% para o índice em 2021.

REUTERS

EMPRESAS

Lobby da carne no Paraná resiste a regras de distanciamento em frigoríficos, mostra ofício

Representantes da indústria de processamento de carne pediram ao governo do Paraná, o maior Estado produtor e exportador de frango do Brasil, que reconsidere as regras locais destinadas a aumentar o espaçamento entre os trabalhadores em frigoríficos durante a pandemia de Covid-19, de acordo com um ofício visto pela Reuters

O lobby da carne argumenta que o distanciamento mínimo de 1,5 metro exigido pela Resolução 855, publicada em 1o de julho no Paraná, reduziria a produção nas fábricas em cerca de 43%, de acordo com o ofício de 2 de julho assinado pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o Sistema Ocepar e o Sindiavipar. A distância média dos trabalhadores nas unidades de produção de suínos e aves é de 0,85 centímetros, segundo o ofício. A portaria federal 19, que vigora desde junho e trata da operação de abatedouros brasileiros em meio à pandemia, deveria prevalecer sobre as normas estaduais, disse o ofício dos representantes da indústria. Mas as regras federais exigem apenas um metro de distanciamento físico nas fábricas, o que o Ministério Público do Trabalho em três Estados da Região Sul disse à Reuters ser insuficiente. Segundo a indústria, um metro de distanciamento entre os trabalhadores já representaria uma queda de cerca de 18% na produção de carnes. Respondendo à manifestação das empresas, a Chefe da Procuradoria do Trabalho no Paraná, Margaret de Carvalho, solicitou “uma reunião em caráter de urgência” com o governador paranaense na quinta-feira, de acordo com outro ofício visto pela Reuters. A Procuradora-Chefe defende a aplicação continuada das regras locais, à medida que os frigoríficos se transformaram em centros de contaminação do novo coronavírus. “Na atividade frigorífica existem atualmente 16 plantas que estiveram ou estão em surto, sendo que 6 já possuem mais de uma centena de casos confirmados”, diz o ofício da procuradoria, emitido na quinta-feira. Em comunicado na sexta-feira, a ABPA, que representa gigantes do setor como a BRF SA a JBS SA, reiterou a posição expressa no ofício de 2 de julho. “Embora existam diferentes pontos de vista, a harmonização das normas garantirá a segurança jurídica a quem produz, assim como possibilitará a manutenção dos trabalhos com o propósito de proteger a saúde do colaborador e não permitir que falte alimentos para a população brasileira.” Santa Catarina, o maior Estado produtor de carne suína do Brasil, também ponderou revogar suas próprias regras, mais rígidas que as federais, para a operação de abatedouros durante a pandemia, o que atraiu crítica dos procuradores do trabalho no estado.

REUTERS

Com dinheiro em caixa, JBS resgata US$ 875 milhões em dívidas

Com a medida, companhia economizará US$ 53 milhões em juros por ano

Após reforçar o caixa no primeiro semestre para lidar com os eventuais impactos negativos da pandemia, a JBS dá sinais de que o pior já pode ter passado. Na sexta-feira, o grupo anunciou que resgatará US$ 875 milhões em títulos de dívida que venceriam em 2023 e 2024. Ao pagar as dívidas com dinheiro do caixa, a JBS economizará US$ 53 milhões em juros por ano. Pelos papéis que vai resgatar, o grupo pagava juros anuais entre 6,250% e 5,875% ao ano. De acordo com uma fonte, fazia mais sentido econômico pagar as dívidas e economizar em despesas financeiras do que ficar com os recursos no caixa, sobretudo porque o ambiente de juros baixos no mundo torna o rendimento das aplicações do caixa pouco atraentes. Com a gestão de dívida, a JBS dá mais um passo em sua estratégia em busca de redução de juros e do grau de investimento, conforme executivos vem frisando em teleconferências com analistas.

VALOR ECONÔMICO

Marcos Molina investe R$ 42,2 milhões em ações da Marfrig

Com compras feitas em junho, participação do empresário na companhia chegou a 46,8% 

O empresário Marcos Molina, controlador da Marfrig Global Foods, aumentou a participação acionária na empresa em junho. Participação de Marcos Molina na Marfrig chegou a 46,8%. Conforme formulário enviado na sexta-feira (10) à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o empresário investiu R$ 42,2 milhões em ações de sua companhia no mês passado. Com isso, ele ampliou a posição acionária de 327,3 milhões de ações para 332,7 milhões. A fatia de Molina na Marfrig aumentou de 46% de 46,8%. Molina e sua esposa controlam a Marfrig por meio do MMS Participações.

VALOR ECONÔMICO 

FRANGOS & SUÍNOS

Cotações do suíno subiam nas granjas e no atacado

Em São Paulo, o suíno terminado está cotado em R$95,00/@. No atacado, a referência está em R$7,80 por quilo

Houve alta de R$5,50/@ (+6,1%) nas granjas e no atacado os preços subiram de R$0,80/kg (+11,1%) na comparação semanal. Dentre os produtos que compõem esta análise, a alta semanal foi puxada pela bisteca (+3,14%), lombo (+7,68%) e o pernil (+6,02%). Destaque também para o mercado externo, onde os dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) nos três primeiros dias úteis de julho, sinalizaram aumento de 87,0% na média diária exportada de carne suína, frente ao mesmo período de 2019.

SCOT CONSULTORIA 

Países árabes aumentam as compras de carne de frango dos brasileiros no primeiro semestre do ano

Pelo menos cinco países árabes fortaleceram suas compras

As exportações brasileiras de carne de frango recuaram no mês de junho em quantidade e receita, mas cresceram em volume no primeiro semestre deste ano, segundo dados divulgados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Pelo menos cinco países árabes – Egito, Líbia, Kuwait, Iêmen e Catar – aumentaram as compras nos primeiros seis meses deste ano.

As exportações brasileiras de carne de frango in natura e processada somou 342 mil toneladas em junho, quantidade 12,4% menor que a registrado no mesmo período do ano passado. Em receita, a exportação chegou a US$ 446 milhões, com queda de 31%. No acumulado do ano, houve aumento de 1,7% nas vendas em volume, com 2,106 milhões de toneladas, o que gerou receita de US$ 3,1 bilhões. O faturamento foi 8,8% menor em relação ao primeiro semestre de 2019. O mercado chinês foi o principal destino do semestre, com alta de 32% nos embarques. Também compraram mais países como Singapura, Filipinas e Vietnã. “Houve também fortalecimento nas vendas para nações da África, como Egito, Líbia e Angola, além de nações árabes como Kuwait, Iêmen e Catar, que deram sustentabilidade aos embarques do setor no ano em médias mensais superiores às realizadas no primeiro semestre de 2019”, disse Ricardo Santin, Diretor-Executivo da ABPA.

Agência de Notícias Brasil-Árabe 

INTERNACIONAL

Frigorífico alemão diz que deixará de contratar terceirizados após surto de Covid-19

O grupo alemão Toennies, que está no centro de um surto de coronavírus em frigoríficos no país europeu, disse na sexta-feira que vai contratar 1.000 funcionários e deixar de utilizar trabalhadores terceirizados nas atividades de abate de animais e processamento de carnes

Uma unidade da Toennies em Rheda-Wiedenbrueck, no oeste da Alemanha, está fechada há três semanas, depois que mais de 1.500 trabalhadores testaram positivo para Covid-19. Isso resultou no “lockdown” de 600 mil pessoas na região vizinha de Guetersloh, que foi suspenso nesta semana. Os frigoríficos alemães têm sido alvos de críticas pelo uso generalizado de trabalhadores terceirizados que migram do Leste Europeu e pelas acomodações apertadas em que são instalados, suspeitas de contribuir para os surtos de coronavírus nas fábricas. A Toennies disse que está iniciando um projeto piloto para empregar diretamente 1.000 pessoas nas operações de abate e processamento até 30 de setembro. A medida faz parte de um plano para pôr fim à utilização de terceirizados até o final do ano. Essa é a primeira de uma série de mudanças e mostra que o grupo Toennies está levando a sério as demandas que recebe e trabalhando de forma rápida para “atender às demandas políticas e da sociedade”, disse em comunicado o sócio-gerente da empresa, Clemens Toennies.

REUTERS

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