CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1167 DE 31 DE JANEIRO DE 2020

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Ano 6 | nº 1167| 31 de janeiro de 2020


NOTÍCIAS

Carne bovina sem osso caiu 7,6% no atacado em janeiro

Mais uma semana de queda no mercado atacadista da carne bovina sem osso. Desta forma, são cinco semanas seguidas de desvalorização nos preços

Nos últimos sete dias, na média dos 22 cortes pesquisados pela Scot Consultoria, as cotações recuaram 1,6%. No acumulado do ano, a queda registrada é de 7,6%. A fraca demanda no mercado doméstico impede que os frigoríficos ajustem para cima os preços da carne bovina. Contudo, a próxima semana traz expectativas mais positivas de consumo com a chegada da virada do mês. Quadro que foi já foi desenhado com o aumento nos preços da carne com osso. O boi casado de animais castrados está cotado em R$11,77, alta de 1,3% nesta semana. Do lado do mercado externo, as expectativas são menos otimistas. O surto de coronavírus na China fez com que as autoridades chinesas cancelassem os eventos de comemoração ao Ano Novo Lunar em todo o país, confinassem em quarentena mais de 50 milhões de chineses e limitassem o trânsito de pessoas.

SCOT CONSULTORIA

Pecuaristas seguram boiada e preço da arroba volta a subir no Brasil

Os frigoríficos encontram maior dificuldade na compra de gado e, após quedas sucessivas, o mercado parece reagir

O mercado físico do boi gordo apresentou poucas variações na quinta-feira, mas voltou a cair no Brasil. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, os frigoríficos encontram maior dificuldade na compra de gado, natural frente a relutância dos pecuaristas em negociar nos preços vigentes. “A capacidade de retenção segue positiva, avaliando a boa condição das pastagens neste momento. Uma eventual recuperação da demanda no decorrer de fevereiro pode contribuir para a retomada do movimento de alta, no entanto, os patamares alcançados dificilmente vão repetir os números do último mês de novembro”, disse. Em São Paulo, preços subiram para R$ 187 a arroba para pagamento à vista. Em Minas Gerais, preços de R$ 183 a arroba, em Uberaba, contra R$ 181 na quarta-feira. Em Mato Grosso do Sul, preços subiram de R$ 173 para R$ 175 a arroba, em Dourados. Em Goiás, o preço indicado subiu de R$ 180 para R$ 182 a arroba em Goiânia. Já em Mato Grosso o preço ficou em R$ 173 a arroba em Cuiabá. O mercado atacadista volta a se deparar com acomodação dos preços. “É importante destacar que o escoamento da carne apresenta alguns sinais de avanço nessa semana, a reposição tende a ser ainda mais efetiva durante a primeira quinzena do mês, período pautado pela entrada dos salários, além do retorno às aulas como motivador da demanda”, finalizou. Corte traseiro segue precificado a R$ 13,05, por quilo. Corte dianteiro ainda é cotado a R$ 10,40, por quilo. Ponta de agulha permanece cotada a R$ 9,70, por quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

Boi gordo: oferta de preços maiores em São Paulo

A queda de preço ao longo da segunda quinzena deste mês reduziu o volume de negócios no estado. A pastagem em boa condição permite aos pecuaristas reter os animais na fazenda, aguardando por preços melhores

A baixa oferta de boiadas mantém parte das indústrias com escalas enxutas (um a dois dias). Nestes casos, os frigoríficos com programações curtas ofertaram preços maiores na última quinta-feira (30/1). Segundo levantamento da Scot Consultoria, em São Paulo, o boi gordo ficou cotado em R$190,50/@, bruto, R$190,00/@, com o desconto do Senar e R$187,50/@, livre de impostos (Senar e Funrural). A alta foi de 0,3% na comparação dia a dia. Entretanto, na comparação com o início da segunda quinzena, o preço recuou 2,3%, o que equivale a R$4,50 a menos por arroba.

SCOT CONSULTORIA

Governo lança proposta para fiscalização por autocontrole

Ministério da Agricultura apresentou minuta ao setor privado

O Ministério da Agricultura prepara uma medida provisória para estabelecer a fiscalização por autocontrole de produtos de origem animal e vegetal, fertilizantes, medicamentos veterinários, ração, sementes e insumos em geral. O objetivo é tornar obrigatória a implantação de programas de autocontrole, mais amplos do que os sistemas de controle de qualidade já exigidos. Uma das novidades é a criação de um programa de incentivos para estimular mais transparência e fluxo de informações das empresas. A ideia é que, por meio de um sistema de rating de adesão voluntária, as melhores classificadas recebam um “atendimento prioritário” do Ministério da Agricultura. Em troca, as companhias terão de oferecer mais detalhes do que no autocontrole padrão, como disponibilizar as análises de controle de qualidade à fiscalização. A proposta tem potencial para gerar polêmica. Em tese, empresas com maior poder de investimentos poderiam sair na frente em processos como o de habilitação para exportação – esse já é um tema que gera discórdia, como o conflito entre os frigoríficos que queriam ser habilitados pela China, no ano passado, escancarou. Além do atendimento prioritário em habilitações, as companhias bem classificadas no sistema “Agrocontrole” terão ritos simplificados na emissão de certificados e aprovações regulatórias, indica uma apresentação feita na semana passada pela Secretaria de Defesa Agropecuária, na 4ª reunião do Comitê Técnico Permanente de Programas de Autocontrole. Meta da ministra Tereza Cristina, a fiscalização por autocontrole é discutida desde abril do ano passado por esse comitê, formado pelo governo e entidades do setor produtivo e industrial. O ministério ainda avalia o melhor momento para publicar medida provisória ou até se vai optar por transformá-lo em projeto de lei para análise do Congresso. Com o autocontrole, as companhias serão obrigadas a atender critérios mínimos, ampliando as responsabilidades do setor privado. Na indústria de carne, por exemplo, o controle de temperatura nas câmaras frigoríficas poderá ser de responsabilidade das empresas, e não mais do Estado, explicou uma fonte do setor. Mas a regulação detalhada ainda não foi definida. Prazos e requisitos específicos para cada segmento virão depois, em normas complementares, para dar tempo à adequação. A implantação do programa também poderá ser auditada por certificadora. “O ministério não vai sair da inspeção e fiscalização, o poder de polícia continua”, explica José Guilherme Leal, Secretário de Defesa Agropecuária do ministério. O sistema deve ser parecido com o da Receita Federal. O custo total é próximo a R$ 15 milhões. “Para a inspeção, não tem nenhum impacto que venha a comprometer [o acesso ao mercado internacional] e o que temos de reconhecimento do nosso serviço no mercado”, defendeu Leal.

VALOR ECONÔMICO

Cadeia produtiva de carne bovina recebeu R$ 123 bilhões em subsídios

Segundo estudo, subsídios representaram quase 80% da arrecadação de impostos entre os anos de 2008 e 2017

A cadeia produtiva de carne bovina no Brasil recebeu R$ 123 bilhões em subsídios entre os anos de 2008 e 2017, ou R$ 12,3 bilhões por ano, para uma arrecadação anual pouca coisa maior, de R$ 15,1 bilhões. Assim, os subsídios representaram quase 80% da arrecadação de impostos no período em questão. A isenção compreende impostos como PIS/Pasep, Cofins, imposto de renda, Funrural e Pronaf, entre outros, tanto estaduais quanto federais, além de incentivos, anistias e perdões de dívidas. Além disso, 9,7% do preço de cada quilo de carne foi subsidiado no período. Por segmentos dentro da cadeia produtiva, tem-se que a bovinocultura foi contemplada com 51% do total das renúncias fiscais; a indústria e o varejo com 41,6% e a produção de insumos para a cadeia, com 7,4%. E que PIS/Cofins corresponderam a 46,8% das renúncias, ICMS a 28,6% e IR, Funrural e ITR, juntos, a 25% entre 2008 e 2017. Esses números constam do estudo “Do pasto ao prato: subsídios e pegada ambiental da carne bovina”, feito pelo Instituto Escolhas. O estudo também demonstrou que a pegada ambiental do setor, medida em emissão de dióxido de carbono equivalente (CO²e), alcançou a média de 78 quilos de CO²e em cada quilo de carne bovina, considerando todas as regiões do País entre 2008 e 2017. A pegada de carbono, explica o estudo, representa a quantidade de emissões e remoções de gases do efeito estufa (GEE) para determinada atividade, no caso, a produção de carne bovina. “O estudo contabilizou as emissões do rebanho e as emissões da fração das áreas desmatadas convertida em pastos nas regiões da Amazônia Legal e do Matopiba”, informa o Instituto Escolhas, no documento. A maior pegada de carbono do País está na região do Matopiba (Maranhão, Piauí, Tocantins e Bahia), com média de 183 quilos de CO²e por quilo de carne bovina. Na Amazônia Legal, a média é de 145 quilos de CO²e por quilo de carne bovina. No restante dos Estados, a pegada média de carbono é de 23 quilos de CO²e por quilo de carne bovina produzida. Segundo o estudo, a ampla diferença da pegada de carbono entre Matopiba, Amazônia Legal e outras regiões demonstra o impacto do desmatamento e da ocupação do Cerrado nas duas primeiras regiões do País, com transformação de áreas nativas em áreas de pasto.

ESTADÃO CONTEÚDO

ECONOMIA

dólar atinge a máxima histórica, perto de R$4,26

O dólar fechou na máxima histórica na quinta-feira, perto de 4,26 reais, depois de ter superado 4,27 reais no pico do dia em meio a uma onda de aversão a risco nos mercados financeiros globais por temores referentes ao coronavírus surgido na China

O receio do mercado é que a paralisação de diversos serviços no gigante asiático para conter a propagação do vírus provoque uma desaceleração na atividade chinesa a ponto de afetar toda a economia global. O real até se manteve nesta sessão entre as moedas de pior desempenho, mas, diferentemente de vários pregões neste mês, operou em maior sintonia com seus pares emergentes, conforme os receios do vírus têm minado o apetite por ativos mais arriscados neste primeiro mês do ano. Janeiro, aliás, tem sido de forte pressão no câmbio. Faltando um dia para o fim do mês, o real se desvaloriza em termos nominais 5,78% ante o dólar, a passos largos para registrar o pior desempenho para qualquer mês desde agosto passado e o mais fraco para meses de janeiro desde 2010. Analistas argumentam que a fraqueza do câmbio neste mês decorre de uma série de fatores, entre os quais expectativa maior de queda dos juros, números piores de conta corrente e sinais de retomada mais lenta que a esperada na atividade econômica. As commodities estão caindo, os termos de troca estão piorando, e temos vindo de semanas de dados ruins da balança comercial. Nada está ajudando (o real). O dólar à vista encerrou a sessão em alta de 0,95%, a 4,2589 reais na venda. É o maior valor nominal da história, deixando para trás o recorde anterior de 4,2586 reais na venda do dia 27 de novembro de 2019. Na máxima do dia, a moeda foi a 4,2733 reais na venda, perto do pico intradiário de 4,2785 reais na venda alcançado em 26 de novembro do ano passado.

Na B3, o dólar futuro de maior liquidez tinha ganho de 0,46%, a 4,2505 reais.

REUTERS

Ibovespa fecha estável apoiado em blue chips

O Ibovespa fechou praticamente estável na quinta-feira, com preocupações sobre os reflexos do surto de coronavírus na China ditando volatilidade, mas a recuperação de blue chips já no final do pregão ajudando-o a fechar no azul

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,12%, a 115.528,04 pontos, tendo recuado abaixo de 113 mil pontos no pior momento da sessão, tocando mínima intradia em seis semanas. O volume financeiro do pregão somou 24,8 bilhões de reais. A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou que a epidemia de coronavírus na China agora constitui uma emergência de saúde pública de interesse internacional, em meio a evidências crescentes do vírus se espalhando para 18 países. De acordo com agentes financeiros, a preocupação nos mercados está principalmente relacionada aos potenciais reflexos do avanço do vírus na economia chinesa e suas consequências para a atividade econômica global. Para profissionais da área de renda variável, a queda mais forte recente abriu oportunidade para compras. Até a mínima da sessão, o Ibovespa chegou a acumular perda de 4,7% na semana.

REUTERS

IGP-M desacelera alta a 0,48% em janeiro com arrefecimento de carnes, diz FGV

O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) iniciou o ano com alta de 0,48% em janeiro, desacelerando sobre o avanço de 2,09% em dezembro devido ao arrefecimento dos preços tanto no atacado quanto no varejo

A FGV informou que o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que responde por 60% do índice geral e apura a variação dos preços no atacado, desacelerou a alta a 0,50% em janeiro, ante 2,84% em dezembro. O movimento teve como destaque o grupo Matérias Primas Brutas, que deixou para trás alta de 5,03% para subir 0,26% em janeiro, sentindo o impacto da queda de 5,83% dos preços dos bovinos após avanço de 19,57% em dezembro. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), com peso de 30% sobre o índice geral, avançou 0,52% no período, após alta de 0,84% no mês anterior. A desaceleração no avanço dos preços de Alimentação, de 2,36% para 1,22%, foi o principal motivo para o arrefecimento do IPC, e foi marcada pela queda acentuada na taxa de variação das carnes bovinas, que subiram 1,95% em janeiro depois de dispararem 18,03% no mês anterior. Já o Índice Nacional de Custo de Construção (INCC) subiu 0,26% em janeiro, após alta de 0,14% anteriormente.

REUTERS

EMPRESAS

Cade inicia investigação contra BRF e JBS após comentários em fórum econômico

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) abriu no final da tarde da quinta-feira uma investigação para apurar a suspeita que BRF e JBS estariam formando um cartel no mercado de aves e suínos no país

A decisão de instaurar o procedimento preparatório de inquérito administrativo foi tomada pelo Superintendente-Geral do Cade, Alexandre Cordeiro Macedo, às 17h40, segundo documento obtido pela Reuters. No despacho, Macedo cita reportagem do jornal Valor Econômico no qual cita um debate realizado na cidade de São Paulo na véspera em que dirigentes da JBS e da BRF falaram que, para compensar a alta dos preços do milho no país, as duas empresas iriam repassar a alta da commodity para seus produtos. O debate ocorreu em um fórum de investimentos latino-americanos aberto à imprensa e promovido pelo Credit Suisse. Procurada, a JBS afirmou que “não foi notificada da abertura de nenhum processo investigativo no Cade até o momento e rechaça qualquer alegação de prática de cartel pela companhia”. Já a BRF comentou que “atua de forma ética e íntegra em todos os seus negócios, tendo segurança em afirmar que age de acordo com as regras concorrenciais. A companhia não foi notificada sobre qualquer investigação, mas informa que permanece à disposição das autoridades para todos os esclarecimentos que se façam necessários”. A atual etapa da apuração do Cade, o procedimento preparatório de inquérito administrativo, é a mais embrionária de uma investigação do órgão de defesa da concorrência. Essa apuração será conduzida pela Superintendência-Geral do Cade e vai correr sob sigilo. O órgão poderá pedir diligências e tem 30 dias para concluir as investigações. Ao final desse prazo, ele poderá pedir abertura do inquérito administrativo, arquivar o caso ou prorrogar o prazo e pedir novas diligências.

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Minerva cancela planos de IPO da Athena, subsidiária no Chile

A empresa de proteína animal Minerva informou na quinta-feira que seu conselho de administração aprovou cancelar o pedido de registro de companhia aberta de sua subsidiária no Chile, a Athena

“A despeito do cancelamento do registro de companhia aberta, as estratégias de negócios, e estruturas administrativa e operacional da Athena Foods, se mantêm inalteradas”, afirmou a Minerva em comunicado. Em novembro passado, a Minerva havia reafirmado planos para a oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) da Athena, que também opera em Argentina, Uruguai, Paraguai, Colômbia. Na ocasião, o Diretor Financeiro da Minerva, Edison Ticle, disse que o IPO pode ser concluído até abril próximo.

REUTERS

FRANGOS & SUÍNOS

Brasil exportou 42,1% a mais suínos que a média de janeiro de 2019

O valor pago por tonelada embarcada valorizou 30% na comparação com 2019

As exportações de carne suína in natura vêm registrado alta nos preços da tonelada embarcada e também no volume quando comparado ao mesmo mês de 2019. Em volume, até o dia 24, o Brasil embarcou 46,0 mil toneladas. Com 17 dias úteis no período a média diária de embarques é de 2,7 mil toneladas, 42,1% maior que a média registrada em janeiro de 2019 quando a média era de 1,9 mil toneladas por dia. Em valores monetários as exportações somam na parcial do mês US$ 119,9 milhões, o total registrado para o mês janeiro em 2019 foi US$ 84,1 milhões. O valor pago por tonelada embarcada valorizou 30% na comparação com 2019. Naquele período o preço pago era de US$ 2009,00, já na parcial desse mês a média de preço registrada é de US$ 2609,00. Em janeiro de 2019 as exportações brasileiras ainda enfrentavam o déficit deixado pela Rússia ao fechar o mercado para a carne suína brasileira, mas com os casos de Peste Suína Africana na Ásia, especialmente na China, o maior produtor mundial, o Brasil recuperou as exportações. As expectativas para os próximos meses é de que esse bom desempenho seja mantido.

SUINOCULTURA INDUSTRIAL

Pressão de baixa no mercado de suínos

O mercado de suínos teve mais uma semana de retração nos preços

Nas granjas paulistas o animal terminado voltou ao patamar de dois dígitos e está cotado em R$97,00 por arroba, queda de 7,6% em uma semana, ou R$8,00 a menos por arroba. Desde o início do mês houve queda de R$23,00 por arroba. No mercado atacadista, o movimento é semelhante. A carcaça retraiu 4,9% em sete dias e 23,8% desde o início do mês, sendo negociada atualmente, em média, em R$7,70 por quilo. As vendas no mercado interno estão lentas, cenário comum para o período do ano, conhecido pelo menor poder aquisitivo da população, devido às dívidas adquiridas no final do ano e os impostos e gastos extras que ocorrem no mês. Apesar do cenário fraco frente ao final do ano, as cotações estão maiores que em igual período do ano passado. Tanto nas granjas, como no atacado, os preços estão 49,9% e 54,2% maiores, respectivamente.

SCOT CONSULTORIA

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