CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1146 DE 19 DE DEZEMBRO DE 2019

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Ano 5 | nº 1146| 19 de dezembro de 2019

 

NOTÍCIAS

Pressão de baixa perdendo força no mercado do boi

Aos poucos, as ofertas de compra estão melhorando. A quantidade de boiadas, que já não estava abundante, está diminuindo

Reflexo do período do ano e do mês, quando normalmente os pecuaristas saem dos negócios devido ao final do ano. Em São Paulo, parte das indústrias estão com as escalas dos próximos doze dias prontas, com isso, essas empresas têm ofertado preços até R$10,00/@ abaixo da referência, porém, nesses casos o volume de negócios é pequeno.

SCOT CONSULTORIA

Dezembro começa com marcha-à-ré nos embarques de carne

Preço médio da tonelada da carne bovina exportada sobe 3% em igual intervalo de comparação, para US$ 5.002,69

As exportações de carne bovina in natura referentes aos dez primeiros dias úteis de dezembro deste ano totalizaram 63,17 mil toneladas, com receita de US$ 316,03 milhões, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). A média diária registrada ficou em 6,32 mil toneladas, uma queda de 19% em relação à média registrada no mês anterior, e praticamente estável (baixa de 0,28%) frente ao desempenho do mesmo período de 2018. Ainda de acordo com a Secex, o valor médio por tonelada no acumulado dos dez primeiros dias do mês ficou em US$ 5.002,69, alta de 3% sobre novembro de 2019 e valorização de 31% quando comparado com o valor médio de dezembro de 2018. Segundo análise da consultoria Agrifatto, considerando o desempenho das exportações na primeira quinzena de dezembro, as projeções preliminares foram ajustadas para um total entre 120 e 130 mil toneladas até o final do mês. Se confirmado, o volume representará recuo aproximado de 20% frente a quantidade enviada em novembro/19, e queda de 1,5% na comparação com o mesmo mês em 2018.

PORTAL DBO

Boi: preço da arroba volta a cair e fixa no patamar de R$ 200

O ritmo de negócios foi fraco no decorrer do dia, com frigoríficos atuando de maneira retraída na compra de boi

O mercado físico do boi gordo teve preços de estáveis a mais baixos nesta quarta-feira. “O ritmo de negócios foi fraco no decorrer do dia, com frigoríficos atuando de maneira retraída na compra de boi”, comenta o analista de Safras & Mercado, Allan Maia.  Segundo ele, boa parcela dos frigoríficos, principalmente os grandes já estão com suas programações fechadas até a virada de ano, o que explica este quadro. “Alguns frigoríficos de menor porte continuam com escalas curtas, o que pode resultar em atuação um pouco mais agressiva por estes nas compras nos próximos dias. O mercado parece estar encontrando um ponto de acomodação após a grande volatilidade observada nas últimas semanas”, assinalou. Em São Paulo, preços a R$ 200 a arroba. Em Minas Gerais, preços de R$ 191 a arroba, inalterados. Em Mato Grosso do Sul, preços em R$ 188, a arroba, contra R$ 189 a arroba. Em Goiás, o preço caiu de R$ 190 a arroba para R$ 188 a arroba em Goiânia. Já no Mato Grosso o preço ficou em R$ 182 a arroba, ante R$ 183 a arroba. No atacado, os preços da carne bovina caíram. “Prossegue o movimento de correção. “A reposição entre atacado e varejo continua perdendo força, o que sugere que as redes varejistas já estão com estoques posicionados para a demanda das festividades. A expectativa é que a movimentação no varejo ganhe intensidade nos próximos dias, com a entrada do décimo terceiro e bonificações na economia” disse Maia. O corte traseiro teve preço de R$ 15,80 por quilo, ante R$ 16,00 por quilo na terça-feira. A ponta de agulha caiu de R$ 11,20 por quilo para R$ 11,10 por quilo, enquanto o corte dianteiro diminui de R$ 11,20 por quilo para R$ 11,10 por quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

Boi gordo versus adubo: melhora no poder de compra do pecuarista

A menor movimentação no mercado interno, típica deste período, fez os preços dos fertilizantes recuarem, mesmo em um ambiente de dólar valorizado (apesar das recentes quedas)

Segundo levantamento da Scot Consultoria, na primeira quinzena de dezembro, a tonelada do superfosfato simples ficou cotada, em média, em R$1.112,71 em São Paulo, sem o frete. Considerando a praça de São Paulo, foram necessárias 5,45 arrobas de boi gordo para a compra de uma tonelada de superfosfato simples. O poder de compra do pecuarista em relação ao insumo melhorou 4,1% na comparação com novembro deste ano e está 28,1% melhor em relação a dezembro do ano passado. Na comparação anual, são duas arrobas a menos de boi gordo para a compra da mesma quantidade de superfosfato simples. O momento é favorável para o pecuarista adquirir os adubos para as pastagens.

SCOT CONSULTORIA

Piora na relação de troca para o recriador/invernista no Rio de Janeiro

No estado, a demanda está maior por animais de categorias mais eradas, para o giro rápido

Na comparação com novembro, o boi magro anelorado teve alta de 14,3%, e, atualmente, está cotado em R$2.400,00, segundo levantamento da Scot Consultoria. O preço do garrote anelorado saiu de R$ 1.800,00 para os atuais R$1.990,00, valorização de 10,5% no mesmo período. Já a arroba do boi gordo subiu 7,1% nos últimos trinta dias. Com isso, na média de todas as categorias, houve piora do poder de compra do recriador/invernista em 0,6%.

SCOT CONSULTORIA

ECONOMIA

Dólar fecha em queda ante real em dia calmo no exterior

O dólar fechou apenas em leve baixa ante o real na quarta-feira num dia de clima relativamente benigno no exterior

O dólar à vista teve desvalorização de 0,13%, a 4,0600 reais na venda. É o menor nível desde 5 de novembro (3,9932 reais na venda). No piso do dia, a cotação desceu a 4,0472 reais na venda, em baixa de 0,45%. Na máxima, alcançada logo depois da abertura, o dólar foi a 4,0774 reais, alta de 0,30%. Na B3, em que os negócios com dólar futuro vão até as 18h15, o contrato mais líquido de dólar tinha queda de 0,12%, a 4,0630 reais. A valorização do real ocorreu num dia positivo para outras divisas emergentes, como peso chileno, rand sul-africano, peso colombiano e dólar canadense. Em Wall Street, os índices de ações caminhavam para novos recordes. O risco-Brasil caiu a uma nova mínima em nove anos, e uma medida de incerteza para a taxa de câmbio brasileira renovou o menor patamar desde 2014. Dezembro tem sido um mês positivo para ativos de risco no mundo, e os mercados brasileiros têm captado o bom humor, depois de Estados Unidos e China chegarem a um acordo comercial inicial, o que fortaleceu expectativas de que a economia global possa se estabilizar. No cenário-base do banco BTG Pactual ele projeta que o dólar suba a 4,10 reais. Essa é exatamente a previsão contida na pesquisa Focus do Banco Central.

REUTERS

Ibovespa atinge valorização de 30% no ano em dia de volume gigante

Ações de bancos e da Petrobras lideraram o avanço do Ibovespa nesta quarta-feira, conduzindo o índice para mais um fechamento recorde e acumulando alta de 30% em 2019.

O Ibovespa subiu 1,51%, a 114.314,65 pontos

O giro financeiro da sessão somou volume recorde de 79,6 bilhões reais, impulsionado pelo vencimento de opções sobre o índice e o índice futuro. O recorde anterior havia sido de 47 bilhões de reais registrado em fevereiro deste ano. O mercado acompanhou o início do que pode ser o rali da reforma tributária, com o anúncio da instalação de uma comissão mista com deputados e senadores para produzir um texto de consenso sobre o projeto em até 90 dias.

Após encontro com os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, o ministro da Economia, Paulo Guedes, fez projeções otimistas, prevendo que o PIB brasileiro crescerá “muito mais” do que 2% em 2020. O Secretário do Tesouro, Mansueto Almeida, afirmou que continuando o ciclo de reformas, o país deverá ter um crescimento mais forte nos próximos anos. Agentes do mercado também acompanham a votação da Câmara dos Deputados dos EUA para aprovar o impeachment do presidente Donald Trump em resultado das acusações de abuso de poder e obstrução de um inquérito do Congresso. Apesar da provável aprovação na Câmara, o processo não deve passar no Senado, segundo analistas.

REUTERS

Fluxo cambial piora e país tem maior saída de dólar desde junho

As saídas de dólares do Brasil se intensificaram na semana passada, quando o país sofreu a maior debandada de moeda estrangeira desde junho, mostraram dados do Banco Central na quarta-feira

O câmbio contratado teve saldo líquido negativo de 5,406 bilhões de dólares entre os dias 9 e 13 de dezembro, depois de déficit de 2,834 bilhões de dólares na semana anterior (entre 2 e 6 de dezembro) e de um rombo de 4,531 bilhões de dólares entre os dias 25 e 29 de novembro. O número da semana passada é o pior desde o fluxo negativo de 8,629 bilhões de dólares registrado entre 24 e 28 de junho passado. O saldo foi puxado pela conta financeira, que registrou saída líquida de 10,481 bilhões de dólares na semana passada, piorando expressivamente em relação ao déficit de 2,664 bilhões de dólares da semana anterior. As operações comerciais, por outro lado, tiveram superávit de 5,075 bilhões de dólares, contra resultado negativo de 171 milhões de uma semana antes. No acumulado das duas primeiras semanas de dezembro, o fluxo cambial ao Brasil está negativo em 8,241 bilhões de dólares, composto por saída de 13,145 bilhões de dólares na conta financeira e por entrada líquida de 4,904 bilhões do lado comercial. No mesmo período de dezembro de 2018, o fluxo estava negativo em 3,481 bilhões de dólares. Considerando o ano de 2019, o déficit alcança 35,397 bilhões de dólares, ante resultado positivo de 8,280 bilhões de dólares no mesmo intervalo de 2018. Nas duas primeiras semanas de dezembro, o BC liquidou a venda de 6,120 bilhões de dólares à vista, sendo 2,5 bilhões de dólares na semana passada. No acumulado de 2019, a venda nesse segmento soma 33,396 bilhões de dólares, quase o mesmo montante de saída líquida no fluxo cambial contratado.

REUTERS

IGP-M passa a subir 2,06% na 2ª prévia de dezembro com pressão de bovinos, diz FGV

Os preços no atacado subiram com força e ajudaram o Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) a subir 2,06% na segunda prévia de dezembro, depois de cair 0,01% no mesmo período do mês anterior, informou a Fundação Getulio Vargas na quarta-feira

Os dados mostraram que o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que responde por 60% do índice geral e apura a variação dos preços no atacado, voltou a subir no período, a uma taxa de 2,85%, ante queda de 0,06% em novembro. O maior destaque entre os preços do atacado foi o grupo Matérias-Primas Brutas, que deixou para trás queda de 1,11% para saltar 5,22% este mês. A aceleração na alta dos bovinos — de 4,27% em novembro para 22,01% — foi uma das principais colaboradoras para esse movimento. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que tem peso de 30% no índice geral, também pressionou na segunda prévia de dezembro, acelerando a alta a 0,74%, de 0,03% anteriormente. Contribuindo para esse avanço estavam os grupos Alimentação — que abandonou queda de 0,26% para subir 1,94% este mês — e Despesas Diversas, que acelerou seu salto de 0,22% para 3,09% em dezembro. Mais uma vez, a carne bovina pesou sobre os preços, apresentando alta de 15,40% ao consumidor, ante 2,60% no mesmo período de novembro. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), por sua vez, registrou estabilidade este mês, sobre alta de 0,24% na segunda prévia de novembro.

REUTERS

VPB do Brasil avança 2,1% em 2019, puxado por pecuária; nova alta vista para 2020

O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) do Brasil em 2019 foi estimado em 617 bilhões de reais, alta de 2,1% na comparação anual e igualando-se ao VPB de 2017, informou o Ministério da Agricultura na terça-feira

De acordo com comunicado, o resultado foi impulsionado pelo setor pecuário, que somou 213,7 bilhões de reais em produção (alta de 7,8% ante 2018) e compensou uma ligeira queda no valor das lavouras, que acumulou 403,2 bilhões de reais. Neste ano, a indústria de carnes registrou forte aquecimento diante da demanda elevada pelos produtos brasileiros, puxada especialmente pelos surtos de peste suína africana na China, que acelerou suas importações de carnes. “O mercado internacional favorável, onde os preços das carnes, principalmente de frango e de suínos, situaram-se em níveis maiores, e as quantidades exportadas fizeram com que os resultados atingissem posições favoráveis ao setor em 2019”, apontou nota técnica do ministério. Segundo dados da pasta, o aumento no valor de produção da carne bovina foi de 5,1%, enquanto o de carne suína avançou 13,1% e de frango, 13,1%. Em termos agrícolas, alguns dos principais produtos do país apontaram retração no faturamento, como café (-26,9%), cana-de-açúcar (-9,6%) e soja (-10,4%). Entre os destaques positivos está o milho, com avanço de 24,3%. O cereal registrou safra recorde em 2018/19 e tem exportações estimadas em um recorde de 40 milhões de toneladas na temporada, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Para 2020, as primeiras estimativas do ministério indicam um VPB projetado em 635,2 bilhões de reais, avanço de 2,1% em relação a 2019.

REUTERS

EMPRESAS

BNDES não é mais sócio da Marfrig

A oferta de ações da Marfrig movimentou R$ 3 bilhões, de acordo com comunicado enviado na terça-feira à noite (17). A maior parte dos recursos (R$ 2,1 bilhões) se refere à venda de ações do BNDESPar, o braço do BNDES que investe em participações de empresas. O restante do capital levantado segue para o caixa da empresa

A negociação marca o fim de uma era para a Marfrig. Nos últimos anos, a empresa cresceu apoiada em uma das frentes da política econômica do governo federal, que usava o braço do BNDES para financiar a expansão de companhias brasileiras. A Marfrig chegou a fazer 40 aquisições em cerca de 5 anos entre o fim dos anos 2000 e o início de 2010 em uma estratégia de crescimento rápido. Além da venda de papéis da BNDESPar, a Marfrig também emitiu novas ações para um aumento de capital de R$ 900 milhões. Segundo a empresa, os recursos da oferta primária serão usados para pré-pagamento de dívidas. A companhia se endividou nos últimos anos com uma estratégia agressiva de aquisições. A oferta foi coordenada pelo Santander (líder), JPMorgan, Bradesco BBI e BB Investimentos. No terceiro trimestre de 2019, a Marfrig apresentou um lucro líquido atribuído ao controlador das operações continuadas de R$ 100,3 milhões. A empresa conseguiu reverter mais um prejuízo registrado no mesmo trimestre do ano anterior, mas o número ficou abaixo das estimativas de analistas (R$ 257,8 milhões). A geração de caixa, por sua vez, ficou acima do esperado, com o Ebitda atingindo R$ 1,5 bilhão no período. No geral, bom resultado para a companhia, que nos últimos meses tem apostado em novidades, como o mercado de alimentos veganos.

Seu Dinheiro

Marfrig: Molina se endividou para comprar ações

Marcos Molina, sócio-fundador da Marfrig, exerceu seu direito de prioridade na oferta subsequente de ações do frigorífico finalizada nesta terça, desembolsando R$ 390 milhões

O empresário possui cerca de 36% da companhia e, ao entrar na oferta primária, evitou que sua participação fosse diluída com a emissão. A parcela secundária da oferta serve como porta de saída para a venda de ações da Marfrig nas mãos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A ideia de Molina, no início, era de comprar a participação do BNDES, e chegou, inclusive, a bater na porta dos bancos, em busca de financiamento. Sem conseguir dar sequência à ideia original, partiu para o “plano B” que teria envolvido a tomada de dívida na “física”, com o JPMorgan e Bradesco, coordenadores da oferta ao lado do Santander e Banco do Brasil. Os recursos da oferta primária da companhia ajudarão a financiar a compra da National Beef. Procurada, Marfrig não comentou.

portal Estadão

Moody’s mantém rating da BRF

Agência alterou perspectiva para nota de crédito de “negativa” para estável”

A agência de classificação de risco Moody’s manteve o rating da BRF em “Ba2” e alterou a perspectiva para a nota de crédito da empresa de alimentos de “negativa” para “estável. De acordo com a Moody’s, a evolução na perspectiva para o rating da BRF reflete a reestruturação feita pela companhia nos últimos trimestre, com venda de ativos para reduzir as dívidas e reorganização operacional. A agência também citou a epidemia de peste suína africana na China. A doença impulsionou os preços internacionais das carnes e ajudou a BRF a gerar fluxo de caixa livre em 2019, movimento que deve se estender no ano que vem. “A companhia está em um claro caminho de recuperação, o que esperamos que continue ao longo de 2020, refletindo as medidas de reestruturação já implementadas e a melhora do mercado doméstico no Brasil”, avaliou a Moody’s. A expectativa da agência de classificação de risco é que o negócio halal (voltado aos mercados muçulmanos), que responde por 20% das vendas da BRF, continue registrando “margens saudáveis”, sustentadas por um melhor mix de vendas e menores custos. Do lado negativo, a Moody’s enfatizou a menor diversificação geográfica do parque fabril da BRF — muito dependente do Brasil — e a concentração das vendas em carne de frango. A companhia não produz carne bovina. Além disso, a agência argumentou que a BRF está muito exposta ao câmbio e aos preços dos grãos. Atualmente, 45% das vendas da BRF são geradas no exterior e 58% das dívidas estão denominadas em moeda estrangeira. Para que o rating da BRF seja elevado pela Moody’s, a empresa precisa manter o índice de alavancagem (relação entre dívida líquida e Ebitda) abaixo de 3 vezes de forma sustentável.

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

Preços do suíno encerram ano quase 80% maiores

No fim de 2018, o quilo do animal vivo era vendido a R$ 3,20 no RS. Nesta semana, chegou a R$ 5,68

O cenário positivo para as exportações, em conjunto com o avanço do consumo de proteína animal no mercado doméstico no fim do ano, resultou nos maiores preços pagos pelo suíno vivo da história – em termos nominais, ou seja, sem descontar a inflação. Em uma comparação com o banco de dados do portal da Suinocultura Industrial, a maior valorização no ano ocorreu no Rio Grande do Sul, que é o segundo maior exportador da carne. No fim de 2018, o quilo do animal vivo era vendido a R$ 3,20. Nesta semana, contudo, chegou a R$ 5,68, em uma valorização de 77,5%. Além do estado gaúcho, o estado de Santa Catarina, que é o principal produtor e exportador de carne suína no país, foi o que teve maior valorização. O quilo do animal vivo chegou a R$ 5,73 nesta semana. Comparando com o fim do ano passado, é um valor 76,8% superior. Por outro lado, apenas o Rio Grande do Sul e Santa Catarina ainda têm o quilo do suíno vivo comercializado abaixo dos R$ 6. No Paraná, o preço do animal vivo chegou a R$ 6. No começo de dezembro, era R$ 5,70. Mas o maior valor pago pelo quilo é o de São Paulo, com a cotação de R$ 6,51. Em seguida, aparecem Minas Gerais e Goiás, onde o suíno é comercializado a R$ 6,40 o quilo. O menor preço é do Mato Grosso, com o quilo a R$ 4,77. No segundo semestre, a situação mudou e os preços atingiram patamares nunca vistos com a arroba atingindo o valor de R$ 120. Mesmo com todas as projeções otimistas para 2020, Waldomiro Ferreira Júnior, Presidente da Associação Paulista dos Criadores de Suínos (APCS) pede para que o setor mantenha a cautela. Isso porque o que ditará o comportamento da suinocultura brasileira será o mercado externo. “O nível de exportação que vamos ter pode manter os preços bastante aquecidos”, comenta. Segundo ele, o Brasil exporta de 18% a 20% de toda a carne suína que produz. A expectativa é de que em 2020 se atinja algo entre 25% e 28%.

SUINOCULTURA INDUSTRIAL

Preço pago por tonelada embarcada chega a US$ 2.430,1

No total, nos primeiros dez dias úteis do mês as exportações de carne suína in natura já somam US$ 74,7 milhões
Com o bom ritmo das exportações de carne suína, o preço pago por tonelada embarcada tem subido mês a mês. Na parcial de dezembro o preço médio pago por tonelada embarcada chegou US$ 2.430,1. Em novembro a média foi de US$ 2.405,3 por tonelada embarcada. Na comparação com dezembro de 2018 a média de preço pago por tonelada está 22,6% maior. No total, nesses dez primeiros dias do mês os embarques já somam US$ 74,7 milhões. Em volume foram remessadas ao exterior 30,7 mil toneladas, registrando na parcial do mês, uma média diária de 2,9 mil toneladas, 6,9% a mais do que a média registrada para novembro, e quase 30% maior que a média de dezembro de 2019.

SUINOCULTURA INDUSTRIAL

INTERNACIONAL

China não sossega e põe pressão na carne importada

O Beef Central alerta para um forte movimento de importadores da China de renegociação de preços – para baixo – envolvendo contratos de exportação de carne bovina e de outras proteínas, com carne suína e a de cordeiro

Tal iniciativa dos compradores chineses pegou exportadores australianos de surpresa – o portal Beef Central compara a situação ao sério problema vivenciado em 2018 entre os vendedores de carne da Austrália e compradores da Rússia. Na ocasião dezenas de clientes russos abandonaram os contratos de envio de carne bovina australiana, depois que o preço da proteína caiu da noite para o dia no mercado russo. Contêineres de bandeira australiana carregados de carne ficaram paralisados nos cais da Rússia, gerando enormes prejuízos aos exportadores do país da Oceania. “Esse episódio (de renegociação de preços da carne por parte de importadores) serve de grande alerta para todos os envolvidos no comércio de exportação para a China; quanto maior a festa, maior a ressaca”, disse um trader ouvido pela reportagem do Beef Central. Depois de subir ao longo de um período de quatro semanas a partir do final de outubro (alimentado pelo surto da peste suína africana no rebanho de porcos da China), os preços da carne bovina importada pela China caíram de forma alarmante nas últimas semanas, de acordo com informações apuradas pelo Beef Central. Fontes do comércio de exportação disseram que, nos últimos dias, foram observadas quedas de 20% a 25% nos preços de alguns cortes australianos de carne bovina enviadas ao mercado chinês. “Outros países exportadores que atendem à China estão enfrentando a mesma pressão, se não pior”, destaca o portal, citando negociações envolvendo a carne bovina brasileira. A forte disparada nos preços das carnes no varejo chinês, há cerca de um mês, fez com o governo de Pequim, disposto a controlar o efeito inflacionário, liberasse os seus estoques estratégicos ao mercado, o que explica, em parte, o atual movimento de baixa nos preços das proteínas na China. Uma fonte ligada ao comércio disse que houve “um grande número de empresas exportadoras da América do Sul que, recentemente, foram forçadas a renegociar preços em remessas de carne bovina para a China”. No caso de uma empresa brasileira, “algumas centenas de contêineres estavam envolvidos”, afirmou o texto. Exportadores sul-americanos inundaram o mercado da China recentemente, “com o Brasil exportando mais de 80.000 toneladas/mês para o país asiático nos meses de outubro e novembro”.

PORTAL DBO

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