CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1144 DE 17 DE DEZEMBRO DE 2019

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Ano 5 | nº 1144| 17 de dezembro de 2019


NOTÍCIAS

Boi gordo: pouca oferta contém a queda de preço

Após as desvalorizações registradas na última quinzena, a pressão de baixa começa a perder força no mercado do boi gordo

Em São Paulo, a cotação do boi ficou estável na última segunda-feira (16/12). Em algumas regiões, a dificuldade de escalar boiadas fez as indústrias ofertarem preços maiores. Foi o caso da região do Triângulo Mineiro e do Sudeste de Rondônia, por exemplo, onde a cotação do boi subiu 1,6% e 1,9%, respectivamente. Apesar do alívio sobre a cotação, o mercado está pressionado em diversas regiões. Em Marabá-PA e Paragominas-PA, por exemplo, na comparação feita dia a dia, a cotação do boi caiu 3,9% e 3,2%, respectivamente. Entretanto, o volume de negócios despencou. Além destas duas regiões, a cotação caiu em outras dez praças monitoradas pela Scot Consultoria.

SCOT CONSULTORIA

Boi gordo: em São Paulo preço volta a subir e atinge R$ 200, diz Safras

Por outro lado, os frigoríficos de maior porte estão com uma posição relativamente mais confortável e algumas já estão em planejamento de férias coletivas. No atacado, os preços da carne bovina caíram

O mercado físico do boi gordo teve preços de estáveis a altos na segunda-feira. “Os frigoríficos de menor porte ainda estão com escalas de abate curtas e acabaram realizando negócios a preços mais altos. Por outro lado, os frigoríficos de maior porte estão com uma posição relativamente mais confortável e algumas já estão em planejamento de férias coletivas, o que leva a crer em uma atuação mais comedida na compra de gado no curto prazo”, comenta o analista da consultoria Safras & Mercado, Allan Maia. Em São Paulo, preços a R$ 200 a arroba, contra R$ 198 a arroba na sexta-feira. Em Minas Gerais, preços de R$ 191,00 a arroba, inalterados. No Mato Grosso do Sul, preços em R$ 190,00 a arroba, contra R$ 189,00 a arroba. Em Goiás, o preço permaneceu em R$ 190,00 a arroba em Goiânia. Já no Mato Grosso o preço ficou em R$ 184,00 a arroba, sem alterações. No atacado, os preços da carne bovina caíram. “Há dificuldade do repasse para o consumidor final do intenso movimento de alta registrado nas últimas semanas. Esse movimento fez com que as famílias buscassem por opções mais acessíveis,” disse Maia. O corte traseiro teve preço de R$ 16,50 por quilo, ante R$ 16,95 por quilo na sexta-feira. A ponta de agulha caiu de R$ 11,90 por quilo para R$ 11,70 por quilo, enquanto o corte dianteiro diminui de R$ 12,00 por quilo para R$ 11,50 por quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

Carne bovina responde por 45% da receita cambial do setor; a de frango, por 42%

A maior parte (88%) está representada por produto in natura. Carnes com agregação de valor continuam tendo participação mínima nas exportações brasileiras de carnes

Como já havia ocorrido em 2018, a carne bovina completa o período como principal geradora da receita cambial das carnes. Até dois anos atrás, a de frango se destacava na geração da receita cambial como a principal carne exportada pelo País. Em 2016, por exemplo, sua participação na receita das carnes (47,6% do total) ficou próxima da participação somada das carnes bovina e suína (37,6% + 10,3%; os 4,5% restantes corresponderam às demais carnes). Em 2018 a carne bovina assumiu a liderança e representou, conforme dados coletados pelo MAPA junto à SECEX/ME, 44,5% da receita cambial das carnes, cabendo à carne de frango 43,6% e à carne suína 8,1%. Em dois anos a parcela da carne de frango recuou três pontos percentuais (8,4% a menos) e a da carne suína 1,8 ponto percentual (21,4% a menos). A carne bovina, por sua vez, avançou mais de 18%. Nos primeiros 11 meses de 2019 esse processo apenas avançou: a carne bovina responde agora por 45,34% da receita total das carnes, enquanto a de frango responde por 42,27% e a suína por 9,45% (índice, este, que significa recuperação em relação a 2018).

AGROLINK

Sindicato dos frigoríficos gaúchos diz que vai continuar cobrando os 2% do RESFRIAMENTO DA CARNE ABATIDA

Ronei Lauxen – Presidente da Sicadergs, falou sobre a polemica do “desconto do frio”, taxa de 2% cobrada sobre os animais abatidos nos frigoríficos do Rio Grande do Sul

Lauxen, representando cerca de 500 plantas frigorificas, garantiu que a cobrança continuará sendo feita pelos frigoríficos membros do seu sindicato, mesmo com o movimento contrário dos sindicatos dos produtores do Estado que denunciam que a cobrança é ilegal. Segundo o Presidente do Sicadergs, os frigoríficos do Rio Grande do Sul seguem a determinação de pesagem de carcaças bovinas quente como objetivo em padronizar e tipificar as carcaças, e que nessa determinação não há impedimento do desconto com as perdas de resfriamento dentro das câmaras frigorificas, que, segundo ele, chega a apresentar até 3% de perdas. Para ele, a instrução normativa nº 9, de maio de 2004 nunca foi regulamentada. “Essa instrução não tem a intenção de regular as questões comercias entre o pecuarista e a indústria”, acrescentou. Lauxen apresentou parecer do Ministério da Agricultura em que relata que a instrução não interfere sobre questões comerciais. “Até por que as características de negócios são diferentes em outras localidades do Brasil, uns trabalham com arroba e outros com quilos”, afirma. A liderança ainda destaca que as indústrias no estado pedem para que os pecuaristas acompanhem o abate dos animais e confiram que a pesagem é realizada da forma correta. “A entidade não tem esse poder de induzir ou forçar as empresas a mudar uma prática de mercado que está institucionalizada”, completou Lauxen.

NOTÍCIAS AGRÍCOLAS

ECONOMIA

Ibovespa fecha em baixa pressionado por bancos e Petrobras

O Ibovespa fechou em baixa na segunda-feira, com o declínio de bancos e da Petrobras ofuscando a sessão positiva no exterior

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,59%, a 111.896,04 pontos. O volume financeiro somou 31,7 bilhões de reais, inflado pelo vencimento dos contratos de opções sobre ações, que movimentou 12,13 bilhões de reais. No mês, o Ibovespa ainda acumula alta de 3,3% e no ano, de 27,3%, o que também abre espaço para realização de lucros. O clima externo benigno que amparou a bolsa paulista em boa parte da sessão refletiu a suavização recente do embate comercial entre Estados Unidos e China, após acordo parcial entre os dois países na última semana, além de números mais positivos sobre a economia chinesa relativos a novembro. O começo da semana também trouxe a segunda prévia para o Ibovespa que irá vigorar nos primeiros quatro meses de 2020, com a entrada das ações da Cia Hering, além da presença de Hapvida, Carrefour Brasil e Sul América, já adicionadas na primeira prévia.

REUTERS

Dólar fecha em queda com exterior

O dólar fechou em queda de mais de 1% na segunda-feira num dia de firme apetite por risco em todo o mundo na esteira do acordo comercial EUA-China e de dados econômicos melhores no país asiático

No fim da tarde, o Presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que a tradução do acordo comercial com a China será concluída nas próximas semanas. Mais cedo, dados mostraram que os setores varejista e industrial da China tiveram em novembro crescimento maior que o esperado, acalmando temores de desaceleração na segunda maior economia do mundo. A queda do dólar nesta sessão é a décima dos últimos 13 pregões. Em novembro, a cotação já recua 4,23%, depois de ter subido 5,77% em novembro. O dólar está 4,63% abaixo do recorde histórico de fechamento alcançado em 27 de novembro passado (4,2586 reais na venda). O dólar à vista fechou em baixa de 1,15%, a 4,0613 reais na venda, no menor patamar para um encerramento desde 5 de novembro (3,9932 reais na venda). A desvalorização percentual é a mais intensa desde 22 de outubro (-1,33%). Na B3, o contrato de dólar mais negociado recuava 1,13%, a 4,0635 reais.

REUTERS

Mercado ajusta expectativas e passa a ver crescimento mais fraco da indústria em 2020

O mercado ajustou as expectativas para a economia brasileira e passou a ver desempenho mais fraco da produção industrial no próximo ano, de acordo com a pesquisa Focus divulgada pelo Banco Central na segunda-feira

O levantamento semanal apontou que a expectativa para o crescimento da indústria em 2020 caiu a 2,02%, de 2,20% antes. Neste ano, a contração da produção passou a ser estimada em 0,71%, de 0,70%. Apesar disso, a previsão de crescimento econômico foi ligeiramente melhorada para ambos os anos. Para 2019 a expectativa é de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) de 1,12% —0,02 ponto percentual a mais do que na semana anterior—, e para o ano que vem a conta melhorou em 0,01 ponto, a 2,25%. Para a inflação, os economistas consultados passaram a ver avanço do IPCA este ano de 3,86%, sobre 3,84% antes, mantendo a visão de 3,60% em 2020.

REUTERS

IGP-10 acelera alta a 1,69% em dezembro e fecha o ano com avanço de 6,39%, diz FGV

O Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) subiu 1,69% em dezembro com forte alta dos preços no atacado e terminou o ano com avanço acumulado de 6,39%, de acordo com dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV) na segunda-feira

O índice mostrou forte aceleração depois de ter subido 0,19% em novembro. No mês, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que mede a variação dos preços no atacado e responde por 60% do índice geral, acelerou a alta a 2,26%, de 0,25% em novembro, subindo em 12 meses 7,70%. Os preços das Matérias-Primas Brutas deixaram para trás a queda de 0,36% em novembro e passaram a subir neste mês 4,12%, com influência principalmente de minério de ferro, bovinos e café em grão. Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC-10), que responde por 30% do índice geral, acelerou a alta a 0,75% neste mês, contra variação positiva de 0,03% antes, fechando o ano com avanço acumulado de 3,68%. O destaque em dezembro foi o grupo Alimentação, que havia caído 0,07% em novembro e passou a subir 1,47%, sob pressão das carnes bovinas. A alta do Índice Nacional de Custo da Construção-10 (INCC-10), por sua vez, desacelerou a 0,06% em dezembro, contra 0,20% no período anterior, acumulando em 12 meses avanço de 4,11%. O IGP-10 calcula os preços ao produtor, consumidor e na construção civil entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês de referência.

REUTERS

EMPRESAS

Marfrig diz que sofrerá impacto pequeno de aumento de imposto sobre exportação na Argentina

A Marfrig afirmou na segunda-feira que as mudanças na legislação tributária de exportação na Argentina não terão impacto material no resultado da companhia.

Em comunicado, a empresa explicou que sua receita líquida na Argentina representou apenas 3,6% da receita líquida consolidada no ano até setembro e cerca de metade desse montante refere-se a vendas no mercado doméstico.  “Vale destacar também que aproximadamente 60% das receitas de exportações de carne bovina da Marfrig na Argentina foi para China, um dos destinos mais rentáveis do mundo dado o novo cenário global de proteínas”, diz trecho do documento. A Argentina elevou no sábado a tributação sobre exportações agrícolas, a principal fonte de divisas do país, tentando impulsionar as receitas do governo antes de esforços para reestruturar sua dívida de cerca de 100 bilhões de dólares. No caso dos produtos como os produzidos pela Marfrig, com a mudança o tributo passou de 3 pesos para cada dólar exportado para uma taxa única de 9% para os produtos em geral.

REUTERS

Elevação de impostos na Argentina deve afetar principalmente Minerva, diz Citi

Imposto passou a ser de 9% em substituição ao sistema anterior, de 3 pesos por dólar exportado

A elevação dos tributos sobre exportações (retenciones) de carne bovina na Argentina deve afetar negativamente empresas do setor que operam no país, principalmente a Minerva, segundo o Citi. O banco estima que a empresa gere 20% de seu Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) consolidado na Argentina. No sábado, o governo argentino aumentou para 9% o imposto sobre as exportações de carne bovina. Antes, eram cobrados 3 pesos por dólar exportado. Para o Citi, a Minerva deveria repassar esse aumento. Em teleconferência para discutir os resultados do terceiro trimestre, companhias do setor já vinham mencionando que esperavam que o novo governo aumentasse impostos. O Citi observou que, embora nunca seja uma boa notícia, a elevação foi pequena para exportadores de carne bovina. Mais cedo, a Marfrig afirmou que a mudança nos impostos não afetará materialmente os resultados da empresa. A justificativa é que a receita da operação na Argentina representou uma parcela pequena da receita total da empresa entre janeiro e setembro deste ano. O Citi disse que, por enquanto, mantém o rating neutro tanto para Minerva quanto para Marfrig.

ESTADÃO CONTEÚDO

FRANGOS & SUÍNOS

Ministério da Agricultura declara novas zonas como livres de peste suína

O Ministério da Agricultura declarou novas regiões brasileiras como livres da peste suína clássica (PSC), de acordo com instrução normativa publicada no Diário Oficial da União da segunda-feira.

Foram definidas como livres da doença uma zona composta pelos Estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina e uma composta pelo Estado do Paraná. Também foram declarada como livre uma zona com os Estados do Acre, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rondônia, São Paulo, Sergipe e Tocantins, além do Distrito Federal e parte do Amazonas (municípios de Guajará e Boca do Acre, parte sul do município de Canutama e parte sudoeste do município de Lábrea).

REUTERS

Demanda por carne de frango cai no fim do ano

A redução na demanda doméstica por carne de frango durante o período de festividades de fim de ano está impactando os preços da carne, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea)

Os preços da carne de frango tiveram queda na segunda semana de dezembro, refletindo a redução na liquidez no mercado avícola resultante da preferência do consumidor brasileiro por carne suína e bovina para as festas de fim de ano. O frango inteiro congelado vendido em Toledo, no Paraná, teve queda de preço de 2,7% na semana de 5 a 12 de dezembro, para R$ 5,09/kg. Já o preço do frango resfriado caiu 1,5%, para R$ 5,23/kg. No atacado da Grande São Paulo, houve diminuição no volume de negócios. O frango inteiro congelado subiu 0,3% na semana e o resfriado caiu 0,2%, ambos fechando em uma média de R$ 5,34/kg. No acumulado do mês, o frango inteiro congelado ainda tem valorização de 3,59% e o resfriado sobe 4,2%.

CARNETEC

INTERNACIONAL

Paraguai propôs um plano para parar com a vacinação contra a febre aftosa

Buscando acompanhar a estratégia do Brasil e melhorar o estado de saúde do país, na terça-feira, as autoridades do Paraguai apresentaram ao Comitê Veterinário Permanente do Cone Sul (CVP) um plano que busca parar de vacinar o rebanho contra a febre aftosa

O Presidente do Serviço Nacional de Qualidade e Saúde Animal (Senacsa), José Carlos Martin, disse ao jornal ABC do Paraguai que a estratégia “define um cronograma de redução gradual da vacinação, que já passou de três campanhas por ano para duas; e a meta é diminuir primeiro para 1,75 por ano, depois para 1,25 por ano e atingir apenas 1 por ano. “Além de não haver prazo definido para deixar a vacina, o país pretende alcançar o status de livre de febre aftosa sem vacinação a médio ou longo prazo, sempre “seguindo os parâmetros estabelecidos no Plano Hemisférico de Erradicação da Febre Aftosa”. O Presidente do Senacsa explicou à mídia paraguaia que o mecanismo “não será fácil, porque envolverá o desenvolvimento de um processo para fortalecer a vigilância epidemiológica e a descoberta de novas ferramentas para financiar a entidade, cujos recursos, 50% são provenientes da vacinação antiaftosa”. Um dos aspectos que impulsionou a medida foi a decisão do Brasil, há muito tempo, de trabalhar para eliminar a vacina no país e já ter decidido parar de vacinar em alguns estados, incluindo Mato Grosso do Sul, que tem centenas de quilômetros de fronteira com o Paraguai.

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