
Ano 5 | nº 1080| 17 de setembro de 2019
NOTÍCIAS
Boi gordo: cotações firmes no início da segunda quinzena
A oferta de boiadas está restrita e, com isso, o mercado está firme
Segundo levantamento da Scot Consultoria, em São Paulo, na última segunda-feira (16/9) o boi gordo ficou cotado em R$159,50/@, a prazo, livre de Funrural. Alta de 0,6% frente ao levantamento anterior. Também foram registradas altas de preços no Norte de Minas Gerais e de Mato Grosso, no Acre e no Espírito Santo. Destaque para o Acre, cujo preço do boi teve alta de 1,5% na comparação dia a dia. No estado, a arroba do macho terminado ficou cotada em R$133,00, a prazo e livre de Funrural.
SCOT CONSULTORIA
Alta da carne bovina sem osso no atacado
Durante a segunda semana de setembro, a carne bovina sem osso teve alta no mercado atacadista, puxada, principalmente, pela oferta comedida de matéria-prima
Na média de todos os cortes pesquisados pela Scot Consultoria, a valorização foi de 0,2% na comparação semanal. Para esta semana, desvalorizações não estão descartadas, tendo em vista a chegada da segunda quinzena do mês.
SCOT CONSULTORIA
Mato Grosso aumenta exportação de Couro
Nos 8 meses deste ano, foram aproximadamente 14,4 mil toneladas vendidas para clientes no exterior
O mercado do couro teve leve aumento no volume de vendas para o exterior de 1,1% no acumulado de janeiro a agosto, se comparado mesmo período do ano passado. Os principais destinos do couro mato-grossense foram a Itália (6,76 mil toneladas) e a China (6,47 mil toneladas) para produção de calçados, bolsas e diversos outros produtos. Nos 8 meses deste ano, foram aproximadamente 14,4 mil toneladas vendidas para clientes no exterior e faturamento de US$ 15,8 milhões para as empresas no Estado. “Em termos de faturamento, desvalorizou em 33,5%, pois foram enviadas 23,7 mil toneladas a um valor de US$ 23,7 milhões. Ano passado foram exportadas 19,8 mil toneladas, em 2017 foi menor, 14,1 mil toneladas em 2017 foram embarcadas 14 mil toneladas. Os melhores resultados na década foram em 2010 com 30,9 mil toneladas de couro comercializadas no exterior e em 2014, ocorreram 30,6 mil.
Confinamento deve crescer para até 5,5 milhões de cabeças, diz DSM Tortuga
Mercados futuros da B3 projetam a arroba do boi gordo, em dezembro, por volta de R$ 165
O País deve confinar este ano entre 5,3 milhões e 5,5 milhões de bovinos, aumento de 4,5% a 8,5% ante 5,07 milhões de animais engordados no cocho em 2018, ou seja, aumento de cerca de 400 mil animais, conforme estimativa preliminar da DSM Tortuga, que realiza anualmente um censo próprio de confinamento de bovinos de corte. “Estamos fechando os números do censo agora, mas devemos ter este crescimento”, diz o Gerente de Categoria Confinamento da Área de Ruminantes Brasil da DSM, Marcos Baruselli. Ele comentou que a taxa média anual de crescimento da atividade de confinamento de dez anos para cá tem girado em torno de 6%. O pesquisador Thiago Bernardino, do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP), vê a atividade de confinamento bastante rentável este ano, também por causa do preço firme da arroba de boi. “É um ano interessantíssimo para o produtor que utilizar mais tecnologia e gestão.” Para Bernardino, um dos motivos da firmeza da arroba atualmente, além das exportações bastante fortes em 2019, é o fato de pecuaristas deixarem para o segundo semestre (segundo giro de confinamento) a engorda de um maior número de animais, em relação ao primeiro semestre (primeiro giro).
PORTAL DBO
ECONOMIA
Dólar encerra próximo à estabilidade em dia de cautela
O dólar encerrou próximo à estabilidade contra o real na segunda-feira, primeiro dia de uma semana marcada por reuniões de bancos centrais globais, com investidores monitorando os desenvolvimentos das tensões no Oriente Médio após um ataque de drones às instalações de petróleo na Arábia Saudita
O dólar à vista teve alta de 0,06%, a 4,0905 reais na venda, depois de oscilar entre altas e baixas no pregão. Na mínima da sessão, o dólar chegou a tocar 4,0763 reais, enquanto na máxima chegou a 4,1073 reais. Na B3, o dólar futuro avançava 0,13%, a 4,0930 reais. O ataque às instalações de petróleo na Arábia Saudita no fim de semana levou a uma alta nos preços do petróleo na sessão. As moedas de importadores da commodity, como Turquia e Índia, se enfraqueciam. Contra uma cesta de moedas, o dólar subia 0,36%, a 98,607. Na China, dados mostraram que o crescimento da produção industrial se enfraqueceu inesperadamente para 4,4% em agosto ante o mesmo período do ano anterior, elevando as expectativas de mais estímulos por parte do governo chinês. Os dados chineses também chamam atenção para os temores sobre uma desaceleração da economia global, com investidores agora atentos à reunião de política monetária do Federal Reserve nos dias 17 e 18 de setembro. Os juros futuros dos EUA indicavam que operadores veem 65,8% de chance de o Fed cortar juros em 0,25 ponto percentual na próxima reunião, de acordo com a ferramenta Fedwatch do CME Group. Esta semana também haverá decisão sobre juros nos bancos centrais da Inglaterra e do Japão. Na cena doméstica, o mercado também se manterá atento à reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que divulga sua decisão de política monetária no mesmo dia que o Fed.
REUTERS
Ibovespa TEM LEVE ALTA com Petrobras em dia volátil com opções
A bolsa paulista fechou a segunda-feira com o Ibovespa no azul, recuperando o terreno positivo no ajuste de fechamento, em sessão volátil com exercício de opções, com dados mais fracos de atividade na China e aumento da tensão geopolítica em razão de ataques a instalações petrolíferas na Arábia Saudita
Índice de referência da bolsa brasileiro, o Ibovespa subiu 0,17%, a 103.680,41 pontos, no fim de sessão volátil. O giro financeiro do pregão somou 27,9 bilhões de reais, incluindo o vencimento de opções, de 7,576 bilhões de reais. Na China, a produção industrial cresceu 4,4% em agosto sobre um ano antes, menor taxa desde fevereiro de 2002 e abaixo do desempenho de julho e do esperado por analistas, endossando receios com o ritmo da atividade na segunda maior economia do mundo e seu potencial reflexo. Antes dos dados chineses, porém, agentes financeiros já repercutiam os ataques a instalações da petrolífera estatal Saudi Aramco no fim de semana, que retirarem de operação o equivalente a cerca de 5% do suprimento global de petróleo e elevaram as tensões geopolíticas na região.
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Economistas cortam expectativa do PIB e para a Selic em 2020, mostra pesquisa do BC
O mercado cortou a estimativa para a taxa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2020 a 2,00% (+2,07% na semana anterior). Para 2019, a expansão prevista foi mantida em 0,87%
Economistas consultados pelo Banco Central cortaram a previsão para a Selic ao fim de 2020 a 5,00%, o que indica expectativa de estabilidade da taxa básica de juros ao longo do ano que vem, uma vez que os profissionais já veem o juro básico em 5,00% ao fim de 2019. Os números são da pesquisa Focus divulgada na segunda-feira. A sondagem anterior mostrava estimativa de Selic a 5,25% ao término de 2020. O prognóstico de Selic a 5,00% ao fim de dezembro de 2019 já constava na pesquisa anterior. A projeção mais baixa para o juro no próximo ano veio acompanhada de cortes nas expectativas de inflação. A alta esperada para o IPCA em 2020 saiu de 3,82% para 3,80%, enquanto a inflação projetada para 2019 caiu de 3,54% para 3,45%. O mercado cortou ainda a estimativa para a taxa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2020 a 2,00% (+2,07% na semana anterior). Para 2019, a expansão prevista foi mantida em 0,87%. Os profissionais consultados pelo BC elevaram as previsões para o dólar a 3,90 reais tanto para o fim de 2019 quanto para o fim de 2020. Antes, esperavam taxas de 3,87 reais e 3,85 reais, respectivamente.
REUTERS
Exportações de carnes seguram balança do Agro
Compilação efetuada pelo MAPA a partir dos dados da SECEX/ME aponta que nos oito primeiros meses de 2019 o agronegócio brasileiro gerou receita cambial de pouco mais de US$64,5 bilhões, resultado que configura redução de quase 5,5% sobre os US$68,2 bilhões de idêntico período de 2018
O índice de redução teria sido maior não fossem as carnes, cuja receita – ligeiramente superior a US$10 bilhões, perto de 16% da receita cambial do agronegócio – aumentou 9,21%. Neste caso, a maior contribuição em valores nominais foi propiciada pela carne de frango. As exportações de carne de frango aumentaram menos de 3% no ano. Mas como, paralelamente, obtiveram aumento de 7% no preço médio, a receita auferida aumentou mais de 10% e correspondeu a 45% da receita total do complexo carnes. A carne bovina respondeu por outros 42,5% da receita global, seus embarques aumentando mais de 14%. Mas como permanece com preço negativo em relação a 2018 (queda de 5,79%), a receita cambial não aumentou na mesma proporção, seu incremento ficando próximo de 8%. O melhor desempenho é o da carne suína. Seus embarques no ano aumentaram quase 14%, ao mesmo tempo que seu preço médio valorizou-se mais de 7%. Como resultado, a receita cambial do produto aumentou quase 22%, o que, em valores relativos, correspondeu à maior expansão entre as três carnes.
PECUARIA.COM.BR
EMPRESAS
Marfrig anuncia programa territorial de longo prazo para promover produção sustentável
A Marfrig Global Foods vai desenvolver um programa territorial de longo prazo para a cadeia produtiva da carne nos estados de Mato Grosso, Pará e Rondônia, buscando promover a oferta de matéria-prima sustentável desde a produção de bezerros, disse a empresa em comunicado
O programa é fruto de um protocolo de intenções assinado com a Iniciativa para o Comércio Sustentável IDH (The Sustainable Trade Initiative, em inglês) no último dia 13 de setembro. O programa buscará desenvolver uma rede de parceiros para assistência técnica aos pecuaristas, mecanismos financeiros para apoiar pecuaristas a implementar as melhores práticas do setor e um sistema de monitoramento com enfoque em indicadores de impacto no território e na produção de bezerros de qualidade. Processadoras de carnes brasileiras vêm sofrendo maior escrutínio (exame que se faz minuciosamente) da opinião pública em relação à origem do gado abatido e pressão para ações que garantam sustentabilidade na produção e garantia de preservação do bioma amazônico. “Essa parceria demonstra o compromisso da Marfrig em operar em parceria com produtores e na integração da cadeia”, disse o Diretor de Sustentabilidade da Marfrig Global Foods, Paulo Pianez, em comunicado enviado à imprensa. O Diretor Global de Paisagens Sustentáveis da IDH, Daan Wensing, disse que a entidade busca parceria e o equilíbrio entre produção, conservação e inclusão, a partir do investimento, articulação com mercados e apoio governamental para a implementação de políticas públicas.
CARNETEC
FRANGOS & SUÍNOS
Queda no preço do frango no atacado
O preço do frango vivo completou 62 dias de estabilidade nas granjas de São Paulo. A ave terminada está cotada, em média, em R$3,30 por quilo
No atacado houve queda de 2,4% nos últimos sete dias. A carcaça está sendo comercializada, em média, por R$4,15 por quilo. As vendas foram fracas mesmo na primeira quinzena do mês. No âmbito externo, porém, o mercado se viu mais otimista. A habilitação de seis novos frigoríficos de frango para exportação do produto para a China injeta ânimo ao setor.
SCOT CONSULTORIA
Faturamento com exportação catarinense de carnes chega a US$ 2 bi no ano
Com acesso aos mercados mais exigentes do mundo, Santa Catarina amplia exportação de carnes e chega a um faturamento de US$ 2 bilhões em 2019, divulgou a Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural na segunda-feira (16)
Carro-chefe das exportações catarinenses, o agronegócio aumentou em 20,2% os embarques de carne suína e de frango de janeiro a agosto, gerando receitas 25,6% maiores. Nos primeiros oito meses do ano, Santa Catarina vendeu 909,2 mil toneladas de carne de frango para o mercado externo – isto representa 33,4% de todo o volume exportado pelo país e um aumento de 20% em relação ao mesmo período de 2018. Ao longo do ano, o estado ampliou os embarques para mercados importantes como Japão (+6,3%), China (+13,7%), Emirados Árabes Unidos (+46,2%) e Arábia Saudita (+32,3%), chegando a um faturamento de US$ 1,58 bilhão. Já as exportações de carne suína também mantiveram o crescimento no período. De janeiro a agosto, Santa Catarina respondeu por 57,7% dos embarques nacionais, totalizando 266 mil toneladas, um aumento de 20,5% em relação ao ano anterior. A China, principal mercado de Santa Catarina, responde por 41,8% do faturamento com as exportações de carne suína em 2019, tendo importado 104,8 mil toneladas. Outros compradores seguem ampliando as importações. O Chile, por exemplo, já adquiriu 29,9 mil toneladas da carne suína catarinense este ano, 46,6% a mais do que no mesmo período de 2018. O estado também retomou as exportações para a Rússia e os volumes já chegam a 7,5 mil toneladas. Os números são do Ministério da Economia analisados pelo Epagri/Cepa.
CARNETEC
INTERNACIONAL
Coreia do Sul detecta primeiro surto de peste suína africana, diz ministério
A Coreia do Sul registrou seu primeiro surto da mortal peste suína africana em uma criação de porcos em Paju, a noroeste de Seul, disse o Ministério da Agricultura do país nesta segunda-feira (terça-feira pelo fuso-horário local). O primeiro caso foi reportado na Coreia do Sul menos de quatro meses depois de sua vizinha Coreia do Norte relatar seu primeiro surto, identificado no final de maio.
REUTERS
Importações de carne bovina da China continuam aumentando, mas os obstáculos para a carne dos EUA aumentam
A China solidificou sua posição como o mercado de importação de carne bovina que mais cresce no mundo em 2019, com a Oceania e a América do Sul como fornecedores dominantes. No ano passado, as importações da China superaram 1 milhão de toneladas pela primeira vez, com 1,07 milhão de toneladas, um aumento de 50% em relação a 2017, enquanto o valor subiu 56% para US $ 4,9 bilhões
Essa notável taxa de crescimento acelerou ainda mais em 2019, já que as importações até julho já atingiram 871.429 toneladas (aumento de 57%), com valor acima de 60%, para US $ 4,1 bilhões. Enquanto outros fornecedores lutam para atender à crescente demanda de carne bovina da China, as barreiras à carne bovina dos EUA continuam aumentando. Desde meados de 2018, a carne bovina dos EUA está sujeita a uma tarifa de retaliação de 25% na China, elevando a tarifa efetiva para 37%. Em 1º de setembro, a China impôs um imposto adicional de 10%, elevando a taxa efetiva para 47% – quase quatro vezes o imposto padrão de 12% imposto à maioria das carnes importadas. A Nova Zelândia e a Austrália têm acesso ainda mais favorável por meio de seus acordos de livre comércio com a China, com a carne bovina da Nova Zelândia entrando no mercado com imposto zero e a carne bovina australiana com tarifa de apenas 6%, embora a taxa seja de 12% até o final de 2019 devido a importações que excedam o limite de salvaguarda estabelecido no Acordo de Livre Comércio China-Austrália. A carne bovina dos EUA concorre mais diretamente com a carne bovina australiana e canadense na China, um segmento que a Austrália atualmente domina. De janeiro a julho, as exportações da Austrália para a China totalizaram 38.684 toneladas, um aumento de 53% em relação ao ano anterior. Combinando essas importações com volumes menores enviados do Canadá e dos Estados Unidos, a carne alimentada com grãos ainda representa apenas 6% do total das importações de carne bovina da China. A Argentina emergiu como o maior fornecedor de carne bovina da China em 185.604 toneladas, um aumento de 128% em relação ao ano anterior e capturando 21% de participação de mercado, seguida de perto pelo Brasil (179.912 toneladas, 15% a mais) e Uruguai (175.891 toneladas, um aumento de 33%). A Austrália ocupa o quarto lugar em volume (160.045 mt, alta de 64%), mas é o principal fornecedor da China em valor, em US $ 905,3 milhões (alta de 63%). A Nova Zelândia é o outro principal fornecedor de carne bovina da China, com importações até julho totalizando 130.790 toneladas (87% a mais).
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