CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1060 DE 20 DE AGOSTO DE 2019

abra

Ano 5 | nº 1060| 20 de agosto de 2019

NOTÍCIAS

Poucas alterações no mercado do boi no início da semana

Poucas alterações de preços da arroba do boi gordo na última segunda-feira (19/8), o que é normal para este dia da semana

Porém, mesmo com o pequeno volume de negócios o mercado se manteve se estável. Em Três Lagoas-MS, Sul do Tocantins e em Paragominas-PA, exceções a essa regra, os compradores estão com dificuldade em compor as escalas de abate, o que resultou em alta de preço do boi gordo. No rumo contrário, a cotação caiu 1% no Rio Grande do Sul. No cenário geral, os preços devem se manter sustentados.

SCOT CONSULTORIA

Mercado de reposição: preços em alta na primeira quinzena

O mercado de reposição continua com viés altista e já acumula três semanas de valorização

Na média de todos os estados pesquisados, considerando todas as categorias aneloradas, as cotações subiram 0,9% desde o final de julho. Em praticamente todos os estados analisados há pouca disponibilidade de animais, cenário que dá espaço para vendedores aumentarem os preços. E naqueles onde, além da oferta restrita, a demanda também está aquecida, os preços tiveram altas mais intensas.

SCOT CONSULTORIA

Aftosa: PR inicia construção de posto de fiscalização

Medida é uma das exigências do Mapa para que o Estado deixe de vacinar seu rebanho

O Estado do Paraná deu mais um passo para parar de vacinar seu rebanho de bovinos e bubalinos contra febre aftosa, ao iniciar a construção de um novo Posto de Fiscalização de Trânsito Agropecuário em Campina Grande do Sul, região metropolitana de Curitiba. O objetivo, de acordo com nota da Secretaria de Agricultura e Abastecimento paranaense, é controlar o trânsito de animais e a entrada de material vegetal no Estado. O posto, localizado na Rodovia Régis Bittencourt, km 11, demandou recursos da ordem de R$ 1,3 milhão e está sendo financiado pelo Fundo de Desenvolvimento Agropecuário do Estado do Paraná (Fundepec). A obra deve estar concluída até a primeira quinzena de dezembro.  Conforme o Presidente da Adapar, Otamir Cesar Martins, este posto será a última barreira a ser construída dentro do projeto do governo paranaense de deixar de vacinar o rebanho. “O Fundepec também financiou a reforma de postos em Santa Mariana e Ribeirão Claro, na divisa com São Paulo”, diz Martins.

PORTAL DBO

ECONOMIA

Dólar flerta com R$4,07 e bate máxima em 3 meses

O dólar tornou a fechar em forte alta contra o real, para o maior nível em três meses, diante do fortalecimento global da divisa norte-americana em meio a mais dúvidas sobre novas quedas de juros nos Estados Unidos. O real acumula depreciação de 6,16% em agosto, o que deixa a moeda brasileira com a terceira maior queda entre mais de 30 pares do dólar neste mês, a despeito da aprovação da reforma da Previdência pela Câmara dos Deputados

O dólar à vista teve alta de 1,60%, a 4,0677 reais na venda, maior nível de fechamento desde 20 de maio (4,10485 reais na venda). Na máxima intradiária, a cotação foi aos 4,0760 reais. A próxima resistência a ser rompida é 4,1000 reais, seguida pela máxima de maio (4,10485 reais). Deixados para trás esses níveis, a moeda caminharia para picos registrados em setembro, quando a divisa chegou a flertar com 4,20 reais, em meio à forte volatilidade antes das eleições presidenciais no Brasil. Os mercados de câmbio de emergentes não conseguiram captar o bom humor visto nesta segunda nos mercados de ações, com o índice S&P 500 em alta de 1,21%, na esteira de esperanças de estímulos em países como China e Alemanha.  “Como de costume, o baixo apetite por ativos mais arriscados, como o real, continua a ser influenciado pela guerra comercial entre os Estados Unidos e a China e pelas crescentes preocupações com uma possível recessão global no horizonte”, disse Daniel Andrés Castaño, analista de mercado do IG, em Londres.

REUTERS

Com pressão dos bancos, IBOVESPA recua

O Ibovespa fechou em baixa na segunda-feira, com ações de bancos entre as maiores pressões negativas, novamente sem força para se sustentar acima dos 100 mil pontos

Os ativos perderam força à tarde, quando o dólar ganhou força frente ao real. O Ibovespa .BVSP caiu 0,34%, a 99.468,67 pontos. O giro financeiro somou 26,3 bilhões de reais, inflado pelo vencimento de opções de ações, de 10,2 bilhões de reais. Em Nova York, o Presidente do Fed de Boston, Eric Rosengren, disse que as condições econômicas dos EUA ainda são boas e que uma política de estímulo poderia encorajar um endividamento preocupante. Para o analista Ilan Arbetman, da Ativa Investimentos, o comentário não corrobora o cenário de corte nas taxas de juros norte-americanas, que tende a beneficiar ativos de mercados emergentes como é o caso das ações brasileiras. “O comentário colocou um ponto de interrogação sobre a continuidade da política de corte”, citou. “E com a continuidade sendo posta em dúvida… a chance dos capitais estrangeiros virem para nossa bolsa se torna mais diminuta”, acrescentou. O embate comercial entre EUA e China também segue adicionando volatilidade nos negócios, mantendo os receios com o ritmo da economia global, mesmo com perspectivas de estímulos na China e Alemanha e dados melhores da economia norte-americana.

REUTERS

Estrangeiro já tirou R$ 19 bi da bolsa

O temor de uma recessão global continua forçando a migração de investidores para ativos de segurança no mundo e, com isso, o fluxo de recursos estrangeiros na bolsa brasileira caminha para registrar a pior posição no ano até agosto desde 1996, início da série

No acumulado de 2019 até o dia 15 de agosto, dado mais recente, a saída de investimentos de estrangeiros da B3 alcança R$ 19,2 bilhões. É a maior retirada para um intervalo de janeiro a agosto desde o início da série mensal, em 1996, superando inclusive os saques registrados no mesmo período em 2008, quando o fluxo ficou negativo em R$ 16,5 bilhões na B3. O ambiente continua tão avesso ao risco que, mesmo num dia de recuperação das bolsas americanas, os ativos brasileiros ficaram para trás. Os saques da bolsa vêm ocorrendo regularmente pelos estrangeiros desde maio, com o crescimento do receio de que o mundo entre em recessão. Mesmo quando o projeto de reforma da Previdência passou na Câmara em dois turnos, os estrangeiros só colocaram recursos na bolsa em dois ou três pregões em sequência. “O investidor local foi o responsável por levar o Ibovespa acima dos 100 mil pontos, mas ele precisa de catalisadores positivos que continuem justificando uma aposta mais firme agora, sobretudo com o investidor estrangeiro puxando a balança para o outro lado, com menos demanda por risco”, diz Filipe Villegas, analista da Genial Investimentos. Para Marcos de Callis, estrategista de investimento da asset do banco Votorantim, “os emergentes acabam sendo preteridos por outros investimentos. Existe uma busca por ações dos Estados Unidos ou até para Treasuries. Os emergentes recebem pouco interesse”, diz.

VALOR ECONÔMICO

Economistas passaram a ver crescimento PIB para 0,83% em 2019 e de 2,20% em 2020, contra 0,81% e 2,10% na semana anterior

A expectativa do mercado para o crescimento da economia brasileira voltou a subir tanto para este ano quanto para o próximo, de acordo com a pesquisa Focus divulgada pelo Banco Central na segunda-feira

O levantamento semanal apontou que os economistas passaram a ver crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 0,83% em 2019 e de 2,20% em 2020, contra respectivamente 0,81% e 2,10% na semana anterior. Os participantes do levantamento também ajustaram suas contas para a inflação, calculando agora a alta do IPCA este ano em 3,71%, 0,05 ponto percentual a menos do que na pesquisa anterior. Para 2020, entretanto, permanece a expectativa de avanço de 3,90%. O centro da meta oficial de 2019 é de 4,25% e, de 2020, de 4%, ambos com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. A pesquisa semanal com uma centena de economistas mostrou ainda que o cenário para a taxa básica de juros não mudou, com a Selic projetada em 5% ao final de 2019 e em 5,50% em 2020.

REUTERS

FRANGOS & SUÍNOS

Em agosto, frango abatido enfrentou a pior 1ª quinzena dos últimos sete meses

Em 2019, pior que neste mês, só a primeira quinzena de janeiro passado. Ainda assim, por diferença insignificante (10 centavos). Esse foi o comportamento do frango abatido na primeira quinzena de agosto corrente: o pior dos últimos sete meses

As expectativas começaram a se frustrar já nos primeiros dias de agosto. Porque, sem terem alcançado o pico de meses anteriores, os preços do frango abatido começaram a dar sinais de estabilização por volta dos dias 6-7, situação que não se alterou nem na segunda-feira pós Dia dos Pais (para quando era esperado forte movimento de reposição). Até pelo contrário, o período foi de sucessivas baixas. A ponto de a quinzena ter sido encerrada com os mesmos valores registrados no final de julho. Em decorrência, a média da primeira quinzena de agosto girou em torno dos R$4,13/kg, valor quase 6% inferior ao alcançado no mesmo período do mês anterior e que se coloca como o de menor remuneração dos últimos sete meses.
NOTÍCIAS AGRÍCOLAS

Maiores informações:

ABRAFRIGO

imprensaabrafrigo@abrafrigo.com.br

Powered by Editora Ecocidade LTDA

041 3088 8124

https://www.facebook.com/abrafrigo/

 

abrafrigo

Leave Comment