
Ano 5 | nº 1038| 19 de julho de 2019
NOTÍCIAS
CEPEA: Baixa oferta de animais sustenta cotações
Apesar das escalas relativamente alongadas em determinadas plantas de abate, as cotações da arroba registraram leve alta nos últimos dias, visto que a oferta de animais não é expressiva
Segundo colaboradores do Cepea, as compras de lotes para atender a mercados mais específicos, como o da China, também têm contribuído para sustentar os preços. Assim, nessa quarta-feira, 17, o Indicador do boi gordo ESALQ/B3 fechou a R$ 153,40, ligeiro 0,4% acima do fechamento do dia 16.
Cepea
Carne bovina: demanda fraca na ponta final
Com o início da segunda quinzena do mês e a piora no poder de compra da população as vendas de carne bovina pioraram no varejo
Porém, o único estado que registrou desvalorização na carne bovina foi Minas Gerais, com queda de 0,2%, na média de todos os cortes pesquisados. No restante dos estados os preços subiram ligeiramente. Na praça paulista, na média de todos os cortes pesquisados, a alta foi de 0,2%. No Paraná a alta foi de 0,3% e no Rio de Janeiro de 0,5%. Em São Paulo, apesar do escoamento modesto, alguns açougues optaram por subir o preço da carne bovina devido às altas no atacado.
SCOT CONSULTORIA
Pressão no mercado do boi em São Paulo
O mercado do boi gordo continua pressionado em São Paulo
Apesar de a oferta de boiadas ter recuado, na comparação com as últimas semanas, as indústrias paulistas mantêm as programações de abate em torno de uma semana. Fora isso, o consumo enfraquecido e a dificuldade de escoamento da carne bovina ajudam a manter o mercado calmo. Na última quinta-feira (18/7), a cotação do boi gordo permaneceu estável em 28 das 32 praças pesquisadas pela Scot Consultoria. Em São Paulo, o preço ficou em R$154,50/@, a prazo, livre de Funrural, queda de R$0,50/@ na comparação dia a dia. Foi o segundo ajuste negativo desde o início da semana. Esse também foi o caso da região de Cuiabá e Norte de Mato Grosso. Ambas as praças tiveram retração de R$1,00/@ na comparação com o fechamento do dia 17/7.
SCOT CONSULTORIA
Como ficará o confinamento em 2019?
Consultorias acreditam que os pecuaristas brasileiros devem confinar menos do que 5 milhões de cabeças de gado neste ano. Analistas de mercado ouvidos por Globo Rural afirmam que a intenção de confinamento está menor que no início do ano, mas, ainda assim, os volumes devem ser superiores aos de 2018
A INTL FCStone projeta um confinamento de 4,750 milhões de cabeças, 9,19% a mais que no ano passado, quando a quantidade foi estimada pela empresa em 4,350 milhões. A Scot Consultoria fala em 5,46% a mais na mesma comparação, com o volume passando de 4,03 milhões para 4,25 milhões de bovinos de um ano para outro. As estimativas refletem uma maior incerteza em relação ao mercado de boi gordo para estes últimos meses do ano. Além disso, os preços dos animais para a engorda subiram, assim como a cotação do milho usado na alimentação dos rebanhos, levando o pecuarista a refazer cálculos e reavaliar expectativas de rentabilidade. Nas contas da Scot Consultoria, a cotação do boi magro subiu 5,8% durante o primeiro semestre enquanto o boi gordo ficou praticamente estável, com leve valorização de 0,9%. O milho, com base em Campinas (SP), passou de cerca de R$ 31 a saca de 60 quilos em maio para algo próximo de R$ 38, um aumento de 22,58%. “O início de 2019 estava diferente. A relação de troca piorou para o confinador e a expectativa de rentabilidade caiu. Quem não aproveitou a oportunidade da compra dos insumos, pagará milho um pouco mais caro”, explica Felippe Reis, analista de mercado da Scot. Caio Toledo, consultor de gerenciamento de riscos da INTL FCStone, conta que a intenção de confinamento estava maior até abril. De lá para cá, diminuiu. Além da alta do bezerro e do milho, o pecuarista tem visto um boi magro com ágios de 10% a 15% em relação à arroba do animal terminado.
PECUARIA.COM.BR
ECONOMIA
Dólar bate mínima em 5 meses ante real com expectativa de corte de juros nos EUA
O dólar fechou no menor nível em cinco meses ante o real na quinta-feira, com investidores se desfazendo da moeda norte-americana em meio a maiores expectativas de que o Federal Reserve cortará juros de forma mais contundente no fim do mês
O real esteve entre as moedas de melhor desempenho na sessão. O dólar à vista caiu 0,86%, a 3,7293 reais na venda. É o menor patamar de fechamento desde 20 de fevereiro (3,728 reais).
No exterior, o índice, que mede o valor do dólar frente a uma cesta de divisas, cedia 0,52%.
REUTERS
Desmatamento no Brasil dispara em julho e ameaça acordo comercial com UE
O desmatamento na Amazônia brasileira cresceu na primeira metade de julho e superou a taxa do mês inteiro no ano passado, ameaçando o acordo comercial do Mercosul com a União Europeia
Mais de 1 mil quilômetros quadrados de floresta foram derrubados na primeira quinzena de julho, o que representa 68% a mais em relação a todo o mês de julho de 2018, segundo dados preliminares de satélite do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O desmatamento visto até o momento em julho é o maior de qualquer mês desde agosto de 2016, e ocorre após aumentos importantes na comparação anual ocorridos em maio e junho. A Amazônia abriga a maior floresta tropical do mundo, e cientistas consideram sua proteção essencial no combate à mudança climática. Ambientalistas dizem que o aumento do desmatamento no Brasil é resultado das políticas do Presidente Jair Bolsonaro e de sua retórica a favor do desenvolvimento da região. O Palácio do Planalto e o Ministério do Meio Ambiente não responderam de imediato a pedidos de comentários. No mês passado o Mercosul, bloco formado por Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai, firmou um acordo comercial com a UE que inclui compromissos ambientais. O pacto já enfrenta uma batalha para ser ratificado por países membros do bloco europeu, cujos agricultores temem a competição do poderoso setor agrícola brasileiro, que afirmam estar sujeito a regras ambientais menos rígidas do que as europeias. O Parlamento da Irlanda e o ministro da Agricultura da Itália pediram que o acordo seja rejeitado. Partidos verdes e agricultores europeus podem capitalizar a elevação do desmatamento no Brasil para reforçar seus argumentos contra a ratificação do acordo comercial, disse um diplomata europeu radicado no Brasil à Reuters.
REUTERS
Fed empurra dólar a mínima em 5 meses ante real
O dólar fechou no menor nível em cinco meses ante o real na quinta-feira, com investidores se desfazendo da moeda norte-americana em meio a expectativas de que a divisa caia mais conforme os Estados Unidos caminham para reduzir os juros
Quanto menor os juros nos EUA, mais atrativas se tornam as aplicações em outros mercados, como os emergentes, o que potencializa chances de fluxo de capital a países como o Brasil. Com maior oferta de dólares, o preço da moeda tende a cair. O real foi uma das moedas de melhor desempenho na sessão. O dólar à vista caiu 0,86%, a 3,7293 reais na venda, no menor patamar de fechamento desde 20 de fevereiro (3,728 reais). No exterior, o índice que mede o valor do dólar frente a uma cesta de divisas, cedia 0,52%. O Presidente do Fed de Nova York, John Williams —também vice do Fomc—, disse que os formuladores de política monetária precisam adicionar logo estímulos para lidar com inflação muito baixa quando as taxas de juros estão próximas de zero e não podem esperar que ocorra um desastre econômico. O Vice-Presidente do Fed, Richard Clarida, praticamente repetiu as palavras de Williams ao dizer que as autoridades podem precisar agir logo para estimular a economia dos EUA como uma apólice de seguro contra crescentes riscos. “As falas de John Williams de forma inequívoca indicam um afrouxamento da política monetária em julho, e a probabilidade de corte de 0,50 ponto percentual subiu significativamente”, disse Marc-André Fongern, Chefe de Pesquisa de câmbio da MAF Global Forex, consultoria de comércio internacional em Londres.
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IGP-M desacelera alta a 0,53% na 2ª prévia de julho com menor pressão sobre atacado, diz FGV
A pressão sobre os preços no atacado diminuiu e o Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) desacelerou a alta a 0,53% na segunda prévia de julho, de um avanço de 0,75% no mesmo período do mês anterior
Os dados informados nesta quinta-feira pela Fundação Getulio Vargas mostraram que o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que responde por 60% do índice geral e apura a variação dos preços no atacado, teve alta de 0,62% no período, de avanço de 1,15% antes. As Matérias-Primas Brutas reduziram a alta para 2,60% na segunda prévia de julho, de 3,96% antes. Já os Bens Intermediários recuaram 0,63%, de alta de 0,65% antes. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que tem peso de 30% no índice geral, passou a subir 0,10%, depois de queda de 0,05% na segunda prévia de junho. O destaque foi o grupo Alimentação, cujos preços passaram a subir 0,17% no período, de uma queda de 0,56% antes. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), por sua vez, avançou 0,93% na segunda prévia de julho, contra estabilidade em junho.
REUTERS
EMPRESAS
BRF pode elevar exportação para China em 30% com novas habilitações de fábricas
A BRF espera para breve até quatro novas habilitações de fábricas da companhia para venda de produtos de carne de frango e suína para a China, o que deve ajudar a maior exportadora de carne de frango do mundo a interromper em 2019 série de três anos de prejuízos
Em entrevista à Reuters, o Presidente-Executivo da companhia dona das marcas Sadia e Perdigão, Lorival Luz, afirmou que as exportações da empresa para a Ásia, principalmente para a China, no segundo trimestre cresceram ante o verificado um ano antes e no primeiro trimestre, apoiadas na crise causada pela epidemia de peste suína africana no rebanho local. Porém, ele alertou que apesar de os preços de suínos para a China terem subido 20% a 30% o aumento nos volumes de exportação ainda é tímido, uma vez que novas habilitações de fábricas para vendas ao país ainda não foram aprovadas. “Estamos preparados para habilitação da fábrica de Lucas (do Rio Verde)…isso deve aumentar nossa capacidade de exportação para a China em 30%”, disse Luz, se referindo a suínos e frango, proteínas produzidas na unidade e que precisam de autorizações distintas. “Está mais próxima (a habilitação), que mais distante”, afirmou o executivo, acrescentando que visitas de autoridades chinesas e do Ministério da Agricultura a instalações produtivas no Brasil acontecem nesta semana e devem continuar na próxima semana. Luz afirmou que além das duas habilitações para Lucas do Rio Verde, a BRF também espera receber permissões para exportações à China de mais duas fábricas que produzem carne de frango. Diante dessa expectativa, a empresa está investindo 160 milhões a 170 milhões de reais para preparar as unidades produtivas para as vendas à China, disse o presidente da BRF. Para a Europa, a empresa não espera para 2019 autorizações para voltar a exportar carne de frango, interrompidas em abril de 2018, na sequência das investigações da Polícia Federal relacionadas à operação Carne Fraca. https://br.reuters.com/article/businessNews/idBRKCN1UD2Q4-OBRBS
REUTERS
FRANGOS & SUÍNOS
Setor privado apresentará proposta sobre autocontrole na cadeia suína
A iniciativa privada irá elaborar proposta indicando fases para implantação do sistema de autocontrole na cadeia produtiva de carne suína, informou a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) na terça-feira (16)
“A iniciativa privada é que vai desenhar o processo e sugerir as fases de implantação. Vamos trabalhar em conjunto com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e elaborar um esboço para ser apresentado em no máximo um mês”, disse a assessora técnica da Comissão Nacional de Aves e Suínos da CNA, Ana Lígia Lenat, em nota divulgada pela entidade. Representantes da CNA se reuniram com membros do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) na segunda-feira (15) para discutir ações de autocontrole no setor de suínos e alimentação animal, quando o Mapa sugeriu que a iniciativa privada elaborasse uma proposta. A mudança no sistema de fiscalização agropecuário brasileiro para o modelo de autocontrole vem sendo defendida pela ministra da Agricultura Tereza Cristina desde que assumiu o cargo. O modelo de autocontrole confere maior responsabilidade às empresas na garantia e fiscalização da qualidade de seus produtos, já que elimina a presença diária de um fiscal do Mapa nas plantas frigoríficas. A fiscalização do ministério, que atualmente acompanha todo o fluxo produtivo até o final, passará a compartilhar a tarefa com o setor privado.
CARNETEC
Tarifas da China geram perdas de US$ 1 bi/ano a suinocultores dos EUA
País não aproveita oportunidades comerciais abertas depois dos surtos da peste suína africana
Os produtores norte-americanos de carne suína estão perdendo uma “oportunidade de vendas sem precedentes”, no valor de US$ 1 bilhão por ano, devido às tarifas comerciais de retaliação da China, declarou o presidente da National Pork Producers Council (NPPC), David Herring. Segundo informa o portal Meatingplace, com base nas declarações se Herring, se não fosse pelos impostos (de 62%), os produtores dos EUA estariam na posição ideal para atender à necessidade da China de adquirir mais suínos após a disseminação da peste suína africana. “Em vez disso, essa grande oportunidade comercial está alimentando empregos, lucros e o desenvolvimento rural dos nossos concorrentes; buscamos o fim da disputa comercial com a China”, disse Herring.
PORTAL DBO
INTERNACIONAL
FAO notifica mais seis casos de peste suína africana na Ásia
A divisão da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) informou que seis novos focos da peste suína africana foram identificados na Ásia na última semana: dois na China, dois no Camboja e dois no Laos
Com a atualização, a FAO estima 234 focos da doença no continente. Os dados atualizados até quarta-feira, 17, indicam também que 4,17 milhões de suínos foram mortos nos países asiáticos devido à doença. A China segue sendo o país com número maior de casos da doença, com 149 focos em 32 províncias, incluindo a região administrativa de Hong Kong. Os novos focos foram detectados nas províncias de Sichuan e Hubei, levando ao descarte de dez animais. No total, a China já eliminou 1,16 milhão de animais. No Camboja, dois surtos foram identificados em Kandal, com o abate de 154 suínos, o que levou o país a somar 2,85 mil porcos mortos. No Laos, o número de suínos eliminados foi atualizado de 2,6 mil suínos para 2,67 mil animais, com dois novos casos reportados na província de Savannakhet. No Vietnã, 62 províncias tiveram a doença e eliminaram 3 milhões de suínos. O relatório da FAO diz que a Coreia do Norte também permanece com um foco da doença, o que levou à eliminação de 77 animais. Na Mongólia, 11 surtos foram notificados em seis províncias e em uma cidade, levando à eliminação de 3,1 mil animais. Os dados da FAO levam em consideração apenas números oficiais e costumam divergir de analistas e consultorias.
VALOR ECONÔMICO
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